Scielo RSS <![CDATA[Sexualidad, Salud y Sociedad (Rio de Janeiro)]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1984-648720170002&lang=pt vol. num. 26 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Políticas sexuais contemporâneas: disputas e resistências]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Sexualidade, migrações e fronteiras em contextos de integração sul-sul]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200018&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen Este artículo se pregunta sobre los procesos de diferenciación, jerarquización e inclusión/exclusión de poblaciones migrantes en contextos migratorios sur-sur, y sobre el rol que juega la sexualidad en estos procesos. Partiendo de un estudio etnográfico sobre las migrantes peruanas y colombianas en el sector del comercio sexual de Ecuador, se analiza la manera en que la sexualidad se convierte en un sitio privilegiado para re-imaginar las diferencias y jerarquías nacionales en un mundo globalizado e integrado regionalmente, y se explica cómo los regímenes de control sobre las migraciones y la sexualidad femenina se articulan entre sí para restablecer el orden idealizado de la nación.<hr/>Resumo Este artigo interroga os processos de diferenciação, hierarquização e inclusão/exclusão de populações migrantes em contextos migratórios sul-sul, e sobre o papel da sexualidade nestes processos. A partir de um estudo etnográfico sobre migrantes peruanas e colombianas no setor do comercio sexual do Equador, analisa a maneira como a sexualidade se converte em um espaço privilegiado para re-imaginar as diferenças e hierarquias nacionais em um mundo globalizado e integrado regionalmente, e explica como os regimes de controle sobre as migrações e a sexualidade feminina se articulam para reestabelecer a ordem idealizada da nação.<hr/>Abstract This article inquires on the processes of differentiation, hierarchization and inclusion/exclusion of migrant populations in South-South migration contexts, and the role sexuality plays in these processes. Based on an ethnographic study about Peruvian and Colombian migrant women in the Ecuadorian sex sector, it analyzes the ways in which sexuality becomes a privileged site to re-imagine national differences and hierarchies in a globalized and regionally integrated world, and it explains how control regimes on migration and female sexuality come together to restore the idealized order of the nation. <![CDATA[Ativismo católico antiabortista em Argentina: performances, discursos e práticas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200038&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen Este artículo se interesa en el accionar político del activismo católico antiabortista en Argentina y las distintas performances de acción colectiva que tales grupos desarrollan en el espacio público urbano. Repara en la forma en que dichos grupos autodenominados pro-vida mantienen un discurso de oposición a la legalización del aborto con base en el despliegue de argumentaciones científicas y bioéticas. Esto, en tanto modo de contrarrestar la presencia y movilización de las organizaciones feministas y ejercer oposición a las demandas de ley de interrupción voluntaria del embarazo.<hr/>Resumo Este artigo se interessa pelo acionamento político do ativismo católico anti-aborto na Argentina e as diferentes performances de ação coletiva que esses grupos desenvolvem no espaço público urbano. Observa como aqueles que se autodenominam grupos pró-vida mantêm um discurso de oposição à legalização do aborto com base no desdobramento de argumentos científicos e bioéticos como estratégia de combate à presença e mobilização de organizações feministas e de oposição às demandas por uma lei de interrupção voluntária da gravidez.<hr/>Abstract This paper is interested on the political action of anti-abortion Catholic activism in Argentina, and the different performances of collective action that such groups develop in the urban public space. It analyzes how those calling themselves pro-life groups maintain a discourse opposing the legalization of abortion based on the deployment of scientific and bioethical arguments as a way to counter the presence and mobilization of feminist organizations, and oppose their demands for a voluntary pregancy interruption law. <![CDATA[Aborto, abuso sexual e controle médico: a decisão da Suprema Corte Argentina sobre F., A.L.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200068&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract In Argentina, during the 2000s but increasingly since 2005 up to 2016, women and feminist´s organizations and lawyers disputed over the abortion juridical regulation at Courts facing conservative resistances. These disputes could be located in a broader process of judicialization of the socio-political conflict over abortion. The Argentinian Supreme Court took a decision over one of these judicial processes on March 13th, 2012, F., A.L. This paper analyses the Argentinian Supreme Court decision on F., A.L. regarding non-punishable abortion boundaries, medical and judicial practices and, specifically, sexual abuse and medical control. It also analyses its material effects on a subsequent struggle and judgment in the province of Córdoba.<hr/>Resumo Na Argentina, durante os anos 2000, especialmente entre 2005 e 2016, organizações de mulheres e feministas e advogadas feministas disputavam sobre a regulamentação jurídica do aborto em tribunais que enfrentavam resistências conservadoras. Essas disputas podem ser localizadas em um processo mais amplo de judicialização do conflito sociopolítico em relação ao aborto. Em 13 de março de 2012, o Supremo Tribunal argentino decidiu um desses processos judiciais, o caso F., AL. Este artigo analisa essa decisão do Supremo Tribunal argentino no que tange aos limites do aborto não punível, às práticas médicas e judiciais e, especificamente, ao abuso sexual e controle médico. Também analisa seus efeitos materiais sobre uma subsequente luta e julgamento na província de Córdoba.<hr/>Resumen En la Argentina, durante los 2000 e incrementalmente desde el año 2005 hasta el 2016, organizaciones de mujeres y feministas así como abogadas feministas disputaron sobre la regulación jurídica del aborto en los tribunales frente a resistencias conservadoras. Estas disputas pueden inscribirse en un proceso más amplio de judicialización del conflicto sociopolítico sobre el aborto. En uno de esos procesos judiciales decidió la Corte Suprema de Justicia de la Nación el 13 de marzo del 2012, F., A.L. Este artículo analiza la decisión de la Corte Suprema sobre los límites del aborto no punible, las prácticas médicas y judiciales y, específicamente, al abuso sexual y el control médico. También analiza sus efectos materiales en una disputa judicial posterior en la provincia de Córdoba. <![CDATA[Superando a violência por parceiro íntimo: uma revisão]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200085&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen Las investigaciones sobre violencia en las relaciones de pareja generalmente no se enfocan en lo que sucede cuando se termina la relación. Por ello se planteó una revisión narrativa con una búsqueda sistemática con el objetivo de comprender el significado de superación de la violencia y cómo las personas que deciden salir de una relación violenta logran dejar atrás la violencia. Los artículos seleccionados muestran las diferentes salidas que van desde poner fin a la relación, denunciar a las autoridades, morir en manos del maltratador, matar a la pareja o suicidarse. Las alternativas halladas pueden dar fin a la violencia o permitir que esta continúe e incluso empeore. Como conclusión se propone una definición de superación de la violencia en las relaciones de pareja.<hr/>Resumo A pesquisa sobre violência por parceiro íntimo geralmente não se concentra no que acontece quando o relacionamento termina. Por esta razão, uma revisão narrativa foi realizada com uma busca sistemática, a fim de compreender o significado de superação da violência e como as pessoas que decidem deixar um relacionamento violento conseguem deixar para trás a violência. Os trabalhos selecionados mostram as diferentes saídas, que incluem terminar o relacionamento, denunciar as autoridades, morrer nas mãos do agressor, matar o parceiro(a) ou suicídio. As alternativas identificadas podem acabar com a violência e permitir a sua continuidade e até mesmo piorar. Em conclusão é proposta uma definição de superação da violência entre parcerias íntimas.<hr/>Abstract Research on intimate partner violence usually does not focus on what happens when the relationship ends. This article presents a narrative review through a systematic research with the objective of understanding the significance of overcoming violence, and how people who decide to leave a violent relationship manage to leave violence behind. The selected papers present different outputs of a violent relationship, which include ending the relationship, denouncing to authorities, dying at the hands of the perpetrator, killing the partner or committing suicide. These alternatives can end the violence or allow it to continue and even get worse. As a conclusion a definition of overcoming intimate partner violence is proposed. <![CDATA[O debate legislativo carioca sobre a “mudança da homossexualidade”: ciência, política e religião]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200103&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O artigo analisa o debate na mídia impressa em torno do projeto de lei 717/03, apresentado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em agosto de 2003, que previa o uso de verbas públicas para a “mudança da homossexualidade”. Foram utilizadas como fontes de pesquisa notícias sobre este projeto publicadas em jornais e revistas de grande circulação estadual e nacional, considerando-se os autores, os atores sociais e as categorias citadas nos diferentes tipos de matéria, bem como os argumentos contrários e favoráveis à proposta legislativa. Verificamos assim o modo como argumentos relativos aos campos científico, religioso e político ressignificaram as relações entre natureza/cultura e normal/patológico, operando de modo especifico, e por vezes contraditório, com valores caros às sociedades modernas contemporâneas, como igualdade entre os homens e livre arbítrio individual.<hr/>Abstract The article analyzes the debate in printed media about the 717/03 law proposal which was presented at the Legislative Assembly of Rio de Janeiro in August 2003. This bill provided for the use of public funds for the “change of homosexuality.” News about this project published in newspapers and magazines of statewide and nationwide coverage were used in the research considering the authors, social actors and categories that appeared in the different types of material, as well as the opposing and favorable arguments about the Legislative proposal. We have thus verified how arguments related to the scientific, religious and political fields have reconfigured the relations between nature/culture and normal/pathological, operating in a specific and sometimes contradictory way, with dear values to contemporary modern societies, as equality among men and individual will.<hr/>Resumen El artículo analiza el debate en los medios impresos en torno al proyecto de ley 717/03, presentado en la Asamblea Legislativa de Río de Janeiro en agosto de 2003, que preveía el uso de fondos públicos para el “cambio de la homosexualidad”. Se utilizaron como fuentes de investigación noticias sobre este proyecto, publicadas en periódicos y revistas de gran circulación estatal y nacional, considerando los autores, los actores sociales y categorías citadas en los diferentes tipos de noticia, así como los argumentos contrarios y favorables sobre la propuesta legislativa. De esta forma verificamos el modo como argumentos relativos a los campos científico, religioso y político resignificaron las relaciones entre naturaleza / cultura y normal / patológico, operando de modo específico, y a veces contradictorio, con valores importantes a las sociedades modernas contemporáneas, como la igualdad entre los hombres y el libre albedrío. <![CDATA[A criação clínica de normas sexuais. Nosologia, patologização e contramodelos sexuais na Penitenciaría Nacional de Buenos Aires (Argentina, 1901-1904)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200126&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen El siguiente artículo se ocupa del problema de la construcción de nosologías médico-psiquiátricas referidas a la sexualidad, tomando para ello los casos de inversión sexual (travestismo) analizados por Francisco de Veyga en el Servicio de Observaciones de Presuntos Alienados de la Penitenciaría Nacional, en Argentina, a principios del siglo XX. El interés reside en la operatoria por la cual el alienista construye categorías nosográficas ex nihilo, para dar cuenta de las formas de vida y subjetivación que ciertos sujetos desarrollaban y que amenazaban el canon de la normalidad. A su vez, en la voz de De Veyga se traslucen algunos aspectos sobre la moralidad en la vida porteña, que contrastaba con la escena de peligro que éste buscaba plantear. Con ello, interesa analizar un caso específico, donde el alienismo local comienza a intervenir y teorizar, sobre cuerpos y subjetividades disidentes, a partir de la construcción de un discurso grotesco, para calificar formas de vida en los márgenes de la normalidad que buscaba establecerse, propio de los efectos de poder normalizadores que Foucault reconociera en las pericias médico legales.<hr/>Resumo Este trabalho toma como objeto a construção de nosologias médico-psiquiátricas em relação à sexualidade, a partir de casos de inversão sexual (travestismo) analisados ​​por Francisco de Veyga no Servicio de Observaciones de Presuntos Alienados de la Penitenciaría Nacional na Argentina, no início do século XX. Nosso interesse reside na operação pela qual o alienista constrói ex nihilo categorias nosográficas para explicar os modos de vida e subjetividade que certos indivíduos desenvolveram ameaçando o cânone da normalidade. Por sua vez, acreditamos que a voz de De Veyga reflete alguns aspectos da moralidade cotidiana em Buenos Aires, que contrastam com o cenário de perigo que ele procurou estabelecer. Com isso, queremos analisar um caso específico onde o alienismo local começa a intervir e teorizar sobre corpos e subjetividades dissidentes, a partir da construção de um discurso grotesco para qualificar as formas de vida à margem da normalidade que se pretendia estabelecer. Isto se assemelha aos efeitos de poder normalizador que Foucault reconhecera nas perícia médico-legais.<hr/>Abstract This paper’s object is the creation of medical-psychiatric nosologies referring to sexuality in cases of sexual inversion (transvestism) analyzed by Francisco de Veyga in the Servicio de Observaciones de Presuntos Alienados de la Penitenciaría Nacional (National Penitentiary’s Presumed Alienated Observation Service) in Argentina, at the beginning of the 20th century. Our interest lies in the operation by which the alienist built ex nihilo nosographic categories to account for the forms of life and subjectivation that certain subjects developed, which threatened the canon of normality. In addition, we will consider that the voice of De Veyga showed some aspects about morality in the life of Buenos Aires that contrasted with a scene of danger he wanted propose. Our interest is to analyze a specific case where local alienism intervenes and theorizes about dissenting bodies and subjectivities, with the construction of a grotesque discourse to qualify forms of life in the margins of normality, typical of the normalizing power effects that Foucault recognized in medical legal examinations. <![CDATA[A revolução sexual antes da Revolução Sexual. Discursos dos médicos libertários sobre o prazer (Argentina, 1930-1940)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200148&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen Este artículo indaga las narrativas médicas ácratas referidas al placer sexual en Argentina durante los años treinta y cuarenta del s. XX. El abordaje de las intervenciones de los médicos Juan Lazarte y Manuel Martín Fernández nos permite matizar periodizaciones en relación con el discurso sexológico y la Revolución Sexual. Lazarte y Fernández, que participaban del movimiento anarquista, defendieron la legitimidad del placer sexual independiente de la reproducción, y se opusieron a la institución matrimonial, y a la prostitución, como únicos ámbitos aceptados para el ejercicio sexual. Es decir, anticiparon propuestas que fueron los ejes centrales de la Revolución Sexual de los años 1960. Asimismo, al definir los vínculos sexuales, recrearon exclusiones a partir de la matriz heterosexual de la cual partían. A través de las herramientas del Análisis Crítico del Discurso, y desde una perspectiva de género, analizaremos dichas narrativas médicas, difundidas en libros y revistas culturales.<hr/>Abstract This article analyzes the anarchist medical narratives about sexual pleasure during the thirties and forties in Argentina. Juan Lazarte and Manuel Martín Fernández interventions allow a periodization of sexual discourse and the Sexual Revolution. These doctors, participants of the anarchist movement, defended the legitimacy of sexual pleasure independent of reproduction, and opposed the matrimonial institution and prostitution as the only recognized sexual exercise spaces - anticipating the main propositions of the sixties Sexual Revolution. By defining sexual bonds, they also recreated exclusions derived from the heterosexual matrix which served as their foundation. Through a Critical Analysis of Discourse, and from a gender studies perspective, this article analyzes their medical narratives published in books and cultural magazines.<hr/>Resumo Este artigo explora as narrativas médicas anarquistas relativas ao prazer sexual durante os anos trinta e quarenta, na Argentina. A abordagem das intervenções dos médicos Juan Lazarte e Manuel Martín Fernández nos permite nuançar periodizações sobre o discurso sexológico e a Revolução Sexual. Estes médicos, que participaram do movimento anarquista, defenderam a legitimidade do prazer sexual independente da reprodução e se opuseram à instituição do casamento e a prostituição como as únicas áreas aceitas para o exercício sexual. Ou seja, eles anteciparam propostas consideradas basilares da Revolução Sexual dos anos 1960. Além disso, ao definir os vínculos sexuais, recriaram exclusões a partir da matriz heterossexual que lhes servia de alicerce. Através das ferramentas de Análise Crítica do Discurso e de uma perspectiva de gênero nos propomos analisar as suas narrativas médicas divulgadas em livros e revistas culturais. <![CDATA[“Fundamentalismos”, sexualidade e direitos humanos: interrogando termos, expandindo horizontes]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200171&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen Este artículo indaga las narrativas médicas ácratas referidas al placer sexual en Argentina durante los años treinta y cuarenta del s. XX. El abordaje de las intervenciones de los médicos Juan Lazarte y Manuel Martín Fernández nos permite matizar periodizaciones en relación con el discurso sexológico y la Revolución Sexual. Lazarte y Fernández, que participaban del movimiento anarquista, defendieron la legitimidad del placer sexual independiente de la reproducción, y se opusieron a la institución matrimonial, y a la prostitución, como únicos ámbitos aceptados para el ejercicio sexual. Es decir, anticiparon propuestas que fueron los ejes centrales de la Revolución Sexual de los años 1960. Asimismo, al definir los vínculos sexuales, recrearon exclusiones a partir de la matriz heterosexual de la cual partían. A través de las herramientas del Análisis Crítico del Discurso, y desde una perspectiva de género, analizaremos dichas narrativas médicas, difundidas en libros y revistas culturales.<hr/>Abstract This article analyzes the anarchist medical narratives about sexual pleasure during the thirties and forties in Argentina. Juan Lazarte and Manuel Martín Fernández interventions allow a periodization of sexual discourse and the Sexual Revolution. These doctors, participants of the anarchist movement, defended the legitimacy of sexual pleasure independent of reproduction, and opposed the matrimonial institution and prostitution as the only recognized sexual exercise spaces - anticipating the main propositions of the sixties Sexual Revolution. By defining sexual bonds, they also recreated exclusions derived from the heterosexual matrix which served as their foundation. Through a Critical Analysis of Discourse, and from a gender studies perspective, this article analyzes their medical narratives published in books and cultural magazines.<hr/>Resumo Este artigo explora as narrativas médicas anarquistas relativas ao prazer sexual durante os anos trinta e quarenta, na Argentina. A abordagem das intervenções dos médicos Juan Lazarte e Manuel Martín Fernández nos permite nuançar periodizações sobre o discurso sexológico e a Revolução Sexual. Estes médicos, que participaram do movimento anarquista, defenderam a legitimidade do prazer sexual independente da reprodução e se opuseram à instituição do casamento e a prostituição como as únicas áreas aceitas para o exercício sexual. Ou seja, eles anteciparam propostas consideradas basilares da Revolução Sexual dos anos 1960. Além disso, ao definir os vínculos sexuais, recriaram exclusões a partir da matriz heterossexual que lhes servia de alicerce. Através das ferramentas de Análise Crítica do Discurso e de uma perspectiva de gênero nos propomos analisar as suas narrativas médicas divulgadas em livros e revistas culturais. <![CDATA[Ciência, justiça e antropologia no debate sul-africano da AIDS: produção de sensibilidades e regulação moral entre especialistas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200191&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O texto relata minha experiência enquanto pesquisava o :debate da AIDSd ocorrido na África do Sul na década de 2000. A partir de pesquisa em arquivos, entrevistas e observação participante em ambientes acadêmicos e entre especialistas da AIDS, exploro as críticas de alguns dos meus interlocutores contra o suposto relativismo e a alegada postura dos antropólogos em face da controvérsia. Em meio a constantes apelos para combater o negacionismoc da AIDS, desconfiança e mesmo aberto rechaço ao pensamento antropológico, analiso minha inserção em redes de pesquisadores e ativistas na Cidade do Cabo, à luz do enfrentamento entre “ortodoxos” ou defensores da ciência da AIDSc e negacionistasn ou dissidentesd. A dificuldade habitual da pesquisa etnográfica é atualizada neste caso, mas ele também coloca um novo desafio: como pode o conhecimento antropológico contribuir para uma melhor compreensão de disputas, sobretudo quando, do ponto de vista .nativon, tais disputas parecem insuperáveis ou inexistem?<hr/>Abstract This paper describes my doctoral fieldwork while researching the “AIDS debate” in South Africa. From archives, interviews, and participant observation in academic contexts and expert communities, I explore criticisms raised by some interlocutors against the alleged anthropological relativism and what they regard as the unsuitable position of anthropologists into the controversy. Amid pressure to ‘combat AIDS denialism’, mistrust and even open rejection of the anthropological thought, I also consider my personal situation into the academic and activists networks in Cape Town in light of the clash between “orthodox” or supporters of “science of AIDS” and “denialists” or “dissidents”. The usual difficulty of the ethnographic research is updated in this case, but it also brings up a new challenge: how anthropological knowledge can contribute to a better understanding of disputes and promote agreements especially when from native’s viewpoint such disputes seem nonexistent or insurmountable?<hr/>Resumen Este texto relata mi experiencia mientras investigaba el “debate del SIDA” ocurrido en Sudáfrica en la década de 2000. A partir del trabajo en archivos históricos, entrevistas y observación participante en ambientes académicos y entre especialistas del SIDA, exploro las críticas de algunos de mis interlocutores contra el supuesto relativismo y la alegada postura de los antropólogos durante la controversia. En medio de constantes llamados para :combatir el negacionismoc del SIDA, desconfianza e incluso un abierto rechazo del pensamiento antropológico, analizo mi participación en redes de investigadores e activistas en Ciudad del Cabo, a la luz del enfrentamiento entre ortodoxoso o defensores de la ciencia del SIDAc y negacionistasn o disidentesd. Este caso actualiza la dificultad habitual del trabajo etnográfico, pero también sugiere un nuevo reto: ¿cómo puede el conocimiento antropológico contribuir a una mejor comprensión de disputas, sobre todo cuando, desde el punto de .nativon, tales disputas parecen insuperables o inexistentes? <![CDATA[“Nenhuma mulher...” O abolicionismo da prostituição na Argentina]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200213&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen Los debates feministas sobre la prostitución han sufrido una creciente polarización en la última década. El presente artículo constituye una exploración en torno a ciertas expresiones del abolicionismo en Argentina. Partimos del análisis de dos escenas que retratan experiencias que hemos tenido al investigar sobre el mercado sexual en ese contexto de polarización. En primer lugar, buscamos describir y analizar los elementos presentes en estas escenas que pueden remitir a concepciones esencialistas y prácticas políticas que contribuyen a la segregación de las mujeres que se definen políticamente como “trabajadoras sexuales”, como “otras” de ese movimiento. En segundo lugar, nos interrogamos sobre las condiciones de posibilidad de esta deriva de algunas vertientes del movimiento abolicionista local.<hr/>Abstract Feminist debates on prostitution have been increasingly polarized over the past decade. This article is an exploration around certain expressions of abolitionism in Argentina, based on the analysis of two scenes that depict experiences we have had as researchers on the sexual market. First, we describe and analyze the elements present in these scenes that can refer to essentialist conceptions and political practices that contribute to the segregation of women who define themselves as sex workers as the “other” of that movement. Then we inquire about the conditions of possibility of this drift by the local abolitionist movement.<hr/>Resumo Os debates feministas sobre a prostituição têm sido cada vez mais polarizados na última década. Este artigo é uma exploração em torno de certas expressões do abolicionismo na Argentina, com base na análise de duas cenas que retratam experiências que tivemos como pesquisadores no mercado sexual. Primeiro, descrevemos e analisamos os elementos presentes nessas cenas que podem se referir a concepções essencialistas e práticas políticas que contribuem para a segregação das mulheres que se definem a si mesmas como profissionais do sexo como as “outras” do movimento. Em seguida, perguntamos sobre as condições de possibilidade dessa deriva do movimento abolicionista local. <![CDATA[Direito ao aborto, gênero e a pesquisa jurídica em direitos fundamentais]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200236&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo A partir de um retrato da situação atual do abortamento inseguro e de uma breve reconstrução das lutas feministas pela descriminalização do aborto no Brasil, o trabalho discute o papel do constitucionalismo democrático no reconhecimento de novos sujeitos de direitos sexuais e reprodutivos. Recorremos ao fundamento político-filosófico dos direitos sexuais e reprodutivos para apontar que sua regulamentação jurídica só tem validade se os “sujeitos de direitos” construídos e pressupostos por sua regulamentação não se prestarem à violação dos postulados fundamentais do constitucionalismo democrático. Tal violação ocorre quando as relações de inclusão e exclusão estabelecidas por seus contornos hipotéticos se prestam a negar reconhecimento institucional à plena dignidade de experiências identitárias dissidentes. Propomos a utilização da teoria de Rosenfeld em pesquisas sobre direito ao aborto sob a perspectiva do Direito Constitucional. Esta teoria permite ver como os discursos sobre direitos criam e enunciam seus sujeitos com marcas de gênero, e podem servir tanto à ampliação das liberdades como de formas de subordinação.<hr/>Resumen A partir de un retrato de la situación actual del aborto clandestino y de una breve reconstrucción de las luchas feministas por la despenalización del aborto en Brasil, este trabajo discute el rol del constitucionalismo democrático en el reconocimiento de nuevos sujetos de derechos sexuales y reproductivos. Recurrimos al fundamento político-filosófico de los derechos sexuales y reproductivos para sugerir que su reglamentación jurídica sólo puede tener validez si los “sujetos de derechos” construidos y presupuestos por dicha reglamentación no son utilizados como instrumento para la violación de los postulados fundamentales del constitucionalismo democrático. Esto ocurre cuando las relaciones de inclusión y exclusión establecidas por sus contornos hipotéticos sirven para negar reconocimiento institucional a la plena dignidad de experiencias de identidad disidentes. Sugerimos la utilización de la teoría de Rosenfeld en investigaciones sobre derecho al aborto bajo la perspectiva del derecho constitucional. Esta teoría permite mostrar cómo los discursos sobre derechos crean y enuncian sus sujetos con marcas de género y pueden servir tanto a la ampliación de las libertades como o a formas de subordinación.<hr/>Abstract After a brief portrayal of the situation of unsafe abortion in Brazil and the feminist struggles for the decriminalization of abortion, this paper discusses the role of democratic constitutionalism in the acknowledgment of new subjects of sexual and reproductive rights. I resort to the political and philosophical basis of sexual and reproductive rights to suggest that the legal regulation can only be considered valid if the “legal subjects” constructed and presupposed by those regulations do not violate the basic grounds of democratic constitutionalism. This happens whenever the relations of inclusion and exclusion posed by their hypothetical contours deny institutional acknowledgment for the experience dissident identities. I suggest the employment of Rosenfeld’s theory for researching abortion rights on a constitutional perspective. This theory provides a tool to show how discourses about rights create and enunciate gendered subjects, and they may work to either expand freedom, or enhance forms of subordination. <![CDATA[Identidade sexual e pertencimento eclesial. Caminhos de visibilidade em trajetórias de gays católicos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200262&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen Instrumentos como la Ley de Educación Sexual Integral (2006), la Ley de Matrimonio Igualitario (2010) y la Ley de Identidad de Género (2012) colocan a Argentina a la vanguardia legislativa en el reconocimiento de derechos sexuales y ciudadanía plena de personas no heterosexuales y favorecen cambios significativos en relación a la visibilidad y la sociabilidad de colectivos LGTB. Sin embargo, tal camino de reconocimiento estatal no ha sido acompañado por la jerarquía de la Iglesia Católica Romana, cuyos discursos y prácticas continúan estigmatizando la diversidad sexual. No obstante, numerosos católicos que se auto-perciben como parte de esa diversidad mantienen su vínculo institucional con la Iglesia. ¿Cómo conjugan estos sujetos su sexualidad y su pertenencia eclesial? ¿Qué tensiones surgen y qué negociaciones realizan con relación a ellas? ¿Cómo tramitan su visibilidad en ese contexto institucional? Este artículo explora estas cuestiones en relatos biográficos de dos miembros de comunidades eclesiales católicas que al ser entrevistados se auto-identificaron como gays.<hr/>Resumo Instrumentos tais como a Lei de Educação Sexual Integral (2006), a Lei de Matrimônio Igualitário (2010) e a Lei de Identidade de Gênero (2012), colocam a Argentina na vanguarda legislativa do reconhecimento das demandas em torno aos direitos sexuais e a cidadania plena de pessoas não heterossexuais favorecem mudanças significativas em relação à sociabilidade e à visibilidade da comunidade LGTBI. Porém, esse caminho de reconhecimento estatal não tem sido acompanhado pela hierarquia da Igreja Católica, cujos discursos e práticas continuam estigmatizando a diversidade sexual. Não obstante, muitos católicos que se auto-percebem como parte dessa diversidade mantêm seu vínculo institucional com a Igreja. Como conjugam esses sujeitos sua sexualidade e seu pertencimento eclesial? ¿Quais tensões surgem e quais negociações eles realizam com relação a elas? ¿Como elaboram sua visibilidade nesse contexto institucional? Este artículo explora essas questões em relatos biográficos de dois membros de comunidades eclesiais católicas que ao serem entrevistados se auto-identificaram como gays.<hr/>Abstract Instruments like the Comprehensive Sex Education Act (2006), the Same-Sex Marriage Act (2010) and the Gender Identity Act (2012) put Argentina at the forefront of the legislation on the recognition of sexual rights and full citizenship of non-heterosexual persons, and favor significant changes in terms of the visibility and sociability of LGBT communities. However, such state recognition has not been accompanied by the hierarchy of the Catholic Church, whose discourses and practices continue to stigmatize sexual diversity. Nevertheless, many Catholics who self-identify as part of that diversity maintain their ties to the Church. How do these subjects combine their sexuality and their church allegiance? What negotiations do they make in relation to the tensions that arise? How do they manage their visibility in that institutional context? This article explores those questions in biographical accounts by two members of Catholic communities who self-identified as gay when they were interviewed. <![CDATA[Aquém do fundamentalismo, além da intolerância: hostilidade e hospitalidade no debate sobre direitos de gays e lésbicas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200279&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O artigo explora as possibilidades e os limites das noções de ‘fundamentalismo’, tolerância’ e ‘intolerância’ e avalia os potenciais ganhos das noções de ‘hostilidade’ e ‘hospitalidade’ para a análise de controvérsias contemporâneas sobre política sexual. Elabora sobre uma controvérsia que se instaurou em torno da consulta popular sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Irlanda, em 2015. Procura-se delinear os contornos das duas noções propostas como categorias teóricas em antropologia. O artigo discute conceitos do campo da antropologia da religião a partir da análise de controvérsias e da análise qualitativa de um caso, com base em pesquisa documental e bibliográfica.<hr/>Abstract This article explores the possibilities and limits of the notions of ‘fundamentalism’, ‘tolerance’, and intolerance’, and assesses the potential gains brought by the notions of ‘hostility’ and ‘hospitality’ to the analysis of controversies about sexual politics. It elaborates on a controversy around the referendum on same-sex marriage in Ireland, in 2015. The discussion seeks to delineate the contours of the latter two notions as theoretical categories in Anthropology. The article consists of a theoretical discussion in the Anthropology of Religion, focused on controversies and the qualitative analysis of one case, based on documentary and bibliographical research.<hr/>Resumen El artículo explora las posibilidades y límites de las nociones de ‘fundamentalismo’, ‘tolerancia’ e ‘intolerancia’ y evalúa los beneficios potenciales que aportan las nociones de ‘hostilidad’ y ‘hospitalidad’ para el análisis de controversias contemporáneas sobre política sexual. Elabora sobre una controversia que se instauró en torno a la consulta popular sobre el matrimonio entre personas del mismo sexo en Irlanda en 2015. La discusión plantea los contornos de las dos nociones propuestas como categorías teóricas en antropología. El artículo consiste en una en discusión conceptual de la antropología de la religión, a partir del análisis de controversias y el análisis cualitativo de un caso, con base en investigación documental y bibliográfica. <![CDATA[Saúde sexual e reprodutiva, conservadorismo religioso e acesso a medicamentos: uma discussão sobre a estratégia global de advocacy do Consórcio Internacional sobre Contracepção de Emergência]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200306&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O Consórcio Internacional sobre Contracepção de Emergência (ICEC) é uma organização não governamental, criada em 1996 por iniciativa da Fundação Rockefeller. O ICEC tem sido o principal interlocutor no cenário mundial na defesa do acesso à contracepção de emergência (CE) e na sua difusão nos, assim chamados, países em desenvolvimento. Seu website é uma importante fonte de informação e veículo para advogar em prol dos CE. Foi realizada uma análise temática em documentos selecionados do website do ICEC disponíveis no período de 2013 e 2014. Este artigo indaga se a ausência de uma discussão ampla sobre sexualidade e direitos humanos, constatada no material analisado, seria pautada por um cenário político de acirrado fundamentalismo religioso.<hr/>Abstract The International Consortium for Emergency Contraception is a non-governmental organization, created in 1996 by initiative of the Rockefeller Foundation initiative. ICEC has been the main international voice advocating for the access to emergency contraception (EC) and its dissemination in so-called developing countries. Its website is an important source of information and a vehicle for EC advocacy. A thematic analysis was performed on selected ICEC website documents available during the 2013-2014 period. This article questions whether the lack of a broad discussion on sexuality and human rights that results from this assessment responds to a political scenario of intensified religious fundamentalism.<hr/>Resumen El Consorcio Internacional sobre Contracepción de Emergencia (ICEC) es una organización no gubernamental, criada en 1996 por iniciativa de la Fundación Rockefeller. El ICEC ha sido el principal interlocutor en el escenario mundial en la defensa del acceso a la anticoncepción de emergencia (AE) y en su difusión los llamados países en desarrollo. Su sitio web es una importante fuente de información y vehículo para abogar en favor de los AE. Fue realizado un análisis temático en documentos seleccionados en el sitio web del ICEC disponibles durante el período de 2013 y 2014. Este artículo indaga si la falta de una discusión amplia sobre sexualidad y derechos humanos, constatada en el material analizado, sería resultado de un escenario político de intensificado fundamentalismo religioso. <![CDATA[JOCILES RUBIO, María Isabel (ed.). 2016. <em>Revelaciones, filiaciones y biotecnologías. Una etnografía de la comunicación de los orígenes a los hijos e hijas concebidos mediante donación reproductiva</em>. 1ª ed. Barcelona: Edicions Bellaterra, p. 384.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872017000200328&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O Consórcio Internacional sobre Contracepção de Emergência (ICEC) é uma organização não governamental, criada em 1996 por iniciativa da Fundação Rockefeller. O ICEC tem sido o principal interlocutor no cenário mundial na defesa do acesso à contracepção de emergência (CE) e na sua difusão nos, assim chamados, países em desenvolvimento. Seu website é uma importante fonte de informação e veículo para advogar em prol dos CE. Foi realizada uma análise temática em documentos selecionados do website do ICEC disponíveis no período de 2013 e 2014. Este artigo indaga se a ausência de uma discussão ampla sobre sexualidade e direitos humanos, constatada no material analisado, seria pautada por um cenário político de acirrado fundamentalismo religioso.<hr/>Abstract The International Consortium for Emergency Contraception is a non-governmental organization, created in 1996 by initiative of the Rockefeller Foundation initiative. ICEC has been the main international voice advocating for the access to emergency contraception (EC) and its dissemination in so-called developing countries. Its website is an important source of information and a vehicle for EC advocacy. A thematic analysis was performed on selected ICEC website documents available during the 2013-2014 period. This article questions whether the lack of a broad discussion on sexuality and human rights that results from this assessment responds to a political scenario of intensified religious fundamentalism.<hr/>Resumen El Consorcio Internacional sobre Contracepción de Emergencia (ICEC) es una organización no gubernamental, criada en 1996 por iniciativa de la Fundación Rockefeller. El ICEC ha sido el principal interlocutor en el escenario mundial en la defensa del acceso a la anticoncepción de emergencia (AE) y en su difusión los llamados países en desarrollo. Su sitio web es una importante fuente de información y vehículo para abogar en favor de los AE. Fue realizado un análisis temático en documentos seleccionados en el sitio web del ICEC disponibles durante el período de 2013 y 2014. Este artículo indaga si la falta de una discusión amplia sobre sexualidad y derechos humanos, constatada en el material analizado, sería resultado de un escenario político de intensificado fundamentalismo religioso.