Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1519-382920190002&lang=pt vol. 19 num. 2 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Infecções arbovirais: importância de maior atenção sobre sua grave ameaça à saúde materna e do concepto]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292019000200271&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Associação entre o Índice de Qualidade da Dieta Adaptado para Gestantes (IQDAG) e o excesso de peso materno]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292019000200275&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives: to investigate the relationship between the Diet Quality Index Adapted for Pregnant Women (IQDAG) and excess maternal body weight. Methods: a cross-sectional study was conducted with 754 adult pregnant women, in Ribeirão Preto, São Paulo, between 2011 and 2012. The criteria proposed by Atalah were used to classify the body mass index (BMI). Adjusted multinomial logistic regression models were employed to investigate the relationship between the IQDAG and being overweight and obese, estimating the odds ratio (OR) and the 95% confidence interval (CI95%). Results: the mean (SD) age of women was 28 (5) years, 33.4% were overweight and 25.6% obese. The pregnant women with higher scores in the IQDAG were less likely to be overweight [OR= 0.56 (CI95% = 0.37-0.85)] or obese [0.43 (0.26-0.71)]; those with higher scores in the "Fiber" [0.51 (0.33; 0.78)] and "Iron" [0.62 (0.40-0.96)] components were less likely to be overweight. However, women with higher scores in the percentage of energy from ultra-processed foods were more likely to be overweight [1.72 (1.10-2.94)] or obese [5.24 (2.80-9.80)], when compared to women with lower scores. Conclusions: poorer quality maternal diets were observed among the women who were overweight and obese during pregnancy.<hr/>Resumo Objetivos: investigar a relação entre o Índice de Qualidade da Dieta Adaptado para Gestantes (IQDAG) e o excesso de peso materno. Métodos: estudo transversal conduzido entre 754 gestantes adultas em Ribeirão Preto, SP, entre 2011 e 2012. Os critérios propostos por Atalah foram empregados para a classificação do índice de massa corporal (IMC). Modelos de regressão logística multinomial ajustados foram utilizados para investigar a relação da pontuação do IQDAG com o sobrepeso e obesidade, estimando-se o odds ratio (OR) e seu intervalo de confiança de 95% (IC95%). Resultados: a média (DP) de idade das mulheres foi de 28 (5) anos, 33,4% e 25,6% eram portadoras de sobrepeso e obesidade, respectivamente. As gestantes com maior pontuação do IQDAG apresentaram menor chance de sobrepeso [OR= 0,56 (IC95%= 0,37-0,85)] e obesidade [0,43 (0,26-0,71)]; as com maior pontuação para os componentes "Fibras" [0,51 (0,33-0,78)] e "Ferro" [0,62 (0,40-0,96)] apresentaram menor chance de sobrepeso. Em contrapartida, mulheres com maior pontuação para o percentual do valor energético proveniente dos alimentos ultraprocessados apresentaram maior chance de sobrepeso [1,72 (1,10-2,94)] e obesidade [5,24 (2,80-9,80)], quando comparadas com as mulheres com menor pontuação. Conclusões: pior qualidade da dieta materna foi observada entre as mulheres portadoras de sobrepeso e obesidade no período gestacional. <![CDATA[Ecuadorian infant mortality linked to socioeconomic factors during the last 30 years]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292019000200295&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives: to analyze the difference among geographical units and the evolution of infant mortality rate (IMR) based on Ecuadorian censuses (1990-2001-2010). Methods: artificial Neural Network analyzed the impact of sociodemographic factors over the variability of IMR. Poisson regression analyzed the variation of the standardized IMR (sIMR). Results: the decrease in the national IMR was 63.8%; however, 42.8% provinces showed an increase in 2001-2010. The variability was explained mainly by illiteracy decrease. The adjusted RR between provincial sIMR with illiteracy and poverty revealed a trend towards the unit. Conclusions: the variation of IMR reflects a complex interaction of the sociodemographic factors.<hr/>Resumen Objetivos: analizar las diferencias de la evolución de la tasa de mortalidad infantil (TMI) entre unidades geográficas basada en los censos ecuatorianos (1990-2001-2010). Métodos: la red neuronal artificial analizó el impacto de los factores sociodemográficos sobre la variabilidad de la TMI. La regresión de Poisson analizó la cuantificación de la variación de la TMI estandarizada (TMIs). Resultados: la disminución en la TMI nacional fue de 63.8%; sin embargo, 42.8% de las provincias mostraron un incremento en el periodo 2001-2010. La variabilidad se explica principalmente por la disminución del analfabetismo. El RR ajustado entre TMIs provincial con analfabetismo y pobreza reveló una tendencia hacia la unidad. Conclusiones: la variación de la TMI refleja una interacción compleja de los factores sociodemográficos estudiados. <![CDATA[Prevalência e fatores determinantes do uso de chupetas e mamadeiras: um estudo no sudoeste baiano]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292019000200311&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives: to assess the use of pacifier and feedingbottle and their determinants in children from a municipality of Southwest Bahia. Methods: a cross-sectional study was performed with 354 children younger than 12 months old. The event was categorized in: exclusive use of pacifier, exclusive use of feeding bottle,use of pacifier and feeding bottle, and not use any of them. Multinomial analysis with logistic regression was applied, and those who did not use any artificial nipples were thereference variable. Results: it was observed that 11.9% of the children exclusively used pacifiers, 21.2% only use bottles and 32.8% used both of them. The following factors were associated with the exclusive use of pacifiers: low maternal schooling level (eight or less years of education), lack of previous experience with breastfeeding, difficulty in postpartum breastfeeding, and lack of incentive to breastfeeding in puericulture. The exclusive use of feeding bottle was associated with unmarried mothers, aged 35 years old or older, and with less years of education (eight or less years). Women who worked outside home and had difficulty in breastfeeding had greater chance of giving both artificial nipples to the children. Conclusions: the findingspresent different featuresrelated to the exclusive or combined use of pacifiers and feeding bottles, being important to direct health professionals conducts towards mothers’ orientation.<hr/>Resumo Objetivos: avaliar o uso de chupeta e mamadeira e seus determinantes em crianças de um município da região Sudoeste da Bahia. Métodos: estudo transversal realizado com 354 crianças menores de 12 meses. O evento foi categorizado em uso de chupeta exclusivo, uso de mamadeira exclusiva, uso de chupeta e mamadeira e não faz uso de ambas. Empregou-se análise multinomial com regressão logística tendo os que não usavam bicos artificiais como variável de referência. Resultados: observou-se que 11,9% das crianças faziam uso exclusivo de chupeta, 21,2% de mamadeira, 32,8% de ambos. Estiveram associadas ao uso exclusivo de chupeta: uma menor escolaridade materna (oito ou menos anos de estudo), ausência de experiência anterior com amamentação, dificuldade de amamentar no pós-parto e falta de incentivo à amamentação na puericultura. O uso exclusivo de mamadeira foi associado a mães sem companheiro, com idade de 35 anos ou mais e com menor escolaridade (oito ou menos anos de estudo). Mulheres que trabalhavam fora do lar e que tiveram dificuldade de amamentar apresentaram maior chance de fazerem uso de ambos os bicos artificiais. Conclusões: os resultados mostram características diferentes em relação ao uso exclusivo ou conjunto de bicos e mamadeiras, sendo importantes para direcionar as condutas dos profissionais de saúde para as orientações as mães. <![CDATA[Sinais de alerta e de trabalho de parto: conhecimento entre gestantes]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292019000200335&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives: ididentify the scores on the pregnant women’s knowledge on the signs of alert and labor and correlate the scores with the maternal age, number of children and the guidance they received during pregnancy. Methods: this is a descriptive, cross-sectional study with a quantitative approach on pregnant women's previous knowledge of the signs of alert and labor performed with 100 pregnant women on their 30th week of gestation at the Hospital de Clínicas da UFTM (Clinical Hospital). The data collection was carried out from April to June 2016, using a semi-structured instrument tested as a pilot study. Results: only 21% of the pregnant women reported taking part in the pregnant women's group; 61% of them referred to not receiving any information on the signs of alert and labor. A statistically significant association was verified between the number of correct answers and the guidance they received during prenatal consultations. However, there was no correlation between the correct scores on maternal age and the number of children. Conclusions: the pregnant women who did not receive any kind of guidance, they had lower scores on the correct answers, which shows the importance of guiding them about Health Education during their prenatal consultations.<hr/>Resumo Objetivos: identificar escores de conhecimento de gestantes sobre os sinais de alerta e de trabalho de parto e correlacionar escores de acerto com a idade materna, o número de filhos e o recebimento de orientações durante a gestação. Métodos: trata-se de um estudo de abordagem quantitativa, transversal, sobre o conhecimento prévio acerca dos sinais de alerta e de trabalho de parto realizado com 100 gestantes, a partir da 30ª semana gestacional, no Hospital de Clínicas da UFTM. A coleta de dados foi realizada no período de abril a junho de 2016 por meio de instrumento semiestruturado, testado mediante estudo piloto. Resultados: apenas 21% das gestantes relataram a participação em grupo de gestantes e 61% referiram não ter recebido nenhum tipo de informação sobre os sinais de alerta e de trabalho de parto. Verificou-se uma associação estatisticamente significante entre o número de acertos e as orientações recebidas durante o pré-natal. Entretanto, não houve correlação entre escores de acerto e a idade materna e o número de filhos. Conclusões: gestantes que não receberam orientações tiveram escores de acertos mais baixos o que demonstra a importância da Educação em Saúde durante o pré-natal. <![CDATA[Relação entre o estado nutricional pré-gestacional e o tipo de processamento de alimentos consumidos por gestantes de alto risco]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292019000200351&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives: to relate pregestational nutritional status, maternal age and number of pregnancies to the distribution of macronutrients and micronutrients according to the type of processing offoods consumed by high-risk pregnant women. Methods: a retrospective cross-sectional study was carried out with data from medical records of 200 pregnant women served by a public outpatient clinic in Rio Grande do Sul from 2014 to 2016. Results: the mean percentages of lipids, monounsaturated fatty acids, polyunsaturated fatty acids and sodium intake were higher among ultra-processed foods. There was a significant inverse correlation between maternal age and total calorie intake (p=0.003) and percentage of carbohydrates (p=0.005) and proteins (p=0.037) from ultra-processed foods. There was also a significant association between pregestational nutritional status and total calorie intake (p=0.018) and percentage of carbohydrates (p=0.048) from ultra-processed foods. Conclusions: the mean percentages of lipids, monounsaturated fatty acids, polyunsaturated fatty acids and sodium intake were higher among ultra-processed foods. It was observed that the older the maternal age of high-risk pregnant women, the lower the intake of total calories and percentages of carbohydrates and proteins from ultra-processed foods. It was also observed that pregestational nutritional status was significantly associated with the intake of total calories and percentage of carbohydrates from ultra-processed foods.<hr/>Resumo Objetivos: relacionar o estado nutricional pré-gestacional, a idade materna e o número de gestações com a distribuição de macronutrientes e micronutrientes conforme o tipo de processamento dos alimentos consumidos por gestantes de alto risco. Métodos: estudo retrospectivo transversal, realizado a partir de dados de prontuários de 200 gestantes atendidas em um ambulatório público do Rio Grande do Sul, no período de 2014 a 2016. Resultados: a média de consumo em percentuais de lipídios, ácidos graxos monoinsaturados, poli-insaturados e sódio foi maior entre os alimentos ultraprocessados. Observou-se correlação significativamente inversa entre a idade materna e o consumo de calorias totais (p=0,003), percentuais de carboidratos (p=0,005) e proteínas (p=0,037) provenientes de alimentos ultraprocessados. Verificou-se também associação significativa entre o estado nutricional pré-gestacional e o consumo de calorias totais (p=0,018) e percentual de carboidrato (p=0,048) provenientes de alimentos ultraprocessados. Conclusões: a média de consumo em percentuais de lipídios, ácidos graxos monoinsaturados, poli-insaturados e sódio foi maior entre os alimentos ultraprocessados, verificou-se que quanto maior a idade materna da gestante de alto risco, menor é o consumo de calorias totais, percentuais de carboidratos e proteínas, oriundos dos alimentos ultraprocessados e identificou-se também que o estado nutricional pré-gestacional possui associação significativa com o consumo de calorias totais e percentual de carboidrato provenientes de alimentos ultraprocessados. <![CDATA[Posse e preenchimento da Caderneta da Gestante em quatro inquéritos de base populacional]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292019000200375&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives: to measure the prevalence of acquiring and evaluating the level of completion of the pregnant women's medical booklet on the occasion of childbirth in Rio Grande, Brazil. Methods: this is a cross-sectional study including all puerperals residing in this municipality in 2007, 2010, 2013 and 2016. The mothers were interviewed at the only two local maternities up to 48 hours after childbirth. The data from the pregnant woman’s medical booklet were copied on a standard form. The chi-square test was used to compare proportions. Results: 10,242 pregnant women were included in this study. Of these, 54.8% (CI95%=53.8%-55.7%) had their pregnant woman's medical booklet with them at the time of admission. The completion pattern of the pregnant woman's medical booklet is divided into three groups, namely: with at least 95%: date of the last consultation visit, maternal height and blood pressure verification, uterine height, cardio-fetal heart rate and the Rh factor; 85% or more: date of the last menstruation, qualitative urine test, VDRL and HIV; and less than 30%: performance of clinical breast examination and cytopathology of the uterine cervix. In the private sector, the acquisition of the pregnant woman's medical booklet was 41% lower than at the public sector (62% vs. 44%). Conclusions: the use of the pregnant woman's medical booklet and its completion were lower than expected on several items. Local managers need to work together with the health professionals and these health professionals should work with the mothers to promote the full use of this essential document for the maternal and child's health.<hr/>Resumo Objetivos: medir prevalência de posse e avaliar preenchimento da Caderneta da Gestante (CG) por ocasião do parto em Rio Grande, RS. Métodos: estudo transversal incluindo todas as puérperas residentes nesse município em 2007, 2010, 2013 e 2016. As mães foram entrevistadas nas duas únicas maternidades locais em até 48 horas após o parto. As informações da CG foram copiadas em formulário padrão. Na comparação de proporções utilizou-se teste qui-quadrado. Resultados: participaram deste estudo 10.242 parturientes. Destas, 54,8% (IC95%=53,8%-55,7%) portavam CG ao hospitalizar. O padrão de preenchimento da caderneta pode ser dividido em três grupos: com pelo menos 95%: data da última consulta, altura materna e verificação da pressão arterial, altura uterina, batimento cardiofetal e fator Rh; com 85% ou mais: data da última menstruação, exame qualitativo de urina, testagem para VDRL e HIV e com menos de 30%: realização de exame clinico das mamas e citopatológico de colo uterino. No setor privado, a posse da CG foi 41% menor em relação ao setor público (62% versus 44%). Conclusões: a utilização da CG e seu preenchimento para diversos itens estão aquém do esperado. Gestores locais precisam atuar junto aos profissionais de saúde, e estes junto às mães para o uso pleno desse documento essencial à saúde materno-infantil. <![CDATA[Desigualdades socioeconômicas na mortalidade por câncer de mama em microrregiões do Nordeste brasileiro]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292019000200391&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives: to evaluate the relation between the corrected mortality rates on breast cancer and the indicators of elderly women's living conditions in the Northeast micro-regions of Brazil . Methods: an ecological study was adopted in 2010 and 2015 for 188 micro-regions in the Northeast using structural equation modeling. The data on the population, deaths and indicators on living conditions were extracted from the IBGE, SIM/MS, and SISAP-Idoso (elderly), respectively. The under-registration of death data on breast cancer, badly defined death causes and garbage codes were corrected. The standardized mortality rates were calculated to permit time-space comparison. Results: the recovery of a considerable number of deaths was made possible to obtain a greater accuracy in the mortality rates estimation in micro-regions level. An increase in the mortality rates was observed at the time. The structural equation modeling presented a robust model with significance for some indicators on living conditions. The rates were higher in the micro-regions with lower percentage of illiterate elderly women, lower percentage of elderly women living in poverty, lower dependency ratio, and higher percentage of elderly women living at home with running water. Conclusions: the results showed an increased trend of elderly women dying of breast cancer in the region and with higher levels in the micro-regions with better indicators on living conditions.<hr/>Resumo Objetivos: avaliar a relação entre as taxas corrigidas de mortalidade por câncer de mama e indicadores de condições de vida das idosas das microrregiões do Nordeste brasileiro. Métodos: adotou-se um estudo ecológico nos anos de 2010 e 2015 para as 188 microrregiões do Nordeste utilizando a modelagem de equações estruturais. Os dados de população, óbitos e indicadores de condições de vida foram extraídos do IBGE, SIM/MS e SISAP-Idoso, respectivamente. Os dados de óbitos por câncer de mama foram corrigidos para subregistro, óbitos mal definidos e códigos garbage. Calcularam-se taxas padronizadas de mortalidade para permitir a comparação tempo-espacial. Resultados: a recuperação de um número considerável de óbitos possibilitou obter uma maior acurácia na estimação das taxas de mortalidade em nível de microrregiões. Um aumento nas taxas de mortalidade foi observado no período. A modelagem de equações estruturais apresentou um modelo robusto com significância para alguns indicadores de condições de vida. As taxas foram mais elevadas em microrregiões com menor percentual de idosas analfabetas, menor percentual de idosas em situação de pobreza, menor razão de dependência e maior percentual de idosas residentes em domicílios com água encanada. Conclusões: os resultados apontaram uma tendência de aumento das mortes de idosas por câncer de mama na região, com níveis maiores nas microrregiões com melhores indicadores de condições de vida. <![CDATA[Fatores associados aos desfechos desfavoráveis provocados pela Sífilis na gestação]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292019000200411&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objective: to analyze factors associated with unfavorable outcomes caused by syphilis infection in pregnancy. Methods: descriptive study carried out from May to August 2014, in public maternity hospitals. A questionnaire was administered to all women with a reactive Venereal Disease Research Laboratory (VDRL) test result and the data were supplemented with information from medical records and prenatal files. The bivariate analysis was performed using Pearson's chi-square or Fisher's exact test. For the multivariate analysis, was used through the logistic regression model. Results: a total of 137 puerperal women participated in the study, of which 14.3% had an unfavorable outcome, namely: stillbirth (2.9%), preterm birth (8.8%) and low birth weight (2.9%). In the multivariate analysis the odds ratio for the prevalence of an unfavorable outcome was three-fold higher in women who did not undergo a second VDRL test (OR=3,54; IC95% 1,04-15,33) and two-fold higher in women with a VDRL titer &gt;1:8 (OR=2,15; IC95% 1,11-11,2). Conclusions: The unfavorable outcomes occurred in women who did not undergo the second VDRL test and those whose VDRL titer was &gt;1:8 performed in the maternity hospital.<hr/>Resumo Objetivos: analisar os fatores associados aos desfechos desfavoráveis provocados pela sífilis na gestação. Métodos: estudo descritivo realizado entre maio a agosto de 2014, em maternidades públicas. Foi aplicado um questionário a todas as mulheres que apresentaram exame de Venereal Disease Research Laboratory (VDRL) reagente e os dados foram complementados com informações dos prontuários e cartões de pré-natal. Para análise bivariada utilizou-se o teste do qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher. Para análise multivariada utilizou-se a regressão logística. Resultados: participaram do estudo 137 puérperas e, destas, 14,3% apresentaram algum desfecho desfavorável, a saber: natimortalidade (2,9%), prematuridade (8,8%) e baixo peso ao nascer (2,9%). Na análise multivariada, a razão de chance de prevalência do desfecho desfavorável foi três vezes maior em mulheres que não realizaram um segundo VDRL (OR=3,54; IC95% 1,04-15,33) e duas vezes maior em mulheres cuja titulação do VDRL foi maior que 1:8 (OR=2,15; IC95% 1,11-11,2). Conclusões: os desfechos desfavoráveis ocorreram em mulheres que não realizaram o segundo VDRL e cuja titulação desse exame realizado na maternidade foi superior a 1:8. <![CDATA[Influência dos fatores socioeconômicos na percepção de sintomas cócleo-vestibulares e na adesão ao tratamento do hipotireoidismo congênito]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292019000200431&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives: to verify if there is an association between socioeconomic factors and adherence to treatment in congenital hypothyroidism and to verify if there is an association between socioeconomic factors and vestibulocochlear symptoms noticed by parents/caregivers of children diagnosed with congenital hypothyroidism. Methods: a cross-sectional, exploratory and descriptive study, with a convenience sample. The sample consisted of 108 children with clinical and laboratory diagnosis of congenital hypothyroidism, of both sexes, aged ≥ 5 years. The researchers applied a structured questionnaire to parents/caregivers, consisting of closed and objective questions about the presence or absence of tinnitus, hearing loss and dizziness/vertigo in children with congenital hypothyroidism. Results: There was no association between socioeconomic factors and adherence to treatment or perception of cochlear-vestibular symptoms. Conclusions: socioeconomic factors did not influence treatment adherence or perceived cochlear-vestibular symptoms by caregivers of children with congenital hypothyroidism.<hr/>Resumo Objetivos: verificar se existe associação entre fatores socioeconômicos e adesão ao tratamento no hipotireoidismo congênito e verificar se existe associação entre fatores socioeconômicos e sintomas vestibulococleares percebidos pelos pais / cuidadores de crianças diagnosticadas com hipotireoidismo congênito. Métodos: estudo transversal, exploratório e descritivo, com amostra de conveniência. A casuística foi composta por 108 crianças com diagnóstico clínico e laboratorial de hipotireoidismo congênito, de ambos os sexos com idade ≥ 5 anos. Foi aplicado um questionário estruturado para os pais/cuidadores, formado por questões fechadas e objetivas sobre a presença ou ausência de zumbido, hipoacusia e tontura/vertigem nas crianças com hipotireoidismo congênito. Resultados: não houve associação entre fatores socioeconômicos e adesão ao tratamento ou percepção dos sintomas cócleo-vestibulares. Conclusões: os fatores socioeconômicos não influenciaram na adesão ao tratamento nem na percepção de sintomas cócleo-vestibulares pelos cuidadores de crianças com hipotireoidismo congênito. <![CDATA[Avaliação da atenção ao pré-natal na Atenção Básica no Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292019000200447&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives: to evaluate prenatal care in Primary Care by identifying the aspects that influence structural and operational adequacy. Methods: evaluation research with analysis of 4,059 municipalities that joined the 2nd cycle of the Program for Improving Access and Quality in Primary Care in 2013-2014. The evaluative model composed of 19 indicators grouped in structural aspects and operational aspects dimensions was validated in a consensus conference. Data analysis was descriptive, with the issuance of value judgment. Results: in structural aspects, 32.6% of the municipalities presented adequacy, whilst in operational ones, only 24.1%. In the general prenatal evaluation, less than a quarter (24.6%) of the municipalities was adequate, those with up to 10 thousand inhabitants had a higher percentage of adequacy (41.6%). The South region presented adequacy of 33.8%, considering all sizes. Conclusions: most municipalities presented low adequacy in prenatal care, with better performance of structural aspects. Smaller municipalities presented better results in all analyzed items. Structural aspects and general evaluation of prenatal care are highlighted in the South region. Adequate attention to prenatal care needs to be comprehensive and equitable, with the strengthening of regional networks geared towards social inclusion.<hr/>Resumo Objetivos: avaliar a atenção ao pré-natal na Atenção Básica identificando os aspectos que influenciam a adequação estrutural e operacional. Métodos: pesquisa avaliativa com análise de 4.059 municípios que aderiram ao 2° ciclo do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica em 2013-2014. O modelo avaliativo composto por 19 indicadores agrupados nas dimensões aspectos estruturais e aspectos operacionais foi validado em conferência de consenso. A análise de dados foi descritiva, com emissão de juízo de valor. Resultados: nos aspectos estruturais 32,6% dos municípios apresentaram adequação e nos operacionais, apenas 24,1%. Na avaliação geral do pré-natal menos de um quarto (24,6%) dos municípios ficaram adequados, àqueles com até 10 mil habitantes apresentaram maior percentual de adequação (41,6%). A região Sul apresentou adequação de 33,8%, considerando todos os portes. Conclusões: a maior parte dos municípios apresentou baixa adequação na atenção ao pré-natal, com melhor desempenho dos aspectos estruturais. Municípios de menor porte apresentaram melhores resultados em todos os itens analisados. Destaque para a região Sul nos aspectos estruturais e na avaliação geral do pré-natal. Uma adequada atenção ao pré-natal precisa ser integral e equânime, com fortalecimento das redes regionais voltadas para a inclusão social. <![CDATA[Autonomia do enfermeiro obstetra na assistência ao parto de risco habitual]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292019000200471&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives: to understand the cultural context presented in hospitals and its relation to the obstetric nurse's autonomous practice on low-risk childbirth care. Methods: ethnographic research performed in three public maternities in Rio Grande do Norte, Brazil. Three managers and twenty-three obstetric nurses participated in this research. Results: distinctive on cultural, organizational and structural aspects of the hospital institution interfering directly with the obstetric nurse's autonomous practice. Among these aspects, professional appreciation on low-risk childbirth care contributes for the nurse's autonomy Conclusions: it was noticed that obstetric nurses undergo different contexts of action, which directly interfere with their autonomy on low-risk childbirth care and their decisionmaking abilities. It is necessary, then, to eradicate the relation of dominance and submission that it is still imposed by medical hegemony.<hr/>Resumo Objetivos: compreender o contexto cultural da instituição hospitalar e sua relação com a prática autônoma do enfermeiro obstetra na assistência ao parto de risco habitual. Métodos: pesquisa etnográfica desenvolvida em três maternidades públicas do Estado do Rio Grande do Norte, Brasil, com três gestores e 23 enfermeiros obstetras. Resultados: diferentes aspectos de ordem cultural, organizacional e estrutural da instituição hospitalar interferem diretamente na prática autônoma do enfermeiro obstetra. Dentre estes aspectos, a valorização profissional na assistência ao parto de risco habitual contribui para a autonomia do profissional em questão. Conclusões: constatou-se que o enfermeiro obstetra vivencia distintos contextos de atuação, os quais interferem diretamente na sua autonomia na assistência ao parto de risco habitual e no seu poder de decisão. Faz-se necessário, então, desvencilhar-se das relações de domínio e submissão, ainda impostas pela hegemonia médica. <![CDATA[Hospitalizações por condições sensíveis à atenção primária em crianças do Nordeste Brasileiro]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-38292019000200491&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Objectives: to analyze the temporal evolution of hospitalizations due to sensitive conditions in primary care among children under five years of age in the Brazilian Northeast region. Methods: ecological descriptive study with hospitalizations data from the Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (Hospital Information System from the Public Health System). The admissions rates on sensitive conditions in primary care between 2004 and 2013 were calculated in two age groups: children under one year old and between one and five years of age. Results: there was a reduction of hospitalization rates in the Northeast, despite the existence of fluctuations in the analyzed period. Bahia and Sergipe presented, respectively, the highest and lowest admission rates (465.14 and220.19 per 10 thousand inhabitants). It has been shown that children under one year old are more affected by sensitive diseases in primary care, presenting a total rate of 709.08 per 10 thousand inhabitants. The main causes of hospitalizations were related to the infectious gastroenteritis group and its complications with a rate of 218.76 per 10 thousand inhabitants. Conclusions: despite the decrease of hospitalizations due to sensitive conditions in primary care, the Northeast still presents high rates compared to other States, thus, evidencing the need to qualify the services offered through professionals' qualification and the inclusion of health actions for the real necessity in the community.<hr/>Resumo Objetivos: analisar a evolução temporal das internações por condições sensíveis à atenção primária entre crianças menores de cinco anos na região Nordeste brasileira. Métodos: estudo descritivo ecológico, com dados sobre as internações retirados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde. As taxas de internações por condições sensíveis à atenção primária, entre 2004 e 2013, foram calculadas em duas faixas etárias: crianças menores de um ano e entre um e cinco anos. Resultados: houve uma redução da taxa de internações no Nordeste, apesar da existência de flutuações no período analisado. Bahia e Sergipe apresentaram, respectivamente, as maiores e menores taxas de internações (465,14 e 220,19 por 10 mil habitantes). Evidenciou-se que as crianças menores de um ano são mais acometidas por doenças sensíveis à atenção primária, apresentando uma taxa total de 709,08 por 10 mil habitantes. As principais causas de hospitalizações relacionaram-se ao grupo das gastroenterites infecciosas e suas complicações, com uma taxa de 218,76 por 10 mil habitantes. Conclusões: apesar da diminuição das hospitalizações por condições sensíveis à atenção primária, o Nordeste ainda apresenta taxas elevadas, comparado a outros estados, evidenciando-se, portanto, a necessidade de qualificar os serviços ofertados, mediante a capacitação dos profissionais e a inclusão de ações de saúde voltadas às reais necessidades da comunidade.