Scielo RSS <![CDATA[Journal of Epilepsy and Clinical Neurophysiology]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1676-264920090001&lang=en vol. 15 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <link>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-26492009000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en</link> <description/> </item> <item> <title/> <link>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-26492009000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en</link> <description/> </item> <item> <title><![CDATA[<b>Recovery of white matter atrophy after epilepsy surgery</b>: <b>structural evidences through voxel-based morphometry</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-26492009000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJECTIVES: To study pre and postoperative WMA in MTLE patients. METHODS: We performed Voxel-Based Morphometry (VBM) with volume of interest (VOI) in 69 controls (mean age, 34.3±11.1 years) and 67 operated patients (mean age, 34.1±10.4 years) with unilateral MTLE. 34 became seizure-free (SzFree-Group), 23 improved (Engel IB-IIA [Partial recovery-group]) and 10 did not improve (Engel III-IV [Failure-Group]). All had pre and postoperative MRIs (one year minimum). We flipped MRIs of right MTLE patients in order to avoid right-to-left analysis cancelation. VBM was performed on SPM2/MATLAB7.0 with individual masks for surgical lacunae and 1% false-discovery-rate to control for multiple comparisons. We used MARSbar <www.marsbar.sourceforge.net> routine to select ROIs and t-test for statistical analyses. RESULTS: Mean postoperative follow-up was 60.2 (±SD 30.7) months. On baseline MRI, SzFree-Group showed White Matter Atrophy (WMA) involving temporal lobes [TL], ipsilateral occipital, parietal and frontal regions, with areas of significant recovery of WMA on postoperative MRI. Partial recovery-Group presented a more restricted pattern of WMA, involving ipsilateral temporal lobe, contralateral superior temporal gyrus and few areas in bilateral cingulated and orbitofrontal areas. In this group we also identified areas with relative increase of WM after surgery. By contrast, Failure-Group showed more widespread bi-hemispheric areas of WMA on baseline MRI without postoperative improvement. CONCLUSIONS: Although we have identified some differences in baseline WMA, we were unable to correlate a more widespread pattern with a worse prognosis, as SzFree-Group, also presented a bilateral distribution of WMA. The recovery of WMA in SzFree-Group and Partial recovery-group is in agreement with previous MRS and PET studies and suggests that a network of neuronal dysfunction in MTLE can be, at least in part, reversible after successful postoperative seizure control. <![CDATA[<b>Dicot's listening evaluation of elderly with hearing loss</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-26492009000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJETIVO: verificar o desempenho da escuta dicótica em idosos com perda auditiva periférica. MÉTODOS: foram avaliados 30 idosos com mais de 60 anos, portadores de perda auditiva neurossensorial no período de março a novembro de 2007 em uma instituição privada na cidade de Curitiba, Paraná, Brasil. Foram realizados os seguintes procedimentos: anamnese, avaliação otorrinolaringológica, audiológica, imitanciométria e do processamento auditivo por meio da aplicação do teste de escuta dicótica - dissílabos alternados (SSW). RESULTADOS: a) 70% dos idosos apresentam alteração em pelo menos uma das orelhas nas condições esquerda ou direita competitiva; b) o grau de alteração foi de leve a severo e a orelha direita apresentou vantagem estatisticamente significante em relação à esquerda; c) as tendências de respostas encontradas foram: tipo A em 70%, efeito ordem em 36,6%, efeito auditivo em 13,3% e inversões em 6,6%; e) houve diferença significativa na tendência de resposta EA comparando o padrão americano com os achados do presente estudo. CONCLUSÃO: O desempenho na escuta dicótica em idosos pode ser comprometido devido à perda auditiva periférica, com isso, tem-se observado um prejuízo das informações acústicas, o que diminui a probabilidade de se entender a fala. Portanto, a avaliação da escuta dicótica é uma importante ferramenta, no aperfeiçoamento da seleção e adaptação dos aparelhos de amplificação sonora individual para que seu uso seja mais significativo.<hr/>OBJECTIVE: To verify the efficiency of dichotic listening in senior citizens with peripheral auditory loss. METHODS: 30 patients were evaluated, all over 60 years and suffering from neurosensory auditory loss, during the period from March to November 2007, in a private institution in the city of Curitiba, state of Paraná. The following procedures were carried out: anamnesis, otorhinolaryngologic, audiologic and imitanciometric evaluations and an evaluation of auditory processing by the application of the Staggered Spondaic Word test - (SSW). RESULTS: a) 70% of the patients presented alterations in at least one of the ears in competitive left or right conditions; b) the degree of alteration was from light to severe and the right ear presented a statistically significant advantage in relation to the left; c) the tendencies of answers obtained were: type A - 70%, order effect - 36,6%, auditory effect - 13,3% and inversions 6,6%; d) there was a significant difference in the tendency for EA (auditory effect) answers, comparing the American standard to the findings of the present study. CONCLUSION: The efficiency of dichotic listening in senior citizens can be jeopardized due to peripheral auditory loss, and as such, loss of acoustic information has been observed, which reduces the probability of understanding speech. Therefore, the evaluation of dichotic listening is an important tool in the improvement of the selection and adaptation of individual sound amplification aids so that their use is more meaningful. <![CDATA[<b>Awareness and attitudes on epilepsy among undergraduate health care students in Southern Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-26492009000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en OBJECTIVE: To evaluate the awareness on epilepsy among undergraduate health care students in a private university. METHODS: A self-administered questionnaire about epilepsy was applied to 417 students at Universidade de Caxias do Sul. The answers were analyzed in two groups: group 1, medical and nursing students; group 2, psychology, physiotherapy and nutrition students. RESULTS: Most of the students were familiar with the disease. Although many of them recognize brain disease as a cause of seizure, it was observed that a quarter of them linked epilepsy with mental disease. Besides, a relevant portion of the sample presents mistaken attitudes on seizure management. CONCLUSION: There is lack of information on epilepsy among these students. The students and the health care professionals are important vectors of information. Therefore, further discussion on this subject is necessary in health care training to demystify some aspects concerning the disease.<hr/>OBJETIVO: Avaliar a consciência sobre epilepsia entre estudantes da área da saúde em uma universidade privada. MÉTODOS: Um questionário auto-preenchível sobre epilepsia foi aplicado a 417 estudantes da Universidade de Caxias do Sul. As respostas foram analizadas em dois grupos: grupo1, estudantes de medicina e de enfermagem; grupo 2, estudantes de psicologia, fisioterapia e nutrição. RESULTADOS: A maioria dos estudantes estavam familiarizados com a doença. Embora muitos deles reconhem uma doença cerebral como causa de epilepsia, observou-se que um quarto deles relacionou epilepsia com doença mental. Além disso, uma proporção relevante da amostra apresenta atitudes errôneas quanto ao manejo da crise convulsiva. CONCLUSÃO: Há falta de informação sobre epilepsia entre esses estudantes. Os estudantes e os profissionais da saúde são importantes vetores de informação. Portanto, mais discussão sobre esse assunto é necessário durante a formação acadêmica destes profissionais para desmistificar alguns aspectos concernentes à doença. <![CDATA[<b>Behavioral assessment of sleep state in newborns</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-26492009000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: A identificação dos estados comportamentais é um fator determinante na avaliação clínica e neurofisiológica de neonatos e apresenta-se como indicador importante do desenvolvimento normal e anormal do sistema nervoso central. As variáveis fisiológicas importantes na avaliação comportamental são: freqüência cardíaca, freqüência respiratória, presença de movimentos oculares rápidos, eletromiograma (EMG), eletroencefalograma (EEG). As variáveis comportamentais são abertura e fechamento dos olhos, movimentos corporais e choro. MÉTODOS: Neste artigo, foi feita uma revisão da literatura no período de 1970-2008 utilizando os unitermos: estado comportamental e recém-nascidos, sono e recém-nascidos e, EEG e comportamento. Utilizou-se os banco de dados Medline, Scielo e Web of Science. Esta revisão foi desenvolvida no período de agosto a novembro de 2008. CONCLUSÕES: A sistematização dos achados do comportamento em recém-nascidos associado à organização bioelétrica e grafoelementos permite identificar precocemente o comprometimento encefálico e prognóstico de recém-nascidos de risco e de muito baixo peso. Na literatura existem controvérsias em relação à padronização e sistematização dos estados comportamentais de crianças prematuras, diferente do que ocorre em neonatos a termo onde estes aspectos já estão definidos.<hr/>INTRODUCTION: The identification of behavioral states is a determining factor in the clinical and neurophysiological evaluation of neonates and presents itself as an important indicator of normal and abnormal development of the central nervous system. The physiological variables that are important in behavioral assessment are: heart rate, respiratory frequency, presence of rapid eye movements, electromyogram, electroencephalogram and behavioral variables (opening and closing of the eyes, body movements, crying). METHODS: In this article, we performed a comprehensive review of the literature in the period of 1970- 2008 where a search was conducted involving the terms, behavioral states and newborns/sleep and newborns/EEG and behavior. We used the database Medline, Scielo and Web of Science. This review was done in the period between August and November 2008. CONCLUSIONS: The systematization of the findings of behavior in newborns associated with the bioelectric and graphic element organization permit the early identification of brain impairment and prognosis of newborns at risk with low birth weight. In literature there are still controversies regarding standardization and systematization of behavioral states of premature children, in term children this has been already defined. <![CDATA[<b>Neurovascular coupling and functional neuroimaging in epilepsy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-26492009000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUCTION: The neural regulation of the microcirculation is done by the functional neurovascular unit that is composed of vascular, astroglial and neuronal cells. The neurovascular unit represents the interface between the Central Nervous System and the Vascular System. OBJECTIVE: This paper reviews the literature on functional neuroimaging with a particular focus on the mechanisms of the neurovascular coupling. CONCLUSIONS: Functional neuroimaging techniques as functional MRI, SPECT and PET distinguish metabolic and physiological processes underlying normal and abnormal events, based on neurovascular coupling. Although these techniques still have limitations in temporal and spatial resolution, they have considerably reduced the need for intracranial electrodes or invasive functional tests in the presurgical evaluation for intractable epilepsy. Recently, new techniques as optical approaches (measurement of intrinsic optical signals and near infrared spectroscopy) have increased both temporal and spatial resolutions. The use of such techniques in animal models has yielded experimental evidence for a neurovascular coupling in normal and epileptic conditions.<hr/>INTRODUÇÃO: A regulação da microcirculação cerebral é realizada pela unidade neurovascular, que é composta por vasos sangüíneos, células astrogliais e neuronais. A unidade neurovascular representa a interface funcional entre o Sistema Nervoso Central e o sistema vascular. OBJETIVO: Este trabalho revisa a literatura sobre técnicas de neuroimagem funcional com especial enfoque nos mecanismos do acoplamento neurovascular. CONCLUSÃO: Técnicas de neuroimagem como a Ressonância Magnética funcional, SPECT e PET baseiam-se no acoplamento neurovascular para explorarem os processos metabólicos e fisiológicos subjacentes a eventos cerebrais normais e anormais. Embora estas técnicas apresentem limitações de resolução temporal e espacial, sua aplicabilidade em epilepsia tem reduzido consideravelmente a necessidade de eletrodos intracranianos e de outros métodos funcionais invasivos na avaliação pré-cirúrgica de pacientes com epilepsia intratável. Recentemente, novos procedimentos ópticos (mensuração do sinal intrínseco óptico e espectroscopia por raio infravermelho) que possuem excelente resolução espacial e temporal têm fornecido evidências experimentais do acoplamento neurovascular no cérebro normal e epiléptico. <![CDATA[<b>Late-onset childhood occipital epilepsy</b><b>. </b><b>An unusual case in adolescence and differential diagnosis with migraine</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-26492009000100008&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUCTION: The new proposed classification of ILAE Task Force (2001) proposes that the occipital epilepsies should be split into two subtypes: an early-onset benign childhood occipital epilepsy (or Panayiotopoulos type) and late-onset childhood occipital epilepsy (or Gastaut type). Migraine with visual aura must be considered as a differential diagnosis in childhood and adolescents with occipital epilepsy without motor phenomena. OBJECTIVE: The goal of our paper is to report the case a 16-year-old female, with normal psychomotor development, that during the lunch time presented an event characterized by the vision of multiple colored spots which were moving horizontally and vertically and also in circles through the visual field. Minutes after the visual event, the patient referred to a severe diffuse throbbing headache with frontal predominance. During the clinical investigation was submitted to a video-electroencephalogram exam for 12 hours with, reveling occipital sharp-waves discharges in occipital right region as well as in occipital left region. CONCLUSION: We reported of such classic type of epileptic syndrome in a patient in the unusual age of onset, the end of adolescence, considering the differential diagnosis with migraine with visual aura.<hr/>INTRODUÇÃO: A nova proposta de classificação da ILAE (2001) propõe que as epilepsias occipitais sejam classificadas em dois subtipos: epilepsia occipital benigna da infância de início precoce (ou tipo Panayiotopoulos) e epilepsia occipital benigna da infância de início tardio (ou tipo Gastaut). A migrânia com aura visual deve ser considerada como um diagnóstico diferencial nas crianças e nos adolescentes com epilepsia occiptal sem fenômenos motores associados. OBJETIVO: relatar o caso de uma paciente do sexo feminino de 16 anos, com desenvolvimento neuropsicomotor normal, que durante o almoço apresentou um evento caracterizado pela visão de múltiplas manchas coloridas que se movimentavam no sentido horizontal e vertical e também em círculos no seu campo visual. Minutos após este evento visual, a paciente passou a referir cefaléia difusa com predomínio frontal. Durante a investigação clínica foi submetida à realização de vídeo-eletrencefalograma com 12 horas de duração revelando descargas de ondas agudas ora na região occipital direita ora na região occipital esquerda. CONCLUSÃO: apresentamos um tipo clássico de síndrome epiléptica iniciando em uma idade pouco usual, o final da adolescência, considerando o diagnóstico diferencial com a migrânia com aura visual. <![CDATA[<b>Are there risks in the use of different antiepileptic drug formulations? </b><b>Report of the Associação Brasileira de Epilepsia trough a survey of people with epilepsy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-26492009000100009&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: Há controvérsias se drogas antiepilépticas (DAEs) genéricas são intercambiáveis com as de referência, assim como com as similares com respeito a eficácia e efeitos adversos. Este fato é de fundamental importância e ainda mais relevante em países em desenvolvimento com limitações orçamentárias na área de saúde. MÉTODOS: Após aprovação de Comitê de Ética a Associação Brasileira de Epilepsia aplicou um questionário a pessoas com epilepsia (PCE) com 18 questões de múltipla escolha: quatro relacionadas a dados sócio-demográficos e 14 sobre o conhecimento das formulações de DAEs (de referência, genéricas e similares) e da evidência de mudanças clínicas durante a troca (Teste exato de Fisher, significância 05%). RESULTADOS: 731 PCE de seis Hospitais do Sistema Público participaram, sendo que 91% eram de classes sócio-econômicas média e baixas; das PCE maiores de 18 anos, 24,4% tinha menos de 4 anos de escolaridade, 24,4% entre 5 a 8, 45,6 % tinha pelo menos 9 anos de estudo; 63% recebia mais de uma DAE (53,3% carbamazepina, 26,3% valproato de sódio); 58,1% obtinha as DAEs de órgãos públicos e 21,2% somente em farmácias privadas. Das 731 PCE consultadas, 60,6% não conhecia as diferentes formulações de DAEs (PCE com maior escolarização responderam mais corretamente, p<0.001); somente 36% sabia que a primeira DAE é a referência (maior escolarização, p<0.001); e 10% considerou genéricos "medicações oficiais do governo". Após serem instruídos sobre as formulações de DAEs, 24,7% não sabia que genéricos são mais baratos do que as medicações de referência, 32,5% considerou sua qualidade pior e somente 30% sabia os detalhes de sua embalagem (classes de maior renda, p=0.004). Durante o último ano, 25,6% receberam diferentes formulações de DAEs (especialmente carbamazepina e valproato de sódio) e 14,5% (especialmente com menor escolarização, p<0.001) referiram crises adicionais após a troca (carbamazepina, valproato de sódio e lamotrigina) e 12,2%, aumento de eventos adversos (carbamazepina, valproato de sódio e topiramato). CONCLUSÕES: O conhecimento de diferentes formulações foi pequena entre as PCE entrevistadas, e o recebimento de diferentes formulações de DAEs foi freqüente. Foi referido aparecimento de crises por 14,5% dos pacientes, principalmente naqueles de menor escolaridade, e ainda, aumento de efeitos adversos por ocasião das trocas (por 12,2%). Este fato deve alertar especialistas, sobretudo em países em desenvolvimento que DAEs devem ser consideradas um grupo especial em relação a políticas públicas de medicações genéricas e similares.<hr/>PURPOSE: Controversy persists whether generic antiepileptic drugs (AEDs) are interchangeable with brand name and similar drugs regarding efficacy and adverse events. This issue is very relevant and still more important in underdeveloped countries with limited health expenditures. METHODS: After Ethical Committee approval the "Associação Brasileira de Epilepsia" applied a questionnaire for people with epilepsy (PWE) with multiple-choice questions: four about sociodemography and 14 regarding formulations knowledge (reference, generic and similar drugs) and clinical change evidence during AED formulation switch (Fisher test, level 05%). RESULTS: 731 PWE from six Public System Hospitals participated being 91% from middle/low income classes; from the PWE older than 18yrs. 24.4% had less than 4 yrs. of education, 24.4% between 5 and 8, 45.6 % had at least 9 yrs. of schooling; 63% received more than one AED (53.3% carbamazepine, 26.3% sodium valproate); 58.1% obtained AEDs from public resources and 21.2% only in private pharmacies. From the 731 PWE, 60.6% did not know the existence of different AED formulations (more educated PWE, high income classes responded more correctly, p<0.001); only 36% knew that the first produced drug is the reference (more educated, p<0.001) and 10% considered generics "official governmental drugs". After instructed about formulations, 24.7% ignored generics are cheaper than reference drugs, 32.5% considered their quality worse and only 30% knew their packing details (high income classes, p=0.004). During the last year, 25.6% received different formulations (mainly carbamazepine, sodium valproate) and 14.5% (especially lower educated, p<0.001) referred breakthrough seizures after switching (carbamazepine, sodium valproate, lamotrigine) and 12.2%, increased side effects (carbamazepine, sodium valproate, topiramate). CONCLUSIONS: Different formulations knowledge was small among the interviewed PWE and there was frequent AED formulation switching; breakthrough seizures (14.5%) and increased side effects (12.2%) occurred when the change was done. This fact should alert specialists, especially in underdeveloped countries that AEDs should be considered a special group regarding generics and similar drugs public politics. <![CDATA[<b>Biography of new president of the ILAE</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1676-26492009000100010&lng=en&nrm=iso&tlng=en INTRODUÇÃO: Há controvérsias se drogas antiepilépticas (DAEs) genéricas são intercambiáveis com as de referência, assim como com as similares com respeito a eficácia e efeitos adversos. Este fato é de fundamental importância e ainda mais relevante em países em desenvolvimento com limitações orçamentárias na área de saúde. MÉTODOS: Após aprovação de Comitê de Ética a Associação Brasileira de Epilepsia aplicou um questionário a pessoas com epilepsia (PCE) com 18 questões de múltipla escolha: quatro relacionadas a dados sócio-demográficos e 14 sobre o conhecimento das formulações de DAEs (de referência, genéricas e similares) e da evidência de mudanças clínicas durante a troca (Teste exato de Fisher, significância 05%). RESULTADOS: 731 PCE de seis Hospitais do Sistema Público participaram, sendo que 91% eram de classes sócio-econômicas média e baixas; das PCE maiores de 18 anos, 24,4% tinha menos de 4 anos de escolaridade, 24,4% entre 5 a 8, 45,6 % tinha pelo menos 9 anos de estudo; 63% recebia mais de uma DAE (53,3% carbamazepina, 26,3% valproato de sódio); 58,1% obtinha as DAEs de órgãos públicos e 21,2% somente em farmácias privadas. Das 731 PCE consultadas, 60,6% não conhecia as diferentes formulações de DAEs (PCE com maior escolarização responderam mais corretamente, p<0.001); somente 36% sabia que a primeira DAE é a referência (maior escolarização, p<0.001); e 10% considerou genéricos "medicações oficiais do governo". Após serem instruídos sobre as formulações de DAEs, 24,7% não sabia que genéricos são mais baratos do que as medicações de referência, 32,5% considerou sua qualidade pior e somente 30% sabia os detalhes de sua embalagem (classes de maior renda, p=0.004). Durante o último ano, 25,6% receberam diferentes formulações de DAEs (especialmente carbamazepina e valproato de sódio) e 14,5% (especialmente com menor escolarização, p<0.001) referiram crises adicionais após a troca (carbamazepina, valproato de sódio e lamotrigina) e 12,2%, aumento de eventos adversos (carbamazepina, valproato de sódio e topiramato). CONCLUSÕES: O conhecimento de diferentes formulações foi pequena entre as PCE entrevistadas, e o recebimento de diferentes formulações de DAEs foi freqüente. Foi referido aparecimento de crises por 14,5% dos pacientes, principalmente naqueles de menor escolaridade, e ainda, aumento de efeitos adversos por ocasião das trocas (por 12,2%). Este fato deve alertar especialistas, sobretudo em países em desenvolvimento que DAEs devem ser consideradas um grupo especial em relação a políticas públicas de medicações genéricas e similares.<hr/>PURPOSE: Controversy persists whether generic antiepileptic drugs (AEDs) are interchangeable with brand name and similar drugs regarding efficacy and adverse events. This issue is very relevant and still more important in underdeveloped countries with limited health expenditures. METHODS: After Ethical Committee approval the "Associação Brasileira de Epilepsia" applied a questionnaire for people with epilepsy (PWE) with multiple-choice questions: four about sociodemography and 14 regarding formulations knowledge (reference, generic and similar drugs) and clinical change evidence during AED formulation switch (Fisher test, level 05%). RESULTS: 731 PWE from six Public System Hospitals participated being 91% from middle/low income classes; from the PWE older than 18yrs. 24.4% had less than 4 yrs. of education, 24.4% between 5 and 8, 45.6 % had at least 9 yrs. of schooling; 63% received more than one AED (53.3% carbamazepine, 26.3% sodium valproate); 58.1% obtained AEDs from public resources and 21.2% only in private pharmacies. From the 731 PWE, 60.6% did not know the existence of different AED formulations (more educated PWE, high income classes responded more correctly, p<0.001); only 36% knew that the first produced drug is the reference (more educated, p<0.001) and 10% considered generics "official governmental drugs". After instructed about formulations, 24.7% ignored generics are cheaper than reference drugs, 32.5% considered their quality worse and only 30% knew their packing details (high income classes, p=0.004). During the last year, 25.6% received different formulations (mainly carbamazepine, sodium valproate) and 14.5% (especially lower educated, p<0.001) referred breakthrough seizures after switching (carbamazepine, sodium valproate, lamotrigine) and 12.2%, increased side effects (carbamazepine, sodium valproate, topiramate). CONCLUSIONS: Different formulations knowledge was small among the interviewed PWE and there was frequent AED formulation switching; breakthrough seizures (14.5%) and increased side effects (12.2%) occurred when the change was done. This fact should alert specialists, especially in underdeveloped countries that AEDs should be considered a special group regarding generics and similar drugs public politics.