Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869220070005&lang=en vol. 13 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Relationship between physiological indicators obtained in ergospirometry test in cycle ergometer of upper extremities and performance in canoeing</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en A avaliação de indicadores de aptidão aeróbia em canoístas revela características funcionais adquiridas por treinamento específico, podendo estar relacionadas ao desempenho competitivo. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar indicadores funcionais obtidos em teste ergoespirométrico de jovens canoístas, e verificar a relação destas variáveis com a performance em distâncias de 200, 500 e 1.000m. Foram avaliados 12 atletas do sexo masculino (17,6 &plusmn; 2,1 anos; 175,7 &plusmn; 2,5cm; 68,3 &plusmn; 6,3kg) por meio de teste em cicloergômetro de membros superiores para determinação do consumo de oxigênio no limiar ventilatório 1 (LV1 - 1,8 &plusmn; 0,4L/min), no limiar ventilatório 2 (LV2 - 2,9 &plusmn; 0,4L/min) e VO2pico (3,5 &plusmn; 0,4L/min). O teste tinha início com carga de 17W, com incrementos de 17W/min até a exaustão voluntária. Os atletas foram também submetidos a testes específicos em embarcação individual K-1 em um lago, objetivando alcançar os menores tempos nas distâncias referidas (tempos equivalentes a 47,6 &plusmn; 4,3, 122,0 &plusmn; 9,0 e 239,5 &plusmn; 12,6s, respectivamente). Foi utilizado o teste de correlação de Spearman-Rank (rs), com nível de significância fixado em 5%. Observou-se correlação moderada entre LV2 e tempo nos 1.000m (rs = -0,685), VO2pico e tempo nos 500m (rs = -0,699) e VO2pico e tempo nos 1.000m (rs = -0,734). Portanto, conclui-se que LV2 e VO2pico obtidos em cicloergômetro de membros superiores, e expressos em termos absolutos, predizem o desempenho em provas de 500 e 1.000m de canoagem, podendo ser potencialmente empregados na avaliação de canoístas.<hr/>Evaluation of aerobic fitness indicators in canoers reveals functional characteristics acquired through specific training, which can be related to competitive performance. Thus, the aim of the present study was to evaluate functional evaluators obtained in ergospirometry test of young canoers, as well as to verify the relationship of these variables with performance in 200, 500 and 1000 m distances. The sample consisted of 12 male athletes (17.6 &plusmn; 2.1 years; 175.7 &plusmn; 2.5 cm; 68.3 &plusmn; 6.3 kg) through a test in cycle ergometer of upper extremities for determination of oxygen uptake in the ventilatory threshold 1 (VT1 - 1.8 &plusmn; 0.4 L/min), in the ventilatory threshold 2 (VT2 - 2.9 &plusmn; 0.4 L/min) and VO2peak (3.5 &plusmn; 0.4 L/min). The test began with a 17 W load, with 17 W/min increments until voluntary exhaustion. The athletes have been also submitted to specific tests in K-1 individual canoe in a lake, with the purpose to reach the lowest times in the referred distances (times equivalent to 47.6 &plusmn; 4.3, 122.0 &plusmn; 9.0 and 239.5 &plusmn; 12.6 s, respectively). The Spearman-Rank correlation test was used (rs), with significance level set at 5%. Moderate correlation was observed between VT2 and time in the 1000 m (rs = -0.685), VO2peak and time in the 500 m (rs = -0.699) and VO2peak and time in the 1000 m) rs = -0.734). Therefore, it is concluded that VT2 and VO2peak obtained in cycle ergometer of upper extremities, and expressed in absolute terms, predict performance in 500 and 1000 m canoeing events and can be potentially applied in evaluation of canoers. <![CDATA[<B>Maximum number of repetitions in isotonic exercises</B>: <B>influence of load, speed and rest interval between sets</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: Pouco se sabe sobre o efeito da velocidade de execução e do intervalo entre séries sobre o desempenho no exercício contra-resistência. OBJETIVO: Comparar o número máximo de repetições até a fadiga voluntária (REPS) na cadeira extensora com o joelho dominante para diferentes cargas, velocidades e intervalos entre séries. MÉTODOS: Nove voluntários (35,8 &plusmn; 10,8 anos; 74,2 &plusmn; 16,7kg; 171,0 &plusmn; 10,0cm) reportaram ao laboratório para determinação de 1RM e REPS em seis situações, determinadas aleatoriamente e separadas por no mínimo 48h: uma série com 60% 1RM a 80&deg;•s¹ e 25&deg;•s-1; uma série com 80% 1RM a 25&deg;•s¹; três séries com 80% 1RM a 80&deg;•s-1 e intervalos de 3 min, 1 min e naquele que permitisse a estabilização da oxigenação muscular (RMox), medida por espectroscopia no infravermelho próximo. RESULTADOS: O teste t dependente mostrou que REPS foi significativamente (p < 0,05) maior na carga leve que na pesada, nas velocidades lenta (leve = 8,8 &plusmn; 1,3; pesada = 5,9 &plusmn; 0,9) e rápida (leve = 16,3 &plusmn; 3,9; pesada = 9,4 &plusmn; 1,9), e significativamente maior na velocidade rápida que na lenta, para ambas as cargas. A ANOVA 3x3 não mostrou diferença entre os intervalos na série 1 (3 min = 9,4 &plusmn; 1,9; 1 min = 10,8 &plusmn; 3,2; RMox = 10,1 &plusmn; 3,0), porém, houve diferenças significativas nas séries 2 e 3 entre 3 min (série 2 = 7,0 &plusmn; 1,7; série 3 = 6,4 &plusmn; 1,3) e 1 min (série 2 = 5,6 &plusmn; 1,1; série 3 = 4,8 &plusmn; 1,2), mas não entre RMox (série 2 = 6,4 &plusmn; 1,7; série 3 = 6,1 &plusmn; 1,5) e os demais intervalos. Nos três intervalos, REPS na série 1 foi significativamente maior que nas demais. CONCLUSÕES: O desempenho no exercício contra-resistência é afetado pela carga, velocidade e intervalo entre séries e é independente da recuperação em oxigenação muscular. A prescrição do exercício e a avaliação do desempenho devem levar essas variáveis em consideração frente aos objetivos propostos.<hr/>INTRODUCTION: Very little is known about the effects of movement velocity and rest intervals between sets of resistance exercise. PURPOSE: To compare the maximum number of repetitions to volitional fatigue (REPS) on a knee extension machine with the dominant leg for different loads, velocities and rest intervals between sets. METHODS: Nine volunteers (35.8 &plusmn; 10.8 years; 74.2 &plusmn; 16.7 kg; 171.0 &plusmn; 10.0 cm) reported to the laboratory to determine 1RM and REPS under six conditions, randomly determined and separated by at least 48 h: 1 set with 60% 1RM at 80&deg;•s-1 and 25&deg;•s-1; 1 set with 80% 1RM at 25&deg;•s-1; 3 sets with 80% 1RM at 80&deg;•s-1 and rest intervals of 3 min, 1 min and one that allowed recovery or stabilization of muscle oxygenation (RMox), measured by near infrared spectroscopy (NIRS). RESULTS: Dependent samples t-test showed that REPS was significantly (p < 0.05) larger for the lighter than the heavier load, for slow (light = 8.8 &plusmn; 1.3; heavy = 5.9 &plusmn; 0.9) and fast velocities (light = 16.3 &plusmn; 3.9; heavy = 9.4 &plusmn; 1.9), and significantly larger for the fast than the slow velocity, for both loads. The 3x3 ANOVA did not show differences among intervals on set 1 (3 min = 9.4 &plusmn; 1.9; 1 min = 10.8 &plusmn; 3.2; RMox = 10.1 &plusmn; 3.0), however, there were significant differences on sets 2 and 3 between 3 min (set 2 = 7.0 &plusmn; 1.7; set 3 = 6.4 &plusmn; 1.3) and 1 min (set 2 = 5.6 &plusmn; 1.1; set 3 = 4.8 &plusmn; 1.2), but not between RMox (set 2 = 6.4 &plusmn; 1.7; set 3 = 6.1 &plusmn; 1.5) and the other intervals. For all three intervals, REPS on set 1 was significantly larger than on the other sets. CONCLUSIONS: Performance in resistance exercise is affected by load, velocity and rest interval between sets and is independent of muscle oxygenation recovery. Exercise prescription and assessment of performance should take these variables into consideration in view of the specific aims. <![CDATA[<B>Cardiovascular effects of smoking abstinence at rest and during submaximal exercise in young female smokers</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi verificar o efeito da abstinência do fumo nas respostas cardiovasculares ao exercício físico progressivo submáximo em mulheres sedentárias fumantes. MÉTODOS: A pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) e a freqüência cardíaca (FC) foram medidas de forma não invasiva em mulheres jovens não fumantes (MNF, n = 7) e fumantes (MF, n = 7), sem e com abstinência do fumo por 24 horas, em repouso, durante a realização do teste submáximo em bicicleta ergométrica e na recuperação. RESULTADOS: Em repouso, a PAD e a FC foram maiores nas MF (76 &plusmn; 1mmHg e 86 &plusmn; 5bpm) quando comparadas com as MNF (68 &plusmn; 2mmHg e 72 &plusmn; 2bpm). Após 24 horas sem o tabaco essas medidas foram normalizadas. Durante o exercício, a PAS e a FC aumentaram nos grupos estudados. A PAD foi maior nas MF (~15%) em relação às MNF em todos os estágios do exercício. Na situação de abstinência, a PAD aumentou somente no último estágio de exercício. Na recuperação tanto a PAD quanto a FC foram maiores nas MF, na situação basal e com abstinência de 24h, quando comparadas as MNF. CONCLUSÃO: Estes resultados demonstram que mulheres jovens fumantes apresentam prejuízo em parâmetros hemodinâmicos em repouso e em resposta ao exercício submáximo, os quais, podem ser em parte revertidos pela abstinência em curto prazo do uso do tabaco.<hr/>OBJECTIVE: The objective of the present study was to verify the effect of tobacco smoking abstinence on cardiovascular responses to progressive submaximal physical exercise in sedentary female smokers. METHODS: Systolic blood pressure (SBP), diastolic blood pressure (DBP) and heart rate (HR) were non-invasively measured in young non-smoking women (NSW, n = 7) and smoking women (SW, n = 7), with and without tobacco abstinence for 24 hours, at rest, during the accomplishment of a submaximal bicycle ergometric test and recovery period. RESULTS: At rest, DBP and HR were higher in the SW group (76 &plusmn; 1 mmHg and 86 &plusmn; 5 bpm) when compared to the NSW group (68 &plusmn; 2 mmHg and 72 &plusmn; 2 bpm). After 24 hours of no tobacco use, the groups presented similar values. During exercise, SBP and HR increased in the studied groups. DBP was higher in the SW group (~15%) in relation to the NSW group in all periods of exercise training. In the abstinence period, DBP only increased in the last load of exercise. During recovery period, in basal condition and 24h-abstinence, both DBP and HR were higher in the SW group when compared to the NSW group. CONCLUSION: These results show that young female smokers present harmful consequences in hemodynamic parameters at rest and in response to submaximal exercise. These findings can be partly reverted by short-term abstinence from tobacco use. <![CDATA[<B>Effects of creatine supplementation and power training on performance and lean body mass of rats</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: A creatina é um dos suplementos mais usados por atletas para incrementar a síntese protéica e aumentar a massa e força muscular. OBJETIVO: Investigou-se os efeitos da suplementação de creatina associada a um programa de treinamento de potência (saltos verticais) sobre a performance e a composição da massa corporal magra de ratos Wistar. MÉTODOS: Ratos Wistar adultos foram distribuídos em quatro grupos: SSC (sedentário sem creatina); SC (sedentário com creatina); ESC (exercício sem creatina) e EC (exercício com creatina). Os animais receberam água e ração ad libitum. Os grupos SC e EC ingeriam dose de creatina diariamente, adotando o procedimento de carga (0,430g/kg p.c. por 7 dias) e manutenção (0,070g/kg p.c. por 6 semanas). Os grupos EC e ESC foram submetidos a um regime progressivo de saltos verticais (5x10 saltos com 1 min de intervalo) em tanque com água, 5 dias/semana, durante 7 semanas. A performance foi avaliada pelo tempo de execução das 5 séries de 10 saltos verticais e a composição da massa corporal magra (músculos e ossos) foi avaliada pelas porções: água, proteína e gordura. RESULTADOS: A performance não foi afetada pela ingestão de creatina (p > 0,05). Os animais suplementados tiveram o percentual de proteína elevado e o de gordura reduzido (p < 0,05), independente do treinamento. Os animais exercitados exibiram maior percentual de proteína, e menor de gordura, além de menor ganho de peso corporal, comparados com os sedentários, independente da suplementação (p < 0,05). Não houve diferença para o percentual de água e consumo alimentar (p > 0,05). CONCLUSÃO: A suplementação de creatina não afetou a performance dos animais, mas alterou a massa corporal magra. A suplementação de creatina e o programa de treinamento de potência, de forma independente, elevaram o percentual de proteína dos músculos e ossos e reduziram o percentual de gordura, sem alterar o percentual de água.<hr/>INTRODUCTION: Creatine is one of the supplements most used by athletes in order to increase protein synthesis and consequently muscle mass and strength. OBJECTIVE: This study investigated the effects of creatine intake on the performance and lean body mass of Wistar rats. METHODS: Male Wistar rats were allocated into one of the four groups: sedentary without creatine (S); Sedentary with creatine (SC); exercise without creatine (E); and exercise with creatine (EC) and received water and chow ad libitum. Those animals in SC and EC groups ingested creatine daily (0.430 g/kg body weight for 7 days and 0.070 g/kg body weight for the following 6 weeks). Animals from E and EC groups underwent a progressive vertical jump regimen (5 x 10 jumps with 1 min. resting interval) in a tank filled with water at 30 &plusmn; 1ºC, 5 days/wk for 7 weeks. Performance was assessed by taking the time to perform 5 x 10 vertical jumps. The contents of water, fat and protein of the rat's muscles and bones were measured. RESULTS: The performance was not affected by creatine intake (P > 0.05). Animals supplemented with creatine had an increased percentage of protein and a reduced percentage of fat (P < 0.05), regardless the exercise training. Exercised animals exhibited a higher percentage of protein and a lower percentage of fat and gained less body weight when compared to sedentary animals (P < 0.05), regardless the creatine supplementation. There was no difference between groups for water content and food intake (P > 0.05). CONCLUSION: Creatine supplementation did not affect performance of the animals. Nevertheless, it altered the lean body mass. Creatine supplementation as well as the power training program, independently, raised the protein percentage of the muscles and bones and reduced the fat percentage, with no alteration in the water percentage. <![CDATA[<B>Creatine supplementation and strength training</B>: <B>alterations in the resultant of dynamic maximum strength and anthropometric variables in college students submitted to 8 weeks of strength training (hypertrophy)</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar as alterações promovidas pela suplementação de creatina nas variáveis antropométricas e da resultante de força máxima dinâmica (RFMD) em universitários submetidos a oito semanas de treinamento de força. METODOLOGIA: Participaram deste estudo, 18 universitários do sexo masculino, com idade entre 19 e 25 anos. Antes do treinamento foram determinadas a estatura (cm), a massa corporal (kg) e testes de ação muscular voluntária máxima dinâmica (1AMVMD), os sujeitos foram assinalados a um dos dois grupos, A (creatina) e B (placebo), foi adotado o protocolo duplo-cego. Após oito semanas de treinamento de força, repetiu-se a bateria de testes do pré-treinamento. RESULTADOS: Após oito semanas, verificou-se que tanto no grupo A como no B houve alterações estatisticamente significantes (ES) na RFMD em todos os exercícios (p = 0,007 a 0,008). A análise da melhora percentual e do delta da RFMD, nos exercícios de agachamento, desenvolvimento e supino fechado, mostrou que o grupo A teve alterações positivas ES superiores ao grupo B (p = 0,008 a 0,038). A massa magra aumentou ES somente no grupo A (p = 0,038). Contudo, o percentual de gordura corporal não mostrou alterações em nenhum dos grupos. A relação entre a melhora percentual (MP) das circunferências (C) do braço e antebraço e a MP na RFMD do exercício de desenvolvimento foi ES (r = 0,481 e 0,546, respectivamente), bem como entre a MP na C da coxa e na MP da RFMD do exercício de agachamento (r = 0,619). CONCLUSÃO: Independente do suplemento ingerido o treinamento de força foi capaz de induzir ajustes positivos na RFMD; contudo, a suplementação de creatina mostrou-se mais eficiente que o placebo, induzindo a maior aumento percentual e de delta na força.<hr/>OBJECTIVE: To verify the alterations promoted by creatine supplementation in the anthropometric variables and the resultant of dynamic maximum strength (RDMS) in college students submitted to 8 wk of strength training. METHODOLOGY: The sample consisted of 18 male college students, aged between 19 to 25 years. Height (cm), body mass (kg) and tests of maximum voluntary muscular action (1MVMA) weight in the squat were determined prior to the training. The subjects were divided in two groups: A (creatine) or B (placebo).The double-blind protocol was adopted. After 8 weeks of strength training, the tests battery from the pre-training was repeated. RESULTS: After 8 wk of training, it was verified that both groups had statistically significant (SS) alterations in the RDMS in all the exercises (p = 0.007 / 0.008). The analysis of the percentile improvement (PI) and the RDMS delta in the squat exercises, military press and close-grip-extensions, showed that group A had positive SS alterations higher than group B (p = 0.008 / 0.038). Lean body mass only SS increased in group A (p = 0.038). However, the percentage of body fat did not show alterations in none of the groups. The relationship between the PI of the arm and forearm circumferences (C) and the PI in the RDMS of the development exercise was SS (r = 0.481 and 0.546, respectively), as well as between the PI in the thigh C and the PI of the RDMS of the squat exercise (r = 0.619). CONCLUSION: Regardless the substance ingested, strength training was able to increase in RDMS; however, creatine supplementation was shown to be more efficient that the placebo, showing higher percentual and delta improvement in strength. <![CDATA[<B>Electromyograhic activity in squatting at 40°, 60° and 90° knee flexion positions</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste estudo foi comparar a atividade eletromiográfica (EMG) dos músculos reto femoral, bíceps femoral, tibial anterior e sóleo no agachamento, associando a posição de tronco ereto com 2 ângulos de flexão do joelho (40&deg; e 60&deg;) e a posição de tronco fletido a 45&deg; com 3 ângulos de flexão do joelho (40&deg;, 60&deg; e 90&deg;). Todas as combinações foram realizadas com e sem acréscimo de carga (10kg). A amostra foi composta por 12 indivíduos saudáveis com idade de 21,1 &plusmn; 2,5 anos e massa corporal de 62,8 &plusmn; 7,4kg. O EMG dos músculos citados foi registrado, isometricamente, em 10 posições de agachamento. Para a análise estatística foi aplicada ANOVA Two-Way de Friedman e o teste Post-Hoc de Newman-Keuls. Os resultados mostraram co-ativação entre os músculos reto femoral e bíceps femoral nas posições de tronco fletido e joelho em flexão de 40º e, entre os músculos reto femoral e sóleo, nas demais posições (p < 0,05). Houve co-ativação entre o tibial anterior e bíceps femoral com o joelho a 40º, com o tronco ereto e fletido e, entre o tibial anterior e sóleo, nas demais posições (p < 0,05). Quanto à ativação muscular isolada, a maior flexão do joelho no agachamento foi um fator determinante para maior ativação dos músculos, exceto para o sóleo. A posição do tronco e a carga adicional de 10kg influenciaram a ativação muscular do reto femoral, a 60&deg; de flexão de joelho, na qual o tronco ereto proporcionou maior ativação. E para o bíceps femoral, a 40&deg; de flexão de joelho, na qual o tronco flexionado proporcionou maior ativação. A co-ativação entre o reto femoral e o bíceps femoral na posição de tronco fletido, e entre o reto femoral e o sóleo nas demais posições, apontam para novas possibilidades de exercícios na reabilitação.<hr/>The aim of this study was to compare the electromyographic (EMG) activity of the femoris rectus, femoris biceps, tibialis anterior and soleus muscles in squatting, associating the trunk in erect position with two angles of knee flexion (40&deg; and 60&deg;) and the trunk at 45&deg; flexion with three angles of knee flexion (40&deg;, 60&deg; and 90&deg;). All associations were performed with and without additional load (10 kg). The sample was composed of 12 healthy individuals with mean age of 21.1 &plusmn; 2.5 years and weight of 62.8 &plusmn; 7.4 kg. The EMG of the cited muscles was isometrically registered in 10 squatting positions. For statistical analysis, Friedman Two-Way ANOVA and the Newman-Keuls Post-Hoc test were used. The results showed co-activation between the femoris rectus and femoris biceps muscles with the trunk in flexion and at 40&deg; of knee flexion and between the femoris rectus and soleus muscles in the other positions considered (p < 0.05). It was also possible to observe co-activation between tibialis anterior and femoris biceps muscles with knee at 40&deg; and 60&deg; of flexion, with the trunk erect and in flexion and between the tibialis anterior and soleus muscles in the other positions (p < 0.05). Concerning isolated muscular activation, higher knee flexion in squatting was an important factor to greater muscles activation, except for the soleus. Trunk position and the additional load of 10 kg have influenced in the muscular activation of the femoris rectus at 60&deg; of knee flexion, in which the erect trunk provided more activation. The femoris biceps presented greater activation when the knee was in 40&deg; of flexion and the trunk flexioned. The co-activation between the femoris rectus and biceps with the trunk in flexion, and between the femoris rectus and soleus in the other positions, lead to new possibilities of exercises in rehabilitation. <![CDATA[<B>Conconi test adapted to aquatic bicycle</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en A prática regular de exercícios físicos tem sido considerada um dos mecanismos que auxiliam a melhoria de padrões da saúde e de qualidade de vida. Em conseqüência do crescimento da procura por academias de ginástica, as atividades físicas no meio líquido, com destaque para a bicicleta aquática, têm aumentado nos últimos anos. No entanto, há ainda carência de métodos para a avaliação e prescrição do treinamento aeróbio neste tipo de equipamento. O objetivo deste estudo foi propor uma adaptação do teste de Conconi et al. (1982) para bicicleta aquática. Foram testados 27 participantes (24 &plusmn; 6 anos, 171 &plusmn; 8cm, 66 &plusmn; 12kg) 15 do sexo masculino e 12 do feminino. Os participantes foram submetidos a um teste progressivo, realizado em bicicleta aquática, com carga inicial de 50RPM e incremento de 3RPM a cada minuto, até a exaustão. A FC foi registrada durante todo o teste. Para análise dos dados, foi utilizada estatística descritiva e o teste "t" de Student (P < 0,05) para comparação entre os sexos. O ponto de deflexão da FC (PDFC) foi identificado em 85% dos sujeitos. Não houve diferença significativa na FCmáx (181 &plusmn; 12 e 181 &plusmn; 10BPM), PDFC (162 &plusmn; 10 e 172 &plusmn; 9BPM) e no %PDFCrpm (91 &plusmn; 4 e 90 &plusmn; 3%RPMmáx) entre os sexos masculino e feminino respectivamente. Por outro lado, RPMmáx (81 &plusmn; 6 e 72 &plusmn; 5RPM), %PDFC (90 &plusmn; 5 e 93 &plusmn; 3%FCmáx) e PDFCrpm (74 &plusmn; 6 e 66 &plusmn; 4RPM) foram significativamente diferentes. Assim, conclui-se que o teste de Conconi pode ser realizado em bicicleta aquática.<hr/>Physical exercise has been considered one of the mechanisms that improve health and quality of life. As a consequence of the enhanced demand for fitness centers, physical activities in liquid environment, especially aquatic cycling, have increased in the last years. However, methods of assessment and prescription of aerobic training in these equipments are still scarce. The objective of this study was to propose an adapted test of Conconi et al (1982) to aquatic bicycle. 27 participants (24 &plusmn; 6 years, 171 &plusmn; 8 cm, 66 &plusmn; 12 kg), 15 male and 12 female, were assessed. The participants have been submitted to a graded test in aquatic bicycle, with initial load of 50 RPM and increments of 3 RPM each minute, until exhaustion. HR was registered during the entire test. For data analysis, descriptive statistics were used as well as Student "t" test for comparison between genders. HRDP was identified in 85% of the subjects. There were not significant differences in HRmax (181 &plusmn; 12 and 181 &plusmn; 10 BPM), HRDP (162 &plusmn; 10 and 172 &plusmn; 9 BPM) and %HRDPrpm (91 &plusmn; 4 and 90 &plusmn; 3 % RPMmax) between males and females, respectively. On the other hand, RPMmax (81 &plusmn; 6 and 72 &plusmn; 5 RPM), %HRDP (90 &plusmn; 5 and 93 &plusmn; 3 %HRmax) and HRDPrpm (74 &plusmn; 6 and 66 &plusmn; 4 RPM) were significantly different. In conclusion, the adapted Conconi test can be performed in aquatic bicycle. <![CDATA[<B>Estimation of the gait energy expenditure</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este estudo foi desenvolvido com dois objetivos: 1) propor equações de predição do gasto energético da caminhada (GEC) em indivíduos jovens para três situações: a) quando é possível a identificação da velocidade da caminhada; b) quando é possível a monitorização da FC; e c) quando não é possível nem a identificação da velocidade nem a monitorização da FC; 2) validar a estimativa GEC feita pelo monitor de FC Polar M71®. Trinta indivíduos (16 homens de 22,7 &plusmn; 2,6 anos e 14 mulheres de 22,1 &plusmn; 2,1 anos), não-atletas, alunos do curso de Educação Física, foram instruídos a caminhar na esteira ergométrica com 1% de inclinação, nas intensidades leve, moderada e alta, em velocidades auto-selecionadas, durante 6 min em cada intensidade. O VO2, medido pelo analisador metabólico Teem 100 da Aerosport, a FC e o GEC estimado pelo monitor eram registrados nos 2 últimos minutos de cada carga. Concluiu-se que a melhor predição é feita com a utilização da velocidade de caminhada e com o peso do indivíduo. A FC para predição do GEC deve ser acompanhada do gênero e FC de repouso do indivíduo. A escala proposta no estudo para percepção de intensidade do esforço deve ser utilizada quando não for possível registrar nem a velocidade de caminhada nem a FC do indivíduo. Devem ser tentados outros estudos com outras escalas de percepção do esforço. O monitor de FC Polar M71 é valido para a estimativa do GEC, com as ressalvas de que é necessário que FC ultrapasse 100bpm. Sua precisão é melhor em caminhadas de intensidade alta.<hr/>The aims of this study were: 1) to propose predictive equations for gait energy expenditure (GEE) of young individuals in three situations: a) when the identification of the gait velocity is possible; b) when heart rate (HR) monitoring is possible; and c) when neither the velocity identification nor the HR monitoring is possible; and 2) to validate the GEE made by the HR Polar M71® monitor. Thirty individuals (16 males, 22.7 &plusmn; 2.6 years and 14 female, 22.1 &plusmn; 2.1 years), non-athletes, physical education students were instructed to walk on the treadmill with 1% inclination, in self-selected low, moderate and high intensity velocities, during 6 minutes in each velocity. The VO2, measured by the Aerosport Metabolic Analyzer Teem 100, HR and GEE estimated by the monitor, were registered in the last 2 minutes of each load. It was concluded that the best GEE prediction is done with the use of the gait velocity and the individual's body weight. HR for prediction of GEE should be accompanied by the gender and rest HR. The perceived exertion scale proposed in this study should be utilized only when it is not possible to register the velocity or the HR. The use of other scales of perceived exertion is encouraged. The HR Polar M71 monitor is a valid instrument for GEE estimation, with the limitation that is necessary that HR exceeds 100 bpm. Its precision is enhanced at high intensity gait. <![CDATA[<B>Aerobic exercise as exposure therapy to interoceptive cues in panic disorder</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Os ataques de pânico são representados por um período distinto no qual há o início súbito de intensa apreensão, temor ou terror, freqüentemente associados com sentimentos de catástrofe iminente, diagnosticado em aproximadamente 10% da população. O Transtorno de Pânico é um transtorno de ansiedade que se caracteriza pela recorrência de ataques de pânico: crises súbitas de mal-estar e sensação de perigo ou morte iminente, acompanhadas de diversos sintomas físicos e cognitivos. Os indivíduos com Transtorno de Pânico apresentam, caracteristicamente, preocupações acerca das implicações ou conseqüências dos ataques de pânico. É uma condição clínica complexa que envolve diferentes modalidades ou conglomerados de sintomas. Assim, o foco nas sensações físicas erroneamente interpretadas no transtorno de pânico e na hipocondria centraliza-se basicamente nas manifestações autonômicas, como taquicardia e dispnéia. Há poucos estudos sobre atividade física e transtorno de pânico. O principal objetivo do estudo visa identificar com diferentes descrições se há uma população "nuclear" com sintomas predominantemente respiratórios apresentando esquiva de atividade física e a influência do exercício nesta população.<hr/>Panic attacks are represented by distinct periods in which there is a sudden beginning of internal apprehension, fear or terror, frequently associated with feelings of imminent catastrophe, diagnosed in approximately 10% of the population. The panic disorder is an anxiety crisis that is characterized by the recurrence of panic attacks: sudden crises of uneasiness and sensation of danger or imminent death, followed by diverse physical and cognitive symptoms. Individuals with panic disorder are characteristically concerned about panic attacks implications or consequences. It is a complex clinical condition that involves different modalities or myriad of symptoms. Thus, the focus on the physical sensations misinterpreted in panic disorder and hypochondria, is basically centered in autonomic manifestations, such as tachycardia and dyspnea. There are scarce studies on physical activity and panic disorder. The main purpose of the study is to identify with different descriptions whether there is a 'main' population with symptoms predominantly respiratory presenting avoidance of physical activity and exercise influence on this population. <![CDATA[<B>Non-linear dynamics and physical exercise</B>: <B>concepts and applications</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Médicos, fisiologistas, bioquímicos, psicólogos e até profissionais envolvidos com exercício físico estão recentemente aumentando seus interesses pela dinâmica não-linear, uma teoria científica desenvolvida principalmente por matemáticos, que é genericamente conhecida por Teoria da Complexidade. Embora poucos trabalhos em Educação Física e Esporte utilizem esse paradigma para solucionar seus problemas, nota-se um crescente interesse por esse mesmo enfoque, principalmente em relação aos efeitos do exercício físico sobre mudanças na variabilidade e complexidade de séries temporais fisiológicas. Geralmente, tais mudanças se revelam na forma de queda em seu comportamento temporal, denotando diminuição na complexidade do organismo ou de componentes envolvidos especificamente na sua regulação. De acordo com a Teoria da Complexidade, por enfatizar interações não-lineares existentes em sistemas biológicos, verifica-se que não é importante apenas a elevação (supercompensação) de componentes do organismo com a prática de exercícios físicos, mas também aqueles que atrofiam (descompensação) paralelamente, porque podem contribuir para a ocorrência de perda de sincronia na funcionalidade desses sistemas. Assim, em oposição à ênfase que se dá no treinamento físico à repetição monótona de atividade física intensa e voltada para efeitos específicos positivos, que invariavelmente leva à simplificação do organismo, recomenda-se maior variação qualitativa e quantitativa nos exercícios praticados. O objetivo é preservar sua complexidade natural ou impedir que ocorra diminuição rápida com o envelhecimento. A presente revisão tem por objetivo, além de descrever a possível perda de complexidade com o treinamento físico, discutir alguns conceitos da Teoria da Complexidade de modo introdutório, com particular ênfase em tópicos envolvendo saúde e desempenho físico.<hr/>Physicians, physiologists, biochemists, psychologists and even professionals involved with physical exercise have been recently increasing their interests for the non-linear dynamics, a scientific theory developed mainly by mathematicians, which is generically known as the Complexity Theory. Although few investigations on Physical Education and Sports make use of this paradigm to solve their problems, a growing interest for this very approach has been noticed, mainly concerning the effects of physical exercise on changes in the variability and complexity of physiological temporal series. Usually, such changes appear as the decrease in its temporal behavior, denoting in decrease in the body complexity or in the components specifically involved in its regulation. According to the Complexity Theory, since non-linear interactions existing in biological systems are emphasized, it is observed that not only the increase (overcompensation) of the body components with the practice of physical exercises but also those which cause atrophy (decompensation) in parallel, once they can compromise the functionality of these systems. Thus, contrary to the emphasis that is given in the physical training to the monotonous repetition of intense physical activity and with emphasis on positive specific effects, that invariably promote the simplification of the body, larger qualitative and quantitative variation is recommended in the exercise practice. The objective is to preserve its natural complexity or neutralize its rapid decrease with aging. The present review has the objective, besides describing the possible complexity loss with physical training, to discuss some concepts of the Complexity Theory in an introductory way, with particular emphasis on issues involving health and physical training. <![CDATA[<B>Current aspects about oxidative stress, physical exercise and supplementation</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en As espécies reativas de oxigênio (ERO) são normalmente produzidas pelo metabolismo corporal. Todavia, ERO apresentam a capacidade de retirar elétrons de outros compostos celulares, sendo capazes de provocar lesões oxidativas em várias moléculas, fato que leva à perda total da função celular. A realização de exercícios físicos aumenta a síntese de ERO, além de promover lesão muscular e inflamação. Após uma sessão de exercícios físicos, inicia-se normalmente a fase de recuperação, quando são observados diversos efeitos positivos à saúde, incluindo o aumento da resistência a novas lesões induzidas ou não por exercícios, fato que é considerado como um processo "adaptativo". Diversos estudos, porém, relatam que essa recuperação não é alcançada por indivíduos que se submetem a exercícios intensos e prolongados, ou, ainda, que possuem elevada freqüência de treinamento. Alternativas nutricionais têm sido muito estudadas, a fim de reduzir os efeitos promovidos pelo exercício extenuante, dentre as quais está a suplementação com vitamina E, vitamina C, creatina e glutamina. Esta revisão tem como objetivo abordar os aspectos atuais envolvendo a formação das ERO, os processos de lesão celular e inflamação, a adaptação aos tipos de exercício aeróbio e anaeróbio e possíveis intervenções nutricionais.<hr/>Oxygen reactive species (ORE) are usually produced by the body metabolism. However, ORE present the ability to remove electrons from other cellular composites, being able to cause oxidative injuries in several molecules. Such fact leads to a total loss of cellular function. Physical exercise practice increases ORE synthesis, besides promoting muscular injury and inflammation. After a physical exercise set, the recovery phase begins, where several effects positive to health are observed, including increase in resistance to new injuries induced or not by exercise, a fact which is considered an 'adaptation' process. Many studies though, have reported that this recovery is not reached by individuals who are submitted to intense and extended exercises, or even, who have high training frequency. Nutritional alternatives have been widely studied, in order to reduce the effects promoted by extenuating exercise, among which vitamin E, vitamin C, creatine and glutamine supplementation is included. This review has the aim to approach the current aspects concerning the ORE formation, the cellular injury and inflammation processes, the adaptation to the kinds of aerobic and anaerobic exercise, besides possible nutritional interventions. <![CDATA[<B>Adaptative mechanisms of the immune system in response to physical training</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en O treinamento físico, de intensidade moderada, melhora os sistemas de defesa, enquanto que o treinamento intenso causa imunossupressão. Os mecanismos subjacentes estão associados à comunicação entre os sistemas nervoso, endócrino e imunológico, sugerindo vias autonômicas e modulação da resposta imune. Células do sistema imune, quando expostas a pequenas cargas de estresse, desenvolvem mecanismo de tolerância. Em muitos tecidos tem-se demonstrado que a resposta a situações agressivas parece ser atenuada pelo treinamento físico aplicado previamente, isto é, o treinamento induz tolerância para situações agressivas/estressantes. Nesta revisão são relatados estudos sugerindo os mecanismos adaptativos do sistema imunológico em resposta ao treinamento físico.<hr/>Moderate physical training enhances the defense mechanisms, while intense physical training induces to immune suppression. The underlying mechanisms are associated with the link between nervous, endocrine, and immune systems. It suggests autonomic patterns and modulation of immune response. Immune cells, when exposed to regular bouts of stress, develop a mechanism of tolerance. In many tissues, it has been demonstrated that the response to aggressive conditions is attenuated by moderate physical training. Thus, training can induce tolerance to aggressive/stressful situations. In this review, studies suggesting the adaptation mechanisms of the immune system in response to physical training will be reported. <![CDATA[<B>Gene therapy, genetic doping and sport</B>: <B>fundaments and implications for the future</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500013&lng=en&nrm=iso&tlng=en A busca pelo desempenho ótimo tem sido uma constante no esporte de alto rendimento. Para tanto, muitos atletas acabam utilizando drogas e métodos ilícitos, os quais podem ter importantes efeitos adversos. A terapia gênica é uma modalidade terapêutica bastante recente na medicina, cujos resultados têm, até o momento, indicado sua eficácia no tratamento de diversas doenças graves. O princípio da terapia gênica consiste na transferência vetorial de materiais genéticos para células-alvo, com o objetivo de suprir os produtos de um gene estruturalmente anormal no genoma do paciente. Recentemente, o potencial para uso indevido da terapia gênica entre atletas tem despertado a atenção de cientistas e de órgãos reguladores de esporte. A transferência de genes que poderiam melhorar o desempenho esportivo por atletas saudáveis, método proibido em 2003, foi denominado de doping genético. Os genes candidatos mais importantes para doping genético são os que codificam para GH, IGF-1, bloqueadores da miostatina, VEGF, endorfinas e encefalinas, eritropoetina, leptina e PPAR-delta. Uma vez inserido no genoma do atleta, o gene se expressaria gerando um produto endógeno capaz de melhorar o desempenho atlético. Assim, os métodos atuais de detecção de doping não são sensíveis a esse tipo de manipulação, o que poderia estimular seu uso indevido entre atletas. Além disso, a terapia gênica ainda apresenta problemas conhecidos de aplicação, como resposta inflamatória e falta de controle da ativação do gene. Em pessoas saudáveis, é provável que tais problemas sejam ainda mais importantes, já que haveria excesso do produto do gene transferido. Há também outros riscos ainda não conhecidos, específicos para cada tipo de gene. Em vista disso, debates sobre o doping genético devem ser iniciados no meio acadêmico e esportivo, para que sejam estudadas medidas de prevenção, controle e detecção do doping genético, evitando assim futuros problemas de uso indevido dessa promissora modalidade terapêutica.<hr/>Optimal performance has been constantly sought for in high level competitive sport. To achieve this goal, many athletes use illicit drugs and methods, which could have important side effects. Gene therapy is a very recent therapeutic modality, whose results have shown to be efficient in the treatment of severe diseases so far. The basis of gene therapy is a vectorial transfer of genetic materials to target-cells in order to supply the products of an abnormal gene in the patient's genome. Recently, the potential for misuse of gene therapy among athletes has called attention of scientists and sports regulating organs. The transfer of genes that could improve athletic performance, a method prohibited by COI in 2003, was named gene doping. The most important candidate genes for gene doping are the ones which codify for the following proteins: GH, IGH-1, miostatin blockers, VEGF, endorfins and enkefalins, eritropoetin, leptin and PPAR-delta. Once inserted in the athlete genome, the gene would be expressed and produce an endogenous product capable of improving performance. Thus, current doping detection methods are not sensitive enough to detect gene doping, which in turn could stimulate its use among athletes. Moreover, gene therapy still presents known application problems, such as inflammatory response and lack of control of gene activation. It is probable that such problems would be even more important in healthy individuals, since there would be excessive product of the transferred gene. Moreover, other unknown risks specific for each gene are present. Therefore, debate on gene doping should be carried on in the academic as well as sports field, in order to study prevention, control and detection measures of gene doping, avoiding hence, future problems regarding the misuse of this promising therapy. <![CDATA[<B>Effects of physical exercise over the redox brain state</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922007000500014&lng=en&nrm=iso&tlng=en A atividade física é conhecida por promover saúde e bem-estar. O exercício também é responsável por aumentar a produção de Espécies Reativas de Oxigênio (ERO) pelo acréscimo do consumo de oxigênio mitocondrial nos tecidos. O desequilíbrio entre a produção de EROs e as defesas oxidantes dos tecidos pode provocar danos oxidativos a proteínas, lipídios e DNA. O dano oxidativo cerebral é um mecanismo etiopatológico comum da apoptose e da neurodegeneração. O fator de crescimento cérebro-derivado desempenha um importante papel neste contexto. Nesta revisão, apresentamos os resultados de diferentes modelos de exercício físico no metabolismo oxidativo e neurotrófico do Sistema Nervoso Central (SNC). Também revisamos estudos que utilizaram suplementação antioxidante para prevenir danos oxidativos exercício-induzido ao SNC. Os modelos de exercício físico mais comuns foram as rodas de correr, a natação e a esteira com configurações de treinamento muito diferentes como a duração e a intensidade. Os resultados do treinamento físico no tecido cerebral são muito controversos, mas geralmente demonstram ganhos na plasticidade sináptica e na função cognitiva com exercícios de intensidade moderada e baixa.<hr/>Physical activity is known for promoting health and well-being. Exercise is also responsible for increasing the production of Oxygen Reactive Species (ORS) by increasing mitochondrial oxygen consumption causing tissue oxidative stress. The imbalance between ORS production and tissue antioxidant defenses can cause oxidative damage to proteins, lipids and DNA. Brain oxidative damage is a common etiopathology mechanism of apoptosis and neurodegeneration. The brain-derived neurotrophic factor plays an important role in this context. In this review, we showed the results of different models and configurations of physical exercise in oxidative and neurotrophic metabolism of the Central Nervous System (CNS). We also reviewed studies that utilized antioxidant supplementation to prevent exercise-induced oxidative damage to CNS. The commonest physical exercise models were running wheels, swimming and treadmill with very different configurations of physical training such as duration and intensity. The results of physical training on brain tissues are very controversial, but generally show improvement in synaptic plasticity and cognition function with low and moderate intensity exercises.