Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869220080006&lang=en vol. 14 num. 6 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Editorial</b>: <b>missão cumprida!</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Editorial</b>: <b>momento de transição</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Effects of running on treadmill in soleus muscles of rats shortened by immobilization</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600003&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste trabalho foi verificar as adaptações de peso e comprimento do músculo sóleo de ratos Wistar machos, além da estimativa do total de sarcômeros em série e comprimento médio dos sarcômeros, quando submetidos a um processo de remobilização em esteira. Foram utilizados 18 ratos (Wistar), divididos em três grupos: GC - músculo sóleo esquerdo (MSE) imobilizado e remobilizado solto; G10 - MSE imobilizado e remobilizado em velocidade de 10m/min; e G12 (n = 6) - MSE imobilizado e remobilizado em velocidade de 12m/min. Os resultados mostraram as seguintes variações, peso muscular: GC -22,35% (p = 0,0089), G10 -12,52% (p = 0,0623), G12 -12,07%, (p = 0,0004); comprimento muscular: GC -5,47% (p = 0,0120), G10 -3,31% (p = 0,2868), G12 0,41% (p = 0,8987); estimativa de sarcômeros em série: GC -15,42% (p = 0,0047), G10 -10,87% (p = 0,0193), G12 -4,97 (p = 0,2409); comprimento de sarcômeros GC 11,16% (p = 0,0142), G10 9,31% (p = 0,1270), G12 5,58% (p = 0,1327). Conclui-se que G12 obteve maior eficácia após o período de imobilização, pois apresentou maior semelhança com o membro não imobilizado.<hr/>The aim of this work was to compare weight and length adaptations of the soleus muscle of male Wistar rats as well as estimation of the total number of serial sarcomere and mean sarcomere length, when they are submitted to remobilization on treadmill. 18 Wistar male rats were used and divided in the three following groups: CG - left soleus (LS) muscle immobilized and remobilized free in the cage; G10 - LS muscle immobilized and remobilized in speed of 10 m/min on treadmill; and G12 - LS muscle immobilized and remobilized in speed of 12 m/min. The right muscles (RS) of each animal were used for comparison. The results showed the following variations, muscular weigh: CG -22.35% (p = 0.0089), G10 -12.52% (p = 0.0623), G12 -12.07%, (p = 0.0004); muscle length: CG -5.47% (p = 0.0120), G10 -3.31% (p = 0.2868), G12 0.41% (p = 0.8987); estimation of number of serial sarcomere: CG -15.42% (p = 0.0047), G10 -10.87% (p = 0.0193), G12 -4.97 (p = 0.2409); sarcomere length: CG 11.16%, (p = 0.0142), G10 9.31% (p = 0.1270), G12 5.58% (p = 0.1327). It was concluded that G12 presented the best effectiveness after immobilization period since it presented greater similarity with the non-immobilized soleus. <![CDATA[<b>Health-related physical fitness in students from Jequié, BA, Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600004&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste estudo foi analisar a aptidão física relacionada à saúde (AFRS) em escolares de Jequié, BA, Brasil. Para tanto, a AFRS de 182 meninos e 160 meninas (sete a 12 anos), escolares da rede pública de ensino, foi avaliada mediante a aplicação dos testes motores corrida/caminhada de nove minutos (indicador de resistência cardiorrespiratória), abdominal modificado em um minuto (indicador de força e resistência abdominal), sentar-e-alcançar (indicador de flexibilidade). O somatório das espessuras das dobras cutâneas tricipital e subescapular foi utilizado como indicador de gordura corporal. Os resultados encontrados indicaram maior prevalência de meninos e meninas abaixo (19% e 49%, respectivamente) do que acima (3% e 1%, respectivamente) dos critérios estabelecidos pela AAHPERD (1988) para indicadores de gordura corporal. Por outro lado, somente 51% dos meninos e 58% das meninas no sentar-e-alcançar; 11% e 7%, respectivamente, no abdominal modificado em um minuto, e 15% e 14%, respectivamente, na corrida/caminhada de nove minutos alcançaram os critérios estabelecidos. Portanto, os resultados sugerem que programas efetivos de intervenção parecem necessários para a promoção de mudanças no estado nutricional e na atividade física habitual de escolares de Jequié.<hr/>The aim of this study was to analyze the health-related physical fitness (HRPF) in students from Jequié, BA, Brazil. Therefore, the HRPF of 182 boys and 160 girls aged 7-12 years, students from public schools, was assessed by the application of 9-minute-run/walk (indicator of cardiorespiratory capacity), modified in one minute abdominal (indicator of abdominal strength and endurance), sit-and-reach (indicator of flexibility) motor tests. The sum of the triciptal and subscapular skinfolds thickness was used as indicator of body fat. The results found indicated higher prevalence of boys and girls below (19% and 49%, respectively) than above (3% and 1%, respectively) the criteria established by the AAHPERD (1988) for indicators of body fat. Conversely, only 51% of the boys and 58% of the girls in the sit-and-reach; 11% and 7%, respectively, in the modified in one minute abdominal; and 15% and 14%, respectively, in the 9-minute-run/walk reached the established criteria. Thus, the results suggest that effective intervention programs seem necessary for the promotion of alterations in the nutritional status as well as habitual physical activity of students from Jequié. <![CDATA[<b>Influence of volleyball in the bone mineral density of female adolescents</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Sabe-se que esportes com grandes cargas mecânicas e maior impacto do corpo com o solo resultam em maior massa óssea do que atividades em que o peso do corpo é pouco solicitado. Apesar de o voleibol estar entre os esportes considerados de alto impacto, existem poucos estudos que relacionam sua prática ao desenvolvimento da densidade mineral óssea (DMO). Portanto, o presente estudo teve como objetivo comparar a DMO entre garotas participantes de equipes de treinamento de voleibol e de garotas participantes de atividade física escolar. Foram avaliadas 60 voluntárias com idade entre 13 e 17 anos. Elas foram divididas em grupo voleibol (GV) - composto pelas praticantes de voleibol - e grupo controle (GC). Foram mensurados massa corporal, estatura, consumo de cálcio, DMO do corpo inteiro, da cabeça, do colo do fêmur e do triângulo de Wards e estágio de maturação sexual. Foi utilizado o teste t para amostras independentes, para comparar a diferença entre as médias dos dois grupos (p < 0,05). Os resultados mostraram que a DMO do corpo inteiro (1,174 ± 0,065), colo do fêmur (1,164 ± 0,096) e triangulo de Wards (1,111 ± 0,138) do GV é significativamente maior que a DMO do GC (corpo inteiro: 1,083 ± 0,082; colo do fêmur: 0,998 ± 0,142; triangulo de Wards: 0,944 ± 0,178). Porém, a DMO da cabeça não apresentou nenhuma diferença significativa entre os dois grupos. Portanto, a prática de voleibol apresenta-se como importante esporte para a aquisição de massa óssea durante o final da adolescência e a DMO da cabeça como um possível padrão interno de controle da amostra.<hr/>Several studies have shown that high impact weight-bearing sports are more beneficial than non-weight-bearing ones. Despite being considered a high impact sport, few studies relate it with bone mineral density (BMD) development. Therefore, the aim of this study was to compare BMD between female volleyball players and 60 volunteer girls aged 13-17-y who participated in this study. They were classified in Volleyball Group (VG) - who were practicing volleyball - and Control Group (CG). Body mass, height, calcium uptake, total body, head, femoral neck and Wards Triangle BMD and sexual maturation were measured. Differences between groups were analyzed by t-test for independent samples (p < 0.05). The VG was statistically higher in total body (1.174 ± 0.065), femoral neck (1.164 ± 0.096) and Wards triangle (1.111 ± 0.138) BMD than CG (total body: 1.083 ± 0.082; femoral neck: 0.998 ± 0.142; Wards triangle: 0.944 ± 0.178); however, head BMD was not different between groups. Therefore, volleyball practice is an important sport to promote bone mass acquisition during adolescence and head BMD became a possible internal standard for selection of bias control. <![CDATA[<b>Physical and emotional causes and consequences of career termination in sports</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600006&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: Os atletas de alto rendimento, em determinado momento, se defrontam com o término de carreira esportiva, um processo crucial e inevitável, com exigências de ajustamentos nas esferas da vida ocupacional, financeira, social e psicológica e, que, portanto, pode ser acompanhado por distress emocional. OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo pesquisar como ex-atletas brasileiros de alto nível de basquetebol e futebol profissional experienciaram a aposentadoria da carreira esportiva, suas causas e conseqüências físicas e emocionais. MÉTODOS: Para tanto, foram avaliados 79 ex-atletas de alto nível, do sexo masculino, que pertenciam a duas modalidades esportivas: futebol (N = 57) e basquetebol (N = 22), com média de idade de 51,75 ± 8,85 anos. O tempo de prática como atleta profissional foi de 18,22 ± 4,66 anos e o término da carreira esportiva ocorreu em média aos 34,36 ± 4,42 anos. Utilizou-se uma entrevista semi-estruturada; os dados foram analisados pela freqüência de ocorrência de respostas para cada item da entrevista. RESULTADOS: Observou-se que, para 75,9% dos atletas, a decisão de encerrar a carreira foi espontânea. A idade (49,4%) e outros interesses emergentes (43,0%) foram as principais causas da aposentadoria. Os sentimentos vivenciados nesse momento foram de tristeza (50,6%) e de conformismo (36,7%). Para 43% dos ex-atletas a condição física piorou após o término da carreira. CONCLUSÕES: Os autores concluem que, apesar de os atletas terem experienciado uma carreira esportiva longa, o momento de se aposentar no esporte trouxe sentimentos de tristeza. Por outro lado, a idade é um limitador para a carreira esportiva e reconhecer isso levou ao conformismo.<hr/>INTRODUCTION: Elite athletes will have to face sport career termination sooner or later, and this is a crucial and inevitable process that brings about changes in the occupational, financial, social and psychological spheres of their lives, which can be followed by emotional distress. OBJECTIVE: The present study had the aim to research how former Brazilian basketball and professional soccer players have experienced retirement in sports career as well as its causes and consequences. MATERIAL AND METHODS: 79 former elite male athletes (soccer and basketball players) with mean age of 51.75 ± 8.85 years old were assessed. They have been professional athletes for 18.22 ± 4.66 years and had their career termination at about 34.36 ± 4.42 years. A semi-structured interview frame was used and the data were analyzed according to the answers frequency of occurrence for each interview item. RESULTS: It was observed that for 75.9% of these athletes the retirement from sport was their own choice. Age (49.4%) and appearance of other interests (43.0%) were the most frequent reasons related to the retirement. However, they have experienced feelings of sadness (50.6%) and resignation (36.7%) and 43% of the former athletes have experienced worsening in their physical condition after career termination. CONCLUSION: We can conclude that the hereby-assessed athletes have experienced a long sports career, but their retirement caused feelings of sadness. On the other hand, old age itself is a limitation for the practice of elite sports, and its acknowledgement has led to resignation. <![CDATA[<b>Analysis of localized muscular fatigue in athletes and sedentary subjects through frequency parameters of electromyographic signal</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Embora a análise no domínio da freqüência do sinal eletromiográfico (EMG) seja empregada na caracterização do processo de fadiga muscular localizada, sua aplicação, especificamente a da freqüência mediana (Fmed), é pouco explorada no âmbito esportivo. O objetivo do presente estudo foi verificar a viabilidade da aplicação do sinal EMG, através de sua análise no domínio da freqüência, como parâmetro para determinação e diferenciação no comportamento da fadiga muscular localizada. Dois grupos de sujeitos, um caracterizado como atletas (n =12) e outro como sedentários (n =12), foram submetidos a análises baseadas em procedimentos executados em três diferentes situações experimentais, todos envolvendo a modalidade de exercício isométrico: i) teste máximo para determinação da contração isométrica voluntária máxima (CIVM); ii) teste de fadiga, sustentado por 35 seg. a 80% da CIVM; iii) teste de recuperação, sustentado por 10 seg. a 80% da CIVM; neste ultimo foi monitorado o comportamento da Fmed nos três primeiros (Fmedi) e três últimos segundos (Fmedf) do sinal EMG no músculo tibial anterior durante o teste de fadiga. Durante os 10 segundos do teste de recuperação foi calculada a Fmed referente a todo o período (Fmedr). parâmetro utilizado no cálculo do índice de recuperação muscular (IRM). Os resultados apontam que a Fmedf apresentou valor menor em relação à Fmedi em ambos os grupos (p < 0,05). Quando comparado com o grupo de sedentários, o grupo de atletas apresentou valores maiores de Fmedi e Fmedf (p < 0,05). O valor médio e desvio-padrão do IRM para o grupo de atletas foram de 62,1% ± 28,7 e, para o grupo de sedentários, de 55,2% ± 27,8 (p > 0,05). Dessa forma, os resultados apresentados neste estudo permitem inferir a viabilidade na aplicação de parâmetros no domínio da freqüência do sinal EMG para a determinação e diferenciação do comportamento da fadiga muscular localizada.<hr/>Although the analysis in the frequency domain of the Electromyographic Signal (EMG) has been used in the characterization of the localized muscular fatigue process, its application, specifically the Median Frequency (MF), is rarely explored in sports. The objective of this study was to verify the viability of the EMG signal application, through its frequency domain analysis, as a parameter for determination and differentiation of the behavior of localized muscle fatigue. Two groups of subjects, one characterized as athletes (n = 12) and the other as sedentary (n = 12), were submitted to analysis based on procedures from three different experimental situations, all involving isometric exercise modality: i) maximum test for determination of the Maximum Voluntary Isometric Contraction (MVIC); ii) fatigue test, 35 sec. sustained load of 80% of MVIC; iii) recovery test, 10 sec. sustained load of 80% of MVIC. In the latter, the MF behavior in the three first (Fmedi) and three last (Fmedf) seconds of the EMG signal of tibialis anterior muscle during the fatigue test have been monitored. During the 10 seconds of the recovery test, MF was calculated regarding the whole period (Fmedr); this parameter was used to calculate the Muscular Recovery Index (MRI). The results showed that Fmedf presented lower value in relation to Fmedi in both groups (p < 0.05). Additionally, the Fmedi and Fmedf values for the athlete group were higher in comparison to the sedentary group (p < 0.05). The MRI mean value and standard deviation for the athlete group were 62.1% ± 28.7 and for the sedentary group was 55.2% ± 27.8 (p > 0.05). Therefore, the results presented in this study allow inferring the viability in the application of the frequency domain parameters of the EMG signal for the determination and differentiation of localized muscle fatigue behavior. <![CDATA[<b>Effects of strength resistance training with high number of repetitions on maximal oxygen uptake and ventilatory threshold in women</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Os efeitos do treinamento com pesos na aptidão cardiorrespiratória de mulheres não estão amplamente definidos. O estudo teve como objetivo investigar os efeitos do treinamento de resistência de força com alto número de repetições no consumo máximo de oxigênio e limiar ventilatório em mulheres jovens. Participaram deste estudo 20 mulheres, com idade de 21,2 ± 2,7 anos, agrupadas em: I - grupo de treinamento de resistência de força com alto número de repetições (GT, n = 10) e II - controle (GC, n = 10). Todas as voluntárias foram submetidas ao seguinte protocolo: antropometria, teste cardiopulmonar em esteira rolante e testes de 1RM nos exercícios: leg-press 45º, cadeira extensora, mesa flexora, supino reto, puxador costas, desenvolvimento com a barra, rosca direta e tríceps com a barra. Os testes foram realizados antes e após 12 semanas. No período proposto, os grupos realizaram: I - GT: exercícios resistidos, os mesmos dos testes de 1RM, com três séries de 25 repetições, com aproximadamente 30% de 1RM; II - GC: não realizou nenhum treinamento físico. Após 12 semanas, o GC não apresentou alterações nas variáveis estudadas (p > 0,05). O GT apresentou aumento significante da massa magra (p < 0,05) e diminuição do percentual de gordura (p < 0,01) e da gordura corporal (p < 0,01). Houve aumento dos testes de 1RM em todos os exercícios (p < 0,01) e aumento do consumo máximo de oxigênio (p < 0,05), mas não houve alteração no limiar ventilatório (p > 0,05). Conclui-se que o treinamento de resistência de força com alto número de repetições proporcionou melhora da potência aeróbia das voluntárias, evidenciado pelo aumento do consumo máximo de oxigênio, embora não tenha modificado o limiar ventilatório.<hr/>The effects of strength training on women's cardiorespiratory capacity have not been widely established. The purpose of this study was to investigate the effects of resistance strength training with high number of repetitions on maximum oxygen uptake and ventilatory threshold in young women during 12 weeks. Twenty women, aged 21.2 + 2.7 years, were included in the study and assigned to two groups: I - resistance strength training with high number of repetitions group (TG, n = 10), and II - control group (CG, n = 10). All volunteers were submitted to the following protocol: anthropometry, cardiopulmonary testing on treadmill and 1 RM tests in the following exercises: leg-press 45º, seated leg extension, hamstring curl, bench press, lat pull-down, military press, standing barbell curls and lying barbell extension. The tests were performed before and after 12 weeks of training. Along the proposed period, the groups performed: I -TG: resistance exercises, the same of 1 RM tests, with three series of 25 repetitions, almost 30% of 1 RM; II - CG: no physical training whatsoever. CG did not show changes in the studied variables (p < 0.05). TG showed significant increase of lean mass (p < 0.05) and decrease of fat percentage (p < 0.01) and body fat (p < 0.01). There was increase in 1 RM tests in all exercises (p < 0.01) and increase of maximum oxygen uptake (p < 0.05); however, there was not change in the ventilatory threshold (p > 0.05) after 12 weeks. It is concluded that the resistance strength training with high number of repetitions improved the aerobic power of volunteers, evidenced by the increase of maximum oxygen uptake. However, the ventilatory threshold did not change. <![CDATA[<b>Adaptation of the lactate minimum, critical power and anaerobic threshold tests for assessment of the aerobic/anaerobic transition in a protocol specific for table tennis</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Os objetivos do estudo foram verificar a adaptação dos testes de lactato mínimo, freqüência crítica e limiar anaeróbio em protocolo específico para o tênis de mesa para avaliação da transição anaeróbia-anaeróbia; verificar a reprodutibilidade do teste de lactato mínimo; e verificar a associação desses procedimentos específicos com o limiar anaeróbio determinado em corrida em esteira rolante (LAn est). Para isso, foram estudados 11 mesatenistas com tempo mínimo de treinamento de dois anos. Foram aplicados os testes de: 1) lactato mínimo em duas ocasiões para análise da reprodutibilidade (LACmin1 e LACmin2); 2) teste de freqüência crítica (fcrit); 3) teste incremental para determinação do limiar anaeróbio através da concentração fixa de lactato de 3,5mM (LAn esp3,5) e regressão linear bissegmentada (LAnBI), todos em procedimentos específicos para o tênis de mesa; e 4) o limiar anaeróbio em corrida aplicado em esteira rolante (LAn est) determinado pela concentração fixa de lactato de 3,5mM. Nos procedimentos específicos foi utilizado um lançador de bolas mecânico como ergômetro e os participantes realizaram golpes apenas de forehand. Como procedimentos estatísticos foram utilizados os testes de Bland-Altman, correlação produto-momento e ANOVA one way, com nível de significância de 5%. As intensidades de LACmin (59,40 ± 4,06 e 61,56 ± 8,97 bolas.min-1) apresentaram boa concordância (teste de Bland-Altman) e foram significativamente correlacionadas (0,61). A fcrit, o LAn esp3,5 e o LAnBI foram correspondentes a 56,50 ± 6,84 bolas.min-1; 66,74 ± 5,03 bolas.min-1; e 62,67 ± 7,25 bolas.min-1, respectivamente. Foi verificada apenas diferença significativa entre as intensidades de LAn esp3,5 e de fcrit. Foram encontradas correlações significativas entre LACmin1 e LACmin2 (0,61), LACmin1 e fcrit (0,61), LACmin2 e fcrit (0,69), LAn esp3,5 e LAnBI (0,70), enquanto que o LAn est (9,11 ± 1,94km.h-1) foi apenas correlacionado com a intensidade de fcrit (0,73). Desse modo, pode-se concluir que o teste de LACmin específico é reprodutível e que esse procedimento, assim como o teste de fcrit, pode ser aplicado para avaliar a transição aeróbia-anaeróbia no tênis de mesa e que o LAn est deve ser utilizado com cautela na avaliação de mesatenistas.<hr/>The aims of the present study were to adapt the lactate minimum, critical power model and anaerobic threshold tests for assessment of the aerobic-anaerobic transition in specific test for table tennis; to verify the reproducibility of the lactate minimum test and to verify the relationship between these specific procedures with the anaerobic threshold determined in running on treadmill (AnT TR). Eleven male table tennis players participated in the study. The participants performed four tests (three specific tests and a conventional test performed on a treadmill): 1) lactate minimum test (LACmin) (applied twice for reproducibility analyses - LACmim1 and LACmin2); 2) critical frequency test (critf); 3) incremental test for anaerobic threshold determination by 3.5 mM steady lactate concentration (AnT3.5) and bi-segmented linear regression (AnT BI) methods, all in specific protocol; and 4) anaerobic threshold on running (AnT TR). Specific tests were applied by using a mechanical ball thrower to control the intensity of the exercise. The Bland-Altman plot, product-moment correlation and One-way ANOVA tests were used as statistical procedure, with significance level at 5%. The LACmin intensities (59.40 ± 4.06 balls.min-1 and 61.56 ± 8.97 balls.min-1) presented significant correlation (r = 0.61) and moderate concordance verified by Bland-Altman plot. The critf, AnT3.5 and AnT BI intensities corresponded to 56.50 ± 6.84 balls.min-1, 66.74 ± 5.03 balls.min-1 and 62.67 ± 7.25 balls.min-1, respectively, and only AnT3.5 and critf were different. Significant correlations were obtained amongst LACmin1 and critf (r = 0.61), LACmin2 and critf (r = 0.69), and AnT3.5 and AnT BI (r = 0.70). Anaerobic threshold determined in running (9.11 ± 1.94 Km.h-1) was only correlated with the critf (r = 0.73). Thus, in conclusion, the lactate minimum test specific for table tennis is a reproducible procedure, as well as the critf test can be applied for evaluating aerobic-anaerobic transition. Neverhteless, the anaerobic threshold applied in running on a treadmill must be used with care in table tennis. <![CDATA[<b>Validation of the ACSM walking and running metabolic equations among men aged 20 to 30 years</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600010&lng=en&nrm=iso&tlng=en O American College of Sports Medicine (ACSM) sugere equações para estimativa do gasto metabólico da caminhada e da corrida, concebidas a partir de pressupostos: 1) que o indivíduo esteja executando uma atividade em estado de equilíbrio e 2) que o consumo de oxigênio (VO2) tem relação linear com a intensidade do trabalho. O objetivo deste estudo foi verificar a validade concorrente dessas equações metabólicas em homens regularmente ativos entre 20 e 30 anos de idade, tendo como medida critério a espirometria (TEEM-100, AeroSport). Participaram deste estudo 36 homens jovens e ativos. No primeiro dia, os voluntários executaram um teste máximo de exercício na esteira (ATL 10200, Inbrasport). Os indivíduos completaram um trabalho padronizado de 30 minutos com seis diferentes estágios de caminhada e corrida (80,4; 120,6 e 160,8m.min-1) com (5%) e sem inclinação, 48 a 96h após o teste máximo. Além da estatística descritiva, utilizaram-se a correlação linear de Pearson, o coeficiente de determinação, a ANOVA com um fator e o teste t pareado, com o nível de significância estabelecido em 0,05. Todos os procedimentos foram realizados no pacote estatístico SPSS. Os resultados apontaram para a superestimação do VO2 em ambas as atividades (p < 0,05), sobretudo na corrida, com exceção para 80,4 e 120,6m.min-1, sem inclinação (diferença média de -30 a 20% para caminhada e de 3,2 a 12% para corrida). Os valores de erro padrão de estimativa (EPE) variaram entre 1,56 e 3,15ml O2.kg-1.min-1 e em torno de 3,5ml O2.kg-1.min-1, para caminhada e corrida, respectivamente. A correlação foi maior que 0,7 para todos os estágios. Contudo, seguindo os critérios estabelecidos por Lohman (1992), as equações não foram validadas. Dessa forma, em homens ativos, o EPE deverá ser considerado, pois as equações metabólicas propostas pelo ACSM superestimam os valores de VO2.<hr/>The American College of Sports Medicine (ACSM) has proposed equations for estimating metabolic cost of walking and running, which were based on two conditions: 1. that the subject is performing a steady state exercise, and 2. that the oxygen consumption (VO2) has a linear relationship with the workload. The purpose of this study was to verify the concurrent validity of these equations among men, aged 20 to 30 years and who were regularly active, using the spirometry as a criterion measure (AeroSport TEEM-100 gas analyzer). The sample was composed of 36 men. On day 1, they performed a maximal exercise test on a treadmill (ATL 10200, INBRASPORT). The subjects completed a standard 6-stage protocol with different speeds (80.4, 120.6 and 160.8 m.min-1) and grades (0 and 5%), 48 to 96 hours after maximal test. Besides descriptive statistics, other procedures included Pearson's linear correlation, the coefficient of determination, one-way ANOVA and paired t-Student test with level of significance established at 0.05. The analyses were performed with the SPSS package. The results showed that there was VO2 overestimation for both activities (p < 0.05), especially for running, except at 80.4 and 120.6 m.min-1, with no inclination (mean difference from -30 to 20% for walking and 3.2 to 12% for running). The standard error of the estimate (SEE) varied between 1.56 and 3.15 ml O2.kg-1.min-1 and around 3.5 ml O2.kg-1.min-1, for walking and running, respectively. Correlation coefficients were greater than 0.7 for all stages. However, according to Lohman's criteria (1992), the equations were not validated. Therefore, among young men, SEE should be taken into account, due to the fact that the ACSM equations for walking and running overestimate VO2 values. <![CDATA[<b>Effects of soluble fibers supplementation on immune system cells after exhausting exercise in trained rats</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600011&lng=en&nrm=iso&tlng=en A intensidade, volume, modalidade de exercício, assim como o nível de aptidão e fatores nutricionais podem alterar a reposta imunológica. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da suplementação crônica de farelo de aveia (fonte de fibras solúveis) sobre as células do sistema imunológico em ratos treinados, frente a um teste de exaustão. Foram utilizados ratos Wistar, ± dois meses, peso ± 200g, divididos em três grupos (n = 9, cada um): 1) controle sedentário (C); 2) treinado oito semanas submetido ao teste de exaustão (EX); e 3) treinado oito semanas submetido ao teste de exaustão com suplementação de 30% de farelo de aveia (EXA). O treinamento consistiu de 60 minutos de natação diários, cinco dias por semana durante oito semanas. As análises realizadas foram: contagem total de leucócitos, linfócitos dos linfonodos mesentéricos, macrófagos peritoneais e capacidade fagocitária de macrófagos peritoneais. Aplicou-se o teste estatístico ANOVA two way, seguido do post hoc de Tukey com p < 0,05. O grupo EX apresentou leucocitose quando comparado com o controle, o que não ocorreu no grupo EXA, porém, na comparação entre os grupos exercitados EXA, mostrou menor leucocitose em relação a EX. Não houve alteração significativa nos linfócitos teciduais em nenhum dos grupos exercitados. Tanto o número de macrófagos peritoneais como a capacidade fagocitária desta célula foram maiores nos grupos exercitados. Porém, no grupo suplementado a capacidade fagocitária foi maior em relação ao grupo exaustão sem farelo de aveia. A suplementação de fibras solúveis demonstrou resultados benéficos com relação às alterações imunológicas induzidas pelo exercício extenuante, além de aumentar a capacidade fagocitária de macrófagos peritoniais em ratos treinados durante oito semanas submetidos ao teste de exaustão.<hr/>Exercise modality, volume, intensity, as well as physical fitness and nutritional factors may modulate the immune response. The purpose of this investigation was to verify the effects of chronic oat bran supplementation on immune cells in trained rats submitted to an extenuating test. Wistar rats (two months old), +200g weight, divided into three groups (n = 9, per group) were used: 1) a sedentary control (C) 2) trained for eight weeks submitted to an exhaustion test (EX), and 3) trained for eight weeks submitted to an exhaustion test with 30% oat bran supplementation (EXA). Training consisted of 60 daily minutes of swimming, five days a week, during eight weeks. The analyses conducted were: total leukocytes, lymphocytes from lymph nodes, peritoneal macrophages and peritoneal macrophages phagocytic capacity. Statistical analyses were done by the two-way ANOVA test, followed by Tukey's post hoc test (p < 0.05). EX group presented leukocytosis when compared to control; however, EXA group did not. In exercised group, comparison with EXA has shown lower leukocytosis in relation to EX. No significant alteration was observed for tissue lymphocytes in any of the exercised groups. The number of peritoneal macrophages as well as phagocytic capacity of this cell was higher in exercised groups. In oat bran supplemented group the phagocytic capacity was higher as compared to exhaustion group without oat bran. Soluble fibers supplementation has shown benefic results with regard to immune alterations induced by exhaustive exercise, and increased peritoneal macrophages phagocytic capacity in rats trained for eight weeks submitted to an exhaustion test. <![CDATA[<b>Swimming training at anaerobic threshold intensity improves the functional fitness of older rats</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Os efeitos do treinamento aeróbio em intensidade relativa ao limiar de lactato (LL) foram analisados em 15 ratos idosos (~448 dias de vida). Os grupos de animais treinados (n=9) e controle (n=6) foram submetidos a um teste antes e após quatro semanas de treinamento. O teste incremental consistiu de uma carga inicial de 1% do peso corporal e incrementos de 1% a cada três minutos, com mensurações de lactato sanguíneo para identificação do LL por inspeção visual do ponto de inflexão da curva. O programa de treinamento consistiu de 30 minutos de natação/dia, cinco dias/semana, com sobrecarga de 5% do peso corporal (PC), ou controle sem exercício. Foi observado aumento significativo na intensidade do LL após o treinamento (pré = 4,5 ± 1,1 vs. Pós = 5.4 ± 0.9% PC). A carga máxima atingida ao final do teste incremental aumentou significativamente de 39,7 ± 7,5g no pré para 48,4 ± 10,5g no pós treinamento, sem mudanças para o grupo controle (44,7 ± 8 vs. 45,3 ± 9,3g). O peso corporal do grupo treinado não apresentou diferença como resultado de quatro semanas de natação em intensidade correspondente ao LL (641,0 ±62,0 para 636,0 ± 72.7g; p>0.05). Por outro lado, o grupo não treinado aumentou significativamente o PC de 614,0 ± 8,0 para 643,0 ± 74,1g. A carga máxima atingida expressa tanto em valores absolutos como relativos (%PC) aumentou significativamente após o treinamento. Conclui-se que quatro semanas de treinamento de natação em intensidade correspondente ao limiar de lactato resultou em uma melhora da aptidão aeróbia e na manutenção do peso corporal em ratos idosos.<hr/>The effects of aerobic training at the lactate threshold (LT) intensity were analyzed in fifteen older rats (~448 days old). Both the trained (n = 9) and control (n = 6) groups were submitted to an incremental exercise test before and after four weeks of training. The incremental exercise test consisted of an initial load of 1% BM and 1% increments at each 3-min with blood lactate measurements. The LT was determined by visual inspection of the blood lactate breakpoint. The training program comprised of 30-min swimming/day, 5 days/week, loaded with 5% body mass (BM), or control without exercise. Significant increase on the LT intensity after training (pre = 4.5 ± 1.1 vs. post = 5.4 ± 0.9% BM). The maximal workload reached at the end of incremental test increased significantly from 39.7 ± 7.5 g on pre to 48.4 ± 10.5 g at post training, with no changes for the control group (44.7 ± 8 vs. 45.3 ± 9.3 g). The body mass of the trained group did not change as a result of 4 weeks of swimming at LT intensity (641.0 ± 62.0 to 636.0 ± 72.7 g; p > 0.05). On the other hand, the untrained group increased significantly the BM from 614.0 ± 80.0 to 643.0 ± 72.7 g. The maximal workload, as expressed both in relation to absolute and relative values (i.e. %BM) increased significantly only as a result of training. It was concluded that four weeks of swimming training at LT intensity resulted in aerobic fitness improvement and body mass maintenance of older rats. <![CDATA[<b>Supplement use amongst young individuals in São Paulo's fitness centers</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600013&lng=en&nrm=iso&tlng=en A preocupação com a aparência e a estética pode levar ao consumo indiscriminado de suplementos nas academias. Os fatores relacionados ao consumo de suplementos em 201 jovens entre 15 e 25 anos freqüentadores de academias de ginástica da cidade de São Paulo foram investigados através da aplicação de formulário próprio. O uso de suplementos é relatado por 61,2% (n = 123) da amostra. Os homens usam mais suplementos que as mulheres (p < 0,001) e os adolescentes tendem a utilizar mais que os adultos jovens (p = 0,07). Os suplementos mais utilizados são bebidas esportiva (12%), hipercalóricos (12%), aminoácidos (10%), proteínas (10%) e creatina (8%), basicamente por auto-prescrição (42,8%) e pela indicação de treinadores (27,5%). O consumo de suplementos é significativamente maior entre aqueles que se exercitam há mais tempo; freqüentam a academia há mais tempo; e ficam na academia mais horas/semana. Ter amigos usuários (p = 0,03) e/ou um usuário em casa (p = 0,01) influencia no consumo de suplementos. O consumo de suplementos é uma prática que faz parte da realidade das academias de ginástica e o ambiente é favorecedor do uso desses produtos.<hr/>The concern with physical appearance and aesthetics in fitness centers can lead to an indiscriminate use of supplements. A questionnaire was used to investigate factors relating to supplement use among 201 young users of fitness centers in the city of São Paulo, Brazil. Supplement use was reported by 61.2% (n = 23) of the sample. Men use more supplements than women (p < 0.001) and adolescents tend to use them more than young adults (p = 0.07). The supplements most used by this group are sports drinks (12%); high-calorie "gainers" (12%), amino acids (10%), proteins (10%) and creatine (8%). The supplements are taken trough own initiative (42.8%) and trainers' recommendation (27.5%). Those who have been exercising for a longer time, go more often to the fitness centers, and devote more time to exercise/week are significantly more involved in supplement use. The presence of user friends (p = 0.03) and/or a user at home (p = 0.01) also influences on the use of supplements. Supplement use is a widespread, common practice at fitness centers, whose environment favors their use. <![CDATA[<b>Endurance exercise bout does not interfere in strength performance of upper limbs</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600014&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: O presente estudo avaliou o efeito do exercício de endurance (corrida) sobre o subseqüente desempenho de força de músculos dos membros superiores e do tronco. METODOLOGIA: A amostra foi composta por 13 universitárias, saudáveis e fisicamente ativas. A primeira fase do experimento consistiu na realização de um teste de corrida, simulando uma sessão de treino, com duração de 45 minutos a 70% da FC MAX. Imediatamente após a corrida, foram aplicados testes de força (dinamometria - preensão palmar, teste de 1-RM e teste de repetições máximas a 70%-1RM no supino). A glicemia foi mensurada no início do experimento e imediatamente antes dos testes de força. RESULTADOS: Não foi observada diferença significativa no desempenho dos testes de força após o treino de corrida (dinamometria, 1-RM e REPMAX - sem a prévia execução do treino de corrida - 29,9 ± 3,8 kgf; 34,4 ± 3,1 kg; 1ºset: 12,5 ± 3,3 reps e 2ºset: 11,7 ± 2,7 reps vs. com a prévia execução do treino de corrida - 29,2 ± 3,1 kgf; 33,9 ± 2,5 kg; 1ºset: 13,2 ± 2,1 reps e 2ºset: 12,2 ± 2,8 reps). Com relação à glicemia, não foi detectada alteração significativa durante o experimento. CONCLUSÃO: A execução do treino de corrida não afetou o subseqüente desempenho de força dos membros superiores e do tronco. Esse dado sugere que a interferência, freqüentemente, observada no exercício concorrente, é dependente do grupo muscular treinado. Possivelmente, o efeito adverso induzido pelo treino concorrente, realizado, exclusivamente, com membros inferiores, é decorrente da fadiga residual instalada nos músculos recrutados na atividade anterior. É importante ressaltar que a atividade de endurance não promoveu alteração na concentração plasmática de glicose. A manutenção da glicemia associada à ausência de interferência sobre o desempenho dos testes de força reforça, mais ainda, a hipótese de que o efeito adverso do treinamento concorrente é, provavelmente, causado por alterações periféricas músculo-específicas.<hr/>AIM: the present study evaluated the effect of endurance exercise (running) on the subsequent strength performance of muscles of upper limbs and trunk. METHODOLOGY: Thirteen healthy female, university students, physically active were selected to compose the sample. The first phase of the experiment the subjects were submitted to an endurance exercise bout (treadmill), simulating a training session, with duration of 45 minutes at 70% of the HRmax. Immediately after the endurance exercise bout, the subjects performed strength tests (Dynamometry test - handgrip, 1RM test and maximal repetitions test at 70%-1RM in the bench press). Glycemia was measured in the beginning of the experiment and immediately before the strength tests. RESULTS: No significant difference was observed in the strength tests performance after the endurance exercise bout (Dynamometry, 1-RM and REPMAX - with no previous endurance exercise - 29.9 ± 3.8 kgf; 34.4 ± 3.1 kg; 1st set 12.5 ± 3.3 reps and 2nd set 11.7 ± 2.7 reps vs. with previous endurance exercise - 29.2 ± 3.1 kgf; 33.9 ± 2.5 kg; 1st set 13.2 ± 2.1 reps and 2nd set 12.2 ± 2.8 reps). Regarding glycemia, no significant alteration was observed during the experiment. CONCLUSION: the endurance exercise bout did not affect the subsequent strength performance of the upper limbs and trunk. This data suggests that the common interference observed in the concurrent training is dependent on which muscular group has been recruited. Possibly, the adverse effect induced by the concurrent training, exclusively performed with lower extremities, is due to the residual fatigue installed in the muscles recruited in the previous activity. It is important to highlight that endurance exercise did not promote alteration in the glucose plasma concentration. The glycemia maintenance associated with the lack of interference on the performance of the strength tests reinforces even more the hypothesis that the adverse effect of the concurrent training is probably caused by muscle-specific peripheral alterations. <![CDATA[<b>Comparative oxidative stress levels in mice submitted to two situations of organic limit</b>: <b>overreaching induced by swimming training and cancer</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600015&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste trabalho foi comparar concentrações de estresse oxidativo em camundongos da linhagem Balb-C submetidos a duas condições severas de alterações orgânicas: treinamento exaustivo de natação (overreaching - grupo OVER; n = 10) e inoculação por tumor ascítico de Ehrlich (grupo TAE; n = 10). A proposta foi analisar como as duas situações comprometiam o equilíbrio entre os sistemas oxidantes e antioxidantes. Foram investigados alguns marcadores de estresse oxidativo, tais como as substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) e concentrações da atividade da enzima antioxidante catalase (CAT) no hemolisado. Como marcadores de lesão celular, quantificaram-se concentrações plasmáticas das enzimas creatina quinase (CK) e aspartato transferase (AST); complementado; também se observaram padrões de alterações fisiológicas por meio da quantificação plasmática de creatinina e uréia. Como resultados mais importantes, pôde-se observar que, nas duas situações de limite orgânico, seja por exercício exaustivo (OVER) ou pela inoculação de TAE, houve queda abrupta na concentração da enzima CAT (decréscimos de 30%; p < 0,01 e 72%; p < 0,001, respectivamente, comparando-se com o grupo treinado - T). Quanto à concentração de peroxidação lipídica (TBARS), detectaram-se aumentos significativos para os grupos OVER e TAE em relação ao grupo T (52%, p < 0,01; 90%, p < 0,001, respectivamente). Níveis liberados de CK foram mais proeminentes no grupo OVER, enquanto que a quantidade de AST no plasma foi mais elevada no grupo TAE. Chegou-se à conclusão de que os organismos estudados possuem um mesmo perfil de estresse oxidativo em situações limites que envolvem exercício físico e doença. Tais resultados permitirão profissionais envolvidos com elaboração das cargas de treinamento físico a se preocuparem com os períodos recuperativos, o que impede a instalação do quadro de overreaching, o qual se mostrou tão severo, em termos de estresse oxidativo, quanto o de uma situação patológica.<hr/>The aim of this study was to compare oxidative stress levels in mice (Balb-C) submitted to two severe organic conditions: exhaustive swimming training (overreaching - OVER group; n = 10) and inoculation of the Ehrlich's Ascitic Tumor (EAT group; n = 10). Lipid peroxidation, quantified by thiobarbituric acid reactive substances (TBARS), and levels of antioxidant enzyme (catalase- CAT) were used as indicators of oxidative stress. Muscle damage levels were measured through plasma creatine kinase (CK), aspartate transaminase (AST) as well as blood creatinine and urea activities samples. As main results, it has been observed that in both situations, whether by exhaustive exercise (OVER) or inoculation of EAT, dramatic decrease in the catalase activity levels was present when compared with the training group (T) (30%; p < 0.01 and 72%; p < 0.001, respectively) with concomitant increase in plasma TBARS concentration (52%; p < 0.01 and 90% p < 0.001, respectively). Plasma CK levels were more prominent in the OVER group, while the amount of AST plasma was higher in the EAT group. We concluded that the same profile of oxidative stress was found in situations involving exhaustive exercise and pathology. These results will allow professionals involved with load training manipulation to be concerned with the rest periods, preventing hence the installation of overreaching, which in terms of oxidative stress, was as severe as a pathological conditions. <![CDATA[<b>Walking on land and in water</b>: <b>a review study about the comparison of neuromuscular and cardiorespiratory responses</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000600016&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão de literatura sobre a comparação das respostas neuromusculares e cardiorrespiratórias durante a caminhada em meio aquático e em meio terrestre. As respostas foram apresentadas para a caminhada em piscina rasa e para a caminhada em piscina funda. Em relação à caminhada em piscina rasa, as respostas neuromusculares (sinal EMG) e cardiorrespiratórias (FC e VO2) são muito dependentes da velocidade do exercício. As respostas neuromusculares podem ser menores no meio aquático quando a velocidade da caminhada é menor nesse ambiente. Por outro lado, quando o exercício é realizado com velocidades similares, a atividade dos músculos propulsores pode ser superior durante a caminhada aquática. Da mesma forma, respostas cardiorrespiratórias maiores são registradas no exercício aquático quando velocidades similares de caminhada são utilizadas. Contudo, com velocidades menores, essas respostas são semelhantes ou menores que as encontradas em meio terrestre. No que diz respeito à caminhada em piscina funda, as respostas neuromusculares diferem daquelas encontradas durante a caminhada em meio terrestre devido à ausência das forças de reação com o solo. Essa característica possivelmente modifica os músculos envolvidos na produção de força propulsiva nesse exercício. Além do mais, durante a caminhada em piscina funda, as respostas cardiorrespiratórias parecem sempre mais baixas devido à grande redução no peso hidrostático e à menor atividade dos músculos posturais e pela utilização do cinturão flutuador nessa modalidade.<hr/>The purpose of this review was to analyze neuromuscular and cardiorespiratory responses during walking in water and on dry land. The responses were presented during walking in shallow and in deep water. During walking in shallow water, neuromuscular (EMG signal) and cardiorespiratory (HR and VO2) responses are very dependant on the exercise speed. Neuromuscular responses can be lower in aquatic environment when speed is lower. On other hand, when the exercise is performed in similar speeds, propulsive muscles activity can be higher walking in shallow water. Similary, higher cardiorespiratory responses are registered when similar speeds are used during the aquatic exercise. However, when it is performed at lower speeds, cardiorespiratory responses are similar or lower than the ones found on land. Concerning walking in deep water, neuromuscular responses are different from walking on land due to the absence of the ground reaction forces. This characteristic probably modifies the muscles involved in propulsive forces production during the exercise. Moreover, cardiorespiratory responses always seem to be lower than those during walking on land due to the effect of hidrostatic pressure as well as the lower posture muscles activity observed by the use of the floating belt in this modality.