Scielo RSS <![CDATA[Scientiae Studia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1678-316620130004&lang=en vol. 11 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Editorial</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662013000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>The musical studio of Claudio Ptolemy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662013000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en A música é uma arte privilegiada no que diz respeito ao campo técnico, uma vez que desde recuados tempos na história dispôs de instrumentos para a sua realização. Os instrumentos musicais também conduziram a investigações acústicas desde a Antiguidade até a era moderna, fazendo o papel tanto de dispositivos de observação do fenômeno musical quanto de modelos de representação do som. O artigo investiga a abordagem de Ptolomeu, na Harmônica, de diferentes métodos de investigação que surgem entre a concepção pitagórica da música, com seu fundamento aritmético, e a aristoxeniana, que conduz a questão para o âmbito das faculdades humanas da percepção auditiva e do entendimento. Mas também dando ao instrumento musical um papel importante do ponto de vista empírico e matemático. O tratado tem importância crucial, reunindo todo o saber da ciência harmônica antiga e indo além da própria ciência musical expondo a própria noção de harmonia universal dos antigos.<hr/>Music is an art with a special place in the technical domain, since from long ago musical performance made use of instruments. From Antiquity to modern era, musical instruments instigated acoustic investigations, and served both as devices for the observation of musical phenomena and as models for representing sound. The article expounds Ptolemy's approach in his Harmonics to the different methods of investigation involved, on the one hand, in the Pythagorean musical conception, with its arithmetical foundation and, on the other hand, the Aristoxenian conception, that puts musical phenomena into the same domain as human faculties like auditory perception and reason, while giving musical instruments a special role from both empirical and mathematical points of view. Harmonica is crucially important in bringing together a considerable part of science of harmonics in antiquity, and also going a step beyond this to expound the ancient conception of universal harmony. <![CDATA[<b>The notion of "horizon" as a reflection of the astronomical disputes on the position of the Earth (1440-1624)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662013000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Analizamos las transformaciones de la noción de "horizonte" en la modernidad a través de sus usos en obras científicas del período 1440-1624; en particular, en el marco de la discusión que tuvo lugar a propósito de la disputa entre geocentristas y heliocentristas con relación al argumento ptolemaico que establecía que el comportamiento del horizonte probaba la posición central de la Tierra. Señalamos cómo el concepto de "horizonte" es representativo de otros conceptos fundamentales que caracterizan a los sistemas cosmológicos en pugna, de los respectivos sentidos de realidad y del correspondiente carácter de la observación. Mostramos cómo el estudio de los cambios conceptuales históricamente operados en la noción de "horizonte" implica una nueva aproximación a la denominada revolución científica.<hr/>We analyze the transformations of the notion of horizon in modernity through the different uses that it had in scientific works, written between 1440 and 1624, in which there was discussion of the Ptolemaic argument for the view that the behavior of the horizon proves the centrality of the Earth. We show how the concept of horizon represents other fundamental concepts, which characterize the cosmological systems in dispute and their respective senses of reality and observation. We maintain that the study of the conceptual changes that took place historically in the notion of horizon imply taking a new approach to the so-called Scientific Revolution. <![CDATA[<b>Questioning mechanicism</b>: <b>magnetism in cartesian natural philosophy</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662013000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste artigo é provar que a experiência tem um papel central na ciência cartesiana e que, portanto, Descartes está disposto a abandonar alguns pressupostos teóricos para adequar-se a algumas observações científicas. Meu ponto é que o compromisso de Descartes com as observações científicas é tão forte que, no estudo do magnetismo, ele opta pela inconsistência do seu sistema quando adota uma propriedade do magnetismo que contraria a lei da conservação da quantidade de movimento. Ou seja, mostrarei que Descartes acata uma propriedade do ímã, observada por vários cientistas, especialmente Gilbert, que é contrária à lei da conservação da quantidade de movimento para resguardar uma sintonia com as observações empíricas. Esse compromisso com a experiência reforça a imagem de que Descartes não era indiferente às observações empíricas do seu tempo, mas opera uma ciência que tenta adequar-se a elas.<hr/>This article sets out to prove that experience plays a central role in Cartesian science and, therefore, that Descartes is willing to let go of some theoretical assumptions in order to accommodate scientific observations. My point is that Descartes' commitment to scientific observation is so strong that in the study of magnetism, he chooses not to keep his system not completely consistent when he adopts a magnetic property (a property that was observed by several scientists, especially Gilbert) that contradicts the law of conservation of quantity of motion in order to keep in touch with empirical observations. This commitment to experience further strengthens the notion that Descartes was not indifferent to the empirical observations of his time, and actually engages in scientific work that tries to adapt itself to them. <![CDATA[<b>Newton, Locke and Berkeley's positions on the nature of gravitation</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662013000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Ao defender, nos Princípios matemáticos de filosofia natural, a existência de uma força de gravitação universal, Newton desencadeou uma onda de dúvidas e objeções filosóficas. Suas próprias declarações sobre a natureza da gravitação não são facilmente interpretáveis como formando um conjunto consistente de opiniões. Por um lado, logo após fornecer as três definições de "quantidades de forças centrípetas" (Defs. 6-8), Newton observa que está tratando tais forças "matematicamente", sem se pronunciar sobre sua realidade física. Mas, por outro lado, no Escólio Geral inserido no final da segunda edição do livro, Newton diz que foi capaz de "explicar" vários fenômenos de movimento por meio da força de gravidade - que ele mostrou ser um tipo de força centrípeta -, embora não tivesse ainda conseguido explicar a causa dessa força. Uma interpretação plausível dessas últimas afirmações é que Newton acreditava que pôde inferir, a partir dos fenômenos, a existência da força de gravidade, enquanto agente causal real de certos movimentos, mas que ainda não havia tido sucesso em descobrir a causa dessa causa. O objetivo principal do presente artigo não é aprofundar a análise histórica das declarações de Newton, mas examinar como essa questão se insere no debate mais geral sobre o estatuto epistemológico das hipóteses científicas que transcendem a experiência imediata. Segundo a posição defendida, entre muitos outros, por John Locke, tais hipóteses devem ser interpretadas como tentativas legítimas de descrever aspectos inobserváveis da realidade. Em contraste com isso, no caso específico das hipóteses sobre forças - de gravitação ou quaisquer outras -, George Berkeley argumentou vigorosamente a favor de sua interpretação como meros artifícios teóricos úteis às "demonstrações matemáticas" na ciência da mecânica. Ao longo da análise das vantagens e desvantagens filosóficas dessas posições opostas, indica-se aqui que, embora a interpretação realista pareça fazer mais justiça ao desenvolvimento real da física após os Princípios matemáticos, a interpretação instrumentalista de Berkeley tem o mérito filosófico inegável de representar uma adesão mais firme ao empirismo, que é, de um modo ou de outro, valorizado por ambas as partes envolvidas na disputa sobre a natureza da gravitação.<hr/>Newton's defence, in the Principia, of the existence of a universal force of gravity immediately gave rise to a wave of philosophical doubts and objections. His own remarks on the nature of gravitation are not easily amenable of a consistent, uniform interpretation. This paper begins by reviewing briefly these remarks. Its primary objective is, however, to examine how this important scientific issue contributed to demarcate two main epistemological positions on the status of scientific hypotheses transcending immediate experience. In Newton's time, two exponents of these positions were, respectively, Locke and Berkeley. Intriguingly, Newton fuelled both the Berkeleyan, instrumentalist interpretation, and the Lockean, realist interpretation. On the one hand, immediately after offering the definitions of "quantities of centripetal forces" (Definitions 6-8), he warned that he was treating these forces "mathematically", without pronouncing on its physical status. This remark lends support to Berkeley's anti-realist interpretation of forces, as Berkeley himself was keen to point out. But in the General Scholium, at the end of the book, Newton declared that he could "explain" certain important phenomena of motion by the force of gravity, although he had not yet been able to explain the cause of this force, adding, famously, that he would "feign no hypotheses" about this issue. A natural, realist interpretation of this statement is that Newton believed that he could infer, from the phenomena, the existence of gravity, as a real, causal physical agent, but that he had not yet succeeded in discovering the cause of this cause. In discussing the shortcomings and advantages of these opposing views, we indicate that although the realist interpretation appears to do more justice to the actual development of physics after the Principia, Berkeley's interpretation has the philosophical merit of representing a firmer adherence to empiricism, a position valued, in one way or another, by all parties involved in the dispute on the nature of gravitation. <![CDATA[<b>Philosophy and medicine in La Mettrie</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662013000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en ara La Mettrie, o estudo da natureza inicia-se no homem cuja estrutura deve ser considerada em comparação com a dos animais, estando todos submetidos às mesmas leis e sujeitos à destruição. Ao adotar o ponto de vista médico, La Mettrie aproxima a filosofia da medicina. A partir dessa aproximação, o presente trabalho tem por objetivo abordar como se dá a vinculação entre medicina e filosofia, enfatizando o entrelaçamento entre os pontos de vista médico, filosófico e moral.<hr/>To La Mettrie, the study of nature begins in the man whose structure should be considered in comparison with that of animals, all being subjected to the same laws, and subject to destruction. By adopting the medical point of view, La Mettrie brings close philosophy and medicine. Following this approach, this paper aims to address how the close connection between philosophy and medicine is possible, by emphasizing the entanglement between medical, philosophical and moral points of views. <![CDATA[<b>Euclid and the geometry of the visual ray</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662013000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este ensaio introdutório faz uma breve apresentação do tratado de óptica atribuído a Euclides de Alexandria, inserindo-o no contexto das teorias sobre a visão formuladas pelas doutrinas filosóficas antigas. Ressalta-se o antagonismo entre a análise geométrica da visão, empreendida por Euclides, e as considerações filosóficas acerca dos processos físicos subjacentes à sensação visual. Pretende-se mostrar que o objeto da óptica euclidiana é a percepção visual daquilo que Aristóteles denomina "sensível comum".<hr/>This introductory essay provides an abridged presentation of the optical treatise attributed to Euclid of Alexandria, placing it in the context of theories about vision formulated by the ancient philosophical doctrines. I emphasize the antagonism between the geometric analysis of vision, undertaken by Euclid, and the philosophical considerations about the physical processes underlying visual sensation. In addition, I aim to show that the object of Euclidean optics is the visual perception of what Aristotle calls "common sensible". <![CDATA[<b>Óptica</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662013000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este ensaio introdutório faz uma breve apresentação do tratado de óptica atribuído a Euclides de Alexandria, inserindo-o no contexto das teorias sobre a visão formuladas pelas doutrinas filosóficas antigas. Ressalta-se o antagonismo entre a análise geométrica da visão, empreendida por Euclides, e as considerações filosóficas acerca dos processos físicos subjacentes à sensação visual. Pretende-se mostrar que o objeto da óptica euclidiana é a percepção visual daquilo que Aristóteles denomina "sensível comum".<hr/>This introductory essay provides an abridged presentation of the optical treatise attributed to Euclid of Alexandria, placing it in the context of theories about vision formulated by the ancient philosophical doctrines. I emphasize the antagonism between the geometric analysis of vision, undertaken by Euclid, and the philosophical considerations about the physical processes underlying visual sensation. In addition, I aim to show that the object of Euclidean optics is the visual perception of what Aristotle calls "common sensible". <![CDATA[<b>The message, the messenger, and the translator: on the Portuguese translation of <i>Sidereus</i><i> nuncius</i></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662013000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este ensaio introdutório faz uma breve apresentação do tratado de óptica atribuído a Euclides de Alexandria, inserindo-o no contexto das teorias sobre a visão formuladas pelas doutrinas filosóficas antigas. Ressalta-se o antagonismo entre a análise geométrica da visão, empreendida por Euclides, e as considerações filosóficas acerca dos processos físicos subjacentes à sensação visual. Pretende-se mostrar que o objeto da óptica euclidiana é a percepção visual daquilo que Aristóteles denomina "sensível comum".<hr/>This introductory essay provides an abridged presentation of the optical treatise attributed to Euclid of Alexandria, placing it in the context of theories about vision formulated by the ancient philosophical doctrines. I emphasize the antagonism between the geometric analysis of vision, undertaken by Euclid, and the philosophical considerations about the physical processes underlying visual sensation. In addition, I aim to show that the object of Euclidean optics is the visual perception of what Aristotle calls "common sensible". <![CDATA[<b>Science and Kantian critical project</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662013000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este ensaio introdutório faz uma breve apresentação do tratado de óptica atribuído a Euclides de Alexandria, inserindo-o no contexto das teorias sobre a visão formuladas pelas doutrinas filosóficas antigas. Ressalta-se o antagonismo entre a análise geométrica da visão, empreendida por Euclides, e as considerações filosóficas acerca dos processos físicos subjacentes à sensação visual. Pretende-se mostrar que o objeto da óptica euclidiana é a percepção visual daquilo que Aristóteles denomina "sensível comum".<hr/>This introductory essay provides an abridged presentation of the optical treatise attributed to Euclid of Alexandria, placing it in the context of theories about vision formulated by the ancient philosophical doctrines. I emphasize the antagonism between the geometric analysis of vision, undertaken by Euclid, and the philosophical considerations about the physical processes underlying visual sensation. In addition, I aim to show that the object of Euclidean optics is the visual perception of what Aristotle calls "common sensible". <![CDATA[<b>Philosophy of science and scientific controversy: a variety of physical conceptions and of philosophical interpretations of quantum physics</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662013000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este ensaio introdutório faz uma breve apresentação do tratado de óptica atribuído a Euclides de Alexandria, inserindo-o no contexto das teorias sobre a visão formuladas pelas doutrinas filosóficas antigas. Ressalta-se o antagonismo entre a análise geométrica da visão, empreendida por Euclides, e as considerações filosóficas acerca dos processos físicos subjacentes à sensação visual. Pretende-se mostrar que o objeto da óptica euclidiana é a percepção visual daquilo que Aristóteles denomina "sensível comum".<hr/>This introductory essay provides an abridged presentation of the optical treatise attributed to Euclid of Alexandria, placing it in the context of theories about vision formulated by the ancient philosophical doctrines. I emphasize the antagonism between the geometric analysis of vision, undertaken by Euclid, and the philosophical considerations about the physical processes underlying visual sensation. In addition, I aim to show that the object of Euclidean optics is the visual perception of what Aristotle calls "common sensible".