Scielo RSS <![CDATA[Clinics]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1807-593220050003&lang=en vol. 60 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>In the june 2005 issue of CLINICS</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322005000300001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[<B>Correlation of nutritional status and food intake in hemodialysis patients</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322005000300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: Patients in end-stage renal disease often suffer from poor appetite, various comorbidities, and dietary restrictions. Despite regular hemodialysis, nutritional imbalances are frequently reported. Aiming to correlate nutritional status with food ingestion, a prospective study was done in an outpatient group. METHODS: Stable patients undergoing chronic hemodialysis for at least 3 months (n = 44) were investigated by dietary recall and standard anthropometric, biochemical, and bioimpedance determinations, including subjective and objective global assessment. The mean age of the group was 47.0 &plusmn; 16.9 years, and 63.6% were men. Body mass index was 22.2 &plusmn; 3.9 kg/m² (mean &plusmn; SD), calorie intake was 1471 &plusmn; 601 kcal/day (20.7 &plusmn; 6.7 kcal/kg/day), and protein ingestion was 74.3 &plusmn; 16.6 g protein/day (1.2 g/kg/day). Dietary and clinical findings were correlated with nutritional indices by linear regression analysis. RESULTS: Malnutrition estimated by subjective global assessment was very common (>90%), despite the fact that body mass index and serum albumin were within an acceptable range in the majority of the population. Objective global assessment yelded roughly comparable numerical findings, with 6.8% being well nourished, 61.4% at nutritional risk or lightly undernourished, 29.6% moderately malnourished, and 2.3% severely malnourished. Total calorie intake was devoid of associations, but protein, carbohydrate, and lipid input positively correlated with triceps skinfold (P=.02). Lipid ingestion was the only marker directly associated with arm circumference, and it correlated with body mass index, as well as with total body fat (bioimpedance analysis) (P <.001). CONCLUSIONS: 1) Bioimpedance analysis was useful and was correlated with clinical findings; 2) Lipid intake was the best dietary index in this experience, surpassing protein or total energy; 3) Despite its shortcomings, dietary recall was useful in the assessment of hemodialysis patients.<hr/>OBJETIVOS: Pacientes em fase final de enfermidade renal frequentemente sofrem de falta de apetite, várias comorbidades e restrições dietéticas, e a despeito de hemodiálise regular, desequilíbrios nutricionais são frequentemente relatados. Com o propósito de correlacionar estado nutricional com ingestão alimentar, um estudo prospectivo foi realizado com pacientes ambulatoriais. MÉTODOS: Doentes estáveis sibmetidos a hemodiálise crônica por no mínimo 3 meses (n= 44) foram investigados mediante recordatório alimentar e determinações convencionais antropométricas, bioquímicas e de bioimpedância , incluindo-se avaliação global subjetiva e também objetiva. A idade do grupo era de 47.0 &plusmn; 16.9 anos com 63.6% de homens. O índice de massa corporal situava-se em 22.2 &plusmn; 3.9 kg/m2, a ingestão calórica foi de 1471 &plusmn; 601 kcal/dia (20.7 &plusmn; 6.7 kcal/kg/dia) e o consumo proteico atingiu 74.3 &plusmn; 16.6 g proteina/dia (1.2 g/kg/dia) . As variáveis dietéticas e clínicas foram correlacionadas com os índices nutricionais através da análise de regressão linear. RESULTADOS: A desnutrição estimada pela avalia;áo global subjetiva foi muito comum (>90%), apesar de que o índice de massa corporal e a taxa de albumina estavam aceitáveis na maioria da população. A avaliação objetiva global evidenciou resultados numericamente parecidos, com 6,8% bem nutridos, 61,4% com risco nutricional ou desnutrição leve, 29,6% no patamar moderado e 2,3% exibindo desnutrição grave. O ganho calórico total não apresentou associações, todavia ingressos de proteina, carboidratos e lípides se correlacionaram positivamente com a prega cutânea do tríceps (P=0.02). Apenas a ingestão lipídica associou-se diretamente com a circunferência do braço, demonstrando ainda correlação com o índice de massa corporal bem como com a gordura corpórea total (bioimpedância) (P<0.001). CONCLUSÕES: 1) 0s teores de proteinas, lípides e carboidratos na dieta exibiram um certo número de correlações com variáveis antropométricas e de bioimpedância; 2) A ingestão lipídica foi o melhor índice nesta experiência, ultrapassando a proteina ou o ganho energético total; 3) Em que pesem algumas limitações, o recordatório alimentar foi útil na avaliação destes pacientes de hemodiálise. <![CDATA[<b>Endovascular treatment for intermittent claudication in patients who do not improve with clinical treatment</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322005000300003&lng=en&nrm=iso&tlng=en PURPOSE: To study the results including long-term follow-up obtained with endovascular treatment of patients with intermittent claudication who did not experience clinical improvement with conservative treatment. METHODS: From January 1992 to January 2002, 62 of 1380 patients (4.5%) with intermittent claudication underwent endovascular treatment and were followed up for up to 120 months (mean 76 months). The variables analyzed were the functioning of the arterial segment undergoing the endovascular procedure, the evolution of the maximum walking distance, and incidence of related morbidity and mortality. RESULTS: Fifty-two patients (84%) experienced no walking limitation after the procedure, and 6 patients (10%) improved but still exhibited some degree of limitation, for a total improved outcome of 94%. The patency rate was 82%. There was no intraoperative mortality. One primary failure and one immediate thrombosis occurred, and both were surgically corrected. Thrombosis of the treated artery occurred in 6 patients 12, 16, 25, 29, 62, and 66 months after the procedure. These patients started to experience intermittent claudication with a walking distance to onset that was similar to their presurgical distance to onset. During follow-up, a mortality rate of 12.9% (8 patients) was observed, 6 due to myocardial infarctions and 2 due cerebral infarction. Three patients underwent coronary bypasses 22, 36, and 55 months after the endovascular surgery, and 2 patients underwent coronary angioplasty after 6 and 26 months. The mean follow up period was 76 months (range 0-120 months). CONCLUSION: This study shows that endovascular treatment of intermittent claudication brought about a lasting regression of the ischemic conditions in a significant number of patients, with excellent patency rates. It was concluded that this is a good alternative for selected patients, with low rates of complications and positive long-term results.<hr/>OBJETIVO: Estudar a longo prazo (média de 76 meses de seguimento) os resultados obtidos com o tratamento endovascular em pacientes que não melhoram com o tratamento clínico, MÉTODOS: De Janeiro de 1992 a Janeiro de 2002, 62 pacientes de um grupo de 1380 claudicantes foram submetidos a tratamento endovascular, representando 4,5% do total. As variáveis analisadas foram o funcionamento do segmento arterial submetido ao procedimento endovascular, a evolução da distância máxima de marcha e a ocorrência de morbi-mortalidade. RESULTADOS: Cinqüenta e dois (84%) pacientes não apresentaram restrições à deambulação após o procedimento. Seis pacientes melhoraram, representando um benefício de 94%. Não houve mortalidade intra-operatória. Uma falência primária e uma trombose imediata foram corrigidas cirurgicamente. Seis pacientes apresentaram trombose da artéria tratada 12, 16, 25, 29, 62 e 66 meses após o procedimento e voltaram a apresentar Claudicação Intermitente para as mesmas distâncias referidas antes da cirurgia. Durante o seguimento foi observada taxa de mortalidade de 12,9% (8 pacientes), dos quais 6 por infarto do miocárdio e dois por acidente vascular cerebral. Três pacientes foram submetidos à revascularização miocárdica 22, 36 e 55 meses após o procedimento endovascular e duas angioplastias foram realizadas com 6 e 26 meses de seguimento. O tempo médio de segmento foi de 76 meses (0 a 120 meses). CONCLUSÃO: O tratamento endovascular da Claudicação Intermitente levou a melhora das condições da marcha em um número significativo de pacientes, com excelentes taxas de patência (82,0%). Concluímos que esta é uma boa alternativa para determinados pacientes, com poucas complicações e resultados positivos a longo prazo. <![CDATA[<B>Edema and malignancy in meningiomas</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322005000300004&lng=en&nrm=iso&tlng=en PURPOSE: In recent years there have been many attempts to define a subset of aggressive malignant meningiomas based on histopathology and imaging technologies. The purpose of this study was to evaluate the level of peritumoral edema and its volume using the imaging technologies, computer tomography and magnetic resonance imaging, and correlate these results with the histological WHO classification. Reported causes of tumoral edema and its relationships to the histological characteristics were also reviewed. METHODS: The cases of 55 patients with meningiomas who underwent surgery at the Hospital das Clinicas (Fac Med Univ Sao Paulo) between September 1993 and September 1997 were reviewed. The level of edema according to the classification of Ide et al. (1995) was compared to the histological WHO classification. RESULTS: Classification of the degree of edema was: level 0 edema - 28 cases ; level I edema - 19 cases; level II edema - 8 cases. Histological classification was: benign meningioma - 43 cases; atypical meningiomas - 11 cases; malignant meningioma - 1 case. There was a significant (P = .0089) correlation between the degree of tumoral edema and the histological characteristics. CONCLUSIONS: These results suggest that the degree of edema as revealed by computer tomography and magnetic resonance imaging can be an important clinical predictive factor for the histological grade of the meningioma.<hr/>OBJETIVO: Nos últimos anos têm-se descrito alguns subtipos de meningiomas de comportamento peculiarmente agressivo. Muitas tentativas têm sido feitas no intuito de estabelecer critérios imagenológicos ou histopatológicos de malignidade. O objetivo desse estudo é avaliar, através de Tomografia Computadorizada e Ressonância Nuclear Magnética o grau de edema peritumoral e seu volume, correlacionando-os com a classificação histológica da OMS. As causas relatadas de edema peritumoral e sua possível correlação histológica foram também revistos. MÉTODOS: Foram estudados 55 casos de meningiomas operados no Hospital das Clinicas (FMUSP) entre Setembro de 1993 e Setembro de 1997. O grau de edema segundo a classificação de Ide et al. (1995) foi comparado com a classificação da OMS. RESULTADOS: Os achados relativos a edema foram: edema grau 0 - 28 pacientes; grau I - 19 pacientes; grau II - 8 pacientes. A classificação histológica demonstrou: meningiomas benignos - 43 casos; meningiomas atípicos - 11 casos meningioma maligno - 1 caso. Demonstrou-se uma correlação significativa (p = 0,0089) entre o grau de edema dos meningiomas e suas características histológicas. CONCLUSÕES: Esses resultados sugerem que o grau de edema avaliado imagenologicamente pela Tomografia Computadorizada e Ressonância Nuclear Magnética pode ser um importante fator preditivo da gradação histológica dos meningiomas. <![CDATA[<B>Effect of antiretroviral drugs on maternal CD<SUB>4</SUB> lymphocyte counts, HIV-1 RNA levels, and anthropometric parameters of their neonates</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322005000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en PURPOSE: To study the effect of antiretroviral drugs administered during pregnancy on CD4 lymphocyte counts and HIV-1 RNA levels of pregnant women and on the anthropometric parameters of their neonates. METHODS: A prospective study was conducted on 57 pregnant women and their neonates divided into 3 groups: ZDV Group, HIV-infected mothers taking zidovudine (n = 20); triple therapy (TT) Group, mothers taking zidovudine + lamivudine + nelfinavir (n = 25), and Control Group, normal women (n = 12). CD4 lymphocyte counts and HIV-1 RNA levels of pregnant women were analyzed during two periods of pregnancy. The perinatal prognosis took into account preterm rates, birth weight, intrauterine growth restriction, perinatal death, and vertical transmission of HIV-1. Data were analyzed statistically using the nonparametric chi-square, Mann-Whitney, Friedman, Kruskal-Wallis, and Wilcoxon matched pairs tests, with the level of significance set at P <.05. RESULTS: The major maternal demographic and anthropometric data were homogeneous for the various groups. HIV-1 viral burden, which was initially elevated, median of 14,370 copies/mL, was significantly reduced in the TT group, reaching 40 copies/mL. With respect to T-CD4+ lymphocyte counts, there was a significant recovery in Group TT at the end of pregnancy, this value being significantly different from that for the ZDV group (P =.0052). There was no difference between groups regarding gestation length, Apgar scores, or neonatal anthropometric classification. There was no case of vertical HIV-1 transmission. CONCLUSIONS: The results obtained for the present series demonstrate the efficiency and suggest safety of the use of antiretroviral drugs during pregnancy as revealed by anthropometric parameters of the neonate.<hr/>OBJETIVOS: Estudar o efeito das drogas anti-retrovirais sobre a quantificação dos linfócitos TCD4 e RNA do HIV-1 de gestantes portadoras do HIV-1 e parâmetros antropométricos de seus neonatos. MÉTODOS: Estudo prospectivo avaliando 57 gestantes e seus neonatos em três grupos: Grupo AZT, gestantes portadoras do HIV utilizando zidovudina (n=20); Grupo TT, mães utilizando zidovudina+lamivudina+nelfinavir (n=25), e Grupo Controle, mulheres saudáveis (n=12). A quantificação dos linfócitos TCD4 e RNA do HIV-1 de gestantes portadoras do HIV foi analisada em dois períodos durante a gestação. O prognóstico perinatal levou em consideração as taxas de pré-termos, restrição de crescimento intra-útero, mortalidade perinatal e transmissão vertical do HIV-1. Os dados foram analisados utilizando-se testes não paramétricos de qui-quadrado, Mann-Whitney, Friedman, Kruskal-Wallys e Wilcoxon para amostras pareadas, considerando-se significativos valores associados a p<0,05. RESULTADOS: Observou-se homogeneidade entre os dados demográficos e antropométricos de realce. A carga viral, inicialmente elevada (14.370 cópias/ml), reduziu-se significativamente no grupo com tratamento tríplice , chegando a 40 cópias/ml. Quanto à contagem de linfócitos CD4, observou-se recuperação significativa nas pacientes do grupo TT, no final da gestação, sendo esse valor significativamente diferente em comparação ao grupo AZT (p = 0,0052). Não se observou diferença entre os grupos quanto à duração da gestação, aos índices de Apgar, e à classificação antropométrica neonatal. Não houve nenhum caso de transmissão vertical do HIV-1. CONCLUSÕES: Os resultados obtidos na presente casuística demonstram eficiência e sugerem segurança no uso de anti-retrovirais na gestação sobre parâmetros antropométricos dos neonatos. <![CDATA[<B>Study of warm ischemia followed by reperfusion on a lower limb model in rats</B>: <B>effect of allopurinol and streptokinase</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322005000300006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Prolonged tissue ischemia leads to changes in microcirculation and production of oxygen free radicals. The event eventually responsible for tissue death is the no-reflow phenomenon and its management is a challenge for the surgeon dealing with replantation or transplantation. We introduce a model of warm ischemia and reperfusion of the lower limb of rats with which we studied the effect of allopurinol and streptokinase. METHOD: Section of the lower limb with preservation of vessels and nerves was performed in 110 rats. Femoral vessels clamped for periods of 0, 2, 4, 6, and 8 hours of ischemia were allowed to reperfuse (groups M0, M2, M4, M6, and M8 respectively). Other groups, E1, E2, and E3, received streptokinase, allopurinol, or a combination of the two drugs after 6 hours of ischemia. RESULTS: Viability rates of the ischemic limbs after 7 days were 100% (M0), 80% (M2), 63.6% (M4), 50% (M6), and 20% (M8). In the experimental groups, E1, E2, and E3, viability rates were 67% (E1), 70% (E2), and 70% (E3). Groups M0, M2, M4, M6, and M8 differed among themselves except for groups M4 and M6. Group E1 had a higher rate of limb viability than M6 (control group) but not than M4. Groups E1, E2 and E3 had higher rates of limb viability than M6 but not than M2 or M4. DISCUSSION: The results suggest that increased viability of limbs after 6 hours of ischemia occurs when allopurinol or streptokinase is used. The combination of the two drugs does not appear to produce any additional effect.<hr/>A isquemia prolongada dos tecidos leva a alterações na microcirculação e liberação de radicais livres do oxigênio, evento que pode resultar na morte do tecido, conhecido como fenômeno de não reperfusão. Um modelo em ratos de isquemia quente e reperfusão do membro posterior é proposto, e os efeitos dos fármacos alopurinol e estreptoquinase foram estudados. MÉTODO: Secção do membro posterior com preservação dos vasos e nervos foi realizada em 110 ratos. O pinçamento vascular e posterior reperfusão após isquemia quente de 0, 2, 4, 6 e 8 horas formou os grupos M0, M2, M4, M6 e M8 respectivamente. Outros grupos E1, E2 e E3 receberam, respectivamente, alopurinol, estreptoquinase e a combinação de ambas as drogas, após seis horas de isquemia. RESULTADOS: As taxas de viabilidade dos membros isquêmicos, observadas após sete dias foram: M0 - 100%, M2 - 80% ,M4 - 64%,M6 - 50% e M8 - 20%. As taxas de viabilidade dos grupos experimentais foram 67%(E1), 70%(E2) e 70%(E3). Os grupos M0, M2, M4, M6 e M8 foram diferentes entre si exceto os grupos M4 e M6. E1, E2 e E3 resultaram em viabilidade de membros maiores que M6(controle), mas não em relação ao M2 e M4. DISCUSSÃO: Os resultados sugerem um aumento da viabilidade de membros após 6 horas de isquemia quando utilizado os fármacos alopurinol ou estreptoquinase. A associação de estreptoquinase e alopurinol não mostrou efeito adicional. <![CDATA[<B>The level of nicotine dependence is an independent risk factor for cancer</B>: <B>a case control study</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322005000300007&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: Less than 20% of lifetime smokers will ever develop cancer. Smoking habits characteristics, particularly the level of nicotine dependence level, were not fully evaluated as a marker of risk. METHODS: Case-control study of voluntary patients prospectively enrolled in a smoking cessation program in a cancer hospital. For each cancer case, patients of the same age and sex were selected. The Beck Depression Inventory, an instrument for the diagnosis of depressive mood and clinical depression, and the Fagerström Test Questionnaire, a questionnaire that has a good correlation with nicotine levels, used to determine the degree of dependence on nicotine, were applied. Age on admission to the study, sex, and number of pack-years were also evaluated. RESULTS: From May 1999 to May 2002, 56 cancer patients (case) and 85 matching controls (control) were identified in the population studied. There was no difference regarding pack-years. Fagerström Test Questionnaire was significantly higher in patients with cancer (7.5 &plusmn; 1.9) compared to controls (6.3 &plusmn; 2.0). We found a Fagerström Test Questionnaire > 7 in 73.2% of the cancer cases versus 43.5% of the controls (p=0.001). The proportion of depressed patients was higher in the cancer group (37.5% x 17.6%). Logistic regression adjusted for age and tobacco consumption disclosed that Fagerström Test Questionnaire score > 7 has an odds ratio for cancer of 3.45 (95% CI 1.52 - 7.83, p = 0.003). CONCLUSION: Fagerström Test Questionnaire higher than 7 was identified as a risk factor for cancer in smokers with similar tobacco consumption.<hr/>OBJETIVO: Menos de 20% dos fumantes crônicos desenvolverá cancer. As características do hábito de fumar, particularmente o nível de dependência à nicotina, não foram avaliadas inteiramente como um marcador do risco. MÉTODOS: Estudo caso-controle de pacientes voluntários, registrados prospectivamente em um programa de cessação de tabagismo em um hospital de cancer. Para cada caso de cancer, pacientes da mesma idade e sexo foram selecionados. O inventário de depressão de Beck, um instrumento validado para diagnóstico de estado depressivo e depressão clínica e o questionário de tolerância de Fagerstron , que é usado para determinar o grau de dependência e tem boa correlação com níveis de nicotina, foram aplicados. Idade na admissão ao estudo, sexo, número de maços-anos fumados foram avaliados também. RESULTADOS: De maio de 1999 a maio de 2002, 56 pacientes de câncer (caso) e 85 controles pareados (controle) foram identificados na população estudada . Não houve diferença quanto ao número de maços-ano. O questionário de tolerância de Fagerstron foi significativamente mais elevado nos pacientes com câncer (7.5 &plusmn; 1.9) comparado aos controles (6.3 &plusmn; 2.0). Encontramos um questionário de tolerância de Fagerstron > 7 em 73.2% dos casos de câncer, contra 43.5% dos controles (p=0.001). A proporção de pacientes deprimidos foi mais elevada no grupo do cancer (37.5% x 17.6%). A regressão logística, ajustada para a idade e o consumo do tabaco, apontou que uma contagem de questionário de tolerância de Fagerstron > 7 tem uma razão de chance para câncer de 3.45 (CI 95% 1.52 - 7.83, p = 0.003). CONCLUSÃO: Resultado no questionário de tolerância de Fagerstron maior que 7 foi identificado como um fator de risco para cancer em fumantes com consumo similar do tabaco. <![CDATA[<B>Coronary revascularization with the left internal thoracic artery and radial artery</B>: <B>comparison of short-term clinical evolution between elective and emergency surgery</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322005000300008&lng=en&nrm=iso&tlng=en BACKGROUND: Left internal thoracic artery-to left anterior descending artery grafting has become a fundamental part of coronary artery bypass grafting. This grafting has led to increased use of other arterial conduits, of which the radial artery is most popular. Whether radial grafting can be used in the emergency patient is not known. This study compares the short-term clinical evolution between elective vs emergency coronary artery bypass grafting surgery with left internal thoracic artery and radial artery. METHODS: A retrospective study of 47 patients who underwent elective or emergency coronary artery bypass grafting from 1996 to 2003. All patients had coronary stenosis >70% in all target vessels. Only the left internal thoracic artery and radial artery were used as grafts. Patients were divided into elective group (23 patients) and emergency group (24 patients). Emergency criteria were unstable angina and/or critical coronary stenosis with high risk for acute myocardial infarction. Groups were similar for age and number of diseased vessels. RESULTS: The mean number of left internal thoracic artery grafts per patient in the elective and emergency groups were respectively 1.17 and 1.38 (P = .17). The mean number of radial artery grafts per patient in the elective and emergency groups was respectively 2.26 and 2.08 (P = .48). The 30-day mortality was 0. There was no postoperative cardiogenic shock. The elective group had 1 acute myocardial infarction (4.4%) postoperatively, and emergency group had 5 (20.8%). A nonsignificant trend towards acute myocardial infarction was noted in the emergency group (P = .18). Intensive care unit and postoperative stay were similar in both groups. CONCLUSION: Coronary artery bypass grafting using left internal thoracic artery and radial artery accomplishing complete revascularization can be performed in emergency patients with results similar to those for elective patients.<hr/>O uso de artéria torácica interna esquerda para descendente anterior se tornou fundamental na revascularização do miocárdio. Este enxerto levou ao aumento da utilização de enxertos arteriais, dos quais a artéria radial é muito popular. O uso de artéria radial em pacientes de emergência foi pouco estudado. Este estudo compara a evolução clínica imediata entre revascularização do miocárdio eletiva vs. emergência com artéria torácica interna esquerda e artéria radial. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo retrospectivo de 47 pacientes que se submeteram a revascularização do miocárdio eletiva ou de emergência entre 1996 e 2003. Apresentavam estenose crítica (>70%) em todas as artérias alvo. Apenas a artéria torácica interna esquerda e a artéria radial foram utilizadas. Os pacientes constituíram dois grupos: eletivo (23 casos) e emergência (24 casos). Critérios de emergência foram angina instável e/ou estenose coronariana crítica com alto risco de infarto agudo do miocárdio. Os grupos eram homogêneos para idade e artérias acometidas. RESULTADOS: A média de enxertos de artéria torácica interna esquerda por paciente eletivo e de emergência foi respectivamente 1,17 e 1,38 (P=.17). A média de enxertos de artéria radial por paciente eletivo e de emergência foi respectivamente 2,26 e 2,08 (P=.48). A mortalidade até 30 dias foi zero. No pós-operatòrio não ocorreram casos de choque cardiogênico. Um paciente eletivo (4,4%) e 5pacientes de emergência (20,8%) apresentaram infarto agudo do miocárdio no pós-operatório; tendência não significativa para ocorrência de infarto agudo do miocárdio no grupo de emergência (P=.18). Tempo de internação na unidade de terapia intensiva e hospitalar foi semelhante nos dois grupos. CONCLUSÃO: A revascularização do miocárdio com utilização de artéria torácica interna esquerda e artéria radial pode ser realizada em pacientes de emergência com resultados equivalentes aos pacientes eletivos. <![CDATA[<B>Angiogenesis as an indicator of metastatic potential in papillary thyroid carcinoma</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322005000300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Angiogenesis is new blood vessel formation, a process that can lead to tumor development. Microvessel count has been correlated to metastasis in some neoplasias. PURPOSE: To determine if measurement of microvessel density is useful in predicting metastasis to the cervical lymph node and prognosis in patients with papillary thyroid carcinoma. METHODS: A retrospective analysis was performed in 30 patients that had undergone total thyroidectomy. They were divided in 2 groups of 15 patients - with and without metastatic disease. Immunohistochemistry was used to detect expression of CD34 in archival paraffin-embedded papillary thyroid tumors, and microvessel density was calculated based on it. Association between microvessel density and the presence of metastasis, according to histological subtype, disease recurrence, and AMES prognostic index groups was determined through statistical analysis. RESULTS: The median microvessel density for the patient group without metastasis (200.0 microvessels/mm²) was apparently, but not significantly, less than that observed among metastatic disease patients (254.4 microvessels/mm²) (P = .20). When papillary carcinoma subtypes were analyzed, this difference became significant (P =.02). The follicular variant exhibited a greater microvessel density than the other subtypes, independent of metastasis presence. There was an apparent, but not significant, tendency for a larger median microvessel density in the group of patients that presented recurrence (294.4 microvessels/mm² vs 249.6 microvessels/mm², P = .11). There was no relationship between risk level and microvessel density: in the low- and high-risk groups, the median MVD was 304.0 microvessels/mm² and 229.6 microvessels/mm², respectively (P = .27). CONCLUSIONS: The results suggest that angiogenesis is more intense among metastatic tumors in the classic and the tall cell variants, indicating that microvessel count can be an indicator of the potential for metastasis in these subtypes of papillary thyroid carcinoma. Patients that developed recurrent disease had a tendency to exhibit higher angiogenesis; however, there was no association between microvessel density and the AMES prognostic index.<hr/>O desenvolvimento dos tumores depende da formação de neovasos, a angiogênese. Em algumas neoplasias, a alta densidade de microvasos tumorais correlaciona-se com a presença de metástase. OBJETIVO: Determinar se a medida da angiogênese pode indicar o potencial de metástase e o prognóstico do carcinoma papilífero tireóideo. MÉTODO: Foi feita análise retrospectiva de 30 tireoidectomizados, divididos em dois grupos de 15 indivíduos cada, respectivamente com e sem metástase. A partir dos blocos de parafina, foi calculada a densidade de microvasos no tecido tumoral por meio da quantificação da expressão do anticorpo CD34 pela imunohistoquímica. A associação da densidade de microvasos com a presença de metástase, ocorrência de recidiva e os grupos de risco do índice prognóstico AMES foi determinada por análise estatística. RESULTADOS: A mediana da densidade de microvasos no grupo de doentes sem metástase (200,0 microvasos/mm²) foi inferior àquela dos portadores de metástase (254,4 microvasos/mm²) (p = .2), sem atingir significância estatística. Ao considerar apenas os subtipos histológicos clássico e de células altas, essa diferença tornou-se significante (p = .02), uma vez que a variante folicular exibiu maior DMV que os demais subtipos, independente da presença de metástase. Houve tendência não significativa à maior densidade de microvasos entre aqueles que apresentaram recidiva (294,4 microvasos/mm² contra 249,6 microvasos/mm², p = .11). Nos grupos de baixo e alto risco, a mediana da densidade de microvasos foi de 304,0 microvasos/mm² e 229,6 microvasos/mm² respectivamente (p = .27). CONCLUSÃO: A angiogênese foi mais intensa nos tumores com metástase nos subtipos clássico e de células altas, sugerindo que a contagem de microvasos pode ser um indicador do potencial de metástase nestes subtipos histológicos do carcinoma papilífero tireóideo. Doentes que evoluíram com recidiva tenderam a exibir maior angiogênese, porém não houve associação da densidade de microvasos e o índice prognóstico. <![CDATA[<B>Hypertension and depression</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322005000300010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Despite the high prevalence of depression and hypertension, the relationship between the two diseases has received little attention. This paper reviews the epidemiological, pathophysiological, and prognostic aspects of this association, as well as its implications for treatment. A Medline search was conducted using the following key words: depression, blood pressure, blood pressure variability, physical morbidity, hypertension, mood, stress, hypertension, antidepressive agents, and genetics, from 1980 to 2004. We found descriptions of increased prevalence of hypertension in depressed patients, increased prevalence of depression in hypertensive patients, association between depressive symptomatology and hypotension, and alteration of the circadian variation of blood pressure in depressed patients. There is considerable evidence suggesting that hyperreactivity of the sympathetic nervous system and genetic influences are the underlying mechanisms in the relationship between depression and hypertension. Depression can negatively affect the course of hypertensive illness. Additionally, the use of antidepressive agents can interfere with blood pressure control of patients with hypertension by inducing changes in blood pressure and orthostatic hypotension.<hr/>Apesar das altas prevalências de hipertensão arterial sistêmica e de depressão, o estudo da relação entre depressão e pressão arterial tem recebido pouca atenção da literatura. Nesse artigo são revisados os aspectos epidemiológicos, patofisiológicos, prognósticos e implicações no tratamento, relacionados à associação entre depressão e hipertensão arterial sistêmica. O método utilizado foi consulta ao banco de dados bibliográficos Medline, utilizando-se as palavras chave depression, blood pressure, blood pressure variability, physical morbidity, hypertension, mood, stress, hypertension, antidepressive agents e genetics, no período de 1980 a 2004. Encontramos descrições de prevalência aumentada de hipertensão em pacientes deprimidos, prevalência aumentada de depressão em pacientes hipertensos, associação entre sintomatologia depressiva e hipotensão e alteração da variação circadiana da pressão arterial de pacientes deprimidos. Acredita-se que mecanismos envolvendo hiperatividade de sistema nervoso simpático e influências genéticas possam ser a base fisiopatológica da relação entre depressão e hipertensão arterial sistêmica. Além disso, a presença de depressão pode piorar o curso da doença hipertensiva, e o uso medicações antidepressivas pode induzir aumento de pressão arterial, diminuição de pressão arterial e hipotensão ortostática, dificultando o manejo de pacientes com hipertensão arterial sistêmica. <![CDATA[<B>Hereditary nonpolyposis colorectal cancer identification and surveillance of high-risk families</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322005000300011&lng=en&nrm=iso&tlng=en Hereditary nonpolyposis colorectal cancer is an autosomal dominant condition caused by highly penetrant gene mutations. It is characterized by increased susceptibility for a specific group of cancer, mainly colorectal cancer. The syndrome originates from the inheritance of mutations in DNA mismatch repair genes. The most commonly affected genes in hereditary nonpolyposis colorectal cancer are hMLH1 and hMSH2. Their deficient expression renders the cell susceptible to the accumulation of many molecular defects, a condition which can be evaluated by the instability in sections of base repeats in the genoma known as microsatellite instability. The molecular detection of hereditary nonpolyposis colorectal cancer is possible in most of the highly suspicious cases. Genetic tests for hereditary nonpolyposis colorectal cancer also allow characterization of the individual that bears the mutation within a family. The high cost and restricted availability of these tests hamper their use for every person presenting colorectal cancer. Due to this fact, some clinical criteria have been developed by a hereditary nonpolyposis colorectal cancer international organization to select families with a high probability of carrying the mutation. Once families at risk are identified, they are encouraged to join a screening program that aims at early detection of hereditary nonpolyposis colorectal cancer-related cancers, increasing the possibility of its prevention and early detection.<hr/>O câncer colo-retal hereditário não polipose é uma síndrome genética caracterizada por uma susceptilidade aumentada para certos tipos específicos de câncer, especialmente o câncer colo-retal. Ao nível molecular, a síndrome caracteriza-se pela herança autossômica dominante de mutações em genes envolvidos em um mecanismo de reparo do DNA dirigido para defeitos em trocas, ganhos ou perdas de um número de pequeno de bases, chamado de sistema de reparo de erros de pareamento. Os genes mais comumente afetados em câncer colo-retal hereditário não polipose são hMLH1 e hMSH2, e sua inativação destina a célula portadora à acumulação de mutações, uma condição conhecida como fenótipo de erro de replicação. Estas mutações múltiplas serão transmitidas e amplificadas em células-filhas e sua identificação pode ser feita por meio da identificação de distúrbios em seqüências repetidas de DNA chamadas de microssatélites. Células portadoras de defeitos deste tipo em seus microssatélites apresentam um fenótipo denominado de instabilidade de microssatélites (também denominado fenótipo MSI). Por meio da detecção destes defeitos genéticos é possível, presentemente, a realização de um diagnóstico preciso de câncer colo-retal hereditário não polipose, permitindo a atuação preventiva em portadores da síndrome que ainda não desenvolveram câncer. Contudo, limitações financeiras e de acesso aos exames inviabilizam sua realização em todos os indivíduos que apresentam câncer colo-retal. Por isso, foram estabelecidos pela comunidade internacional alguns critérios que selecionam as famílias com alta probabilidade de possuírem a mutação e que, portanto, podem beneficiar-se com estes exames. Este artigo procura abordar as estratégias recomendadas para identificação de casos de alto risco de câncer colo-retal hereditário não polipose, os testes genéticos disponíveis para estes casos e as recomendações para prevenção e seguimento destas famílias. <![CDATA[<B>Antiphospholipid antibodies, thrombosis, and adenocarcinoma</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322005000300012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Hereditary nonpolyposis colorectal cancer is an autosomal dominant condition caused by highly penetrant gene mutations. It is characterized by increased susceptibility for a specific group of cancer, mainly colorectal cancer. The syndrome originates from the inheritance of mutations in DNA mismatch repair genes. The most commonly affected genes in hereditary nonpolyposis colorectal cancer are hMLH1 and hMSH2. Their deficient expression renders the cell susceptible to the accumulation of many molecular defects, a condition which can be evaluated by the instability in sections of base repeats in the genoma known as microsatellite instability. The molecular detection of hereditary nonpolyposis colorectal cancer is possible in most of the highly suspicious cases. Genetic tests for hereditary nonpolyposis colorectal cancer also allow characterization of the individual that bears the mutation within a family. The high cost and restricted availability of these tests hamper their use for every person presenting colorectal cancer. Due to this fact, some clinical criteria have been developed by a hereditary nonpolyposis colorectal cancer international organization to select families with a high probability of carrying the mutation. Once families at risk are identified, they are encouraged to join a screening program that aims at early detection of hereditary nonpolyposis colorectal cancer-related cancers, increasing the possibility of its prevention and early detection.<hr/>O câncer colo-retal hereditário não polipose é uma síndrome genética caracterizada por uma susceptilidade aumentada para certos tipos específicos de câncer, especialmente o câncer colo-retal. Ao nível molecular, a síndrome caracteriza-se pela herança autossômica dominante de mutações em genes envolvidos em um mecanismo de reparo do DNA dirigido para defeitos em trocas, ganhos ou perdas de um número de pequeno de bases, chamado de sistema de reparo de erros de pareamento. Os genes mais comumente afetados em câncer colo-retal hereditário não polipose são hMLH1 e hMSH2, e sua inativação destina a célula portadora à acumulação de mutações, uma condição conhecida como fenótipo de erro de replicação. Estas mutações múltiplas serão transmitidas e amplificadas em células-filhas e sua identificação pode ser feita por meio da identificação de distúrbios em seqüências repetidas de DNA chamadas de microssatélites. Células portadoras de defeitos deste tipo em seus microssatélites apresentam um fenótipo denominado de instabilidade de microssatélites (também denominado fenótipo MSI). Por meio da detecção destes defeitos genéticos é possível, presentemente, a realização de um diagnóstico preciso de câncer colo-retal hereditário não polipose, permitindo a atuação preventiva em portadores da síndrome que ainda não desenvolveram câncer. Contudo, limitações financeiras e de acesso aos exames inviabilizam sua realização em todos os indivíduos que apresentam câncer colo-retal. Por isso, foram estabelecidos pela comunidade internacional alguns critérios que selecionam as famílias com alta probabilidade de possuírem a mutação e que, portanto, podem beneficiar-se com estes exames. Este artigo procura abordar as estratégias recomendadas para identificação de casos de alto risco de câncer colo-retal hereditário não polipose, os testes genéticos disponíveis para estes casos e as recomendações para prevenção e seguimento destas famílias. <![CDATA[<B>Uremic stomatitis in chronic renal failure</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322005000300013&lng=en&nrm=iso&tlng=en Hereditary nonpolyposis colorectal cancer is an autosomal dominant condition caused by highly penetrant gene mutations. It is characterized by increased susceptibility for a specific group of cancer, mainly colorectal cancer. The syndrome originates from the inheritance of mutations in DNA mismatch repair genes. The most commonly affected genes in hereditary nonpolyposis colorectal cancer are hMLH1 and hMSH2. Their deficient expression renders the cell susceptible to the accumulation of many molecular defects, a condition which can be evaluated by the instability in sections of base repeats in the genoma known as microsatellite instability. The molecular detection of hereditary nonpolyposis colorectal cancer is possible in most of the highly suspicious cases. Genetic tests for hereditary nonpolyposis colorectal cancer also allow characterization of the individual that bears the mutation within a family. The high cost and restricted availability of these tests hamper their use for every person presenting colorectal cancer. Due to this fact, some clinical criteria have been developed by a hereditary nonpolyposis colorectal cancer international organization to select families with a high probability of carrying the mutation. Once families at risk are identified, they are encouraged to join a screening program that aims at early detection of hereditary nonpolyposis colorectal cancer-related cancers, increasing the possibility of its prevention and early detection.<hr/>O câncer colo-retal hereditário não polipose é uma síndrome genética caracterizada por uma susceptilidade aumentada para certos tipos específicos de câncer, especialmente o câncer colo-retal. Ao nível molecular, a síndrome caracteriza-se pela herança autossômica dominante de mutações em genes envolvidos em um mecanismo de reparo do DNA dirigido para defeitos em trocas, ganhos ou perdas de um número de pequeno de bases, chamado de sistema de reparo de erros de pareamento. Os genes mais comumente afetados em câncer colo-retal hereditário não polipose são hMLH1 e hMSH2, e sua inativação destina a célula portadora à acumulação de mutações, uma condição conhecida como fenótipo de erro de replicação. Estas mutações múltiplas serão transmitidas e amplificadas em células-filhas e sua identificação pode ser feita por meio da identificação de distúrbios em seqüências repetidas de DNA chamadas de microssatélites. Células portadoras de defeitos deste tipo em seus microssatélites apresentam um fenótipo denominado de instabilidade de microssatélites (também denominado fenótipo MSI). Por meio da detecção destes defeitos genéticos é possível, presentemente, a realização de um diagnóstico preciso de câncer colo-retal hereditário não polipose, permitindo a atuação preventiva em portadores da síndrome que ainda não desenvolveram câncer. Contudo, limitações financeiras e de acesso aos exames inviabilizam sua realização em todos os indivíduos que apresentam câncer colo-retal. Por isso, foram estabelecidos pela comunidade internacional alguns critérios que selecionam as famílias com alta probabilidade de possuírem a mutação e que, portanto, podem beneficiar-se com estes exames. Este artigo procura abordar as estratégias recomendadas para identificação de casos de alto risco de câncer colo-retal hereditário não polipose, os testes genéticos disponíveis para estes casos e as recomendações para prevenção e seguimento destas famílias. <![CDATA[<B>Phantom limb pain induced by spinal anesthesia</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1807-59322005000300014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Hereditary nonpolyposis colorectal cancer is an autosomal dominant condition caused by highly penetrant gene mutations. It is characterized by increased susceptibility for a specific group of cancer, mainly colorectal cancer. The syndrome originates from the inheritance of mutations in DNA mismatch repair genes. The most commonly affected genes in hereditary nonpolyposis colorectal cancer are hMLH1 and hMSH2. Their deficient expression renders the cell susceptible to the accumulation of many molecular defects, a condition which can be evaluated by the instability in sections of base repeats in the genoma known as microsatellite instability. The molecular detection of hereditary nonpolyposis colorectal cancer is possible in most of the highly suspicious cases. Genetic tests for hereditary nonpolyposis colorectal cancer also allow characterization of the individual that bears the mutation within a family. The high cost and restricted availability of these tests hamper their use for every person presenting colorectal cancer. Due to this fact, some clinical criteria have been developed by a hereditary nonpolyposis colorectal cancer international organization to select families with a high probability of carrying the mutation. Once families at risk are identified, they are encouraged to join a screening program that aims at early detection of hereditary nonpolyposis colorectal cancer-related cancers, increasing the possibility of its prevention and early detection.<hr/>O câncer colo-retal hereditário não polipose é uma síndrome genética caracterizada por uma susceptilidade aumentada para certos tipos específicos de câncer, especialmente o câncer colo-retal. Ao nível molecular, a síndrome caracteriza-se pela herança autossômica dominante de mutações em genes envolvidos em um mecanismo de reparo do DNA dirigido para defeitos em trocas, ganhos ou perdas de um número de pequeno de bases, chamado de sistema de reparo de erros de pareamento. Os genes mais comumente afetados em câncer colo-retal hereditário não polipose são hMLH1 e hMSH2, e sua inativação destina a célula portadora à acumulação de mutações, uma condição conhecida como fenótipo de erro de replicação. Estas mutações múltiplas serão transmitidas e amplificadas em células-filhas e sua identificação pode ser feita por meio da identificação de distúrbios em seqüências repetidas de DNA chamadas de microssatélites. Células portadoras de defeitos deste tipo em seus microssatélites apresentam um fenótipo denominado de instabilidade de microssatélites (também denominado fenótipo MSI). Por meio da detecção destes defeitos genéticos é possível, presentemente, a realização de um diagnóstico preciso de câncer colo-retal hereditário não polipose, permitindo a atuação preventiva em portadores da síndrome que ainda não desenvolveram câncer. Contudo, limitações financeiras e de acesso aos exames inviabilizam sua realização em todos os indivíduos que apresentam câncer colo-retal. Por isso, foram estabelecidos pela comunidade internacional alguns critérios que selecionam as famílias com alta probabilidade de possuírem a mutação e que, portanto, podem beneficiar-se com estes exames. Este artigo procura abordar as estratégias recomendadas para identificação de casos de alto risco de câncer colo-retal hereditário não polipose, os testes genéticos disponíveis para estes casos e as recomendações para prevenção e seguimento destas famílias.