Scielo RSS <![CDATA[Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1676-244420160001&lang=es vol. 52 num. 1 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Telepathology: a new tool for medical education and recruitment and training of pathologists]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442016000100004&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Haplotypes βs-globin and its clinical-haematological correlation in patients with sickle-cell anemia in Triângulo Mineiro, Minas Gerais, Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442016000100006&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Introduction: Sickle-cell anemia (SCA) is the most severe form of sickle-cell disease, and is characterized by homozygous hemoglobin S (α2βS2). Objective: Determine the haplotypes frequency in patients with SCA and their correlation with clinical and hematological profile. Method: We performed a retrospective descriptive study by reading the charts and a cross-sectional study for molecular analysis to determine the haplotypes of the gene βS globin in 61 patients with sickle-cell anemia (SS) by polymerase chain reaction-restriction fragment length polymorphism (PCR-RFLP), using restriction endonucleases Xmn I, Hind III, Hinf I and Hinc II for analysis of six polymorphic sites in the beta cluster. Result: The genotypes were Central African Republic (CAR)/CAR (60.8%), CAR/Benin type (BEN) (13.1%), CAR/ Cameroon type (CAM) (1.6%), CAR/atypical (ATP) (13.1%), BEN/BEN (13.1%), BEN/ATP (4.9%) and ATP/ATP (3.3%). Among the analyzed chromosomes, 64.8% were CAR type, 22.1% were BEN, 12.3% ATP and 0.8% CAM. Levels of fetal hemoglobin (HbF) were significantly lower in CAR/CAR than in ATP/ATP, BEN/ATP and CAR/BEN. No association was observed between the different genotypes and clinical manifestations. Conclusion: Despite the lack of association between genotypes and clinical profiles, higher frequency of clinical events was observed in patients with at least one type of CAR chromosome. A significant association was also observed between lower average levels of HbF and CAR/CAR genotype compared to other genotypes.<hr/>RESUMO Introdução: A anemia falciforme (AF) é a forma mais grave da doença falciforme, sendo caracterizada por homozigotos de hemoglobina S (α2βS2). Objetivo: Determinar a frequência dos haplótipos de pacientes com AF e sua correlação com o perfil clínico e hematológico. Método Realizado estudo descritivo e retrospectivo, por meio da leitura dos prontuários, e estudo transversal para análise molecular a fim de determinar os haplótipos da globina do gene pS de 61 pacientes com AF (SS) por reação em cadeia da polimerase-polimorfismo de fragmentos de restrição (PCR-RFLP), utilizando endonucleases de restrição Xmn I, Hind III, Hinf I e Hinc II para análise de seis locais polimórficos no cluster beta. Resultado: Os genótipos foram Central African Republic (CAR)/CAR (50,8%), CAR/Benin type (BEN) (13,1%), CAR/Cameroon type (CAM) (1,6%), CAR/atypical (ATP) (13,1%), BEN/BEN (13,1%), BEN/ ATP (4,9%) e ATP/ATP (3,3%). Dos cromossomos analisados, 64,8% eram do tipo CAR; 22,1%, BEN; 12,3%, ATP; e 0,8%, CAM. Os níveis de hemoglobina fetal (HbF) foram significativamente menores no CAR/CAR em relação a ATP/ATP, BEN/ATP e CAR/BEN. Não houve associação entre os diferentes genótipos e as manifestações clínicas. Conclusão: Apesar da falta de associação entre genótipos e perfis clínicos, foi observada maior frequência de eventos clínicos em pacientes com pelo menos um tipo de cromossomo CAR. Observou-se também associação significativa dos níveis médios mais baixos de HbF em genótipo CAR/CAR, em comparação com outros genótipos. <![CDATA[Analysis of the frequency of biological sample recollections as quality indicators in a clinical laboratory of Distrito Federal, Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442016000100011&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Introduction: Clinical laboratory results influence more than 60% of medical decisions, impacting on disease prevention, diagnosis, and treatment. The use of quality indicators (QIs) is fundamental for quality assurance, once it allows monitoring the process and directs the taking of corrective actions. Objective: Classify the biological sample recollection requests for QIs identification in a clinical laboratory of Distrito Federal, Brazil. Material and methods: Data about the requests made in the biennium 2013-2014 were gathered and analyzed. Results and discussion: Among the 304,361 samples received, 1,914 (0.62%) had a request for recollection made in accordance with laboratory criteria. Most orders originated in the pre-analytical phase (57.7%). The most frequent reason for sample rejection was result confirmation (40.7%), followed by insufficient sample (21.9%), coagulated sample (18.1%) and hemolyzed sample (11, 9%). The hematology sector was responsible for most recollection requests (43.6%), followed by the biochemistry (29%) and the immunology (25.7%) ones. The laboratory emergency department accounted for only 0.1%. Orders were mostly placed by the outpatient clinic (40.7%), emergency (30.4%), and internal medicine (12.4%) departments. The percentage of orders is low, but does not exclude the need to reach lower rates. Underreporting was detected in the emergency sector, which indicates need for improvement in information registration. Conclusion: The numbers mentioned were selected as IQs for the pre-analytical phase, serving as guidelines for future actions taken by the team.<hr/>RESUMO Introdução: Os resultados dos testes laboratoriais influenciam mais de 60% das decisões médicas, impactando na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças. O uso de indicadores de qualidade (IQs) é fundamental para a garantia da qualidade, pois permite monitoramento do processo e direciona a implementação de ações corretivas. Objetivo: Classificar pedidos de recoleta de amostras biológicas para identificação de IQs em um laboratório de análises clínicas do Distrito Federal. Material e métodos: Foram coletados e analisados dados acerca de pedidos de recoleta feitos no biênio 2013-2014. Resultados e discussão: Das 304.361 amostras registradas, 1.914 (0,62%) tiveram solicitação de recoleta de acordo com os critérios do laboratório. A maioria dos pedidos teve origem na fase pré-analítica (57,7%). O motivo de rejeição mais frequente foi confirmação de resultado (40,7%), seguido por amostra insuficiente (21,9%), amostra coagulada (18,1%) e amostra hemolisada (11,9%). O setor de hematologiafoi o responsável pelo maior número de pedidos de recoletas (43,6%), seguido pelo de bioquímica (29%) e o de imunologia (25,7%). O setor de emergência do laboratório representou apenas 0,1%. Quanto à procedência, a maioria das recoletas foi solicitada pelo ambulatório (40,7%), pelo pronto-socorro (30,4%) e pela clínica médica (12,4%). A porcentagem de pedidos de recoleta é baixa, porém não exclui a necessidade de busca por menores índices. Sugere-se que tenha ocorrido subnotificação no setor de emergência do laboratório, o que aponta necessidade de melhoria no registro de informações. Conclusão: Os números destacados foram selecionados como IQs para a fase pré-analítica, servindo como norteadores para as futuras ações corretivas efetuadas pela equipe. <![CDATA[The critical value concept in clinical laboratory]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442016000100017&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT The critical value is a laboratory result representing a pathophysiological state that offers risk to a patient's life. The communication of these results is a laboratory responsibility and, according to the literature, 95% of physicians consider it useful in decision-making and patient management. Two-thirds of critical results lead to some change in therapeutic approach. The communication of critical results is a requirement for laboratory accreditation programs. Thus laboratories should establish a list of tests, their critical values, and the procedure describing the communication flow. The performance indicator for this activity should consider the time between results release and their effective communication, and the percentage of successful communication. There is no standardization of laboratory parameters that need to have critical values established, not even the ranges to be considered for notification purposes. The frequent update of test lists and critical value ranges based on literature reviews and on experience exchange among clinical laboratories ensure the continuous improvement process for this procedure and patient safety.<hr/>RESUMO O valor crítico é um resultado laboratorial que representa um estado fisiopatológico de risco à vida do paciente. A comunicação desses resultados é de responsabilidade do laboratório e, segundo a literatura, 95% dos médicos a considera útil na adoção de condutas e no manuseio dos pacientes. Dois terços dos resultados críticos resultam em alguma mudança na conduta terapêutica. A comunicação dos resultados críticos é um procedimento previsto nas listas de verificação dos programas de acreditação laboratorial, portanto o laboratório deve estabelecer a lista dos exames, os respectivos valores críticos e o procedimento, descrevendo o fluxo de comunicação. O indicador de desempenho para esta atividade deve considerar o tempo decorrido entre a liberação do resultado e a sua efetiva comunicação e o percentual de sucesso na comunicação. Não existe padronização acerca dos parâmetros laboratoriais que necessitam ter valores críticos estabelecidos, nem mesmo os intervalos a serem considerados para fins de notificação. A atualização frequente da lista de exames e dos intervalos de valores críticos com base na revisão da literatura e na troca de experiências entre os laboratórios clínicos garante o processo de melhoria contínua para esse procedimento e a segurança do paciente. <![CDATA[Prevalence of C282Y and H63D mutations in the <em>HFE</em>gene in patients from São Paulo and Southern Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442016000100021&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Hereditary hemochromatosis (HH) is an autosomal recessive disorder caused by mutations in the HFE gene; it is characterized by the risk of iron overload. C282Y and H63D are the most associated mutations in HH. This study aimed to determine the frequency of mutations in the south of Brazil and São Paulo. It used the real-time polymerase chain reaction (PCR) technique and the results collected from Genolab data. In 90 individuals, 46.67% had at least one of the mutations for HH. There is a high prevalence of these mutations in both populations, therefore searching for patients under clinical suspicion is recommended.<hr/>RESUMO A hemocromatose hereditária (HH) é uma desordem autossômica recessiva provocada por mutações no gene HFE e caracterizada pelo risco de uma sobrecarga de ferro. As mutações mais conhecidas associadas à HH são a C282Ye a H63D. Este estudo teve como objetivo determinar a frequência das mutações no sul do Brasil e em São Paulo. Ele utilizou a técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR) em tempo real e o resultado coletado dos dados do Genolab. De 90 indivíduos, 46,67%possuíam pelo menos uma das mutações para HH. Existe alta prevalência dessas mutações nas duas populações, portanto recomenda-se a busca em pacientes sob suspeita clínica. <![CDATA[Immunosuppression and the occurrence of HPV in kidney transplant patients verified by urinary cytology]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442016000100025&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Introduction: Human papillomavirus (HPV) is the main cause of cervical cancer, and immunosuppression is recognized as a risk factor for HPV infection and its persistence. After renal transplantation, immunosuppressive agents are used to prevent rejection, but predispose recipients to chronic infections and malignancies. Objective: This study aimed to verify, based on urinary cytology (UC), the prevalence of HPV in immunosuppressed kidney transplant patients. Material and method: In this cross-sectional study, the population was composed of kidney transplant patients that had undergone routine UC from August 2012 to August 2014. Results: There were 2,305 urine cytopathological tests. Thirteen patients with presence of koilocytes in such examination were observed. Therefore, the relative frequency of patients with HPV detected in urine was 0.56%. In the interval until the first post-transplant year, 10 (76.92%) patients presented koilocytes (p &lt; 0.0001) in the UC. The dosages of immunosuppressive agents until the first post-transplant consultation, which showed correlation with the period between transplantation and the first UC test with the presence of koilocytes (p &lt; 0.0001), were prednisone 10.5-20 mg/day, mycophenolate sodium 901-1,440 mg/day, and tacrolimus 4.5-12 mg/day. Conclusion: This study showed immunosuppression as an important risk factor for infection by HPV or its reactivation. Screening UC tests after transplantation may evidence HPV infection.<hr/>RESUMO Introdução: O papilomavírus humano (HPV) é a principal causa de câncer de colo do útero, e a imunossupressão é reconhecida como fator de risco para infecção pelo HPV e sua persistência. Após o transplante renal, agentes imunossupressores são usados para evitar rejeição, mas predispõem o receptor a infecções crônicas e doenças malignas. Objetivo: Este trabalho teve como objetivo verificar, a partir do exame citológico urinário, a prevalência do HPV em pacientes transplantados renais imunossuprimidos. Material e método: Neste estudo transversal, a população foi composta por pacientes transplantados renais que fizeram o exame de rotina citológico urinário no período de agosto de 2012 a agosto de 2014. Resultados: Realizaram-se 2.305 exames citopatológicos de urina. Foram observados 13 pacientes com presença de coilócitos no referido exame. A frequência relativa de pacientes com HPV detectado na urina foi de 0,56%. No intervalo até o primeiro ano pós-transplante, 10 (76,92%) pacientes apresentaram coilócitos (p &lt; 0,0001) no exame citológico urinário (ECU). As dosagens de imunossupressores até a primeira consulta pós-transplante, que demonstraram correlação com o período entre o transplante e o primeiro ECU com presença de coilócito (p&lt; 0,0001), foram prednisona 10,5-20 mg/dia, micofenolato de sódio 901-1.440 mg/dia e tacrolimo 4,5-12 mg/dia. Conclusão: Este estudo mostrou a imunossupressão como um fator de risco importante para infecção pelo HPV ou sua reativação. O acompanhamento por meio do ECU pós-transplante pode evidenciar a infecção por HPV. <![CDATA[Aggressive papillary tumor of endolymphatic sac: case report of a rare neoplasia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442016000100031&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Aggressive papillary endolymphatic sac tumor (ELST) is a rare neoplasm, occasionally related to von Hippel-Lindau disease, characterized by locally aggressive growth with temporal bone destruction. The authors report a case of ELST in a female patient exhibiting fifth through eighth cranial nerve paralysis. Computed tomography (CT) revealed a large lytic process involving the right temporal bone. The patient underwent surgical resection. At microscopy, a neoplastic process was identified exhibiting monomorphic columnar cells with mild atypias, arranged in a papillary pattern. The lesion exhibited positivity for A31/AE3, epithelial membrane antigen (EMA), and vimentin; and negativity for synaptophysin, glial fibrillary acidic protein (GFAP), neuron-specific enolase (NSE), thyroglobulin, transthyretin, chromogranin, thyroid transcription factor 1 (TTF-1), trans-acting T-cell specific transcription factor GATA-3, and intestinal transcription factor CDX-2. The diagnosis of ELST was then established. Six years after surgical resection, lesion recurrence was observed.<hr/>RESUMO O tumor papilar agressivo do saco endolinfático (TPASE) é uma neoplasia rara, ocasionalmente relacionada com a doença de von Hippel-Lindau, que se caracteriza pelo crescimento agressivo local com destruição do osso temporal. Os autores relatam um caso de TPASE em paciente do sexo feminino, exibindo paralisia do quinto ao oitavo par craniano. A tomografia computadorizada (TC) revelou grande processo lítico comprometendo o osso temporal direito. A paciente foi submetida a ressecção cirúrgica. À microscopia, identificou-se processo neoplásico que exibiu células cilíndricas monomórficas com atipias leves, dispostas em padrão papilar. A lesão apresentou positividade para AE1/ AE3, antígeno da membrana epitelial (EMA) e vimentina; e negatividade para sinaptofisina, proteína ácida fibrilar glial (GFAP), enolase específica do neurônio (NSE), tireoglobulina, transtirretina, cromogranina, fator de transcrição da tireoide 1 (TTF-1), fator de transcrição de ação trans específico de células GATA-3 e fator de transcrição intestinal CDX-2. O diagnóstico de TPASE foi então estabelecido. Após seis anos da ressecção cirúrgica, foi identificada recorrência da lesão. <![CDATA[Aggressive angiomyxoma of the vagina: a case report]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442016000100035&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Aggressive angiomyxoma (AAM) is a rare infiltrative tumor of mesenchymal origin that has high rates of local recurrence. We present the case of a 42-year-old patient with a lump in the vaginal canal, treated with excisional biopsy. Histopathologic evaluation revealed myxoid spindle-cell proliferation in the subepithelial region, and immunohistochemical analysis was positive for CDK4, CD34, desmin, estrogen and progesterone receptors. The markers S100 and smooth muscle actin were negative, what corroborated the diagnosis of AAM. Because of its high recurrence rates, we opted for outpatient follow-up during the two subsequent years.<hr/>RESUMO O angiomixoma agressivo (AA) é uma neoplasia rara de origem mesenquimal, caráter infiltrativo e altas taxas de recidiva local. Apresentamos o caso de uma paciente de 42 anos com nódulo no canal vaginal, submetida à biópsia excisional. A avaliação histopatológica demonstrou proliferação fusocelular mixoide na região subepitelial, e a análise imuno-histoquímica revelou positividade para CDK4, CD34, desmina e receptores de estrogênio e progesterona. Os marcadores S100 e actina de músculo liso foram negativos, o que corroborou o diagnóstico de AA. Devido às altas taxas de recidiva, optou-se por acompanhamento ambulatorial pelos dois anos subsequentes. <![CDATA[Elastosis perforans serpiginosa, a transepithelial elimination skin disease diagnosed by histopathology: case report]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442016000100039&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Elastosis perforans serpiginosa is a disease that belongs to the group of perforating dermatoses, in which dermal elastic tissue extrusion occurs through epidermis. It generally affects young male individuals, and is clinically characterized by keratotic papules of verrucous aspect with centrifugal and serpiginous growth. We report the case of a male patient presenting with papular keratotic lesions since the age of 5. Some of the lesions display a central keratotic plug and converge into circular, arciform and serpiginous lesions.<hr/>RESUMO A elastose perfurante serpiginosa é uma dermatose pouco comum pertencente ao grupo das dermatoses perfurantes, nas quais ocorre a extrusão do tecido elástico dérmico por meio da epiderme. Na maioria das vezes afeta indivíduos jovens, com predominância no sexo masculino; clinicamente caracteriza-se por pápulas ceratósicas de aspecto verrucoso, com crescimento centrífugo e serpiginoso. Relatamos o caso de um paciente do sexo masculino, com aparecimento de lesões papulares ceratósicas desde os 5 anos de idade. Algumas dessas lesões apresentavam rolha córnea central, e confluíam para lesões circulares, arciformes e serpiginosas. <![CDATA[HPV detection in floor of mouth squamous cell carcinoma by PCR amplification]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442016000100043&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Introduction: Studies conducted during the last years, using new technologies for viral detection, permit to consider human papillomavirus (HPV) an etiologic factor for cervical cancer. Besides the relation to genital regions, other anatomic sites have been associated with HPV, including head and neck regions. Objectives: To investigate the prevalence of HPV infection in 35 samples from paraffin-embedded tissues using polymerase chain reaction (PCR)-deoxyribonucleic acid (DNA) amplification, and correlate it with demographic, clinical, and morphological factors and prognosis. Materials and methods: All samples were first amplified with human β-globin gene primers. Samples with positive amplification were subjected to HPV-DNA detection with general GP5 and GP6 primers. Results Only 30 samples were amplified for the β-globin gene. No floor of mouth squamous cell carcinoma cases showed amplification of HPV DNA. Discussion: The absence of HPV-DNA amplification does not suggest that this virus is absent from the process of oral carcinogenesis, since the selected sample is not in the risk group for the development of oral cancer associated with HPV infection. Conclusions: No correlation was found between HPV infection and floor of mouth carcinogenesis, however further studies are necessary.<hr/>RESUMO Introdução: Estudos realizados durante os últimos anos permitem considerar a infecção pelopapilomavírus humano (HPV) um fator etiológico para o câncer cervical. Apesar da íntima relação desse vírus com as regiões genitais, outras localizações anatômicas têm sido associadas a tal infecção, inclusive as regiões de cabeça e pescoço. Objetivos: Investigar a prevalência da infecção pelo HPV em 35 amostras parafinadas de carcinoma espinocelular de assoalho de boca, utilizando a amplificação da reação em cadeia dapolimerase (PCR) como método de detecção do ácido desoxirribonucleico (DNA) viral, bem como correlacionar aspectos demográficos, clínicos e morfológicos com o prognóstico da doença. Materiais e métodos: Todas as amostras foram inicialmente amplificadas com o primerpara detecção do gene da β-globina humana. As que tiveram amplificação positiva para o gene da β-globina foram então submetidas à detecção do DNA viral com os primers GP5 e GP6. Resultados: Apenas 30 amostras foram amplificadas para o gene β-globin. Nenhuma das amostras de carcinoma de assoalho de boca demonstrou resultado positivo para amplificação do DNA viral. Discussão: Apesar de a influência do vírus na carcinogênese oral não ter sido comprovada devido à ausência de DNA viral nas amostras, a relação não pode ser descartada, uma vez que as amostras selecionadas não se encontravam em grupo de risco para o desenvolvimento de carcinoma espinocelular de boca associado à infecção pelo HPV. Conclusão: Não foi detectada relação entre a infecção pelo HPV e o carcinoma de assoalho de boca, no entanto mais estudos são necessários sobre o tema. <![CDATA[Histopathological features of mucosa atrophy in atrophic body gastritis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-24442016000100050&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Introduction: Gastric mucosa atrophy became a major issue in gastric pathology because of its connection with risk lesions for gastric cancer. Although gastric atrophy is frequently associated with different diseases, it has been included in many studies simply as a generic pathological condition, and different causes of gastric atrophy are omitted. Objective: To study the histopathological features of gastric mucosa atrophy inH. pylori- negative patients with atrophic body gastritis (ABG). Material and methods: Consecutive cases of patients diagnosed with ABG, and presenting normal or just lightly inflamed antral mucosa, were studied. Patients with gastrointestinal cancer and those with history of prior gastrointestinal surgery were excluded. The presence of intestinal metaplasia and pseudoantral (PSA) metaplasia in atrophic body mucosa was assessed. Results: During the period of 2004-2006 a total of 7,309 patients underwent gastroesophageal endoscopy with biopsies of the gastric mucosa; 3,556 (48.6%) were males, and 3,713 (51.4%) females. Among them, 105 had the diagnosis of ABG confirmed, with 32 (30.5%) males, and 73 (69.5%) females (p &lt; 0.001). Intestinal metaplasia and/or PSA metaplasia were identified in all patients. As isolated lesions, PSA metaplasia was more frequent than intestinal metaplasia, respectively 42 (40%) vs. four (3.8%) cases. In most patients (56.2%) both types of metaplasia occurred simultaneously, and no differences were observed among genders (p = 0.67). Conclusion: Gastric mucosa atrophy in ABG shows distinctive histopathological features which should be considered in studies on the relationship between gastric mucosa atrophy and gastric cancer.<hr/>RESUMO Introdução: A atrofia da mucosa gástrica tornou-se capítulo importante da patologia gástrica devido ao seu estreito relacionamento com as lesões de risco para o câncer gástrico. Embora a atrofia gástrica possa estar associada a diferentes doenças, ela tem sido abordada como um processo genérico, omitindo-se suas diferentes causas. Objetivo: Estudar as características histopatológicas da atrofia da mucosa gástrica em pacientes com gastrite atrófica do corpo (ABG). Material e métodos: Foram estudados casos consecutivos de pacientes com diagnóstico de ABG que apresentavam mucosa antral normal ou apenas alterações inflamatórias mínimas. Pacientes submetidos a cirurgia gastrointestinal prévia ou portadores de câncer gastrointestinal foram excluídos. Nas preparações histopatológicas, estudou-se a presença de glândulas que exibiam metaplasia intestinal e metaplasia pseudoantral (PSA). Resultados: No período 2004-2006, 7.309 pacientes foram submetidos à endoscopia esofagogástrica com biópsias, sendo 3.556 (48,6%) homens e 3.753 (51,4%) mulheres. Entre eles, 105 pacientes H. pylori negativos tiveram o diagnóstico de ABG confirmado, sendo 32 (30,5%) homens e 73 (69,5%) mulheres (p &lt; 0,001). Glândulas com metaplasia intestinal e/ou metaplasia PSA foram identificadas em todos os pacientes. Isoladamente, a metaplasia PSA foi mais frequente que a metaplasia intestinal, respectivamente 42 (40%) vs. quatro (3,8%). Os dois tipos de metaplasia ocorreram simultaneamente na maioria (56,2%) dos pacientes, não se observando diferenças entre os gêneros (p = 0.67). Conclusão: A atrofia da mucosa gástrica na ABG mostra características histopatológicas próprias que devem ser consideradas nos estudos sobre o relacionamento da atrofia gástrica com o câncer gástrico.