Scielo RSS <![CDATA[Revista Contabilidade & Finanças]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1519-707720120001&lang=en vol. 23 num. 58 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Evidence of institutionalizing elements in the Balanced Scorecard in the book <i>Strategy in action</i></b>: <b>a view based on institutional theory</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-70772012000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en The Balanced Scorecard (BSC) is a methodology that allows managers to define and implement a set of financial or nonfinancial indicators in a balanced way to assess an organization's performance from four viewpoints. Many companies are unsuccessful in their implementation of the BSC. This lack of success may be attributed to different factors, such as strategic problems, planning failures, and poorly defined targets and goals. However, the failed implementation may be attributed in part to the failure to institutionalize habits and routines. In this regard, this objective of this paper is to use institutional theory to determine whether the book Strategy in Action: Balanced Scorecard contains evidence that the BSC model proposed by the authors (Kaplan & Norton) includes elements that favor the model's institutionalization. For this purpose, a qualitative bibliographic survey was prepared. The survey revealed 404 clues that were rated according to Tolbert and Zucker's description of the processes inherent to institutionalization and to Scott's proposed framework of legitimation/legitimizing. These findings suggest that the book primarily legitimizes the BSC by examining organizations and describes it as an acknowledged management instrument. The aspects supporting the semi-institutional stage (26% of the findings) and the total institutionalization stage (10% of findings) suggest that the authors intended to propose a tool without focusing on the institutionalization process, which may partly explain the great difficulty faced by companies attempting to implement this methodology.<hr/>O Balanced Scorecard (BSC) é uma metodologia que possibilita aos gestores definir e implementar um conjunto de indicadores, financeiros e não financeiros, de forma balanceada para avaliação do desempenho de uma organização sob quatro perspectivas. Muitas empresas que investem em sua implantação não obtêm o êxito esperado, situação essa que pode ser atribuída a diferentes fatores, como: problemas estratégicos, falhas no planejamento, definição de objetivos e metas mal formuladas. Entretanto, parcela do insucesso pode ser atribuída a não institucionalização de hábitos e rotinas. Nesse sentido, neste trabalho, objetiva-se, com base na Teoria Institucional, verificar, na obra "A Estratégia em Ação - Balanced Scorecard", se existem evidências de que o modelo do BSC proposto pelos autores (Kaplan & Norton) possui elementos que favoreçam a sua institucionalização. Para isso, foi desenvolvida uma pesquisa bibliográfica qualitativa. Identificaram-se 404 evidências, classificadas conforme processos inerentes à institucionalização desenvolvidos por Tolbert e Zucker e à legitimação / legitimidade proposta por Scott. Com base nesses achados, depreende-se que a obra tem preocupação prioritária em legitimar o artefato junto às organizações, apresentando-o como um instrumento consagrado de gestão. Os aspectos para suporte ao estágio de semi-institucionalização (26% dos achados) e ao estágio de total institucionalização (10% dos achados) permitem concluir que os autores se preocupam em propor um artefato sem o foco efetivo em sua institucionalização, o que pode, de certa forma, justificar a grande dificuldade encontrada por muitas empresas que investem na implantação dessa metodologia. <![CDATA[<b>Financial frictions and substitution between internal and external funds in publicly traded Brazilian companies</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-70772012000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en The present study aimed to document the effects of financial constraints on the negative relationship between cash flow and external funds, a phenomenon associated with the Pecking Order Theory. This theory suggests that companies subject to more expensive external funds (financially constrained firms) should demonstrate a stronger negative relationship with cash flow than companies subject to minor financial frictions (financially unconstrained firms). The results indicate that the external funds of constrained firms consistently present less negative sensitivity to cash flow compared with those of unconstrained companies. Additionally, the internal funds of constrained companies demonstrate a positive sensitivity to cash flow, whereas those of unconstrained companies do not show any such significant behavior. These results are in accordance with the findings of Almeida and Campello (2010), who suggest the following: first, because of the endogenous nature of investment decisions in constrained companies, the complementary relationship between internal and external funds prevails over the substitutive effects suggested by the Pecking Order Theory; and second, the negative relationship between cash flow and external funds cannot be interpreted as evidence of costly external funds and therefore does not corroborate the Pecking Order Theory.<hr/>O presente estudo objetivou encontrar evidências dos efeitos da restrição financeira sobre a relação negativa entre fluxo de caixa e fundos externos, comportamento associado à teoria do pecking order. Esta teoria sugere que companhias sujeitas a fundos externos mais custosos (companhias restritas) deveriam apresentar uma relação negativa mais intensa relativamente às companhias sujeitas a menores fricções financeiras (companhias irrestritas). Os resultados indicam que companhias restritas apresentam sensibilidade negativa dos fundos externos ao fluxo de caixa sistematicamente menor do que a sensibilidade apresentada pelas companhias irrestritas. Adicionalmente, companhias restritas apresentam sensibilidade positiva dos fundos internos ao fluxo de caixa, enquanto companhias irrestritas não apresentaram comportamento significante. Estes resultados mantêm correspondência com os achados de Almeida e Campello (2010), sugerindo: primeiro, em razão da endogeneidade das decisões de investimento em companhias restritas, a relação de complementaridade entre fundos internos e externos prevalece sobre a relação de substitutividade sugerida pela teoria do pecking order; segundo, a relação negativa entre fluxo de caixa e fundos externos não pode ser interpretada como uma evidência associada a fundos externos custosos e, portanto, também não pode ser entendida como comportamento de acordo com a teoria do pecking order. <![CDATA[<b>An analysis of the deinstitutionalization of inflation-adjusted accounting practices in Brazilian companies</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-70772012000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en This article aims to analyze the deinstitutionalization of the inflation-adjustment accounting practices used by large Brazilian companies. The theoretical assumptions used were based on institutional theory, which provides a sociological interpretation of human behavior that recognizes the phenomenon of limited rationality and the political character of social action. Analyses were based on the empirical approach that was proposed by Oliver (1992). The research strategy consisted of questionnaires and interviews conducted in a population of 118 large Brazilian companies from Exame Magazine's list of the 500 largest companies. The primary respondents were accountants and controllers. Factor analysis, one-way ANOVA and the Kruskal-Wallis test were conducted using the approach proposed by Oliver (1992), and the research included 22 variables comprising 12 constructs and 6 qualitative hypotheses regarding the pressures that motivate the deinstitutionalization of inflation-adjusted accounting practices. Therefore, with regard to the constructs assessed, emphasis was placed on identifying the political pressures (the environment) and the functional pressures in both the organizational and environmental dimensions. However, the social pressures did not prove to be significant. We conclude that the process of deinstitutionalization results from a distinct combination of institutional factors, and these results are consistent with the findings from research conducted in the US market and in the UK.<hr/>Este artigo tem como objetivo analisar o processo de desinstitucionalização, quanto ao uso das práticas contábeis de correção monetária, pelas grandes empresas brasileiras. Os pressupostos teóricos utilizados foram baseados na teoria institucional, que representa uma abordagem sociológica interpretativa do comportamento humano, que reconhece fenômenos de racionalidade limitada e o caráter político da ação social. As análises empíricas foram baseadas na abordagem proposta por Oliver (1992). A estratégia de pesquisa compreendeu aplicação de questionários e entrevistas a uma população de 118 empresas brasileiras, de grande porte, constantes da Revista Exame 500 Maiores Empresas e teve como principais respondentes os contadores e gerentes de controladoria. Foram utilizadas as técnicas estatísticas de Análise Fatorial, ANOVA one way e Kruskal-Wallis. A partir da abordagem proposta por Oliver (1992), que contemplou 22 variáveis, que compõem 12 constructos e 6 hipóteses qualitativas, sobre as pressões motivadoras do processo de desinstitucionalização das práticas contábeis de correção monetária. Portanto, em relação aos constructos avaliados, cabe destaque para as pressões políticas (nível do ambiente), pressões funcionais em ambas as dimensões (organizacional e ambiente). No entanto, as pressões sociais não se demonstraram significativas. Conclui-se que o processo de desinstitucionalização é decorrente de uma combinação distinta de fatores institucionais e os resultados da pesquisa estão aderentes aos achados das pesquisas realizadas no Mercado Americano e no Reino Unido. <![CDATA[<b>Accounting choices in Brazil</b>: <b>identifying the characteristics of publicly traded companies that opted to maintain versus derecognise deferred assets</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-70772012000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en The issuance of Brazilian Law 11.638/2007 is a critical step in the convergence of the Brazilian Generally Accepted Accounting Principles (GAAPs) towards International Financial Reporting Standards. After the law was implemented and later modified by Provisional Executive Order 449/2008 (converted into Law 11.941/2009), certain accounting choices were allowed during the transition period. The Brazilian GAAPs allowed for restructuring costs and costs related to opening a new facility to be recognised as assets. As a transitional provision, companies were allowed to choose between maintaining or eliminating these values. In this paper, we attempted to identify which company characteristics were associated with this accounting choice. The final sample consisted of Brazilian companies listed on the BM & FBOVESPA, and a logistic regression identified two characteristics. Participation in one of the three different corporate governance levels of the BM & FBOVESPA was associated with the choice to derecognise the deferred assets, while companies decided to maintain the deferred asset if it was relatively large. The empirical evidence reported here contributes to the literature by explaining the manner in which a set of firm characteristics is related to a firm's accounting choices.<hr/>A promulgação da Lei 11.638/2007 representa uma das principais etapas nos esforços de convergência do modelo contábil brasileiro ao internacional. Após sua implementação e a posterior alteração pela Medida Provisória 449/2008 (convertida na Lei 11.941/2009), algumas escolhas contábeis foram permitidas no momento de transição. Uma dessas consistiu no tratamento dos saldos remanescentes de ativo diferido. A regra de transição brasileira permitiu que cada companhia fizesse a opção pela manutenção ou baixa desses saldos remanescentes. Neste trabalho, procurou-se avaliar quais características das companhias abertas estariam ligadas à escolha contábil. A amostra final foi constituída por companhias abertas da BM&FBOVESPA e uma regressão logística foi utilizada, resultando na identificação de duas características. A participação em algum dos níveis diferenciados de governança corporativa está associada à escolha pela baixa dos saldos remanescentes. Já o tamanho do saldo do ativo diferido está associado à escolha pela manutenção dos saldos, após controle pelo tamanho da empresa. As evidências empíricas contribuem para a literatura nacional por explicarem como o conjunto de características da firma está relacionado às suas escolhas contábeis. <![CDATA[<b>Effects of income smoothing practices on the conservatism of public companies listed on the BM & FBOVESPA</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-70772012000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en The aim of this study was to investigate two aspects of accounting information that may be inherently related: income smoothing practices and conditional conservatism. Theoretically, the more a firm employs income smoothing, i.e., uses accruals to reduce the variability of profits, the less possibility there is for the timely acknowledgement of future economic losses (i.e., bad economic news) in profits. Eckel's model (1981) was used in this study to classify listed companies as smoothing or non-smoothing, and Basu's model (1997) was used to quantify the degree of conditional conservatism present in each firm. To make the results more robust, samples were created with annual stock return data from both March and December. The results indicated that non-smoothing firms had a higher degree of conditional conservatism, i.e., more opportunity to recognize future economic losses because the market could use the stock return data to anticipate future losses contained in the information regarding profits. This research made it possible to observe theoretical relationships between properties of accounting information: i) there is a relationship between income smoothing and conditional conservatism (i.e., accounting choices); ii) the informational environment of the Brazilian capital market contributes to the market distinction between smoothing and non-smoothing firms; and iii) the improvement of the capital market provides economic operators with greater insight into economic losses that are contained in accounting results.<hr/>O presente estudo procura investigar duas propriedades da informação contábil que podem estar inerentemente relacionadas: a prática de suavização de resultados e o conservadorismo condicional. Em âmbito teórico, quanto maior a suavização de resultados, utilizando os accruals para reduzir a variabilidade dos lucros, menor será a capacidade do retorno das ações de reconhecer oportunamente as perdas econômicas futuras (más notícias) contidas nos lucros. Para operacionalizar a pesquisa, foram utilizados os modelos de Eckel (1981) para classificação das companhias abertas em suavizadoras e não suavizadoras de resultados, e o modelo de Basu (1997) para identificar o grau de conservadorismo condicional presente em cada grupo. Para aumentar a robustez dos resultados, foram criadas amostras com os retornos anuais das ações em março e dezembro; posteriormente as amostras foram segregadas entre firmas suavizadoras e não suavizadoras de resultados. As evidências indicam que as firmas classificadas como não suavizadoras de resultados são as que possuem maior grau de conservadorismo condicional, ou seja, maior oportunidade no reconhecimento das perdas econômicas futuras (más notícias). Em outras palavras, o mercado consegue antecipar no retorno das ações as perdas futuras contidas nos lucros. Dessa maneira, é possível observar a partir da relação teórica das propriedades da informação contábil: i) a relação entre suavização de resultados e os efeitos no conservadorismo condicional (escolhas contábeis) na prática; ii) que o ambiente informacional do mercado de capitais brasileiro contribui para o mercado distinguir firmas que suavizam ou não resultados; iii) que o aprimoramento do mercado de capitais proporciona aos agentes econômicos maior capacidade de reconhecimento de perdas econômicas contidas nos resultados contábeis. <![CDATA[<b>Editorial</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-70772012000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en The aim of this study was to investigate two aspects of accounting information that may be inherently related: income smoothing practices and conditional conservatism. Theoretically, the more a firm employs income smoothing, i.e., uses accruals to reduce the variability of profits, the less possibility there is for the timely acknowledgement of future economic losses (i.e., bad economic news) in profits. Eckel's model (1981) was used in this study to classify listed companies as smoothing or non-smoothing, and Basu's model (1997) was used to quantify the degree of conditional conservatism present in each firm. To make the results more robust, samples were created with annual stock return data from both March and December. The results indicated that non-smoothing firms had a higher degree of conditional conservatism, i.e., more opportunity to recognize future economic losses because the market could use the stock return data to anticipate future losses contained in the information regarding profits. This research made it possible to observe theoretical relationships between properties of accounting information: i) there is a relationship between income smoothing and conditional conservatism (i.e., accounting choices); ii) the informational environment of the Brazilian capital market contributes to the market distinction between smoothing and non-smoothing firms; and iii) the improvement of the capital market provides economic operators with greater insight into economic losses that are contained in accounting results.<hr/>O presente estudo procura investigar duas propriedades da informação contábil que podem estar inerentemente relacionadas: a prática de suavização de resultados e o conservadorismo condicional. Em âmbito teórico, quanto maior a suavização de resultados, utilizando os accruals para reduzir a variabilidade dos lucros, menor será a capacidade do retorno das ações de reconhecer oportunamente as perdas econômicas futuras (más notícias) contidas nos lucros. Para operacionalizar a pesquisa, foram utilizados os modelos de Eckel (1981) para classificação das companhias abertas em suavizadoras e não suavizadoras de resultados, e o modelo de Basu (1997) para identificar o grau de conservadorismo condicional presente em cada grupo. Para aumentar a robustez dos resultados, foram criadas amostras com os retornos anuais das ações em março e dezembro; posteriormente as amostras foram segregadas entre firmas suavizadoras e não suavizadoras de resultados. As evidências indicam que as firmas classificadas como não suavizadoras de resultados são as que possuem maior grau de conservadorismo condicional, ou seja, maior oportunidade no reconhecimento das perdas econômicas futuras (más notícias). Em outras palavras, o mercado consegue antecipar no retorno das ações as perdas futuras contidas nos lucros. Dessa maneira, é possível observar a partir da relação teórica das propriedades da informação contábil: i) a relação entre suavização de resultados e os efeitos no conservadorismo condicional (escolhas contábeis) na prática; ii) que o ambiente informacional do mercado de capitais brasileiro contribui para o mercado distinguir firmas que suavizam ou não resultados; iii) que o aprimoramento do mercado de capitais proporciona aos agentes econômicos maior capacidade de reconhecimento de perdas econômicas contidas nos resultados contábeis.