Scielo RSS <![CDATA[Scientiae Studia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1678-316620120002&lang=en vol. 10 num. 2 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Editorial</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662012000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<b>Reconstrucción estructuralista de la teoría del movimiento circular de la sangre, de William Harvey</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662012000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en En las investigaciones sobre fisiología cardiovascular desarrolladas por William Harvey es posible distinguir entre dos teorías que responden a preguntas diferentes. La primera de ellas, que denominamos teoría del movimiento circular de la sangre, intenta dar una respuesta al problema sobre la cantidad de sangre que se mueve dentro del sistema. La segunda pretende dar cuenta de las causas de que la sangre se mueva y la denominamos teoría de las causas del movimiento de la sangre. En este trabajo, presentamos una reconstrucción estructuralista de la primera de éstas, y mostramos que posee todos los componentes considerados esenciales para cualquier teoría, de acuerdo con la concepción estructuralista de la ciencia.<hr/>In the researches on cardiovascular physiology conducted by William Harvey it is possible to distinguish between two theories answering to different questions. The first, which we call the theory of the circular motion of the blood, tries to give a solution to the problem of the quantity of blood that moves within the system. The second attempts to give an account of the causes that makes the blood move, and we call it the theory of the causes of blood movement. In this article, we present a structuralist reconstruction of the first theory, and show that it possesses all the components that are considered essential for any theory, according to the structuralist view of science. <![CDATA[<b>Linajes y sistemas</b>: <b>dos tipos de individuos biológicos</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662012000200003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Los taxones biológicos son ejemplos de un tipo peculiar de individuos a los que llamaré linajes: individuos cuyas partes son sus variantes o sus ejemplares. Cosas como los organismos, mientras tanto, son ejemplos de ese otro tipo de individuos a los que llamaré sistemas: individuos cuyas partes, además de no poder ser consideradas sus variantes o sus ejemplares, deben guardar entre ellas ciertas interrelaciones causales sincrónicas que no tienen porqué existir entre las partes de un linaje. En ese contexto, la distinción entre el viviente individual considerado como sistema orgánico y el viviente individual considerado como ejemplar de un linaje será objeto de un análisis particular que también nos llevará a examinar la distinción parte-carácter.<hr/>Biological taxa are instances of a peculiar kind of individual that I will call lineages: individuals whose parts are their variants or tokens. Things as organisms, in contrast, are instances of this another kind of individual that I will call systems: individuals whose parts must maintain some synchronous causal interrelations among themselves that do not have to exist among the parts of a lineage, and cannot be considered as their variants or tokens. In this context, the distinction between a living individual considered as an organic system and as a token of a lineage will be object of a particular analysis, which will also lead us to examine the distinction part-character. <![CDATA[<b>A função adaptativa da transmissão cultural</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662012000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en O principal objetivo deste artigo é sugerir como podemos explicar a transmissão cultural dentro de um quadro evolucionista geral, aceitável da perspectiva naturalista. Para fazer isso, primeiro reconsiderarei duas das principais teorias que foram propostas com o mesmo objetivo, a saber, a sociobiologia e a memética. Em relação primeira, preservarei a ideia de que a origem dos traços culturais reside em uma adaptação biológica. Relativamente segunda teoria, aceitarei que há um sentido, em que os traços culturais são adaptados, que difere do simples "incremento da fitness biológica". O segundo objetivo, estreitamente relacionado com o primeiro, é explicar porque certos fenômenos culturais não biologicamente adaptativos, as mal-adaptações, mantêm-se e, assim, apresentar um esquema interpretativo adaptacionista, mas não genocêntrico, para a compreensão das dinâmicas culturais. A fim de articular minhas teses em uma proposta original, farei uso das ideias de Boyd e Richerson e introduzirei a distinção entre adaptações de primeira e de segunda ordem.<hr/>The main objective of this study is to suggest how we can explain cultural transmission within a general evolutionary, naturalistically acceptable, framework. To do so, I will begin by reconsidering the two major theories that have been proposed for the same purpose, namely, sociobiology and memetics. Regarding sociobiology, I will preserve the idea that the origin of cultural traits lies in a biological adaptation. Regarding the second theory, I will accept that there is a sense in which cultural traits are adapted that differs from simple "increase of biological fitness". The second objective, closely related to the first, is to explain why certain cultural phenomena that are not biologically adaptive, called maladaptations, remain, and thus to provide an adaptationist, but not genocentric, interpretive framework for understanding cultural dynamics. In order to articulate my thesis in an original proposal, I will use the ideas of Boyd and Richerson and introduce the distinction between first order and second order adaptations. <![CDATA[<b>A revolução darwiniana na paleontologia e a ideia de progresso no processo evolutivo</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662012000200005&lng=en&nrm=iso&tlng=en A ideia da existência de uma tendência dos organismos ao progressivo aumento de complexidade da organização corporal já se fazia presente em tempos anteriores ao evolucionismo. Com a aceitação das teorias evolutivas, vários naturalistas, e especialmente aqueles que trabalhavam com fósseis, passaram a defender a ocorrência de tal tendência no processo evolutivo. Essa nova forma de abordar a ideia de progresso na natureza recebeu várias interpretações até o momento do surgimento da síntese evolutiva moderna, que pouco espaço deixou para a existência de outro elemento orientador da evolução, que não fosse aquele proposto por Darwin.<hr/>The idea that there is a tendency of organisms towards a progressive increase of complexity of bodily organization was already present before the rise of evolutionism. With the acceptance of evolutionary theories, many naturalists, especially those working with fossils, embraced the occurrence of such a tendency in the evolutionary process. This new way of approaching the idea of progress in nature received various interpretations up to the time of the emergence of the modern evolutionary synthesis, which left little room for the existence of another guiding element of evolution different from the one proposed by Darwin. <![CDATA[<b>O progresso do homem brasileiro pelo mecanismo de seleção natural em Miranda Azevedo</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662012000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste trabalho é apresentar como a palestra de Miranda Azevedo, "Darwinismo: seu passado, seu presente, seu futuro", proferida nas Conferências Populares da Freguesia da Glória, em 1875, articula os conceitos de evolução, evolução humana, progresso e a ideia do homem como ápice da evolução e controlador das leis seletivas que regulam a natureza. Para tanto apresentaremos e analisaremos o texto publicado em 1876 que contém na íntegra o discurso de Azevedo. De particular importância é a filiação de Azevedo a Haeckel, já anteriormente indicada pela historiografia brasileira. Ao contrário dos estudos dedicados ao tema, pretendemos mergulhar mais detidamente no texto de Azevedo com o objetivo de mostrar como ele relaciona a hereditariedade e os processos pretensamente seletivos para a partir daí pensar em como fazer as novas gerações brasileiras progredirem.<hr/>The aim of this work is to discuss "Darwinism: its past, its present, its future", a lecture given in 1875 by Miranda Azevedo as one of the "Popular Lectures of the Gloria Neighborhood, Rio de Janeiro". In this lecture Azevedo elaborates the concepts of evolution, human evolution, progress and the idea of man as the pinnacle of evolution and the master of the selective laws governing nature. We will analyze the article, published in 1876, that contains the full text of Azevedo's lecture. Of particular importance is his affiliation to Haeckel, something already commented on in Brazilian historiography. But, unlike other studies devoted to the theme, I will examine in detail Azevedo's text, attempting to show how he relates hereditary and selective evolutionary processes to thinking about how future Brazilian generations could progress. <![CDATA[<b>Os mártires de Bernard</b>: <b>a sensibilidade do animal experimental como dilema ético do darwinismo na Inglaterra vitoriana</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-31662012000200007&lng=en&nrm=iso&tlng=en O presente trabalho investiga as implicações éticas do uso de animais experimentais na Inglaterra vitoriana com o advento do darwinismo, a partir de meados do século XIX. A tese darwiniana da origem comum entre animais e humanos, por um lado, afirmava a importância e justificava cientificamente o uso de animais em estudos de fisiologia experimental, mas, por outro lado, também fortalecia o questionamento da legitimidade moral da exploração dos animais pela ciência. Isso porque se o animal darwiniano figurava como um modelo experimental ideal, ele também era visto como um ser sensível, que compartilhava com os humanos a suscetibilidade ao sofrimento físico e emocional. Discutem-se também os aspectos de continuidade e de transformação sofridos pelo animal vitoriano com o advento do darwinismo e o alvorecer da fisiologia experimental na Inglaterra da segunda metade do século XIX, dando especial ênfase s implicações éticas - amplamente levantadas então pelos adeptos do movimento antivivisseccionista, como Frances Power Cobbe - quanto ao emprego de animais domésticos em experimentos fisiológicos.<hr/>This paper explores the ethical implications of the use of experimental animals in Victorian England after the arrival of Darwinism in the second half of the nineteenth century. On the one hand, the Darwinian thesis of common descent between animals and humans did confirmed the importance and legitimacy of employing animals in research on experimental physiology. On the other hand, the idea of common descent also served as a means for questioning the moral legitimacy of the exploitation of animals by science, since although the Darwinian animal could be considered as an ideal experimental model, it was also seen as a sensitive being, which shared with humans susceptibility to both physical and emotional suffering. The aspects of both continuity and transformation experienced by the Victorian animal with the advent of Darwinism and the rise of experimental physiology, especially in the second half of the nineteenth century, are also discussed, with special emphasis on the ethical implications - largely raised by the adepts of the antivivisection movement, such as Frances Power Cobbe - connected with the use of domestic animals in physiological experiments.