Scielo RSS <![CDATA[ARS (São Paulo)]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1678-532020180001&lang=es vol. 16 num. 32 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Passagens: Hubert Damisch]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202018000100007&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[Tough love]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202018000100015&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O texto a seguir apresenta a contribuição de Yve-Alain Bois ao colóquio “Hubert Damisch, l’art au travail”, organizado em homenagem ao autor de Théorie du nuage, em Paris, pelo Institut National d’Histoire de l’Art, nos dias 8 e 9 de novembro de 2013. O relato rememora o convívio de Bois com Hubert Damisch e Roland Barthes, autores cujos seminários ele frequentou no início dos anos 1970.<hr/>Abstract The following text presents the contribution of Yve-Alain Bois to the colloquium “Hubert Damisch, l’art au travail”, a homage to the author of Théorie du nuage organized in Paris by the Institut National d’Histoire d’Art in November 8th and 9th 2013. The report recalls the author’s relationship with Hubert Damisch and Roland Barthes, whose seminars Bois attended to during the early 1970’. <![CDATA[The messenger]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202018000100029&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Este texto resultou do convite de Ars ao artista Carlos Zilio para que nos desse um testemunho de seu convívio com Hubert Damisch, a quem conheceu em 1978, quando frequentou o seminário ministrado pelo teórico francês naquele ano.<hr/>Abstract This text results from Ars’ invitation to artist Carlos Zilio, who has been asked to give us a testimony of his contact with Hubert Damisch since 1978, when Zilio attended to the seminar given that year by the French theoretician. <![CDATA[<strong>Juxtaposition, repetition, dance</strong>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202018000100033&lng=es&nrm=iso&tlng=es Abstract This essay, approaching Richard Serra’s works exhibited at Instituto Moreira Salles in Rio de Janeiro, in 2014, discusses the remarkable interplay between sculpture and drawing in the artist’s production, this interplay having frequently resulted in drawings marked by such sculptural qualities as solidity, mass, weight, lightness, fluidity and, converselly, in sculptures and installations addressing architectural and structural issues. The text also points out to the cezannesque procedure which mark several drawings of Serra, where two dimensional surfaces usually basculate in steep angles, favouring a continuous switching back and forth between horizontals and verticals, flat and receding planes. From this relationship to drawing, as is argued, derives the crucial role gestures and action on materials play in this work, assigning to it a bodily plasticity.<hr/>Resumo O ensaio aborda os trabalhos que Richard Serra apresentou em exposição realizada no Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro, em 2014, e discute o trânsito notável entre desenho e escultura presente em sua obra, do qual frequentemente resultaram desenhos marcados por qualidades escultóricas, tais como solidez, massa, peso, leveza, fluidez e, inversamente, em esculturas e instalações ligadas de modo decisivo a questões estruturais e arquitetônicas. O texto aponta, igualmente, o procedimento cezanniano que marca diversos desenhos de Serra, nos quais superfícies bidimensionais usualmente basculam em ângulos agudos, favorecendo o trânsito contínuo entre horizontais e verticais, entre a bidimensionalidade das superfícies e os espaços em profundidade. Desse enraizamento no desenho, conforme se argumenta, deriva o papel crucial que os gestos e a ação sobre os materiais desempenham nesse trabalho, conferindo a ele uma plasticidade corporal. <![CDATA[The contemporaneity of Bispo]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202018000100047&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Arthur Bispo do Rosário, paciente psiquiátrico que representou o Brasil na Bienal de Veneza de 1995, talvez seja o artista outsider mais conhecido do país. A análise que proponho de sua obra considera o significado de respeitar os direitos dos loucos, abordando seus trabalhos pela perspectiva da arte contemporânea. Bispo nunca atribuiu estatuto artístico à sua produção. Investigo se classificar seu trabalho como arte contemporânea, como faz Frederico Morais, não abandona um tipo de controle epistêmico (o psiquiátrico) para adotar outro: um formalismo estético atemporal. Defendo a necessidade de mais estudos para compreender como Bispo, cuja identificação psicopatológica se confunde com a discriminação de raça e de classe, se tornou um dos artistas brasileiros de maior prestígio.<hr/>Abstract Arthur Bispo do Rosário, psychiatric patient who represented Brazil at the Venice Biennale in 1995, is perhaps the best known Brazilian outsider artist. The analysis I propose to do of his work considers and respects the rights of people with mental illnesses, addressing their work through the perspective of contemporary art. Bispo never assigned artistic status to his production. I investigate if classifying his work as contemporary art, as Frederico Morais does, leaves one type of epistemic control (the psychiatric) to adopt another: a timeless aesthetic formalism. I support the need for more studies to understand how Bispo, whose psychopathological identification is intertwined with race and class discrimination, became one of the most prestigious Brazilian artists. <![CDATA[Max Bense/Aloísio Magalhães (Germany, 1969): the transcultural and popular context of Der Weg eines Zeichens]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202018000100081&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Se o impulso modernista demanda novas abordagens, muitos defendem que voltar a atenção para as redes de trocas artísticas é um modo de reatualizar o paradigma modernista. Em 1969, o artista e designer brasileiro Aloísio Magalhães (1927-1982) exibiu uma série de fotografias na galeria de estudos do Studium Generale, da Universidade de Stuttgart, um espaço de exposição dedicado ao discurso interdisciplinar fundado por Max Bense (1910-1990) em 1958. Neste artigo quero discutir os aspectos principais do projeto dessa exposição, comparando-o com o movimento concretista e com a perspectiva de Lina Bo Bardi sobre exposições, assim como quero examinar as diferentes abordagens culturais do projeto fotográfico de Magalhães e suas afinidades com a proposta do formalismo, do concretismo e da teoria do signo.<hr/>Abstract If the Modernist impulse requires new approaches, then many argue that highlighting the networks of artistic exchange is one way of reactualizing the Modernist paradigm. In 1969, Brazilian artist and designer Aloísio Magalhães (1927-1982) exhibited a series of photographs at the study gallery at Studium Generale, University of Stuttgart, an exhibition space for interdisciplinary discourse founded by Max Bense (1910*1990) in 1958. In this study I want to discuss key aspects of this exhibition project, comparing it with the Brazilian concretist movement and Lina Bo Bardi’s exhibitionary visions, as well as to examine the different cultural approaches to Magalhães photographic project and its common grounds with formalism, concretism and sign theory. <![CDATA[Women and light in the art of Umberto Boccioni]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202018000100099&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Este artigo reflete acerca da poética do artista italiano Umberto Boccioni (1882-1916) tomando como eixo o tema da mulher em sua obra pictórica e escultórica, temática de importância na obra do artista, utilizada ainda em desenhos e telas de sua fase pré-futurista no sentido de compreender as relações entre os corpos, a luz e a atmosfera. A representação específica de mulheres junto a janelas e balcões persistiu em seus anos futuristas e possibilitou a expansão e o aprofundamento de suas pesquisas relacionadas à percepção da luz e sua incidência nos corpos, bem como a formulação do conceito de “escultura-ambiente”.<hr/>Abstract This article intends to carry out a reflection on the poetics of Italian artist Umberto Boccioni (1882-1916), taking the subject of women in his pictorial and sculptural work as axis. This theme has a particular importance in the artist’s works, and was used in drawings and paintings of his pre-futuristic stage in order to understand the relationship among bodies, light and atmosphere. The specific representation of women at windows and balconies persisted in his futuristic years and enabled the expansion and deepening of his researches related to perception of light and its incidence on bodies, as well as the concept of “sculpture of environment”. <![CDATA[The primitives: Mário de Andrade and Georges Bataille]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202018000100117&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Em 1943, Mário de Andrade publica na Revista da Academia Paulista de Letras o ensaio “Primitivos”, em que conceitua o termo baseado no filósofo e etnólogo francês Georges-Henri Luquet (1876-1965). Luquet teve a mesma obra (L’art primitif, 1930) resenhada por Georges Bataille na revista Documents (1930). Este texto reporta-se aos ensaios de Andrade e de Bataille buscando os traços da leitura do etnólogo nesses autores. Desse modo, lançaremos luz sobre duas abordagens distintas da noção de primitivo na modernidade: uma que se volta às culturas nativas ou não ocidentais como princípio de identidade e como afinidade estética (a partir de critérios como beleza, semelhança e gênese), e outra que concebe o retorno como uma heterogeneidade transgressiva (anti-humanista, informe).<hr/>Abstract Mário de Andrade published on Revista da Academia Paulista de Letras the essay “Primitivos” in 1943, which presented the concept of primitive relying on L’art primitif (1930) by the French philosopher and ethnologist Georges-Henri Luquet (1876-1965). Georges Bataille reviewed Luquet’s book on the text “L’art primitif” (Documents, 1930). This paper has the aim to highlight the traces left by the reading of Luquet in both intellectuals. In addition, this article intends to illuminate two different approaches to the notion of primitive in modernity: one that conceives native or non-Western cultures as a principle of identity and as aesthetic affinity (interested in criteria such as beauty, similarity and genesis); and other that conceives the reversion as a transgressive heterogeneity (anti-humanist, formless). <![CDATA[The <em>wabi-sabi</em> aesthetics: complexity and ambiguity]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202018000100133&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Este artigo apresenta um estudo sobre a estética wabi-sabi, desenvolvida por meio do zen-budismo e dos tratados artísticos chineses e aprimorada gradualmente com os aspectos genuínos nipônicos, como yūgen e yojō, presentes na literatura poética e no teatro nō. Tendo sido consolidada na arte da cerimônia do chá por intermédio do mestre Sen no Rikyū, wabi-sabi foi escolhida, graças a uma estratégia governamental, para ser a estética representativa da cultura japonesa, tornando-se, em meados do século passado, um dos “conceitos” artísticos japoneses mais conhecidos no Ocidente. Dada essa intrincada trajetória de aglutinações e deslocamentos culturais, pretende-se verificar algumas diferenças básicas entre as bibliografias sobre o tema na língua japonesa e em algumas línguas ocidentais.<hr/>Abstract This article refers to a research on wabi-sabi aesthetics, whose development was based on Zen Buddhism and Chinese artistic treatises and gradually improved with genuine Japanese aspects, such as yūgen and yojō, present in poetic literature and nō theatre. As it had been consolidated in the art of tea ceremony by tea master Sen no Rikyū, wabi-sabi was selected by the government as the representative aesthetics of Japanese culture, and in the mid-twentieth century it become one of the most well-known Japanese artistic “concepts” in the West. Due to this intricate trajectory of cultural displacement and agglutinations, it is our purpose to verify some basic differences between bibliographies on the theme produced in Japanese and in a few Western languages. <![CDATA[Cheek to cheek: Ginger & Fred go to paradise]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202018000100157&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O ensaio interpreta uma cena do filme Top Hat, de 1935, na qual Ginger Rogers e Fred Astaire dançam “Cheek to cheek”, e discute o significado da dança e o mundo criado pelos seres dançantes.<hr/>Abstract The essay interprets a scene from the 1935 movie Top Hat, in which Ginger Rogers and Fred Astaire dance cheek to cheek, and discusses the meaning of the dance and the world created by the dancing beings.