Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869220030005&lang=en vol. 9 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>A missão é divulgar</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922003000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Prevalence of injuries of Brazilian Basketball National Team during 2002 season]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922003000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este estudo objetiva apresentar a prevalência, provável etiologia e localização das lesões da Seleção Brasileira de Basquete masculina adulta durante a fase de preparação e o 14º Campeonato Mundial de Basquetebol, em 2002. No total, foram 102 queixas correspondendo ao período de 1/7/02 a 10/9/02, com média de 2,55 lesões/mês/jogador. Encontrou-se maior índice de lesões atraumáticas, incluindo as musculares, doenças sistêmicas e lesões tendinosas (66/102 queixas), ou seja, 64,7% do total. Dentre as lesões traumáticas, as mais freqüentes foram as entorses de tornozelo (13/102 lesões) com 12,8%, seguidas dos traumas diretos (contusões) na região das mãos (9/102 lesões), com 8,8%. Em relação ao local de acometimento, as maiores queixas foram nos membros inferiores (49 /102), com 48,0% e membros superiores (14/102), com 13,7%. Quanto à gravidade, lesões leves representaram 57,8%, seguidas das moderadas e graves, com 32,4% e 9,8%, respectivamente. Em relação à posição de jogo, os pivôs foram os atletas que apresentaram maior número de queixas, 45, representando 44,1% do total, sendo estas devido, principalmente, ao contato físico na região do garrafão. Dessa forma, por ser um esporte de extremo contato, as lesões traumáticas, principalmente em mãos e coxas, e as entorses de tornozelo são altamente representativas, sendo os membros inferiores os mais acometidos.<hr/>Este estudio persigue el objetivo de presentar la prevalencia, probable etiología y localización de las lesiones de la Selección Brasileña de básquetbol masculino adulto durante la fase de preparación para el 14º Campeonato Mundial de Básquetbol 2002. En total fueron 102 consultas correpondientes al período comprendido del 1ro. de julio al 10 de setiembre del 2002, con una media de 2,5 lesiones por deportista. Se encontró un mayor índice de lesiones traumáticas, incluyendo las lesiones musculares, afecciones sistémicas y lesiones tendinosas (66 de 102 consultas), o sea el 64,7% del total. Dentro de las lesiones traumáticas, las más frecuentes fueron los esguinces de tobillo (13 de 102 lesiones) con el 12,8% seguido de los traumas directos (contusiones) de la región de las manos (9 de 102 lesiones) con un 8,8%. En cuanto a la gravedad, las lesiones leves representan el 57,8% seguidas de las moderadas y graves con un 34,4% y 9,8%, respectivamente. En relación a la posición en el juego, los pivots fueron los atletas que presentaron un número mayor de consultas (45) representando el 44,1% del total, siendo estas debidas principalmente al contacto físico de la región con mayor agresividad. De esta forma, por ser un deporte de extremo contacto físico, las lesiones traumáticas principalmente en manos, caderas y los esguinces de tobillo son altamente representativas, siendo los miembros inferiores los mas afectados.<hr/>The aim of this study is to evaluate injuries, etiology and localization of Brazilian Basketball National Team during 2002 season. All data of this study was collected by the physician's team. The diagnosis performed was clinical, rarely complementary exams were used; 102 complaints were made by athletes during 2002 season (1/7/2002 10/9/2002) performing 6.37 injuries/athlete/season or 2.55 injuries/athlete/month; 64.7% (66/102 athlete's complaints) had no trauma relationship (muscle injuries, clinical diseases and tendinous injuries). The traumatic injuries were less frequent (36/102; 35.3%). The most frequent injury was ankle's torsion (13/102; 12.8%) followed by hand's trauma (9/102; 8.8%). By localization, the most common injuries were in legs (49/102; 48.0%), arms (14/102; 13.7%), thorax/abdomen (14/102; 13.7%), head and neck (3/102; 3.0%). The systemic diseases (headache, diarrhea, for example) were 21.6%. According to position in court, complaints from center players were the most common (45/102; 44.1%), mainly of traumatic injuries. Due to extreme contact sport, traumatic injuries in hands, thigh and ankle's torsion are most representative and the legs the most common stricken. <![CDATA[<b>Influence of domestic and community exercise programs on the physical fitness, arterial blood pressure, and biochemical variables in hypertensive patients</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922003000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Fundamentos e objetivo: O exercício físico é aceito como estratégia complementar no tratamento da hipertensão arterial. Contudo, são poucos os estudos que analisaram o efeito potencial de programas cujo controle do volume de treinamento é menos estrito, principalmente os não-supervisionados. Assim, o estudo investigou os efeitos de dois programas não-formais de exercício sobre a pressão arterial, aptidão física e perfil bioquímico sanguíneo de adultos hipertensos. Métodos: Foram acompanhados por 18 meses participantes um programa de exercícios não-supervisionado (extramuros) (n = 29; idade = 53 ± 11 anos) e outro de tipo comunitário (ginástica) (n = 42; idade = 62 ± 9 anos). Foram analisados os níveis de pressão arterial, aptidão física (peso corporal, percentual de gordura, IMC, somatório de dobras, relação cintura-quadril, capacidade cardiorrespiratória) e variáveis bioquímicas (colesterol total, LDL, HDL, triglicerídeos e glicemia). O programa extramuros consistia em atividades programadas para serem feitas em casa (caminhada e flexibilidade), três vezes por semana, com treinamento dos sujeitos para controle da intensidade e duração das atividades e preenchimento de fichas individuais, que eram entregues periodicamente à equipe de pesquisa. O programa comunitário envolvia atividades ginásticas em grupo, ministradas por profissionais de educação física, também feitas três vezes por semana. Em ambos os programas, as variáveis foram medidas trimestralmente e os dados tratados por meio de ANOVA para medidas repetidas (p < 0,05). Resultados e conclusão: Os resultados indicaram que ambos os programas tiveram efeitos positivos, principalmente na composição corporal (quantitativa e distribuição regional) e perfil lipídico sanguíneo. As repercussões sobre a pressão arterial, apesar de identificadas estatisticamente, revelaram-se menos consistentes. Não houve efeitos importantes sobre o perfil bioquímico sanguíneo. Conclui-se que programas não-formais de atividades físicas podem ter influências benéficas sobre a condição geral de hipertensos, mas seu potencial quanto a efeitos mais específicos deve ser melhor apreciado em estudos futuros.<hr/>Fundamentos y objetivos: El ejercicio físico es aceptado como estrategia complementaria del tratamiento de la hipertensión arterial. Con todo, son pocos los estudios que analizarán los efectos del potencial de los programas cuyo control de volumen de entrenamiento es menos estricto, principalmente los que no son supervisados. De esta manera, el estudio investigó los efectos de dos programas no formales de ejercicio sobre la presión arterial, adaptación física y perfil bioquímico sanguíneo de adultos hipertensos. Métodos: Los participantes de un programa de ejercicio no supervisado (extramuros) (n = 29; edad = 53 ± 11 años) y los participantes de otro tipo comunitario (n = 42; edad = 62 ± 9 años fueron acompañados durante 18 meses. Fueron analizados los niveles de presión arterial, aptitud física (peso corporal, porcentaje de grasa, IMC, somatotipo de pliegues, relación cintura cadera, capacidad cardiorespiratoria) y variables bioquímicas (colesterol total, LDL, HDL, triglicéridos y glicemia). El programa extramuros consistió en actividades programadas a ser realizadas en casa (caminata y flexibilidad), tres veces por semana, con entrenamiento de los sujetos para realizarse controles de intesidad y duración de actividades y confección de fichas individuales que eran entregadas periodicamente al equipo de pesquisa. El programa comunitario comprendía actividades ginmásticas en grupo, organizadas por profesionales de educación física, tambien realizadas tres veces por semana. En ambos programas, las variables fueron medidas trimestralmente y los datos tratados por medio del programa ANOVA para las medidas repetidas (p < 0.05). Resultados y conclusiones: Los resultados indican que ambos programas tuvieron efectos positivos, principalmente en la composición corporal (cualitativa y distribución regional) y perfil lipídico sanguíneo. Las repercusiones sobre la presión arterial, a pesar de estar identificadas estadísticamente, se muestran como menos consistentes. No existieron efectos importantes sobre el perfil bioquímico sanguíneo. Se concluye que los programas no formales de actividades físicas pueden tener influencias benéficas sobre la condición general de los hipertensos, mas su potencial sobre los efectos más específicos deberán ser mejor apreciados en estudios futuros.<hr/>Background and purposes: Physical activity is accepted as a complementary strategy in the hypertension treatment. However, few studies were concerned with the effects of exercise programs which encourage a less strict training control, especially non-supervised programs. Thus, this study aimed to investigate the effects of two non-formal exercise programs on the blood pressure (BP), physical fitness and biochemical blood profile in hypertensive adults. Methods: Two groups were observed during 18 months: a) 29 subjects engaged in a domestic program (CLINEX) (age: 53 ± 11 yr); b) 42 subjects practicing calisthenics in a community program (NPRC) (age: 62 ± 9 yr). The following variables were assessed: BP, body weight, body fat percent, body mass index, sum of skin folds, waist-hip ratio, cardiorespiratory capacity, and biochemical variables (total cholesterol, HDL, LDL, plasma triglycerides, and blood glucose). The domestic program consisted in home-based programmed activities (walking and stretching exercises), held three times/week. The subjects were specifically trained for controlling the intensity and duration of the exercise, and filled an individual chart which was periodically delivered to the research group. The community program proposed hospital-based calisthenics and aerobic activities ministered by exercise specialists, also three times a week. In both programs, the data were assessed every three months and treated by repeated measures ANOVA (p < 0.05). Results and conclusion: The results suggested the exercise programs elicited positive effects, mainly in body composition and fat regional distribution. The repercussions on blood pressure, despite the fact of being statistically identified, seemed to be less consistent. There were not meaningful effects over the blood biochemical profile. The authors concluded that non-formal exercise programs can be related to favorable changes in overall condition of hypertensive patients, but their potential to elicit more specific changes should be better studied in the future. <![CDATA[Carbohydrate supplementation fails to revert the deleterious effects of endurance exercise upon subsequent strength performance]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922003000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Estudos disponíveis na literatura demonstram que a realização prévia de um exercício de endurance afeta de modo adverso o desempenho no exercício de força subseqüente. Tal ocorrência pode estar relacionada a mudanças metabólicas induzidas pelo exercício de endurance. O objetivo deste trabalho foi verificar se a ingestão de carboidrato (CHO) pode atenuar os efeitos de uma sessão aguda de exercício de endurance sobre o desempenho de força. A fim de testar essa hipótese, seis estudantes universitárias (164 ± 5,9cm; 64,9 ± 7,2kg), com experiência em treinamento de força, foram submetidas a um teste para a determinação do VO2pico (44 ± 4,3ml.min-1) e um teste de 1-RM para o leg press (186 ± 22,5kg) seguido de um teste de repetições máximas (duas séries de leg press realizado a 70% de 1-RM até exaustão 1ª série 21 ± 2,6 e 2ª série 11 ± 1,9 repetições) em dias diferentes. Seguindo um protocolo duplo-cego, os sujeitos foram submetidos a duas condições experimentais, recebendo uma bebida placebo (P) ou outra contendo carboidrato (6% - maltodextrina), antes (500ml) e durante (500ml) a realização de uma sessão de exercício de endurance (corrida em esteira 70% do VO2pico por 45 minutos). Em seguida ao exercício de endurance, os indivíduos realizaram um teste de 1-RM seguido pelo teste de repetições máximas. Não foram observadas mudanças no teste de 1-RM e na concentração plasmática de glicose entre as condições experimentais (P x CHO). O número de repetições máximas a 70%-1RM apresentou decréscimo nas duas situações (P 1ª série 13 ± 2,9 repetições e 2ª série 6 ± 2,1 repetições; CHO 1ª série 15 ± 2,5 repetições e 2ª série 7 ± 1,7 repetições, p < 0,05), não havendo diferença entre ambas. Uma sessão de exercício de endurance (intensidade moderada e longa duração) realizada previamente afeta de modo negativo a capacidade de realizar repetições máximas. Independente do mecanismo envolvido na redução do número de repetições máximas, o consumo de carboidrato foi incapaz de reverter esse efeito prejudicial.<hr/>Los estudios disponibles en la literatura demuestran que la realización previa de un ejercicio de endurance afecta de modo adverso el desempeño en el ejercicio de fuerza subsiguiente. Tal ocurrencia puede estar relacionada a cambios metabólicos inducidos por el ejercicio de endurance. Nuestro objetivo fue verificar si el ingerir carbohidratos (CHO) puede atenuar los efectos de una sesión aguda de ejercicio de endurance sobre el desempeño de fuerza. Con el fin de verificar esta hipótesis, 6 estudiantes universitarias (164 ± 5,9cm; 64,9 ± 7,2kg), con experiencia en entrenamiento de fuerza, fueron sometidas a un test para determinar el VO2pico (44 ± 4,3ml.min-1) y a un test de 1-RM para leg press (186 ± 22,5kg) seguido de un test de repeticiones máximas (2 series de leg press realizado a 70% de 1-RM hasta el cansancio 1ª serie 21 ± 2,6 y 2ª serie 11 ± 1,9 repeticiones) en días diferentes. Siguiendo un procedimiento doble-ciego los voluntarios fueron sometidos a dos condiciones experimentales, recibiendo una bebida placebo (P) u otra conteniendo carbohidratos (6% - maltodextrina), antes (500ml) y durante (500ml) la realización de una sesión de ejercicio de endurance (carrera en trotadores, 70% de VO2pico por 45 minutos). Después del ejercicio de endurance, los voluntarios realizaron un test de 1-RM seguido del test de repeticiones máximas. No se observaron cambios en el test de 1-RM o en la concentración plasmática de glicosis entre las condiciones experimentales (P x CHO). El número de repeticiones máximas a 70%-1RM presentó disminución en ambas situaciones (P 1ª serie 13 ± 2,9 reps y 2ª serie 6 ± 2,1 reps; CHO 1ª serie 15 ± 2,5 reps y 2ª serie 7 ± 1,7 reps, p < 0,05), no habiendo diferencia entre ellas. Una sesión de ejercicio de endurance (intensidad moderada) realizada previamente afecta de modo negativo la capacidad de repeticiones máximas. Independiente del mecanismo, el consumo de carbohidratos fue incapaz de revertir ese efecto perjudicial.<hr/>Previous studies indicated that endurance exercise might have an adverse effect on subsequent strength performance. The decrease in strength performance might be related to the changes promoted by endurance exercise in energy metabolism. Authors' aim was verify if carbohydrate (CHO) feeding can attenuate the effects of endurance exercise on strength development. To verify that hypothesis, six female university students (164 ± 5.9 cm; 64.9 ± 7.2 kg) with strength training experience were submitted to a VO2peak test (44 ± 4.3 ml.min-1) and an 1-RM test in the leg press (186 ± 22.5 kg) followed by a maximum repetitions test (2 sets of leg press exercise performed at 70% of 1-RM value until exhaustion, 1st set 21 ± 2.6 reps and 2nd set 11 ± 1.9 reps) in different days. In a double-blind design, the subjects were submitted to two different trials, receiving placebo (P) or CHO beverages (1 L of P or 6% maltodextrin solutions), 60 min before (500 ml) and during (500 ml) endurance exercise bout. These bouts were performed in a treadmill at 70% of VO2peak for 45 minutes. Subsequently, the subjects performed an 1-RM test followed by a maximum repetitions test. No changes were observed in 1-RM test. There was a similar decline in maximum repetitions test (an index of muscular endurance) in both trials (P - 1st set 13 ± 2.9 reps and 2nd set 6 ± 2.1 reps; CHO - 1st set 15 ± 2.5 reps and 2nd set 7 ± 1.7 reps, p < 0.05). Previous endurance exercise bout promoted deleterious effect upon muscular endurance task (maximum repetitions test - 70%-1-RM). CHO supplementation was inefficient to revert the effect of endurance exercise upon maximum repetitions test. <![CDATA[Intra and interdays reliability of the 4-second exercise test]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922003000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en O teste de exercício de quatro segundos (T4s) é validado farmacologicamente para a avaliação da função vagal cardíaca e consiste em pedalar, o mais rápido possível, um cicloergômetro sem carga do quarto ao oitavo segundo de uma apnéia inspiratória máxima de 12 segundos. Um índice vagal cardíaco (IVC) adimensional é obtido pelo quociente entre a duração dos ciclos cardíacos (intervalos RR no eletrocardiograma) imediatamente antes e o mais curto do exercício. Objetivou-se determinar a fidedignidade inter e intradia do T4s e a necessidade de realizar duas tentativas, conforme descrito no protocolo original. No estudo 1, analisou-se prospectivamente a fidedignidade interdias dos resultados de 15 indivíduos assintomáticos (28 ± 6 anos) submetidos ao T4s por cinco dias seguidos, sendo realizadas duas tentativas a cada dia. Para determinar a fidedignidade intradia do IVC, foram realizadas, randomicamente em um dos dias, nove tentativas consecutivas do T4s. No estudo 2, calculou-se, retrospectivamente, a fidedignidade intradia do IVC de 1.699 indivíduos (47 ± 17 anos) em duas tentativas. O IVC apresentou elevada fidedignidade intradia e interdias (r i = 0,92; IC 95% = 0,84 a 0,97 e r i = 0,77; IC 95% = 0,49 a 0,92, respectivamente) no estudo 1, assim como, no estudo 2 (r i = 0,89; IC 95% = 0,88 a 0,90). Apesar da elevada fidedignidade, havia mínimas diferenças entre as médias (média ± EPM = 1,32 ± 0,01 vs. 1,37 ± 0,01; p < 0,001), sendo que em apenas 15% dos casos essa diferença foi maior do que 0,20, não representando, assim, maior relevância clínica. Verificou-se, ainda, que, em 65% das observações, a segunda tentativa foi considerada a melhor e que a realização de apenas uma induziria a erros de interpretação clínica em 27% dos dados. Em síntese, este estudo demonstrou a elevada fidedignidade do IVC avaliado pelo T4s, além de justificar a necessidade de realizar duas tentativas consecutivas em seu protocolo.<hr/>El test de 4 segundos (T4s) es validado farmacológicamente para la evaluación de la función vagal cardíaca y consiste en pedalear lo más rápido posible en cicloergómetro sin carga del cuatro al octavo segundo de una apnea inspiratoria máxima de 12 segundos de duración. Un índice vagal cardiaco (IVC) dimensionable, obtenido por el cociente entre la duración de dos ciclos cardíacos (intérvalo RR del electrocardiograma) inmediatamente antes y en lo mas corto del ejercicio. Objetivamos determinar la fidelidad inter e intradiaria del T4s y la necesidad de realizar las dos tentativas, conforme a lo descripto en el protocolo original. En el estudio 1, analizamos prospectivamente la fidelidad interdías de los resultados de 15 individuos asintomáticos (28 ± 6 años) sometidos al T4s por cinco días seguidos, realizándose dos tentativas cada día. Para determinar la fidelidad intradiaria del IVC, fueron realizadas ramdómizadamente en unos dos días, nueve tentativas consecutivas del T4s. En el estudio 2, calculamos retrospectivamente la fidelidad intradiaria del IVC de 1699 individuos (47± 7 años) en dos tentativas. El IVC presentó una elevada fidelidad intradiaria e interdiaria (r i = 0,92; IC 95% = 0,84 a 0,97 y r i = 0,77; IC 95%= 0,49 a 0,92, respectivamente) en el estudio 1, así como, en el estudio 2 (r i = 0,89; IC 95% = 0,88 a 0,90). A pesar de la elevada fidelidad, había mínimas diferencias entre las medias (media ± EPM = 1,32 ± 0,01 contra 1,37 ± 0,01; p < 0,001), siendo que en apenas 15% de los casos esta diferencia fué mayor que 0,20, no representando así, mayor relevancia clínica. Verificamos así que en el 65% de las observaciones, la segunda tentativa fué considerada la mejor y que la realización de apenas una tentativa induciría a un error de interpretación clínica en un 27% de los casos. En síntesis, este estudio demostró la elevada fidelidad del IVC evaluado por el T4s, además de justificar la necesidad de realizarse dos tentativas consecutivas en su protocolo.<hr/>The 4-second exercise test (T4s) is pharmacologically validated to assess cardiac vagal tone, and consists in pedaling, as fast as possible, a cycle-ergometer unloaded, from the 4th to the 8th second of a 12-second maximum inspiratory apnea. An dimensionless cardiac vagal index (CVI) is calculated from the ratio of the duration of the cardiac cycles (RR intervals at the electrocardiogram) from immediately before the exercise and the shorter of the exercise. Our objective was to determine T4s intra and interdays reliability, and the actual need for two trials, as described on the original protocol. In study 1, the interday reliability of the results was assessed prospectively from 15 asymptomatic subjects (28 ± 6 years) submitted to T4s for five consecutive days, being two trials carried out at each day. To determine CVI intraday reliability, in one of the five days, randomly selected, nine T4s consecutive trials were made. In study 2, the CVI intraday reliability was calculated from 1699 subjects (47 ± 17 years) in two trials. CVI presented high intraday and interday reliability (r i = 0.92; 95%CI = 0.84 to 0.97 and r i = 0.77; 95%CI = 0.49 to 0.92, respectively) for study 1 and for study 2 (r i = 0.89; 95%CI = 0.88 to 0.90). In spite of high reliability, there were some minor differences between the means (mean ± SEM = 1.32 ± 0.01 vs 1.37 ± 0.01; p < 0.001), and in only 15% of the cases this difference was higher than 0.20, thus not representing major clinical meaning. It was also observed that in 65% of the cases, the second trial was considered the best and, with only one trial, clinical misinterpretation could occur in 27% of the data. In summary, this study evidenced high CVI reliability assessed by T4s, and confirmed the need for two consecutive trials, as prescribed in its protocol. <![CDATA[<b>Non-exercise models for prediction of aerobic fitness and apllicability on epidemiological studies</b>: <b>descriptive review and analysis of the studies</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922003000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Aptidão cardiorrespiratória reduzida é considerada fator de risco independente para o óbito por todas as causas, mas principalmente por doença coronariana. Devido a essa importância e à dificuldade de avaliá-la através de testes de exercícios, formas alternativas de avaliação foram sugeridas, envolvendo equações de predição sem a necessidade de realização de exercícios. O presente estudo objetivou descrever e analisar criticamente esses modelos e, principalmente, sua aplicabilidade em estudos epidemiológicos. Foi realizada revisão sistemática de artigos publicados entre 1966 e 2003. Ao todo, 24 estudos foram selecionados obedecendo aos critérios de inclusão. Apenas cinco estudos relataram o erro padrão da estimativa (EPE), a equação completa, apresentam maior número amostral e, principalmente, realizaram a validação cruzada; além disso, estão entre os que apresentam maior valor de R² ajustado, o que ratifica a qualidade e a força de predição dos mesmos. Conclui-se que, em princípio, os modelos sem exercícios podem constituir alternativa viável para avaliação da aptidão cardiorrespiratória em estudos epidemiológicos. No entanto, são poucas as equações disponíveis cuja validação permite grau aceitável de generalização.<hr/>Una reducida aptitud cardiorrespiratoria es considerada como factor de riesgo independiente para el óbito por todas sus causas, pero principalmente por enfermedad coronaria. Debido a esa importancia y a la dificultad de evaluarla a través de tests de ejercicios, fueron sugeridas formas de evaluación alternativas, envolviendo ecuaciones de predicción sin la necesidad de realizar ejercicios físicos. El presente estudio se centró en describir y analizar de forma crítica esos modelos y, principalmente, en su aplicabilidad en estudios epidemiológicos. Se realizó una revisión sistemática de los artículos publicados entre 1996 y 2003. En total, fueron seleccionados 24 de ellos, obedeciendo a criterios de inclusión. Solamente cinco artículos reportaron el error padrón de estimación (EPE), la ecuación completa, presentando un número mayor de muestras y principalmente realizaron una verificación cruzada; además de eso, figuran entre los que presentan mayor valor de R² ajustado, lo que ratifica la calidad y la fuerza de predicción de los mismos. Concluyéndose en primer lugar, que los modelos sin ejercicios pueden constituirse en una alternativa viable para la evaluación de la aptitud cardiorrespiratoria en estudios epidemiológicos. A pesar de esto, las ecuaciones disponibles, cuya validez permita un grado aceptable de generalización, son pocas.<hr/>A low cardiorespiratory fitness is an independent risk factor for mortality from all causes, but mainly for coronary heart disease. Nevertheless, there are many difficulties to evaluate it by exercise testing in the epidemiological context. Alternative forms of evaluation have therefore been suggested using non-exercise regression models. This study aimed to review and critically analyze these models and their applicability in epidemiological studies. A systematic review was conducted considering papers published between 1966 and 2002. There were selected 24 studies attending the inclusion criteria. Only five of them related the standard error of estimation (SEE), the equation fully reported, present a higher sample size and made the cross-validation. These studies presented a higher adjusted R², what mean the quality and the prediction power of them. The authors conclude that cardiorespiratory evaluation by non-exercise models in epidemiological studies could be feasible. However, few models seem to fulfill the minimum external validation requirements to provide data that could be generalized for large populations. <![CDATA[Muscular strength and endurance tests: reliability and prediction of one repetition maximum - Review and new evidences]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922003000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en A confiabilidade intra-avaliadores é fundamental na determinação da qualidade dos dados coletados em uma pesquisa. Poucos estudos controlados têm reportado valores de confiabilidade de testes de força e, apesar de esta ser considerada boa na maioria dos estudos publicados (0,79 a 0,99), as diferenças entre teste e reteste têm sido observadas como estatisticamente significativas. Dessa forma, sugere-se a utilização dos valores de um segundo teste, pelo menos, em estudos de pesquisa, de modo que eventuais modificações nos valores de força possam ser atribuídas ao efeito dos tratamentos realizados e não à simples adaptação ao protocolo de teste. As relações entre testes de força máxima e testes submáximos ou variáveis antropométricas têm sido investigadas com o intuito de predizer a força máxima sem que o indivíduo tenha que ser submetido a um teste de carga máxima, evitando possíveis riscos de lesão. Valores de carga máxima, ou percentuais desta, são comumente utilizados para melhor prescrever o treinamento. A predição de uma repetição máxima (1RM) através de testes submáximos parece boa (em geral, correlações > 0,90); entretanto, na maioria dos estudos revisados, as equações preditivas desenvolvidas quase sempre não são aprovadas no escrutínio de uma validação cruzada. Assim sendo, especial atenção deve ser dispensada à especificidade da população, do exercício e da técnica de execução, quando do desenvolvimento e aplicação dessas equações. Variáveis antropométricas não foram confirmadas como boas preditoras de 1RM. O número de repetições para dado % de 1RM é diferente para diferentes exercícios, como também o é a carga para determinado número de repetições máximas (nRM), quando executadas em diferentes velocidades. A prescrição do exercício baseada, indiferentemente, em número de repetições ou % de 1RM deve ser considerada com cautela.<hr/>La confiabilidad entre los evaluadores es fundamental en la determinación de la calidad de los datos obtenidos en una pesquiza. Pocos estudios controlados tienen reportado valores de confiabilidad de tests de fuerza y a pesar de esta ser considerada buena en la mayoría de los estudios publicados (0,79 a 0,99), las diferencias entre el test y el re-test vienen siendo observadas como estadísticamente significativas. De esta forma, se sugiere la utilización de los valores de un segundo test, por lo menos, en estudios de pesquiza, de modo que las eventuales modificaciones de los valores de fuerza puedan ser atribuibles al efecto de los tratamientos realizados y no a simples adaptaciones al protocolo de test. Las relaciones entre los tests de fuerza máxima y los tests submáximos o las variables antropométricas han sido investigadas con la intención de predecir la fuerza máxima sin que el individuo tenga que ser sometido a un test de carga máxima, evitando riesgos de posibles lesiones. Los valores de carga máxima, o los porcentuales de esta son comunmente utilizados para prescribir mejor el entrenamiento. La predicción de una repetición máxima (1RM) a través de test máximos parece buena (en general correlaciones > 0,90), entretanto, en la mayoría de los estudios revisados, las ecuaciones predictivas desarrolladas casi siempre no son aprobadas en el escrutiño de una validación cruzada. Siendo así que, una atención especial deberá dispensarse en la especificidad de la población, del ejercicio, y de la técnica de ejecución cuando se inicie el desarrollo y la aplicación de esas ecuaciones. Las variables antropométricas no fueron confirmadas como buenas predictoras de 1RM. El número de repeticiones para un determinado % de 1RM es diferente para diferentes ejercicios, como tambien lo es la carga para un determinado número de repeticiones máximas (nRM), cuando se ejecuta a diferentes velocidades. La prescripción del ejercicio basada, indiferentemente en el número de repeticiones, o en el % de 1RM debe ser considerada con mucha cautela.<hr/>Intra-tester reliability is fundamental in determining the quality of data collected in research. Few controlled studies have reported the reliability of strength tests and, in spite of most published studies reporting it to be good (0.79 to 0.99), differences between test and retest are observed to be statistically significant. Thus, for research purposes, it is suggested that values should be taken from a second test, at least, so that changes in strength may be attributed to treatment effect and not simply to adaptation to the test protocol. The relationships between maximum strength tests and submaximal tests or anthropometric variables have been investigated in order to predict maximal strength without submitting subjects to a maximal load test, so as to avoid the risk of injury. Maximal load, or a percentage of it, is commonly used to better prescribe training. Prediction of one repetition maximum (1RM) from submaximal tests seems to be good (in general, correlation coefficients > 0.90), although studies have mostly failed to cross-validate prediction equations. Thus, care should be taken especially in relation to specificity of the population, of the exercise, and performance technique when developing and applying these equations. Anthropometric variables have not proven to be good predictors of 1RM. The number of repetitions for a given % of 1RM is different for different exercises, so is the load for a given number of repetitions maximum (nRM) when performed at different velocities. Exercise prescription based, indifferently, on number of repetitions or %1RM should be carefully considered. <![CDATA[<B>Errata</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922003000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en A confiabilidade intra-avaliadores é fundamental na determinação da qualidade dos dados coletados em uma pesquisa. Poucos estudos controlados têm reportado valores de confiabilidade de testes de força e, apesar de esta ser considerada boa na maioria dos estudos publicados (0,79 a 0,99), as diferenças entre teste e reteste têm sido observadas como estatisticamente significativas. Dessa forma, sugere-se a utilização dos valores de um segundo teste, pelo menos, em estudos de pesquisa, de modo que eventuais modificações nos valores de força possam ser atribuídas ao efeito dos tratamentos realizados e não à simples adaptação ao protocolo de teste. As relações entre testes de força máxima e testes submáximos ou variáveis antropométricas têm sido investigadas com o intuito de predizer a força máxima sem que o indivíduo tenha que ser submetido a um teste de carga máxima, evitando possíveis riscos de lesão. Valores de carga máxima, ou percentuais desta, são comumente utilizados para melhor prescrever o treinamento. A predição de uma repetição máxima (1RM) através de testes submáximos parece boa (em geral, correlações > 0,90); entretanto, na maioria dos estudos revisados, as equações preditivas desenvolvidas quase sempre não são aprovadas no escrutínio de uma validação cruzada. Assim sendo, especial atenção deve ser dispensada à especificidade da população, do exercício e da técnica de execução, quando do desenvolvimento e aplicação dessas equações. Variáveis antropométricas não foram confirmadas como boas preditoras de 1RM. O número de repetições para dado % de 1RM é diferente para diferentes exercícios, como também o é a carga para determinado número de repetições máximas (nRM), quando executadas em diferentes velocidades. A prescrição do exercício baseada, indiferentemente, em número de repetições ou % de 1RM deve ser considerada com cautela.<hr/>La confiabilidad entre los evaluadores es fundamental en la determinación de la calidad de los datos obtenidos en una pesquiza. Pocos estudios controlados tienen reportado valores de confiabilidad de tests de fuerza y a pesar de esta ser considerada buena en la mayoría de los estudios publicados (0,79 a 0,99), las diferencias entre el test y el re-test vienen siendo observadas como estadísticamente significativas. De esta forma, se sugiere la utilización de los valores de un segundo test, por lo menos, en estudios de pesquiza, de modo que las eventuales modificaciones de los valores de fuerza puedan ser atribuibles al efecto de los tratamientos realizados y no a simples adaptaciones al protocolo de test. Las relaciones entre los tests de fuerza máxima y los tests submáximos o las variables antropométricas han sido investigadas con la intención de predecir la fuerza máxima sin que el individuo tenga que ser sometido a un test de carga máxima, evitando riesgos de posibles lesiones. Los valores de carga máxima, o los porcentuales de esta son comunmente utilizados para prescribir mejor el entrenamiento. La predicción de una repetición máxima (1RM) a través de test máximos parece buena (en general correlaciones > 0,90), entretanto, en la mayoría de los estudios revisados, las ecuaciones predictivas desarrolladas casi siempre no son aprobadas en el escrutiño de una validación cruzada. Siendo así que, una atención especial deberá dispensarse en la especificidad de la población, del ejercicio, y de la técnica de ejecución cuando se inicie el desarrollo y la aplicación de esas ecuaciones. Las variables antropométricas no fueron confirmadas como buenas predictoras de 1RM. El número de repeticiones para un determinado % de 1RM es diferente para diferentes ejercicios, como tambien lo es la carga para un determinado número de repeticiones máximas (nRM), cuando se ejecuta a diferentes velocidades. La prescripción del ejercicio basada, indiferentemente en el número de repeticiones, o en el % de 1RM debe ser considerada con mucha cautela.<hr/>Intra-tester reliability is fundamental in determining the quality of data collected in research. Few controlled studies have reported the reliability of strength tests and, in spite of most published studies reporting it to be good (0.79 to 0.99), differences between test and retest are observed to be statistically significant. Thus, for research purposes, it is suggested that values should be taken from a second test, at least, so that changes in strength may be attributed to treatment effect and not simply to adaptation to the test protocol. The relationships between maximum strength tests and submaximal tests or anthropometric variables have been investigated in order to predict maximal strength without submitting subjects to a maximal load test, so as to avoid the risk of injury. Maximal load, or a percentage of it, is commonly used to better prescribe training. Prediction of one repetition maximum (1RM) from submaximal tests seems to be good (in general, correlation coefficients > 0.90), although studies have mostly failed to cross-validate prediction equations. Thus, care should be taken especially in relation to specificity of the population, of the exercise, and performance technique when developing and applying these equations. Anthropometric variables have not proven to be good predictors of 1RM. The number of repetitions for a given % of 1RM is different for different exercises, so is the load for a given number of repetitions maximum (nRM) when performed at different velocities. Exercise prescription based, indifferently, on number of repetitions or %1RM should be carefully considered.