Scielo RSS <![CDATA[Scientiae Studia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1678-316620150001&lang=pt vol. 13 num. 1 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Editorial]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662015000100007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Arithmetizing the geometry from inside: David Hilbert's segment calculus]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662015000100011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Sobre la base que aportan las notas manuscritas de David Hilbert para cursos sobre geometría, el artículo procura contextualizar y analizar una de las contribuciones más importantes y novedosas de su célebre monografía Fundamentos de la geometría (1899), a saber: el cálculo de segmentos lineales (Streckenrechnungen). Se argumenta que, además de ser un resultado matemático importante, Hilbert depositó en su aritmética de segmentos un destacado significado epistemológico y metodológico. En particular, se afirma que para Hilbert este resultado representaba un claro ejemplo de uno de los rasgos más fructíferos y atractivos de su nuevo método axiomático formal, o sea, la capacidad de descubrir y exhibir conexiones estructurales o internas entre diferentes teorías matemáticas.<hr/>On the basis of a set of unpublished notes for lecture courses on geometry, the paper seeks to contextualize and analyze one of the most important and original contributions of David Hilbert's celebrated monograph Foundations of Geometry (1899), namely its arithmetic of line segments (Streckenrechnungen). It is argued that Hilbert attributed to his arithmetic of segments an important epistemological and methodological meaning, in addition to its relevance as an original mathematical result. In particular, it is claimed that for Hilbert his arithmetic of segments represented a clear example of one of the most fruitful and attractive traits of his new formal axiomatic method, i.e., the power to discover and exhibit inner or structural connections among different mathematical theories. <![CDATA[A epistemologia de Poincaré à luz de Kant: convenções e o uso regulador da razão]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662015000100049&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt As reflexões metodológicas de Poincaré sobre a modelação mecânica dos fenômenos, as teorias físicas, a hierarquização das leis e a evolução do seu estatuto e sistema são susceptíveis de uma leitura kantiana que exibe a função constitutiva das matemáticas e a função reguladora dos princípios de conveniência e dos princípios da física, correspondendo estes a uma importante etapa na evolução das teorias físicas.<hr/>The methodological reflections of Poincaré on the mechanical modeling of phenomena, physical theories, the hierarchy of laws and the evolution of their status and system are illuminated by a Kantian reading that displays the constitutive function of mathematics and the regulative function of principles of convenience and of the principles of physics, these corresponding to an important step in the evolution of physical theories. <![CDATA[Einstein and experimental evidence in favour of the hypothesis of light quanta]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662015000100073&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt En la primera parte de este artículo, respondemos a los comentarios críticos de Michel Paty sobre nuestro trabajo "Einstein y el efecto Compton". Si bien nuestra intención no fue evaluar la respuesta de Einstein a la evidencia experimental de la hipótesis cuántica de la luz más allá del año 1923, en la segunda parte del artículo evaluamos dos importantes experimentos completados en 1924: los realizados por Bothe y Geiger en Alemania y los de Compton y Simon en los Estados Unidos. Discutimos por qué ambos experimentos proporcionaron pruebas adicionales que respaldaron los puntos de vista de Einstein sobre la teoría cuántica de la radiación. Sin embargo, afirmamos que aun después de conocer estos resultados, Einstein nunca expresó un juicio categórico sobre la realidad de los cuantos de luz tal como el que formuló De Broglie a principios de 1923, con el que comparamos el punto de vista de Einstein.<hr/>In the first part of this paper we reply to Michel Paty's critical remarks on our paper "Einstein and the Compton effect". We state that we did not evaluate Einstein's response to the experimental evidence about the light quantum hypothesis beyond 1923. Nevertheless, in the second part we analyze two important experiments completed in 1924: those performed by Bothe and Geiger in Germany and by Compton and Simon in the United States. We point out that both experiments provided additional evidence that supported Einstein's views about the quantum theory of radiation. Nonetheless, we contend that even after becoming aware of these results, Einstein never expressed a categorical judgment about the reality of light quanta, such as the one stated by De Broglie as early as 1923, with which we compared Einstein's position. <![CDATA[Uma discussão sobre a unidade da ciência: Neurath e a utopia da ciência unificada]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662015000100097&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Neste artigo apresentamos as propostas de Otto Neurath para o problema da unidade da ciência. Conhecido integrante do Círculo de Viena, Neurath defende que a ciência deve ser unificada por meio da chamada concepção de mundo científica (wissenschaftliche Weltauffassung), uma orientação ou atitude em relação ao mundo e aos problemas que é característica da ciência. Neste artigo apresentamos o caráter social dos projetos de Neurath, como o da Enciclopédia Internacional da Ciência Unificada. Contrastamos a proposta de Neurath com a crítica pós-modernista da abordagem contextualizada dos estudos sobre a ciência (science studies). Essa crítica parte de estudos de comunidades científicas e, em geral, apresenta a conclusão de que não há um fator que unifique a ciência. O termo "ciência" denotaria apenas uma coleção de atividades sem características relevantes em comum. A comparação feita mostra que a posição de Neurath é compatível com a abordagem contextualizada, apesar de defender a unidade da ciência. Por fim, avaliamos o aspecto político da proposta de Neurath diante da crítica pós-moderna e notamos que as ideias do Círculo de Viena e da Enciclopédia podem ser valiosas nos dias de hoje.<hr/>This paper discusses Otto Neurath's proposal for the problem of the unity of science. This author, a well-known member of the Vienna Circle, proposes that science is to be unified by the so-called scientific world-conception (wissenschaftliche Weltauffassung), a characteristic orientation or attitude of science towards the world and the problems it deals with. In this paper, emphasis is given to the social aspect of Neurath's projects, as found, for instance, in the International Encyclopedia of Unified Science. It contrasts Neurath's proposal with the post-modernist criticism, developed in the contextualized approach to science studies, that stems from studies of scientific communities and, in general, presents the conclusion that there is no unifying factor for science. The term 'science' would then denote just a collection of activities with no relevant common characteristics. The comparison made shows that Neurath's position is compatible with the contextualized approach, even though he defends the unity of science. Finally, the political aspect of Neurath's proposal is evaluated in the light of the post-modernist criticism, and it is pointed out that the ideas of the Vienna Circle and the Encyclopedia might be valuable nowadays. <![CDATA[Sobre a definição de observação como percepção verdadeira justificada]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662015000100123&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A primazia do ato de observação, um dos traços marcantes do empirismo, está reafirmada no empirismo construtivo de Bas van Fraassen através da centralidade atribuída à distinção entre observável e inobservável. Contudo, como relevado por Elliott Sober (e outros), não está claro o que van Fraassen entende por observar. Pior, ao que parece o filósofo holandês não considera necessário fornecer esclarecimentos a tal respeito. Isso, evidentemente, representa uma lacuna importante na posição que é reconhecidamente considerada como a principal referência do empirismo nos dias de hoje. O objetivo do presente trabalho é retomar as condições contrafáticas que caracterizam a percepção apresentadas por Otávio Bueno nesta revista em 2011, além de levar em conta critérios de observabilidade e de existência propostos por Filip Buekens e Michel Ghins, para alcançar uma definição de observação que deveria fornecer ao conceito fraasseniano de observabilidade o suporte que atualmente lhe falta, mas sem que isso seja proposto como uma solução ad hoc.<hr/>The primacy of the act of observation, one of the hallmarks of empiricism, found new life in the centrality of the distinction, made in Bas van Fraassen's constructive empiricism, between observable and unobservable. As Elliott Sober (and others) have pointed out, however, it is not clear what van Fraassen understands by observing an object. Worse, the Dutch philosopher does not seem to consider that a clarification of this point is necessary. This, of course, represents an important lacuna in a position generally considered as the main reference for modern empiricism. My goal is to take up again the counterfactual conditionals characterizing perception that Otávio Bueno presented in 2011 in this journal, and also to consider the observability and the existence criteria proposed by Filip Buekens and Michel Ghins, in order to get to a definition of observation that should give van Fraassen's observability concept the support it actually lacks, but without presenting itself as an ad hoc solution. <![CDATA[Classical and quantum information: two kinds of information?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662015000100143&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt El presente artículo busca ofrecer un análisis conceptual de la noción de información, a partir del modo en que es definida por las teorías formales de Claude Shannon y de Benjamin Schumacher. Contra la postura según la cual existen dos tipos de información de naturalezas diferentes, una información clásica y una información cuántica (definidas por las teorías de Shannon y de Schumacher respectivamente), aquí argumentamos que no hay razones suficientes para sostener la existencia de la información cuántica como un nuevo tipo sustancialmente distinto de información. Afirmamos así que existe un único tipo de información que puede ser codificado de diversas maneras, en particular, mediante sistemas clásicos o sistemas cuánticos. Esta posición nos conducirá a concebir un concepto unificado y abstracto de información, en un contexto donde (1) la teoría de Shannon resulta neutral e independiente de las teorías físicas utilizadas para describir las partes involucradas en el proceso de transmitir información, y (2) la teoría de Schumacher no define un nuevo tipo de entidad informacional, sino una manera alternativa de codificar la información mediante estados cuánticos.<hr/>The aim of this article is to offer a conceptual analysis of the notion of information, on the basis of the way in which it is defined by the theories of Claude Shannon and of Benjamin Schumacher. Against the position according to which there are two kinds of information of different natures, a classical information and a quantum information (defined by the theories of Shannon and Schumacher respectively), here we argue that there are not sufficient reasons to maintain the existence of quantum information as a new and substantially different kind of information. So we claim that there is only one kind of information, which can be encoded in different ways, in particular, by means of classical or quantum systems. This position will lead us to conceive an unified and abstract concept of information in a context where (a) Shannon's theory is neutral and independent from the physical theories used to describe the stages involved in the process of transmitting information, and (b) Schumacher's theory does not define a new kind of informational entity, but a alternative way of coding information by means of quantum states. <![CDATA[Heisenberg e a doutrina das cores de Goethe e Newton]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662015000100175&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo destina-se a introduzir a conferência de Heisenberg "A doutrina goethiana e newtoniana das cores à luz da física moderna", proferida em 1941, cuja tradução é aqui publicada. Analisa-se primeiramente o projeto filosófico de uma ordenação da realidade, desenvolvido pelo físico no início da década de 1940, o qual subjaz à discussão sobre as doutrinas das cores em Goethe e Newton. No segundo momento, faz-se uma exposição de algumas das implicações filosóficas da teoria quântica, com ênfase na interpretação da assim denominada escola de Copenhague. Por fim, procura-se mostrar como a querela entre Goethe e Newton é utilizada para defender as abstrações da física teórica dos ataques da assim denominada "física ariana" e, ao mesmo tempo, preservar o valor das considerações intuitivas de Goethe.<hr/>This paper aims at exposing the Heisenberg's conference "The teachings of Goethe and Newton on colors in the light of modern physics", presented in 1941, whose translation is presented here. In the first place the paper analyzes the philosophical project of an ordination of the reality, developed by the physicist in the early 1940s and which is the basis for the discussion of the "Teachings of Goethe and Newton on colors". Secondly it exposes some philosophical implications of the quantum theory by emphasizing the point of view of the Copenhagen school. Finally, it shows how the dispute between Goethe and Newton is exploited to defend the abstractions of the theoretical physics against the attacks of the so called "German physicists" and, at the same time, to preserve the worth of the Goethe's intuitive analysis. <![CDATA[A doutrina goethiana e newtoniana das cores à luz da física moderna (Conferência proferida em 5 de maio de 1941 na Sociedade para Colaboração Cultural de Budapeste)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662015000100207&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo destina-se a introduzir a conferência de Heisenberg "A doutrina goethiana e newtoniana das cores à luz da física moderna", proferida em 1941, cuja tradução é aqui publicada. Analisa-se primeiramente o projeto filosófico de uma ordenação da realidade, desenvolvido pelo físico no início da década de 1940, o qual subjaz à discussão sobre as doutrinas das cores em Goethe e Newton. No segundo momento, faz-se uma exposição de algumas das implicações filosóficas da teoria quântica, com ênfase na interpretação da assim denominada escola de Copenhague. Por fim, procura-se mostrar como a querela entre Goethe e Newton é utilizada para defender as abstrações da física teórica dos ataques da assim denominada "física ariana" e, ao mesmo tempo, preservar o valor das considerações intuitivas de Goethe.<hr/>This paper aims at exposing the Heisenberg's conference "The teachings of Goethe and Newton on colors in the light of modern physics", presented in 1941, whose translation is presented here. In the first place the paper analyzes the philosophical project of an ordination of the reality, developed by the physicist in the early 1940s and which is the basis for the discussion of the "Teachings of Goethe and Newton on colors". Secondly it exposes some philosophical implications of the quantum theory by emphasizing the point of view of the Copenhagen school. Finally, it shows how the dispute between Goethe and Newton is exploited to defend the abstractions of the theoretical physics against the attacks of the so called "German physicists" and, at the same time, to preserve the worth of the Goethe's intuitive analysis. <![CDATA[O demônio de Carnap]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662015000100223&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo destina-se a introduzir a conferência de Heisenberg "A doutrina goethiana e newtoniana das cores à luz da física moderna", proferida em 1941, cuja tradução é aqui publicada. Analisa-se primeiramente o projeto filosófico de uma ordenação da realidade, desenvolvido pelo físico no início da década de 1940, o qual subjaz à discussão sobre as doutrinas das cores em Goethe e Newton. No segundo momento, faz-se uma exposição de algumas das implicações filosóficas da teoria quântica, com ênfase na interpretação da assim denominada escola de Copenhague. Por fim, procura-se mostrar como a querela entre Goethe e Newton é utilizada para defender as abstrações da física teórica dos ataques da assim denominada "física ariana" e, ao mesmo tempo, preservar o valor das considerações intuitivas de Goethe.<hr/>This paper aims at exposing the Heisenberg's conference "The teachings of Goethe and Newton on colors in the light of modern physics", presented in 1941, whose translation is presented here. In the first place the paper analyzes the philosophical project of an ordination of the reality, developed by the physicist in the early 1940s and which is the basis for the discussion of the "Teachings of Goethe and Newton on colors". Secondly it exposes some philosophical implications of the quantum theory by emphasizing the point of view of the Copenhagen school. Finally, it shows how the dispute between Goethe and Newton is exploited to defend the abstractions of the theoretical physics against the attacks of the so called "German physicists" and, at the same time, to preserve the worth of the Goethe's intuitive analysis. <![CDATA[Nem heterodoxa nem ortodoxa: a mecânica quântica na segunda metade do século xx]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662015000100233&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo destina-se a introduzir a conferência de Heisenberg "A doutrina goethiana e newtoniana das cores à luz da física moderna", proferida em 1941, cuja tradução é aqui publicada. Analisa-se primeiramente o projeto filosófico de uma ordenação da realidade, desenvolvido pelo físico no início da década de 1940, o qual subjaz à discussão sobre as doutrinas das cores em Goethe e Newton. No segundo momento, faz-se uma exposição de algumas das implicações filosóficas da teoria quântica, com ênfase na interpretação da assim denominada escola de Copenhague. Por fim, procura-se mostrar como a querela entre Goethe e Newton é utilizada para defender as abstrações da física teórica dos ataques da assim denominada "física ariana" e, ao mesmo tempo, preservar o valor das considerações intuitivas de Goethe.<hr/>This paper aims at exposing the Heisenberg's conference "The teachings of Goethe and Newton on colors in the light of modern physics", presented in 1941, whose translation is presented here. In the first place the paper analyzes the philosophical project of an ordination of the reality, developed by the physicist in the early 1940s and which is the basis for the discussion of the "Teachings of Goethe and Newton on colors". Secondly it exposes some philosophical implications of the quantum theory by emphasizing the point of view of the Copenhagen school. Finally, it shows how the dispute between Goethe and Newton is exploited to defend the abstractions of the theoretical physics against the attacks of the so called "German physicists" and, at the same time, to preserve the worth of the Goethe's intuitive analysis.