Scielo RSS <![CDATA[Machado de Assis em Linha]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1983-682120180002&lang=en vol. 11 num. 24 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Ten years of a Machadian journal]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-68212018000200001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[THE POLITICIAN IN MACHADO DE ASSIS’S FICTION]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-68212018000200004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O ensaio de Brito Broca discute as relações de Machado de Assis com a política, distinguindo entre o homem, que se manteve distante dela, e o artista, que tratou desse assunto por meio de seus personagens e dos recursos e instrumentos próprios do artista.<hr/>Abstract Brito Broca’s essay discusses Machado de Assis’s relationship with politics by making a distinction between the man, whose stance was distant, and the artist, who was engaged through his characters and his artistic resources and instruments. <![CDATA[About listen and read poetry: Luiz Gama and Machado de Assis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-68212018000200012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Luiz Gama tende à oratória, à performance pública do verso. É o teatro interlocutório, a voz impostada no espaço para convencer (movere) a audiência. Machado de Assis prefere a leitura, o contato íntimo com o texto. É a experiência individual, a mensagem que cala no leitor para deleite (delectare) do sujeito. A versificação, assim, ganha plasticidade retórica em Gama e estilização literária em Machado. Um "decanta de marimba", outro tira à "harpa eólica a excelsa melodia". Tal contraste técnico, entre ouvir e ler poesia, é o foco do artigo.<hr/>Abstrac Luiz Gama turns to oratory and the collective performance of verse. It is the interlocutory theater, the voice projected into thin air to convince (movere) the audience. Machado de Assis prefers reading and intimate contact with text. It is the personal experience, the message that echoes within the reader for subjective satisfaction (delectare). Accordingly, versification gains rhetorical plasticity in Gama and literary stylization in Machado. The former “celebrates with a marimba”, the latter takes from the “wind harp the exalted melody”. This technical opposition of listening and reading poetry, guides the article. <![CDATA[Machado de Assis and the Correio Mercantil (The story of a biographical mystery)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-68212018000200033&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O artigo trata da relação de trabalho entre Machado de Assis e o Correio Mercantil. Defende-se aqui a hipótese de que o escritor trabalhou apenas um mês como revisor de provas.<hr/>Abstract The article addresses the working relationship between Machado de Assis and the Correio Mercantil. The hypothesis that the writer worked only one month as proofreader is defended here. <![CDATA[GONÇALVES BRAGA: THE YOUNG PORTUGUESE MASTER OF MACHADO DE ASSIS]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-68212018000200048&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo trata da presença do jovem poeta português, Francisco Gonçalves Braga, no início da carreira literária de Machado de Assis. Nesse sentido, serão lidos e discutidos os seguintes poemas machadianos: "Saudades" e "No álbum do Sr. F. G. Braga", publicados na Marmota Fluminense e dedicados a Gonçalves Braga.<hr/>Abstract This article seeks to discuss the presence of the young Portuguese poet, Francisco Gonçalves Braga, in Machado de Assis’ early career. In order to do this, two poems written by Machado de Assis (“Saudades” and “No álbum do Sr. F.G.Braga”) both published by Marmota Fluminense and dedicated to Gonçalves Braga will be analyzed. <![CDATA[Rhetoric persuasion in “The immortal”, by machado de assis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-68212018000200066&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O presente artigo faz uma leitura do conto "O imortal", de Machado de Assis, a partir dos modos de persuasão retóricos, estudados por Aristóteles: éthos, páthos e lógos. No conto, o narrador-personagem, dr. Leão, médico homeopata, busca persuadir seus ouvintes, o coronel Bertioga e o tabelião Linhares, sobre a imortalidade de seu pai, Rui de Leão, que teria vivido por 255 anos, entre 1600 e 1855, graças a um poderoso elixir. Apelando à imagem que faz de si mesmo (éthos), à emoção/paixão dos interlocutores (páthos) e ao próprio discurso (lógos), o forasteiro alcançará seu objetivo: a propagação da homeopatia.<hr/>Abstract This article provides a reading of the short story, "O imortal," by Machado de Assis, based on the rhetorical modes of persuasion studied by Aristotle: ethos, pathos and logos. In the story, the narrator-character, Dr. Leão, a homeopathic doctor, seeks to persuade his listeners, Colonel Bertioga and the notary, Linhares, about the immortality of his father, Rui de Leão, who would have lived for 255 years between 1600 and 1855, thanks to a powerful elixir. Appealing to the image that he makes of himself (ethos), the emotion/passion of the interlocutors (pathos), and his own speech (logos), the stranger will achieve his goal: the propagation of homeopathy. <![CDATA[MOVABLE PIECES IN A PUZZLE OF ANECDOTES: REWRITING IN THE MANUSCRIPT OF <em>ESAU AND JACOB</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-68212018000200077&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Partindo de uma breve descrição do manuscrito de Esaú e Jacob, guardado na Academia Brasileira de Letras (ABL), pretende-se apresentar um interessante caso que revela um aspecto dos modos de composição do romance. A partir da reordenação da numeração dos fólios do manuscrito, percebe-se que a reescrita machadiana opera por meio de uma ampliação e/ou reorganização das anedotas que compõem a narrativa, como se elas fossem peças móveis no quebra-cabeça do romance.<hr/>Abstract Starting with a concise description of the Esau and Jacob manuscript, held at the Brazilian Academy of Letters (ABL), this article aims to present an interesting case that reveals one aspect regarding the manner in which this novel is composed. By reordering the pagination of the manuscript's folios we perceive that Machadian rewriting works by an expansion and/or a reorganization of anecdotes that compose the narrative as though they were moving pieces in the novel's puzzle. <![CDATA[TO BEAT OR ABET IN MACHADO DE ASSIS'S "PAI CONTRA MÃE": THE TEXT IN SUPERPOSITION]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-68212018000200094&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract In Machado de Assis's "Pai contra mãe," the first of Cândido Neves's many aborted professions – typesetting – takes on an unexpectedly clairvoyant dimension when one considers a critical textual variant: the addition of a cedilha to a pivotal word in some editions of the story. When we review this typographical discrepancy in light of the context of race relations and slavery in Machado's prose fiction, it not only becomes a microcosm of the contrapuntal nature of "Pai contra mãe," but it also serves as an avatar for the importance of reader engagement in the central ambiguity of Machado's best work.<hr/>Resumo Em "Pai contra mãe", de Machado de Assis, a primeira das diversas profissões abortadas por Cândido Neves – composição tipográfica – assume uma dimensão inesperadamente clarividente ao se considerar uma significativa variante textual: a adição de uma cedilha a uma palavra crucial em algumas edições do conto. Quando analisamos essa discrepância tipográfica à luz do contexto das relações raciais e da escravidão na ficção em prosa de Machado, ela não se torna apenas um microcosmo da natureza contrapontística de "Pai contra mãe", mas serve também de avatar para a importância do engajamento do leitor diante da ambiguidade central presente nas melhores obras de Machado. <![CDATA[BALZAC READS STENDHAL, MACHADO READS EÇA DE QUEIRÓS]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-68212018000200116&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Em setembro de 1840, Balzac escreveu longo artigo para a Revue Parisienne sobre A cartuxa de Parma, então recentemente publicada por Stendhal. Embora elogie as qualidades do livro, nos parágrafos finais é muito crítico da obra do colega, de um modo que nos leva a inferir que o que condena na Cartuxa é que não é o romance que ele, Balzac teria escrito. Em abril de 1878, Machado de Assis escreveu para O Cruzeiro dois artigos sobre O primo Basílio (aludindo também ao primeiro romance de Eça, O crime do padre Amaro). Este artigo argumenta que a crítica do brasileiro ao romance do português tem por fundamento as afinidades cruzadas entre Eça e Balzac e entre ele mesmo, Machado, e Stendhal.<hr/>Abstract In September 1840, Balzac wrote a long article for the Revue Parisienne about Stendhal's recently-published La Chartreuse de Parme. Though praising the book's qualities, Balzac is very critical of his fellow writer's work, in a way that leads us to infer that what he criticises in La Chartreuse de Parme is that it is not the novel he would have written himself. In April 1878, Machado de Assis wrote two articles for O Cruzeiro about Eça de Queirós's recently published O primo Basílio (also alluding to his first novel, O crime do padre Amaro). This paper claims that the Brazilian criticism of the Portuguese novel is based on the affinities between Eça and Balzac and between Machado and Stendhal.