Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Medicina do Esporte]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1517-869220110005&lang=en vol. 17 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Blood pressure after supervised physical exercise program in elderly women with hypertension</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500001&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: A população de idosos tem elevado os índices de doenças crônicas como hipertensão arterial sistêmica (HAS) com prevalência em mulheres. Intervenções não farmacológicas, como o exercício físico, são apontadas pela eficácia na diminuição da pressão arterial (PA). OBJETIVO: Verificar a resposta da pressão arterial de idosas hipertensas nos distintos momentos de um programa de exercício físico supervisionado (PEFS). MÉTODOS: Constituiu-se de um estudo descritivo de corte transversal realizado durante 18 semanas. Participaram 41 mulheres idosas com HAS, em tratamento farmacológico, distribuídas em grupo experimental (GE) (n = 26) que participou da intervenção, e grupo controle (GC) (n = 15), em dois momentos: pré e pós-PEFS. O IMC, a pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) foram avaliados no início e após 18 semanas de PEFS no GE e GC. A comparação intra e intergrupos foi feita com o teste t pareado e ANOVA two way com Kruskal Wallis, com nível de significância de p < 0,05. RESULTADOS: O GE (68,7 ± 8,4 anos, IMC = 27,23 ± 4,73) e o GC (67,3 ± 6,3 anos, IMC = 26,13 ± 4,36), com prevalência de sobrepeso em todos os grupos, sem diferença significativa pós-PEFS. Observou-se uma correlação entre o IMC e a PAS (r = 0,456; p = 0,01) e entre a PAS e a PAD (r = 0,380; p = 0,01). A semelhança inicial entre os grupos foi alterada pelo PEFS no GE, permanecendo no GC. A comparação intergrupos mostrou diferenças da PAS (p = 0,000) e da PAD (p = 0,005) pré e pós-PEFS e intragrupos, no GE com reduções da PAS (Δ = 9,61mmHg, p = 0,000) e da PAD (Δ = 1,54mmHg, p = 0,043) pós-PEFS, o que não ocorreu no GC. CONCLUSÃO: O programa de exercício físico supervisionado exerceu papel importante como modelo terapêutico não medicamentoso na resposta hipotensiva observada.<hr/>INTRODUCTION: The elderly population has increased the levels of chronic diseases such as hypertension (HBP) with prevalence in women. Non-pharmacological interventions, such as exercise, have been indicated by the effectiveness in lowering blood pressure (BP). OBJECTIVE: To analyze the blood pressure response in elderly hypertensive women in the different moments of a supervised physical exercise program (SPEP). METHODS: It consisted of a cross-sectional descriptive study carried out for 18 weeks. 41 elderly women with hypertension, under pharmacological treatment, distributed in the experimental group (EG) (n=26) which participated in the intervention, and control group (CG) (n=15) in two stages: before and after SPEP. BMI, systolic blood pressure (SBP) and diastolic blood pressure (DBP) were evaluated at baseline and after 18 weeks of SPEP in the EG and CG. The intra and inter comparison was made with the paired t test and two-way ANOVA with Kruskal Wallis test, with a significance level of p <0.05. RESULTS: The EG (68.7 ± 8.4 years, BMI = 27.23 ± 4.73) and CG (67.3 ± 6.3 years, BMI = 26.13 ± 4.36), with a prevalence of overweight in all groups, without significant difference after SPEP. There was a correlation between BMI and SBP (r = 0.456, p = 0.01) and between SBP and DBP (r = 0.380, p = 0.01). The initial similarity between the groups was changed by SPEP in EG, remaining in the CG. Intergroup comparison showed differences in SBP (p = 0.000) and DBP (p = 0.005) before and after SPEP and intragroup, with reductions in SBP (Δ = 9.61 mmHg, p = 0.000) and DBP (Δ = 1.54 mmHg, p = 0.043) after SPEP, which did not occur in the CG. CONCLUSION: The supervised physical exercise program exerted an important model of non-drug treatment in the hypotensive response observed. <![CDATA[<b>Habitual physical activity and quality of life of middle-aged women</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500002&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Analisar a relação entre a atividade física habitual (AF) e a qualidade de vida (QV) de mulheres na meia-idade. MÉTODOS: Participaram do estudo 1.011 mulheres dos 45 aos 59 anos de idade, das quais 370 eram perimenopausadas e 641 pós-menopausadas, com índice de massa corporal (IMC) de 25 ± 4kg/m² e escolaridade entre um e 13 anos. A QV foi avaliada pelo WHOQOL-bref da WHO e a AF através do International Physical Activity Questionnaire. RESULTADOS: Após a divisão da amostra em três grupos, de acordo com a prática de AF total (A: < 30 min/dia; B: 30-60 min/dia; C: &gt; 60 min/dia), a análise da variância ajustada para o IMC e menopausa (peri vs. pós), mostrou diferenças de QV entre os grupos A e B e o grupo C no domínio físico, e entre o grupo A e os grupos B e C nos domínios psicológico, social e ambiental (p ≤ 0,001). CONCLUSÃO: A prática de 30 min/dia de AF de intensidade pelo menos moderada parece estar associada a efeitos mais favoráveis aos níveis psicológico, social e ambiental, mas parecem ser necessários pelo menos 60 min/dia para influenciar o domínio físico. Estas associações podem, no entanto, refletir o impacto da QV na quantidade total de AF. Assim, a prática de 30 min/dia pode ser mais condicionada pelos domínios psicológico, social e ambiental, enquanto os 60 min/dia pelo domínio físico.<hr/>OBJECTIVE: To assess associations between of regular physical activity (PA) and quality of life (QL) in middle age women. METHODS: 1011 female subjects, aged 45-59, took part in the research, considering 370 peri-menopausal and 641 post-menopausal, within the body mass index (BMI) 25±4 kg/m2 and schooling average 1-13 years. The QL was evaluated by the WHOQOL, and the PA through the International Physical Activity Questionnaire. RESULTS: After dividing the sample into three groups according to the practice of total PA (A: <30 min/day; B: 30-60 min/day, C:&gt; 60 min/day), analysis of variance adjusted for BMI and menopausal status (peri vs. postmenopause) showed differences in QL between groups A, B and group C in the physical domain and between group A and group B, C in psychological, social and environmental domains (p≤0.001). CONCLUSION: The accumulation of 30 min/day of total PA seems to be associated with more favorable effects on the psychological, social and environmental domains; however, it seems that at least 60 min/day are necessary to act on the physical domain. Nevertheless, such associations may reflect the impact of QL in the total amount of PA. Thus, the PA practice 30 min/day may be more conditioned by the psychological, social and environmental domains while the practice of 60 min/day by the physical domain. <![CDATA[<b>Applicability of activities of daily living tests in individuals with heart failure</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500003&lng=en&nrm=iso&tlng=en A limitação nas atividades de vida diária (AVD) por dispneia é um achado comum nos pacientes com insuficiência cardíaca (IC), classe funcional III e IV. A avaliação específica da limitação nas AVD poderia ser utilizada como parâmetro de evolução da doença e de resposta terapêutica. Entretanto, há uma escassez de instrumentos de avaliação das AVD nessa população. Dessa forma, o objetivo do estudo foi verificar a aplicabilidade da escala London Chest Activity of Daily Living (LCADL) e do teste de AVD-Glittre (T Glittre), na avaliação da limitação funcional de indivíduos com IC classe funcional III e IV. Participaram do estudo 10 pacientes (57 ± 9 anos; 27,5 ± 4,5kg/m²) de ambos os sexos com diagnóstico clínico de IC classe funcional III e IV e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) 34 ± 7%, foram avaliados: espirometria, índice de massa corpórea (IMC), escala LCADL, teste de caminhada de seis minutos (TC6min), T Glittre, escala Medical Research Council (MRC) e questionário SF-36. Os pacientes apresentaram, em média, escore da escala LCADLtotal de 27,7 ± 12,1 (LCADL%total: 41,5 ± 16,9) e tempo do T Glittre de 6,3 ± 4,8 minutos, encontrando-se correlação positiva entre eles (r = 0,88; p < 0,05). O LCADL%total correlacionou-se com o TC6min (r = -0,83), FEVE (r = -0,64), MRC (r = 0,68) e domínio capacidade funcional (CF) do SF-36 (r = -0,63), com p < 0,05. O T Glittre correlacionou-se com o TC6min (r = -0,90), FEVE (r = -0,66) e CF do SF-36 (r = -0,69), com p < 0,05. Conclui-se com o estudo que a escala LCADL e o T Glittre têm aplicabilidade em pacientes com IC classe III e IV, apresentando associação com a FEVE, com a distância percorrida no TC6min, grau de dispneia e qualidade de vida.<hr/>Limitation in activities of daily living (ADL) caused by dyspnea is a common finding in patients with heart failure (HF), functional class III and IV. Specific assessment of ADL limitation could be used as a parameter of the disease progression and the therapy response. However, there is a shortage of instruments to assess ADL in this population. This study aimed to determine the applicability of the London Chest Activity of Daily Living (LCADL) and the Glittre ADL-test (T Glittre), to evaluate functional limitations of individuals with HF functional class III and IV. Ten patients (57±9 years, 27.5±4.5kg/m²) of both genders with a clinical diagnosis of HF functional class III and IV and left ventricle ejection fraction (LVEF) 34±7% participated in the study. Spirometry, body mass index (BMI), LCADL, six-minute walking test (6MWT), T Glittre, Medical Research Council Scale (MRC) and SF-36 were performed. The patients had an average score of the LCADLtotal from 27.7±12.1 (LCADL%total: 41.5±16.9) and time of T Glittre 6.3±4.8 minutes. A positive correlation was found between them (r = 0.88, p<0.05). LCADL%total correlated with 6MWT (r =-0.83), LVEF (r =-0.64), MRC (r =0.68) and Functional Capacity (FC) of the SF-36 (r =-0.63) (p<0.05). T Glittre correlated with 6MWT (r =-0.90), LVEF (r =-0.66) and CF of the SF-36 (r =-0.69) (p<0.05). In conclusion, the LCADL scale and T Glittre have applicability in patients with HF class III and IV, demonstrating association with LVEF, distance on the 6MWT, degree of dyspnea and quality of life. <![CDATA[<b>Functional capacity and respiratory muscle strenght of candidates to hepatic transplant</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500004&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: A doença hepática crônica resulta em grande impacto funcional, causando perda de massa e função muscular com consequente redução da capacidade funcional. OBJETIVO: Avaliar e comparar a força muscular respiratória e a capacidade funcional dos candidatos ao transplante hepático que possuem classe B ou C segundo o Child-Pugh Score e correlacionar estas variáveis dentro de cada grupo. MÉTODOS: Estudo transversal, com amostra de conveniência composta por 35 pacientes, divididos em dois grupos a partir da pontuação obtida no Child-Pugh Score, sendo B (19 pacientes) e C (16 pacientes). Todos os indivíduos foram avaliados em um único momento, sendo mensuradas as pressões inspiratória máxima (PImáx) e expiratória máxima (PEmáx) e a distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (TC6M). RESULTADOS: Os indivíduos classificados com Child-Pugh Score B apresentaram maiores valores na PImáx (-86,05 ± 23,89 vs. -57,94 ± 14,14), p = 0,001, na PEmáx (84,16 ± 28,26 vs. 72,00 ± 16,94), p = 0,142, e na distância percorrida no TC6M (473,63 ± 55,276 vs. 376,13 ± 39,00), p = 0,001. Encontramos, ainda, correlação positiva entre os valores da PImáx e a distância percorrida no TC6M dentro grupo Child-Pugh Score B, r = 0,64 e p = 0,003. CONCLUSÃO: O progresso da doença hepática contribui para o surgimento de diversas complicações que, em conjunto, parecem contribuir para a redução da capacidade funcional dos indivíduos. Em nosso trabalho, isso ficou evidenciado pelo pior desempenho do grupo Child-Pugh Score C. Isto pode sugerir que a espera para o transplante hepático (TxH) pode agravar a capacidade funcional e a força muscular respiratória desses indivíduos.<hr/>INTRODUCTION: Chronic liver disease results in large functional impact, causing loss of muscle mass and function with consequent reduction of functional capacity. OBJECTIVE: To evaluate and compare the respiratory muscle strength and functional capacity of candidates for liver transplantation who are under Class B or C according to Child Pugh Score and to correlate these variables within each group. METHODS- Cross-sectional study with a convenience sample of 35 patients divided into two groups based on the score obtained in the Child Pugh Score B (19 patients) and Child Pugh Score C (16 patients). All subjects were evaluated in a single moment, and the maximal inspiratory pressure (MIP) and maximal expiratory pressure (MEP) as well as the distance walked during the 6-minute walk test (6MWT) were measured. RESULTS: Individuals classified with Child Pugh Score B showed higher values in the MIP (- 86.05 vs. 23.89 - 57.94 14.14), p = 0.001, in MEP (84.16 vs. 28.26 72.00 16 1994), p = 0.142, and the distance walked in 6MWT (473.63 vs 376.13 39.00 55.276), p = 0.001. We also found a positive correlation between the values of MIP and distance walked during 6MWT in group B of the Child Pugh Score, r = 0.64 and p = 0.003. CONCLUSION: The progress of liver disease contributes to the onset of several complications, which together appear to contribute to the reduction of functional capacity of individuals. In our study this was evidenced by the worse performance of Child Pugh score C group. This may suggest that the wait for liver transplantation (LTx) can worsen the functional capacity of these individuals. <![CDATA[<b>Aspects of sports injuries in athletes with visual impairment</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Estudos na área de lesões esportivas em atletas com deficiência apresentam, em sua maioria, um desenho de pesquisa que agrega dados de diferentes deficiências (físicas e sensoriais) e modalidades esportivas, criando dificuldades na interpretação dos resultados. Este estudo teve como objetivo principal analisar a frequência das lesões esportivas em atletas com deficiência visual, além de identificar as áreas corporais mais lesionadas, o mecanismo das lesões esportivas, as principais lesões esportivas que acometem os atletas com deficiência visual e verificar se o grau de deficiência visual apresenta relação com a incidência de lesões esportivas. Fizeram parte do estudo atletas com deficiência visual, de ambos os sexos, integrantes da seleção brasileira nas modalidades de atletismo, futebol de 5, goalball, judô e natação, em competições internacionais, entre os anos de 2004 e 2008. Os dados foram coletados através de uma ficha médica e fisioterápica utilizada pela Confederação Brasileira de Desporto para Cegos e pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro. Participaram do estudo 131 atletas, sendo 42 do sexo feminino e 89 do sexo masculino, 61 com classe visual B1, 46 com classe B2 e 24 com classe B3. Deste total, 102 atletas apresentaram 288 lesões resultando em uma média de 2,82 lesões por atleta. Atletas do sexo feminino lesionam mais que atletas do sexo masculino; porém, essa diferença não é estatisticamente significante. Com relação à classificação visual, atletas B1 lesionam mais que B2 e esses mais que B3; porém, só foi encontrada diferença significativa entre os atletas B1 e B3. Foi encontrado valor próximo entre lesões por acidente esportivo e sobrecarga. A respeito dos segmentos corporais, os membros inferiores foram mais acometidos, seguido por membros superiores, coluna, cabeça e tronco. Foram encontrados 21 diagnósticos diferentes, sendo mais frequentes as tendinopatias, contraturas e contusões.<hr/>Most research on sport injuries in disabled athletes uses a cross-disability (physical and sensorial) design and merges different sport modalities in the same study. This procedure creates difficulties in interpreting the results, since different disabilities and modalities may cause different injury conditions. The purpose of this study was to analyze the sports injuries frequency in visually impaired athletes, to identify the site of the injury, its mechanism, and the main injuries that occur to these athletes as well as to verify if the visual class relates to the sports injury frequency. The subjects were male and female visually impaired athletes, members of the Brazilian team of athletics, soccer 5, goalball, judo, and swimming, who played in international competitions between 2004 and 2008. Data was collected using the Brazilian Paralympic Committee and the Brazilian Confederation of Sports for the Blind medical form, which included the following information: name, age, modality, competition, visual classification (B1, B2, B3), injury type, location of injury, and diagnosis. A total of 131 athletes participated in this study: 42 female, 89 male amongst which 61 were B1, 46 B2, and 24 B3. From this total, 102 athletes reported 288 sports injuries; 2.82 injuries per athlete. Female athletes presented more injuries than male athletes; however, this difference did not show statistical significance. Regarding visual classification, B1 athletes got more injuries than B2 athletes, and these more than B3 athletes; statistically significant difference was found only between B1 and B3 group. As one group, athletes presented similar values between accident and overuse injuries. Concerning body segment, lower limbs showed more injuries, followed by upper limbs, spine, head, and trunk. Twenty-one diagnoses were reported, being tendinopathies, contractures, and contusions the most frequent. <![CDATA[<b>Activation of hip and knee muscles during two landing tasks performed by male volleyball athletes</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500006&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: Comparar a atividade muscular antes e após o contato com o solo entre as aterrissagens unilateral (AU) e bilateral (AB) em atletas do sexo masculino. PARTICIPANTES: Quinze atletas masculinos de voleibol sem sinais e sintomas de lesões nas extremidades inferiores (13 ± 1 ano, 1,70 ± 0,12m, 60 ± 12kg). MENSURAÇÕES:Os participantes realizaram dois saltos verticais, aterrissando unilateralmente e bilateralmente. A atividade mioelétrica do reto femoral (RF), bíceps femoral (BF), adutores de quadril (AQ) e a relação BF/RF foram comparados entre as duas aterrissagens e entre as fases caracterizadas por 100ms antes (PRE) e 100ms após (POS) o contato com o solo. RESULTADOS: Em ambas as aterrissagens, a ativação do RF foi maior na fase POS em relação à PRE. Na comparação entre as aterrissagens dentro da mesma fase não encontramos diferenças estatísticas. Apesar de o BF não ter apresentado diferenças entre as fases PRE e POS em cada aterrissagem, sua ativação foi maior na AU. Os AQ apresentaram maior ativação na fase POS durante a AU, no entanto não houve diferenças quando comparadas as duas aterrissagens. A relação BF/RF apresentou valores maiores em ambas as aterrissagens na fase PRE. No entanto, não encontramos diferenças entre as aterrissagens. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que cada músculo apresenta um papel diferente durante a fase de aterrissagem em homens. Enquanto que o RF possui como principal função a frenagem da articulação do joelho e do movimento descendente, caracterizada pelo aumento da ativação na fase pós-contato, o BF parece atenuar a tensão articular do joelho em atividades de maior impacto, mantendo-se mais ativo durante todo o ciclo da AU. Já a maior ativação dos AQ após o contato com solo na AU evidencia a importância da região lombo-pélvica na estabilização pélvica em situações de grande instabilidade. Estudos futuros são necessários para determinar os efeitos da ativação muscular apresentada na imposição de cargas mecânicas potencialmente lesivas no joelho em atletas do sexo masculino.<hr/>OBJECTIVE: To compare the myoelectric activity before and after ground contact between single leg (SL) and double leg (DL) landings in male athletes. PARTICIPANTS: Fifteen male volleyball athletes without signs and symptoms of lesions in the lower extremities, with a minimum of three years experience in the sport (13 ± 1 years, 1.70 ± 0.12 m, 60 ± 12 kg). MEASUREMENTS: Participants performed two vertical jumps, landing unilaterally and bilaterally. The myoelectric activity of the rectus femoris (RF), biceps femoris (BF), hip adductors (HA) and the BF/RF ratio were compared between the two landings and between the phases characterized by 100ms before (PRE) and after 100 ms (POST) ground contact using ANOVA two-way test with post hoc test of Bonferroni (α = 5%). RESULTS: In both landings activation of RF was higher in the POST in relation to the PRE (p <0.0001). Comparing the landings in the same phase statistical differences (p = 0.2212) were not found. Although the BF did not present significant differences between the PRE and POST in each landing (p = 0.2321), its activation was higher in SL (p = 0.0051). The HA showed greater activation in the POST during the SL (p = 0.0013), however there were no differences when comparing the two landings (p = 0.9233). The BF/RF ratio was higher in both landings during PRE (p = 0.0012). Nevertheless, no differences between the landings (p = 0.7037) were found. CONCLUSION: The results suggest that each muscle has a different role during landing tasks in men. While RF has the main function to decelerate the knee and the downward movement, characterized by increased activation in the POST, BF seems to attenuate the loads on the knee in activities of higher impact, staying more active throughout the cycle in the SL. The increased activation of HA after ground contact in the SL highlights the importance of core region in stabilizing the pelvis in situations of great instability. Further studies are needed to determine the effects of muscle activation at the imposition of mechanical load on the knee that are potentially harmful to male athletes. <![CDATA[<b>Does soccer practice stress the degrees of Genu Varo?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Estudos têm mostrado uma varização progressiva entre os períodos de infância e adolescência. Variáveis como idade, peso, ingestão hormonal e vitamínica, ambiente e o treinamento de futebol podem interferir no alinhamento do joelho. OBJETIVOS: A) Comparar o alinhamento do joelho de praticantes e não praticantes de futebol; e B) Determinar associações entre este alinhamento com variáveis antropométricas e neuromotoras da aptidão física. MÉTODOS: A distância intercondilar (DIC) e a intermaleolar (DIM) foram mensuradas em centímetros em 128 adolescentes com idades entre 14 a 17 anos, dentre os quais 65 eram praticantes de futebol e 63 não eram praticantes de tal modalidade. As variáveis antropométricas mensuradas foram peso e estatura, enquanto as neuromotoras inclusas foram agilidade e velocidade. RESULTADOS: Os praticantes de futebol apresentaram graus mais acentuados de joelho varo do que os não jogadores de futebol em todas as idade; entretanto, apenas nos 14 e 17 anos e no grupo total (todas idade juntas) essa diferença foi estatisticamente significativa (p < 0,05). Geno valgo (DIM) tende a ser menor nos praticantes de futebol em todas as idade quando comparados com os não jogadores de futebol; entretanto, tal diferença foi estatisticamente significativa (p < 0,05) apenas nos 17 anos de idade e no grupo total. A DIC nos praticantes de futebol apresentou correlação (p < 0,05) com a agilidade (r = -0,27) e o peso (r = -0,27), enquanto a DIM apresentou correlação (p < 0,05) com o peso (r = 0,26). CONCLUSÃO: Praticantes de futebol mostram um alinhamento do joelho mais acentuado a favor do varismo do que os não praticantes de futebol. Houve associação significativa entre os graus de geno varo e valgo com o peso e a agilidade; nesse sentido, sugere-se mais estudos para explicar essa interessante relação. Os achados do presente estudo suportam a hipótese de que o futebol acentua os graus de geno varo e/ou os sujeitos são selecionados naturalmente para tal prática.<hr/>Studies have shown a progressive variation between the childhood and adolescence periods. Variables such as age, weight, vitamin/hormone intake, the environment and soccer training may interfere in the knee alignment. OBJECTIVE: a- to compare the knee alignment in soccer and non-soccer practitioners, and b- to determine associations between this alignment and anthropometric and neuromotor variables. METHODS: The intercondylar (IC) and intermalleolar (IM) distances were measured in centimeters in 128 male aged from 14-17 years, soccer practitioners (n=65) and non-practitioners (n=63). The anthropometric variables measured were: body weight and height, whereas the neuromotor variables included agility and speed. RESULTS: Soccer players revealed a greater degree of genu varum (IC) than non-soccer players in all ages, but just in 14, 17 years-old and total group (all ages together) these differences were statistically significant (p< .05). Genu valgum (IM) tended to be less remarkable in soccer players than in non-soccer players in all ages; however, significant differences were observed only in 17 years and total group (p< .05). The IC distances in soccer players correlated (p< .05) with agility (r= .-27), weight (r= .-27); while IM distances correlated (p< .05) with weight(r=.26). CONCLUSION: Soccer players showed more remarkable genu varum than the non-soccer players. There was a significant association between degrees of varus and valgum with body weight and agility. Such fact deserves further investigation in order to explain this interesting correlation. Present findings support the hypothesis that soccer leads to greater varus and/or this sport naturally selects subjects with a certain degree of varus. <![CDATA[<b>Influence of the camera resolution and distance in the measures made by the postural assessment software (sapo)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500008&lng=en&nrm=iso&tlng=en O erro na medida de um sistema de avaliação da postura está relacionado com a digitalização, a resolução da câmera, a distância da câmera em relação ao voluntário estudado, entre outros. Estes erros somam-se no procedimento metodológico e muitos deles não são possíveis evitar, porém devem ser conhecidos e quantificados. OBJETIVO: Quantificar o erro na medida realizada pelo SAPO (Software para avaliação postural) em diferentes situações experimentais. MÉTODOS: Foram realizadas 16 fotos de um manequim de 1,40m articulado nos planos anterior, posterior, lateral direita e lateral esquerda com câmeras de 3,2 e 12,0 megapixels, posicionadas a 3,0m e a 5,0m de distância do manequim. Para a quantificação do erro, foram calculadas as diferenças das medidas obtidas por meio do SAPO com as medidas feitas diretamente no manequim. Apenas um avaliador realizou o registro das imagens, porém a digitalização no software dos pontos demarcados no manequim foi realizada por três digitalizadores, sendo dois inexperientes e um experiente. RESULTADOS: Os valores médios das medidas horizontais, verticais, angulares e de distância são próximos de zero, embora algumas variáveis angulares apresentem valores maiores, como nas medidas de ângulo Q direito e esquerdo. A câmera com resolução de 3,2 megapixels posicionada a 3m apresentou o menor erro. CONCLUSÃO: O SAPO é um método acurado para uso clínico; são necessários estudos para verificar a influência do plano de posicionamento do voluntário em relação à câmera, o efeito do reposicionamento e da palpação nas medidas oferecidas pelo software.<hr/>Error in measurement of a posture evaluation system is related to the digitalization, camera resolution and distance in relation to the volunteer studied, among others. These errors are summed up during the process and many of them are not possible to be avoided; however, they must be known and quantified. OBJECTIVE: to quantify the error of the positions measured by SAPO (Software para avaliação postural) in different experimental situations. METHODS: 16 photos of a 1.40m tall articulated mannequin were taken at the anterior, posterior, right lateral and left lateral planes with 3.2 and 12.0 megapixels resolution cameras, at 3.0m and 5.0m from the model. To quantify the error, the differences between the measurements obtained by SAPO and the ones made directed on the mannequin were calculated. RESULTS: the mean values of the horizontal, vertical, angular and distance measurements are close to zero; however, some angles were larger for the left and right measurements. The 3.2 megapixel digital camera located 3 m away showed the lowest error. The digitalization position is not influenced by the experience of the evaluators. CONCLUSION: SAPO is an accurate method for clinical use. Further studies are necessary to verify the effect of the position plane of the volunteer in relation to the camera, the effect of the relocation and the measurement palpation provided by the software. <![CDATA[<b>Effects of a carbohydrate-electrolyte drink on the hydration of young soccer players</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500009&lng=en&nrm=iso&tlng=en O estado de hidratação de jogadores sub-18 de um time de futebol foi avaliado após a ingestão de suplemento hidroeletrolítico mais aceito em teste afetivo. A aceitação de três suplementos elaborados foi avaliada por meio de teste afetivo em laboratório. O estudo foi realizado com nove jogadores de futebol, do sexo masculino, submetidos a 80 minutos de treinamento, com a ingestão de 900mL de suplemento hidroeletrolítico comercial (controle) ou suplemento mais aceito no teste sensorial e 300mL de água. Para avaliação do estado de hidratação foram determinados o tempo de movimentação, a intensidade do exercício, a densidade de urina, o peso corporal, a perda de peso corporal, a porcentagem de perda de peso corporal, o grau de hidratação e a taxa de sudorese. A bebida com 8% de carboidrato teve melhor aceitação. A intensidade de exercício dos jogadores foi maior no dia de ingestão da bebida teste em comparação ao dia de ingestão da bebida controle, já o tempo de movimentação em relação à bebida teste foi significativamente menor do que a bebida controle (p = 0,008). A perda de peso, o grau de desidratação e a taxa de sudorese dos atletas com ingestão da bebida teste foram maiores quando comparadas à ingestão da bebida controle. Os atletas concluíram a partida mais desidratados com a ingestão de bebida teste; contudo, o limite de 2% de perda de peso corporal não foi ultrapassado. A intensidade do exercício (de leve a moderada) e as condições climáticas (temperatura mais baixa e umidade relativa do ar mais elevada) no dia da ingestão da bebida controle podem ter favorecido os melhores resultados de capacidade de hidratação da bebida comercial.<hr/>The hydration status of nine male under 18 soccer players was evaluated after ingestion of the most accepted carbohydrate-electrolyte drink between three tests. The study was conducted during 80 minutes of training. The soccer players ingested 900 mL of a commercial carbohydrate-electrolyte drink (control) plus 300 mL of water or 900 mL of the most accepted drink (test) plus 300 mL of water. The time of training, exercise intensity, urinary status, weight, weight loss, the weight loss rate, the dehydration degree and the sweat rate were determined to verify the hydration status. The drink with 8% carbohydrate was the best accepted. The exercise intensity of the players was higher on the days that they ingested the tested drink. The time of training in relation to the tested drink was significantly lower than the control beverage (p = 0.008). The weight loss, the dehydration degree and sweat rate of the athletes with fluid intake test was higher when compared to control fluid intake. The athletes completed the game more dehydrated with the drinking fluid test; however, the limit of 2% weight loss was not exceeded. The exercise intensity (mild to moderate) and climatic conditions (lower temperature and higher relative humidity) on the day of the fluid control intake control may have helped the best results from the hydration capacity of the fluid control. <![CDATA[<b>Yo-Yo IR2 test and margaria test</b>: <b>validity, reliability and maximum heart rate in young soccer players</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Os objetivos do presente estudo foram: i) avaliar a validade de constructo do Yo-Yo Intermittente Recovery Test Level 2 (Yo-Yo IR2) e do teste de Margaria (TM) com o desempenho em alta intensidade de exercício durante jogos oficiais em jogadores de futebol; ii) verificar a confiabilidade (teste-reteste) dos dois testes; iii) comparar os valores da frequência cardíaca máxima (FCM) obtida nesses protocolos e em jogo. Dezoito jogadores (média ± DP; idade 14 ± 0,8 anos, estatura 172 ± 9cm, peso 64,3 ± 8,5kg) pertencentes à mesma equipe foram avaliados em teste-reteste nos referidos protocolos e no percentual de tempo de permanência acima de 85% da FCM individual (PTP&gt;85%FCM) em dois jogos oficiais do Campeonato Mineiro Infantil. Uma alta correlação foi encontrada entre o desempenho no Yo-Yo IR2 e PTP&gt;85%FCM (rs = 0,71; p < 0,05). Não houve correlação estatisticamente significante entre o desempenho no TM e PTP&gt;85%FCM (rs = 0,44; p = 0,06). O Yo-Yo IR2 se mostrou mais variável e menos reprodutível (CV = 11%; CCI [95% IC] = 0,38) do que TM (CV = 1%; CCI [95% IC] = 0,93). O maior valor de FCM (p < 0,001) ocorreu no jogo (202 ± 8bpm). A FCM no Yo-Yo IR2 (194 ± 4bpm) foi menor (p < 0,006) do que TM (197 ± 6bpm). Conclui-se que o Yo-Yo IR2 pode ser considerado mais válido para predizer a manutenção de alta intensidade de exercício em jogo que é uma importante medida de desempenho no futebol. Porém, há necessidade de padronização rigorosa entre os procedimentos de avaliação para estabilidade da medida. A FCM deve ser observada em diversas situações, principalmente competitiva, para possibilitar que ocorra o maior valor individual.<hr/>The aims of the present study were: i) to evaluate the construct validity of Yo-Yo Intermittent Recovery Test Level 2 (Yo-Yo IR2) and of the Margaria Test (MT) with performance in high intensity exercise during official games in soccer players; ii) to verify the reliability (test-retest) of the two tests; iii) to compare the values of the maximal individual heart rate (MHR) obtained in those protocols and in game. Eighteen players (mean ± SD; age 14 ± 0.8 years, height 172 ± 9 cm, weight 64.3 ± 8.5 kg) belonging to the same team were assessed in test-retest referred protocols and in the percentage of time spent above 85% of MHR (PTS&gt;85%MHR) in two official games of the U-15 Championship. High correlation was found between performance in the Yo-Yo IR2 and PTS&gt;85%MHR (rs=0.71; p<0.05). There was not correlation between performance in MT and PTS&gt;85%MHR (rs=0.44; p=0.06). The Yo-Yo IR2 was more variable and less reproducible (CV= 11%; CCI [95% IC]=0.38) than MT (CV= 1%; CCI [95% IC]=0.93). The highest value of MHR (p<0.001) occurred in the game (202 ± 8 beats.min-1). MHR in Yo-Yo IR2 (194 ± 4 beats.min-1) was lower (p<0,006) than MT (197 ± 6 beats.min-1). In conclusion, the Yo-Yo IR2 can be considered more valid to predict maintenance of high exercise intensity during a match, which is an important performance measure in soccer. However, there is need of strict standardization among the evaluation procedures for stability of the measure. MHR should be observed in several situations, mainly competitive, so that the highest individual value can be reached. <![CDATA[<b>Response of the resting metabolic rate after 16 weeks of resistance training in postmenopausal women</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500011&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: As alterações corporais provenientes da menopausa como a diminuição da massa magra (MM), aumento e redistribuição da gordura corporal e diminuição do gasto energético de repouso, colaboram para o aumento nas dimensões corporais e subsequente aumento da massa corporal total. Nesse sentido, os benefícios reconhecidos do treinamento com pesos (TP) não estão atrelados apenas ao aumento da força e hipertrofia muscular, mas também à composição corporal e, consequentemente, na taxa metabólica de repouso (RMR). OBJETIVO: Avaliar a resposta da RMR após 16 semanas de TP em mulheres na pós-menopausa. MÉTODOS: Participaram 28 voluntárias, subdivididas em dois grupos: treinamento (GT n = 17) e controle (GC n = 11). O programa de TP foi realizado em três sessões semanais, em dias alternados e com duração de aproximadamente 60 min/sessão, por 16 semanas. A intensidade da carga foi determinada por meio de zona alvo de repetições máximas (RM), com reajuste semanal de carga. O consumo de oxigênio (<img src="/img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2) e da produção de gás carbônico (<img src="/img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">CO2), por meio de calorimetria indireta de circuito aberto, foi utilizado para cálculo da RMR segundo equação de Weir (1949). ANÁLISE ESTATÍSTICA: Foi utilizado pacote estatístico Bioestat na versão 5.0, com nível de significância de p < 0,05. RESULTADOS: Houve aumento significante dos valores de MM e força muscular, somente no GT. Não foram encontradas diferenças significantes para os valores da RMR após a intervenção para ambos os grupos. CONCLUSÃO: O programa de TP de 16 semanas foi eficiente para promover alterações na composição corporal e força muscular de mulheres na pós-menopausa; entretanto, não houve alteração da RMR após a intervenção.<hr/>INTRODUCTION: The physical changes from menopause such as decrease in lean mass (LM), growth and redistribution of body fat and decrease in resting energy expenditure, contribute to the increase in body size and subsequent increase in total body mass. Accordingly, the recognized benefits of resistance training (RT) are not only linked to increased strength and muscle hypertrophy, but also to body composition and consequently to the resting metabolic rate (RMR). OBJECTIVE: To evaluate the RMR response after 16 weeks of RT in postmenopausal women. METHODS: 28 female volunteers subdivided into two groups participated in the study: training (TG n = 17) and control (CG n = 11). The RT program was conducted in three weekly sessions, on alternate days and lasted approximately 60 min/session during 16 weeks. Load intensity was determined by means of target area of maximum repetitions, with weekly load readjustment. The oxygen consumption (<img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1040" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2) and carbon dioxide production (<img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1039" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">CO2), using open circuit indirect calorimetry was used to calculate the RMR according to Weir equation (1949). STATISTICAL ANALYSIS: statistical package Bioestat, version 5.0, with a significance level of p <0.05 was used. RESULTS: There was significant increase of the LM values and muscle strength in TG only. No significant differences were found for the RMR values after intervention for both groups. CONCLUSION: The RT program of 16 weeks was effective in promoting changes in body composition and muscle strength in postmenopausal women; nevertheless, there was not change in RMR after intervention. <![CDATA[<b>Relationship between oxygen uptake kinetics and the running strategy on a 10 km race</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este estudo examinou a influência da cinética on do consumo de oxigênio (<img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1082" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2) sobre a estratégia de corrida adotada durante uma corrida de 10km em corredores com diferentes níveis de desempenho. Vinte e um corredores (28,5 ± 5,3 anos; 172,6 ± 7,3cm; 66,3 ± 9,3kg) realizaram: 1) um teste com incrementos de 1,2km.h-1 a cada três min até a exaustão; 2) um teste de seis minutos de velocidade constante a 9km.h-1 para identificar a cinética do <img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1081" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2; e 3) uma simulação de prova de 10km. Os sujeitos foram divididos em moderada (MP) e baixa (BP) performance de acordo com o tempo gasto para completar a prova de 10km. A velocidade média (MP = 16,9 ± 0,8 vs. BP = 14,9 ± 1km.h-1) na prova de 10km diferenciou significativamente (p < 0,05) entre os grupos. Não foram encontradas diferenças (p &gt; 0,05) entre os grupos em nenhum dos parâmetros cinéticos analisados. Entretanto, a amplitude de aumento do <img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1080" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2 (parâmetro A1) foi inversamente correlacionado com a velocidade média (r = -0,48, p < 0,05) e com as parciais de velocidade na prova (r entre -0,44 e -0,48, p < 0,05), exceto no último trecho (r = -0,19, p &gt; 0,05). Em conclusão, a cinética do <img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1079" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2 parece não interferir na estratégia de corrida adotada em grupos de corredores com diferentes níveis de performance. Contudo, a correlação do parâmetro A1 com as parciais de velocidade sugere uma influência da economia de corrida sobre a estratégia adotada durante a prova de 10km.<hr/>This study examined the influence of the <img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1078" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2 kinetics on the running strategy adopted during a 10km running race in runners with different performance levels. Twenty-one runners (28.5 ± 5.3 years; 17.6 ± 7.3 cm; 66.3 ± 9.3 kg) performed 1) a test with increments of 1.2 km.h-1every 3 min until exhaustion; 2) one 6-min test of constant velocity at 9 km.h-1 for determination of <img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1077" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2 kinetics and; 3) a 10 km time trial simulation. The subjects were divided into two groups, Moderated Performance (MP) and Low Perfomance (LP), based on the 10-km running performance. Mean velocity (MP= 16.9 ± 0.8 vs BP= 14.9 ± 1 km.h-1) on the 10km race was significantly different (p<0.05) between groups. There were no differences (p&gt;0.05) between groups in any kinetics parameters analyzed. However, the <img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1076" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2 increase amplitude (A1 parameter) was inversely correlated with mean velocity (r= -0.48, p < 0.05) and with the partial velocities on time trial (r between -0.44 and -0.48, p < 0.05), except for the last session (r=-0.19, p &gt; 0.05). In conclusion, the correlation of A1 parameter with the partial velocities suggests an influence of running economy on the strategy adopted during the 10 km time trial. <![CDATA[<b>Index of articles H-citing</b>: <b>a contribution to the evaluation of scientific production of experienced researchers</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500013&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: Há um crescente interesse e necessidade em avaliar a qualidade da produção científica dos pesquisadores. Para tal, as métricas mais importantes são: número de citações, número médio de citações por artigo indexado e o índice-H. Contudo, essas métricas apresentam limitações na avaliação do potencial de impacto das publicações de um pesquisador, especialmente dentre aqueles mais produtivos. OBJETIVO: Propor e demonstrar a utilização de uma nova métrica científica - índice-H dos artigos citantes, que permite refinar a discriminação do impacto das publicações de pesquisadores experientes sobre o conhecimento existente em sua área. MÉTODOS: Foram analisados dados da Web of Science de 13 dentre os pesquisadores doutores brasileiros mais produtivos na área de exercício físico e esporte, incluindo: número de artigos publicados, número de citações, número médio de citações por artigos, índice-H e o índice-H dos artigos citantes, ou seja, o índice-H obtido a partir da ordenação decrescente dos artigos que citaram artigos publicados pelo pesquisador. Dados de quatro outros pesquisadores - brasileiros e estrangeiros - foram usados como marcos de referência para comparações. RESULTADOS: Os índice-H do pesquisador e o dos artigos citantes são associados (r = 0,92; p > 0,01), porém, quando são analisados os seis pesquisadores mais produtivos, com índices-H acima de 7, a associação entre os dois índices-H desaparece (r = 0,35; p = 0,49). CONCLUSÃO: O índice-H dos artigos citantes pode contribuir para diferenciar a produção científica de pesquisadores com um grande número de artigos publicados. Sugere-se a adoção de sua mensuração pelas agências brasileiras e estrangeiras de fomento e de avaliação da produção científica.<hr/>BACKGROUND: there has been an increasing interest and need in evaluating the quality of scientific papers written by researchers. Therefore, the most important measurements used are the number of citations, the average number of citations per article published in indexed journals and the H-index. Those bibliometric indicators present, however, limitations when assessing the potential impact of the publications of a given researcher, particularly among the most productive ones. OBJECTIVE: To propose and to demonstrate the use of a new scienciometric strategy - the H-index of the citing articles-, that allow to better discriminate the impact of a given researcher to the body of knowledge in the respective research area. METHODS: Research data - Web of Science - from 13 of the most productive Brazilian PhD researchers in the field of exercise and sport sciences were analyzed, including: number of publications, number of citations, average number of citations per article, H-index and the proposed H-index of citing articles (the H-index extracted from the ranking of articles that cited the papers published by a given researcher). Data from four other researchers - Brazilian and foreign - were used as reference for comparisons. RESULTS: The researcher's H-index and the H-index of the citing articles were associated (r=.92; p>.01). However, when the six most productive authors were analyzed with H-index above 7, the association between the two indexes disappears (r=.35; p=.49). CONCLUSIONS: The H-index of the citing articles can be useful to discriminate the scientific production of authors with a high number of published papers. It is suggested that this algorithm should be adopted by Brazilian and foreign financing and scientific production evaluation agencies. <![CDATA[<b>Exercise maximum capacity assessment</b>: <b>a review on the traditional protocols and the evolution to individualized models</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Os ajustes fisiológicos ao exercício têm sido extensivamente estudados. Apesar do consenso sobre a importância de testes de exercício para a avaliação do consumo máximo de oxigênio (<img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1065" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2máx), diferenças expressivas entre os protocolos utilizados podem comprometer a comparação de dados e sua utilização clínica ou funcional. A presente revisão analisou os principais protocolos correntemente utilizados na avaliação do <img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1064" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2máx, destacando suas vantagens e limitações. Além disso, compararam-se as características de protocolos escalonados em estágios com aquelas de modelos individualizados, conhecidos como protocolos em rampa. Foram revisados 102 estudos publicados entre os anos 1955 e 2009. Os resultados indicaram que, apesar de a maior parte dos estudos apontar vantagens dos protocolos em rampa sobre os mais tradicionais, há uma evidente carência de recomendações sobre diversos aspectos de sua elaboração. São raros os estudos que analisaram a influência de variáveis dos protocolos em rampa sobre os desfechos pretendidos, como o consumo máximo de oxigênio e limiares de transição metabólica. Há dúvidas acerca da melhor maneira de se determinar a capacidade máxima de exercício, velocidade inicial do teste, razão de incremento, interação velocidade/inclinação e tempo de teste. Em suma, os testes em rampa vêm sendo aplicados com base na experiência dos avaliadores, sem que haja realmente um 'protocolo' que norteie a sua montagem. Estudos que possam contribuir para o desenvolvimento de critérios mais formais e precisos para a elaboração de protocolos em rampa, portanto, fazem-se necessários.<hr/>The physiological adjustments to exercise have been extensively investigated. Despite the agreement on the importance of cardiopulmonary exercise testing to assess the maximal oxygen uptake capacity (<img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1063" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2max), expressive differences within the available protocols may compromise the comparison between studies as well as their clinical or functional utilization. The present study analyzed the most frequently used exercise testing protocols to assess the <img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1062" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2max highlighting their pros and cons. Furthermore, the characteristics of staggered protocols were compared to those of individualized models, generally referred as ramp protocols. 102 studies published between 1955 and 2009 were revised. The available studies suggest that ramp protocols would produce better results compared to more traditional staggered tests. However, there is clearly a lack of recommendations regarding the application of such individualized protocols. Very few studies investigated the influence of the testing variables on the main expected results, as <img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1061" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2max and metabolic transition thresholds. It is not clear yet which is the best strategy to determine the maximal exercise capacity, the initial speed of the test, increment ratio, interaction between speed and treadmill inclination, and total duration of the protocol. In conclusion, exercise ramp protocols have been elaborated based on the evaluator experience, since precise recommendations that would define a real 'protocol' do not exist. Studies that contribute to the development of formal and precise criteria for exercise testing ramp protocols design are therefore necessary. <![CDATA[<b>Muscle dysmorphia and use of ergogenic products</b>: <b>methodological aspects</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922011000500015&lng=en&nrm=iso&tlng=en Os ajustes fisiológicos ao exercício têm sido extensivamente estudados. Apesar do consenso sobre a importância de testes de exercício para a avaliação do consumo máximo de oxigênio (<img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1065" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2máx), diferenças expressivas entre os protocolos utilizados podem comprometer a comparação de dados e sua utilização clínica ou funcional. A presente revisão analisou os principais protocolos correntemente utilizados na avaliação do <img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1064" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2máx, destacando suas vantagens e limitações. Além disso, compararam-se as características de protocolos escalonados em estágios com aquelas de modelos individualizados, conhecidos como protocolos em rampa. Foram revisados 102 estudos publicados entre os anos 1955 e 2009. Os resultados indicaram que, apesar de a maior parte dos estudos apontar vantagens dos protocolos em rampa sobre os mais tradicionais, há uma evidente carência de recomendações sobre diversos aspectos de sua elaboração. São raros os estudos que analisaram a influência de variáveis dos protocolos em rampa sobre os desfechos pretendidos, como o consumo máximo de oxigênio e limiares de transição metabólica. Há dúvidas acerca da melhor maneira de se determinar a capacidade máxima de exercício, velocidade inicial do teste, razão de incremento, interação velocidade/inclinação e tempo de teste. Em suma, os testes em rampa vêm sendo aplicados com base na experiência dos avaliadores, sem que haja realmente um 'protocolo' que norteie a sua montagem. Estudos que possam contribuir para o desenvolvimento de critérios mais formais e precisos para a elaboração de protocolos em rampa, portanto, fazem-se necessários.<hr/>The physiological adjustments to exercise have been extensively investigated. Despite the agreement on the importance of cardiopulmonary exercise testing to assess the maximal oxygen uptake capacity (<img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1063" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2max), expressive differences within the available protocols may compromise the comparison between studies as well as their clinical or functional utilization. The present study analyzed the most frequently used exercise testing protocols to assess the <img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1062" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2max highlighting their pros and cons. Furthermore, the characteristics of staggered protocols were compared to those of individualized models, generally referred as ramp protocols. 102 studies published between 1955 and 2009 were revised. The available studies suggest that ramp protocols would produce better results compared to more traditional staggered tests. However, there is clearly a lack of recommendations regarding the application of such individualized protocols. Very few studies investigated the influence of the testing variables on the main expected results, as <img border=0 width=32 height=32 id="_x0000_i1061" src="../../../../img/revistas/rbme/v17n5/img01.jpg">O2max and metabolic transition thresholds. It is not clear yet which is the best strategy to determine the maximal exercise capacity, the initial speed of the test, increment ratio, interaction between speed and treadmill inclination, and total duration of the protocol. In conclusion, exercise ramp protocols have been elaborated based on the evaluator experience, since precise recommendations that would define a real 'protocol' do not exist. Studies that contribute to the development of formal and precise criteria for exercise testing ramp protocols design are therefore necessary.