Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869220040004&lang=en vol. 10 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Flexibility behavior after 10 weeks of resistance training</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922004000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en O propósito deste estudo foi analisar o comportamento da flexibilidade de diferentes articulações após 10 semanas de treinamento com pesos (TP). Para tanto, 16 homens (23,0 &plusmn; 2,1 anos; 68,0 &plusmn; 7,0kg; 178,8 &plusmn; 8,7cm) sedentários, mas aparentemente saudáveis, foram aleatoriamente divididos em grupo treinamento (GT, n = 8) e grupo controle (GC, n = 8). O GT foi submetido a 10 semanas consecutivas de TP (três sessões semanais, em dias alternados), ao passo que o GC não se envolveu com a prática de nenhum programa sistematizado de atividades físicas nesse período. Os 11 exercícios que compuseram o programa de TP foram executados em três séries de 8-12 RM. Os movimentos de flexão e extensão do ombro; flexão, extensão e flexão lateral do tronco; flexão e extensão do quadril; flexão e extensão do cotovelo; e flexão do joelho foram utilizados para a análise do comportamento da flexibilidade. ANOVA e ANCOVA para medidas repetidas, seguidas pelo teste post hoc de Tukey, quando P < 0,05, foram utilizadas para o tratamento dos dados. Aumentos significantes na flexibilidade entre os momentos pré e pós-experimento foram encontrados no GT nos movimentos de flexão do ombro (hemicorpo direito, P < 0,05), extensão do quadril (hemicorpo esquerdo, P < 0,05), extensão do tronco (P < 0,05), flexão do tronco (P < 0,05) e flexão lateral do tronco (hemicorpo direito, P < 0,05; hemicorpo esquerdo, P < 0,01). Apesar disso, o efeito da interação grupo vs. tempo foi identificado somente nos movimentos de flexão do cotovelo (hemicorpos direito e esquerdo, P < 0,05), extensão do quadril (hemicorpo esquerdo, P < 0,05) e flexão lateral do tronco (hemicorpo esquerdo, P < 0,01). Assim, os resultados do presente estudo sugerem que as 10 primeiras semanas de prática de TP podem contribuir efetivamente para a preservação ou melhoria dos níveis de flexibilidade observados no período pré-treinamento, em diferentes articulações.<hr/>El propósito de este estudio fué analizar el comportamiento de la flexibilidad de diferentes articulaciones después de 10 semanas de entrenamiento con pesos (TP). Para ello, 16 hombres (23,0 &plusmn; 2,1 años; 68,0 &plusmn; 7,0 Kg.; 178,8 &plusmn; 8,7 cm) sedentarios, aparentemente saludables, fueron aleatoriamente divididos en grupos de entrenamiento (GT, n = 8) y en grupo control (GC, n = 8). El GT fué sometido a 10 semanas consecutivas de TP (tres sesiones semanales, en días alternados), al tiempo que el GC no se incluyó en la práctica de ningún programa sistematizado de actividades físicas en ese período. Los 11 ejercicios que compusieron el programa de TP fueron ejecutados en tres series de 8-12 RM. Los movimientos de flexión y extensión del hombro; flexión, extensión y flexión lateral del tronco; flexión y extensión de los glúteos; flexión e extensión del codo; y flexión de la rodilla fueron utilizados para el análisis del comportamiento de la flexibilidad. ANOVA y ANCOVA para medidas repetidas, seguidas por el test post hoc de Tukey, cuando P < 0,05, fueron utilizadas para el tratamiento de los datos. Aumentos significantes en la flexibilidad entre los momientos pre y el post experimento fueron encontradas en el GT en los movimientos de flexión del hombro (hemicuerpo derecho, P < 0,05), extensión de los glúteos (hemicuerpo izquierdo, P < 0,05), extensión del tronco (P < 0,05), flexion del tronco (P < 0,05) y flexion lateral del tronco (hemicuerpo derecho, P < 0,05; hemicuerpo izquierdo, P < 0,01). A pesar de eso, el efecto de la interacción grupo vs. tiempo fué identificado solamente en los movimientos de flexión del codo (hemicuerpos derecho e izquierdo, P < 0,05), extensión del glúteo (hemicuerpo izquierdo, P < 0,05) y flexión lateral del tronco (hemicuerpo izquierdo, P < 0,01). Así, los resultados del presente estudio sugieren que las 10 primeras semanas de práctica de TP pueden contribuir efectivamente para la preservación o mejoría de los níveles de flexibilidad observados en el período pre-entrenamiento, en diferentes articulaciones.<hr/>The objective of this study was to analyze the flexibility behavior of different articulations after 10 weeks of resistance training (RT). That is why, 16 inactive men (23.0 &plusmn; 2.1 years; 68.0 &plusmn; 7.0 kg; 178.8 &plusmn; 8.7 cm) apparently healthy were randomly divided into training group (TG, n = 8) and control group (CG, n = 8). The group TG was submitted to 10 consecutive weeks of RT (three weekly sessions in alternated days), whereas for group CG, no systematized program of physical activities was developed in this period. The 11 exercised that composed the RT program were performed in three series of 8-12 RM. The shoulder flexion and extension, trunk flexion, lateral flexion and extension, hip extension and flexion, elbow extension and flexion and knee flexion were used for the analysis of the flexibility behavior. The ANOVA and ANCOVA for repeated measures, followed by the Tukey post hoc test for P < 0.05 were used for data treatment. Significant increase on flexibility between pre and post experiment were found in TG in shoulder flexion movements (right hemisphere, P < 0.05), hip extension (left hemisphere, P < 0.05), trunk extension (P < 0.05), trunk flexion (P < 0.05) and trunk lateral flexion (right hemisphere, P < 0.05; left hemisphere, P < 0.01). Although, the effect of the interaction group vs time was only identified in elbow flexion movements (right and left hemisphere, P < 0.05), hip extension (left hemisphere, P < 0.05) and trunk lateral flexion (left hemisphere, P < 0.01). Thus, the results of the present study suggest that the 10 first weeks of RT practice may contribute effectively for the maintenance or improvement of the flexibility levels observed in the pre-training period, in different articulations. <![CDATA[<B>Dynamics of the power measures alterations and the posterior long-lasting training effect on basketball players submitted to the block training system</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922004000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente estudo objetivou examinar a dinâmica das alterações da força explosiva de salto vertical (SV), força explosiva de salto horizontal (SHP) e da força rápida horizontal para a perna direita (STCD) e para a perna esquerda (STCE) nas distintas etapas da preparação em basquetebolistas adultos submetidos ao sistema de treinamento em bloco. O grupo estudado foi composto por 12 atletas participantes do campeonato paulista da divisão principal (A1). Oito realizaram o programa de forma integral e foram incluídos na análise. Os atletas submeteram-se a uma estrutura bicíclica de preparação (primeiro macrociclo com 23 semanas e o segundo macrociclo com 19 semanas). Na estruturação do modelo, o macrociclo de treinamento foi dividido em etapa básica (cargas concentradas de força), etapa especial e etapa de competição. A etapa básica teve a duração de oito semanas, no primeiro macrociclo de treinamento, e três semanas no segundo macrociclo. Os atletas foram avaliados em oito momentos distintos do ciclo anual, caracterizando uma investigação longitudinal. Os resultados demonstraram: 1) a eficácia do sistema de treinamento em bloco no basquetebol, evidenciada pela expressão pontual do efeito posterior duradouro de treinamento (EPDT), 2) que as cargas de competição exerceram diferentes efeitos para as SV e SHP e, ainda, 3) ocorrências diversas verificadas entre STCD e STCE, demonstrando a necessidade de avaliar e analisar minuciosamente os resultados dos diferentes testes de saltos quando utilizados como parâmetros de controle dos efeitos de treinamento.<hr/>El presente estudio objetivó examinar la dinámica de las alteraciones de la fuerza explosiva del salto vertical (SV), fuerza explosiva del salto horizontal (SHP) y de la fuerza rápida horizontal para la pierna derecha (STCD) y para la pierna izquierda (STCE) en las distintas etapas de la preparación en basquetbolistas adultos sometidos al sistema de entrenamiento en bloque. El grupo estudiado fué compuesto por 12 atletas participantes del Campeonato Paulista de la División Principal (A1). Ocho realizaron el programa de forma integral e fueron incluídos en el análisis. Los atletas se sometieron a una estructura bicíclica de preparación (un primer macrociclo con 23 semanas y un segundo macrociclo con 19 semanas). La estructurazión del modelo, el macrociclo de entrenamiento fue dividido en la etapa básica (cargas concentradas de fuerza) etapa especial y etapa de competencia. La etapa básica tuvo una duración de ocho semanas en el primer macrociclo de entrenamiento, y tres semanas en el segundo macrociclo. Los atletas fueron evaluados en ocho momentos distintos del ciclo anual, caracterizando una investigación longitudinal. Los resultados demostraron que 1) la eficacia del entrenamiento en bloque en el básquetbol, evidenciada por la expresión puntual del efecto posterior duradero del entrenamiento (EPDT), 2) que las cargas de competencia ejerceran diferentes efectos para las SV y SHP y además, 3) situaciones diversas verificadas entre STCD e STCE, demostrando la necesidad de evaluar y analizar minuciosamente los resultados de los diferentes tests de saltos cuando son utilizados como parámetros de control de los efectos del entrenamiento.<hr/>The present study had as objective to investigate the alteration dynamics of the vertical jump explosive power (VJ), the horizontal jump explosive power (HJ) and the fast horizontal power to the right leg (STCD) and left leg (STCE) in the distinct preparation stages in adult basketball players submitted to the block training system. The group studied was composed of 12 athletes from the main league who participate in the São Paulo State Basketball Championship (A1). Eight athletes fully accomplished the program and were included in the analysis. The athletes were submitted to a preparation bicyclical structure (first macro-cycle with 23 weeks and the second with 19 weeks). In the structuring of the model, the macro-cycle was divided in basic stage (power concentrated loads), special stage and competition stage. The basic stage had duration of eight weeks in the first training macro-cycle and three weeks in the second macro-cycle. The athletes were evaluated in eight distinct moments of the annual cycle, characterizing a longitudinal investigation. The results demonstrated: 1) the efficiency of the block training system in basketball, evidenced by the punctual expression of the posterior long-lasting training effect (PLTE); 2) the competition loads presented different effects for VJ and HJ and 3) several occurrences verified between STCD and STCE, demonstrating the necessity of evaluating and analyzing in details the results of the different jump tests when used as control parameters of the training effects. <![CDATA[<B>Influence of spirulina intake on metabolism of exercised rats</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922004000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en No presente estudo foram comparadas as respostas metabólicas agudas ao exercício em ratos alimentados com dieta padrão e à base de espirulina. Ratos Wistar jovens foram divididos em dois grupos de acordo com a dieta: controle (C) (dieta padrão) e espirulina (S) (dieta à base de espirulina). Ao final do período experimental (cinco semanas) os animais foram submetidos a uma sessão aguda de exercício de natação (20 minutos, suportando sobrecarga equivalente a 5% do peso corporal) para avaliação do lactato sanguíneo, glicose, insulina, proteínas, albumina e ácidos graxos livres (AGL) séricos. Amostras do músculo gastrocnêmio e fígado foram utilizadas para determinação dos teores de glicogênio e lipídeos. Ambos os grupos C e S apresentaram aumento da glicemia e dos AGL, queda da insulinemia e redução dos teores de glicogênio muscular e hepático pós-exercício. A lactacidemia durante o exercício foi superior no grupo S em relação ao C. Conclui-se que o padrão de respostas ao exercício agudo dos grupos C e S foi semelhante. Contudo, a proteína da dieta pareceu influenciar aspectos do metabolismo glicídico.<hr/>En el presente estudio fueron comparadas las respuestas metabólicas agudas al ejercicio en ratones alimentados con dieta padrón y a base de Spirulina. Ratones Wistar jovenes fueron divididos en dos grupos de acuerdo con la dieta: control (C) (dieta padrón) y Spirulina (S) (dieta a base de Spirulina). Al final del período experimental (5 semanas) los animales fueron sometidos a una sesión aguda de ejercício de natación (20 minutos, soportando sobrecarga equivalente a 5% de su peso corporal) para evaluación del lactato sanguíneo, glucosa, insulina, proteínas, albumina y ácidos grasos libres (AGL) séricos. Las muestras del músculo gastrocnemio y fígado fueron utilizadas para la determinación de los tenores de glicogeno y de lípidos. Ambos grupos C e S presentaron un aumento de la glicemia y de los AGL, mantenimiento de la insulinemia y reducción de los tenores de glicogeno muscular y hepático post-ejercicio. La lactacidemia durante el ejercicio fué superior en el grupo S en relación a C. Se concluye que el padrón de respuestas al ejercicio agudo de los grupos C e S fué semejante. Con todo, la proteína de la dieta parece influir en los aspectos del metabolismo glicídico.<hr/>In this study we compared the metabolic response to acute exercise among rats fed on a standard diet or on a spirulina diet. Young Wistar rats were divided into two groups according to diet: control (C) (standard diet) and spirulina (S) (spirulina diet). At the end of experimental period (5 weeks) rats were submitted to an acute exercise session of swimming (20 minutes, supporting a load corresponding to 5% of body weight) to determine blood lactate and serum glucose, insulin, proteins, albumin and fatty free acids (FFA). Gastrocnemius and liver samples were used to determine glycogen and lipids tenors. Both C and S groups showed increase in serum glucose and FFA, a drop in serum insulin and a decrease of muscle and liver glycogen contents after acute exercise. Blood lactate during exercise was higher in S than C rats. It was concluded that the response pattern to acute exercise was similar for C and S rats. However, diet protein seemed to influence aspects of glucose metabolism. <![CDATA[<B>The influence of different joint angles obtained in the starting position of leg press exercise and at the end of the frontal pull exercise on the values of 1RM</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922004000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en O teste de uma repetição máxima (1RM) tem sido aplicado sobre várias circunstâncias e em diversos objetivos, sendo que variáveis potencialmente influenciadoras deste teste têm sido constantemente estudadas. Este estudo buscou avaliar a influência de diferentes ângulos na posição inicial de execução dos exercícios pressão de pernas e posição final do exercício puxada frontal sobre os resultados de 1RM. Para tal foram mensurados no teste de 1RM dos exercícios pressão de pernas e puxada frontal 20 sujeitos voluntários do sexo masculino (médias de idade 24,5 anos, estatura 1,75 metros e massa corporal de 72,0kg). Após consentimento de participação e a adaptação ao treinamento resistido com pesos, foi aplicado o teste de 1RM no exercício pressão de pernas em três diferentes ângulos de testagem na posição inicial (80º, 90º e 100º de flexão do joelho) e também no exercício puxada frontal posição final (60º, 70º e 80º de flexão do cotovelo), sendo que cada ângulo foi testado em dias diferentes, porém com os dois exercícios. Os resultados indicam que as médias de 1RM para o exercício pressão de pernas são estatisticamente diferentes (F = 30,199; p = 0,000) entre si (post hoc de Tukey). Já para o exercício puxada frontal, embora existam diferenças, estas não foram estatisticamente significativas (F = 1,330; p = 0,281). Conclui-se que diferentes técnicas de execução dos exercícios que envolvam angulações diversas, principalmente nas posições iniciais destes, devem ser rigorosamente controladas, pois podem afetar a quilagem levantada.<hr/>El test de Repetición Máxima (1RM) ha sido aplicado en varias circunstancias y en diversos objetivos siendo que variable potencialmente influyentes en este test vienen siendo constantemente estudiadas. Este estudio buscó evaluar la influencia de diferentes ángulos en la posición final del ejercicio de presión de piernas y de puje frontal sobre los resultados de 1RM. De tal manera que fueron medidos en el test de 1RM los ejercicios de presión de piernas y puje frontal de 20 sujetos voluntarios del sexo masculino (con medias de edad 24,5 años, estatura 1,75 metros y masa corporal de 72,0 kg). Despues de consentimiento de participación y de adaptación al entrenamiento resistido con pesos fué aplicado al test de 1RM en el ejercício de presión de piernas en tres diferentes ángulos de testado en la posición inicial (80º, 90º y 100º de flexión de rodilla) y tambien en el ejercicio de puje frontal en posición final (60º, 70º y 80º de flexión de codo), siendo que cada ángulo fué testado en días diferentes pueden, con los dos ejercicios. Los resultados indican que las medias de 1RM para el ejercicio de presión de piernas son estadísticamente diferentes (F = 30,199; p = 0,000) entre si (post hoc de Tukey). Si para el ejercicio de puje frontal, existen hoy diferencias estas no fueron estadísticamente significativas (F = 1,330; p = 0,281). Se concluye que diferentes técnicas de ejecución de los ejercicios que involucran ángulos diferentes principalmente en las posiciones iniciales de estos deben ser rigurosamente controladas pués pueden afectar el quilaje levantado.<hr/>The Maximum Repetition test (1RM) has been applied under various circumstances and with diverse objectives, and variables that might potentially influence this test have been constantly studied. This study sought to evaluate the influence of different angles in the initial position of the leg press exercises and in the final position of the frontal pull exercise on the results of the 1RM. Twenty male volunteers (with an average age of 24.5 years, height of 1.75 meters and weight of 72 kg) were measured in the 1RM test for the leg press exercise and the frontal pull exercise. After obtaining their consent to participate in and adapting to the weight-resistance training, the 1RM test was applied in the leg press exercise in three different test angles in the initial position (80º, 90º and 100º degrees of knee flexion) and in the final position of the frontal pull exercise (60º, 70º and 80º degrees of elbow flexion), thus each angle was tested on three different days for each of the exercises. The results indicate that the averages of the 1RM for the leg press exercises are statistically different (F = 30, 199; p = 0.000) amongst themselves (post hoc of Tukey). Although there were differences in the frontal pull exercise, they were not statistically significant (F = 1.330; p = 0.281). It can be concluded that different techniques used in the execution of exercises that involve different angles, mainly in their initial positions, must be rigorously controlled, since they can affect the amount of weight lifted. <![CDATA[<B>Effect of the muscular strength detraining in prepubertal boys</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922004000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en A treinabilidade da força em crianças tem sido bem explorada, mas ainda existe um questionamento a respeito de como a força diminui quando elas param de treinar. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de 12 semanas de destreino na força muscular de meninos treinados por 12 semanas. Sete meninos pré-púberes (EX, 9,4 &plusmn; 1,6 anos) treinaram três séries de 15 repetições, três vezes por semana, por 12 semanas. O treinamento foi supervisionado e desenvolvido em equipamentos; consistiu de oito exercícios, incluindo extensão de joelhos (EJ) e flexão de cotovelos (FC). O teste de 1-RM de EJ e FC foi feito antes e após o treinamento e após 12 semanas de destreinamento. Um grupo similar de meninos (n = 7, 9,7 &plusmn; 1,7 anos), que não treinou, serviu como grupo controle (CO). Após o treinamento o grupo EX aumentou (p < 0,05) 1-RM de 14,6 &plusmn; 9,8 para 26,2 &plusmn; 12,9kg na EJ, e 4,7 &plusmn; 2 para 7,9 &plusmn; 4,1kg na FC. Após 12 semanas de destreinamento, 1-RM foi 19,6 &plusmn; 11,2 na EJ e 6,5 &plusmn; 3kg na FC. O decréscimo na força não foi estatisticamente significativo (p > 0,05). Quando corrigida pelo peso corporal e pela massa corporal magra (MCM), 1-RM de EJ diminuiu significativamente (p < 0,05), de 0,64 &plusmn; 0,1 para 0,45 &plusmn; 0,1 e de 0,83 &plusmn; 0,2 para 0,61 &plusmn; 0,2 do peso corporal e MCM respectivamente. A força de FC não diminuiu significativamente quando corrigida pelo peso corporal e pela MCM. O grupo CO não mudou os níveis de força nas primeiras 12 semanas, mas após 24 semanas, apresentou um aumento de 41% no 1-RM de EJ e 53% na FC. Conclui-se que após o destreinamento a força muscular em valores absolutos não apresenta redução significativa; os resultados são significativos apenas quando corrigido pelo peso e MCM, e isso se evidencia apenas nos membros inferiores.<hr/>El entrenamiento de la fuerza en niños ha sido bien explorada, mas existe en la actualidad un cuestionamiento al respecto de como la fuerza disminuye cuando los mismos paran de entrenar. El objetivo de este estudio fue evaluar el efecto del desentrenamiento de 12 semanas sobre la fuerza muscular en niños entrenados por 12 semanas. Siete niños pre-púberes (EX, 9,4 &plusmn; 1,6 años) entrenaron tres series de 15 repeticiones, tres veces por semana, por 12 semanas. El entrenamiento fué supervisado y desarrollado en equipamientos, consistió de ocho ejercicios, incluyendo extensión de los codos (EJ) y la flexión de las rodillas (FC). El test de 1-RM de EJ y FC fué hecho antes y después del entrenamiento y después de 12 semanas de desentrenamiento. Un grupo similar de niños (n = 7, 9,7 &plusmn; 1,7 años), que no entrenó sirvió como grupo control (CO). Después del entrenamiento el grupo EX aumentó (p < 0.05) 1-RM de 14,6 &plusmn; 9,8 para 26,2 &plusmn; 12,9 Kg. en la EJ, y 4,7 &plusmn; 2 para 7,9 &plusmn; 4,1 Kg. en la FC. Después de 12 semanas de desentrenamiento, 1-RM fué de 19,6 &plusmn; 11,2 en la EJ y 6,5 &plusmn; 3 Kg. en la FC. La disminución de la fuerza no fue estadísticamente significativo (p > 0,05). Cuando fue corregido por el peso corporal y por la masa corporal magra (MCM), 1-RM de EJ disminuyó significativamente (p < 0,05) de 0,64 &plusmn; 0,1 para 0,45 &plusmn; 0,1 y de 0,83 &plusmn; 0,2 para 0,61 &plusmn; 0,2 del peso corporal y MCM respectivamente. La fuerza de FC no disminuyó significativamente cuando corregida por el peso corporal y por la MCM. El grupo CO no cambió los niveles de fuerza en las primeras 12 semanas, mas después de las 24 semanas, presentó un aumento del 41% en el 1-RM de EJ y del 53% en la FC. Se concluye que después del desentrenamiento la fuerza muscular en valores absolutos no presenta ninguna reducción significativa; los resultados pasan a ser significativos cuando son corregidos por el peso y la MCM, y eso se evidencia apenas en los miembros inferiores.<hr/>The strength trainability in children has been widely explored, however, there is still a questioning with regard to how strength decreases when they stop training. The objective of this study was to evaluate the effect of 12 weeks of muscular strength detraining of boys trained for 12 weeks. Seven prepubertal boys (EX 9.4 &plusmn; 1.6 years of age) trained three series of 15 repetitions, three times a week for 12 weeks. The training, supervised and developed in equipments, consisted of eight exercises including knee extension (KE) and elbow flexion (EF). The 1-RM test of NE and EF was performed before and after training and 12 weeks after detraining. A similar group of boys (n = 7, 9.7 &plusmn; 1.7 years), who did not train served as control (CO). After training, the group EX increased (p < 0.05) 1-RM from 14.6 &plusmn; 9.8 to 26.2 &plusmn; 12.9 kg in KE, and 4.7 &plusmn; 2 to 7.9 &plusmn; 4.1 kg in FC. After 12 weeks of detraining, the 1-RM was 19.6 &plusmn; 11.2 in NE and 6.5 &plusmn; 3 kg in FC. The decrease on strength was not statistically significant (p > 0,05). When corrected by the body weight and by the lean body mass (LBM), the 1-RM of NE decreased significantly (p > 0,05) from 0.64 &plusmn; 0.1 to 0.45 &plusmn; 0.1 and from 0.83 &plusmn; 0.2 to 0.61 &plusmn; 0.2 of the body weight and LBM, respectively. The EF strength did not decrease significantly when corrected by the body weight and LBM. The strength levels did not change in the first 12 weeks for group CO, however, after 24 weeks, it presented an increase of 41% in the 1-RM of KE and 53% in EF. One concludes that, after detraining, the muscular strength presented no significant reduction in absolute values; the results are significant only when corrected by weight and LBM and it is only evidenced for the lower limbs. <![CDATA[<B>Anti-doping control in Brazil</B>: <B>results from the year of 2003 and prevention activities</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922004000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Apresentam-se, neste estudo, os números relativos ao controle de doping em nosso país, em competição e fora de competição do ano de 2003, e consideram-se as ações preventivas desenvolvidas. Todos os controles foram feitos de acordo com as técnicas e procedimentos orientados pela Agência Mundial Antidoping (AMA), sendo então realizada uma estatística descritiva dos mesmos. Os resultados mostram 3.797 exames realizados, sendo 3.266 controles em competição e 531 fora de competição, com caráter de surpresa. A maior parte dos controles em competição (92,1%) e fora dela (92,4%) foi realizada pelo LAB DOP, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O futebol profissional foi responsável por grande parte dos controles em competição, 2.975 (91,1%), apresentando oito positivos e um percentual baixo de 0,27%, quando comparado com dados da literatura internacional. A grande maioria dos controles fora de competição foi realizada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), durante a preparação de nossos atletas para os XIV Jogos Pan-Americanos, na República Dominicana (92,4%). Foram encontrados 19 exames positivos nos controles em competição e seis positivos fora de competição, dentre os quais dois atletas de eqüestre que se negaram a ceder uma amostra biológica. O percentual encontrado em competição (0,5%) é menor do que o descrito internacionalmente, que é de 1,80, com exceção da luta de braço (30%), do tênis de mesa paraolímpico (10%), do atletismo (6,1%) e do ciclismo (4,6%). Nos exames fora de competição, foi observada uma incidência maior do que a descrita internacionalmente no fisiculturismo (33,33%), em eqüestre (22,2%), no boxe (7,6%). Na natação (2,5%) e no atletismo (1,8%), estão um pouco elevados e a média encontrada (1,1%) pode ser descrita como estando ainda na média internacional (0,9%). Os trabalhos de prevenção do COB, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do LAB DOP da UFRJ são referidos no presente artigo, juntamente com a nova legislação antidoping proposta pelo Ministério do Esporte.<hr/>El presente estudio presenta los números relativos al control de dopaje en nuestro país, en competencia y fuera de competencia en el año 2003, considerando además las acciones preventivas desarrolladas. Todos los controles fueron realizados de acuerdo con las técnicas y los procedimientos orientados por la Agencia Mundial Antidopaje (AMA) siendo la misma una estadística descriptiva de los mismos. Los resultados mostraron 3.797 exámenes siendo 3.266 en competencia y 531 fuera de competencia con carácter sorpresivo. La mayor parte de los controles en competencia (92,1%) y fuera de la competencia (92,4%) fueron realizados por el LAB DOP, de la Universidad Federal de Rio de Janeiro (UFRJ). El fútbol profesional fue responsable por gran parte de los controles en competencia 2.975 (91,1%), presentando ocho positivos en un porcentaje bajo de 0,27%, comparado con los datos de la literatura internacional. La gran mayoría de los casos de controles fuera de competencia fueron realizados por el Comité Olímpico Brasileño (COB), durante la preparación de nuestros atletas para los XIV Juegos Pan-Americanos, en la República Dominicana (92,4%). Fueron encontrados 19 casos positivos en los controles en competencia y seis en los controles fuera de competencia. Dentro de los cuales dos de los atletas de ecuestre se negaron a brindar la muestra biológica. El porcentaje encontrado en competencia (0,5%) es menor que el que se describe internacionalmente que es de 1,8%, con excepción de la lucha (30%), del tenis de mesa paralimpico (10%), del atletismo (6,1%) y del ciclismo (4,6%). En los exámenes fuera de competencia se ha observado una incidencia mayor que la descripta internacionalmente en el fisicoculturismo (33,33%), en ecuestre (22,2%), en boxeo (7,6%). En natación (2,5%) y en atletismo (1,8%), están un poco elevados de la media encontrada (1,1%) lo que lo podría definir como estando en la media internacional (0,9%). Los trabajos de prevención del COB, de la Brasileña de Fútbol (CBF) y del LAB DOP de la UFRJ están referidos en el presente artículo juntamente con la nueva legislación antidopaje propuesta por el Ministerio del Deporte.<hr/>This study presents the statistics of doping control, in- and out-of-competition in Brazil during the year 2003 and also shows the preventive actions developed. We have asked four laboratories and their coordinators to inform us about the controls on Brazilian athletes performed during the year 2003. All controls were performed under the World Anti-doping Agency's (WADA) rules and regulations. Our results show that 3,797 controls were performed in this year, being 3,266 in-competition and 531 out-of-competition controls. Most of the in-competition (92.16%) and out-of-competition tests (92.47%) were performed by LAB DOP, the doping control laboratory of the Chemical Institute of the Rio de Janeiro Federal University (UFRJ), one of the South American accredited laboratories. Professional soccer was the sport where most of the in-competition controls were performed (2.975 = 91.1%), with eight positive findings and a very low percent of positives (0.27%) when compared to the international literature. Most of the out-of-competition tests were performed by the Brazilian Olympic Committee (COB), during the preparation of our athletes for participating in the XIV Pan-American Games, at the Dominican Republic (92.47%). The positive result found was 19 positive in in-competition test and six in out-of-competition test. Two equestrian athletes refused to be tested. The percentage of positive in-competition (0.58%) is lower than the international percentages described, that ranges from 1 to 2%, with the exceptions of arm-fighting (30%), Paralympics table-tennis (10%), track and field (6.15%) and cycling (4.69%). The out-of-competition tests were found to have a greater incidence of positive results in bodybuilding (33.33%), equestrian (22.22%) and boxing (7.69%). The results of swimming (2.56%), track and field (1.89%) were in agreement with international data. The preventive actions of COB, the Brazilian Soccer Confederation and LAB DOP were shown in this article, altogether with the new anti-doping law from the Brazilian Sports Ministry. <![CDATA[<B>Temporal behavior of motor units action potential velocity under muscle fatigue conditions</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922004000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en A fadiga muscular, definida como a incapacidade na manutenção de um nível esperado de força, tem sido amplamente investigada nas áreas clínica e desportiva. Na investigação dos efeitos da fadiga sobre a regulação da contração, a eletromiografia de superfície (SEMG) tem sido uma importante ferramenta eletrodiagnóstica, pois diferentes parâmetros de análise podem ser extraídos a partir do sinal de EMG. Dentre estes parâmetros, a velocidade de condução dos potenciais de ação das unidades motoras (VCPAUMs) tem sido uma variável importante neste tipo de avaliação, apesar de comumente ser detectada através de técnicas invasivas, mediante eletrodos de arame ou agulha. Assim, o objetivo deste trabalho foi estimar a VCPAUM através da SEMG, avaliando o seu comportamento temporal, em contrações isométricas realizadas até a exaustão. Dezoito voluntários (nove homens e nove mulheres; idade de 25,6 &plusmn; 6,8 anos), alunos da EEFD/UFRJ, consentiram em participar do estudo. Os sinais de EMG foram colhidos a partir do músculo bíceps braquial direito em três diferentes níveis (25%, 50 e 75% da carga máxima (CM)), sendo, então, divididos em três trechos, correspondentes ao tempo total gasto na tarefa, assim denominados: início (T1), meio (T2) e fim (T3). A VCPAUM apresentou redução temporal durante a passagem pelos trechos (p < 0,0001), comparando todas as cargas. Entretanto, foi observada uma queda abrupta da VCPAUM em T3, principalmente em 50 e 75% da CM (p < 0,05), quando comparadas com a carga de 25% da CM. Os resultados apontam que a VCPAUM sofre modificações na medida em que há uma redução no pH intracelular, fundamental na permeabilidade da membrana celular e que pode ser decorrente de uma diminuição no aporte sanguíneo, pelo aumento no tempo e no nível de contração. Além disso, a adaptação no uso da SEMG para a estimativa da VCPAUM mostrou a viabilidade no uso do método como ferramenta diagnóstica.<hr/>La fatiga muscular, definida como la capacidad del mantenimiento de un nivel esperado de fuerza, viene siendo ampliamente investigada en las áreas tanto clínica como deportiva. La investigación de los efectos de la fatiga sobre la regulación de la contracción, la electromiografía de superficie (SEMG) tiene una importancia como herramienta electrodiagnóstica por que los diferentes parámetros de análisis pueden ser extraídos de la señal de la EMG. Dentro de estos parámetros la velocidad de conducción de las potencias de acción de las unidades motoras (VCPAUMs) ha sido una variable importante en este tipo de evaluación, a pesar de que comunmente es detectada a través de técnicas invasivas, mediante electrodos de borne o aguja. Asi mismo, el objetivo de este trabajo fue estimar la VCPAUM a través de la SEMG, evaluando su comportamiento temporal, en contracciones isométricas realizadas hasta la extenuación. Dieciocho voluntarios (nueve hombres y nueve mujeres; de edades entre 25,6 &plusmn; 6,8 años), alumnos de la EEFD/UFRJ, aceptaron de participar en el estudio. Las señales de EMG se tomaron a partir del músculo bíceps braquial derecho en tres diferentes niveles (25%, 50 e 75% de la carga máxima (CM)), siendo, entonces, divididos en 3 trechos, correspondientes al tiempo total de gasto de la tarea, denominados: início (T1), medio (T2) y fin (T3). La VCPAUM presentó redución temporal durante el pasaje por los trechos (p < 0,0001), comparando todas las cargas. Entre tanto, se observó una queda abrupta de la VCPAUM en T3, principalmente en 50 e 75% de la CM (p < 0,05), cuando comparadas las cargas de 25% de la CM. Los resultados apuntan que la VCPAUM sufre modificaciones en la medida en que halla una reducción en el pH intracelular, fundamental en la permeabilidad de la membrana celular y que puede ser consecuencia de una diminución en el aporte sanguíneo, por el aumento en el tiempo y en el nivel de contracción. Además de eso, la adaptación del uso de la SEMG para la estimativa de la VCPAUM mostró una viabilidad en el uso del método como herramienta diagnóstica.<hr/>Muscle fatigue, which is defined as the failure to maintain a required or expected force, has been investigated in both clinical and sports applications. On the investigation of muscle fatigue effects related to muscular control, surface electromyography (SEMG) has been the most common electrodiagnostic method, because some different parameters can be extracted from the EMG signal. Among the parameters, motor units action potential conduction velocity (MUAPCV) has been one of the most important, in spite of being usually detected through indwelling electrodes. Thus, the aim of this work was to estimate MUAPCV through SEMG, detecting its temporal behavior during isometric contractions until exhaustion. Eighteen students from EEFD/UFRJ (9 men and 9 women mean age 25.6 &plusmn; 6.8 years), right handed, consented to participate on this study. The EMG signals were collected from the right biceps braquii muscle through surface electrodes on 3 different levels of isometric contractions (25%, 50 e 75% of maximum load (ML)), which were divided into 3 periods that would define the beginning (P1), the middle (P2), and the end (P3) of the contraction. MUAPCV presented a temporal reduction with fatigue installation, showing a statistical difference among periods (p < 0.0001), comparing all the 3 loads. However, it was observed an abrupt decrease of MUAPCV at P3, mainly for 50 and 75% of ML. The results point out that MUAPCV must be quite sensible to pH reduction and changes on ionic concentrations, defined by blood supply decreases. Furthermore, the adaptations introduced on SEMG to MUAPCV estimation were considered satisfactory, reinforcing this method on electrodiagnostic evaluations. <![CDATA[<B>Oxygen free radicals and exercise</B>: <B>mechanisms of synthesis and adaptation to the physical training</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922004000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en O interesse acerca dos mecanismos de geração e adaptação de radicais livres de oxigênio (RLO) ao exercício aumentou significativamente a partir da demonstração de sua relação com o consumo de oxigênio. Os RLO são formados pela redução incompleta do oxigênio, gerando espécies que apresentam alta reatividade para outras biomoléculas, principalmente lipídios e proteínas das membranas celulares e, até mesmo, o DNA. As injúrias provocadas por estresse oxidativo apresentam efeitos cumulativos e estão relacionadas a uma série de doenças, como o câncer, a aterosclerose e o diabetes. O exercício físico agudo, em função do incremento do consumo de oxigênio, promove o aumento da formação de RLO. No entanto, o treinamento físico é capaz de gerar adaptações capazes de mitigar os efeitos deletérios provocados pelos RLO. Estas adaptações estão relacionadas a uma série de sistemas, dos quais os mais importantes são os sistemas enzimáticos, compostos pela superóxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase, e o não enzimático, composto por ceruloplasmina, hormônios sexuais, coenzima Q, ácido úrico, proteínas de choque térmico e outros. Tais adaptações, apesar das controvérsias sobre os mecanismos envolvidos, promovem maior resistência tecidual a desafios oxidativos, como aqueles proporcionados pelo exercício de alta intensidade e longa duração. As técnicas de avaliação de estresse oxidativo, na maioria das vezes, não são capazes de detectar injúria em exercícios de curta duração. Dessa forma, esforços estão sendo feitos para o estudo de esforços físicos realizados por longos períodos de tempo ou efetuados até a exaustão. Novos marcadores de lesão por ação dos RLO estão sendo descobertos e novas técnicas para sua determinação estão sendo criadas. O objetivo deste trabalho é discutir os mecanismos da formação dos RLO e das adaptações ao estresse oxidativo crônico provocado pelo treinamento físico.<hr/>El interés a cerca de los mecanismos de generación y adaptación de radicales libres de oxígeno (RLO) al ejercicio aumentó significativamente a partir de la demostración de su relación con el consumo de oxígeno. Los RLO son formados por la reducción incompleta de del oxígeno, generando especies que presentan una alta reactividad para otras biomoléculas, principalmente lípidos y proteínas de las membranas celulares y, así mismo, el DNA. Las injurias provocadas por el estrés oxidativo presentan efectos acumulativos y están relacionados a una serie de enfermedades, como el cáncer, la arteriosclerosis o la diabetes. El ejercicio físico agudo, en función del incremento del consumo de oxígeno promueve un aumento en la formación de los RLO. No en tanto, el entrenamiento físico es capaz de generar adaptaciones capaces de mitigar los efectos deletéreos provocados por los RLO. Estas adaptaciones están relacionadas a una serie de sistemas de los cuales los mas importantes son los sistemas enzimáticos, compuestos por la peróxido dismutasa, catalasa y glutation peroxidasa y los sistemas no enzimáticos compuestos por ceruloplasmina, hormonas sexuales, la coenzima Q, ácido úrico, proteínas de choque térmico, y otros. Tales adaptaciones, a pesar de las controversias sobre los mecanismos comprendidos, promueven una mayor resistencia tisular a los desafíos oxidativos, como son aquellos proporcionados por el ejercicio físico de alta intensidad y de larga duración. Las técnicas de evaluación del estrés oxidativo, la mayoría de las veces, no son capaces de detectar injurias en ejercicios de corta duración. De esta forma, los esfuerzos están siendo realizados por largos periodos de tiempo o realizados hasta la extenuación. Nuevos marcadores de lesión por acción de los RLO están siendo descubiertos y nuevas técnicas para su determinación están siendo creadas. El objetivo de este trabajo es discutir los mecanismos de formación de los RLO y de adaptación al estrés oxidativo crónico provocado por el entrenamiento físico.<hr/>The interest about the mechanisms of generation and adaptation of oxygen free radicals (OFR) to exercise has increased significantly from the demonstration of its relation with the oxygen intake. The OFR are formed through the incomplete reduction of oxygen, generating species presenting high reactivity to other biomolecules, especially lipids and proteins of the cell membranes and even DNA. The injuries caused by the oxidative stress present accumulative effects, being related to several diseases such as cancer, arteriosclerosis and diabetes. The acute physical exercise furthers the increase on the formation of OFR in function of the increment on the oxygen intake. However, the physical training generates adaptations able to soften the harmful effects caused by OFR. These adaptations are related to several systems, among which the most important are the enzymatic system, composed by the superoxide dysmutase, catalase and glutathione peroxidase; and the non-enzymatic system, composed by the ceruloplasmine, the sexual hormones, co-enzyme Q, uric acid, thermal shock proteins, among others. Such adaptations, despite the controversies about the mechanisms involved, further a higher tissue resistance and oxidative challenges such as those provided by long-duration high intensity exercises. The evaluations techniques of the oxidative stress, most times are not able to detect injuries in short-duration exercises. Thus, studies of physical efforts performed for long periods or until exhaustion have been conducted. New lesion markers by OFR action have been discovered and new techniques for its determination have been created. The objective of this work is discuss the formation mechanisms of OFR and the adaptations to the chronic oxidative stress caused by physical training. <![CDATA[<B>Physical exercise and metabolic syndrome</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922004000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en A prática regular de atividade física tem sido recomendada para a prevenção e reabilitação de doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas por diferentes associações de saúde no mundo, como o American College of Sports Medicine, os Centers for Disease Control and Prevention, a American Heart Association, o National Institutes of Health, o US Surgeon General, a Sociedade Brasileira de Cardiologia, entre outras. Estudos epidemiológicos têm demonstrado relação direta entre inatividade física e a presença de múltiplos fatores de risco como os encontrados na síndrome metabólica. Entretanto, tem sido demonstrado que a prática regular de exercício físico apresenta efeitos benéficos na prevenção e tratamento da hipertensão arterial, resistência à insulina, diabetes, dislipidemia e obesidade. Com isso, o condicionamento físico deve ser estimulado para todos, pessoas saudáveis e com múltiplos fatores de risco, desde que sejam capazes de participar de um programa de treinamento físico. Assim como a terapêutica clínica cuida de manter a função dos órgãos, a atividade física promove adaptações fisiológicas favoráveis, resultando em melhora da qualidade de vida.<hr/>La práctica regular de actividad fisica viene siendo recomendada para la prevención y la rehabilitación de enfermedades cardiovasculares y otras dolencias crónicas por las diferentes asociaciones de salud del mundo, como el Colegio Americano de Medicina del Deporte, los Centros para el Control y Prevención de Enfermedades, la Asociación Cardiológica Americana, los Institutos Nacionales de Salud, el US Surgeon General y la Sociedad Brasileña de Cardiología entre otras. Estudios epidemiológicos han demostrado que la relación directa entre la inactividad física y la presencia de múltiples factores de riesgo como los encontrados en el síndrome metabólico. Entretanto, se ha demostrado que la práctica regular del ejercicio físico presenta efectos beneficiosos en la prevención y en el tratamiento de la hipertensión arterial, la resistencia a la insulina, la diabetes, las dislipemias y la obesidad. Por ello, el acondicionamiento físico debe ser estimulado para todas las personas saludables y con múltiples factores de riesgo desde que sean capaces de participar en un programa de entrenamiento físico. Asi como la terapéutica clínica cuida de mantener la función de los órganos, la actividad física promove adaptaciones fisiológicas favorables resultando en un mejoramiento de la calidad de vida.<hr/>Regular physical activity practice has been recommended for the prevention and rehabilitation of cardiovascular diseases and other chronic diseases by different health care associations worldwide, such as the American College of Sports Medicine, the Centers for Disease Control and Prevention, American Heart Association, National Institute of Health, the US Surgeon General, the Brazilian Society of Cardiology and many others. Epidemiologic studies have shown a direct relation between lack of physical activity and the presence of multiple risk factors such as those found in the metabolic syndrome. The regular practice of physical exercise has been show to have beneficial effects in the prevention and treatment of blood hypertension, insulin resistance, diabetes, dyslipidemia, and obesity. Physical training therefore should be encouraged for both healthy individuals and those with multiple risk factors if they are capable of participating in a physical fitness program. Just as clinical therapy helps to maintain the function of organs, physical activity promotes favorable physiological adaptations that result in an improved quality of life. <![CDATA[<B>Muscle reconditioning in COPD</B>: <B>main interventions and new tendencies</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922004000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Há algum tempo o condicionamento físico vem sendo parte obrigatória no tratamento de portadores de DPOC. Estes pacientes apresentam comumente intolerância ao exercício de intensidade variável e relacionada à disfunção muscular esquelética. Neste sentido, o exercício físico apresenta-se como ramo mais importante no processo de reabilitação pulmonar. O exercício aeróbio e o treino de força com pesos são fundamentais no incremento de capacidade física e qualidade de vida, principalmente naqueles indivíduos que apresentam as formas moderada ou grave da DPOC. Além disso, espera-se atualmente maior desenvolvimento nas pesquisas em relação à aplicação de estimulação elétrica neuromuscular (EENM) e ao uso criterioso de substâncias ergogênicas tais como esteróides anabolizantes e creatina oral. Tendo em vista as repercussões negativas da disfunção muscular e a importância da reabilitação pulmonar no tratamento da DPOC, esta revisão tem como objetivo reunir informações de estudos relevantes acerca das principais estratégias para o recondicionamento muscular esquelético nestes pacientes nos últimos 15 anos.<hr/>Hace algún tiempo el condicionamiento físico viene siendo parte obligatoria en el tratamiento de portadores de EPOC. Estos pacientes presentan comúnmente intolerancia al ejercicio de intensidad variable y relacionada a la disfunción muscular esquelética. En este sentido, el ejercicio físico se presenta como la rama más importante en la rehabilitación pulmonar. El ejercicio aeróbico y el entrenamiento de la fuerza con pesas son fundamentales en el incremento de la capacidad física y en la calidad de vida, principalmente en aquellos individuos que presentan las formas moderada y grave de la EPOC. Además, se espera actualmente mayor capacidad de desenvolvimiento en las investigaciones en relación a la aplicación de la estimulación eléctrica neuromuscular (EENM) y al uso criterioso de las sustancias ergogénicas tales como esteroides&shy; anabólicos y creatina oral. Teniendo en vista las repercusiones negativas de la disfunción muscular en el tratamiento de la EPOC, esta revisión tiene como objetivo reunir informaciones de estudios relevantes a cerca de las principales estrategias para el recondicionamiento muscular esquelético en estos pacientes en los últimos 15 años.<hr/>Physical exercises have been a vital part in the treatment of COPD patients since some time ago. These patients frequently present intolerance to exercises of variable intensity related to the skeletal-muscle dysfunction. In this context, the physical exercise is presented as the most important branch in the pulmonary rehabilitation process. The aerobic exercise and the strength training are vital in the increment of the physical capacity and quality of life, especially for individuals who present moderate or acute forms of the COPD. Furthermore, a higher research development is currently expected in relation to the application of neuromuscular electric stimulation (NMEE) and to the judicious use of ergogenic substances such as anabolic steroids and oral creatin. Considering the negative repercussion of the muscle dysfunctions and the importance of the pulmonary rehabilitation in the treatment of COPD, this reviewing has as objective to gather information from relevant studies with regard to the main strategies for the skeletal-muscular reconditioning in patients in the last 15 years.