Scielo RSS <![CDATA[Sexualidad, Salud y Sociedad (Rio de Janeiro)]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1984-648720140002&lang=en vol. num. 17 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[From the editors]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872014000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[New technological interventions on sexuality: the Latin American panorama]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872014000200010&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo busca refletir sobre o desinteresse pela área que congrega estudos e intervenções clínicas sobre a sexualidade por parte dos estudiosos críticos da sexualidade como campo político na América Latina. Iniciamos com um panorama sobre as sexualidades e as políticas na América Latina e, em seguida, apresentamos um panorama histórico do campo da sexologia e da medicina sexual na região. Procuramos argumentar que considerar a medicalização da sexualidade apenas como uma forma da sua despolitização deixa de lado aspectos importantes do processo, em especial no que diz respeito à produção de novos sujeitos na esfera do consumo. Em nossas conclusões realizamos uma reflexão crítica acerca do crescente consumo de biotecnologias na esfera da sexualidade e das concepções que lhes são subjacentes, buscando ressaltar seu aspecto eminentemente político.<hr/>This essay deals with the lack of interest in the studies and clinical interventions on sexuality on the part of those who have a critical view of sexuality as a political field in Latin America. We begin with an overview on the field of sexualities and politics in Latin America and then go on to present a historical overview of the field of sexology and Sexual Medicine in the same region. We argue that to consider the medicalization of sexuality merely as a part of its depoliticization leaves out important aspects of the process, especially regarding the production of new subjects in the sphere of consumption. In our conclusions we conduct a critical analysis of the growing use of biotechnology in the field of sexuality, as well as the concepts that underlie this use, seeking to highlight their eminently political aspect.<hr/>Este artículo reflexiona sobre el desinterés por estudios e invervenciones clínicas en sexualidad por parte de aquellos estudiosos que tienen una visión crítica de la sexualidad como campo político en América Latina. Comienza con un panorama sobre las sexualidades y las políticas en América Latina y, a continuación, se presenta un panorama histórico del campo de la sexología y de la medicina sexual en la región. Se argumenta que considerar la medicalización de la sexualidad sólo como una forma de su despolitización deja de lado aspectos importantes de ese proceso, en especial los relativos a la producción de nuevos sujetos en la esfera del consumo. En las conclusiones, se realiza una reflexión crítica sobre el creciente consumo de biotecnología en la esfera de la sexualidad y de las concepciones subyacentes a éste, buscando descatar su aspecto eminentemente político. <![CDATA[A Desirable formula: "we are families" discourse as hegemonic symbol of gay and lesbian claims]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872014000200030&lng=en&nrm=iso&tlng=en El presente artículo pretende ofrecer algunas claves explicativas sobre un proceso de cambio social acaecido en Argentina durante las últimas dos décadas, en el cual la familia pasó de ser una noción cultural marginal a una noción hegemónica para representar determinadas relaciones sexo-afectivas y arreglos domésticos integrados por personas de orientación homosexual. En esa dirección, se exploran una serie de repertorios discursivos (derechos humanos, saberes psi, igualdad jurídico-ciudadana, y "el argumento del afecto") que fueron reapropiados por las organizaciones LGBT para conformar un marco interpretativo cuyo horizonte fue legitimar la noción "somos familias" y sus respectivas demandas de reconocimiento social y legal. De modo complementario, se registra parte de la recepción de dicho marco en las agendas público-mediáticas que -no sin resistencias- contribuyeron a recrearlo e instalarlo socialmente. La sanción de la Ley de Matrimonio Igualitario en 2010, que permite el casamiento entre personas del mismo sexo, viene a representar el corolario simbólico y legal de este proceso de formación de prácticas y sentidos familiares en los modos de vida homosexuales.<hr/>This article addresses the process of social change taking place in Argentina over the past two decades, during which the family went from a marginal position as cultural notion to become a hegemonic representation of particular sexual-affective relationships and domestic arrangements of persons of homosexual orientation. We explore a series of discursive threads (human rights; "psych knowledge"; egalitarian citizenship and laws; "the argument of love") that were re-appropriated by LGBT organizations to construct an interpretive framework based on the notion of "we are families" and their respective claim to be socially and legally recognized. We also show how that such interpretative framework was received by mass media. Not without resistance, that contributed to recreate and to grant it standing as a social issue. The sanction of the "Equal Marriage" Act in 2010, which allows for same-sex marriage, comes to represent the symbolic corollary of this process of instilling family meanings and practices in the homosexual way of life.<hr/>O presente artigo pretende oferecer algumas chaves explicativas sobre um processo de mudança social que se deu na Argentina durante as últimas duas décadas, no qual a família passou de uma noção cultural marginal a uma noção hegemônica para representar determinadas relações sexo-afetivas e arranjos domésticos integrados por pessoas de orientação homossexual. Nessa direção, explora-se uma série de repertórios discursivos (direitos humanos, saberes psi, igualdade jurídico-cidadã, e "o argumento do afeto") que foram reapropriados pelas organizações LGBT para conformar um marco interpretativo cujo horizonte foi legitimar a noção "somos famílias" e suas respectivas demandas de reconhecimento social e legal. De modo complementar, registra-se parte da recepção de tal marco nas agendas público-midiáticas que - não sem resistências - contribuíram para recriá-lo e instalá-lo socialmente. A sanção da Lei de Matrimônio Igualitário em 2010, que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo, veio representar o corolário simbólico e legal desse processo de formação de práticas e sentidos familiares nos modos de vida homossexuais. <![CDATA[On the discursive obstacles for a comprehensive and humanized trans-specific healthcare]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872014000200066&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo problematiza alguns obstáculos discursivos para o cuidado integral e humanizado à saúde de pessoas transexuais no Processo Transexualizador brasileiro. Para tanto, faz-se o cotejamento das experiências de Agnes, uma participante da Clínica de Gênero da UCLA na década de 1950, e Vitória, atual usuária de um dos programas de transgenitalização brasileiros, com instâncias classificadoras. Argumenta-se que, embora estejam temporal e geograficamente distantes, Agnes e Vitória engajam-se em performances identitárias muito semelhantes balizadas por uma política narrativo-essencialista que patologiza e homogeneíza as transexualidades. Defende-se que tal política pode ser desafiada por microrresistências narrativo-performativas, i.e., histórias de vida que mostrem às instâncias classificadoras/diagnosticadoras in situ as multiplicidades que constituem nossa vida generificada e possam, enfim, produzir, performativamente, novos regimes identitários em consonância com a fragmentação que nos é constitutiva. Com isso, argumenta-se que a despatologização da transexualidade é central para a construção de relações intersubjetivas entre equipes médicas e usuários/as transexuais baseadas em confiança mútua, salientando, assim, seu potencial para a humanização do cuidado à saúde.<hr/>This paper discusses some discursive obstacles for a comprehensive and humanized trans-specific health care in the Brazilian context. To this end, it compares the experiences with classifying agencies established by Agnes, a participant at the UCLA Gender Clinic in the 1950's, and Vitória, a user of one of the sex reassignment clinics in Brazil. It is argued that although Agnes and Vitória are temporally and geographically afar, they produce very similar identity performances, which are guided by a narrative-essentialist policy that pathologizes and homogenizes transsexualities. The paper defends that this narrative policy may be challenged by narrative-performative microresistances, i.e. life stories that show the classificatory/ diagnostic institutions the multiplicities that constitute our gendered life. These stories may performatively construct new identity regimes in accordance with the chaos that constitutes our identities. It is argued that depathologizing transsexuality is a central strategy to build more trusting intersubjective relations between physicians and transsexual users of the clinics. It is concluded that the depathologization of transsexuality offers a potent alternative for the humanization of trans-specific health-care.<hr/>Este artículo problematiza algunos obstáculos discursivos en el Proceso Transexualizador brasilero para el cuidado integral y humanizado de la salud de personas transexuales. Se realiza, para ello, el cotejo de las experiencias de Agnes, participante de la Clínica de Género de la UCLA en la década de 1950, y Victoria, actual usuaria de uno de los programas de transgenitalización brasileros, con las instancias clasificadoras. Se argumenta que, aunque temporal y geográficamente distantes, Agnes y Victoria se compromenten en performances identitarias muy semejantes, demarcadas por una política narrativo-existencialista que patologiza y homogeneiza las transexualidades. Se sostiene que dicha política puede ser desafiada por microrresistencias narrativo-performativas, es decir, historias de vida que muestren a las instancias clasificadoras/diagnosticadores, in situ, las multiplicidades que constituyen nuestra vida generificada y puedan, finalmente, producir performativamente nuevos regímenes identitarios, en consonancia con la fragmentación que nos es constitutiva. Se argumenta con ello que la despatologización de la transexualidad es central para la construcción de relaciones intersubjetivas entre equipos médicos y usuarios/as transexuales basadas en la confianza mutua, destacando así su potencial para la humanización del cuidado de la salud. <![CDATA[A theoretical approach to teenage pregnancy]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872014000200098&lng=en&nrm=iso&tlng=en A partir de una amplia revisión de literatura, se analizan los principales supuestos teóricos utilizados en la investigación del embarazo adolescente y que lo hacen ver como un problema, de salud, socioeconómico y demográfico. En este artículo, dichos supuestos se contrastan y complementan con otras perspectivas y resultados de investigación, tanto de México como de América Latina, para con ello contribuir al debate teórico en el tema y ampliar la visión de este fenómeno.<hr/>Based on an extensive literature review, we analyze the main theoretical assumptions operating to construct adolescent pregnancy as a problem, be it health, socioeconomic and demographic. Those are contrasted and complemented with perspectives and research findings from Mexico and Latin America, in order to contribute to theoretical debates and broadening the vision in this phenomenon.<hr/>A partir de uma ampla revisão da literatura, analisam-se os principais supostos teóricos utilizados [ou as principais hipóteses teóricas utilizadas] na investigação da gravidez adolescente e que fazem com que seja vista como um problema, de saúde, socioeconômico e demográfico. Neste artigo, tais supostos [hipóteses] contrastam-se e complementam-se com outras perspectivas e resultados de investigação, tanto do México como da América Latina, para com isso contribuir com o debate teórico no tema e ampliar a visão deste fenômeno. <![CDATA[Between revealing and hiding: parents and children faced with the disclosure of homosexuality]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872014000200124&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este trabalho trata da relação entre pais e filhos quando diante da situação social da descoberta da homossexualidade. Foram ouvidos 20 jovens brasileiros do sexo masculino entre 18 e 24 anos de idade, universitários, de camadas médias e que se autoidentificam como homossexuais. Privilegiamos conhecer as experiências vividas por esses jovens no sentido de assumir a homossexualidade em casa. O reconhecimento da homossexualidade pelos familiares e, sobretudo, entre eles mesmos movimenta nesses jovens todo um conjunto de medos que se expressam em formas concretas de violência, sofrimento psíquico e incertezas. Procuramos compreender como esses jovens lidam com as agressões e os sofrimentos que cotidianamente recaem sobre suas vidas, indo de encontro a um esforço coercitivo de seus familiares para os adequarem à norma sexual hegemônica.<hr/>This paper addresses parent-child relations when faced with the social situation of the disclusure of homosexuality. Twenty 18-to-24 year old young middle-class male college students who self-identify as gay were heard, privileging their coming out experiences at home. The recognition of their homosexuality by their families, and particularly by themselves activates a variety of fears and concrete forms of violence, psychological distress and uncertainty. We seek to understand how these youths cope with aggression and suffering, reacting to a coercive effort by their relatives to adequate them to the hegemonic sexual norm.<hr/>Este artículo estudia la relación entre padres e hijos ante la situación social de descubrimiento de la homosexualidad. Se entrevistaron 20 jóvenes brasileños de sexo masculino, de entre 18 y 24 años de edad, universitarios, de camadas medias y que se autoidentifican como homosexuales. Se privilegió conocer las experiencias vividas por esos jóvenes, en el sentido de asumir su homosexualidad en casa. El reconocimiento de la homosexualidad por parte de los familiares y, especialmente, entre ellos mismos, pone en movimiento en los jóvenes un conjunto de miedos que se expresan en formas concretas de violencia, sufrimiento psíquico e incertidumbre. Se procura comprender cómo esos jóvenes lidian con las agresiones y sufrimientos que cotidianamente recaen sobre sus vidas al ir en contra del esfuerzo coercitivo de sus familiares para adecuarlos a la norma sexual hegemónica. <![CDATA[Violence and resistance among travesti prostitutes in Lima, Peru]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872014000200149&lng=en&nrm=iso&tlng=en A partir de observaciones etnográficas y entrevistas a profundidad, este artículo analiza la relación de fuerza desigual entre los actores presentes en una zona de prostitución travesti ubicada en las márgenes urbanas del sur de Lima. Si los jóvenes travestis que acuden cada noche a este lugar son el blanco de formas de violencia y de dominación ejercidas principalmente por la policía y los clientes, reaccionan a esta situación implementando estrategias de réplica para permitir su continuidad en el comercio sexual y asegurar su propia supervivencia. El estudio de estas interacciones evidencia lógicas individuales y colectivas que caracterizan el espacio social como de gran precariedad, combinada con la exclusión y la trasgresión originada por la orientación sexual de estos adolescentes y jóvenes en situación de prostitución.<hr/>Based on ethnographic observations and detailed interviews, this article analyzes the unequal power struggle between different agents involved with transvesti prostitution in the urban margins of southern Lima, the capital of Peru. If young transvestis are the targets of violence and subject to forms of domination by customers and the police, they react by implementing oppositional strategies to make sex trade possible and ensure their own survival. The study of these interactions shows the individual and collective logics characterizing this precarious social space, marked by exclusion and transgression due to the sexual orientation of adolescents and youths involved in prostitution.<hr/>A partir de observações etnográficas e entrevistas em profundidade, este artigo analisa a relação de força desigual entre os atores presentes em uma zona de prostituição travesti localizada nos limites urbanos do sul de Lima, a capital do Peru. Se os jovens travestis que vêm a cada noite para este lugar são o alvo de formas de violência e de dominação exercidas principalmente pela polícia e os clientes, reagem a esta situação implementando estratégias de contestação para permitir sua continuidade no comércio sexual e assegurar sua própria sobrevivência. O estudo destas interações evidencia certas lógicas individuais e coletivas que caracterizam o espaço social de grande precariedade, combinada com a exclusão e a transgressão originadas pela escolha sexual desses adolescentes e jovens em situação de prostituição. <![CDATA[Claiming Rosa Parks: conservative catholic bids for "rights" in contemporary Latin America]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872014000200174&lng=en&nrm=iso&tlng=en Cuando en el año 2009 se otorgó en Argentina el Premio Rosa Parks a una senadora conservadora por su oposición abierta al uso de anticonceptivos, a la esterilización y al aborto, era evidente que algo extraño ocurría. En este artículo se documenta la apropiación de los discursos de "derechos humanos" por parte de los sectores católicos conservadores en América Latina, donde el éxito reciente de los movimientos sociales a favor de los derechos sexuales y reproductivos ha generado una reacción significativa. En particular, se indagan los esfuerzos por parte de académicos católicos especialistas en leyes para justificar lo que denominan "un enfoque distintivamente latinoamericano hacia los derechos humanos", dejando de lado décadas de activismo por los derechos humanos emprendido por otros sectores. Quienes se oponen a los derechos reproductivos y sexuales despliegan un discurso de derechos de forma selectiva y estratégica, utilizándolo como una cubierta secular para promover políticas pro-vida y pro-familia.<hr/>When the Rosa Parks Prize was awarded to a conservative Argentine senator in 2009 for her outspoken opposition to contraception, sterilisation, and abortion, it was clear that something odd was happening. This paper documents the appropriation of "human rights" discourses by conservative Catholics in Latin America, where the recent success of reproductive and sexual rights social movements has generated a significant backlash. It specifically traces an effort by Catholic legal scholars to justify what they term "a distinctively Latin American approach to human rights" while ignoring decades of human rights activism by others. Opponents of reproductive and sexual rights are deploying rights-talk selectively and strategically, I argue, using it as secular cover to advance pro-life and pro-family policies.<hr/>Quando se outorgou o Prêmio Rosa Parks na Argentina a uma senadora conservadora, no ano de 2009, por sua oposição aberta ao uso de anticoncepcionais, à esterilização e ao aborto, era evidente que algo estranho acontecia. Nesta exposição documenta-se a apropriação dos discursos de "direitos humanos" por parte dos setores católicos conservadores na América Latina, onde o êxito recente dos movimentos sociais a favor dos direitos sexuais e reprodutivos gerou uma reação significativa. Em particular, indaga-se sobre os esforços por parte de acadêmicos católicos especialistas em leis para justificar o que denominam de "um enfoque distintivamente latino-americano para os direitos humanos", deixando de lado décadas de ativismo pelos direitos humanos empreendido por outros setores. Quem se opõe aos direitos reprodutivos e sexuais desdobra ou faz um desdobramento de um discurso de direitos de forma seletiva e estratégica, em minha opinião, utilizando-o como uma coberta/divisória secular para promover as políticas pró-vida pró-família. <![CDATA[QUINET, Antonio & JORGE, Marco Antônio Coutinho (orgs.). 2013. <em>As homossexualidades na psicanálise - na história de sua despatologização</em>. São Paulo: Segmento Farma Editores. 392 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872014000200198&lng=en&nrm=iso&tlng=en Cuando en el año 2009 se otorgó en Argentina el Premio Rosa Parks a una senadora conservadora por su oposición abierta al uso de anticonceptivos, a la esterilización y al aborto, era evidente que algo extraño ocurría. En este artículo se documenta la apropiación de los discursos de "derechos humanos" por parte de los sectores católicos conservadores en América Latina, donde el éxito reciente de los movimientos sociales a favor de los derechos sexuales y reproductivos ha generado una reacción significativa. En particular, se indagan los esfuerzos por parte de académicos católicos especialistas en leyes para justificar lo que denominan "un enfoque distintivamente latinoamericano hacia los derechos humanos", dejando de lado décadas de activismo por los derechos humanos emprendido por otros sectores. Quienes se oponen a los derechos reproductivos y sexuales despliegan un discurso de derechos de forma selectiva y estratégica, utilizándolo como una cubierta secular para promover políticas pro-vida y pro-familia.<hr/>When the Rosa Parks Prize was awarded to a conservative Argentine senator in 2009 for her outspoken opposition to contraception, sterilisation, and abortion, it was clear that something odd was happening. This paper documents the appropriation of "human rights" discourses by conservative Catholics in Latin America, where the recent success of reproductive and sexual rights social movements has generated a significant backlash. It specifically traces an effort by Catholic legal scholars to justify what they term "a distinctively Latin American approach to human rights" while ignoring decades of human rights activism by others. Opponents of reproductive and sexual rights are deploying rights-talk selectively and strategically, I argue, using it as secular cover to advance pro-life and pro-family policies.<hr/>Quando se outorgou o Prêmio Rosa Parks na Argentina a uma senadora conservadora, no ano de 2009, por sua oposição aberta ao uso de anticoncepcionais, à esterilização e ao aborto, era evidente que algo estranho acontecia. Nesta exposição documenta-se a apropriação dos discursos de "direitos humanos" por parte dos setores católicos conservadores na América Latina, onde o êxito recente dos movimentos sociais a favor dos direitos sexuais e reprodutivos gerou uma reação significativa. Em particular, indaga-se sobre os esforços por parte de acadêmicos católicos especialistas em leis para justificar o que denominam de "um enfoque distintivamente latino-americano para os direitos humanos", deixando de lado décadas de ativismo pelos direitos humanos empreendido por outros setores. Quem se opõe aos direitos reprodutivos e sexuais desdobra ou faz um desdobramento de um discurso de direitos de forma seletiva e estratégica, em minha opinião, utilizando-o como uma coberta/divisória secular para promover as políticas pró-vida pró-família. <![CDATA[GROSS, Martine. 2013. <em>Parent ou homo, faut-il choisir? Idées reçues sur l'homoparentalité</em>. Paris: Le Cavalier Bleu. 224 pp.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872014000200204&lng=en&nrm=iso&tlng=en Cuando en el año 2009 se otorgó en Argentina el Premio Rosa Parks a una senadora conservadora por su oposición abierta al uso de anticonceptivos, a la esterilización y al aborto, era evidente que algo extraño ocurría. En este artículo se documenta la apropiación de los discursos de "derechos humanos" por parte de los sectores católicos conservadores en América Latina, donde el éxito reciente de los movimientos sociales a favor de los derechos sexuales y reproductivos ha generado una reacción significativa. En particular, se indagan los esfuerzos por parte de académicos católicos especialistas en leyes para justificar lo que denominan "un enfoque distintivamente latinoamericano hacia los derechos humanos", dejando de lado décadas de activismo por los derechos humanos emprendido por otros sectores. Quienes se oponen a los derechos reproductivos y sexuales despliegan un discurso de derechos de forma selectiva y estratégica, utilizándolo como una cubierta secular para promover políticas pro-vida y pro-familia.<hr/>When the Rosa Parks Prize was awarded to a conservative Argentine senator in 2009 for her outspoken opposition to contraception, sterilisation, and abortion, it was clear that something odd was happening. This paper documents the appropriation of "human rights" discourses by conservative Catholics in Latin America, where the recent success of reproductive and sexual rights social movements has generated a significant backlash. It specifically traces an effort by Catholic legal scholars to justify what they term "a distinctively Latin American approach to human rights" while ignoring decades of human rights activism by others. Opponents of reproductive and sexual rights are deploying rights-talk selectively and strategically, I argue, using it as secular cover to advance pro-life and pro-family policies.<hr/>Quando se outorgou o Prêmio Rosa Parks na Argentina a uma senadora conservadora, no ano de 2009, por sua oposição aberta ao uso de anticoncepcionais, à esterilização e ao aborto, era evidente que algo estranho acontecia. Nesta exposição documenta-se a apropriação dos discursos de "direitos humanos" por parte dos setores católicos conservadores na América Latina, onde o êxito recente dos movimentos sociais a favor dos direitos sexuais e reprodutivos gerou uma reação significativa. Em particular, indaga-se sobre os esforços por parte de acadêmicos católicos especialistas em leis para justificar o que denominam de "um enfoque distintivamente latino-americano para os direitos humanos", deixando de lado décadas de ativismo pelos direitos humanos empreendido por outros setores. Quem se opõe aos direitos reprodutivos e sexuais desdobra ou faz um desdobramento de um discurso de direitos de forma seletiva e estratégica, em minha opinião, utilizando-o como uma coberta/divisória secular para promover as políticas pró-vida pró-família.