Scielo RSS <![CDATA[Scientiae Studia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1678-316620070001&lang=en vol. 5 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Editorial</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662007000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>The return of ontogeny</b>: <b>conflicting ideals of natural order in recent evolutionary biology</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662007000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en En este trabajo procuraré mostrar que la noción de ideal de orden natural, enunciada por Stephen Toulmin, podría ser muy útil para caracterizar el conflicto entre el neodarwinismo ortodoxo y la biología evolucionaria desenvolvimiental, o evo-devo, que hoy parece conmover los fundamentos de la nueva síntesis. Las investigaciones en evo-devo, diré, están propiciando un replanteamiento de la relación entre ontogenia y filogenia que supone desplazamiento de lo que caracterizaré como el ideal de orden natural del darwinismo clásico. Así, después de intentar identificar este último ideal de orden natural, procuraré mostrar cual sería el ideal de orden natural alternativo al que obedecerían las actuales indagaciones de la evo-devo.<hr/>In this work I will try to show that Stephen Toulmin's notion of an ideal of natural order could be very useful to characterize the clash between the orthodox Neo-Darwinism and the evolutionary developmental biology, or evo-devo, that today seems to affect the very foundations of the new synthesis. The works in evo-devo, I will say, lead to re-examinate the relation between ontogeny and phylogeny in a way that supposes a displacement of which I will characterize as the classic Darwinism's ideal of natural order. Thus, after trying to identify this last ideal of natural order, I will try to identify the alternative ideal of natural order to which the present researches in evo-devo would obey. <![CDATA[<b>Gould and Lewontin against the adaptacionist program</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662007000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en En su artículo clásico, Gould y Lewontin (1979) han esgrimido críticas no siempre claras - contra el así llamado "programa adaptacionista". Puesto que una "adaptación" en uno de los sentidos más utilizados del vocablo - refiere a un rasgo cuya fijación en una población se explica por selección natural, el encuentro de adaptaciones ha sido considerado una heurística que guía a los biólogos en la aplicación de la teoría de la evolución por selección natural, procurando extender el campo de aplicación de la teoría a priori, y sin restricción alguna, al mejor estilo kuhneano. Este trabajo procura elucidar, breve, pero integralmente, las críticas contenidas en el artículo aludido, donde se reconocen objeciones de diversa índole, a saber: empíricas, metodológicas, conceptuales, y pragmáticas, aunque con solapamientos. Se evalúa el filo de algunas de ellas, y se estipula la utilidad potencial que elucidaciones conceptuales como las que se ofrecen aquí pueden tener para con la filosofía de la biología.<hr/>In their classic paper, Gould and Lewontin (1979) have put forward critical arguments not in all the cases clearly expounded - against the so called "adaptationist program". Since an "adaptation" in one of the most used senses of the term - refers to a feature whose fixation in a population is explained by natural selection, finding adaptations has been considered an heuristic that leads biologists in the application of the theory of evolution by natural selection, intending (a priori, without any restriction and in a kuhnean manner) to extend the application field of the theory. This work expects, briefly, but completely, to elucidate the critics that appear in the article in question, where different kinds of objections, including empirical, methodological, conceptual and pragmatical ones - though with overlapping -, are recognized. The scope of some of them is analyzed, and the potential usefulness for the philosophy of biology of conceptual explications as the ones offered here is stipulated. <![CDATA[<b>Hempel, Semmelweis and the true tragedy of puerperal fever</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662007000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Em seu manual introdutório Filosofia da ciência natural, Hempel apresenta, enquanto ilustração e ponto de partida para uma análise do processo de invenção e teste de teorias científicas, um relato do caso Semmelweis - o médico húngaro que, em meados do século xix, em Viena, descobriu a causa da febre puerperal e um método eficaz de prevenção. O relato, se por um lado não incorre em inverdades factuais, por outro, é bastante sucinto, omitindo uma série de aspectos importantes do caso. A tese deste artigo é a de que, embora tais omissões se justifiquem plenamente em função dos objetivos do relato, elas são também convenientes para Hempel, na medida em que ajudam a transmitir uma imagem da ciência que vai muito além dos processos de invenção e teste de teorias, que reflete a concepção positivista de ciência - e assim, quaisquer que tenham sido a intenções do autor, contribuiu para sua disseminação e fortalecimento. Uma imagem que, pelo menos neste caso, não corresponde à realidade. Para demonstrar a tese, expomos as partes da história de Semmelweis omitidas por Hempel e mostramos como elas não se coadunam com a imagem positivista da ciência. Ao longo desse percurso, distinguimos três tipos de crítica à historiografia positivista: a kuhniana, a pós-moderna e a engajada. Na conclusão, tecemos algumas considerações sobre a pesquisa médica nos dias de hoje.<hr/>In his introductory textbook, Philosophy of natural science, Hempel presents, as an illustration and a starting point for an analysis of the processes of inventing and testing scientific theories, an account of the researches of Semmelweis the Hungarian physician who, in the middle of the xixth century, discovered the cause of puerperal fever and an effective method of prevention. The account does not involve anything that is factually untrue, but it is quite succinct, leaving out many important aspects of the case. Our thesis is that, although those omissions are justified in view of the aims of the account, they are also convenient to Hempel, because they help to propagate an image of science which goes much beyond the processes of invention and test. It is an image which reflects the positivist conception of science, and thus, whatever the intentions of the author, contributes to the dissemination and strengthening of that conception, but which, at least in this case, does not correspond to reality. To demonstrate the thesis, we give an account of the parts of Semmelweis's story omitted by Hempel, and we show how they do not fit in with the positivist image of science. Along the way, we distinguish three types of critique of positivist historiography: the Kuhnian, the post-modern, and the engagé. In the conclusion, we present some considerations concerning the medical research of today. <![CDATA[<b>New order for new knowledges</b>: <b>Leibniz's project for a scientific encyclopedia</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662007000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Em seu manual introdutório Filosofia da ciência natural, Hempel apresenta, enquanto ilustração e ponto de partida para uma análise do processo de invenção e teste de teorias científicas, um relato do caso Semmelweis - o médico húngaro que, em meados do século xix, em Viena, descobriu a causa da febre puerperal e um método eficaz de prevenção. O relato, se por um lado não incorre em inverdades factuais, por outro, é bastante sucinto, omitindo uma série de aspectos importantes do caso. A tese deste artigo é a de que, embora tais omissões se justifiquem plenamente em função dos objetivos do relato, elas são também convenientes para Hempel, na medida em que ajudam a transmitir uma imagem da ciência que vai muito além dos processos de invenção e teste de teorias, que reflete a concepção positivista de ciência - e assim, quaisquer que tenham sido a intenções do autor, contribuiu para sua disseminação e fortalecimento. Uma imagem que, pelo menos neste caso, não corresponde à realidade. Para demonstrar a tese, expomos as partes da história de Semmelweis omitidas por Hempel e mostramos como elas não se coadunam com a imagem positivista da ciência. Ao longo desse percurso, distinguimos três tipos de crítica à historiografia positivista: a kuhniana, a pós-moderna e a engajada. Na conclusão, tecemos algumas considerações sobre a pesquisa médica nos dias de hoje.<hr/>In his introductory textbook, Philosophy of natural science, Hempel presents, as an illustration and a starting point for an analysis of the processes of inventing and testing scientific theories, an account of the researches of Semmelweis the Hungarian physician who, in the middle of the xixth century, discovered the cause of puerperal fever and an effective method of prevention. The account does not involve anything that is factually untrue, but it is quite succinct, leaving out many important aspects of the case. Our thesis is that, although those omissions are justified in view of the aims of the account, they are also convenient to Hempel, because they help to propagate an image of science which goes much beyond the processes of invention and test. It is an image which reflects the positivist conception of science, and thus, whatever the intentions of the author, contributes to the dissemination and strengthening of that conception, but which, at least in this case, does not correspond to reality. To demonstrate the thesis, we give an account of the parts of Semmelweis's story omitted by Hempel, and we show how they do not fit in with the positivist image of science. Along the way, we distinguish three types of critique of positivist historiography: the Kuhnian, the post-modern, and the engagé. In the conclusion, we present some considerations concerning the medical research of today. <![CDATA[<b>Project for a new encyclopedia to be written following the method of discovery</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662007000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Em seu manual introdutório Filosofia da ciência natural, Hempel apresenta, enquanto ilustração e ponto de partida para uma análise do processo de invenção e teste de teorias científicas, um relato do caso Semmelweis - o médico húngaro que, em meados do século xix, em Viena, descobriu a causa da febre puerperal e um método eficaz de prevenção. O relato, se por um lado não incorre em inverdades factuais, por outro, é bastante sucinto, omitindo uma série de aspectos importantes do caso. A tese deste artigo é a de que, embora tais omissões se justifiquem plenamente em função dos objetivos do relato, elas são também convenientes para Hempel, na medida em que ajudam a transmitir uma imagem da ciência que vai muito além dos processos de invenção e teste de teorias, que reflete a concepção positivista de ciência - e assim, quaisquer que tenham sido a intenções do autor, contribuiu para sua disseminação e fortalecimento. Uma imagem que, pelo menos neste caso, não corresponde à realidade. Para demonstrar a tese, expomos as partes da história de Semmelweis omitidas por Hempel e mostramos como elas não se coadunam com a imagem positivista da ciência. Ao longo desse percurso, distinguimos três tipos de crítica à historiografia positivista: a kuhniana, a pós-moderna e a engajada. Na conclusão, tecemos algumas considerações sobre a pesquisa médica nos dias de hoje.<hr/>In his introductory textbook, Philosophy of natural science, Hempel presents, as an illustration and a starting point for an analysis of the processes of inventing and testing scientific theories, an account of the researches of Semmelweis the Hungarian physician who, in the middle of the xixth century, discovered the cause of puerperal fever and an effective method of prevention. The account does not involve anything that is factually untrue, but it is quite succinct, leaving out many important aspects of the case. Our thesis is that, although those omissions are justified in view of the aims of the account, they are also convenient to Hempel, because they help to propagate an image of science which goes much beyond the processes of invention and test. It is an image which reflects the positivist conception of science, and thus, whatever the intentions of the author, contributes to the dissemination and strengthening of that conception, but which, at least in this case, does not correspond to reality. To demonstrate the thesis, we give an account of the parts of Semmelweis's story omitted by Hempel, and we show how they do not fit in with the positivist image of science. Along the way, we distinguish three types of critique of positivist historiography: the Kuhnian, the post-modern, and the engagé. In the conclusion, we present some considerations concerning the medical research of today. <![CDATA[<b>Ecology is good busines!</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662007000100007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Em seu manual introdutório Filosofia da ciência natural, Hempel apresenta, enquanto ilustração e ponto de partida para uma análise do processo de invenção e teste de teorias científicas, um relato do caso Semmelweis - o médico húngaro que, em meados do século xix, em Viena, descobriu a causa da febre puerperal e um método eficaz de prevenção. O relato, se por um lado não incorre em inverdades factuais, por outro, é bastante sucinto, omitindo uma série de aspectos importantes do caso. A tese deste artigo é a de que, embora tais omissões se justifiquem plenamente em função dos objetivos do relato, elas são também convenientes para Hempel, na medida em que ajudam a transmitir uma imagem da ciência que vai muito além dos processos de invenção e teste de teorias, que reflete a concepção positivista de ciência - e assim, quaisquer que tenham sido a intenções do autor, contribuiu para sua disseminação e fortalecimento. Uma imagem que, pelo menos neste caso, não corresponde à realidade. Para demonstrar a tese, expomos as partes da história de Semmelweis omitidas por Hempel e mostramos como elas não se coadunam com a imagem positivista da ciência. Ao longo desse percurso, distinguimos três tipos de crítica à historiografia positivista: a kuhniana, a pós-moderna e a engajada. Na conclusão, tecemos algumas considerações sobre a pesquisa médica nos dias de hoje.<hr/>In his introductory textbook, Philosophy of natural science, Hempel presents, as an illustration and a starting point for an analysis of the processes of inventing and testing scientific theories, an account of the researches of Semmelweis the Hungarian physician who, in the middle of the xixth century, discovered the cause of puerperal fever and an effective method of prevention. The account does not involve anything that is factually untrue, but it is quite succinct, leaving out many important aspects of the case. Our thesis is that, although those omissions are justified in view of the aims of the account, they are also convenient to Hempel, because they help to propagate an image of science which goes much beyond the processes of invention and test. It is an image which reflects the positivist conception of science, and thus, whatever the intentions of the author, contributes to the dissemination and strengthening of that conception, but which, at least in this case, does not correspond to reality. To demonstrate the thesis, we give an account of the parts of Semmelweis's story omitted by Hempel, and we show how they do not fit in with the positivist image of science. Along the way, we distinguish three types of critique of positivist historiography: the Kuhnian, the post-modern, and the engagé. In the conclusion, we present some considerations concerning the medical research of today.