Scielo RSS <![CDATA[Sexualidad, Salud y Sociedad (Rio de Janeiro)]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=1984-648720120004&lang=en vol. num. 10 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <link>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872012000400001&lng=en&nrm=iso&tlng=en</link> <description/> </item> <item> <title><![CDATA[<b>Gender, Emotions and Victimization</b>: <b>perceptions on urban violence in Rio de Janeiro</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872012000400002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este texto examina emoções relatadas em depoimentos de vítimas de assaltos a residências pertencentes às camadas médias do Rio de Janeiro. Insere-se na área de antropologia das emoções, adotando como perspectiva teórica, o "contextualismo" de Catherine Lutz e Lila Abu-Lughod. O ponto central desta perspectiva é a atenção voltada à capacidade micropolítica das emoções, tributárias de uma "gramática" social, sendo capazes, por isso, de dramatizar/alterar/reforçar aspectos "macro" da organização social que modelam as relações interpessoais. Os dados são um conjunto de entrevistas com casais que vivenciaram assaltos às suas residências. O objetivo é examinar as atitudes "prescritas" em seus relatos como "ideais" ou "eficazes" para lidar com a condição de vítima e sua relação com identidades de gênero. O foco da análise são as formas de "controle emocional" presentes em seus relatos, com ênfase na oposição entre o controle da raiva e o controle do medo.<hr/>Este artículo examina las emociones relatadas en declaraciones de víctimas de asaltos en domicilios pertenecientes a camadas medias de Río de Janeiro. Inscripto en el campo de la antropología de las emociones, adopta como perspectiva teórica el "contextualismo" de Catherine Lutz y Lila Abu-Lughod. El punto neurálgico de dicha perspectiva es la atención puesta en la capacidad micropolítica de las emociones, tributarias de una "gramática" social y, por tanto, capaces de dramatizar/alterar/reforzar aspectos "macro" de la organización social modelada por las relaciones interpersonales. Los datos surgen de un conjunto de entrevistas con parejas que vivenciaron asaltos en sus residencias. El objetivo de este texto es examinar las actitudes "prescriptas" en sus relatos como "ideales" o "eficaces" para lidiar con la condición de víctimas y su relación con las identidades de género. El foco analítico son las formas de "control emocional" presentes en sus relatos, con énfasis en la oposición entre el control de la rabia y el control del miedo.<hr/>This paper analyzes emotions described by middle-class victims of residence robberies in Rio de Janeiro. The theoretical approach adopted is Catherine Lutz and Lila Abu-Lughod's 'contextualism,' within the anthropology of emotions. This perspective's main focus is the micro-political capacity of emotions, which, embedded in social grammars, are therefore able to dramatize/reinforce/alter the 'macro' features of social organization that give form to interpersonal relations. The data analyzed is a set of in-depth interviews conducted with couples who have been victims of residence robberies. Attitudes they prescribe as 'ideal' or 'effective' in dealing with their victim condition are analyzed in relation to gender identities. The analysis focuses on the forms of "emotional control" described in their narratives, emphasizing the opposition between controlling anger and controlling fear. <![CDATA[<b>Swinger practice, swinger lifestyle?</b><b> A perverse sexuality?</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872012000400003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artículo reflexiona, desde una perspectiva interdisciplinar -sociología, antropología y psicoanálisis- sobre la práctica swinger en tanto estilo de vida en la ciudad de Cali, Colombia. Esta connotación de lo swinger, como una práctica que permite el establecimiento del lazo social con sentido, lleva a cuestionar una percepción moralizante y prejuiciosa de la misma, compartida no sólo por personas que la consideran como una transgresión del deber ser de la sexualidad, sino también por profesionales del campo "psi", que la califican como perversa. El texto discute ambas posturas, que parecen desconocer las inflexiones resultantes de las actuales transformaciones de la intimidad.<hr/>Este artigo reflete, de uma perspectiva interdisciplinar - sociologia, antropologia e psicanálise - sobre a prática swinger enquanto estilo de vida na cidade de Cali, Colômbia. Esta conotação do swinger como uma prática que permite o estabelecimento do laço social com sentido leva a questionar uma percepção moralizadora e preconceituosa a seu respeito, compartilhada não só por pessoas que a consideram como uma transgressão do dever ser da sexualidade, mas também por profissionais do campo "psi", que a qualificam como perversa. O texto discute ambas as posturas, que parecem desconhecer as inflexões resultantes das atuais transformações da intimidade.<hr/>This article addresses swinger practice as a lifestyle in Cali, Colombia, from a cross-discipline perspective, using sociology, anthropology and psychoanalysis. This understanding of swinger sexuality as a meaningful, socially binding practice questions prejudiced, moralizing assessments shared by those who consider it a transgression, and by professionals in the 'psi' field, who classify it as perverse. This article challenges both stances, which misrecognize inflexions resulting from current transformations of intimacy. <![CDATA[<b>The many setbacks of a seropositive sexuality</b>: <b>the case of youths living with HIV/AIDS</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872012000400004&lng=en&nrm=iso&tlng=en No artigo explora-se um conjunto de táticas e estratégias, no sentido foucaultiano dos termos, dirigidas à (con)formação de sujeitos, no quadro mais amplo da produção do jovem vivendo [com HIV/AIDS] como um "novo personagem" da AIDS. É como um "perigo", no sentido de poder disseminar o vírus através de uma sexualidade vista como "exacerbada" e "descontrolada" pela idade, que os jovens são alvo de um investimento pesado de modelagem e modelação moral. Em razão disto, supõe-se que eles precisem construir uma excelência no "controle de si". O texto debruça-se sobre uma oficina de sexualidade/cidadania para desfiar analiticamente, a partir das atividades com recursos pedagógicos, seguidas de debates, a tensão constituinte ao se trabalhar o tema sexo com jovens e soropositivos, quando a temática do prazer é tida como peça principal, porém premida pela obrigação de responsabilidade e, portanto, esquadrinhada pelos discursos da prevenção.<hr/>Este artículo explora un conjunto de tácticas y estrategias, en el sentido foucaultiano de estos términos, dirigidas a la (con)formación de sujetos, en el marco de la producción del joven que vive [con VIH/Sida] como un "nuevo personaje" del Sida. Considerados un "peligro", en la medida en que podrían diseminar el virus a través de una sexualidad vista como "exacerbada" y "descontrolada" por su edad, los jóvenes son objeto de un fuerte empeño de modelaje y modelado moral; y se supone que precisan alcanzar un máximo "control de sí". Este texto aborda un taller de sexualidad/ciudadanía, y desmenuza analíticamente -a partir de describir actividades pedagógicas y sus debates- las tensiones presentes cuando se trabaja el tema sexo con jóvenes seropositivos; y cuando la temática del placer es considerada crucial, aunque opacada por el mandato de la responsabilidad y, por tanto, encasillada por los discursos de la prevención.<hr/>This paper studies a set of tactics and strategies, as these terms are used by Foucault, aimed at shaping/developing subjects within the broader framework of the production of young people living [with HIV/AIDS] as a 'new character' of the disease. Youths are construed as a 'danger,' as their sexuality is seen as 'exacerbated,' 'out of control' because of their age, and may cause the dissemination of the virus. Therefore, they are the subject of heavy investments to shape their morality. It is assumed that they need to develop a degree of excellence in 'self-control'. A sexuality/citizenship workshop, consisting of educational activities followed by debate, is analyzed to understand the constitutive tension present when sex is discussed with HIV-positive youths, particularly when pleasure is seen as the key element, although restricted by obligation and responsibility, as framed by prevention discourse. <![CDATA[<b>The effects of sexual prejudice on the mental health of gays and lesbians in Antofagasta, Chile</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872012000400005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artículo caracteriza diferencias en relación al prejuicio sexual en la salud mental de personas homosexuales y heterosexuales. En el estudio se incluyeron medidas de Bienestar Psicológico y Bienestar Social, así como medidas de Distrés Psicológico (SCL-90-R). La muestra con la que se ha trabajado está compuesta por 110 personas (55 homosexuales y 55 heterosexuales), cuyas edades fluctuan entre 18 y 49 años. Si bien no se encontraron diferencias en la salud mental de personas homosexuales y heterosexuales, sí se reportaron diferencias en los análisis segmentados por sexo y orientación sexual. Por su parte, en este estudio, el prejuicio sexual apareció relacionado significativamente con algunas de las dimensiones de salud mental indagadas.<hr/>Este artigo caracteriza diferenças em relação ao prejuízo sexual na saúde mental de pessoas homossexuais e heterossexuais. No estudo, incluíram-se medidas de Bem-estar Psicológico e Bem-estar Social, assim como medidas de Distrés Psicológico (SCL-90-R). A mostra com a qual se trabalhou foi formada por 110 pessoas (55 homossexuais e 55 heterossexuais), cujas idades variam de 18 a 49 anos. Embora não tenham sido encontradas diferenças na saúde mental de pessoas homossexuais e heterossexuais, foram reportadas diferenças nas análises segmentadas por sexo e orientação sexual. Por sua vez, neste estudo, o prejuízo sexual apareceu relacionado significativamente a algumas das dimensões de saúde mental indagadas.<hr/>This article explores mental health indicators among homosexuals and heterosexuals. The study involved Psychological and Social Well-Being, as well as Psychological Distress dimensions (SCL-90-R). The sample comprised 55 homosexual and 55 heterosexual individuals, ages 18 to 49 years old. Although no mental health differentials were among either homosexuals or heterosexuals, differences were reported in the analysis by sex and sexual orientation. The correlation between sexual prejudice and some mental health dimension was found to be statistically relevant. <![CDATA[<b>The birth control pill as a 'lifestyle drug'</b>: <b></b><b>on the medicalization of sexuality</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872012000400006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo discute o processo de medicalização da sexualidade, refletindo sobre a pílula anticoncepcional hormonal e sua relação com o conceito de drogas de estilo de vida (entendido como medicamentos utilizados não necessariamente para tratar uma doença, mas para aprimorar a vida das pessoas). A pílula anticoncepcional, lançada em 1957 nos Estados Unidos, foi desde a sua criação destinada à utilização no dia a dia de mulheres saudáveis, e tornou-se um importante símbolo cultural, revolucionando a vida das mulheres e da sociedade em geral. Refletiremos, assim, sobre o surgimento da pílula anticoncepcional e suas transformações. Analisaremos também o atual marketing dos laboratórios farmacêuticos, cujo foco tem sido não tanto no efeito original de controle de natalidade, e mais nos efeitos secundários desejáveis que as novas pílulas poderiam proporcionar - como redução da acne e tratamento de "problemas de humor" relacionados à menstruação - "adequando-se", assim, ao estilo de vida da "mulher moderna".<hr/>Este artículo discute el proceso de medicalización de la sexualidad, reflexionando sobre la píldora anticonceptiva hormonal y su relación con el concepto de drogas de estilo de vida (entendido como medicamentos no necesariamente utilizados para tratar una afección, sino para mejorar la vida de las personas). La píldora anticonceptiva, lanzada en Estados Unidos en 1957, desde su creación estuvo destinada al uso cotidiano de mujeres saludables, y se convirtió en un importante símbolo cultural, revolucionando sus vidas y la de la sociedad en su conjunto. En ese sentido, se reflexiona acerca del surgimiento de la píldora anticonceptiva y sus transformaciones. Se analiza también el marketing de los laboratorios farmacéuticos, que ha puesto el foco no tanto en el efecto original de control de la natalidad, sino más bien en los efectos secundarios deseables que las nuevas píldoras podrían proporcionar -como reducción del acné y tratamiento de "problemas de humor" relacionados a la menstruación- "adecuándose" de este modo al estilo de vida de la "mujer moderna".<hr/>This article discusses the process of medicalization of sexuality, by focusing on the hormonal birth control pill as a 'lifestyle drug,' i.e., medications that are used to improve people's quality of life, instead of treating illness. The birth control pill, released in the US in 1957, has been destined to everyday use by healthy women since its creation. It has revolutionized their lives and society as a whole, becoming an important cultural symbol. This article addresses the emergence of hormonal contraception and its transformations. The marketing of the pill by pharmaceutical companies has been focused less on birth control than on its desirable side-effects-such as acne reduction and the treatment of 'mood problems' related to menstruation- in a search of greater adequacy to a 'modern woman's' lifestyle. <![CDATA[<b>Performance, gender, language and otherness</b>: <b>Butler as reader of Derrida</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872012000400007&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo se propõe a uma discussão teórica sobre duas proposições da filósofa Judith Butler: gênero como performance e gênero como paródia. Para isso, recupera o pensamento do filósofo Jacques Derrida e apresenta hipóteses de articulação entre os dois autores, articulações estas que contribuiriam para a compreensão dos argumentos de Butler não "contra" o feminismo, mas como uma problematização dos termos em que as reivindicações emancipatórias da política identitária se instituíram.<hr/>Este artículo propone una discusión teórica sobre dos proposiciones de Judith Butler: el género como performance y el género como parodia. Para ello, retoma el pensamiento de Jacques Derrida y presenta hipótesis de articulación entre ambos autores, que contribuirían a la comprensión de los argumentos de Butler no como 'contra' el feminismo sino como una problematización de los términos en que se han instituido las reivindicaciones emancipatorias de la política identitaria.<hr/>This article discusses two propositions by philosopher Judith Butler: gender as performance and gender as parody. A retrieval of the works of philosopher Jacques Derrida supports hypotheses on the dialogue between the two authors, which allow for an understanding of Butler's arguments not as 'against' feminism, but as a challenge to the terms by which the emancipatory claims of identity politics have been formulated. <![CDATA[<b>Montagens e desmontagens - desejo, estigma e vergonha entre travestis adolescentes</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872012000400008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo se propõe a uma discussão teórica sobre duas proposições da filósofa Judith Butler: gênero como performance e gênero como paródia. Para isso, recupera o pensamento do filósofo Jacques Derrida e apresenta hipóteses de articulação entre os dois autores, articulações estas que contribuiriam para a compreensão dos argumentos de Butler não "contra" o feminismo, mas como uma problematização dos termos em que as reivindicações emancipatórias da política identitária se instituíram.<hr/>Este artículo propone una discusión teórica sobre dos proposiciones de Judith Butler: el género como performance y el género como parodia. Para ello, retoma el pensamiento de Jacques Derrida y presenta hipótesis de articulación entre ambos autores, que contribuirían a la comprensión de los argumentos de Butler no como 'contra' el feminismo sino como una problematización de los términos en que se han instituido las reivindicaciones emancipatorias de la política identitaria.<hr/>This article discusses two propositions by philosopher Judith Butler: gender as performance and gender as parody. A retrieval of the works of philosopher Jacques Derrida supports hypotheses on the dialogue between the two authors, which allow for an understanding of Butler's arguments not as 'against' feminism, but as a challenge to the terms by which the emancipatory claims of identity politics have been formulated. <![CDATA[<b>Generación</b><b> post-alfa</b>: <b>patologías</b><b> e imaginarios en el semiocapitalismo</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-64872012000400009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo se propõe a uma discussão teórica sobre duas proposições da filósofa Judith Butler: gênero como performance e gênero como paródia. Para isso, recupera o pensamento do filósofo Jacques Derrida e apresenta hipóteses de articulação entre os dois autores, articulações estas que contribuiriam para a compreensão dos argumentos de Butler não "contra" o feminismo, mas como uma problematização dos termos em que as reivindicações emancipatórias da política identitária se instituíram.<hr/>Este artículo propone una discusión teórica sobre dos proposiciones de Judith Butler: el género como performance y el género como parodia. Para ello, retoma el pensamiento de Jacques Derrida y presenta hipótesis de articulación entre ambos autores, que contribuirían a la comprensión de los argumentos de Butler no como 'contra' el feminismo sino como una problematización de los términos en que se han instituido las reivindicaciones emancipatorias de la política identitaria.<hr/>This article discusses two propositions by philosopher Judith Butler: gender as performance and gender as parody. A retrieval of the works of philosopher Jacques Derrida supports hypotheses on the dialogue between the two authors, which allow for an understanding of Butler's arguments not as 'against' feminism, but as a challenge to the terms by which the emancipatory claims of identity politics have been formulated.