Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Sa├║de Materno Infantil ]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1519-382920140002&lang=en vol. 14 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Climate, peace and health]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292014000200115&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Characteristics of school violence in Brazil: a systematic review of quantitative studies]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292014000200119&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos: dimensionar e identificar fatores associados à violência escolar no Brasil descritos na literatura. Métodos: foram selecionados artigos com dados quantitativos sobre violência escolar no Brasil e indexados nas bases de dados SciELO, LILACS e PubMed, até maio de 2013, sem restrição temporal para o início. A seleção de artigos e a extração dos dados foram realizadas de modo independente por duas pesquisadoras e as inconsistências resolvidas por consenso. Resultados: vinte e quatro estudos cumpriram os critérios de inclusão. A maioria destes foi desenvolvida com alunos do ensino fundamental em escolas públicas localizadas no Sul e no Sudeste brasileiro e durante os anos 2000. A definição de violência escolar e as modalidades estudadas diferiram entre os artigos analisados. A violência psicológica e a física foram as mais abordadas. O bullying destacou-se como modalidade específica da violência escolar. Ser do sexo masculino e ter vivenciado situações de violência na família foram os fatores mais freqüentemente associados à violência escolar. Conclusões: a presente revisão detectou poucos estudos quantitativos sobre violência em escolas brasileiras, sobretudo entre professores. É necessário estabelecer critérios para o estudo desse fenômeno, que permitam comparação de sua ocorrência no tempo e no espaço. <hr/> Objectives: to measure and identify factors associated with school violence in Brazil, as reported in the literature. Methods: articles containing quantitative data on school violence in Brazil were selected from the SciELO, LILACS and PubMed databases, up to May 2013. The selection of articles and extraction of data were carried out independently by two researchers and inconsistencies resolved by consensus. Results: twenty-four studies met the inclusion criteria. Most of these studies were carried out among basic education students in public schools in the South and Southeast regions of Brazil in the 2000s. School violence was defined differently and different types studied in the articles examined. Psychological and physical violence were the most common forms addressed. Bullying was commonly cited as a specific kind of school violence. Being male and having been subjected to abuse in the family were the factors most frequently associated with school violence. Conclusions: the present review noted the paucity of quantitative studies of violence in Brazilian schools, especially among teachers. There is a need to establish criteria for the study of this phenomenon, in order to compare its geographical and temporal distribution. <![CDATA[The classification of infant deaths in Belo Horizonte: the use of the updated list of causes of death that could be avoided by Brazilian National Health Service interventions]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292014000200137&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos: analisar os óbitos de menores de um ano residentes em Belo Horizonte, segundo critérios de evitabilidadepropostos na Atualização da Lista de Causas de Mortes Evitáveis por Intervenção do Sistema Único de Saúde. Métodos: estudo descritivo que utilizou dados dos bancos dos Sistemas de Informação sobre Mortalidade e sobre Nascidos Vivos do Ministério da Saúde (DATASUS), no período de 2006 a 2011. As causas básicas de morte foram classificadas segundo critérios de evitabilidade. Foram calculados os coeficientes de mortalidade, a mortalidade proporcional por componentes e por principais grupos de causas. Resultados: o coeficiente de mortalidade infantil apresentou decréscimo de (18,7%) no período. Dentre as causas evitáveis, observou-se que as taxas declinaram nos subgrupos: reduzíveis por ações adequadas de diagnóstico e tratamento (38,8%) e reduzíveis por adequada atenção ao feto e ao recém nascido (30,6%). Os subgrupos reduzíveis por adequadas atenção à mulher na gestação e ações de promoção a saúde, vinculadas às ações de atenção cresceram (17,1% e 22,7%), respectivamente. Conclusões: a utilização da referida lista, permitiu identificar quais óbitos são mais passíveis de prevenção e avaliar qual categoria requer maior investimento para redução da mortalidade. Mostrou boa aplicabilidade para evitabilidade de óbitos nos recém-nascidos menores de 1000 gramas. <hr/> Objectives: to examine deaths among infants under one year of age living in Belo Horizonte according to the avoidability criteria proposed in the Updated List of Causes of Death that could be avoided by Brazilian National Health Service Intervention. Methods: a descriptive study was carried out using data from the Mortality Information and Live Births databases of the Brazilian Ministry of Health (DATASUS), between 2006 and 2011. The basic causes of death were classified according to avoidability criteria. Mortality and proportional mortality coefficients were calculated for components and principal groups of causes. Results: the infant mortality rate decreased by 18.7% during the period studied. Rates for avoidable causes declined in the following subgroups: reducible by adequate diagnosis and treatment (38.8%) and reducible by adequate care for the fetus and newborn (30.6%). The reducible by adequate care for the pregnant woman and action to promote health related to care subgroups increased by 17.1% and 22.7%), respectively. Conclusions: the use of the list made it possible to identify which deaths could be prevented and to assess which category requires greater investment to reduce mortality. It was shown to be especially applicable to avoiding deaths among newborns weighing less than 1000 grams. <![CDATA[Urinary incontinence during pregnancy: the effects on quality of life]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292014000200147&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos: comparar a qualidade de vida de gestantes com e sem perda urinaria, identificando os principais fatores que interferem negativamente na qualidade de vida durante essa fase de vida da mulher. Métodos: foram incluídas 15 gestantes com queixa de perda urinaria e presença de sintomas miccionais e 25 gestantes sem queixa miccional, avaliadas em dois momentos, na 24-28" e 34-36" semana gestacional. As avaliações consistiram na aplicação de dois questionários de qualidade de vida (King Health Questionnaire e o World Health Organization Quality of Life). Os dados foram tabulados no Excel e analisados estatisticamente no programa Statistica. Adotou-se um nível de significância de 5%. Resultados: as gestantes sem sintomas miccionais apresentaram melhor qualidade de vida em relação àquelas com sintomas miccionais nos domínios físico, social e ambiental. Para as gestantes com sintomas miccionais ocorreu piora dos escores dos domínios percepção geral de saúde e impacto da incontinência entre a 1" e 2" avaliação. Conclusões: a perda urinária reduz a qualidade de vida das gestantes. Outros fatores como o suporte social e emoções também podem ter impactos negativos na qualidade de vida durante a gestação. <hr/> Objectives: to compare the quality of life of pregnant women with and without urinary incontinence, identifying the principal factors that have a negative influence on quality of life during this phase of a woman's life. Methods: the study recruited 15 pregnant women who had complained of urinary incontinence and 25 who had not experienced such symptoms and assessed them during two periods, between the 24th and 28th week of pregnancy and between the 34th and 36th. The study used two quality of life questionnaires (the King Health Questionnaire and the World Health Organization Quality of Life Questionnaire). The data were tabulated using Excel and statistical analysis was carried out using the Statistica software package. The level of significance was set at 5%. Results: the pregnant women without symptoms of urinary incontinence had a better quality of life than those with such symptoms in the physical, social and environmental sections. The pregnant women with symptoms of urinary incontinence had lower scores for general perception of health and the impact of incontinence between the first and second evaluation. Conclusions: urinary incontinence reduces the quality of life ofpregnant women. Other factors, such as lack of social and emotional support, may also have a negative impact on quality of life during pregnancy. <![CDATA[Accidental non-hospital birth as an indicator of risk of infant mortality]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292014000200155&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos: analisar diferenças na mortalidade infantil, segundo local do parto, no Estado de São Paulo (2009). Métodos: coorte de 252.201 nascidos vivos (NV) por parto vaginal, vinculados a 3289 óbitos infantis, por técnica determinística, divididos em: nascidos em hospitais (250.850) e em domicílio/outro local (1351). Foram calculadas probabilidades de morte e os riscos relativos (RR) e para avaliar o efeito de covariáveis sobre o óbito, utilizou-se modelo de regressão logística multinomial. Resultados: 0,5% NV ocorreram em domicílio/outro local e apresentaram maior probabilidade de morte (45,2 por mil NV) do que os nascidos em hospitais (12,9). A mortalidade foi maior para os nascimentos fora do hospital em todos os componentes da mortalidade infantil: neonatal precoce (RR=3,9), neonatal tardio (RR=2,6) e pós-neonatal (RR=3,4). A probabilidade de morte diminuiu conforme aumentou o peso ao nascer, porém o risco de morte dos NV ≥2500 g em domicílio/outro local foi duas vezes maior que nos partos hospitalares. Após ajuste, nascer fora do hospital permaneceu como risco apenas para a mortalidade pós-neonatal. Conclusões: embora reduzidos, os partos fora do hospital apresentam maior risco de morte, inclusive no período pós-neonatal, sugerindo que há barreiras de acesso não só durante o pré-natal e parto, mas que estas persistem na atenção à criança no primeiro ano de vida. <hr/> Objectives: to examine diferences in infant mortality rates by place of birth, in the State of São Paulo (2009). Methods: a cohort of all 252,201 live vaginal births, with 3,289 infant deaths, was obtained from a deterministic linkage and divided into those born in hospital (250,850) and those born at home or else-where (1351). The probability of death and relative risk (RR) were calculated and a multinomial logistic regression model was used to assess the effect of co-variables on mortality. Results: 0.5% live births occurred in the home or elsewhere outside the hospital and presented a greater likelihood of mortality (45.2 per thousand live births) compared with those born in hospital (12.9). Mortality was higher for births outside of hospital for all types of infant mortality: early neonatal (RR=3.9), late neonatal (RR=2.6) and post-neonatal (RR=3.4). The likelihood of death diminished as birth weight increased, although the risk of death for live births ≥2500 g in the home or elsewhere was twice as high as for hospital births. After adjustment, being born outside of hospital continued to be a risk factor for post-neonatal mortality. Conclusions: although few in number, births outside of hospital present a greater risk of death, including post-neonatal mortality, suggesting that there are barriers to access not only during the prenatal period and delivery, but also throughout the first year of life. <![CDATA[The organizational context of the Live Births Information System according to municipal health workers]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292014000200165&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos: compreender o contexto organizacional do Sistema de Informação sobre os Nascidos Vivos (Sinasc), em municípios de Minas Gerais (MG), em 2010. Métodos: pesquisa de abordagem qualitativa realizada em municípios dotados de estabelecimentos de saúde onde ocorriam partos e que tinham o Sinasc descentralizado. Foram entrevistados 30 profissionais de saúde e os depoimentos obtidos, submetidos à análise de conteúdo temática. Resultados: as categorias de análise exploradas foram a importância da informação para a gestão em saúde, a gestão técnica da informação e os atributos organizacionais. Os profissionais entrevistados consideraram o Sinasc como o melhor sistema informacional descentralizado, mas apontaram a pouca valorização e a subutilização das informações produzidas na vigilância em saúde. A baixa qualificação profissional, limitações na infra-estrutura e no processo de produção e gestão das informações sinalizaram a insuficiência da organização do Sinasc. Conclusões: apesar dos avanços obtidos com a descentralização do Sinasc, os serviços municipais vêm enfrentando problemas relacionados à produção e gerenciamento dos dados. É preciso maior apoio institucional, melhoria dos recursos materiais, gestão de pessoas e de recursos processuais, adequados para a realização da prática informacional e para a apropriação do seu produto no monitoramento, avaliação e planejamento de ações e serviços de saúde maternoinfantil. <hr/> Objectives: to understand the organizational context of the Live Births Information System (Sinasc), in the municipalities of the Brazilian State of Minas Gerais (MG), in 2010. Methods: a qualitative study was carried out in municipalities with health services where births occurred which adopted a decentralized Sinasc. Thirty health workers were interviewed and their comments submitted to thematic content analysis. Results: the categories analyzed were the importance of information for health management, the technical management of information and organizational features. The health workers interviewed considered Sinasc to be the best decentralized information system, but remarked that information produced by health surveillance is undervalued and underused. Poor professional training, limited infrastructure and information production and management were seen to be shortcomings of the Sinasc system. Conclusions: despite progress in the decentralization of the Sinasc, municipal services have encountered problems relating to the production and management of data. There is a need for greater institutional support, improved material resources, human resource and procedure management, appropriate for information collection and the use of this information to monitor, evaluate and plan maternity services. <![CDATA[Anthropometric indicators for prediction of metabolic syndrome in children and adolescents: a population-based study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292014000200173&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos: avaliar a capacidade dos indicadores antropométricos e pontos de corte na predição da síndrome metabólica (SM) em crianças e adolescentes. Métodos: estudo transversal, envolvendo amostra probabilística de 879 crianças e adolescentes de ambos os sexos. Dados metabólicos, antropométricos e sociodemográficos foram coletados. Para diagnóstico da SM, foi utilizada a definição modificada do National Cholesterol Education Program's Adult Treatment Panel III (NCEP-ATP III). A capacidade dos indicadores antropométricos na predição do SM foi avaliada por meio da curva Receiver Operating Characteristic (ROC). Resultados: a prevalência de SM foi de 6,6%. Na predição da SM, a área sob a curva ROC foi de 0,79 (0,72; 0,85) para índice de massa corporal (IMC), de 0,79 (0,73; 0,85) para circunferência da cintura (CC) e de 0,83 (0,78; 0,89) para circunferência da cintura corrigida pela estatura (RCE). O ponto de corte identificado para RCE na predição da SM foi de 0,448 (ambos os gêneros). Conclusões: todos os indicadores antropométricos utilizados, com pequena superioridade da RCE, foram bons preditores da SM. O ponto de corte identificado para RCE na predição da SM aproxima-se daquele proposto por alguns autores como universal. Sugere-se o uso deste índice dado a sua simples operacionalidade em estudos clínicos e epidemiológicos como preditor da SM. <hr/> Objectives: to assess the capacity of anthropometric indicators to predict metabolic syndrome in children and adolescents and to establish cut-off points. Methods: a cross-sectional study was carried out with a probabilistic sample of 879 children and adolescents of both sexes. Metabolic, anthropometric and socio-demographic data were gathered. Diagnosis of metabolic syndrome was carried out using the modified definition of the National Cholesterol Education Program 's Adult Treatment Panel III (NCEP-ATPIII). The capacity of anthropometric indicators to predict metabolic syndrome was assessed using the Receiver Operating Characteristic (ROC) curve. Results: the prevalence of metabolic syndrome was 6.6%. For prediction of metabolic syndrome, the area under the ROC curve was 0. 79 (0. 72; 0.85) for body mass index, 0. 79 (0.73; 0.85) for waist circumference and 0.83 (0.78; 0.89) for waist circumference corrected for height. The cut-off point identified for waist circumference corrected for height for prediction of metabolic syndrome was 0.448 (for both sexes). Conclusions: all anthropometric indicators used were good predictors of metabolic syndrome, with slightly better results for waist circumference corrected for height. The cut-off point identified for waist circumference corrected for height for prediction of metabolic syndrome was similar to the standard proposed by other authors. It is suggested that this indicator be used in clinical and epidemiological studies as a predictor of metabolic syndrome, since it is simple to measure.