Scielo RSS <![CDATA[Jornal Brasileiro de Pneumologia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1806-371320160006&lang=pt vol. 42 num. 6 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Sedimentando o presente, visando o futuro]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600399&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[JBP e a medicina do sono]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600401&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Aglomerados de pequenos nódulos sem confluência]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600402&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Desenvolvendo perguntas do estudo que fazem a diferença]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600403&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Efeitos da pressão expiratória positiva na depuração pulmonar do ácido dietilenotriaminopentacético marcado com tecnécio-99m em aerossol em indivíduos saudáveis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600404&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To evaluate the effects of positive expiratory pressure (PEP) on pulmonary epithelial membrane permeability in healthy subjects. Methods: We evaluated a cohort of 30 healthy subjects (15 males and 15 females) with a mean age of 28.3 ± 5.4 years, a mean FEV1/FVC ratio of 0.89 ± 0.14, and a mean FEV1 of 98.5 ± 13.1% of predicted. Subjects underwent technetium-99m-labeled diethylenetriaminepentaacetic acid (99mTc-DTPA) radioaerosol inhalation lung scintigraphy in two stages: during spontaneous breathing; and while breathing through a PEP mask at one of three PEP levels-10 cmH2O (n = 10), 15 cmH2O (n = 10), and 20 cmH2O (n = 10). The 99mTc-DTPA was nebulized for 3 min, and its clearance was recorded by scintigraphy over a 30-min period during spontaneous breathing and over a 30-min period during breathing through a PEP mask. Results: The pulmonary clearance of 99mTc-DTPA was significantly shorter when PEP was applied-at 10 cmH2O (p = 0.044), 15 cmH2O (p = 0.044), and 20 cmH2O (p = 0.004)-in comparison with that observed during spontaneous breathing. Conclusions: Our findings indicate that PEP, at the levels tested, is able to induce an increase in pulmonary epithelial membrane permeability and lung volume in healthy subjects.<hr/>RESUMO Objetivo: Avaliar os efeitos da pressão expiratória positiva (PEP) na permeabilidade da membrana epitelial pulmonar em indivíduos saudáveis. Métodos: Foi avaliada uma coorte de 30 indivíduos saudáveis (15 homens e 15 mulheres), com média de idade de 28,3 ± 5,4 anos, média da relação VEF1/CVF de 0,89 ± 0,14 e média de VEF1 de 98,5 ± 13,1% do previsto. Os indivíduos foram submetidos a cintilografia pulmonar por inalação de radioaerossol de ácido dietilenotriaminopentacético marcado com tecnécio-99m (99mTc-DTPA em inglês) em dois estágios: durante respiração espontânea e durante respiração com uma máscara de PEP de 10 cmH2O (n = 10), 15 cmH2O (n = 10) ou 20 cmH2O (n = 10). O 99mTc-DTPA foi nebulizado por 3 min, e sua depuração foi registrada por cintilografia por um período de 30 min durante respiração espontânea e por um período de 30 min durante a respiração com uma máscara de PEP. Resultados: A depuração pulmonar do 99mTc-DTPA foi significativamente menor quando PEP foi aplicada a 10 cmH2O (p = 0,044), 15 cmH2O (p = 0,044) e 20 cmH2O (p = 0,004), em comparação com a observada durante a respiração espontânea. Conclusões: Nossos achados indicam que o uso de PEP nos níveis testados pode induzir um aumento na permeabilidade da membrana epitelial pulmonar e no volume pulmonar em indivíduos saudáveis. <![CDATA[Função pulmonar em crianças e adolescentes com doença falciforme: temos dado atenção adequada a esse problema?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600409&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To evaluate pulmonary function and functional capacity in children and adolescents with sickle cell disease. Methods: This was a cross-sectional study involving 70 children and adolescents (8-15 years of age) with sickle cell disease who underwent pulmonary function tests (spirometry) and functional capacity testing (six-minute walk test). The results of the pulmonary function tests were compared with variables related to the severity of sickle cell disease and history of asthma and of acute chest syndrome. Results: Of the 64 patients who underwent spirometry, 15 (23.4%) showed abnormal results: restrictive lung disease, in 8 (12.5%); and obstructive lung disease, in 7 (10.9%). Of the 69 patients who underwent the six-minute walk test, 18 (26.1%) showed abnormal results regarding the six-minute walk distance as a percentage of the predicted value for age, and there was a ≥ 3% decrease in SpO2 in 36 patients (52.2%). Abnormal pulmonary function was not significantly associated with any of the other variables studied, except for hypoxemia and restrictive lung disease. Conclusions: In this sample of children and adolescents with sickle cell disease, there was a significant prevalence of abnormal pulmonary function. The high prevalence of respiratory disorders suggests the need for a closer look at the lung function of this population, in childhood and thereafter.<hr/>RESUMO Objetivo: Avaliar a função pulmonar e a capacidade funcional em crianças e adolescentes com doença falciforme. Métodos: Estudo transversal com 70 crianças e adolescentes com doença falciforme (8-15 anos), submetidos a testes de função respiratória (espirometria) e de capacidade funcional (teste de caminhada de seis minutos). Os resultados da avaliação da função pulmonar foram comparados com variáveis relacionadas à gravidade da doença falciforme e à presença de história de asma e de síndrome torácica aguda. Resultados: Dos 64 pacientes submetidos à espirometria, 15 (23,4%) apresentaram resultados alterados: distúrbio ventilatório restritivo, em 8; (12,5%) e distúrbio respiratório obstrutivo, em 7 (10,9%). Dos 69 pacientes submetidos ao teste de caminhada de seis minutos, 18 (26,1%) apresentaram resultados alterados na distância em % do previsto para a idade, e houve uma queda ≥ 3% na SpO2 em 36 (52,2%) dos pacientes. Não houve associações significativas entre função pulmonar alterada e as outras variáveis analisadas, exceto para hipoxemia e distúrbio ventilatório restritivo. Conclusões: Observou-se uma significativa prevalência de alterações na função pulmonar nesta amostra de crianças e adolescentes com doença falciforme. A elevada prevalência de distúrbios ventilatórios sugere a necessidade de um olhar mais atento à função pulmonar desde a infância nessa população. <![CDATA[Análise temporal dos casos notificados de tuberculose e de coinfecção tuberculose--HIV na população brasileira no período entre 2002 e 2012]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600416&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To investigate the reported cases of tuberculosis and of tuberculosis-HIV co-infection in Brazil between 2002 and 2012. Methods: This was an observational study based on secondary time series data collected from the Brazilian Case Registry Database for the 2002-2012 period. The incidence of tuberculosis was stratified by gender, age group, geographical region, and outcome, as was that of tuberculosis-HIV co-infection. Results: Nationally, the incidence of tuberculosis declined by 18%, whereas that of tuberculosis-HIV co-infection increased by 3.8%. There was an overall decrease in the incidence of tuberculosis, despite a significant increase in that of tuberculosis-HIV co-infection in women. The incidence of tuberculosis decreased only in the 0- to 9-year age bracket, remaining stable or increasing in the other age groups. The incidence of tuberculosis-HIV co-infection increased by 209% in the ≥ 60-year age bracket. The incidence of tuberculosis decreased in all geographical regions except the south, whereas that of tuberculosis-HIV co-infection increased by over 150% in the north and northeast. Regarding the outcomes, patients with tuberculosis-HIV co-infection, in comparison with patients infected with tuberculosis only, had a 48% lower chance of cure, a 50% greater risk of treatment nonadherence, and a 94% greater risk of death from tuberculosis. Conclusions: Our study shows that tuberculosis continues to be a relevant public health issue in Brazil, because the goals for the control and cure of the disease have yet to be achieved. In addition, the sharp increase in the incidence of tuberculosis-HIV co-infection in women, in the elderly, and in the northern/northeastern region reveals that the population of HIV-infected individuals is rapidly becoming more female, older, and more impoverished.<hr/>RESUMO Objetivo: Investigar os casos notificados de tuberculose e de sua coinfecção com o HIV na população brasileira no período entre 2002 e 2012. Métodos: Realizou-se um estudo observacional de série temporal, no qual foram analisados dados secundários coletados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, no período entre 2002 e 2012. As incidências de tuberculose e tuberculose-HIV foram estratificadas por sexo, faixa etária, macrorregião e situação de encerramento. Resultados: A incidência de tuberculose decaiu 18%, enquanto a de coinfecção tuberculose-HIV aumentou 3,8% no país. Houve uma redução geral da incidência de tuberculose apesar do aumento expressivo de tuberculose-HIV em mulheres. A taxa de incidência de tuberculose diminuiu apenas na faixa etária de 0-9 anos, permanecendo estável ou com variação positiva nas outras faixas etárias. A incidência da coinfecção tuberculose-HIV cresceu 209% na faixa etária ≥ 60 anos. A incidência de tuberculose diminuiu em todas as macrorregiões, exceto no Sul, enquanto a de tuberculose-HIV aumentou mais de 150% no Norte e Nordeste. Quanto à situação de encerramento, revelou-se que pacientes com tuberculose-HIV têm 48% menos chance de cura, 50% mais chance de abandonar o tratamento e 94% mais chance de óbito por tuberculose em relação àqueles sem a coinfecção. Conclusões: O presente estudo evidencia a tuberculose como um importante problema de saúde pública no Brasil, uma vez que as metas estabelecidas de cura e controle da doença ainda não foram alcançadas. Ademais, o aumento vertiginoso na incidência de tuberculose-HIV em mulheres, idosos e nas regiões Norte e Nordeste evidencia a feminização, a transição etária e a pauperização pelo HIV. <![CDATA[Associação entre asma grave e alterações do sistema estomatognático]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600423&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To describe orofacial muscle function in patients with severe asthma. Methods: This was a descriptive study comparing patients with severe controlled asthma (SCA) and severe uncontrolled asthma (SUA). We selected 160 patients, who completed a sociodemographic questionnaire and the 6-item Asthma Control Questionnaire (ACQ-6), as well as undergoing evaluation of orofacial muscle function. Results: Of the 160 patients evaluated, 126 (78.8%) and 34 (21.2%) presented with SCA and SUA, respectively, as defined by the Global Initiative for Asthma criteria. Regardless of the level of asthma control, the most frequent changes found after evaluation of muscle function were difficulty in chewing, oronasal breathing pattern, below-average or poor dental arch condition, and difficulty in swallowing. When the sample was stratified by FEV1 (% of predicted), was significantly higher proportions of SUA group patients, compared with SCA group patients, showed habitual open-mouth chewing (24.8% vs. 7.7%; p &lt; 0.02), difficulty in swallowing water (33.7% vs. 17.3%; p &lt; 0.04), and voice problems (81.2% vs. 51.9%; p &lt; 0.01). When the sample was stratified by ACQ-6 score, the proportion of patients showing difficulty in swallowing bread was significantly higher in the SUA group than in the SCA group (66.6% vs. 26.6%; p &lt; 0.01). Conclusions: The prevalence of changes in the stomatognathic system appears to be high among adults with severe asthma, regardless of the level of asthma control. We found that some such changes were significantly more common in patients with SUA than in those with SCA.<hr/>RESUMO Objetivo: Descrever os achados da avaliação miofuncional orofacial em pacientes com asma grave. Métodos: Estudo descritivo comparando pacientes com asma grave controlada (AGC) e asma grave não controlada (AGNC). Foram selecionados 160 participantes, que responderam a um questionário sociodemográfico e o Asthma Control Questionnaire com seis questões (ACQ-6) e realizaram avaliação miofuncional orofacial. Resultados: Na amostra estudada, 126 (78,8%) e 34 (21,2%) pacientes, respectivamente, apresentavam AGC e AGNC segundo os critérios da Global Initiative for Asthma. Independentemente do nível de controle da asma grave, as alterações mais frequentes observadas na avaliação miofuncional foram problemas de mastigação, padrão de respiração oronasal, estado de conservação da arcada dentária médio ou ruim e problemas na deglutição. Quando a amostra foi estratificada pelo VEF1 (% do previsto), os resultados foram significativamente maiores no grupo AGNC que no grupo AGC quanto a mastigação habitual com boca aberta (24,8% vs. 7,7%; p &lt; 0,02), deglutição de água com dificuldade (33,7% vs. 17,3%; p &lt; 0,04) e problemas de voz (81,2% vs. 51,9%; p &lt; 0,01). Quando estratificada pelo ACQ-6, os resultados do grupo AGNC foram significativamente maiores que no grupo AGC quanto à deglutição de pão com dificuldade (66,6% vs. 26,6%; p &lt; 0,01). Conclusões: A prevalência de alterações do sistema estomatognático parece ser alta em adultos com asma grave independentemente do nível de controle da doença. No grupo AGNC, algumas dessas alterações foram significativamente mais frequentes que no grupo AGC. <![CDATA[<strong><em>Perme Intensive</em></strong> <strong><em>Care Unit Mobility Score</em></strong> e <strong><em>ICU Mobility Scale</em></strong>: tradução e adaptação cultural para a língua portuguesa falada no Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600429&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To translate the Perme Intensive Care Unit Mobility Score and the ICU Mobility Scale (IMS) into Portuguese, creating versions that are cross-culturally adapted for use in Brazil, and to determine the interobserver agreement and reliability for both versions. Methods: The processes of translation and cross-cultural validation consisted in the following: preparation, translation, reconciliation, synthesis, back-translation, review, approval, and pre-test. The Portuguese-language versions of both instruments were then used by two researchers to evaluate critically ill ICU patients. Weighted kappa statistics and Bland-Altman plots were used in order to verify interobserver agreement for the two instruments. In each of the domains of the instruments, interobserver reliability was evaluated with Cronbach's alpha coefficient. The correlation between the instruments was assessed by Spearman's correlation test. Results: The study sample comprised 103 patients-56 (54%) of whom were male-with a mean age of 52 ± 18 years. The main reason for ICU admission (in 44%) was respiratory failure. Both instruments showed excellent interobserver agreement ( &gt; 0.90) and reliability ( &gt; 0.90) in all domains. Interobserver bias was low for the IMS and the Perme Score (−0.048 ± 0.350 and −0.06 ± 0.73, respectively). The 95% CIs for the same instruments ranged from −0.73 to 0.64 and −1.50 to 1.36, respectively. There was also a strong positive correlation between the two instruments (r = 0.941; p &lt; 0.001). Conclusions: In their versions adapted for use in Brazil, both instruments showed high interobserver agreement and reliability.<hr/>RESUMO Objetivo: Realizar a tradução e a validação cultural para a língua portuguesa falada no Brasil e determinar a concordância e a confiabilidade dos instrumentos Perme Intensive Care Unit Mobility Score (designado Perme Escore) e ICU Mobility Scale (designada Escala de Mobilidade em UTI, EMU). Métodos: Os processos de tradução e adaptação cultural seguiram as seguintes etapas: preparação, tradução, reconciliação, síntese, tradução reversa, revisão, aprovação e pré-teste. Após esses processos, as versões em português dos dois instrumentos foram utilizadas por dois pesquisadores na avaliação de pacientes críticos em UTI. O índice kappa ponderado e a disposição gráfica de Bland-Altman foram utilizados para verificar a concordância entre os instrumentos. O coeficiente alfa de Cronbach foi utilizado para verificar a confiabilidade entre as respostas dos avaliadores dentro de cada domínio dos instrumentos. A correlação entre os instrumentos foi verificada pelo teste de correlação de Spearman. Resultados: A amostra foi composta por 103 pacientes, sendo a maioria homens (n = 56; 54%), com média de idade = 52 ± 18 anos. O principal motivo de internação nas UTIs foi insuficiência respiratória (em 44%). Os dois instrumentos apresentaram excelente concordância interobservador (&gt; 0,90) e confiabilidade ( &gt; 0,90) em todos os domínios. Constatou-se um baixo viés interobservador na EMU e no Perme Escore (−0,048 ± 0,350 e −0,06 ± 0,73, respectivamente). Os IC95% para os mesmos instrumentos variaram, respectivamente, de −0,73 a 0,64 e de −1,50 a 1,36, respectivamente. Além disso, verificou-se alta correlação positiva entre os dois instrumentos (r = 0,941; p &lt; 0,001). Conclusões: As versões dos dois instrumentos apresentaram alta concordância e confiabilidade interobservador. <![CDATA[Sinal do halo: achados de TCAR em 85 pacientes]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600435&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: The halo sign consists of an area of ground-glass opacity surrounding pulmonary lesions on chest CT scans. We compared immunocompetent and immunosuppressed patients in terms of halo sign features and sought to identify those of greatest diagnostic value. Methods: This was a retrospective study of CT scans performed at any of seven centers between January of 2011 and May of 2015. Patients were classified according to their immune status. Two thoracic radiologists reviewed the scans in order to determine the number of lesions, as well as their distribution, size, and contour, together with halo thickness and any other associated findings. Results: Of the 85 patients evaluated, 53 were immunocompetent and 32 were immunosuppressed. Of the 53 immunocompetent patients, 34 (64%) were diagnosed with primary neoplasm. Of the 32 immunosuppressed patients, 25 (78%) were diagnosed with aspergillosis. Multiple and randomly distributed lesions were more common in the immunosuppressed patients than in the immunocompetent patients (p &lt; 0.001 for both). Halo thickness was found to be greater in the immunosuppressed patients (p &lt; 0.05). Conclusions: Etiologies of the halo sign differ markedly between immunocompetent and immunosuppressed patients. Although thicker halos are more likely to occur in patients with infectious diseases, the number and distribution of lesions should also be taken into account when evaluating patients presenting with the halo sign.<hr/>RESUMO Objetivo: O sinal do halo consiste em uma área de opacidade em vidro fosco ao redor de lesões pulmonares em imagens de TC de tórax. Pacientes imunocompetentes e imunodeprimidos foram comparados quanto a características do sinal do halo a fim de identificar as de maior valor diagnóstico. Métodos: Estudo retrospectivo de tomografias realizadas em sete centros entre janeiro de 2011 e maio de 2015. Os pacientes foram classificados de acordo com seu estado imunológico. Dois radiologistas torácicos analisaram os exames a fim de determinar o número de lesões e sua distribuição, tamanho e contorno, bem como a espessura do halo e quaisquer outros achados associados. Resultados: Dos 85 pacientes avaliados, 53 eram imunocompetentes e 32 eram imunodeprimidos. Dos 53 pacientes imunocompetentes, 34 (64%) receberam diagnóstico de neoplasia primária. Dos 32 pacientes imunodeprimidos, 25 (78%) receberam diagnóstico de aspergilose. Lesões múltiplas e distribuídas aleatoriamente foram mais comuns nos imunodeprimidos do que nos imunocompetentes (p &lt; 0,001 para ambas). A espessura do halo foi maior nos imunodeprimidos (p &lt; 0,05). Conclusões: As etiologias do sinal do halo em pacientes imunocompetentes são bastante diferentes das observadas em pacientes imunodeprimidos. Embora halos mais espessos ocorram mais provavelmente em pacientes com doenças infecciosas, o número e a distribuição das lesões também devem ser levados em conta na avaliação de pacientes que apresentem o sinal do halo. <![CDATA[Educação para a melhora da técnica inalatória e seu impacto no controle da asma e DPOC: um estudo piloto de efetividade-intervenção]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600440&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT To assess the impact that educational interventions to improve inhaler techniques have on the clinical and functional control of asthma and COPD, we evaluated 44 participants before and after such an intervention. There was a significant decrease in the number of errors, and 20 patients (46%) significantly improved their technique regarding prior exhalation and breath hold. In the asthma group, there were significant improvements in the mean FEV1, FVC, and PEF (of 6.4%, 8.6%, and 8.3% respectively). Those improvements were accompanied by improvements in Control of Allergic Rhinitis and Asthma Test scores but not in Asthma Control Test scores. In the COPD group, there were no significant variations. In asthma patients, educational interventions appear to improve inhaler technique, clinical control, and functional control.<hr/>RESUMO Para avaliar o impacto do ensino da técnica inalatória no controle clínico e funcional de pacientes com asma ou DPOC, incluíram-se 44 participantes antes e após essa intervenção. Houve uma diminuição significativa no número de erros cometidos, sendo que 20 pacientes (46%) melhoraram significativamente sua técnica na expiração prévia e apneia final. No grupo asma, houve significativa melhora nas médias de FEV1 (6,4%), CVF (8,6%) e PFE (8,3%), e essa melhora correlacionou-se com os resultados no Control of Allergic Rhinitis and Asthma Test, mas não com os do Asthma Control Test. No grupo DPOC, não houve variações significativas. O ensino da técnica inalatória parece melhorar seu desempenho e os controles clínico e funcional em pacientes com asma. <![CDATA[Experiência inicial com um sistema de drenagem digital no pós-operatório de cirurgia torácica pediátrica]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600444&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To report an initial experience with a digital drainage system during the postoperative period of pediatric thoracic surgery. Methods: This was a prospective observational study involving consecutive patients, ≤ 14 years of age, treated at a pediatric thoracic surgery outpatient clinic, for whom pulmonary resection (lobectomy or segmentectomy via muscle-sparing thoracotomy) was indicated. The parameters evaluated were air leak (as quantified with the digital system), biosafety, duration of drainage, length of hospital stay, and complications. The digital system was used in 11 children (mean age, 5.9 ± 3.3 years). The mean length of hospital stay was 4.9 ± 2.6 days, the mean duration of drainage was 2.5 ± 0.7 days, and the mean drainage volume was 270.4 ± 166.7 mL. The mean maximum air leak flow was 92.78 ± 95.83 mL/min (range, 18-338 mL/min). Two patients developed postoperative complications (atelectasis and pneumonia, respectively). The use of this digital system facilitated the decision-making process during the postoperative period, reducing the risk of errors in the interpretation and management of air leaks.<hr/>RESUMO Objetivo: Relatar a experiência inicial com um sistema de drenagem digital no pós-operatório de cirurgia torácica pediátrica. Métodos: Estudo observacional e prospectivo envolvendo pacientes consecutivos do ambulatório de cirurgia torácica pediátrica da instituição, com idade até 14 anos, e com indicação de ressecção pulmonar (lobectomia e/ou segmentectomia através de toracotomia poupadora muscular). Os parâmetros avaliados foram perda aérea (quantificada com o sistema digital), biossegurança, tempo de drenagem, tempo de internação e complicações. Resultados: O sistema digital foi utilizado em 11 crianças, com média de idade de 5,9 ± 3,3 anos. A média do tempo de internação foi de 4,9 ± 2,6 dias, a de tempo de drenagem foi de 2,5 ± 0,7 dias, e a de volume de drenagem foi de 270,4 ± 166,7 ml. A média da perda aérea máxima foi de 92,78 ± 95,83 ml/min (variação, 18-338 ml/min). Dois pacientes apresentaram complicações pós-operatórias (atelectasia e pneumonia, respectivamente). Conclusões: O uso desse sistema digital facilitou a tomada de decisão durante o pós-operatório, diminuindo o risco de erros na interpretação e no manejo da perda aérea. <![CDATA[Doença pulmonar por metal duro: uma série de casos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600447&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To describe diagnostic and treatment aspects of hard metal lung disease (HMLD) and to review the current literature on the topic. Methods: This was a retrospective study based on the medical records of patients treated at the Occupational Respiratory Diseases Clinic of the Instituto do Coração, in the city of São Paulo, Brazil, between 2010 and 2013. Results: Of 320 patients treated during the study period, 5 (1.56%) were diagnosed with HMLD. All of those 5 patients were male (mean age, 42.0 ± 13.6 years; mean duration of exposure to hard metals, 11.4 ± 8.0 years). Occupational histories were taken, after which the patients underwent clinical evaluation, chest HRCT, pulmonary function tests, bronchoscopy, BAL, and lung biopsy. Restrictive lung disease was found in all subjects. The most common chest HRCT finding was ground glass opacities (in 80%). In 4 patients, BALF revealed multinucleated giant cells. In 3 patients, lung biopsy revealed giant cell interstitial pneumonia. One patient was diagnosed with desquamative interstitial pneumonia associated with cellular bronchiolitis, and another was diagnosed with a hypersensitivity pneumonitis pattern. All patients were withdrawn from exposure and treated with corticosteroid. Clinical improvement occurred in 2 patients, whereas the disease progressed in 3. Conclusions: Although HMLD is a rare entity, it should always be included in the differential diagnosis of respiratory dysfunction in workers with a high occupational risk of exposure to hard metal particles. A relevant history (clinical and occupational) accompanied by chest HRCT and BAL findings suggestive of the disease might be sufficient for the diagnosis.<hr/>RESUMO Objetivo: Descrever aspectos relacionados ao diagnóstico e tratamento de pacientes com doença pulmonar por metal duro (DPMD) e realizar uma revisão da literatura. Métodos: Estudo retrospectivo dos prontuários médicos de pacientes atendidos no Serviço de Doenças Respiratórias Ocupacionais do Instituto do Coração, localizado na cidade de São Paulo, entre 2010 e 2013. Resultados: Entre 320 pacientes atendidos no período do estudo, 5 (1,56%) foram diagnosticados com DPMD. Todos os pacientes eram do sexo masculino, com média de idade de 42,0 ± 13,6 anos e média de tempo de exposição a metal duro de 11,4 ± 8,0 anos. Os pacientes foram submetidos a avaliação clinica, história ocupacional, TCAR de tórax, prova de função pulmonar, broncoscopia com LBA e biópsia pulmonar. Todos apresentaram distúrbio ventilatório restritivo. O achado de imagem à TCAR de tórax mais frequente foi de opacidades em vidro fosco (em 80%). Em 4 pacientes, o LBA revelou presença de células gigantes multinucleadas. Em 3, foi diagnosticada pneumonia intersticial por células gigantes na biópsia pulmonar. Houve o diagnóstico de pneumonia intersticial descamativa associada à bronquiolite celular em 1 paciente e de pneumonite de hipersensibilidade em 1. Todos foram afastados da exposição e tratados com corticoide. Houve melhora em 2 pacientes e progressão da doença em 3. Conclusões: Apesar de ser uma entidade rara, a DPMD deve ser sempre considerada em trabalhadores com risco ocupacional elevado de exposição a metais duros. A história clínica e ocupacional associada a achados em TCAR de tórax e LBA sugestivos da doença podem ser suficientes para o diagnóstico. <![CDATA[Ventilação bucal na distrofia muscular de Duchenne: uma estratégia de resgate para pacientes não aderentes]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600453&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Objective: To evaluate mouthpiece ventilation (MPV) in patients with Duchenne muscular dystrophy (DMD) who are noncompliant with noninvasive ventilation (NIV). Methods: We evaluated four young patients with DMD who had previously refused to undergo NIV. Each patient was reassessed and encouraged to try MPV. Results: The four patients tolerated MPV well and were compliant with NIV at home. MPV proved to be preferable and more comfortable than NIV with any other type of interface. Two of the patients required overnight NIV and eventually agreed to use a nasal mask during the night. Conclusions: The advantages of MPV over other types of NIV include fewer speech problems, better appearance, and less impact on the patient, eliminating the risk of skin breakdown, gastric distension, conjunctivitis, and claustrophobia. The use of a mouthpiece interface should be always considered in patients with DMD who need to start NIV, in order to promote a positive approach and a rapid acceptance of NIV. Using MPV during the daytime makes patients feel safe and more likely to use NIV at night. In addition, MPV increases treatment compliance for those who refuse to use other types of interfaces.<hr/>RESUMO Objetivo: Avaliar a ventilação bucal (VB) em pacientes com distrofia muscular de Duchenne (DMD) não aderentes à ventilação não invasiva (VNI). Métodos: Foram avaliados quatro pacientes jovens com DMD que anteriormente recusaram-se a se submeter à VNI. Cada paciente foi reavaliado e encorajado a tentar VB. Resultados: Os quatro pacientes toleraram bem a VB e aderiram ao uso de VNI em casa. O uso de VB provou ser uma alternativa preferível e mais confortável que o uso de VNI com qualquer outro tipo de interface. Dois dos pacientes necessitaram de VNI noturna e eventualmente aceitaram utilizar uma máscara nasal durante a noite. Conclusões: As vantagens da VB sobre outros tipos de VNI incluem menores problemas na fala, melhor aparência e menor impacto no paciente, eliminando o risco de lesões na pele, distensão gástrica, conjuntivite e claustrofobia. O uso da interface bucal sempre deve ser considerado em pacientes com DMD que necessitam iniciar VNI a fim de promover uma abordagem positiva e uma rápida aceitação da VNI. O uso diurno de VB faz com que os pacientes sintam-se seguros e mais propensos a utilizar VNI à noite. Além disso, a VB aumenta a adesão ao tratamento naqueles pacientes que se recusam a utilizar outros tipos de interfaces. <![CDATA[O papel do exercício físico na apneia obstrutiva do sono]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600457&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Obstructive sleep apnea (OSA) is a common clinical condition, with a variable and underestimated prevalence. OSA is the main condition associated with secondary systemic arterial hypertension, as well as with atrial fibrillation, stroke, and coronary artery disease, greatly increasing cardiovascular morbidity and mortality. Treatment with continuous positive airway pressure is not tolerated by all OSA patients and is often not suitable in cases of mild OSA. Hence, alternative methods to treat OSA and its cardiovascular consequences are needed. In OSA patients, regular physical exercise has beneficial effects other than weight loss, although the mechanisms of those effects remain unclear. In this population, physiological adaptations due to physical exercise include increases in upper airway dilator muscle tone and in slow-wave sleep time; and decreases in fluid accumulation in the neck, systemic inflammatory response, and body weight. The major benefits of exercise programs for OSA patients include reducing the severity of the condition and daytime sleepiness, as well as increasing sleep efficiency and maximum oxygen consumption. There are few studies that evaluated the role of physical exercise alone for OSA treatment, and their protocols are quite diverse. However, aerobic exercise, alone or combined with resistance training, is a common point among the studies. In this review, the major studies and mechanisms involved in OSA treatment by means of physical exercise are presented. In addition to systemic clinical benefits provided by physical exercise, OSA patients involved in a regular, predominantly aerobic, exercise program have shown a reduction in disease severity and in daytime sleepiness, as well as an increase in sleep efficiency and in peak oxygen consumption, regardless of weight loss.<hr/>RESUMO A apneia obstrutiva do sono (AOS) é uma condição clínica comum, possuindo prevalência variável e subestimada. Principal condição associada à hipertensão arterial sistêmica secundária, associa-se ainda à fibrilação atrial, acidente vascular encefálico e doença arterial coronariana, aumentando a morbidade e mortalidade cardiovascular. O tratamento da AOS com pressão positiva contínua em vias aéreas não é tolerado por todos os pacientes e, muitas vezes, não é indicado para formas leves. Daí, métodos alternativos de tratamento da AOS e de suas consequências cardiovasculares são necessários. A prática usual de exercícios físicos promove benefícios adicionais à redução do peso em pacientes com AOS; contudo, os mecanismos ainda são incertos. Entre as adaptações fisiológicas proporcionadas pelo exercício físico nessa população destacam-se o aumento do tônus da musculatura dilatadora das vias aéreas superiores e do tempo do estágio do sono de ondas lentas e a redução do acúmulo cervical de líquido, da resposta inflamatória sistêmica e do peso corpóreo. Os principais benefícios de programas de exercício físico para essa população incluem a redução da gravidade da AOS e da sonolência diurna e o aumento da eficiência do sono e consumo máximo de oxigênio. Poucos estudos avaliaram o papel do exercício físico realizado de forma isolada no tratamento da AOS, além de existirem muitas diferenças relacionadas aos protocolos de exercício utilizados. Entretanto, o emprego de exercícios aeróbios isolados ou combinados aos exercícios resistidos é um ponto comum entre os estudos. Nessa revisão, os principais estudos e mecanismos envolvidos no tratamento da AOS por meio da realização de exercícios físicos são apresentados. Além dos benefícios clínicos sistêmicos proporcionados pelo exercício físico, pacientes com AOS submetidos a um programa regular de exercícios predominantemente aeróbicos, apresentam redução da gravidade da doença e da sonolência diurna, aumento da eficiência do sono e do pico de consumo de oxigênio, independentemente da perda de peso. <![CDATA[Uma associação tomográfica incomum: toxicidade pulmonar por amiodarona e adenocarcinoma]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600465&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Obstructive sleep apnea (OSA) is a common clinical condition, with a variable and underestimated prevalence. OSA is the main condition associated with secondary systemic arterial hypertension, as well as with atrial fibrillation, stroke, and coronary artery disease, greatly increasing cardiovascular morbidity and mortality. Treatment with continuous positive airway pressure is not tolerated by all OSA patients and is often not suitable in cases of mild OSA. Hence, alternative methods to treat OSA and its cardiovascular consequences are needed. In OSA patients, regular physical exercise has beneficial effects other than weight loss, although the mechanisms of those effects remain unclear. In this population, physiological adaptations due to physical exercise include increases in upper airway dilator muscle tone and in slow-wave sleep time; and decreases in fluid accumulation in the neck, systemic inflammatory response, and body weight. The major benefits of exercise programs for OSA patients include reducing the severity of the condition and daytime sleepiness, as well as increasing sleep efficiency and maximum oxygen consumption. There are few studies that evaluated the role of physical exercise alone for OSA treatment, and their protocols are quite diverse. However, aerobic exercise, alone or combined with resistance training, is a common point among the studies. In this review, the major studies and mechanisms involved in OSA treatment by means of physical exercise are presented. In addition to systemic clinical benefits provided by physical exercise, OSA patients involved in a regular, predominantly aerobic, exercise program have shown a reduction in disease severity and in daytime sleepiness, as well as an increase in sleep efficiency and in peak oxygen consumption, regardless of weight loss.<hr/>RESUMO A apneia obstrutiva do sono (AOS) é uma condição clínica comum, possuindo prevalência variável e subestimada. Principal condição associada à hipertensão arterial sistêmica secundária, associa-se ainda à fibrilação atrial, acidente vascular encefálico e doença arterial coronariana, aumentando a morbidade e mortalidade cardiovascular. O tratamento da AOS com pressão positiva contínua em vias aéreas não é tolerado por todos os pacientes e, muitas vezes, não é indicado para formas leves. Daí, métodos alternativos de tratamento da AOS e de suas consequências cardiovasculares são necessários. A prática usual de exercícios físicos promove benefícios adicionais à redução do peso em pacientes com AOS; contudo, os mecanismos ainda são incertos. Entre as adaptações fisiológicas proporcionadas pelo exercício físico nessa população destacam-se o aumento do tônus da musculatura dilatadora das vias aéreas superiores e do tempo do estágio do sono de ondas lentas e a redução do acúmulo cervical de líquido, da resposta inflamatória sistêmica e do peso corpóreo. Os principais benefícios de programas de exercício físico para essa população incluem a redução da gravidade da AOS e da sonolência diurna e o aumento da eficiência do sono e consumo máximo de oxigênio. Poucos estudos avaliaram o papel do exercício físico realizado de forma isolada no tratamento da AOS, além de existirem muitas diferenças relacionadas aos protocolos de exercício utilizados. Entretanto, o emprego de exercícios aeróbios isolados ou combinados aos exercícios resistidos é um ponto comum entre os estudos. Nessa revisão, os principais estudos e mecanismos envolvidos no tratamento da AOS por meio da realização de exercícios físicos são apresentados. Além dos benefícios clínicos sistêmicos proporcionados pelo exercício físico, pacientes com AOS submetidos a um programa regular de exercícios predominantemente aeróbicos, apresentam redução da gravidade da doença e da sonolência diurna, aumento da eficiência do sono e do pico de consumo de oxigênio, independentemente da perda de peso. <![CDATA[Embolia pulmonar gordurosa de origem neoplásica]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132016000600466&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt ABSTRACT Obstructive sleep apnea (OSA) is a common clinical condition, with a variable and underestimated prevalence. OSA is the main condition associated with secondary systemic arterial hypertension, as well as with atrial fibrillation, stroke, and coronary artery disease, greatly increasing cardiovascular morbidity and mortality. Treatment with continuous positive airway pressure is not tolerated by all OSA patients and is often not suitable in cases of mild OSA. Hence, alternative methods to treat OSA and its cardiovascular consequences are needed. In OSA patients, regular physical exercise has beneficial effects other than weight loss, although the mechanisms of those effects remain unclear. In this population, physiological adaptations due to physical exercise include increases in upper airway dilator muscle tone and in slow-wave sleep time; and decreases in fluid accumulation in the neck, systemic inflammatory response, and body weight. The major benefits of exercise programs for OSA patients include reducing the severity of the condition and daytime sleepiness, as well as increasing sleep efficiency and maximum oxygen consumption. There are few studies that evaluated the role of physical exercise alone for OSA treatment, and their protocols are quite diverse. However, aerobic exercise, alone or combined with resistance training, is a common point among the studies. In this review, the major studies and mechanisms involved in OSA treatment by means of physical exercise are presented. In addition to systemic clinical benefits provided by physical exercise, OSA patients involved in a regular, predominantly aerobic, exercise program have shown a reduction in disease severity and in daytime sleepiness, as well as an increase in sleep efficiency and in peak oxygen consumption, regardless of weight loss.<hr/>RESUMO A apneia obstrutiva do sono (AOS) é uma condição clínica comum, possuindo prevalência variável e subestimada. Principal condição associada à hipertensão arterial sistêmica secundária, associa-se ainda à fibrilação atrial, acidente vascular encefálico e doença arterial coronariana, aumentando a morbidade e mortalidade cardiovascular. O tratamento da AOS com pressão positiva contínua em vias aéreas não é tolerado por todos os pacientes e, muitas vezes, não é indicado para formas leves. Daí, métodos alternativos de tratamento da AOS e de suas consequências cardiovasculares são necessários. A prática usual de exercícios físicos promove benefícios adicionais à redução do peso em pacientes com AOS; contudo, os mecanismos ainda são incertos. Entre as adaptações fisiológicas proporcionadas pelo exercício físico nessa população destacam-se o aumento do tônus da musculatura dilatadora das vias aéreas superiores e do tempo do estágio do sono de ondas lentas e a redução do acúmulo cervical de líquido, da resposta inflamatória sistêmica e do peso corpóreo. Os principais benefícios de programas de exercício físico para essa população incluem a redução da gravidade da AOS e da sonolência diurna e o aumento da eficiência do sono e consumo máximo de oxigênio. Poucos estudos avaliaram o papel do exercício físico realizado de forma isolada no tratamento da AOS, além de existirem muitas diferenças relacionadas aos protocolos de exercício utilizados. Entretanto, o emprego de exercícios aeróbios isolados ou combinados aos exercícios resistidos é um ponto comum entre os estudos. Nessa revisão, os principais estudos e mecanismos envolvidos no tratamento da AOS por meio da realização de exercícios físicos são apresentados. Além dos benefícios clínicos sistêmicos proporcionados pelo exercício físico, pacientes com AOS submetidos a um programa regular de exercícios predominantemente aeróbicos, apresentam redução da gravidade da doença e da sonolência diurna, aumento da eficiência do sono e do pico de consumo de oxigênio, independentemente da perda de peso.