Scielo RSS <![CDATA[ARS (São Paulo)]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1678-532020170002&lang=pt vol. 15 num. 30 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Introdução]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Ensaio Visual]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200017&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[O grande mundo da invenção.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200033&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O texto se propõe a caracterizar o que Oiticica chamou de “estado de invenção”, desencadeado com a descoberta do corpo no Parangolé e que conduziu o seu programa experimental até o fim, ao “além da arte”, através de uma cascata de proposições que efetivaram um processo de abertura das estruturas e o “sentido de construtividade” na constituição do ambiental como um redimensionamento ético-estético de transmutação da arte.<hr/>Abstract “The text aims to characterize what Oiticica called “invention”, which was triggered by the discovery of the body in Parangolé and that conducted his experimental program until the end, beyond painting, through a set of propositions that implemented an opening process of the structures and the “sense of constructivism” in the constitution of the environmental art as an ethical-esthetic resizing of the transmutation of art. <![CDATA[A cor da MÚSICA: há uma metafísica em Hélio Oiticica.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200049&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo A metafísica de artista de Hélio Oiticica parte do corpo para chegar à MÚSICA, estado de experiência e do fazer artístico que está para além do próprio corpo e da arte. No texto “O q Faço é MÚSICA”, Oiticica define o termo MÚSICA como uma totalidade-mundo, que é representada em outros textos pela imagem da galáxia, com seus pontos luminosos, e pelo conceito de Mundo-Abrigo, espaço estético preenchido por invenções de artistas de vários lugares e épocas e que, apesar de ser tratado como espaço, flutua ao redor do mundo sensível e do tempo, como uma outra dimensão. Este artigo percorre a obra de Oiticica à luz da ideia de expansão da arte rumo à MÚSICA.<hr/>Abstract The artist metaphysics of Hélio Oiticica departs from the body to arrive at MUSIC, which he defines as a form of experience and art making beyond the own body and beyond art. In the text “O q Faço é MÚSICA” (What I do is MUSIC), Oiticica defines the term, written MUSIC as a world-totality that in other texts he represents by the image of the galaxy, with its bright points, and by the concept of World-Shelter, an aesthetic space that is filled by inventions from artists from many places and eras and, despite being discussed as space, it floats around the material world and time, as if it were another dimension. This article analyses the work of Hélio Oiticica in the light of the idea of expanding art towards MUSIC. <![CDATA[Metaesquema, metaforma, metaobra.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200063&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O texto analisa o Metaesquema de Hélio Oiticica, pertencente ao acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Partindo de indicações do artista sobre a série e lidando com as noções de esquema e forma, observa-se como a obra é um experimento que, ao mesmo tempo, segue e critica princípios do concretismo, apresentando características que seriam desdobradas no neoconcretismo. Em seguida, explorando a condição metafórica da obra de arte, o trabalho é relacionado à cidade, ao corpo e à dança, conectando-o, como metonímia, a outras séries do artista. Ao final, em diálogo com a bibliografia recente sobre os Metaesquemas, o texto destaca a ambiguidade própria ao trabalho em foco, tanto o Metaesquema quanto a obra de Oiticica.<hr/>Abstract The text analyzes Hélio Oiticica’s work called Metaesquema, that belongs to the Pinacoteca do Estado de São Paulo’s collection, Brazil. Using Oiticica’s texts about his own series and working with the notions of schema and form, we could notice how the artist’s artwork is an experiment that follows and at the same time criticizes principles of Concretism, presenting some elements that would emerge later in the Neoconcretist movement. Then, exploring the metaphorical condition of the artwork, which refers to the city, the body and the dance, thus connecting it, as a metonymy, to another Oiticica’s series. Finally, in dialogue with the recent bibliography on the Metaesquemas, the text highlights the ambiguity of the work in focus, both the specific Metaesquema and the work of Oiticica. <![CDATA[Subjetividade anônima e cultura aberta no pensamento de Hélio Oiticica.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200075&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Hélio Oiticica constrói, em seus escritos e em suas obras artísticas, um vigoroso pensamento sobre o sujeito e o mundo que articula de forma única a tradição construtivista à contracultura dos anos 1970. Este estudo visa destacar em sua reflexão a “anonimidade” como marcação subjetiva da obra e a noção de cultura como “raiz-aberta”, articulando-as de modo a salientar a dimensão política da reflexão teórico-artística de Oiticica e de sua pertinência atual como proposta de construção incessante de um “comum” não identitário.<hr/>Abstract Hélio Oiticica builds, in his writings as well as in his artworks, a powerful reflection on the subject and the world that articulates in a unique way constructivist tradition and 1970s counterculture. This paper aims to light up two of his notions - “anonymity” as subjective incidence in the work of art and culture as “open-roots”- and articulate them in order to emphasize the political dimension of Oiticica’s theoretical-artistic reflection and its current relevance as a proposal of an incessant building of a non-identitary “common”. <![CDATA[Dirty Copy!]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200087&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este texto realiza una relectura de la obra Tropicália, de Hélio Oiticica, desde la perspectiva post-colonial para revisar la versión nacional(ista) de la interpretación del trabajo y de la figura de Oiticica; para ello, se centra en una comparativa de los conceptos clave para Homi Bhabha, mimesis, ambivalencia e hibridación, en comparación con la propuesta tropicalista del artista en su atención a la favela de Rio de Janeiro, local “casi igual pero no exatamente” a la ciudad moderna occidental.<hr/>Abstract This text presents a re-reading of the artwork Tropicália from the point of view of a post-colonial theorization to review the previous national(ist) version of Oiticica’s work interpretation and of his figure. For that it focuses in the comparison of several concepts crucial for Homi Bhabha: mimesis, ambivalence and hybridization in comparison with the tropicalist proposal of the artist in his interest of Rio de Janeiro favelas, this place “quite the same, but not really” of the occidental modern city. <![CDATA[Dentro do labirinto: Hélio Oiticica e o desafio do “público” no Brasil.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200095&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo A passagem do plano para o espaço, ocorrida na arte brasileira desde o final dos anos 1950, desdobra-se em trabalhos ambientais que incorporam elementos dadaístas e surrealistas à matriz construtiva original no período conhecido como “contracultura”. No Brasil, diferentemente do que ocorreu nos Estados Unidos, esse processo não se desdobrou em uma positivação da esfera pública, buscando, por outro lado, uma potencialização dos espaços marginais, tais como terrenos baldios. Assim, paradoxalmente, quando resolvem atuar no espaço urbano e público os artistas de origem construtiva, como Hélio Oiticica, acabam criando refúgios subjetivos dentro dele, remetidos à imagem metafórica do labirinto. Importantes consequências desse processo podem ser encontradas, posteriormente, em trabalhos de artistas como Cildo Meireles e Nuno Ramos.<hr/>Abstract The passage from the plane to space, which has taken place in Brazilian art since the late 1950s, is unfolded in environmental works that incorporate Dadaist and Surrealist elements to the original constructive matrix, in the period known as “counterculture”. In Brazil, unlike what happened in the United States, this process did not unfold in a affirmation of the public sphere, seeking, on the othere hand, a maximization of the marginal spaces, such as vacant lots. Thus, paradoxically, when they decide to act in urban and public space, artists of constructive origin, such as Hélio Oiticica, end up creating subjective refuges within it, reminiscent of the metaphorical image of the labyrinth. Important consequences of this process can later be found in the works of artists such as Cildo Meireles and Nuno Ramos. <![CDATA[“The Whitechapel experiment”, o projeto <em>Éden</em> e a busca por uma experiência afetiva total.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200111&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este artigo tem por objetivo analisar a exposição “The Whitechapel experiment”, de Hélio Oiticica, realizada em 1969, em Londres, discutindo a polêmica que cercou sua montagem, como se deu sua recepção na imprensa local naquele momento e como ela vem provocando novas leituras. Não tem por intenção procurar reconstituir a mostra, mas dar novos sentidos a documentos e testemunhos diversos, alguns dos quais pouco estudados, relacionando-os de modo a enfatizar a importância das experiências de Oiticica no Reino Unido para seu programa de trabalho nos anos seguintes. Ele se relaciona à pesquisa desenvolvida em estágio de pós-doutorado, no centro de pesquisa TrAIN, da University of the Arts, Londres, com bolsa Fapesp.<hr/>Abstract This article aims to analyze Hélio Oiticica’s exhibition “The Whitechapel experiment”, held in 1969, in London, discussing the debate that surrounded its achievement, the reception of the local press at the time, and how it has recently provoked new readings. It is not our intention to reconstitute the show, but to give new meanings to various documents and testimonies, some of which have been little studied, relating them in such a way as to emphasize the importance of Oiticica’s experiences in the United Kingdom for his work in the following years. This article relates to the research I developed in 2015 as a visiting academic at TrAIN/University of the Arts, London, with a grant from Fapesp. <![CDATA[1970: pause / <em>play.</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200133&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este artigo aprofunda a trajetória de Hélio Oiticica durante o ano de 1970. Trata-se do momento em que ele retorna de uma série de viagens e trabalhos internacionais em 1969 e se prepara para um longo período vivendo em Manhattan a partir de 1971. Nesse breve interregno carioca, Oiticica simultaneamente faz balanços de seus últimos anos de trabalho e realiza uma série de novas frentes de ação através do cinema, da música, do design e da escrita. É quando, também, o artista consolida uma nova rede de parceiros e ideias que, nos anos seguintes, se expandem em direção ao “experimental” e seus diversos desdobramentos.<hr/>Abstract This article delves into Hélio Oiticica’s trajectory during 1970. At the time, he returned from a series of international trips and works in 1969 preceding a long period as a Manhattan resident as of 1971. During this brief hiatus in Rio, Oiticica simultaneously takes stock of the previous years of work and carries out several new fronts in cinema, music, design, and writing. This is also when the artist establishes a new network of partners and ideas that in the upcoming years expanded towards the “experimental” and its several outgrowths. <![CDATA[Legal no ilegal: as Cosmococas, a Subterrânia e os jardins do Museu.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200149&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este ensaio procura refletir sobre a montagem das cinco instalações que compõem o “Bloco-experiências in cosmococa: programa in progress”, de autoria de Hélio Oiticica e Neville d’Almeida que se encontram em exposição permanente no Instituto Inhotim. Postulam-se uma série de reflexões sobre a pertinência e a eficácia destas obras, nunca montadas em público durante a vida do artista.<hr/>Abstract This study seeks to reflect upon the five installations that compose the “Bloco-experiências in cosmococa: programa in progress”, by Helio Oiticica and Neville d’Almeida, which is in permanent exposition at Inhotim Institute. We also propose a set of reflections upon the relevance and effectiveness of these works, never installed in public during the artist’s life. <![CDATA[Agripina é Roma-Manhattan, um belo quase-filme de HO.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200161&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Não faz maior sentido perder-se em discussões sobre ser ou não inacabada a realização de Hélio Oiticica rodada na Wall Street de 1972 levando-se em conta o filme que temos visto desde 1992 (em quase todas as retrospectivas do artista mundo afora) enquanto uma obra experimental concebida a partir da prática superoitista brasileira daquele início de década. Consideramos nesta análise sua relação com essa matriz de experiência, além do diálogo profícuo do artista não só com o cinema anterior de seu país como também sua cultura, política, arte e literatura reativadas desde o século pregresso.<hr/>Abstract It doesn’t make any sense to waste time with discussions about the work shot in Wall Street, 1972, being or not being unfinished, considering the film we have been seeing since 1992 (in almost all the artist’s retrospectives around the world) as an experimental oeuvre conceived from the supereightist practice of that decade beginning. We consider in this analysis its relation with this experience matrix, and the artist’s fruitful dialogue not only with his country’s previous cinema but also with his culture, politics, art and literature reactivated from the previous century. <![CDATA[Lágrima-Pantera, a míssil: cinema Subterrânia.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200181&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Propõe-se discutir o contexto específico da realização e analisar sequências do filme Lágrima-Pantera, a míssil, de Júlio Bressane, buscando-se compreender a importância da parceria e do trabalho pregresso de Hélio Oiticica em sua ideação e realização. Observa-se que esse intercâmbio é atravessado por um interesse comum pelo cinema amador e pelo cinema underground, principalmente pela valorização da precariedade dos meios, pelas potências do registro cinematográfico mais como prática do que como produto final e por sua marginalidade em relação aos campos artísticos - em um momento em que a experimentação no Brasil encontrava sérias barreiras, de modo que a marginalidade artística se tornava não somente uma opção, mas uma necessidade para a prática artística independente.<hr/>Abstract This article proposes to discuss the specific context of the filmmaking process and analyzes sequences from the film Lágrima-Pantera, a míssil, by Júlio Bressane, seeking to understand the importance of the collaboration and previous works of Hélio Oiticica in its conception and making. It comes forth that such exchange was intertwined by a shared fondness for amateur and underground cinema, mostly for their appreciation for their scarcity of resources, the power of cinematographic record more as a practice than as a final product, and their marginal position regarding the artistic fields - at a moment when experimentation needed to overcome severe opposition in Brazil, turning artistic marginality not only into an option, but a need for independent artistic practices. <![CDATA[Hélio Oiticica em Manhattan.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200207&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Lembranças do convívio, na década de 1970, com o artista Hélio Oiticica, em Nova Iorque. Sua rotina de vida, seus projetos e suas reflexões sobre arte e vida.<hr/>Abstract Memories from the conviviality, in the 1970s, with the artist Hélio Oiticica, in New York. His life routine, his projects, and his thoughts on art and life. <![CDATA[Fazendo arte e cinema (ou “quasi-cinema”) com Hélio Oiticica.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200217&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo De 1959 a 1966, Andreas Valentin foi aluno de Hélio Oiticica, que lhe ensinou técnicas de pintura, colagem com objetos encontrados e como preparar suas próprias tintas utilizando pigmentos industriais, terra, areia e cola PVA. Essas aulas eram mais um campo para a invenção e a experimentação na própria obra de Oiticica. Reencontraram-se em 1970, quando Oiticica se estabeleceu em Nova Iorque, após ter exibido seus Ninhos na exposição “Information” no MoMA. Em seu loft na Segunda Avenida - Babylonests - e em sua moradia seguinte - Hendryxsts - na Christopher Street, conceberam e realizaram projetos de cinema e fotografia. A partir das experiências pessoais do autor, foram analisados neste artigo os procedimentos e os resultados dessas colaborações.<hr/>Abstract From 1959 to 1966, Andreas Valentin was a student of Hélio Oiticica’s, who taught him painting techniques, collage with found objects, and how to prepare his own paints using industrial pigments, dirt, sand and PVA glue. These lessons were another field for invention and experimentation in Oiticica’s own work. They reconnected in 1970, when Oiticica was settled in New York, after having shown his Nests in the exhibition “Information”, at the MoMA. In his loft on Second Avenue - Babylonests - and at his next home - Hendryxsts - on Christopher Street, they conceived and carried out film and photography projects. From personal experiences of the author, the procedures and results of those collaborations are analysed in this article. <![CDATA[Parangolé-Botticelli: pensamento da montagem e razão prática da história da arte. Forma transicional e geometria do carnaval.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200233&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O autor estende a noção de objeto teórico de Louis Marin a fim de promover a interposição de elementos anacrônicos entre si, a saber, a obra de Sandro Botticelli e os Parangolés criados por Hélio Oiticica. Tal associação permite ao autor traçar certas similitudes, hipótese que denomina Parangolé-Botticelli e que pretende, antes de tudo, tecer uma reflexão sobre a arqueologia das ilusões modernas. Sendo assim, se de um lado as imagens de Botticelli comunicam uma Antiguidade para além da própria Antiguidade, os Parangolés de Oiticica falam de uma arte para além da modernidade neoconcreta com a qual o artista fora envolvido.<hr/>Abstract The author extends the notion of theoretical object by Louis Marin to promote the interposition of anachronic elements among themselves, namely the work by Sandro Botticelli and the Parangolés created by Hélio Oiticica. Such association allows the author to establish certain similarities, a hypothesis called Parangolé/Botticelli and that intends, above all, to reflect upon the archeology of modern illusions. Thus, if the images by Botticelli communicate an Antiquity beyond Antiquity itself, the Parangolés by Oiticica talk about an art beyond the neoconcrete modernity with which the artist was involved. <![CDATA[Pigment pur e o Corpo da côr: prática pós-pictórica e transmodernidade.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200255&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este artigo analisa uma incidência quase contemporânea da prática pós-pintura - o uso de pigmento bruto -, utilizada pelo artista neo-avant-garde francês Yves Klen e pelo artista brasileiro Hélio Oiticica. O uso de pigmento bruto por ambos artistas foi condicionado por uma relação autoconsciente com a história da arte modernista e do monocromo, como limite e origem da pintura. Apesar da confluência de tais orientações, os Pigments purs (pigmentos puros) de Klein e o Corpo da côr de Oiticica resultaram em orientações radicalmente divergentes, direcionadas à commodity produzida industrialmente e, portanto, ao readymade. Ao explorar as inconsistências características da commodity no Brasil desenvolvimentista, Oiticica orquestrou uma transferência do fazer do artista para o espectador, dando início a uma nova dimensão participativa no âmbito das cores modernistas.<hr/>Abstract This article analyzes a near-contemporaneous incidence of post-painterly practice-the use of raw pigment-utilized by the French neo-avant-garde artist Yves Klein and the Brazilian artist Hélio Oiticica. The use of raw pigment by both artists was conditioned by a self-conscious relationship to the history of modernist art and the monochrome as a limit and origin of painting. Despite the confluence of such orientations, Klein’s Pigments purs (pure pigments) and Oiticica’s Corpo da côr (body of color) resulted in radically divergent orientations towards the industrially-produced commodity and hence the readymade. By exploiting inconsistencies characteristic of the commodity in developmentalist Brazil, Oiticica orchestrated a transfer of making from artist to viewer, initiating a newly participatory dimension within modernist color. <![CDATA[Entrevista com Lynn Zelevansky.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200277&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Em outubro de 2016, o Carnegie Museum of Art, em Pittsburgh, inaugurou “Hélio Oiticica: to organize delirium”. Em fevereiro de 2017, foi a vez do Art Institute of Chicago, e, finalmente em julho, a exposição foi montada no Whitney Museum of American Art em Nova Iorque. Nesta entrevista, Lynn Zelevansky relata o processo de organizar a mostra no Carnegie Museum, seus primeiros contatos com o Brasil na condição de curadora-assistente do MoMA e a importância de ter em mente a audiência e o timing da exposição.<hr/>Abstract The Carnegie Museum of Art (Pittsburgh, US) opened the exhibition “Hélio Oiticica: to organize delirium” in October 2016. Alternative versions of the show opened the following year at the Art Institute of Chicago and the Whitney Museum of American Art in New York. In this interview, Lynn Zelevansky discusses the process of organizing the exhibition at the Carnegie Museum, her first encounter with Brazilian art as an assistant curator at MoMA in the 1980s, the timing of the exhibition, and the importance of keeping the audience in mind. <![CDATA[Hélio Oiticica: dobrar a moldura, de Irene V. Small.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1678-53202017000200293&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Nesta resenha sobre o livro Hélio Oiticica: folding the frame (2016), de Irene V. Small, discute-se a proposta da autora de compreender “dobrar a moldura” como um procedimento formal e conceitual que emerge das próprias obras do artista. Além disso, analisa-se a proposta de uma História da Arte do mundo contemporâneo globalizado como um modo de evitar a aplicação de teorias normativas do Modernismo e da vanguarda ao caso do Brasil.<hr/>Abstract In this review of Irene V. Small’s book Hélio Oiticica: folding the frame (2016), the author’s proposal of understanding “folding the frame” as a formal and conceptual procedure that emerges from the works of the artist themselves is discussed. In addition, the proposal of a History of Art in a contemporary globalized world as a way of avoiding the applying of normative theories from Modernism and the avant-garde, as is the case of Brazil, is analyzed.