Scielo RSS <![CDATA[Brazilian Journal of Food Technology]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1981-672320160001&lang=es vol. 19 num. lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Conservation of minimally processed apples using edible coatings made of turnip extract and xanthan gum]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-67232016000100400&lng=es&nrm=iso&tlng=es Summary The objective of this study was to evaluate the potential of turnip extract and xanthan gum in the conservation of minimally processed apples. The apples were washed, sanitized with sodium hypochlorite (200 ppm) for 15 minutes, peeled, and cut into eight pieces prior to being subjected to one of the following treatments in aqueous solution: A – water (control); B – turnip extract; C – turnip extract and CaCl2; D – xanthan gum, CaCl2 and glycerol; E – turnip extract, xanthan gum, CaCl2, and glycerol. Subsequently, the freshly cut apples were dried under ventilation on nylon screens to ensure drying of the coatings, and then packed in polystyrene trays, covered with polyvinylchloride films and stored at 4 ± 1 ° C for 13 days. The following parameters were evaluated: mass loss, firmness, colouration, pH value, soluble solids, and peroxidase/polyphenoloxidase activities. The edible coatings were found to be ineffective with respect to controlling mass loss, but the minimally processed apples coated with turnip extract maintained their initial levels of colouration, firmness and pH value. A considerable increase in peroxidase activity was registered for apples treated with turnip extract, suggesting that this effect may also be responsible for the reduction in browning. No advantage could be observed for the simultaneous presence of turnip extract and xanthan gum or calcium chloride. The turnip extract may represent an interesting alternative for applications to minimally processed apples, especially as it is a natural product, easily obtained, cost effective and contributes to the nutritional quality (e.g. as a source of calcium ions).<hr/>Resumo Objetivou-se, com este estudo, avaliar o extrato de nabo e a goma xantana na conservação de maçãs minimamente processadas. As maçãs foram lavadas, sanitizadas em solução de hipoclorito de sódio 200 ppm, por 15 minutos, descascadas e cortadas em oito pedaços, para após seguir com os distintos tratamentos em solução aquosa: A – Controle; B – extrato de nabo; C – extrato de nabo e CaCl2; D – xantana, CaCl2 e glicerol; E − extrato de nabo; xantana, CaCl2 e glicerol. Na sequência, as maçãs minimamente processadas foram dispostas sobre telas com incidência de ventilação, para a secagem do revestimento; em seguida, foram embaladas em bandejas de poliestireno revestidas de policloreto de vinila e armazenadas a 4 ± 1°C, durante 13 dias. Os seguintes parâmetros foram avaliados: perda de massa, firmeza, coloração, pH, sólidos solúveis e atividade das enzimas peroxidase e polifenoloxidase. Os revestimentos não foram eficientes no controle da perda de massa; entretanto, aqueles adicionados de extrato de nabo proporcionaram manutenção da coloração, da firmeza e do pH. Observou-se um aumento considerável na atividade da enzima peroxidase nas maçãs minimamente processadas tratadas com extrato de nabo, indicando que esse efeito seja o responsável pela redução do escurecimento. Não se observou vantagem na associação do extrato de nabo com goma xantana ou com cloreto de cálcio. O extrato de nabo pode representar uma alternativa interessante para aplicação em maçãs minimamente processadas, especialmente por ser um produto natural, pela sua facilidade de obtenção, pelo baixo custo e, ainda, por contribuir para a qualidade nutricional, pela riqueza em cálcio. <![CDATA[Enzyme optimization to reduce the viscosity of pitanga (<em>Eugenia uniflora</em> L.) juice]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-67232016000100401&lng=es&nrm=iso&tlng=es Summary The aim of this work was to separately evaluate the effects of pectinase and cellulase on the viscosity of pitanga juice, and determine the optimum conditions for their use employing response surface methodology. The independent variables were pectinase concentration (0-2.0 mg.g–1) and cellulase concentration (0-1.0 mg.g–1), activity time (10-110 min) and incubation temperature (23.2-56.8 °C). The use of pectinase and cellulase reduced the viscosity by about 15% and 25%, respectively. The results showed that enzyme concentration was the most important factor followed by activity time, and for the application of cellulase the incubation temperature had a significant effect too. The regression models showed correlation coefficients (R2) near to 0.90. The pectinase application conditions that led to the lowest viscosity were: concentration of 1.7 mg.g–1, incubation temperature of 37.6 °C and incubation time of 80 minutes, while for cellulase the values were: concentration of 1.0 mg.g-1, temperature range of 25 °C to 35 °C and incubation time of 110 minutes.<hr/>Resumo O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da pectinase e da celulase, separadamente, sobre a viscosidade do suco de pitanga, além de otimizar as condições de seu uso. Empregou-se para este estudo a metodologia de superfície de resposta. As variáveis independentes foram concentração de pectinase (0-2,0 mg.g–1) e concentração de celulase (0-1,0 mg.g–1), tempo de atividade (10-110 min) e temperatura de incubação (23,2-56,8 °C). As aplicações de pectinase e celulase resultaram em redução da viscosidade em torno de 15% e 25%, respectivamente. Os resultados indicaram que a concentração enzimática foi o fator mais importante, seguida pelo tempo de incubação e, para a aplicação de celulase, a temperatura também teve efeito significativo. Os modelos de regressão apresentaram coeficiente de correlação (R2) em torno de 0,90. As condições de aplicação para pectinase, que resultaram em suco com menor viscosidade, foram concentração de 1,7 mg.g–1, temperatura de incubação de 37,6 °C e tempo de atividade de 80 minutos, enquanto que, para celulase, as condições de aplicação foram concentração de 1,0 mg.g–1, faixa de temperatura entre 25 e 35 °C, e tempo de atividade de 110 minutos. <![CDATA[Determination and verification of how “trans” fat is notified on food labels, particularly those expressed as being “0% trans fat”]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-67232016000100402&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo Neste trabalho, foram analisadas 251 amostras de alimentos quanto aos teores de gordura total, ácidos graxos TRANS, saturados, monoinsaturados e poli-insaturados de produtos amplamente consumidos pela população, principalmente aqueles com alegação “zero TRANS”. De acordo com a Resolução RDC 360/2003 da ANVISA, é obrigatória a declaração dos níveis de ácidos graxos TRANS na rotulagem dos alimentos embalados quando os teores forem superiores a 0,2 g na porção do alimento. Produtos com valores inferiores a 0,2 g podem ser notificados na rotulagem como “zero TRANS”. O objetivo deste estudo foi avaliar a quantidade de gorduras saturadas e TRANS em diversos grupos de alimentos industrializados, e a adequação, frente à legislação brasileira, da declaração dessas gorduras nos respectivos rótulos. Para as análises, foram utilizados os métodos oficiais de análise de gorduras AOAC 996.01 (modificado) e de ésteres metílicos de ácidos graxos AOAC 996.06. Conforme os resultados obtidos, alguns produtos apresentaram, em 100 g, teores de ácidos graxos TRANS superiores aos recomendados para ingestão total diária em diversos países (2 g/dia). Vários produtos estão conforme a legislação (0,2 g de gordura TRANS por porção), o que não implica necessariamente em zero absoluto, dando a falsa ideia ao consumidor de não estar ingerindo gordura TRANS, independentemente da quantidade consumida. Em apenas 12 amostras, não se detectou gordura TRANS em 100 g de produto analisado. Ressalte-se, ainda, que, muitas vezes, a quantidade consumida é maior do que a porção sugerida, acarretando uma ingestão significativa de ácidos graxos TRANS. Os resultados obtidos nesta avaliação oferecem subsídios para modificações na legislação em vigor, exigindo a declaração de ácidos graxos TRANS na rotulagem.<hr/>Summary In this study 251 food samples widely consumed by the population, especially those claiming to be “zero TRANS”, were analys5ed for their total fat contents and for their “TRANS”, saturated, monounsaturated and polyunsaturated fatty acid contents. According to the RDC Resolution 360/2003 of ANVISA, the TRANS fatty acid content of a food must be printed on the label when the level is greater than 0.2 g per food portion. Products containing less than 0.2 g/ per portion can be reported on the label as “zero TRANS.” The aim of this study was to evaluate the amounts of saturated and “TRANS” fats in many groups of processed foods, and the adequacy of the disclosure of these amounts on the product label, considering the Brazilian legislation. The official AOAC methods were used for the analyses specifically nº 996.01 (modified) for the total fat analysis and nº 996.06 for the analysis of the fatty acid methyl esters. According to the results obtained, 100g portions of some of the products contained more than 2g of “TRANS” fatty acids, which is the limit recommended by several countries for the daily intake of “TRANS” fatty acids. Many products were in compliance with the law (up to 0.2 g TRANS fat per serving), which does not necessarily imply absolute zero, giving the consumer the false impression of not ingesting any “TRANS” fat regardless of the amount of product consumed. Only 12 samples really showed 0g of “TRANS” fat per 100g of product analysed. It should also be pointed out that frequently the amount of product consumed is more than the suggested serving, resulting in a significant intake of “TRANS” fatty acids. The results presented here provide subsidies for the reshaping of current Brazilian legislation demanding the printing of the “TRANS” fatty acid content on the food label. <![CDATA[Controlled atmosphere associated with 1-methylcyclopropene in the preservation of ‘Tewi’ kiwifruit quality]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-67232016000100403&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo O objetivo deste trabalho foi determinar os efeitos de diferentes tecnologias de armazenamento na qualidade físico-química de kiwis da cultivar Tewi. Após a colheita, parte dos frutos foi submetida ao tratamento com 1-metilciclopropeno (1-MCP) e, posteriormente, frutos tratados e não tratados foram submetidos a diferentes condições de armazenamento, conforme segue: armazenamento em temperatura ambiente (20 °C ± 0,5 °C) durante 12 dias; armazenamento refrigerado (0°C ± 0,5°C) com ou sem controle da atmosfera (3 KPa O2 e 5 KPa CO2), e com ou sem absorção de etileno durante dois e quatro meses. Foram avaliadas a firmeza de polpa, o teor de sólidos solúveis e a acidez titulável. Verificou-se que, independentemente da tecnologia de conservação, houve uma diminuição na firmeza de polpa já aos dois meses de armazenamento, sendo a condição atmosfera controlada associada ao uso do 1-MCP a mais eficaz na retenção desse atributo. Frutos mantidos em temperatura ambiente apresentaram relação direta entre a redução da firmeza de polpa e o aumento do índice de sólidos solúveis; no entanto, após o armazenamento, essa relação nem sempre ocorreu. A maior acidez titulável foi verificada em frutos que receberam 1-MCP. Kiwis ‘Tewi’ apresentam bom potencial de conservação, podendo permanecer armazenados por até quatro meses em atmosfera controlada associada ao controle do etileno pelo uso de 1-MCP ou por absorção do etileno.<hr/>Summary The aim of this study was to evaluate the effect of different storage technologies on the physical and chemical qualities of ‘Tewi’ kiwifruits. After harvesting, part of the fruits was treated with 1-methylcyclopropene (1-MCP), and then both the treated and non-treated fruits were stored under different conditions, as follows: storage at room temperature (20 °C ± 0.5 °C) for twelve days; refrigerated storage (0°C ± 0.5°C), with or without a controlled atmosphere (3% O2 and 5% CO2); and storage with or without ethylene adsorption for two and four months. The firmness of the flesh, soluble solids content and titratable acidity were evaluated during storage. It was noted that regardless of storage technology there was a reduction in firmness after two months. The controlled atmosphere conditions with 1-MCP were the most effective in retaining firmness. Fruits kept at room temperature showed a direct relationship between the reduction in flesh firmness and the increase in soluble solids content, although this relationship was not always observed after storage. The highest titratable acidity was observed in the fruits treated with 1-MCP. ‘Tewi’ kiwis showed good conservation potential, and could be stored for up to four months in a controlled atmosphere with ethylene management using 1-MCP or ethylene absorption. <![CDATA[Physical and chemical properties of starch and flour from different common bean (<em>Phaseolus vulgaris</em> L.) cultivars]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-67232016000100404&lng=es&nrm=iso&tlng=es Summary The physical, chemical and pasting properties of the flour and isolated starches from six different bean cultivars (Phaseolus vulgaris L.) were investigated in order to obtain information for application in new products. The protein and total starch contents of the bean flours ranged from 17.72 to 20.27% and from 39.68 to 43.78%, respectively. The bean starches had low amounts of proteins, lipids and ash and showed an amylose content ranging between 45.32 and 51.11% and absolute density values between 1.55 and 1.78 g.cm–3. The bean starch granules were round to oval with a smooth surface. Results viscoamylographic profiles of the starches and flours showed the possibility of selecting cultivars for specific applications according to these characteristics.<hr/>Resumo As propriedades físicas, químicas e de pasta da farinha e do amido isolado de seis diferentes cultivares de feijão (Phaseolus vulgaris L.) foram investigadas a fim de obter informações para aplicações em novos produtos. Os teores de proteína e de amido da farinha de feijão variaram de 17,72 a 20,27% e de 39,68 a 43,78%, respectivamente. Os amidos de feijão possuem pequenas quantidades de proteínas, lipídeos e material mineral. O teor de amilose variou entre 45,32 e 51,11% e a densidade absoluta, de 1,55 a 1,78 g.cm–3. Os amidos de feijão apresentaram formato arredondado a ovoide, com superfície lisa. Resultados do perfil viscoamilográfico dos amidos e das farinhas mostraram a possibilidade de selecionar cultivares para aplicações específicas, segundo estas características. <![CDATA[A survey on the composition of wines made with grapes produced by an organic system]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1981-67232016000100500&lng=es&nrm=iso&tlng=es Summary There is concern about the health problems caused by pesticides in humans, which has led some grape producers to adopt organic procedures in their vineyards, and a certain amount of these grapes are directed to winemaking. Despite the approval awarded to this organic grape production by the certified organizations, there has been a demand to carry out a survey to determine the physicochemical composition of the wine derived from these products. Some of these wines were made from a single grape variety and others from more than one. For this survey, the samples consisted of five bottles of each type of wine, acquired from wineries and supermarkets in the Serra Gaúcha region, RS, Brazil. The analyses were carried out by physicochemical methods: volatile compounds by gas chromatography; minerals and trace elements by inductively coupled plasma optical emission spectrometry; and pesticide residues by liquid chromatography-mass spectrometry. The results showed that in general the physicochemical composition of these wines was within the limits established by Brazilian legislation. The mineral and trace element concentrations were very low and pesticide residues were not detected (MRL = 10 μg.kg–1) in any of the wines.<hr/>Resumo Há preocupação em relação a problemas causados por pesticidas no ser humano, o que levou uma parcela de viticultores a adotar procedimentos de agricultura orgânica em seus vinhedos. Assim, devido a essa preocupação, eles estão produzindo uva pelo sistema orgânico, sendo que uma parte dessa produção é direcionada à elaboração de vinho. Apesar de essas uvas terem sido aprovadas por entidades certificadoras, houve demanda para a realização de um levantamento para determinar a composição dos vinhos delas derivados. Portanto, cinco garrafas de cada tipo de vinho foram coletadas em vinícolas e supermercados da Serra Gaúcha, Rio Grande do Sul, sendo uma parte de vinhos varietais e outra, de cortes de diferentes variedades. As análises foram feitas por métodos físico-químicos: compostos voláteis, por cromatografia gasosa; minerais e elementos-traço, por espectrometria de emissão ótica com plasma acoplado indutivamente, e resíduos de pesticidas, por cromatografia líquida-espectrometria de massa. Os resultados mostram que a composição físico-química desses vinhos e dos minerais situou-se, em geral, dentro dos limites da legislação brasileira. As concentrações de minerais e de elementos-traço foram muito baixas, e não foram detectados resíduos de pesticidas (LMR = 10 μg.kg–1) em nenhum vinho.