Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869220090002&lang=en vol. 15 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Effect of the ultra-endurance exercise on oxidative stress parameters</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922009000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: Exercícios de longa duração podem levar ao desequilíbrio entre os sistemas pró e antioxidante, acarretando dano a lipídeos, proteínas e DNA. Entretanto, alguns estudos avaliando triatlo Ironman observaram proteção aos lipídeos. OBJETIVO: Avaliar parâmetros de estresse oxidativo após uma competição de meio Ironman. MÉTODOS: Participaram 11 sujeitos com idade de 31,1 ± 3,3 anos, massa corporal de 72,4 ± 5,4kg, estatura de 176,2 ± 4,8cm, gordura corporal de 9,8 ± 3,3 %, VO2máx na corrida de 60,7 ± 6,0mL/kg/min. Foram mensurados: dano a lipídeos através da quimiluminescência nos eritrócitos e TBARS no plasma, dano a proteínas através das carbonilas plasmáticas, ácido úrico e compostos fenólicos plasmáticos, assim como a atividade antioxidante enzimática da catalase, superóxido dismutase e glutationa peroxidase nos eritrócitos. RESULTADOS: Houve redução na atividade da enzima superóxido dismutase (23,24 ± 1,49 para 20,77 ± 2,69U SOD/mg proteína, p = 0,045), e aumento no ácido úrico (40,81 ± 10,68 para 60,33 ± 6,71mg/L, p < 0,001) logo após a competição. Não houve diferença estatisticamente significativa na atividade das enzimas antioxidantes catalase e glutationa peroxidase e nos compostos fenólicos totais, assim como não foi observado dano a lipídeos (TBARS e quimiluminescência) e proteínas (carbonilas). CONCLUSÃO: Esse grupo de atletas não sofreu estresse oxidativo, provavelmente devido à liberação de ácido úrico e outros antioxidantes no plasma.<hr/>Ultra-endurance exercises can cause imbalance between the pro and antioxidant systems, leading to lipid, protein and DNA damage. Nevertheless, some studies evaluating Ironman triathlon found protection to lipids. PURPOSE: To evaluate oxidative stress parameters after a half-Ironman competition. METHODS: Eleven subjects aged 31.1 ± 3.3 yr, body weight 72.4 ± 5.4 kg, height 176.2 ± 4.8 cm, body fat 9.8 ± 3.3 %, VO2máx on run 60.7 ± 6.0 mL/kg/min, participated in this study. The following data were measured: lipid damage by chemoluminescence in erythrocyte and TBARS in plasma, protein damage by plasmatic carbonyls, uric acid and phenolic compounds, as well as the antioxidant enzymatic activity of catalase, superoxide dismutase and glutathione peroxidase in erythrocytes. RESULTS: Reduction in superoxide dismutase (23.24 ± 1.49 to 20.77 ± 2.69 U SOD/mg protein, p = 0.045), and increase in uric acid (40.81 ± 10.68 to 60.33 ± 6.71 mg/L, p < 0.001) were found immediately after the competition. No statistically significant differences were found in catalase and glutathione peroxidase or phenolic compounds. Lipid (TBARS and chemoluminescence) or protein (carbonyl) damage was not observed either. CONCLUSION: These athletes did not suffer oxidative stress, probably due to uric acid and other plasmatic antioxidants release in the plasma. <![CDATA[<b>Influence of physical activity in the quality of life and self image of incontinent women</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922009000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Nosso objetivo foi verificar a influência de uma proposta de atividades físicas na qualidade de vida e na auto-imagem de mulheres incontinentes. Constituiu-se de um estudo comparativo e exploratório realizado durante 16 semanas. Participaram 37 mulheres com e sem incontinência urinária (IU). Após o estudo observamos melhora significativa nos domínios relacionados com a percepção geral de saúde (p < 0,001), impacto da IU (p = 0,035), limitações físicas (p = 0,015), relações pessoais (p = 0,048), sono e disposição (p = 0,012) e em relação às medidas de gravidade (p = 0,011). Na auto-imagem não foram verificadas alterações quanto à aparência; todavia, quanto à satisfação corporal, observamos que as mulheres passaram a sentir-se menos satisfeitas com seu corpo (p = 0,007). Foi relatada diminuição no número de regiões onde sentiam dores (p = 0,0003) e de que não gostavam (p = 0,0017). Conclui-se que os profissionais de Educação Física, por meio de uma proposta de atividades físicas sistematizada e integrada, podem levar mulheres com IU a melhora significativa na percepção de sua qualidade de vida e de sua saúde, em aspectos relacionados à sua auto-imagem e à melhora nos sintomas de IU, com a diminuição da frequência e quantidade da perda urinária.<hr/>Our aim was to verify the influence of a physical activities proposal in the quality of life and self image of incontinent women. This study was comparative and exploratory and was developed in 16 weeks. Thirty-seven women with and without urinary incontinence (IU) participated in the study. After the study, significant improvement in general health perception (p < 0.001), UI impact (p = 0.035), physical limitations (p = 0.015), personal relations, (p = 0.048), sleep and disposition (p = 0.012) and concerned with the gravity measurements (p = 0.011) was observed. Concerning self image, alterations in appearance were not observed; however, concerning body satisfaction, the women felt less satisfied with their bodies (p = 0.007). There was a reduction in the number of regions where they felt pain (p = 0.0003) and that they did not like (p = 0.0017). In conclusion, the Physical Education professionals using a systematized and integrated physical activities program can lead the women with IU to significant improvement in the perception of their quality of life and health concerning their self image with improvement of the IU symptoms and reduction of frequency and amount of urinary loss. <![CDATA[<b>Effects of physical exercise in the Ampkα</b> <b>expression and activity in high-fat diet induced obese rats</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922009000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: A ingestão de dieta hiperlipídica é um fator de risco singular no desenvolvimento de resistência à insulina e diabetes do tipo 2. OBJETIVO: O estudo investigou os efeitos do exercício físico na expressão e atividade da AMPKα em ratos obesos. MÉTODOS: Foram utilizados ratos Wistar, aleatoriamente divididos em quatro grupos, que receberam dieta padrão de manutenção (grupo controle) ou dieta hiperlipídica (DHL) (grupos sedentários e exercitados), por período de quatro meses. Dois diferentes protocolos de exercícios foram utilizados: exercício agudo ou crônico de natação. O teste de tolerância à insulina foi realizado para estimar a sensibilidade à insulina. Os níveis protéicos da AMPKα e do GLUT4 e também de p-AMPKα e pACC no músculo esquelético dos ratos foram determinados através da técnica de Western blot. RESULTADOS: O teste de tolerância à insulina revelou significativo prejuízo na ação da insulina após a alimentação com a DHL, indicando insulino-resistência quando comparado com grupo controle (p < 0,05). O tratamento por quatro meses com a DHL resultou em significativa redução no conteúdo protéico de AMPKα (2,2 vezes) e do GLUT4 (2,5 vezes) e nos níveis de p-AMPKα (2,4 vezes) e p-ACC (2,5 vezes) no músculo esquelético dos ratos sedentários quando comparado aos ratos controles. Ambos os protocolos de exercícios resultaram em aumento na fosforilação da AMPKα e ACC e aumento da sensibilidade à insulina, enquanto apenas o programa de exercício crônico promoveu o aumento da expressão dessas proteínas (p < 0,05). CONCLUSÃO: A alimentação com uma DHL causa redução na expressão e na atividade da AMPKα, enquanto a ativação da AMPKα pelo exercício físico melhora a sensibilidade à insulina, indicando que ratos obesos mantêm preservada a funcionalidade da via AMPKα.<hr/>INTRODUCTION: High-fat diet is a special risk factor in the development of insulin resistance and type 2 diabetes. OBJECTIVE: To investigate the effects of physical exercise on the AMPK expression and activity in high-fat diet induced obese rats. METHODS: Wistar rats were randomly divided into four groups and received either a rat maintenance diet (control group) or an isocaloric high-fat diet (HFD) (sedentary groups and exercised groups) for four months. Two different exercise protocols were utilized: acute or chronic swimming exercise. Insulin tolerance test was performed to estimate whole-body insulin sensitivity. AMPKα and GLUT4 as well as p-AMPKα and pACC of rats' skeletal muscle levels were determined using Western blot. RESULTS: Insulin tolerance test revealed a significantly impaired insulin action after HFDt feeding, indicating high-fat induced insulin resistance when compared to control group. Four months of HFD treatment induced to significant decrease of AMPKα (2.2-fold) and GLUT4 (2.5-fold) protein contents and also of p-AMPKα (2.4-fold) and p-ACC (2.5-fold) in sedentary rats' skeletal muscle when compared with the control group. Both exercise protocols resulted in increase of AMPKα and ACC phosphorylation and increase in insulin sensitivity, while chronic physical exercise alone provoked increase in these proteins expression (p < 0.05). CONCLUSION: High-fat feeding impairs AMPKα activity, while AMPKα activation by physical exercise improves insulin resistance, thus indicating that obese rats normally have the AMPK pathway preserved. <![CDATA[<b>Influence of static stretching volume in isokinetic variables of harmstrings</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922009000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en A realização de alongamento muscular antes de treinamentos e competições está enraizada na cultura dos profissionais que trabalham com prescrição de exercício. Acredita-se no alongamento como forma de aprimoramento do desempenho e prevenção de lesões. No entanto, muitos estudos têm mostrado que o alongamento pode produzir efeitos deletérios na capacidade de produção de força muscular. Algumas questões relevantes nesse contexto relacionam-se com o volume de alongamento necessário para produzir déficits de força e com os mecanismos fisiológicos responsáveis pelos mesmos. A proposta deste estudo foi investigar as alterações no desempenho isocinético do grupo muscular dos isquiotibiais mediante dois protocolos de alongamento estático com diferentes volumes. Trinta e seis voluntários adultos do sexo masculino foram distribuídos em três grupos: E1, E2 e C. Todos os participantes realizaram um aquecimento sistêmico e depois foram submetidos a avaliações da amplitude de movimento ativa (ADM) de flexão do quadril e isocinética. Aos participantes dos grupos E1 e E2 foram aplicados protocolos de alongamento estático com volumes de 180s (4 x 45s) e 360s (8 x 45s), respectivamente, e estes foram novamente avaliados. Os participantes do grupo C foram submetidos à segunda avaliação, após permanecer em repouso pelo tempo de 270s. As variáveis avaliadas foram a ADM, o pico de torque (PT), o trabalho máximo (TM) e o trabalho total (TT). Observou-se que ambos os protocolos promoveram aumento da ADM, mas as variáveis PT e TM sofreram déficits somente no grupo E2. A variável TT, no entanto, manteve-se inalterada nos grupos E1 e E2. Os resultados sugerem, portanto, que as alterações na rigidez muscular, que causaram ganhos na ADM, não seriam as únicas responsáveis pelos déficits de força. Além disso, conclui-se que a capacidade máxima de produção de força é dependente do volume de alongamento, mas a produção de trabalho ao longo de algumas repetições não é.<hr/>Stretching exercises are commonly prescribed before training sessions and competitions aiming at performance improvement and reduction of injury risk. However, many studies have shown that muscular torque production capacity may be reduced just after stretching. Therefore, the stretching duration necessary to produce these acute force deficits, as well as the physiological mechanisms responsible for them are relevant issues. The aim of this work was to investigate the acute effects of static stretching protocols with different durations on the isokinetic hamstrings performance. Thirty-six young male volunteers took part in this study and were evenly distributed in three groups: E1, E2 and C. All of them performed a systemic warm-up for five minutes and went through active range of motion (AROM) of hip flexion and isokinetic assessment. The participants of groups E1 and E2 performed static stretching protocols of 180s (4 x 45s) and 360s (8 x 45s) respectively, and were evaluated again. The participants of group C (control) remained at rest for a period of 270s and were evaluated again. The variables considered were AROM, peak torque, maximum work and total work. Both stretching protocols were able to produce increase in AROM; however, only the longest protocol produced deficits on peak torque and maximum work. Total work was not affected by any of the stretching protocols, though. Therefore, these results suggest that changes in muscular stiffness, that caused AROM gain, would not be responsible alone for the force deficits. Moreover, one can conclude that the maximum muscular strength depends on the stretching duration, but the muscular work along some repetitions of an exercise does not. <![CDATA[<b>Influence of the time interval between stretching sessions on increased hamstring flexibility</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922009000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en CONTEXTO: A otimização do treino de flexibilidade está relacionada com o uso de parâmetros adequados de alongamento. Entretanto, o intervalo de tempo adequado entre as sessões de alongamento tem sido pouco investigado. OBJETIVO: Verificar se a variação no intervalo de tempo entre sessões de alongamento influencia no ganho de flexibilidade. MÉTODOS: 28 mulheres, com idade de 22,5 ± 1,8 anos, foram distribuídas aleatoriamente em três grupos. Aplicaram-se 10 sessões de alongamento nos isquiotibiais do membro direito. O grupo 0X (n = 8) foi o controle e não recebeu alongamento. O grupo 3X (n = 10) alongou três vezes por semana (intervalo de 48 horas) e o grupo 5X (n = 10), cinco vezes (intervalo de 24 horas). Aplicaram-se 10 sessões de alongamento (sustentar-relaxar) nos isquiotibiais direitos. As medidas foram tomadas por análise fotométrica no programa AutoCad® 2000. A análise estatística foi realizada com ANOVA e teste post hoc de Newman-Keuls adotando um p-valor referencial de 0,05. RESULTADOS: Após 10 sessões, identificou-se aumento da flexibilidade nos grupos experimentais, porém sem diferença entre estes. O grupo 3X aumentou significativamente a partir do 10º dia do programa (quinta sessão) e o grupo 5X, a partir do terceiro (terceira sessão). CONCLUSÕES: O alongamento aumenta a flexibilidade dos isquiotibiais, independente do tempo entre as sessões (24 ou 48 horas); e a variável tempo não influencia o ganho de flexibilidade total. Porém, com cinco sessões semanais, ganha-se flexibilidade mais rapidamente. Isso sugere que o ganho de flexibilidade é sessão-dependente.<hr/>CONTEXT: The optimization of flexibility training is related to the use of ideal stretching parameters. However, the time interval between sessions has been little investigated. OBJECTIVE: To verify if the variation in time interval between stretching sessions influences in flexibility gain. METHODOLOGY: Twenty-eight women, average age of 22.5 ± 1.8 years, were randomly distributed into three groups. Group 0X was the control and performed no stretching. Group 3X (n = 10) took part in three sessions per week (interval = 48 hours) and group 5X (n = 10) in five times (interval = 24 hours). Ten stretching sessions were applied (hold-relax) to the right hamstring. The measurement of active knee extension was performed using photometric analyses on AutoCAD® 2000 software. Statistical analysis was carried out with ANOVA and Newman-Keuls post hoc test for a significance level of p < 0.05. RESULTS: After 10 sessions, increased flexibility was identified in the experimental groups (p < 0.01), but with no difference between them. Group 3X significantly increased flexibility from the tenth day of the program (fifth session) and group 5X from the third day (third session). CONCLUSIONS: Stretching increases hamstring flexibility, regardless of the time between sessions (24 or 48 hours). Moreover, the interval between the sessions does not influence total flexibility gain. However, with five weekly stretching sessions, flexibility increases more rapidly than it does with three, suggesting that flexibility gain is session-dependent. <![CDATA[<b>Longitudinal analysis of soleus muscles of rats submitted to passive stretching with previous use of therapeutic ultrasound</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922009000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en O alongamento muscular é muito difundido entre atletas e pessoas envolvidas em atividades físicas, além de procedimento rotineiro em clínicas de fisioterapia, principalmente visando o aumento na flexibilidade. O ultrassom terapêutico possui ações térmicas e atérmicas, o que gera possibilidades de aumento de extensibilidade tecidual e metabolismo celular, e pode auxiliar nos efeitos anabólicos do alongamento estático. O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos do alongamento passivo estático em músculo sóleo esquerdo (MSE) de ratos, associado ao uso do ultrassom terapêutico, sobre alterações longitudinais do tecido muscular. Foram utilizados 42 ratos Wistar, divididos em grupos tratados com ultrassom terapêutico com doses térmicas e não, e subsequente alongamento estático em três séries de 30s, além de grupos apenas tratados com ultrassom ou alongados, durante 15 dias de tratamento. Foram comparadas as variações encontradas entre o MSE e o MSD de cada grupo. As variáveis foram: comprimento muscular, estimativa de sarcômeros em série na fibra e ao longo do músculo, e comprimento de sarcômeros. Os resultados das variáveis analisadas apontaram alterações no comprimento muscular de repouso nos grupos em que foi associado ultrassom terapêutico, em dose térmica, ao alongamento estático, mas para as outras variáveis analisadas não houve diferenças significativas. Conclui-se que o alongamento passivo estático e o uso associado do ultrassom terapêutico, de forma térmica, produziram apenas aumento no comprimento muscular em repouso.<hr/>Muscular stretching is much diffused among athletes and people involved in physical activities, besides being a routine procedure in physiotherapy clinics, mainly aiming at flexibility increase. The therapeutic ultrasound possesses thermal and non-thermal effects, which generate possibilities of tissue extensibility and cellular metabolism increase and can aid in static stretching anabolic effects. The aim of this study was to analyze the static passive stretching effects in left soleus muscle (LSM) of rats, associated to the therapeutic ultrasound use on muscular tissue longitudinal alterations. Forty-two Wistar rats, divided in therapeutic ultrasound treated groups, with thermal and non-thermal doses, and subsequent static stretching in 3 sets of 30 s, besides groups just treated with ultrasound or stretched, for 15 days were used. The variations found between LSM and RSM of each group were compared. The variables were: muscular length, serial sarcomere estimation in the fiber and along the muscle, and sarcomere length. The analyzed variables results showed alterations in rest muscular length in the groups with therapeutic ultrasound in thermal dose associated to static stretching. However, there were not significant differences for the other analyzed variables. It is concluded that static passive stretching associated to therapeutic ultrasound in thermal dose just produced increase in rest muscular length. <![CDATA[<b>Protein supplementation does not increase nitric oxide plasmatic concentration in healthy men</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922009000200007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Suplementos nutricionais, supostamente, capazes de potencializar a produção endógena de óxido nítrico (NO) têm experimentado crescente popularidade entre os indivíduos fisicamente ativos. Diante da carência de informações sobre o assunto, o objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito de um suplemento comercial à base de proteínas e aminoácidos sobre a produção endógena de NO. MÉTODOS: A amostra foi constituída de 12 homens sedentários, mas sem fatores de risco para doenças cardiovasculares. O protocolo de suplementação foi conduzido conforme o arranjo experimental duplo-cego cruzado. Os participantes receberam, aleatoriamente, placebo (PLA) ou suplemento proteico (SP), em dois momentos diferentes, separados por uma semana. Com o intuito de determinar a concentração plasmática de NO, amostras de sangue foram coletadas antes (24h e imediatamente antes) e depois (30 e 60 minutos) do consumo da substância PLA ou do SP. RESULTADOS: Não foi observada alteração na concentração plasmática de NO após a ingestão do SP em comparação com o PLA (pós-suplementação 30min - PLA: 19,3 ± 4,7µmol.L- 1 vs. SP: 18,9 ± 4,4µmol.L-1 e pós-suplementação 60min - PLA: 21,3 ± 6,5µmol.L-1 vs. SP: 20,3 ± 4,9µmol.L-1). Também não foi verificada alteração da pressão arterial. CONCLUSÃO: O suplemento nutricional à base de proteínas e aminoácidos, testado no presente estudo, não potencializou a produção endógena de NO.<hr/>Nutritional supplements, theoretically able to increase endogenous nitric oxide (NO) production have experienced great popularity among physically active individuals. AIM: scientific evidence available regarding this issue is scarce. Therefore, the purpose of this study was to evaluate the effect of a dietary supplement commercialized as a nitric oxide booster. MATERIALS AND METHODS: twelve sedentary men with no risk factors for cardiovascular diseases were supplemented with placebo or protein in two different occasions. The present study was conducted in a cross double-blind design. In order to assess plasmatic NO concentration, blood samples were obtained before (24hs and immediately before) and after (30 and 60 minutes) consumption of placebo (PLA) or protein supplement (SP). RESULTS: there was no difference in plasmatic nitric oxide concentration between both trails (Post-supplementation 30 min - PLA: 19.3±4.7 µmol.L-1 vs. SP: 18.9±4.4 µmol.L-1 and Post-supplementation 60 min - PLA: 21.3±6.5 µmol.L-1 vs. SP: 20.3±4.9 µmol.L-1). In addition, no difference was detected for arterial blood pressure. CONCLUSION: the dietary supplement analyzed in the present study failed to increase nitric oxide endogenous production. <![CDATA[<b>Acute physiological effects of taurine content of an energy drink in physically active subjects</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922009000200008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Segundo a Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, bebidas energéticas são identificadas como compostos líquidos prontos para o consumo, sendo estas constituídas de carboidratos, taurina, cafeína, glucoronolactona, inositol e vitaminas do complexo B. Existem poucas pesquisas sobre o uso de taurina contida em bebidas energéticas relacionado com a melhora de desempenho. Este trabalho teve como objetivo analisar as respostas metabólicas e hemodinâmicas decorrentes da administração da associação de taurina e cafeína durante teste ergoespirométrico em indivíduos fisicamente ativos. Para esse fim, 20 indivíduos do sexo masculino, 26 ± 4,32 anos e índice de massa corporal 23,79 ± 2,95, praticantes de atividades aeróbicas, foram submetidos a duas sessões de testes em cicloergômetro ligado a analisador metabólico de gases. O esquema das sessões foi duplo- cego e 60 minutos antes do início dos testes foi oferecida bebida experimental ou bebida placebo. Durante os testes, foram mensuradas: frequência cardíaca (FC), pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), lactato sanguíneo (Lac), percepção subjetiva de esforço por escala de Borg (PSE), consumo máximo de oxigênio (VO2máx), consumo de oxigênio no ponto de compensação respiratório (RCP), tempo de exercício (TE) e carga de trabalho (CAR). Para a análise dos dados, foi realizado um teste t pareado (p ≤ 0,05). Na carga de trabalho, os resultados indicaram que houve aumento de 10 watts com a administração da bebida experimental, contudo, sem significância estatística (BE: 342 ± 40,60; P: 332,50 ± 56,83). Os principais resultados deste estudo indicam que a administração de taurina contida em bebida energética não influenciou os resultados das variáveis investigadas. Assim, podemos concluir que a dose de 2g utilizada não foi capaz de aumentar o desempenho.<hr/>According to the Sanitary Surveillance Agency of the Ministry of Health, energy drinks are identified as liquid compounds ready for consumption, being made of carbohydrates, taurine, caffeine, glucoronolactone, inositol, and B-complex vitamins. Given the small number of studies on the use of taurine in energy drinks related to improved performance, this paper aimed to analyze the metabolic and haemodynamic responses resulted from the administration of the association of taurine and caffeine during an ergospyrometric test in physically active subjects. Therefore, twenty male individuals, 26 ±4.32 years and body mass 23.79 ±2.95, frequent practitioners of aerobic activities, were submitted to two test sessions in cycle ergometer hooked to a gas metabolic analyzer. The sessions schedule was double-blind, and 60 minutes before them the individuals were offered experimental drinks or placebo drinks. During the tests, the subjects were evaluated on the following variables: heart rate (HR), systolic blood pressure (SBP), diastolic blood pressure (DBP), blood lactate (Lac), subjective perceived exertion by Borg scale (SPE), maximum oxygen uptake (VO2max), oxygen uptake at the compensation respiratory point (CRP), exercise time (ET) and work load (WL). A paired t test was carried out for data analysis, where (p≤0.05). On the work load, the results indicated an increase of 10 watts with the administration of the experimental drink, with no statistical significance, though. (ED: 342 ±40.60; P: 332.50±56.83). The main results of this study point out that taurine administration contained in the energy drink did not influence in the levels of the investigated variables. Thus, we can conclude that the 2g dose used did not improve performance. <![CDATA[<b><b>Concurrent exercise</b></b>: <b><b>analysis of the acute effect of the performance order on the total energy expenditure</b></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922009000200009&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo do presente estudo foi analisar o efeito da ordem de execução dos exercícios de força e aeróbio sobre o gasto energético total na sessão. Para isso, dez homens tiveram seu consumo de oxigênio medido continuamente durante as seguintes sessões: aeróbio-força (AF) e força-aeróbio (FA). O exercício aeróbio consistiu de 30 minutos de corrida na esteira a 90% da velocidade do limiar anaeróbio. A sessão de força foi composta de quatro exercícios, na qual os participantes realizavam três séries de 12 repetições a 70% de 1RM. A concentração de lactato sanguíneo [La] foi mensurada após cada exercício de força e nos minutos 10, 20 e 30 do exercício aeróbio. A [La] durante a execução do exercício aeróbio permaneceu maior (p < 0,05) na situação FA quando comparado com a AF aos 10 (FA = 5,1 ± 1,3mmol.l-1; AF = 3,2 ± 1,0mmol.l-1), 20 (FA = 4,2 ± 1,0mmol.l-1; AF = 3,0 ± 0,9mmol.l-1) e 30 minutos (FA = 3,9 ± 1,3mmol.l-1; AF = 3,4 ± 1,1mmol.l-1). O gasto energético total não diferiu entre as ordens de exercício (FA = 2.793 ± 811kJ; AF = 2.893 ± 903 kJ; p > 0,05), indicando que a ordem de execução não afetou significativamente o gasto energético.<hr/>The aim of present study was to analyze the effect of aerobic and strength exercises order on the total energy expenditure in an exercise session. Ten male subjects had their VO2 continuously measured during two sessions: aerobic-resistance (AR) and resistance-aerobic (RA) to estimate caloric expenditure. The aerobic session was a 30-min treadmill run at 90% of anaerobic threshold velocity. The strength exercise session had four exercises, where participants performed three sets of 12 repetitions at 70% of 1RM. Blood lactate concentration (LA) was measured after each strength exercise and at 10, 20 and 30 min during the aerobic exercise. LA during aerobic exercise was higher (p < 0.05) in RA order when compared to AR at 10 (RA = 5.1 ± 1.3 mmol.l-1; AR = 3.2 ± 1.0 mmol.l-1), 20 (RA = 4.2 ± 1.0 mmol.l-1; AR = 3.0 ± 0.9 mmol.l-1) and 30-min (RA = 3.9 ± 1.3 mmol. l-1; AR = 3.4 ± 1.1 mmol.l-1). Total caloric expenditure did not differ between exercise orders (RA = 2793 ± 811 kJ; AR = 2893 ± 903 kJ; p > 0.05), indicating that performance order did not affect energy expenditure. <![CDATA[<b>Effect of clinical treatment of a long distance runner presenting exercise-induced bronchoespasm</b>: <b>a case report</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922009000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=en O broncoespasmo induzido pelo exercício (BIE) é uma condição que se caracteriza pelo estreitamento transitório das vias aéreas durante ou após o esforço físico e afeta principalmente portadores de asma. Em atletas profissionais que praticam esportes de alta intensidade, a prevalência também é alta; no entanto, seu diagnóstico permanece subestimado. O presente estudo descreve o caso de um atleta do sexo masculino, 23 anos, corredor de longa distância sem histórico de asma, que após um teste gradual de exercício apresentou chiado no peito e queda da função pulmonar. Após um teste específico, o atleta foi diagnosticado como BIE positivo. Iniciou-se, então, um tratamento clínico com broncodilatador e após 30 dias verificou-se melhora importante em seu consumo máximo de oxigênio, obtido no pico do esforço (VO2 pico).<hr/>Exercise induced bronchoconstriction (EIB) is characterized by a transient airway constriction during or after vigorous physical activity. This clinical condition is more prevalent in asthmatic patients. The prevalence of EIB in competitive athletes is high; however, EIB is under-diagnosed in this specific athlete population. The present study described a case report of a male 23 year-old long distance runner who, despite not presenting previous asthma history, presented chest squeak and decline on spirometric performance after a cardiopulmonary exercise testing. After specific testing, the athlete was diagnosed as positive EIB. A clinical treatment with bronchodilator was then initiated and after 30 days an important increase in his oxygen uptake peak (VO2peak) was observed. <![CDATA[<b>Supracondylar emur fracture during jump after anterior cruciate ligament arthroscopic reconstruction </b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922009000200011&lng=en&nrm=iso&tlng=en CONTEXTUALIZAÇÃO: A fratura distal do fêmur é uma das possíveis complicações no período pós-operatório de reconstrução de LCA, porém, de incidência rara. RELATO DE CASO: Descreve-se o caso de um atleta de 34 anos, gênero masculino, no quinto mês de pós-operatório de reconstrução de LCA. O caso evoluía normalmente de acordo com o protocolo estabelecido; o paciente apresentava bom controle e estabilidade sensoriomotora, quando sofreu fratura supracondiliana do fêmur ao realizar um salto durante atendimento fisioterápico. A reconstrução ligamentar foi realizada com enxerto dos músculos flexores do joelho e a fratura, ocasionada posteriormente, reduzida e fixada com placa e parafuso. Dez meses após a redução aberta e fixação interna da fratura, apresenta função regular na escala Lysholm, amplitude de movimento normal e força muscular grau V em flexores e extensores da coxa. DISCUSSÃO: Poucos relatos de caso semelhantes ao presente foram encontrados na literatura; a maioria apresentou fratura do fêmur após a reconstrução do LCA com tendão patelar. Este caso mostra-se relevante pela associação da fratura supracondiliana do fêmur com reconstrução ligamentar com tendões dos flexores, visto que apenas um trabalho seguiu tal direção. Dentre as prováveis causas dessa fratura, destacam-se uma fragilidade óssea por desuso e túnel ósseo femoral de diâmetro maior que o padrão, apesar de não haver consenso em relação a essas alterações. Uma hipótese sugerida pelos autores deste relato é de que o túnel ósseo de fixação do enxerto pode ter sido um intensificador de estresse sobre o local da fratura.<hr/>BACKGROUND: Distal femoral fracture is one of the possible complications on the post operative period of the ACL reconstruction; however, with rare incidence. CASE REPORT: This study reports a male 34 year-old athlete, five months after ACL reconstruction surgery. The case developed normally in accordance with the established protocol. The patient presented good control and sensory-motor stability when he suffered a supracondylar femur fracture. This fracture occurred during a jump in the physical therapy treatment. The ligament reconstruction was done with the tendon graft of the knee flexors muscles, and the fracture caused later, was reduced and stabilized with plate and screw. Ten months after open reduction and internal fixation of the fracture, the patient showed regular function in the Lysholm scale, normal range of movement and muscular force grade V for knee flexors and extensors. DISCUSSION: Few case reports similar to the present one were found in the literature. The majority presented femur fracture after ACL reconstruction with patellar tendon. The present case shows significance by the association between supracondylar femur fracture with ligament reconstruction with flexors tendon, since only one case followed this direction. Two of the possible causes of this fracture are bone fragility for disuse and femoral tunnel bone bigger than the normal, despite not being a consensus. A hypothesis suggested by the authors of this paper is that the bone tunnel of graft fixation could have been a stress booster to the site of the fracture. <![CDATA[<b><b>Post-exercise recovery methods</b></b>: <b><b>a systematic review</b></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922009000200012&lng=en&nrm=iso&tlng=en A recuperação pós-exercício consiste em restaurar os sistemas do corpo a sua condição basal, proporcionando equilíbrio e prevenindo a instalação de lesões e, nesse sentido, torna-se aspecto importante de todo programa de condicionamento físico, em quaisquer níveis de desempenho, mas, sobretudo nos mais elevados. O objetivo desta revisão foi reunir informações e descrever as respostas proporcionadas por métodos recuperativos pós-exercício, como crioterapia, contraste, massagem e recuperação ativa, constituindo uma fonte de atualização do referido tema. Utilizaram-se os bancos de dados MedLine, Scielo e Lilacs, como lista de periódicos, o SportsDiscus. Foram incluídos no estudo somente ensaios clínicos randomizados controlados e não-controlados, além de artigos de revisão referentes ao tema proposto. Optou-se por procurar os termos: cryotherapy, massage, active recovery, thermotherapy, immersion e exercise, individualmente e em cruzamentos. Como achado, observou-se que alguns estudos relatam que a crioterapia é prejudicial em se tratando de recuperação pós-exercício, pois reduz o desempenho imediatamente após a aplicação da técnica. Por outro lado, estudos apontam como sendo benéfica, pois reduzem o nível de creatinaquinase após alta intensidade de esforço, evitando danos musculares. Para o contraste, embora apresente significância em se tratando de remoção de lactato sanguíneo, sua efetividade necessita ser mais bem discutida. Na massagem e na recuperação ativa, os principais vieses descritos dizem respeito à pressão exercida e à intensidade do exercício, respectivamente. Entre as técnicas, as que parecem ter efeitos semelhantes são o contraste e a recuperação ativa, no que tange à remoção de lactato e diminuição da creatinaquinase. Ressalta-se que o tempo de exposição é de fundamental importância para todos os métodos. Entretanto, diversos estudos não se propõem a identificar os reais efeitos fisiológicos promovidos pelas técnicas, utilizando-as de modo inipiente. Portanto, a inconsistência dos resultados encontrados sugere que a análise das variáveis utilizadas como método de recuperação deve ser mais bem controlada.<hr/>The post-exercise recovery consists in restoring the body systems to baseline condition, providing balance and preventing injuries installation and, in that sense; it becomes an important aspect of every fitness program, at any levels of performance, but especially in higher levels. The objective of this review was to gather information and to describe the responses provided by post-exercise recovery methods, such as cryotherapy, contrast water immersion, massage and active recovery, providing an update on this issue. MedLine, Scielo and Lilacs databases were used, as well as the SportsDiscus list of journals. Only randomized controlled and non-controlled clinical essays, in addition to review articles concerning the proposed topic were included. Our choice was for the search terms: cryotherapy, massage, active recovery, thermotherapy, immersion and exercise, individually and combined. It was observed that some studies report that cryotherapy is harmful concerning post-exercise recovery, once it reduces performance immediately after the technique application. On the other hand, studies point it as being beneficial due to its reduction in the creatine kinase level after exercise, avoiding hence muscle damage. Concerning contrast water immersion, although it presents significance when it comes to blood lactate removal, its effectiveness needs to be better discussed. Regarding massage and active recovery, the main described biases relate to the pressure and intensity of the exercise, respectively. Among the techniques, contrast water immersion and active recovery seem to have similar effects concerning lactate removal and creatine kinase decrease. It is highlighted that the exposure time is crucial for all methods. However, several studies do not try to identify the real physiological effects promoted by the techniques, having them in limited use. Therefore, the inconsistency of the results found suggests that the assessed variables used as a recovery method should be better controlled. <![CDATA[<b>Can exercise induce analgesia in patients with chronic pain?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922009000200013&lng=en&nrm=iso&tlng=en A dor crônica caracteriza-se pela persistência do sintoma além do período fisiológico de recuperação do tecido lesado. Essas dores causam incapacidade física e redução da performance cognitiva, reduzem a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes, cujo tratamento proposto contradiz o clássico binômio da terapia da dor aguda (repouso e fármacos). Para a dor crônica prescrevem-se exercícios físicos e sugerem-se tratamentos multidisciplinares. Embora a atividade física seja prescrita há mais de 20 anos, os mecanismos neurofisiológicos envolvidos ainda não são compreendidos. Descrevemos brevemente os mecanismos endógenos de controle da dor crônica e evidências da literatura científica que defendem o sistema opioide como mecanismo de ação na analgesia induzida pelo exercício em indivíduos sadios e atletas. Esse mecanismo também parece agir na população com dor crônica, embora haja controvérsias. Finalizamos o artigo com considerações clínicas para a prescrição do exercício para a população com dor crônica.<hr/>Chronic pain is defined as persistent pain beyond normal tissue healing time. Chronic pain syndromes have a considerable impact on functional capacity, resulting in disrupted work and social activities; therefore, the impact of these syndromes affect the society at large and at a high economic cost. In contrast to rest and pharmacological treatment, multidisciplinary programs with exercises have shown to improve pain and function in chronic pain patients. A number of studies reported analgesia induced by exercise; however, the neurological mechanisms involved are not known yet. To explore this phenomenon, we describe endogenous pain control relating some studies on general population and chronic pain subjects, and we conclude this paper with some clinical consideration to determine optimal intensity of exercise to produce hypoalgesia. <![CDATA[<b>Post-exercisehypotension</b>: <b>a systematic review</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922009000200014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Diversos estudos investigaram os efeitos hipotensores após uma sessão de exercício aeróbio em humanos. No entanto, vários aspectos permanecem obscuros em relação à hipotensão pós-exercício (HPE), uma vez que diversas variáveis podem influenciar a resposta hipotensora, como intensidade, duração, tipo de exercício, estado clínico, faixa etária, etnia, sexo e estado de treinamento. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi revisar sistematicamente a literatura, relacionando as principais variáveis da prescrição de uma sessão de exercício aeróbio e a HPE, assim como apresentar os possíveis mecanismos envolvidos. Foram encontrados 55 estudos que abrangeram a temática HPE e exercício aeróbio em humanos. A ocorrência da HPE está bem estabelecida na literatura, já que vários estudos identificaram reduções da pressão arterial em normotensos e hipertensos. Porém, os possíveis moduladores das respostas hipotensoras, como intensidade e duração da sessão de exercício, ainda são contraditórios. Em relação ao tipo de exercício, porém, existem indicativos de que os realizados de forma intermitente e que utilizam maior massa muscular podem acarretar maior HPE. Além disso, hipertensos devem apresentar maior magnitude e duração da HPE. Contudo, existem lacunas em relação aos diversos mecanismos fisiológicos envolvidos, que parecem ser diferentes entre normotensos e hipertensos.<hr/>Several studies have investigated the hypotensor effects after an aerobic exercise session in humans. However, many aspects remain unclear concerning post-exercise hypotension (PEH), once many variables can influence on the hypotensor response, such as intensity, duration, type of exercise, clinical status, age, ethnic group, sex and training level. Therefore, the aim of the present study was to systematically review the literature, relating the main prescription variables of an aerobic exercise session to PEH, as well as to present the possible mechanisms involved. Fifty-five studies which approached PEH and aerobic exercise in humans have been found. PEH occurrence is well-established in the literature, once many studies have identified reduction in blood pressure in normotensive and hypertensive individuals. Nevertheless, the possible modulators of the hypotensive responses, such as intensity and duration of the exercise session, are contradictory yet. Concerning the type of exercise, there are indications that intermittent exercise which uses greater muscular mass may lead to higher PEH. Additionally, hypertensive patients should present greater magnitude and PEH duration. However, there are some gaps regarding the several physiological mechanisms involved, which seem to be different between normotensive and hypertensive individuals.