Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869220100005&lang=en vol. 16 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Caffeine influence on blood pressure response to aerobic exercise in hypertensive subjects</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en A redução da pressão arterial (PA) promovida pelo exercício físico é evidente segundo a literatura atual. Mecanismos neuro-humorais explicam essa resposta hipotensora, em que a diminuição da atividade simpática apresenta-se como um dos principais mecanismos. Porém, a ingestão de alimentos ricos em cafeína (CA) pode suprimir esta atenuação simpática. O objetivo desse estudo foi elucidar o impacto da ingestão de CA na resposta pressórica ao exercício em pessoas hipertensas. Sete hipertensos (52,3 ± 3,3 anos), sendo cinco mulheres, realizaram duas sessões de caminhada com 40 minutos de duração, em dois dias de treinamento, tendo previamente ingerido CA (4mg/kg de peso corporal) ou placebo (PL). A PA e a frequência cardíaca foram verificadas anteriormente a ingestão, após 15, 30, 45, 60 minutos da ingestão em estado de repouso e com 10, 20 e 30 minutos após o exercício. Os dados foram tratados por meio de estatística descritiva, e pelo teste não paramétrico de Wilcoxon (p < 0,05). A média da PA aumentou de 124,9/80,9mmHg antes da ingestão de CA para 129,4/84,3mmHg 60 minutos após, ainda no repouso (p < 0,05). Trinta minutos após o exercício observou-se resposta hipotensora no procedimento PL (queda da PA de 122,6/79,4mmHg para 115,7/78,6mmHg), enquanto que no procedimento com CA, a PA mostrou-se significativamente mais alta em relação aos valores de repouso (aumento de 124,9/80,9mmHg para 136,9/90,9mmHg, p < 0,05). Conclui-se que a ingestão de CA não só suprime a resposta hipotensora do exercício, como provoca uma hipertensão pós-exercício.<hr/>Blood pressure reduction (BP) promoted by physical exercise is evident according to the current literature. Neurohumoral mechanisms explain this hypotensive response, in which decrease of the sympathetic activity appears as one of its main mechanisms. However, the ingestion of caffeine-rich food (CA) can suppress this sympathetic attenuation. The objective of this study was to elucidate the impact of CA ingestion in BP after exercise, in hypertensive individuals. Seven hypertensive subjects (52.3 +/-3.3 years), being 5 women, accomplished two walk sessions with 40 minutes of duration, in two days of training, having previously ingested CA (4 mg/kg of body weight) or placebo (PL). BP and heart rate were verified previously to the ingestion, after 15, 30, 45, 60 minutes of the ingestion, at rest and with 10, 20 and 30 minutes after exercise. Data were treated through descriptive statistics and by the non-parametric Wilcoxon test (p<0.05). BP mean increased from 124.9/80.9 mmHg before ingestion to 129.4/84.3 mmHg 60 minutes later (p< 0.05). In the recovery period, after 30 minutes of exercise, hypotensive answer was observed in the PL procedure (decrease of 122.6/79.4 mmHg to 115.7/78.6 mmHg), while in the procedure with CA, BP was significantly higher than at rest (increase of 124.9/80.9 mmHg to 136.9/90.9 mmHg, p<0.05). It was concluded that CA not only suppresses the hypotensive response to exercise, but also provokes post-exercise hypertension. <![CDATA[<b>Comparison of the physiological, perception and affective responses during treadmill walking at self-selected pace by adult women of three different age groups</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Comparar as respostas fisiológicas, perceptuais e afetivas durante caminhada em ritmo autosselecionado por mulheres adultas de três diferentes faixas etárias. Métodos: Foram investigados 66 sujeitos do sexo feminino, previamente sedentários, distribuídos de acordo com a sua idade cronológica nos seguintes grupos: GI (20,0-25,0 anos, n = 22), GII (30,0-35,0 anos, n = 22) e GIII (40,0-45,0 anos, n = 22). Todos os participantes foram submetidos a (i) pré-avaliação médica, avaliação antropométrica e processo de familiarização, (ii) teste incremental máximo em esteira, e (iii) um teste de 20-minutos de caminhada em ritmo autosselecionado em esteira. As respostas fisiológicas (consumo de oxigênio, O2, e frequência cardíaca, FC) foram mensuradas continuamente durante a realização do teste de 20-minutos de caminhada em ritmo autosselecionado. Por sua vez, as respostas perceptuais (percepção subjetiva de esforço, PSE) e afetivas foram determinadas a cada intervalo de cinco minutos do teste. Para a análise estatística, empregou-se uma ANOVA de um fator (faixa etária), adotando-se um valor de p < 0,05. Resultados: Nenhuma diferença significativa foi verificada entre os grupos etários no O2 e na FC durante teste de 20-minutos de caminhada em ritmo autosselecionado. A velocidade de caminhada também foi similar entre os grupos etários. Contudo, as respostas fisiológicas relativas aos valores máximos (%O2Máx e %FC Máx) e aos valores no limiar ventilatório (LV, %O2LV e %FCLV) foram mais elevadas em GIII comparativamente à GI e GII (p < 0,05). Nenhuma diferença foi verificada tanto na PSE como no afeto entre os grupos etários. CONCLUSÃO: As respostas fisiológicas, porém não as respostas perceptuais e afetivas, diferem de acordo com a faixa etária investigada durante realização de caminhada em ritmo autosselecionado por mulheres adultas, previamente sedentárias.<hr/>To compare the physiological, perception and affective responses during treadmill walking at a self-selected pace by previously sedentary women from three age groups. Methods: Sixty-six healthy women were assigned into three groups according to their age: GI (20.0-25.0 yr, n = 22), GII (30.0-35.0 yr, n = 22) and GIII (40.0-45.0 yr, n = 22). Each participant performed (i) an initial medical screening, anthropometric assessment and familiarization; (ii) an incremental treadmill test to determine O2max; and (iii) a 20-min treadmill walking bout at a self-selected pace. During the 20-min of treadmill walking at a self-selected pace, the physiological (oxygen uptake, O2 and heart rate, HR) responses were continuously recorded. The perception (Borg-RPE for the overall body, 6-20) and affective (Feeling Scale) responses were measured every 5 min throughout the test. One-way ANOVA was used for statistical analysis (p < 0.05). Results: one-way ANOVA demonstrated that there were not significant differences in O2 and HR during a 20-min treadmill walking bout at a self-selected pace among the three age groups. However, the % O2Max, % O2LV, %FC Max, and %FCLV were significantly higher in GIII compared with GI and GII (p < 0.05). Finally, the perception and affective responses during a 20-min treadmill walking bout at a self-selected pace were similar among the three age groups. CONCLUSION: These findings demonstrated that the physiological but not the perception and affective responses to treadmill walking at a self-selected pace by sedentary women, did differ according to their age group. <![CDATA[<b>Influence of sexual maturation in lactate threshold in female soccer players</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Os limiares de lactato são utilizados para a avaliação da capacidade aeróbia em diferentes idades. Estudos demonstram que crianças e adolescentes apresentam menores concentrações sanguíneas de lactato [La], para mesma carga de esforço, do que adultos. Existem evidências de que isto está relacionado ao desenvolvimento maturacional das mesmas. OBJETIVO: Verificar a associação entre a maturação sexual e o limiar de lactato de atletas de futebol de 12 a 15 anos de idade. MÉTODO: A amostra foi do tipo intencional, não probabilística, com um total de 36 meninas, entre 12 a 15 anos, participantes de escolinhas de futebol da prefeitura da cidade de São Paulo. Foram obtidas da amostra a massa corporal, a estatura e a tomada de dobras cutâneas triciptal e panturrilha. A maturação sexual foi feita através da observação direta, por uma médica, do desenvolvimento de órgãos genitais e de pilosidade púbica, por meio de planilhas propostas por Tanner. Para determinação do limiar de lactato foi realizado teste progressivo em pista, onde as jovens realizaram três corridas de 800 metros, com a intensidade do esforço sendo controlada por zonas de frequência cardíaca pré-estabelecidas, com mensurações das [La] no final de cada corrida. Através da interpolação linear foi encontrada a velocidade correspondente a [La] de 2,5mmol (V2,5). Para compreender melhor a natureza das associações entre as variáveis foi utilizada a regressão linear múltipla, tendo como variável dependente o limiar de lactato (V2,5), e como variáveis independentes idade (anos), IMC (kg/m²), estatura (cm) e somatório de dobras cutâneas (mm). RESULTADO: Em mais jovens, pré-púbere, as variáveis de crescimento e a maturação sexual tem pouca associação com o limiar de lactato. Sendo importante uma ponderação sobre a influência da maturação sexual no limiar de lactato. CONCLUSÃO: Levando em consideração a homogeneidade do grupo e o fato de a idade entre 12 e 15 anos ser um período de diversas modificações, o desenvolvimento maturacional, e não a idade cronológica, mostrou uma diferença significante nas variáveis analisadas.<hr/>The lactate thresholds are used to assess the aerobic capacity in different ages. Studies show that children and adolescents present less lactate blood concentrations [La] than adults under certain effort loads. There are evidences that this is related to their maturational development. OBJECTIVE: To verify the association between the sexual maturation and the lactate threshold in some adolescent soccer players ranging from 12 to 15 years old. METHOD: The sample was related to the intentional and not probabilistic type involving 36 girls, from 12 to 15 years old, members of the soccer schools held by the Mayority of São Paulo. The body weight, height and the sum of two skinfolds - calf and triceps were obtained from the sample. A physician directly observed the sexual maturation of the genitals and pubic hair development through the Tanner index.To determine the lactate threshold a progressive test, a 3x800m in running track, was performed by adolescents, their effort intensity was controlled by pre-established heart rate zones and the lactate blood concentrations [La] were measured at the end of each run. The velocity corresponding to lactate blood concentrations [La] of 2,5mmol (V2,5) was obtained through the linear interpolation.The multiple linear regression was used to better understand the nature of these associations between the variables, considering the lactate threshold (V2,5) as a dependent variable and the age (years), the body weight index (kg/m2), height (cm) and the sum of the skinfolds (mm) as independent variables. RESULT: The growth variables and the sexual maturation have little association with the lactate threshold in the youngest and pre-adolescent girls. It is important to take in consideration the sexual maturation influence on the threshold lactate. CONCLUSION: Taking in account the group homogeneity and being the range between 12 and 15 years old a period susceptible to many modifications, the maturational development and not the chronological age showed to be reponsible for a significative difference in the analysed variables. <![CDATA[<b>Cardiorespiratory fitness cut offs points and cardiovascular risk factors screening at infancy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en O principal objetivo deste estudo foi analisar a validade e propor novos pontos de corte para aptidão cardiorrespiratória de escolares de sete a 12 anos de idade. A amostra foi constituída por 1.413 escolares. A aptidão cardiorrespiratória foi medida através do teste de corrida/caminhada de nove minutos. O colesterol total e as pressões arterial sistólica e diastólica foram medidas e através delas foram criadas referências de fatores de risco para doenças cardiovasculares. Através da curva receiver operating characteristic entre a aptidão cardiorrespiratória e as referências de fatores de risco para doenças cardiovasculares foram identificados os valores dos pontos de corte. Adicionalmente foi utilizada a análise bivariada seguida do cálculo de razão de chances (odds ratio-OR) para identificar quanto os indivíduos que não atenderam os pontos de corte propostos tinham a mais de chance de apresentar fatores de risco para doenças cardiovasculares. Os resultados indicaram que, dentre as propostas analisadas, a que foi sugerida neste estudo apresentou melhores ajustamentos entre sensibilidade e especificidade. Os resultados da análise bivariada mostraram que indivíduos que não atenderam os pontos de corte propostos têm maiores chances de apresentarem fatores de risco para doenças cardiovasculares.<hr/>The main objective of the study was to analyze and propose news cardiorespiratory fitness cut offs points for 7 to 12-year old school students. The sample was composed of 1,413 students. Cardiorespiratory fitness was measured by the 9-minutes walking/running test. Total cholesterol and systolic and diastolic blood pressure were measured and with their results cardiovascular risk factors reference were designed. The Receiver Operating Characteristic curve between cardiorespiratory fitness and cardiovascular risk factors reference identified the cut offs point values. The bivariate analysis and odds ratio (OR) calculation was used to identify to what extent the individuals that did not reach the proposed cut offs points could show cardiovascular risk factors. The results showed that the cut offs points suggested in this study presented the best balance between sensibility and specificity. The bivariate analysis results showed increased chance of cardiovascular risk for the individuals that did not reach the cut offs points compared to those individuals who did. <![CDATA[<b>Correlation between explosive strength and muscular power with funcional capacity in the aging process</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: O declínio na força explosiva e potência muscular de membros inferiores (MMII) tem sido relacionado ao prejuízo funcional de idoso; entretanto, a influência do envelhecimento nestas variáveis, considerando os movimentos multiarticulares, não tem sido bem documentada. OBJETIVOS: 1) comparar a força explosiva e a potência muscular de MMII de mulheres entre 50 e 79 anos em relação aos valores de referência aos 18 anos; e 2) associar essas variáveis com a capacidade funcional. MÉTODOS: Foram avaliadas 227 mulheres não sedentárias, subdivididas nos grupos 50-59, 60-69 e 70-79 anos de idade. Como força explosiva foi considerada a impulsão vertical sem auxílio dos braços (FE) e como capacidade funcional a velocidade normal de andar (VEL), o tempo para levantar da cadeira (CAD) e o equilíbrio estático (EQ). A potência muscular (POT) foi estimada pela altura obtida no salto vertical. O valor correspondente aos 18 anos foi considerado como referência. RESULTADOS: Foram observados menores valores (p < 0,05) em FE e POT nos três grupos de idade comparados aos 18 anos, sendo tais variáveis ainda menores no grupo 70-79 anos (p < 0,05). Somente o grupo 70-79 anos apresentou menor valor (p < 0,05) em VEL e EQ. A alteração em FE comparada à POT foi significativamente maior em todos os grupos (p < 0,05). À exceção da variável CAD nos grupos de 50-59 e 70-79 anos, a FE apresentou maior associação com a capacidade funcional do que a POT. CONCLUSÃO: FE e POT apresentaram menor valor quando comparadas ao grupo de 18 anos; entretanto, a POT não se altera em função da faixa etária. Contudo, a FE apresentou maior associação com a capacidade funcional.<hr/>INTRODUCTION: decrease in explosive strength and muscular power of lower limbs (LL) has been related to functional loss in the elderly; however, the influence of aging on these variables considering multiarticular movements are not well reported. PURPOSE: 1) to compare the explosive strength and power of LL in women between 50 and 79 years old, having the 18 year-old values as reference; 2) to study the relationship between these variables with functional capacity. METHODS: 227 non-sedentary women were evaluated and divided into 3 groups: 50-59, 60-69 and 70-79 years old. The height of countermovement jump without movement arms (ES) was used as explosive strength index and normal walking velocity (VEL), time to stand from a chair (CHA) and static balance (SB) were used for functional capacity. Power (PO) was estimated by the jump height. The 18 year-old values were used as reference. RESULTS: lower values (p < 0.05) in ES and PO were observed in the three groups when compared to reference, being those variables lower in 70-79 years (p < 0.05). Only 70-79 years group showed lower value (p < 0.05) in VEL and SB. Compared to PO, the change in ES was significantly higher in all groups (p < 0.05). Except for CHA in 50-59 and 70-79 years old groups, the ES showed higher association with the functional capacity than PO. CONCLUSION: The ES and PO showed changes when compared with the 18 year-old values, but PO did not change between the groups. However, ES showed higher correlation with functional capacity. <![CDATA[<b>Use of static stretching as an intervenient factor in delayed onset muscle soreness</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: A dor muscular de início tardio consiste em uma sensação de desconforto muscular consequente da prática de exercício físico intenso, que perdura durante alguns dias. O alongamento estático pode ser usado para tentar amenizar esse efeito pós-exercício, mantendo-o durante cerca de 10-30 segundos e repetindo o procedimento por três a cinco vezes. OBJETIVO: Verificar, em indivíduos sedentários, o efeito do alongamento estático para o alívio da dor muscular de início tardio. MÉTODOS: Este estudo foi um ensaio clínico randomizado, prospectivo, cego por parte do avaliador, composto por 20 estudantes que foram divididos em dois grupos: GAL (exercício + alongamento) e GC (exercício). O exercício foi constituído de cinco séries com 20 repetições de planti/dorsiflexão, exercitando o grupo tríceps sural. Ambos os grupos foram avaliados antes do exercício e reavaliados após 24, 48 e 72 horas, quanto ao seu grau de dor utilizando-se a escala visual analógica (VAS) e um dolorímetro de pressão. RESULTADOS: A VAS mostrou que no grupo controle (GC) houve diferença significativa na sensação de dor no pré-exercício comparado a 24, 48 e 72 horas, entre 24 e 72 horas e entre 48 e 72 horas após o exercício. No grupo alongamento (GAL), a VAS mostrou diferenças significativas no período pré-exercício comparado com 24, 48 e 72 horas e entre 48 e 72 horas após o exercício. O dolorímetro mostrou que no grupo controle (GC), houve diferença significativa na sensação de dor no pré-exercício comparado a 24 e 48 horas e entre 24 e 72 horas após o exercício. No grupo alongamento (GAL), as diferenças significativas se mostraram no período pré-exercício comparado com 24 e 48 horas após o mesmo. CONCLUSÃO: O alongamento estático não foi eficaz para o alívio da dor muscular de início tardio no grupo avaliado.<hr/>INTRODUCTION: The Delayed Onset Muscle Soreness consists in a sensation of muscle discomfort resulting from the practice of intense physical exercise that lasts for some days. Static stretching can be used to try to diminish this post-exercise effect, holding it for about 10-30 seconds and repeating the procedure three to five times. OBJECTIVE: To verify, in sedentary individuals, the effect of the static stretching to relieve the Delayed Onset Muscle Soreness. METHODS: This study was a randomized, prospective, blind by the evaluator clinical trial, composed of 20 students divided in two groups: STG (exercise + stretching) and CG (exercise). The exercise was composed of five sets of 20 repetitions of plantar/dorsiflexion, exercising the triceps sural group. Both groups were evaluated before exercising and again after 24, 48 and 72 hours, as to their pain degree using the Visual Analog Scale (VAS) and a Dolorimeter pressure. RESULTS: The VAS showed that control group (CG) presented significant difference in pain sensation in the pre-exercise compared to 24, 48 and 72 hours, between 24 and 72 hours and between 48 and 72 hours after exercising. Stretching group (STG) VAS showed significant differences in the pre exercise period compared to 24, 48 and 72 hours and between 48 and 72 hours after exercising. The dolorimeter showed that in control group (CG) there was significant difference in pain sensation in pre exercise compared to 24 and 48 hours and between 24 and 72 hours after exercising. In stretching group (STG), the significant differences were evident in the pre exercise period compared to 24 and 48 hours after it. CONCLUSION: Static stretching was not effective in relieving Delayed Onset Muscle Soreness. <![CDATA[<b>Effect of creatine supplementation in maximal strength and electromyogram amplitude of physically active women</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en A suplementação de creatina apresenta ação ergogênica na força muscular. Entretanto, não há consenso deste efeito na força isométrica máxima e na amplitude do eletromiograma (EMG). Assim, o objetivo deste estudo foi analisar os efeitos da suplementação de creatina na força isométrica máxima e na amplitude do EMG em mulheres fisicamente ativas. Vinte e sete mulheres (idade 23,04 ± 1,82 anos, massa corporal 58,37 ± 6,10kg, estatura 1,63 ± 0,05m e índice de massa corporal 21,93 ± 2,02kg/m²) foram designadas aleatoriamente para os grupos creatina (GCr) (n = 13) e placebo (GPL) (n = 14), os quais ingeriram diariamente, durante seis dias, 20g de creatina mono-hidratada e 20g de maltodextrina, respectivamente. Antes e depois da suplementação, a força foi medida em um dinamômetro isométrico durante contração isométrica voluntária máxima (CIVM) de extensão unilateral do joelho (três séries de 6s intervaladas por 180s), com captação simultânea dos valores root mean square (RMS) do EMG obtido no músculo vasto lateral. A ANOVA de dois critérios de classificação (dois momentos x dois grupos) e o teste de Wilcoxon foram utilizados na análise estatística dos dados paramétricos e não paramétricos (p < 0,05). Após a suplementação, o GCr aumentou significativamente a força, com incrementos de 7,85% (p = 0,002), 7,31% (p = 0,001) e 5,52% (p = 0,001) para a primeira, segunda e terceira séries, respectivamente. Para este mesmo grupo, os valores RMS aumentaram significativamente na terceira série (p = 0,026). O GPL não apresentou alterações significativas. Os resultados sugerem que a suplementação de creatina aumenta a força isométrica máxima e que a amplitude do EMG pode ser utilizada como indicador dessas alterações de desempenho.<hr/>Creatine supplementation has shown to enhance muscular strength. However, there is not a consensus on this effect on maximal isometric strength neither on electromyogram (EMG) amplitude. Thus, the aim of this study was to analyze the creatine supplementation effects on maximal isometric strength and EMG amplitude in physically active women. 27 women (age 23.04 ± 1.82 years, body mass 58.37 ± 6.10kg, height 1.63±0.05m and body mass index 21.93 ± 2.02kg/m²) were randomly assigned in creatine (CrG) (n = 13) or placebo group (PLG) (n = 14). The CrG and PLG ingested 20g/day of creatine and 20g/day of maltodextrin during six days, respectively. The strength was measured before and after supplementation using a isometric dynamometer during a maximal isometric voluntary contraction (MIVC) of a unilateral knee extension (3 sets of 6s with 180s rest period), and the EMG was acquired from the vastus lateralis muscle and its amplitude quantified using the root mean square (RMS) values. Two-way ANOVA (2 groups x 2 moments) was used for parametric data and Wilcoxon test for non-parametric analysis (p < 0.05). After supplementation, CrG significantly enhanced strength, with increase of 7.85% (p = 0.002); 7.31% (p = 0.001) and 5.52% (p = 0.000) for the first, second and third trials, respectively. In CrG, the RMS values significantly increased on the third trial (p = 0.026). No changes were found in GPL. Results suggest that creatine supplementation enhance maximal isometric strength and EMG amplitude can be useful to identify these performance modifications. <![CDATA[<b>Dorsiflexor and plantarflexor neuromuscular adaptations at two-week immobilization after ankle sprain</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: A entorse de tornozelo é uma lesão de alta incidência comumente tratada com períodos de imobilização, levando a adaptações estruturais e funcionais dos músculos atuantes nesta articulação. OBJETIVO: Identificar as adaptações dos músculos flexores dorsais e flexores plantares após duas semanas de imobilização em sujeitos que sofreram entorse de tornozelo. MÉTODOS: Onze indivíduos (seis mulheres e cinco homens) acometidos por entorse de tornozelo grau II foram submetidos a 14 dias de imobilização por tala gessada. Após a retirada da imobilização, foram realizadas avaliações bilaterais de (1) perimetria da perna, (2) amplitude de movimento (ADM) do tornozelo, (3) torque isométrico máximo de flexores dorsais e flexores plantares em sete ângulos do tornozelo e (4) ativação eletromiográfica dos músculos tibial anterior (TA), sóleo (SO) e gastrocnêmio medial (GM). Os resultados obtidos no segmento imobilizado foram comparados com os do segmento saudável contralateral através de um teste t de Student pareado (p < 0,05). RESULTADOS: O segmento imobilizado apresentou redução (1) da circunferência nas regiões proximais da perna, (2) da ADM de flexão dorsal e plantar, (3) do torque isométrico máximo de flexores dorsais e plantares e (4) do sinal eletromiográfico do TA em todos os ângulos articulares e do SO nos maiores comprimentos musculares. Não houve diferença no sinal eletromiográfico do músculo GM. CONCLUSÃO: Um período relativamente curto de imobilização (duas semanas) prejudica a funcionalidade dos músculos flexores dorsais e flexores plantares do tornozelo.<hr/>INTRODUCTION: Ankle sprains are a kind of injury with high incidence that is usually treated with an immobilization period, leading to structural and functional adaptation in the muscles around this joint. PURPOSE: To identify the dorsiflexor and plantarflexor muscles adaptations after two weeks of immobilization in subjects who suffered ankle sprain. METHODS: Eleven subjects (six women and five men) who suffered a second degree ankle sprain underwent 14 days of ankle joint immobilization with a plaster cast. After removal of the plaster cast, the following bilaterally evaluations were obtained: (1) leg circumference; (2) ankle joint range of motion (ROM); (3) maximal isometric torque of plantar and dorsiflexors obtained in seven different angles; and (4) electromyographic signals of the tibialis anterior (TA), gastrocnemius medialis (GM) and soleus (SO) muscles. Results obtained in the immobilized side were compared to the contralateral healthy side with a paired Student's t-test (p<0.05). RESULTS: Immobilized side presents decrease (1) at the proximal leg circumference, (2) in dorsiflexor and plantarflexor ROM, (3) in dorsiflexor and plantarflexor maximal isometric torque and (4) in electromyographic signal of the TA at all joint angles and at the longest muscle lengths in SO. There was no alteration in the electromyographic signal of the GM muscle. CONCLUSION: A relatively short immobilization period (two weeks) impairs the functionality of ankle dorsiflexor and plantarflexor muscles. <![CDATA[<b>Efects of diet supplemented with omega-3 in soleus muscle of rats submitted to swimming</b>: <b>histological and morphometric analysis</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en As lesões musculares têm sido observadas como as mais frequentes nos esportes. Considerando a produção de espécies reativas de oxigênio como um fator de risco para instalação de lesões e características antioxidantes e anti-inflamatórias do ômega-3, o objetivo deste trabalho foi verificar as alterações histológicas e morfométricas do músculo sóleo de ratos que realizaram natação, associado a uma dieta suplementada com ômega-3. Para sua realização foram utilizados 31 ratos Wistar divididos em quatro grupos, sendo os grupos A e C suplementados com azeite de oliva e B e D com 3g/dia de ômega-3 por quatro semanas. Os grupos C e D foram submetidos à natação cinco dias/semana por 28 dias, com acréscimo de 5% do peso corporal a partir da segunda semana, enquanto que os grupos A e B não realizaram treinamento. Após este período os animais foram sacrificados, o músculo sóleo retirado e corado com Hematoxilina-eosina para avaliação morfológica. Análise de variância bifatorial, com nível de significância de 5%, foi utilizada para análise dos valores do menor diâmetro das fibras musculares. Os grupos A e B (sedentários) apresentaram padrões histológicos de normalidade. O grupo C apresentou aumento do tecido endomisial e do número de núcleos, presença de fibras fagocitadas e de contornos poligonais não mantidos, enquanto que o grupo D apresentou poucas fibras fagocitadas e de contornos poligonais preservados. Com relação à medida do menor diâmetro das fibras musculares, as análises mostraram diferenças para o fator treinamento, mas não para o fator suplementação e a interação entre eles. As alterações histológicas induzidas pelo exercício foram atenuadas no grupo suplementado com ômega-3, sugerindo um efeito protetor da suplementação, contudo, o aumento do diâmetro das fibras para os grupos expostos ao exercício está relacionado ao efeito do treinamento e não à suplementação.<hr/>Muscle injuries have been observed as the most frequent in sports. Considering the production of Reactive Oxygen Species as a risk factor for installation of injuries and antioxidant and anti-inflammatory characteristics of Omega-3, the objective of this study was to evaluate the histological and morphometric changes of the soleus muscle of rats that practiced swimming, associated with a diet supplemented with Omega-3. 31 Wistar rats divided into 4 groups were used, namely groups A and C supplemented with olive oil and B and D with 3g/day of Omega-3, for 4 weeks. Groups C and D were submitted to swimming for 5 days / week during 28 days, with addition of 5% of body weight from the second week on; while groups A and B did not perform training. After this period the animals were sacrificed, the soleus muscle removed and stained with hematoxylin and eosin for morphological evaluation. Bifactorial analysis of variance with significance level of 5% was used for analysis of values of smallest diameter of the muscle fibers. Groups A and B (sedentary) presented normal histological patterns. Group C showed increase of endomisial tissue and number of nuclei, presence of phagocytized fibers and not maintained polygonal contours, whereas group D showed few phagocytized fibers and polygonal contours preserved. Regarding the measurement of the smallest diameter of the muscle fibers, the analyses showed differences for the training factor, but not for the supplementation factor or interaction between them. The histological changes induced by exercise were attenuated in the group supplemented with Omega-3, suggesting hence a protective effect of supplementation; however, the diameter increase of the fibers for the groups exposed to exercise is related to the training effect and not to supplementation. <![CDATA[<b>Does swimming minimize somatic and bone growth delay in rats?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en A formação óssea é regulada por fatores hormonais e modificada por estímulos extrínsecos, como a prática de exercícios. Avaliou-se o efeito da natação sobre o crescimento somático e ósseo de ratas submetidas a dois modelos experimentais a fim de reproduzir déficit hormonal. Utilizou-se 28 ratas Wistar neonatas fêmeas separadas em: grupo Glutamato Monossódico (GluM, n = 14; solução de GM 4.0mg/g, dias alternados, primeiros 14 dias de vida) e grupo Salina (Sal, n = 14; solução salina). Peso corpóreo e mensurações murinométricas (eixos laterolateral, anteroposterior do crânio - LLC/APC - e comprimento da cauda - CC) foram avaliados do primeiro ao 30º dia de vida. Aos 60 dias, o Grupo GluM foi ovariectomizado (GluMO) e o sal apenas passou pelo estresse cirúrgico. Então, metade dos animais de cada grupo iniciou o programa de natação (12 semanas, cinco dias/semanas, 60 min/sessão) resultando nos seguintes grupos experimentais: Salina Sedentário (Salsed, n = 7), Salina Natação (Salnat, n = 7), Glutamato Ovariectomia Sedentário (GluMOsed, n = 7) e Glutamato Ovariectomia Natação (GluMOnat, n = 7). Ao final do experimento o fêmur direito foi pesado e seu comprimento avaliado. Nos 30 dias iniciais, GluM reduziu o peso corpóreo e os eixos LLC, APC e CC comparado ao grupo SAL. Aos 60 dias, o peso corpóreo do GLuM permaneceu menor comparado ao SAL e ao final foi similar entre os grupos SALsed e SALnat e, GLuMOsed e GluMOnat. Porém, houve redução no peso do GlutMOsed comparado ao SALsed. A natação favoreceu o peso do fêmur no SAL e não o alterou entre os GluMOsed e GluMOnat, entretanto, houve aumento no grupo SALsed comparado ao GluMOsed. No comprimento, o SALnat foi similar ao SALsed e o mesmo ocorreu entre GluMOnat e GluMOsed. Porém, SALsed apresentou comprimento maior que GluMOsed. A natação não foi capaz de reverter, em animais adultos jovens, os efeitos provocados por situações de desequilíbrio corpóreo induzidas precocemente no tecido ósseo.<hr/>The bone formation is regulated by hormonal factors and modified by extrinsic stimuli, such as practice of exercises. The effect of swimming on the somatic and bone growth of female rats subjected to two experimental models to reproduce hormone deficiency was assessed.Twenty-eight Wistar, neonate female rats separated in two groups: Monosodium glutamate (MGlu, n = 14; solution of monosodium glutamate 4.0mg/g, alternate days, first 14 days of life) and Saline Group (SAL, n = 14; saline solution. Body weight and measurements of somatic development (latero-lateral axis of the skull, anterior-posterior axis of the skull - LLS / APS - and length of the tail - LT) were evaluated from the 1st to the 30th day of life. At 60 days of life, the MGlu group was ovariectomized and SAL just went though surgical stress. Subsequently, half of the animals in each group started the swimming training (12 weeks, 5 days/week, 60 min/session), resulting in the following experimental groups: Sedentary saline (Sedsal, n = 7), Swimming saline (Swisal, n = 7), Sedentary glutamate ovariectomy (SedMGluO, n = 7) and Swimming glutamate ovariectomy (SwiMGluO, n = 7).At the end of the experiment, the right femur was weighed and its length assessed. At the 30 initial days, the MGlu group reduced its body weight and the LLS, APC and LT compared to SAL. At day 60, body weight of MGlu group remained lower and at the end of the experiment it was similar between Swisal and Sedsal groups; SedMGLuO and SwiMGluO groups. However, weight reduction was observed in SedMGlutO compared to SedSAL. Swimming helped the weight of the femur in the SAL and did not alter it between SedMGluO and SwiMGluO, but it increased in Sedsal compared to SedMGluO group. In length, the SwiSal was similar to Sedsal and the same situation occurred between SwiMGluO and SedMGluO. However, Sedsal group presented greater length than SedMGluO. Swimming was not able to reverse the effects caused by situations of body imbalance early induced in the bone tissue in young adult animals. <![CDATA[<b>Physical aptitude classification tables for users of public parks</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: Devido à difusão dos benefícios da atividade física, muitas pessoas passaram a se exercitar em parques públicos, o que incentivou o surgimento de projetos que orientam a prática nestes locais. Estes projetos precisam avaliar a aptidão física de seus clientes com testes fáceis, cujos resultados são comparados a padrões de estadiamento. Porém, os padrões existentes não se adequam à população em questão. OBJETIVO: Construir tabelas de estadiamento para a avaliação da aptidão física de adultos e idosos. MÉTODOS: Foram utilizados os dados de 713 avaliações feitas em indivíduos de ambos os sexos e com mais de 20 anos. Foram avaliadas a aptidão cardiorrespiratória (marcha estacionária e Cooper), a capacidade muscular (flexão de cotovelo, impulsão vertical e resistência abdominal) e a flexibilidade (sentar e alcançar e flexibilidade de ombros). RESULTADOS: Foi avaliado o percentil 50 de cada teste: marcha estacionária = 105 passadas; Cooper = 1.200m; flexão de cotovelo = 20 rep; resistência abdominal = 18 rep; força de membros inferiores: 18cm; flexibilidade de ombros = 1cm e flexibilidade lombar = 23cm. Estes resultados foram maiores que os verificados nas tabelas originais, o que confirmou a necessidade da criação das tabelas específicas. CONCLUSÃO: Foram construídas sete tabelas separadas por gênero e faixa etária e com o desempenho classificado em: fraco - < que percentil 20; regular - entre 20 e 40; médio - entre 40 e 60; bom - entre 60 e 80; e ótimo - &gt; que o percentil 80.<hr/>INTRODUCTION: Due to the spread of the health benefits of physical activity, many subjects began to exercise in public parks. This behavior promoted the creation of projects which stimulate and guide on physical activity practice. Nevertheless, for being considered effective, these projects need to evaluate the subjects' physical aptitude by applying easy tests, whose results are compared to classification tables. However, these tables are not adequate to the target population. OBJECTIVE: To design fitness classification tables based on simple fitness tests applied to adults and elderly subjects. METHODS: Data from 713 evaluations conducted with subjects of both genders older than 20 years were analyzed. Cardiorespiratory fitness (stationary gait and Cooper tests), muscle fitness (elbow flexion, vertical jump and abdominal resistance), and flexibility (sit and reach and shoulder flexibility) were evaluated. RESULTS: The 50 percentile for the tests were stationary gait = 105 steps; Cooper = 1200m; elbow flexion = 20 repetitions; abdominal resistance = 18 repetitions; legs strength =18 cm; shoulder flexibility = 1 cm; and lumbar flexibility = 23 cm. These results were higher than the original ones described for each test, which confirmed the need for specific classifications tables. CONCLUSION: Seven tables were designed with the results separated by gender and age group (20 to 80 year-olds divided in 10-year stages). Results were classified as: weak = < than 20 percentile; average= from 20 to 40 percentile; medium = from 40 to 60 percentile; good = from 60 to 80 percentile; and excellent = &gt; than 80 percentile. <![CDATA[<b>Exercise effects on serum levels of creatine kinase in ultra-distance triathletes in the course of a competition period</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en O triatlo é um esporte de destaque e ampla participação mundial. Incorpora três diferentes modalidades de endurance - natação, ciclismo e corrida - dentro de um único evento. Há uma variedade de distâncias sobre as quais os eventos de triatlo são realizados, sendo a prova de ultradistância (ironman) a mais extensa. Autores diversos já relataram a ocorrência de lesões após esforço intenso, seja diretamente, através de alterações histológicas no sarcômero, ou indiretamente, pela quantificação da concentração de proteínas musculares específicas (biomarcadoras de lesão) no plasma. Entre esses marcadores de lesão muscular destacam-se a mioglobina e a creatina cinase. Efetivamente, a creatina cinase é o indicador bioquímico mais utilizado na literatura como indicador da ocorrência de lesão muscular. Dentro desse contexto justifica-se o objetivo do presente trabalho que visa verificar o efeito do exercício nas concentrações séricas de creatina cinase em triatletas de ultradistância frente a um período de competição. Para tanto, foram avaliados os dados das concentrações séricas de CK de 10 atletas que participaram da prova do Ironman Brasil de 2007. As análises sanguíneas foram realizadas em cinco períodos distintos: 19 dias antes da prova do ironman (CK1), 48 horas antes da prova (CK2), imediatamente após (CK3), cinco dias após (CK4) e 12 dias depois da prova (CK5). Os resultados apontaram aumento significativo nas concentrações de CK nos períodos 3 e 4 em relação aos demais períodos avaliados. Estas alterações evidenciam a influência do exercício exaustivo sobre as concentrações de CK, revelando a possibilidade de desenvolvimento de lesões musculares durante essa competição. Este fato reforça a importância do monitoramento de biomarcadores, como a CK, que permite a treinadores e atletas ajustarem suas cargas de treinamento para aumentar os benefícios do treinamento e para evitar o supertreinamento, melhorando o desempenho, a saúde e a qualidade de vida do atleta.<hr/>Triathlon is a popular sport with world wide participation. It combines three different endurance modalities - swimming, cycling and running - within a single event. There is a variety of distances on which triathlon events are made, the Ironman race being the longest. Many authors have already reported injury occurrence after intense exertion, either directly, through histological sarcomere alterations, or indirectly, over the quantification of specific muscle proteins concentration (injury biomarkers) in the plasma. Among these markers of muscle injury, Myoglobin and Creatine Kinase stand out. In fact, creatine kinase is the most used biochemical indicator of muscle injury occurrence. Within this context, it is justified the purpose of this study, that intends to verify exercise effects on serum levels of creatine kinase in ultra-distance triathletes in the course of a competition period. Serum levels of CK from 10 triathletes who competed in the Ironman Brazil event, 2007 were evaluated. Blood analyses were done at five distinct periods: 19 days before Ironman Brazil competition (CK1), 48 hours before it (CK2), immediately after it (CK3), five days after the competition (CK4) and 12 days after the event (CK5). The results showed significant increase on CK concentrations at periods 3 and 4, when compared to the other evaluated periods. These alterations evidence the influence of the Ironman competition exhaustive exercise over the CK concentrations, revealing the possibility of muscle injuries development during the event. This fact enhances the importance of biomarkers' monitoring, like CK, that allow coaches and athletes to adapt training loads to increase their benefits and to avoid overtraining, improving performance, health and quality of life. <![CDATA[<b>The aerobic physical exercise intensity influence on the atherosclerotic process</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500013&lng=en&nrm=iso&tlng=en A aterosclerose é um processo inflamatório crônico e degenerativo que acomete os vasos, sendo caracterizada pelo acúmulo de lipídeos no espaço subendotelial da íntima, acúmulo de células inflamatórias e elementos fibrosos. A oxidação de LDL-c parece ser o principal evento para o início da aterosclerose. O exercício físico aeróbio melhora os sistemas de defesa orgânicos contra aterosclerose, diminuindo o estresse oxidativo e aumentando a síntese de enzimas antioxidantes; aumento da vasodilatação via óxido nítrico (NO) e óxido nítrico sintase endotelial (eNOS) e diminuição da inflamação sistêmica com produção de citocinas pró-inflamatórias e aumento de fatores anti-inflamatórios. Porém, de maneira aguda, o exercício aeróbio de alta intensidade aumenta o risco de desenvolvimento de eventos cardiovasculares e, de forma crônica, pode atuar negativa ou positivamente na prevenção do processo aterosclerótico.<hr/>Atherosclerosis is a chronic-degenerative inflammatory process that occurs in blood vessels and is characterized by accumulation of lipids, of inflammatory cells and fibrosis factors on the vessels walls. The (LDL-c) oxidation seems to be the main event to trigger atherosclerosis. Aerobic exercise improves the organic system defense against atherosclerosis by decreasing oxidative stress and increasing anti-oxidant enzyme biosynthesis, improving blood vessels vasodilatation by nitric oxide (NO) and endothelium nitric oxide synthase (eNOS), decreasing the pro-inflammatory cytokine production and increasing anti-inflammatory factors. However, acute high intensity aerobic exercises increase the cardiovascular event risk and its chronic type may affect either positively or negatively in the prevention of atherosclerosis. <![CDATA[<b>Metabolic (mal) adaptations to training continuum</b>: <b>misconceptions of terminology and diagnosis</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Altos desempenhos esportivos demandam treinamentos pesados necessários ao estímulo adaptativo específico a cada esporte. A elevada carga de treino é geralmente acompanhada de discreta fadiga e reduções agudas no desempenho, mas caso acompanhada de períodos apropriados de recuperação, resulta em supercompensação metabólica ao treinamento, refletida como aumento na capacidade aeróbica e/ou força muscular. Visto como contínuo, os processos de intensificação do treinamento e o estresse relacionado à supercompensação, o aumento da sobrecarga ou do estresse poderá, em algum momento, acarretar a quebra da homeostase e a queda temporária da função (supra-alcance - OR ou supra-alcance funcional - FOR). Quando a sobrecarga excessiva de treinamento é combinada com recuperação inadequada há instalação do estado de supratreinamento (OT) ou supra-alcance não funcional (NFOR). O OT excede o OR, cujo pico é também o limiar do OT resultando em desadaptações fisiológicas e queda crônica do desempenho físico. A forma crônica de desadaptação fisiológica ao treinamento físico é chamada de síndrome do supertreinamento (OTS). A própria expressão da síndrome denota a etiologia multifatorial do estado e reconhece que o exercício não é necessariamente seu único fator causal. O diagnóstico de OTS é baseado na recuperação ou não do desempenho. Não há biomarcador objetivo para OTS. A distinção entre OTS e NFOR (supratreinamento extremo) é dependente de desfecho clínico e exclusão diagnóstica de doenças orgânicas, mais comuns na OTS. Também a diferença entre OR e OT é sutil e nenhum de seus marcadores bioquímicos pode ser universalizado. Não há evidências confirmatórias que OR evolui para OT ou que os sintomas de OT são piores dos que os de OR. Apenas pela fadiga aguda e queda de rendimento experimentada em sessões isoladas de treinamento, não é possível diferenciar presentemente os estados de OR e OT. Isto é devido, parcialmente, à variabilidade das respostas individuais ao treinamento e à falta de ambos instrumentos diagnósticos e estudos bem controlados.<hr/>Sports top-level performance requires heavy training loads that provide a stimulus to sport-specific adaptation. Competitive training involving high workload is generally accompanied by minor fatigue and acute performance reduction, but when followed by appropriate recovery periods results in training-metabolic supercompensation reflected as increase in aerobic capacity and muscular strength. When the intensified training process leading to supercompensation and related-stress is seen as a continuum, the increased stress or overload might result in disruption of homeostasis and temporary decrease in function (overreaching - OR or functional overreaching - FOR). When excessive overload is combined with inadequate recovery, a state of overtraining (OT) or non-functional overreaching (NFOR) is installed. OT exceeds OR and the OR peak is also the OT threshold, resulting in stark physiological maladaptations and chronically reduced exercise performance. The chronic form of physiological maladaptation to training is called overtraining syndrome (OTS). The expression of the syndrome emphasizes the multifactorial etiology of the state and acknowledges that exercise (training) is not necessarily the sole causative factor. There is no objective biomarker for OTS besides the diagnosis based on performance recovery. Other distinctions between NFOR (extreme OT) and OTS depend on clinical outcome and exclusion diagnosis of organic diseases more common in OTS. Additionally, the difference between OR and OT is subtle and none of their biochemical markers should be considered universal. There is no evidence to confirm that OR will develop into OT or that OT symptoms are worse than those of OR. It is presently not possible to differentiate OR and OT states from the acute fatigue and decreased performance experienced from isolated training sessions. This situation is partially due to the variability of individual responses to training and to a lack of both diagnostic tools and well controlled studies. <![CDATA[<b>Equações preditivas de gordura corporal</b>: <b>saber escolher é fundamental</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922010000500015&lng=en&nrm=iso&tlng=en Altos desempenhos esportivos demandam treinamentos pesados necessários ao estímulo adaptativo específico a cada esporte. A elevada carga de treino é geralmente acompanhada de discreta fadiga e reduções agudas no desempenho, mas caso acompanhada de períodos apropriados de recuperação, resulta em supercompensação metabólica ao treinamento, refletida como aumento na capacidade aeróbica e/ou força muscular. Visto como contínuo, os processos de intensificação do treinamento e o estresse relacionado à supercompensação, o aumento da sobrecarga ou do estresse poderá, em algum momento, acarretar a quebra da homeostase e a queda temporária da função (supra-alcance - OR ou supra-alcance funcional - FOR). Quando a sobrecarga excessiva de treinamento é combinada com recuperação inadequada há instalação do estado de supratreinamento (OT) ou supra-alcance não funcional (NFOR). O OT excede o OR, cujo pico é também o limiar do OT resultando em desadaptações fisiológicas e queda crônica do desempenho físico. A forma crônica de desadaptação fisiológica ao treinamento físico é chamada de síndrome do supertreinamento (OTS). A própria expressão da síndrome denota a etiologia multifatorial do estado e reconhece que o exercício não é necessariamente seu único fator causal. O diagnóstico de OTS é baseado na recuperação ou não do desempenho. Não há biomarcador objetivo para OTS. A distinção entre OTS e NFOR (supratreinamento extremo) é dependente de desfecho clínico e exclusão diagnóstica de doenças orgânicas, mais comuns na OTS. Também a diferença entre OR e OT é sutil e nenhum de seus marcadores bioquímicos pode ser universalizado. Não há evidências confirmatórias que OR evolui para OT ou que os sintomas de OT são piores dos que os de OR. Apenas pela fadiga aguda e queda de rendimento experimentada em sessões isoladas de treinamento, não é possível diferenciar presentemente os estados de OR e OT. Isto é devido, parcialmente, à variabilidade das respostas individuais ao treinamento e à falta de ambos instrumentos diagnósticos e estudos bem controlados.<hr/>Sports top-level performance requires heavy training loads that provide a stimulus to sport-specific adaptation. Competitive training involving high workload is generally accompanied by minor fatigue and acute performance reduction, but when followed by appropriate recovery periods results in training-metabolic supercompensation reflected as increase in aerobic capacity and muscular strength. When the intensified training process leading to supercompensation and related-stress is seen as a continuum, the increased stress or overload might result in disruption of homeostasis and temporary decrease in function (overreaching - OR or functional overreaching - FOR). When excessive overload is combined with inadequate recovery, a state of overtraining (OT) or non-functional overreaching (NFOR) is installed. OT exceeds OR and the OR peak is also the OT threshold, resulting in stark physiological maladaptations and chronically reduced exercise performance. The chronic form of physiological maladaptation to training is called overtraining syndrome (OTS). The expression of the syndrome emphasizes the multifactorial etiology of the state and acknowledges that exercise (training) is not necessarily the sole causative factor. There is no objective biomarker for OTS besides the diagnosis based on performance recovery. Other distinctions between NFOR (extreme OT) and OTS depend on clinical outcome and exclusion diagnosis of organic diseases more common in OTS. Additionally, the difference between OR and OT is subtle and none of their biochemical markers should be considered universal. There is no evidence to confirm that OR will develop into OT or that OT symptoms are worse than those of OR. It is presently not possible to differentiate OR and OT states from the acute fatigue and decreased performance experienced from isolated training sessions. This situation is partially due to the variability of individual responses to training and to a lack of both diagnostic tools and well controlled studies.