Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869220080001&lang=en vol. 14 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Antioxidants, physical activity and oxidative stress in older women</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Verificar a influência da suplementação de vitaminas antioxidantes na dieta de mulheres idosas que praticam exercícios físicos regulares, sobre o estresse oxidativo, indicadores da saúde física e risco de enfermidades cardiovasculares (ECV). MÉTODO: Foram observados dois grupos (S e C) de mulheres com idades entre 60 e 80 anos participantes de um programa de atividades físicas durante 58 semanas, com freqüência de três vezes por semana e duração de 50 a 55 minutos cada sessão. A dieta habitual do Grupo S (n=36) foi suplementada diariamente com 330 ml de uma bebida antioxidante (FuncionaTM); o Grupo C (n=32) ingeriu água e se caracterizou como controle. Como indicadores do estresse oxidativo foram determinadas as concentrações plasmáticas de glutationa reduzida (GSH) e oxidada (GSSG), calculada a relação molar GSH/GSSG, e identificado o dano oxidativo em lipídios e proteínas. As condições físicas e cardiovasculares foram avaliadas por meio dos parâmetros antropométricos habituais (peso, altura e índice de massa corporal) e da pressão arterial. RESULTADOS: O Grupo C apresentou aumentos significativos do estresse oxidativo, redução da pressão arterial e dos valores médios de indicadores de risco de ECV. O Grupo S teve o estresse oxidativo reduzido significativamente e apresentou incremento dos ganhos cardiovasculares. Não foram identificadas significâncias em relação aos efeitos ergogênicos. CONCLUSÃO: Os dados indicam que mulheres idosas que realizam exercícios físicos freqüentes melhoram suas condições físicas e cardiovasculares e que o suplemento dietético continuado de alimentos funcionais antioxidantes podem minimizar os efeitos danosos das espécies reativas de oxigênio.<hr/>OBJECTIVE: To verify the influence of dietary antioxidant supplementation in older women who regularly practice physical activities, on the occurrence of oxidative stress, physical health and risk of cardiovascular diseases (CVD). METHOD: Two groups (S and C) of women, with age ranging from 60 to 80 years old, were observed. Both groups took part in a physical activity program for 58 weeks, three times a week, for about 50 to 55 minutes each session. The diet of group S (n=36) was daily supplemented with 330 ml of a functional antioxidant beverage, FuncionaTM; Group C (n=32) ingested water and was used as Control. As oxidative stress indicators, the plasmatic concentrations of reduced (GSH) and oxidized (GSSG) glutathione were determined; the molar GSH/GSSG ratio was calculated, and the oxidative damage in lipids and proteins was evaluated. The physical and cardiovascular conditions were evaluated through routine anthropometric parameters (weight, stature and BMI) and blood pressure. RESULTS: Group C presented significant increases of oxidative stress, reduction in the blood pressure and in the indicators of cardiovascular risks. Group S presented significant reduction of the oxidative stress and increment of the cardiovascular gains. Significance concerning the ergogenic effects has not been identified. CONCLUSION: Our data suggest that regular exercise in older women can improve physical and cardiovascular conditions. Moreover, daily intake of functional antioxidant supplement can minimize harmful effects of the reactive oxygen species. <![CDATA[<b>The hand-grip forecasts the functional performance of fragile elder subjects</b>: <b>a multiple-correlation study</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en A força de preensão manual (FPM) associa-se com a funcionalidade de idosos, mas há dúvidas sobre o valor dessa relação em todas as situações. O estudo observou a correlação entre FPM de idosos residentes em instituições de cuidados permanentes (asilos) e o desempenho funcional (DF) em tarefas específicas e inespecíficas para as mãos. Participaram 12 homens (70±6 anos; 64±9 kg; 160±10 cm) e sete mulheres (77±11 anos; 49±10 kg; 147±10 cm). A FPM foi medida com dinamômetro hidráulico. As tarefas motoras propostas foram: caminhar 10 m na velocidade máxima (C10), timed up & go test (TUGT), colocar e retirar chave de fechadura (TCCF) e tirar e recolocar lâmpada em um bocal (TCLB). O teste de Wilcoxon revelou que os homens apresentaram melhores desempenhos que as mulheres em todos as medidas, exceto IMC, TCCF e TCLB (p<0,05). Os coeficientes de Spearman revelaram que três testes apresentaram correlações significativas com a FPM: TRLB (r = -0,54; p = 0,018); TUGT (r = -0,67; p = 0,002) e C10 (r = -0,69; p = 0,001). A correlação múltipla entre a FPM e o conjunto dos testes revelou-se igualmente significativa (R-múltiplo = 0,66; p<0,04). Conclui-se que a FPM pode ser uma boa preditora do desempenho em tarefas motoras em idosos frágeis, investindo-se de potencial para apreciação da funcionalidade como um todo, enquanto variável de exposição epidemiológica.<hr/>Hand-grip strength (HGS) has been used to predict functional limitation in the elderly. However, this relationship in all situations is doubtful. The purpose of the study was to observe the association between HGS and functional performance (FP), in specific and not specific tasks among 19 long-term home elderly residents, 12 men (70±6 yrs; 64±9 kg; 160±10 cm) and 7 women (77±11 yrs; 49±10 kg; 147±10 cm). HGS was measured by a hydraulic hand dynamometer. The FP was measured by the time to perform the following tasks: 1) habitual gait speed (HGS); 2) timed up & go test (TUGT); 3) opening a lock with a key (OLK); 4) to take off and put in a light bulb (TPB). The Wilcoxon test revealed that men were better than women in all measurements except for the IMC, OLK and TPL (p<0.05). The Spearman coefficients showed significant correlation between HGS and three FP tests: TPL (r=-.54; p=.018); TUGT (r=-.67; p=.002) and HGS (r=-.69; p=.001). The multiple correlation showed good correlation between the HGS and all FP tests (R=.66; R²=.44; p<.04). These results suggest that HGS may be a good predictor for FP, especially for fragile and institutionalized elderly subjects, having a good potential as an epidemiologic exposition variable to forecast functional performance. <![CDATA[<b>Variation of the muscular balance during a season in under-20 soccer players</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste estudo foi analisar o equilíbrio muscular dos flexores e extensores (RFE) de joelho ao longo de uma temporada de treinamento em jogadores de futebol categoria sub-20. Fizeram parte da amostra 15 sujeitos pertencentes à equipe sub-20 da Associação Atlética Ponte Preta de Campinas. Os atletas participaram de um macrociclo de preparação (MP) de 29 semanas, composto por período preparatório e competitivo que foram divididos em quatro mesociclos: etapa geral (M1), etapa especial (M2), etapa pré-competitiva (M3) e etapa competitiva (M4). A RFE de ambos os membros foi determinada em dinamômetro isocinético utilizando o pico de torque (PT) obtido em três séries consecutivas de cinco repetições com velocidade de 60º/s. Avaliação isocinética foi realizada em quatro momentos ao longo do MP, sempre ao final de cada mesociclo (M1, M2, M3 e M4). Para análise estatística, foi empregado teste Friedman de medidas repetidas, seguida do teste de Wilcoxon e teste U de Mann-Whitney, com nível de significância de p<0,05. O PT nos músculos flexores de joelho, em ambos os membros, no M2 e M3 foram superiores aos observados em M1 e M4. O PT dos extensores de joelho em M1 foi significantemente inferior aos demais momentos do estudo (M2, M3 e M4), em ambos os membros. A RFE, em ambos os membros, foi inferior em M1 quando comparado a M2 e M3. A comparação da RFE entre os membros não revelou diferenças significantes em nenhum dos momentos do estudo (M1, M2, M3 e M4). Os resultados encontrados na presente investigação indicaram existência de alterações na magnitude da RFE, porém dentro da normalidade, e, manutenção da proporcionalidade entre os membros ao longo do MP. Esses resultados sugerem que não existem períodos sensíveis para a ocorrência de lesões em virtude de desequilíbrios musculares ao longo do MP em jogadores de futebol da categoria sub-20.<hr/>The objective of the present study was to evaluate the muscular balance of knee flexors and extensors (RFE) in under-20 soccer players during a training season. 15 under-20 subjects from the Ponte Preta Athletic Association of Campinas participated in a 29 week macrocycle preparation (MP), composed of preparatory and competitive periods which were divided into four mesocycles: general stage (M1), special stage (M2), pre-competitive stage (M3) and competitive stage (M4). RFE of both members was determined with the torque peak (TP) obtained in isokinetic dynamometer in three consecutive sets of five repetitions of 60 degrees/s. Isokinetic evaluation was accomplished in four stages along the MP at the end of each mesocycle (M1, M2, M3, and M4). Statistic analysis was performed using the Friedman test with repeated measures, followed by Wilcoxon test and Mann-Whitney U test, with significance level of p<0.05. TP of knee flexors muscles in both members were greater in M2 and M3 than in M1 and M4. TP of knee extensors in M1 was significantly inferior than the other stages of the study (M2, M3, and M4), in both members. RFE, in both members, was inferior in M1 when compared to M2 and M3. RFE comparison among members did not reveal significant differences in any moment of the study (M1, M2, M3, and M4). The results indicated the existence of alterations in the size of RFE; within normality though, and maintenance of the proportionality among members along the MP. These results suggest that there are not sensitive periods to the occurrence of injuries due to muscular imbalances along MP in under-20 soccer players. <![CDATA[<b>Lipidic, cardiorespiratory fitness, and body composition profile of a sample of 8th graders from Canoas/RS</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Atualmente as doenças cardiovasculares (DC) são as principais causas de morte no mundo, sendo compostas por uma série de fatores de risco que parecem ter sua origem durante os anos da infância e adolescência. Desta forma, diagnósticos precoces dos fatores de risco para DC devem ser realizados com freqüência já na população jovem. Frente a este quadro, o objetivo deste estudo foi descrever o perfil lipídico (PL), de aptidão cardiorrespiratória (ApC), e de composição corporal (CC) de escolares de 13-14 anos, e comparar cada uma das variáveis entre os sexos. Para tanto, foi selecionada de forma não aleatória voluntária uma amostra de 41 escolares (21 meninos e 20 meninas) da 8ª série de uma escola privada de Canoas/RS. O perfil lípidico (triglicerídeos-TRI, colesterol total-CT, HDL e LDL) dos escolares procedeu-se através da técnica padrão em um laboratório de análises clínicas. A ApC foi avaliada a partir do teste de corrida/caminhada de 9 minutos (PROESP-BR, 2002). A CC foi determinada pelo IMC e pelo somatório de dobras cutâneas tricipital e subescapular (S D.C.). Para a análise dos dados foi utilizada a estatística descritiva, sendo que para a análise por critérios foram utilizados os critérios sugeridos pelo AHA (NHI PARENT’S GUIDE, 1993), para o PL, e para ApC e CC foram utilizados os critérios sugeridos pelo PROESP-BR (2002). Os resultados apontaram que em termos de análise de tendência central, o PL, a ApC e a CC demonstraram resultados considerados normais. Todavia, quando a análise foi feita a partir dos critérios, foram detectados alguns casos fora da faixa considerada normal para os níveis lipídicos (TRI-4,9%, CT-12,2%, HDL-36,6% e LDL-4,9%), e uma ocorrência bastante elevada fora da faixa recomendada para a ApC (61%) e para a CC (IMC-17,1% e S D.C.-48,8%). Os resultados demonstram ainda haver diferenças entre os sexos nos valores médios de ApC e IMC, a favor dos meninos, e na S D.C. e HDL a favor das meninas. Com relação às distribuições nas faixas recomendadas para cada variável, não houve associações com os sexos. Os resultados obtidos são preocupantes, e demonstram, mesmo em uma amostra pequena, a existência de todos os fatores de risco analisados para DC nos escolares.<hr/>Nowadays cardiovascular diseases (CD) are the main causes of death in the world and consist in a series of risk factors that seem to have their origin during childhood and adolescence. Thus, early diagnostic of CD risk factors should be frequently performed from young population. Therefore, the aim of this study was to describe the lipidic (LP), the cardiorespiratory fitness (CarFit), and the body composition (BC) profile of 13/14 years old students, and compare these variables between sexes. The sample was composed of 41 students (21 boys and 20 girls) 8th graders of a private school from Canoas city, RS, voluntarily selected in a non-probabilistic way. The LP (triglycerides - TRI; total cholesterol - TC; HDL and LDL) of the students was measured through standard technique at a clinical analyses laboratory. The CarFit was measured through a 9- minute run/walk test (PROESP-BR, 2002). The BC was measured through the body mass index (BMI) and by the sum of triceps and subscapular skinfolds (SSK). Descriptive analysis was used for data analysis and for the analysis per criteria the criteria suggested by AHA (NHI PARENT’S GUIDE, 1993) were used, for the CarFit and BD, the criteria suggested by PROESP-BR (2002) were used. The results pointed out that concerning central tendency analysis, the PL, the CarFit and the BC demonstrated normal results. However, when the analysis was made from the criteria, some cases out of the recommended band have been detected (TRI-4.9%, TC-12.2%, HDL-36.6% and LDL-4.9%), and a great proportion of students out of the recommended band for CarFit (61%) and BC (BMI-17.1% and S SK 48.8%). Moreover, the results show that there are differences between sexes in the mean values of CarFit and BMI to the boys and on the SSK and HDL to the girls. Concerning the recommended band distributions to each variable, there were no associations with the sexes. The obtained results are worrisome and demonstrate even in a small sample, the existence of all the studied risk factors to DC in the students. <![CDATA[<b>Strength performance in older women after two intensities of aerobic exercise</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo do presente estudo foi comparar a influência aguda de duas intensidades de característica aeróbia, sobre o número de repetições numa sessão de treinamento de força (TF) em idosas fisicamente ativas. Oito voluntárias (67,5 ± 4,8 anos; 58,6 ± 2,2 kg; 156 ± 5,9 cm) com experiência em ambas atividades, realizaram 20 minutos de caminhada em esteira rolante com intensidades pré-determinadas (60 ou 80% da FCmáx.) e imediatamente após, realizaram uma sessão de TF nos exercícios de pressão de pernas, cadeira extensora e cadeira flexora. Para determinação da carga, foram conduzidos teste e re-teste de 10 repetições máximas (10RM) nos exercícios selecionados, e a FCmáx foi determinada através de teste de esforço máximo em esteira rolante, com protocolo de Balke-Ware. O número de repetições em cada série após cada intensidade aeróbia foi analisado pela ANOVA de medidas repetidas, seguida do teste post-hoc de Scheffé. O número total de repetições em cada exercício e o número total de repetições em cada seqüência foi analisado pelo teste t-student para amostras dependentes. Os resultados dos testes demonstraram reduções significativas no número total de repetições em toda a sessão de treinamento (somatório de todas as repetições de todos os exercícios). Também foram observadas reduções no número de repetições totais por exercício nas diferentes intensidades do treino de característica aeróbia, a 60 e 80% da FCmáx. Verificou-se também que após o exercício aeróbio realizado a 80%, todos os avaliados apresentaram maior grau de cansaço, expresso através da percepção subjetiva de esforço. Tal efeito inibitório ficou mais evidenciado através da análise intersequêncial onde foi observado que a 80% da FCmáx., ocorreu maior redução do desempenho da força. Conclui-se então, que independentemente das intensidades estudadas, 20 minutos de treinamento aeróbio, podem ser suficientes para provocar redução aguda no desempenho da força em idosas fisicamente ativas.<hr/>The aim of this study was to compare the acute influence of two intensities of aerobic characteristic on the number of repetitions in a strength training (ST) session in physically active older women. Eight women (67.5 ± 4.8 years; 58.6 ± 2.2 kg; 156 ± 5.9 cm) with experience in both activities, volunteered to perform the aerobic activity in both intensities (60 or 80% HRmax.), followed by a training session on leg-press, leg extension and leg curl exercises, at different days. In order to determine the maximal load, 10RM test and re-test were conducted for the selected exercises, and the HRmax. was calculated through the Balke-Ware maximal test protocol. The number of repetitions in each set after aerobic intensity training was analyzed using one-way ANOVA, followed by Scheffé post-hoc test. The total number of repetitions in each exercise and sequence was analyzed by the t-Student test for dependent samples. The results showed significant reductions in the total number of repetitions for all training sessions (sum of all repetitions in all exercises), as well as in the number of repetitions per exercise, after aerobic training intensities of 80 and 60%. We have also verified that after 80% of HRmax. after aerobic exercise, all evaluated subjects showed higher degree of fatigue, expressed by their perceived exertion. Fatigue became more evident when we applied an inter-sequential analysis, which showed a higher reduction in strength training performance when 80% of HRmax was applied. We conclude that, regardless the training intensity, 20 minutes of aerobic training may be enough to produce a negative impact on strength training performance of physically active elderly women. <![CDATA[<b>Effects of physical exercise on the acute inflammatory edema in Wistar rats</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Os exercícios físicos têm sido associados a importantes e variados benefícios à saúde, como aqueles relacionados a função imune específica e não-específica, destacando-se, nesta última, o processo inflamatório. Contudo, dependendo do tipo, intensidade, freqüência e duração, os exercícios também podem causar certos prejuízos ao organismo. De fato, estudo prévio mostrou que a hipernocicepção de origem inflamatória, em ratos, foi influenciada pelo protocolo de exercícios físicos realizados em esteira ergométrica. Assim, este trabalho teve como objetivo estudar os efeitos dos exercícios físicos de baixa e alta intensidade sobre a resposta inflamatória aguda. Para isso, foram utilizados ratos machos, adultos, da linhagem Wistar, os quais foram submetidos (grupo treinado) ou não (grupo não treinado) a exercícios em esteira ergométrica. A inflamação aguda foi induzida pela injeção de carragenina-0,5% no coxim da pata posterior esquerda dos ratos, sendo o volume de edema inflamatório agudo mensurado por meio de pletismografia, antes e após 1, 2, 3, 4, 6, 8 e 24 horas da indução do processo inflamatório. A análise estatística dos resultados mostrou aumento significante no volume de edema inflamatório nos momentos H1, H2 e H3 (P<0,01) e nos momentos H4 e H6 (P<0,05) nos animais treinados em baixa intensidade. Entretanto, não ocorreram alterações estatisticamente significantes no volume de edema inflamatório agudo em nenhum dos momentos avaliados (P>0,05) nos animais do grupo treinado em alta intensidade em relação aos não treinados. Concluiu-se, então, que os exercícios físicos de baixa intensidade, em esteira ergométrica, aumentaram o volume de edema inflamatório agudo em ratos, provavelmente ocasionado pelo aumento na síntese e secreção de prostaglandinas e/ou aumento nos níveis plasmáticos das citocinas IL-1, IL-6 e TNF-alfa entre outros fatores. Tal fato não foi observado com os exercícios de alta intensidade, mostrando assim, a influência da intensidade, freqüência e duração dos exercícios sobre este parâmetro inflamatório.<hr/>Physical exercises have been associated with important and varied benefits to health, as those related to the specific and non-specific immune function, stressing the inflammatory process in the latter. However, depending on their type, intensity, frequency and duration, exercises can also cause certain harm to the organism. Actually, previous research has demonstrated that the hypernociception of inflammatory origin in rats was influenced by the physical exercises protocol performed on treadmill. Thus, the aim of this research was to study the effects of high and low intensity physical exercises on acute inflammatory response. Therefore, male adult Wistar rats were submitted (trained group) or not (untrained group) to physical exercises on a treadmill. Acute inflammation was induced by a 0.5% carrageenin injection into the plantar tissue of the left hind paw of each rat and the acute inflammatory edema volume was measured by plethysmography before and after 1, 2, 3, 4, 6, 8 and 24 hours of the inflammatory process induction. The statistical analysis of the results showed a significant increase in the edema volume in times H1, H2 and H3 (P<0.01) and in times H4 and H6 (P<0.05) in animals submitted to low intensity exercises. However, no statistically significant changes occurred in the acute inflammatory edema volume in any of the evaluated times (P>0.05) in animals of the high intensity group compared with the non-trained group. Therefore, it was concluded that low-intensity physical exercises on treadmill increased the acute inflammatory edema volume in rats, probably due to the increase in the synthesis and secretion of prostaglandins and/or increase in the plasmatic levels of cytokines IL-1, IL-6 and TNF-alfa among other factors. This fact has not been observed in animals submitted to high intensity exercises, which demonstrates the influence of intensity, frequency and duration of the exercises on this inflammatory parameter. <![CDATA[<b>Effects of creatine oral supplementation on the hepatic metabolism and morphology of rats</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en A creatina é uma amina nitrogenada e tem sido utilizada principalmente por atletas e praticantes de atividade física que desejam aumentar a massa muscular e o desempenho físico. Entretanto seu uso não está somente relacionado à prática esportiva, pois inúmeros trabalhos apresentam efeitos benéficos na prática médica. Alguns estudos demonstraram que a suplementação oral com creatina resulta em aumento da sua biodisponibilidade plasmática e também de seus estoques em inúmeros órgãos. Entretanto, estudos sobre possíveis efeitos tóxicos da suplementação com creatina são escassos. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar os possíveis efeitos tóxicos da suplementação oral com creatina sobre a função e morfologia hepáticas em ratos após 14 dias de suplementação oral com creatina na dose de 0.5 g/kg/dia. A função hepática foi avaliada através de testes bioquímicos e a estrutura hepática foi avaliada através da massa hepática relativa e da análise histológica. Os resultados demonstraram que 14 dias de suplementação com creatina não alteraram a função hepática quando comparado os grupos controle e suplementado: AST (39.5 x 44.4 U/L), ALT (18.6 x 30.8 U/L), ALP (38.5 x 31.4 U/L), GGT (134.8 x 143.8 U/L), proteínas totais (5.1 x 5.5 g/dl), triglicérides (141.0 x 141.0 mg/dl), colesterol total (130.1 x 126.2 mg/dl), colesterol LDL (36.1 x 36.1 mg/dl), colesterol HDL (65.6 x 62.4 mg/dl), colesterol VLDL (25.0 x 28.0 mg/dl), e também estrutura hepática, exceto nos níveis plasmáticos de albumina (3.0 x 3.5 mg/dl - p<0.02). Nossos resultados demonstraram claramente que, ao menos na dose utilizada, a suplementação oral com creatina não induziu a nenhum tipo de efeito tóxico sobre o fígado.<hr/>Creatine is a nitrogenated amine and it has been used mainly by athletes and physical activity practitioners who wish to increase muscle mass and performance. However its use is not just related to sports practice, once several studies have shown beneficial effects on medical practice. Some studies have demonstrated that oral creatine supplementation increases its plasmatic bioavailability and also its concentration in several organs. However, studies about the possible toxic effects followed by creatine supplementation are scarce. Therefore, the aim of this work was to evaluate the hepatic structure and function in rats after 14 days of oral creatine supplementation at dose of 0.5g/kg/day. The hepatic function was evaluated through biochemical assays and the hepatic structure was analyzed through the relative hepatic mass and histological analysis. The results showed that 14 days of creatine supplementation did not alter the hepatic function and structure when compared with the control and supplemented groups, AST (39.5 x 44.4 U/L), ALT (18.6 x 30.8 U/L), ALP (38.5 x 31.4 U/L), GGT (134.8 x 143.8 U/L), total proteins (5.1 x 5.5 g/dl), triglycerides (141.0 x 141.0 mg/dl), total cholesterol (130.1 x 126.2 mg/dl), LDL cholesterol (36.1 x 36.1 mg/dl), HDL cholesterol (65.6 x 62.4 mg/dl), VLDL cholesterol (25.0 x 28.0 mg/dl), and also the hepatic structure, except for the albumin plasmatic levels (3.0 x 3.5 mg/dl - p<0.02). Our results clearly demonstrated that, at least at the used dosage, oral creatine supplementation did not induce any toxic effect on the liver. <![CDATA[<b>Branched-chain amino acids ingestion does not affect endurance performance</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en A suplementação com aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) é uma das manipulações dietéticas mais populares entre atletas engajados em atividades de endurance. Entretanto, o papel ergogênico destes aminoácidos ainda não está totalmente estabelecido. Portanto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito do consumo de BCAA sobre o exercício de endurance realizado até a exaustão. A fim de provocar redução do estoque de glicogênio muscular e, por conseguinte, maximizar a utilização dos BCAA, os sujeitos (n=17) foram submetidos a uma sessão prévia de exercício (corrida realizada a 75% do VO2max por 40 min seguida por 2 tiros a 90% do VO2max por 10 min cada um). Subseqüentemente, após o consumo aleatório de BCAA (77 mg.kg-1) ou placebo, seguindo modelo duplo cego cruzado, os participantes executaram um teste para determinação da capacidade de endurance (corrida a 90% do Limiar anaeróbio) até a exaustão. Ambos os experimentos, BCAA e placebo, foram separados por uma semana. Com relação ao tempo até a exaustão e a distância percorrida, nenhuma diferença foi detectada entre as condições experimentais. (Placebo: 50,1±8,9 vs BCAA: 52,4±4,5 min, respectivamente) (Placebo: 8,8±1,3 vs BCAA: 9,1±0,6 km, respectivamente). Além disto, também não foi evidenciada diferença na concentração plasmática de glicose, de lactato e de amônia entre ambas condições experimentais. Em conclusão, a suplementação de BCAA não afetou o desempenho de endurance em um teste de corrida até a exaustão.<hr/>Branched-chain amino acids (BCAA) supplementation is one of the most popular dietary manipulations used by endurance athletes. However, the ergogenic role of these amino acids in endurance exercise is not well established yet. Therefore, the aim of this study was to evaluate the effect of BCAA supplementation upon endurance exercise performed until exhaustion. In order to induce glycogen supply reduction, and thus maximize BCAA utilization, the subjects (n=17) were submitted to a prior exercise trial (one bout of running at 75% of VO2max for 40 min followed by two bouts at 90% of VO2max for 10 min each). Subsequently, the participants performed an endurance test (running at 90% of the anaerobic threshold) until exhaustion after the ingestion of 77 mg.kg-1 of BCAA or placebo, in a double blind crossover design. Both trials, BCAA and placebo, were a week apart. No differences were observed between placebo and BCAA experimental conditions regarding time to exhaustion (50.1±8.9 vs 52.4±4.5 min, respectively) and total distance performed (8.8±1.3 vs 9.1±0.6 km, respectively) in endurance capacity test. Furthermore, no difference was observed in glucose, lactate or ammonia plasma concentration between both experimental conditions. In conclusion, BCAA supplementation did not affect endurance exercise performance. <![CDATA[<b>Determinations and relationships of the RAST anaerobic parameters, anaerobic threshold and lactacidemia response obtained at the beginning, interval and the end of an official handball match</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en O principal objetivo do presente estudo foi determinar os parâmetros anaeróbios obtidos através do RAST (Running-based Anaerobic Sprint Test) e o limiar anaeróbio de 12 atletas filiados a Federação Paulista de Handebol. Além disso, também procuramos verificar as correlações entre as variáveis do RAST, o limiar anaeróbio e a resposta lactacidemica obtida no início, no intervalo e ao final de uma partida oficial de handebol. As avaliações foram conduzidas em 2 dias. No primeiro dia, os atletas foram submetidos ao RAST e em seguida foi determinado o limiar anaeróbio de cada atleta através de um protocolo adaptado ao de Tegtbur et al. (1993). No segundo dia, durante a disputa de uma partida oficial de handebol, foram coletadas amostras de sangue para determinação das concentrações de lactato no início, no intervalo e ao final do jogo. Foi utilizado o teste Anova para dados repetidos, seguido pelo post hoc de Newman-Keuls quando necessário, com o intuito de comparar as concentrações de lactato obtidas ao longo da partida de handebol e a correspondente ao limiar anaeróbio. A análise de correlação de Pearson foi utilizada para verificar as relações entre os parâmetros anaeróbios, o limiar anaeróbio e as concentrações de lactato obtidas durante uma partida oficial de handebol. Para todos os casos o nível de significância foi pré-fixado em 5%. Não foram verificadas correlações dos parâmetros anaeróbios do RAST e do limiar anaeróbio com as respostas lactacidemicas durante a partida de handebol. De acordo com os resultados obtidos no presente estudo, podemos concluir que embora o protocolo proposto para a avaliação do limiar anaeróbio também forneça parâmetros anaeróbios e se aproxime das situações reais do jogo de handebol, não foram encontradas correlações significativas entre as variáveis determinadas na avaliação com as concentrações de lactato obtidas durante a partida oficial de handebol.<hr/>The main purpose of the present study was to determine the anaerobic parameters obtained by the RAST (Running-based Anaerobic Sprint Test) and the anaerobic threshold of twelve handballers affiliated with the Handball Federation of São Paulo. Moreover, we aimed to study the relationship of the RAST variables, the anaerobic threshold and the lactacidemia response obtained at the beginning, at the interval and at the end of a an official handball match. Measurements were carried out in two days. On the first day, the athletes performed the RAST and then, the anaerobic threshold was obtained by a protocol adapted from Tegtbur et al. (1993). On the second day, the athletes had blood samples collected to determine the blood lactate responses during the three different times of the handball game. Repeated measurements Anova test followed by post hoc Newman-Keuls test whenever needed, were used to compare the blood lactate concentrations during the handball match as well as that one corresponding to the anaerobic threshold. Pearson product-moment coefficient analysis was used to verify the relationships of the RAST variables, the anaerobic threshold and the blood lactate obtained at the beginning, in the middle and at the end of an official handball match. A significance level of 5% was chosen for all cases. Correlations between the RAST parameters and the anaerobic threshold with the blood lactate responses during the handball match have not been observed. According to our results, it is possible to conclude that the variables obtained by the protocol proposed to determine the anaerobic threshold did not present significant correlations with the blood lactate concentrations obtained during the official handball match. <![CDATA[<b>Sleep deprivation and exercise</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en A privação do sono é a remoção ou supressão parcial do sono, e esta condição pode causar diversas alterações: endócrinas, metabólicas, físicas, cognitivas, neurais e modificações na arquitetura do sono, que em conjunto comprometem a saúde e a qualidade de vida do sujeito nestas condições. Já o exercício físico praticado regularmente promove benefícios como melhora do aparato cardiovascular, respiratório, endócrino, muscular e humoral, além disso, pode melhorar a qualidade do sono. Entretanto, a associação desses dois parâmetros não tem sido bem explorada, em parte pela dificuldade conseguir voluntários que se submetam a essa condição principalmente sem nenhum tipo de compensação financeira. A maioria dos estudos que investigaram o binômio exercício físico e privação de sono focou os efeitos no desempenho aeróbio. Embora ainda haja controvérsias, os estudos apontam para pequena ou nenhuma alteração desse parâmetro quando as duas situações se fazem presentes. Em relação à potência anaeróbia e força não tem sido encontrados alterações significativas, mas para eventos prolongados, parece haver uma interação entre a privação de sono e o exercício físico, o que sugere um mecanismo de proteção. Entretanto, é importante considerar que uma das alterações mais importantes causadas pela privação do sono é o aumento na percepção subjetiva, que por si só já representa um fator para diminuição e comprometimento do desempenho físico e pode representar um elemento de "mascaramento" dos efeitos deletérios da privação. Assim, o objetivo da presente revisão é o de discutir os diferentes aspectos da relação entre o exercício físico e a privação de sono, evidenciando seus efeitos e reflexos no desempenho físico.<hr/>Sleep deprivation can be defined as total or partial suppress of sleep and is associated with alterations in endocrine, metabolic, physical, cognitive functions and modifications of the sleep patterns that compromise health and quality of life. Physical exercise is associated with improvement of cardiovascular, respiratory, muscular, endocrine and nervous system, and a better sleep quality. However, the association of these two conditions is unclear, partly due to the difficulty to obtain volunteers to participate in this type of protocol with no financial compensation. The majority of the studies which investigate the association between physical exercises and sleep deprivation focus on aerobic performance and verify little or no effect of this parameter. Concerning anaerobic power and strength, significant alterations have not been found; however, for prolonged events there may be an interaction between these two factors, which suggests a protection mechanism. Nevertheless, it is important to consider that one of the main alterations caused by sleep deprivation the increase of the subjective perception, which presents a factor to decrease and compromise the physical performance per se, and may represent a masking element of the deleterious effects of sleep deprivation. Thus, the aim of present review is to discuss the different aspects of relationship between physical exercise and sleep deprivation, showing their effects and consequences in physical performance. <![CDATA[<b>Metabolic regulation and production of oxygen reactive species during muscule contraction</b>: <b>effect of glycogen on intracellular redox state</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100011&lng=en&nrm=iso&tlng=en O exercício físico prolongado reduz os estoques de glicogênio muscular. Nessas condições, os processos de fadiga muscular são estimulados coincidindo com um aumento na produção de espécies reativas de oxigênio. A suplementação de carboidratos ou de antioxidantes isoladamente contribui para a melhora da performance muscular, sugerindo um efeito importante da depleção de substrato (glicose) e do aumento da produção de EROs no desenvolvimento da fadiga muscular durante a atividade física. Embora o mecanismo seja desconhecido, estamos propondo neste estudo que uma maior disponibilidade de glicogênio poderia favorecer uma maior atividade da via das pentoses fosfato, aumentando a disponibilidade de NADPH e GSH no tecido muscular esquelético. Uma maior capacidade antioxidante aumentaria a capacidade do tecido muscular em atividade, mantendo o equilíbrio redox durante atividade física prolongada e melhorando o desempenho. Neste processo, o ciclo glicose-ácido graxo pode ser importante aumentando a oxidação de lipídio e reduzindo o consumo de glicogênio durante a atividade prolongada. Além disso, um aumento na produção de EROs pode reduzir a atividade de enzimas importantes do metabolismo celular incluindo a aconitase e a a-cetoglutarato desidrogenase, comprometendo a produção de energia oxidativa, via predominante na produção de ATP durante a atividade muscular prolongada.<hr/>Fatigue is closely related to the depletion of glycogen in the skeletal muscle during prolonged exercise. Under this condition, the production of oxygen reactive species (ROS) is substantially increased. It has been shown that dietary supplementation of carbohydrate or antioxidant attenuates muscle fatigue during contraction. This suggests that glycogen availability and/or elevated ROS production plays an important role on muscle fatigue development during prolonged muscle activity. Although the mechanism is still unknown, we propose that elevated muscle glycogen availability may lead to a high activity of hexose monophosphate pathway, increasing the NADPH and glutathione concentration in the skeletal muscle tissue. Elevated antioxidant capacity would increase the muscle redox balance during muscle contraction, improving performance. In this process, the glucose-fatty acid cycle may be important to increase lipid oxidation and consequently decrease glycogen utilization during prolonged activity. In addition, an elevated ROS production could reduce the activity of key metabolic enzymes including aconitase and a-ketoglutarate dehydrogenase, decreasing the oxidative energy production in the skeletal muscle during prolonged activity. <![CDATA[<b>Effects of physical exercise on the gastrointestinal tract</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100012&lng=en&nrm=iso&tlng=en O impacto do exercício sobre o trato gastrintestinal (TGI), apesar de pouco investigado, é uma área de grande interesse. O exercício aeróbio intenso e de longa duração pode provocar sintomas gastrintestinais. Estes podem ser divididos em sintomas superiores (vômitos, náuseas e pirose retroesternal - azia) e inferiores (diarréia, cólica abdominal, perda de apetite, sangramento, aceleração dos movimentos intestinais e vontade de defecar). A etiologia desses sintomas durante o exercício é multifatorial e inclui a redução do fluxo sanguíneo intestinal, a liberação de hormônios gastrintestinais, o estresse mecânico sobre o TGI, a desidratação, os fatores psicológicos, a idade, o sexo, a dieta e o nível de treinamento do indivíduo. Por outro lado, o exercício de baixa intensidade tem efeito protetor sobre o TGI, principalmente com relação à predisposição a certas doenças como o câncer de cólon, a diverticulite, a colelitíase e a constipação. Diversos mecanismos são postulados para explicar os efeitos do exercício sobre o TGI, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas no tratamento de indivíduos com sintomas e doenças gastrintestinais.<hr/>The impact of exercise on the gastrointestinal tract (GI tract), although being little investigated, is a field of high interest. Intense endurance aerobic exercise can lead to gastrointestinal symptoms. These symptoms can be classified into upper symptoms (vomiting, nausea and retrosternal pyrosis - heartburn) and lower symptoms (diarrhea, abdominal cramps, loss of appetite, bleeding, accelerated bowel transit time, urge to defecate). These symptoms’ etiology during exercise is multifactorial and includes: reduction of intestinal blood flow, release of gastrointestinal hormones, mechanical stress on the GI tract, dehydration, psychological factors, age, gender, diet, and training status. On the other hand, low intensity exercise has a protective effect on the GI tract; mainly, with certain diseases, such as, colon cancer, diverticular disease, cholelithiases, and constipation. A variety of mechanisms have been postulated to explain the effects of exercise on the GI tract, contributing to the development of therapeutic strategies in the treatment of patients with gastrointestinal symptoms and diseases. <![CDATA[<b>Does creatine supplementation harm renal function?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100013&lng=en&nrm=iso&tlng=en Enquanto o consumo de creatina por atletas e praticantes de atividade física tem crescido vertiginosamente, os efeitos adversos desse suplemento continuam sendo alvos de calorosos debates científicos, sobretudo no que se refere à função renal. O objetivo dessa revisão é descrever as falhas metodológicas e lacunas na literatura, que contribuem para a divergência do tema. Relatos de caso sugerem que a creatina é um potencial agente nefrotóxico. Em contrapartida, estudos longitudinais, embora possuam diversas limitações, indicam o oposto. Pesquisas com humanos não demonstram efeitos deletérios da suplementação de creatina à função renal, porém a falta de controle experimental e o caráter retrospectivo da maioria delas comprometem as conclusões dos autores. Já os estudos experimentais com ratos empregam bons marcadores de função renal e possuem controle de variáveis satisfatório. Contudo, os resultados destes são contraditórios. Estudos futuros devem investigar os efeitos da suplementação de creatina em diversas patologias renais, assim como em idosos, diabéticos do tipo 2 e hipertensos, cuja propensão a nefropatia é bem descrita. Não há evidências de que a suplementação de creatina prejudique a função renal em sujeitos saudáveis, quando consumida na dosagem preconizada. Diante disso, questiona-se a legitimidade científica da proibição do comércio de creatina no Brasil.<hr/>While creatine consumption has been greatly increasing among athletes and physical activity practitioners, the adverse effects of this supplement remain scientifically controversial, especially concerning renal function. The aim of this review is to describe the methodological limitations and gaps in the literature which contribute to the topic’s divergence. Case reports suggest that creatine is a nephrotoxic agent. On the other hand, despite having several limitations, longitudinal studies have indicated the opposite. Research with humans does not demonstrate any deleterious effects as a consequence of creatine supplementation; however, the absence of experimental control as well as their retrospective characteristics compromise the authors’ conclusion. Experimental studies with animal models though, use both gold standard for renal function and have satisfactory variable control. However, the results remain controversial. Future studies should investigate the effects of creatine supplementation in several kidneys diseases as well as in the elderly, type 2 diabetis and hypertensive individuals, whose tendency to renal dysfunction is well-described. There is not evidence that creatine supplementation causes renal deterioration in healthy subjects when it is ingested in the recommended dosage. Thus, we have some concerns about the sale prohibition of creatine supplementation in Brazil. <![CDATA[<b>Factors concerned with the testosterone and cortisol response to strength training</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Esse artigo visa revisar os resultados encontrados na literatura a respeito dos diversos fatores relacionados com a resposta hormonal aguda e crônica ao treinamento de força. Foi observado que existe uma estreita relação entre a treinabilidade de indivíduos submetidos ao treinamento de força e os níveis circulantes de testosterona nesses sujeitos. Além disso, outros parâmetros hormonais, tais como as razões entre a testosterona e sua proteína carreadora e entre a testosterona com o cortisol, também foram relacionados com a capacidade de aumento de força. Diversos fatores ligados à sessão de treino, além das características da população investigada, influenciam a resposta hormonal aguda e crônica ao treinamento. Entre esses fatores, o volume e a intensidade são as principais variáveis ligadas à magnitude dessa resposta. A determinação de quais fatores possam estar estreitamente relacionados com a resposta hormonal ao treinamento de força pode ser importante para o estabelecimento de uma sessão de treino e uma periodização que otimizem o ambiente anabólico determinado pelas concentrações de testosterona e cortisol, e, dessa forma, maximizar os ajustes neuromusculares decorrentes desse tipo de treinamento.<hr/>This study aims to review the results found in the literature concerning a variety of factors related to the acute and chronic hormonal response to strength training. It has been observed that there is a close relationship between the trainability of individuals submitted to strength training and the circulating testosterone levels in these subjects. Moreover, other hormonal parameters, such as the ratios between testosterone and its binding protein and between testosterone and cortisol, were also related to the ability to increase strength. Besides the characteristics of the population investigated, several factors associated with the training session affect the acute and chronic hormonal response to training. Among them, volume and intensity are the main variables associated with the magnitude of this response. Determining which factors might be closely related to the hormonal response to strength training may be important to establish a training session and a periodization that optimize the anabolic environment determined by the testosterone and cortisol concentrations, and thus enhance the neuromuscular adaptations resulting from this type of training.