Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1980-003720120004&lang=en vol. 14 num. 4 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Physical growth and nutritional status of schoolchildren from Valley of the Jequitinhonha, Minas Gerais, Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-00372012000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en O estudo analisou o crescimento físico e o estado nutricional em amostra representativa da população escolar do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, Brasil. A amostra foi constituída por 5100 sujeitos (2730 moças e 2370 rapazes), com idades entre 6 e 18 anos. O estado nutricional dos escolares menores de 10 anos de idade foi identificado pelos escores z < -2 (desnutrição) para os índices massa corporal para estatura e estatura para idade, e pelos escores z &gt; +2 para o índice massa corporal para estatura (sobrepeso). Para os maiores de 10 anos, foi empregado o índice de massa corporal em relação à distribuição de percentis para sexo e idade para diagnóstico de baixo peso corporal (< P5) e sobrepeso (&gt; P85) de acordo com proposta apresentada pela Organização Mundial da Saúde. Foi estimada, também, a prevalência de sobrepeso e obesidade de acordo com pontos-de-corte sugeridos pela International Obesity Task Force. Os dados mostraram prevalência de desnutrição menor (moças 1,2% e rapazes 3,9%) do que o esperado para a referência. A prevalência de sobrepeso se aproximou de 13% e 6% entre as moças e os rapazes, respectivamente, e a de obesidade em torno de 2% em ambos os sexos. Em sendo assim, os resultados encontrados indicaram baixa prevalência de desnutrição e prevalência de sobrepeso em proporções preocupantes. Portanto, mostra que existe urgente necessidade quanto à implementação de programas de intervenção educacional direcionados à promoção da prática de atividade física e de hábitos dietéticos adequados.<hr/>The study analyzed physical growth and nutritional status in a representative sample of schoolchildren from the Jequitinhonha Valley region, Minas Gerais, Brazil. A total of 5100 subjects (2730 girls and 2370 boys) aged 6 to 18 years were included in the study. Nutritional status of the under-10 group was assessed by z < -2 for weight-for-height and height-for-age (undernutrition) and by z &gt; +2 for weight-for-height (overweight). For children over 10, the 5th and 85th percentiles of weight for age were used to assess underweight and overweight respectively, according to World Health Organization recommendations. Prevalence rates of overweight and obesity according to the International Obesity Task Force criteria were also calculated. The data showed a prevalence of undernutrition below the expected level for the reference population (girls, 1.2%; boys, 3.9%). The prevalence of overweight was approximately 13% for girls and 6% for boys, and obesity was 2% for both sexes. In short, the results indicated a low prevalence of undernutrition and a high prevalence of overnutrition. This shows an urgent need for implementation of educational intervention programs geared to the improvement of physical activity and appropriate dietary habits in this population. <![CDATA[<b>Individual and environmental factors associated with park and plaza use in adults from Curitiba, Brazil</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-00372012000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo deste estudo foi identificar os fatores individuais e ambientais associados ao uso de parques e praças por adultos de Curitiba-PR. Estudo transversal realizado em 2008, no qual 749 participantes (59,9% homens) foram intencionalmente selecionados em áreas destinadas para a prática de atividade física (AF) em quatro parques e quatro praças. A regressão de Poisson foi utilizada para verificar a associação entre variáveis sociodemográficas (sexo, idade, escolaridade), de saúde (índice de massa corporal, percepção de saúde), companhia para uso do parque/praça, acesso (percepção de distância, acesso e deslocamento até o local) e prática de AF de lazer (caminhada e AF moderada/vigorosa - AFMV) com a frequência habitual aos locais (>1 vez/sem). O uso de parques e praças foi de 68% e fatores como a companhia (RP: 0,74; IC95%: 0,62-0,89) e maiores níveis de caminhada (RP: 1,30; IC95%: 1,03-1,64) e AFMV (RP: 1,39; IC95%: 1,07-1,80) apresentaram associação com o uso dos locais. Estes resultados devem guiar intervenções para disponibilizar serviços e estruturas para a prática de AF em parques e praças.<hr/>The aim of this study was to identify individual and environmental factors associated with park and plaza use in adults from Curitiba, state of Paraná, Brazil. A cross-sectional study was conducted in 2008 with 749 participants (59.9% men) selected in areas for physical activity (PA) in four parks and four plazas. Poisson regression was used to examine the associations of sociodemographic (sex, age, education) and health (body mass index, perceived health) variables, company for park/plaza use, access (perception of distance, access and commuting to the places), and leisure time PA (walking and moderate/vigorous PA - MVPA) with frequent use of parks and plazas (>1 time/wk). The percentage of park and plaza use was 68%, and company (PR: 0.74; CI95%: 0.62-0.89) and higher levels of walking (PR: 1.30; CI95%: 1.03-1.64) and MVPA (PR: 1.39, CI95%: 1.07-1.80) were associated with the use of the places. These results can be used to guide interventions aimed at providing services and facilities for PA practice in parks and plazas. <![CDATA[<b>Prevalence of low physical activity level among preschool children</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-00372012000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en A prática de atividades físicas (AF) na infância tem papel decisivo no desenvolvimento motor e prevenção da obesidade infantil. Evidências disponíveis sugerem que há elevada prevalência de baixos níveis de AF em crianças, mas pouco se conhece sobre o nível de AF em pré-escolares. O objetivo do estudo foi identificar a prevalência e os fatores associados ao baixo nível de AF em pré-escolares. Estudo transversal realizado em escolas privadas da Cidade de Olinda (PE), com coleta de dados mediante entrevista "face a face" com os pais das crianças. Participaram do estudo 265 crianças (54,3% meninas) com idade média de 4,9 anos (DP=0,8). Foram consideradas expostas a baixo nível de AF as crianças que não realizavam, no mínimo, 60 minutos/dia de AF ao ar livre. A análise dos dados foi efetuada mediante regressão logística, considerando o baixo nível de AF como desfecho. Os resultados mostram que 65,3% (IC95%: 9,4-70,8) das crianças foram classificadas como expostas a "baixo nível de AF". Análises permitiram identificar que maior escolaridade paterna (OR=2,41; IC95%: 1,13-5,10), falta de espaços para jogos e brincadeiras na residência (OR=2,36; IC95%: 1,17-4,78) e estudar em período vespertino (OR=2,92; IC95%: 1,55-5,49) ou integral (OR=57,1; IC95%: 6,57-496,2) foram fatores associados a baixo nível de AF. Maior número de filhos foi identificado como fator de proteção em relação a baixo nível de AF (OR=0,49; IC95%: 0,26-0,93). Pode-se concluir que a proporção de crianças expostas a baixo nível de AF é alta em comparação aos estudos congêneres e fatores parentais e ambientais estão associados ao nível de atividade física na idade pré-escolar.<hr/>Physical activity (PA) in children has a decisive role in motor development and prevention of childhood obesity. The available evidence suggests that there is high prevalence of low levels of PA in children, but little is known about the level of PA in preschool children. The objective of this study was to identify the prevalence and the factors associated with low levels of PA in preschool children. This was a cross-sectional study performed in private schools in the municipality of Olinda (state of Pernambuco), with data collection through parent's face-to-face interviews. The study included 265 children (54.3% girls) with mean age of 4.9 years (SD=0.8). Children who did not perform at least 60 minutes/day of outdoors physical activities were considered exposed to low levels of PA. Data analysis was performed by logistic regression considering low level of PA as the outcome. The results showed that 65.3% (95%CI: 9.4-70.8) of children were classified as exposed to 'low level of PA'. Analysis showed that higher parental education (OR=2.41; 95%CI: 1.13-5.10), lack of space for playing at home (OR=2.36; 95%CI: 1.17- 4.78), and attending school in the afternoon (OR=2.92, 95%CI 1.55-5.49) or full-time (OR=57.1, 95%CI 6.57-496.2) were associated with low levels of PA. Preschoolers from families with higher number of children had lower likelihood of low level of PA (OR=0.49; 95%CI 0.26-0.93). It can be concluded that the proportion of children exposed to low levels of PA is high compared to the results of similar studies and that parental and environmental factors are associated with physical activity level in preschool-aged children. <![CDATA[<b>Estimation of cardiorespiratory fitness in adolescents with the 9-minute run/walk test</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-00372012000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Analisar a estimativa da aptidão cardiorrespiratória (ACR) em adolescentes de 10 a 12 anos a partir da aplicação do teste de corrida e/ou caminhada de 9 minutos. Participaram 115 adolescentes (61 rapazes e 54 moças), idade média de 12,2(0,9) e 12,1(0,7) anos, massa corporal 47,5(13,6) e 45,0(13,2) kg, estatura 150,9(7,7) e 150,4(7,3) cm e VO2pico 49,9(9,5) e 42,2(7,4)mL/kg/min em rapazes e moças, respectivamente. Os sujeitos realizaram um teste máximo na esteira e um teste de campo de corrida e/ou caminhada de 9 minutos (9 min). A relação entre o VO2 e o teste 9 min foi analisada pelo coeficiente de correlação de Pearson. A diferença entre as proporções dos adolescentes que atenderam os critérios de saúde e a concordância entre os pontos de corte propostos pelo Physical Best e o Fitnessgram para a ACR foi analisada com o teste de McNemar e o índice Kappa, respectivamente, com significância de 5%. O teste de 9 min demonstrou uma correlação moderada (r=0,64) com o VO2 pico mensurado diretamente, para ambos os sexos, e de forma estratificada, apresentou maiores valores nos meninos (r=0,59) em relação às meninas (r=0,43). Os pontos de corte apresentaram diferenças em sua classificação (P< 0,001) e uma fraca concordância (Kappa=0,19) em relação a classificação da ACR. Os resultados apontam que o teste de 9 min parece ser um indicador válido da ACR de adolescentes de 10 a 12 anos, contudo, deve-se ter cautela na escolha dos pontos de corte para a classificação desse componente.<hr/>The aim of this study was to analyze estimation of cardiorespiratory fitness (CRF) in adolescents aged 10 to 12 years by means of the 9-minute run/walk test. A total of 115 adolescents (61 boys and 54 girls) took part in the study. Mean age was 12.2±0.9 and 12.1±0.7 years, body mass 47.5±13.6 and 45.0±13.2 kg, height 150.9±7.7and 150.4±7.3 cm, and VO2peak 49.9±9.5 and 42.2±7.4 mL/kg/min in boys and girls respectively. The subjects performed a maximal treadmill test and a 9-minute run/walk field test (9-minute test). The relationship between VO2 and the 9-minute test was analyzed by Pearson's correlation coefficient. The difference between the proportions of adolescents who met health criteria and agreement between the CRF cutoff points proposed in the Physical Best and Fitnessgram batteries was analyzed with McNemar's test and the Kappa statistic respectively. The significance level was set at 5%. There was moderate correlation (r=0.64) between the 9-minute test and directly measured VO2peak in the sample as a whole. Gender-stratified analysis showed higher correlation in boys (r=0.59) than in girls (r=0.43). There were significant differences between the tested cutoff points (P<0.001) and weak agreement (Kappa = 0.19) in relation to CRF. These findings suggest that the 9-minute test appears to be a valid indicator of CRF in adolescents between the ages of 10 and 12. However, care should be taken when choosing cutoff points for classification of cardiorespiratory fitness. <![CDATA[<b>Effects of resistance training on muscle strength of older women</b>: <b>a comparison between methods</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-00372012000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en O treinamento de força (TF) proporciona ganhos de força muscular (FM) em idosos. Entretanto, a magnitude pode variar consideravelmente conforme o método de avaliação utilizado. O estudo teve como objetivo comparar dois métodos de avaliação de força muscular após programa de TF em idosas. Participaram 61 idosas (idade média de 66,8 ± 5,8 anos), submetidas a um programa com duração de 24 semanas. Os exercícios contemplaram os principais grupos musculares. A FM dos extensores do joelho foi avaliada pelo teste da repetição máxima (1RM) e pelo dinamômetro isocinético (60º.s-1) antes e após o TF. Aplicou-se uma ANOVA 2X2 para comparar os métodos e a FM após o programa de TF. Observou-se que a FM aumentou significativamente após a intervenção, em ambos os métodos. Os incrementos na FM foram de 16,7% e 54,7% para o isocinético e 1RM respectivamente. Os incrementos avaliados pela 1RM foram significativamente (P<0,001) superiores aos mensurados pelo isocinético. Apesar dos valores estarem dentro dos limites de concordância, a diferença entre 1RM e Isocinético diminuiu conforme o aumento da FM pós-treinamento. Concluiu-se que, embora o TF promova aumento da FM em idosas, a magnitude desse ganho varia substancialmente em função do método utilizado. Ao que parece, o uso da 1RM pode superestimar os ganhos de FM e influenciar a interpretação funcional dos efeitos proporcionados pelo TF.<hr/>Strength training (ST) increases muscle strength (MS) in the elderly, but results may vary considerably depending on the method of evaluation. Objective: This study compared two MS methods to evaluate an ST program for elderly women. METHODS: Sixty-one volunteers (mean age 66.8 ± 5.8 years) underwent ST for 24 weeks to work out the major muscle groups. Knee extensor MS was assessed using one-repetition maximum strength (1RM) and isokinetic dynamometry (60º.s-1) before and after ST. A 2x2 ANOVA was used to compare the methods and MS gains after the ST program. MS increased significantly after ST according to both methods. Increases in MS were in average 16.7% and 54.7% using dynamometry and 1RM. The improvement according to 1RM was significantly (P<0.001) greater than that measured using the isokinetic method. Although values lied within agreement limits, differences between methods (1RM vs. isokinetic) decreased as MS increased at the end of the ST program. ST increases MS in older women, but improvement varies considerably according to the method used to evaluate it. Measurements using 1RM seem to overestimate strength gains and may, thus, affect the potential results of resistance training. <![CDATA[<b>Energy demand and heart rate evaluation at different phases during a match along an official soccer competition</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-00372012000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en The purpose of the present study was to analyze the energy expenditure and heart rate (HR), expressed as mean and maximal heart rate (HRmax), along matches of an official soccer competition. METHODS: Eighteen under-20 year old (U-20) soccer players from a first-division Brazilian soccer team were evaluated during 15 matches. The relationship between HR and oxygen uptake (HR/VO2 relationship) was established, and a linear regression equation was developed for each individual player participating in the study. This equation was then used to determine the oxygen uptake and the corresponding energy expenditure based on the HR values measured during the games. The HR was recorded at 5-second intervals, which were clustered in phases of 15 minutes (0-15 min, 15-30 min e 30-45 min) for each half time (first half [FH] and second half [SH]). RESULTS: The players' oxygen uptake was 308.3 ± 11.9 LO2/game and the energy expenditure was 17.3±1.3 Kcal.min-1 and 1,542.9±125.1 Kcal/game. The results showed that there were significant differences between the HR and HRmax identified in the first half (FH 15-30 min) compared to the second half (SH 0-15 min and SH 30-45 min), and at FH 30-45 min compared to SH 0-15 min (p<0.05). Conclusions: We concluded that soccer should be considered as an extremely arduous activity for U-20 players due to the high energy expenditure during the matches of an official championship. We also concluded that, during soccer games with young players, FH 15-30 min could be considered the most intense phase, because the highest values of HR and HRmax usually occur at this phase.<hr/>O objetivo do presente estudo foi a análise do gasto energético e da frequência cardíaca (HR), expressa pela média e pela frequência cardíaca máxima (FCmax), durante jogos de uma competição oficial de futebol. Foram avaliados, durante 15 jogos, dezoito jogadores de futebol da categoria abaixo de 20 anos de idade (Sub-20) de um time da primeira divisão de futebol brasileira. A relação entre FC e consumo de oxigênio (relação FC/VO2) foi estabelecida, e uma equação de regressão linear foi desenvolvida para cada jogador. Essa equação foi utilizada para determinar o consumo de oxigênio e o gasto energético correspondente a partir dos valores de FC medidos durante os jogos. O registro da FC ocorreu em intervalos de 5 segundos, agrupados em fases de 15 minutos (0-15 min, 15-30 min e 30-45 min) em cada tempo de jogo [primeiro tempo (PT) e segundo tempo (ST)]. O consumo de oxigênio dos jogadores foi de 308,3 ± 11,9 LO2/jogo e o gasto energético foi de 17,3 ± 1,3 Kcal.min-1 e 1.542,9 ± 125,1 Kcal/jogo. Os resultados mostraram que houve diferenças significativas entre a FC e a FCmax observadas no primeiro tempo (PT 15-30 min) em relação ao segundo tempo (ST 0-15min e ST 30-45min), e entre PT 30-45 min em comparação com ST 0-15 min (p<0,05). Concluímos que o futebol deve ser considerado como uma atividade extremamente árdua para jogadores Sub-20, devido aos alto gasto energético durante as partidas de um campeonato oficial. Conclui-se também que, durante jogos de futebol com jogadores jovens, a PT 15-30min poderia ser considerada a fase mais intensa do jogo, porque os maiores valores de FC e FCmax usualmente ocorrem nessa fase. <![CDATA[<b>Relationship between running kinematic changes and time limit at vVO</b><b><sub>2max</sub></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-00372012000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en A corrida realizada na velocidade do consumo máximo de oxigênio (vVO2máx) pode ocasionar modificações nos parâmetros cinemáticos e assim, aumentar o custo energético ao longo do tempo. O objetivo do presente estudo foi analisar características cinemáticas da articulação do tornozelo e joelho durante a corrida na vVO2máx e a relação entre modificações cinemáticas e o tempo limite na vVO2máx(Tlim). Onze voluntários ativos fisicamente foram submetidos a um teste incremental de corrida para determinar a vVO2máx e posteriormente, a um teste de velocidade constante na vVO2máx. As variáveis cinemáticas foram adquiridas através de filmagem bidimensional a 210Hz no plano sagital esquerdo, no estágio inicial e final da corrida. De todas as variáveis angulares analisadas, a máxima plantiflexão no balanço (p<0.01) foi a única que aumentou significativamente entre o início e o final da corrida. O aumento no ângulo do tornozelo no contato foi correlacionado ao Tlim (r=0,64; p=0,035) e explicou 34% do desempenho no teste. Esses achados sugerem que os sujeitos mantêm um estilo de corrida relativamente estável na vVO2máx e que o aumento da plantiflexão no contato foi capaz de explicar o desempenho neste teste entre sujeitos não corredores.<hr/>Exhaustive running at maximal oxygen uptake velocity (vVO2max) can alter running kinematic parameters and increase energy cost along the time. The aims of the present study were to compare characteristics of ankle and knee kinematics during running at vVO2max and to verify the relationship between changes in kinematic variables and time limit (Tlim). Eleven male volunteers, recreational players of team sports, performed an incremental running test until volitional exhaustion to determine vVO2max and a constant velocity test at vVO2max. Subjects were filmed continuously from the left sagittal plane at 210 Hz for further kinematic analysis. The maximal plantar flexion during swing (p<0.01) was the only variable that increased significantly from beginning to end of the run. Increase in ankle angle at contact was the only variable related to Tlim (r=0.64; p=0.035) and explained 34% of the performance in the test. These findings suggest that the individuals under study maintained a stable running style at vVO2max and that increase in plantar flexion explained the performance in this test when it was applied in non-runners. <![CDATA[<b>Judging criteria in international professional surfing championships</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-00372012000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este estudo objetivou verificar a relação entre as notas dos árbitros com variáveis representantes dos critérios de julgamento do surfe. Para tanto, foram filmadas e analisadas 164 ondas surfadas por 21 atletas em duas etapas brasileiras do ASP World Tour (2007 e 2010). Foram utilizados a estatística descritiva e os testes de Kolmogorov Smirnov, teste 't' de Student, Anova (one-way), Post Hoc de Tukey e Pearson (p<0,05). Foram observadas diferenças significativas entre as notas das ondas com dropes ruins, bons e excepcionais (p<0,05), e entre as notas das ondas finalizadas de maneira controlada, com queda na principal seção da onda (PSO), e com queda após a PSO (p<0,001). Foi observada correlação significativa (p<0,05) entre a nota e as variáveis: frequência de desequilíbrio (r=-0,30), percentual de manobras realizadas na parte crítica da onda (r=0,68), variedade de manobra (r=0,62), frequência das manobras rasgada (r=0,51), batida (r=0,43), floater (r=0,23) e cut-back (r=0,27), duração da onda (r=0,76) e frequência total de manobras (r=0,79) para o ASP World Tour 2007; percentual de manobras realizadas na parte crítica da onda (r=0,34), variedade de manobra (r=0,70), frequência das manobras rasgada (r=0,46), batida (r=0,51), cut-back (r=0,30) e aéreo (r=0,30), duração da onda (r=0,71) e frequência total de manobras (r=0,75) para o ASP World Tour 2010. Os resultados permitiram concluir que todos os critérios utilizados pelos árbitros avaliados neste estudo se correlacionaram significativamente com as notas no ASP World Tour 2007 e 2010, com exceção da frequência de desequilíbrios na segunda competição.<hr/>This study investigated the association between judges' scores and the variables that represent judging criteria of surfing events. A total of 164 waves ridden by 21 international surfers were recorded and analyzed in two stages of the Brazilian ASP World Tour (2007 and 2010). The following tests were used for descriptive analysis of data: the Kolmogorov-Smirnov and the Student t test, one-way ANOVA, the Tukey post-hoc test and Pearson correlation analysis (p<0.05). Significant differences were found between the scores of waves with bad, average and exceptional take-offs (p<0.05) and with controlled exit, fall in the main section of the wave (MSW) and after the MSW (p<0.001). There was a significant correlation (p<0.05) between wave scores and the following variables: frequency of imbalance in the maneuvers (r=-0.30), percentage of maneuvers in the critical section of the wave (r=0.68), variety of maneuvers (r=0.62), frequency of carving (r=0.51), re-entry (r=0.43), floater (r=0.23) and cut-back (r=0.27) maneuvers, length of ride (r=0.76) and total frequency of maneuvers (r=0.79) for the ASP World Tour 2007; percentage of maneuvers in the critical section of the wave (r=0.34), variety of maneuvers (r=0.70), frequency of carving (r=0.46), re-entry (r=0.51), cut-back (r=0.30) and aerial maneuvers (r=0.30), length of ride (r=0.71) and total frequency of maneuvers (r=0.75) for the ASP World Tour 2010. The results showed that all surfing criteria used by judges in this study correlated significantly with scores in the ASP World Tour 2007 and 2010, except for frequency of imbalances in the second competition. <![CDATA[<b>Reproducibility of auscultatory blood pressure measurement during resistance exercise</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-00372012000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en O método auscultatório tem sido sugerido como opção viável para a medida da pressão arterial (PA) durante o exercício de força. Todavia, os indicadores de reprodutibilidade deste método durante o exercício de força ainda não foram estabelecidos. O objetivo do estudo foi analisar a reprodutibilidade intra e interavaliadores da medida da PA auscultatória obtida durante o exercício de força. Quatorze sujeitos (24±5 anos; 22,0±2,4 kg/m²; PA sistólica: 116±7 mmHg e PA diastólica: 75±4 mmHg) realizaram três séries de 15 repetições, com 50% de 1-repetição máxima no exercício extensão de joelhos em dois momentos distintos (M1 e M2). Antes e durante os séries, a PA sistólica e diastólica foram medidas em ambos os braços simultaneamente por dois avaliadores. O coeficiente de correlação intraclasse (ICC) intra-avaliador da PA sistólica foi de 0,75 (0,57-0,86) e 0,76 (0,59-0,87) para os avaliadores 1 e 2, respectivamente. Além disso, os valores da PA sistólica foram similares entre o M1 e M2, tanto para o avaliador 1 (144±9 vs 146±18, p=0,08), como para o avaliador 2 (152±9 vs. 153±12, p=0,32). O ICC interavaliadores da PA sistólica foi 0,68 (0,46 - 0,82) e o da PA diastólica foi de 0,21 (0,11-0,50). Pode-se concluir que a medida auscultatória da PA sistólica durante o exercício de força apresenta reprodutibilidade intra e interavaliadores, variando de 0,68 a 0,76, ao passo que a medida PA diastólica, durante o exercício de força, apresenta baixos níveis de reprodutibilidade.<hr/>The auscultatory method has been suggested as a viable option for blood pressure (BP) measurement during resistance exercise. However, indicators of reproducibility of this method during resistance exercise have not been established. This study aimed to analyze intra- and inter-examiner reproducibility of auscultatory BP measurements obtained during resistance exercise. Fourteen subjects (24 ± 5 years; 22.0 ± 2.4 kg/m²; systolic BP, 116 ± 7 mmHg; diastolic BP, 75 ± 4 mmHg) performed three sets of 15 repetitions of the knee extension exercise at 50% of their 1-repetition maximum at two different time points (T1 and T2). Before and during exercise, systolic and diastolic BP were measured simultaneously in both arms by two examiners. The intra-examiner intraclass correlation coefficient (ICC) for systolic BP was 0.75 (0.57-0.86) and 0.76 (0.59-0.87) for examiners 1 and 2, respectively. In addition, systolic BP values were similar at T1 and T2 both for examiner 1 (144 ± 9 vs. 146 ± 18, p = 0.08) and examiner 2 (152 ± 9 vs. 153 ± 12, p = 0.32). Inter-examiner ICC was 0.68 (0.46-0.82) for systolic BP and 0.21 (0.11-0.50) for diastolic BP. It can be concluded that auscultatory systolic BP measurement during resistance exercise shows intra- and inter-examiner reproducibility ranging from 0.68 to 0.76, whereas diastolic BP measurement during resistance exercise shows low reproducibility. <![CDATA[<b>Developmental assessment and performance analysis of vertical jump in schoolchildren</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-00372012000400010&lng=en&nrm=iso&tlng=en O salto vertical além de possuir complexidade coordenativa, agrega ao indivíduo diferentes experiências motoras. O objetivo deste trabalho foi verificar quais movimentos da sequência desenvolvimentista apresentados por escolares do ensino fundamental têm associação com a faixa etária e o desempenho no salto vertical. Fizeram parte deste estudo 137 escolares de um colégio do município de Maringá, Paraná, com idade entre 7-10 (anos), estatura entre 1,19 e 1,63 metros, massa entre 20 e 60 kg, de ambos os sexos e matriculados até a quarta série do ensino fundamental. Como instrumentos da pesquisa, foram utilizados a matriz de Gallahue e Ozmun e uma plataforma de salto. No procedimento experimental, cada criança realizou três saltos. Em crianças de sete anos, constatou-se a presença de elevação de braços coordenados e simultânea. Em crianças de nove anos, constatou-se a presença de agachamento preparatório inconsistente e a ação de braços não coordenados com o tronco e a perna. Foi observada prevalência da ação dos membros superiores quando consideradas as associações significativas entre os elementos da sequência desenvolvimentista e o desempenho do salto vertical. Na faixa etária entre 7-10 (anos), a faixa etária e o desempenho do salto estão associados aos elementos da sequência desenvolvimentista da configuração total do corpo humano, preponderantemente relacionados aos membros superiores.<hr/>The vertical jump involves different levels of skill complexity and offers the individual a wide range of motor experiences. This study aimed to determine which movements in the developmental sequence performed by schoolchildren are associated with age and vertical jump performance. The sample consisted of 137 elementary school children of both sexes, aged 7-10y, with height of 1.19-1.63 m, and weight of 20-60 kg. All children were selected from first- to fourth-grade classrooms of a public school of the city of Maringá, state of Paraná, Brazil. A Gallahue & Ozmun matrix and a jumping platform were used as research instruments. During the experiment, each child performed three jumps. Simultaneous and coordinated upward arm lift was observed in 7-year-old children. Nine-year-old children showed inconsistent preparatory crouch and lack of coordination between upper limb and trunk/lower limb movements. A prevalence of upper limb motor acts was observed when considering the significant associations found between elements of the developmental sequence and vertical jump performance. In children aged 7-10y, age group and jumping performance are associated with elements of the developmental sequence of total body configuration, especially with regard to the upper limbs. <![CDATA[<b>Noncircular chainrings and pedal to crank interface in cycling</b>: <b>a literature review</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-00372012000400011&lng=en&nrm=iso&tlng=en Noncircular chainrings and novel pedal to crank interfaces have been designed to optimize variables related to cycling performance (e.g. peak crank torque and efficiency), with conflicting results in terms of performance. Therefore, the aim of the present article was to review the theoretical background of noncircular chainrings and novel pedal to crank interfaces and their effects on biomechanical, physiological and performance variables. Reducing internal work, crank peak torque, and time spent at the top and bottom dead centres (12 o'clock and 6 o'clock positions, respectively) were among the various targets of noncircular chainrings and novel pedal to crank interface design. Changes in joint kinematics without effects on muscle activation were observed when cyclists were assessed using noncircular chainrings and novel pedal to crank interfaces. Conflicting results for economy/efficiency explain the unclear effects of noncircular chainrings on cycling performance and the positive effects of some novel pedal to crank interfaces on cycling economy/efficiency.<hr/>Sistemas de coroas não circulares e novas interfaces entre o pedal e o pedivela vem sendo propostas com o objetivo de otimizar variaveis relacionadas com o desempenho no ciclismo (e.g. pico de torque e eficiência) com resultados conflitantes acerca do desempenho. Nesta perspectiva, o objetivo desta revisão foi abordar aspectos teóricos do uso de sistemas de pedivela não circulares e novas interfaces entre o pedal e o pedivela e seus efeitos em variáveis biomecânicas, fisiológicas e do desempenho. A redução do trabalho interno, pico de torque no pedivela e tempo decorrido nos pontos mortos (posições de 12 horas e 6 horas) estiveram entre as variáveis utilizadas para otimizar o desenho de sistemas de pedivela não circulares e novas interfaces entre o pedal e o pedivela. Alterações na cinemática foram observadas sem mudanças na ativação dos músculos dos membros inferiores de ciclistas utlizando sistemas de pesdivela não-circulares e novas interfaces entre o pedal e o pedivela. Resultados conflitantes foram observados na economia/eficiência indicando beneficios pouco claros do uso de sistemas de pedivela não circulares e resultados positivos do uso de novas interfaces entre o pedal e o pedivela na economia/eficiência. <![CDATA[<b>Neuromuscular adaptations to strength and concurrent training in elderly men</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-00372012000400012&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo desse estudo foi revisar os resultados acerca das adaptações neuromusculares ao treinamento de força (TF) e concorrente (TC) em homens idosos. Foram consultadas as bases de dados da Pubmed, Scopus e Scielo de 1980 a 2012. A partir dessa busca, 3390 artigos tiveram seus títulos avaliados e 127 foram selecionados para uma segunda análise para leitura dos abstracts. Destes, 92 artigos foram lidos completamente e 25 artigos foram selecionados e tiveram seus resultados descritos. Diversos estudos demonstraram que idosos submetidos ao TF apresentam aumento na força, potência, ativação e massa muscular. A melhora na força decorrente do TF pode ser explicada através de adaptações neurais e morfológicas. As principais adaptações neurais ao TF consistem no aumento no recrutamento das unidades motoras (UMs), bem como no aumento na freqüência de disparo das UMs. Já as adaptações morfológicas incluem o aumento da área de secção transversa (AST) fisiológica muscular, bem como no aumento na espessura muscular, ângulo de penação das fibras e modificações nas isoformas de cadeia pesada de miosina e conversão de fibras do subtipo IIX para IIa. Recomenda-se a inclusão do TF de intensidade moderada a alta (65-85% da força máxima) na rotina dessa população para a melhora da função neuromuscular. Embora o TC promova adaptações neuromusculares significativas, a magnitude dessas adaptações pode ser inferior quando comparada ao TF. Apesar de o TC resultar em interferência nas adaptações neuromusculares, o TC também promove melhora na função cardiovascular, sendo essa intervenção mais recomendada para promoção da saúde em idosos.<hr/>This paper aimed to review the results of studies on neuromuscular adaptations to strength training (ST) and concurrent training (CT) in elderly men. A literature search was conducted using PubMed, Scopus, and SciELO. The search was limited to studies published from 1980 to 2012. A total of 3,390 articles were retrieved. After reading their titles, 127 studies were further evaluated by reading their abstracts. This resulted in 92 papers that were read in full; 25 of these were selected and their results were described in the present review. Several studies showed that, in elderly subjects, ST can produce increases in muscle strength, power, activation and mass. ST-induced strength gain may be explained by neural and morphological adaptations. The main neural adaptations to ST included increased recruitment of motor units and increased motor unit firing rate. Morphological adaptations included increases in the physiological cross-sectional area (CSA) of the muscle, in muscle thickness, in muscle fiber pennation angle, and changes in muscle myosin heavy-chain isoforms, resulting in the conversion of muscle fiber from subtype IIx to IIa. The inclusion of moderate-to-high intensity (60-85% of maximum strength) ST in the routine of this population is recommended to improve neuromuscular function. CT can promote significant neuromuscular adaptations, but these gains may be of a lower magnitude than those obtained with ST. Although CT has an interference effect on neuromuscular adaptations, it also promotes improvement in cardiovascular function and is therefore the most frequently recommended intervention for health promotion in the elderly.