Scielo RSS <![CDATA[Bakhtiniana: Revista de Estudos do Discurso]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=2176-457320170003&lang=en vol. 12 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Editorial]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-45732017000300002&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[The Public Space of Schools - a World Signified in Self-Other Relations]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-45732017000300005&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Discutimos neste trabalho a cultura no espaço público da escola com base em ensaios de alunos de licenciatura em Letras-Português em que expressam suas representações sobre a relação eu-outro no ato da docência em estágio supervisionado. Questionamos se esses alunos, no cotidiano do labor magisterial, nos momentos constituintes do agir ético em diálogo com a estética da profissão, vivem a realidade viva do ato da docência de sujeitos, pelo primado da individualidade e da alteridade no plano do reencontro, no mundo real, do ato particular da experiência vivida (mundo da vida) com o mundo social da profissão (mundo da cultura). Os fundamentos da teoria dialógica de Bakhtin e seu Círculo respaldam a discussão proposta.<hr/>ABSTRACT In this paper we discuss culture in the public space of schools based on essays by pre-service student teachers in a Portuguese Language and Literature Teaching Credential Program. In these essays, the pre-service student teachers form representations of self-other relations while practicing their student teaching in supervised internships. We questioned whether these pre-service student teachers, in the practice of their field experience, in decisive moments of ethical practice in dialogue with the aesthetics of the profession, experience themselves as actual teaching subjects, through the primacy of individuality/otherness in the encounter between the physical world of life experience (the world of life), and the professional world of social experience (the world of culture). This discussion is based on the Dialogical Theory of Bakhtin and his Circle. <![CDATA[Tough Geography]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-45732017000300022&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Este artigo analisa o romance O meu poeta, do escritor cabo-verdiano Germano Almeida, para estabelecer uma proposta de leitura em que o riso se revela uma ferramenta de decifração e crítica da sociedade cabo-verdiana pós-independência. A proposta deste trabalho é identificar, a partir da definição do texto como uma paródia do discurso, seus pressupostos políticos e morais e os resquícios coloniais no autoritarismo que o sustenta.<hr/>ABSTRACT This paper examines the novel O Meu Poeta [My Poet], written by the Cape Verdean author Germano Almeida, to propose an interpretation of laughter as a tool to decipher and analyze postindependence Cape Verdean society. The purpose of this essay is to identify, based on the definition of text as a discourse parody, its political and moral assumptions and colonial remnants in the authoritarianism that sustains it. <![CDATA[An Essay about Dialogue: Intertextual Relations between José Saramago, Pieter Bruegel, and Van Gogh]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-45732017000300037&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO O objetivo deste artigo é demonstrar, com base na teoria de Bakhtin, como se constroem as relações interdiscursivas entre literatura e pintura, mais especificamente entre um diálogo contido na obra Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago, e outras obras de arte, como a pintura A parábola dos cegos (1568), de Pieter Bruegel, artista do Renascimento europeu do século XVI, e a tela Trigal com corvos (1890), de Van Gogh, artista expressionista holandês do final do século XIX. Analisar-se-á o modo como o discurso de José Saramago na prosa literária se constituiria a partir da palavra de outrem e como isso caracterizaria uma "dissonância individual", o estilo do autor, em meio à heterodiscursividade inerente ao discurso do romance, como previsto por Bakhtin.<hr/>ABSTRACT The objective of this article is to show, based on Bakhtin's theory, how the interdiscursive relations between literature and painting are constructed, specifically in a dialogue between the novel Blindness, by José Saramago, and other works of art as the painting The Blind Leading the Blind (1568), by Pieter Bruegel, a European Renaissance artist in the 16th century, and Wheatfield with Crows (1890), by Van Gogh, a Dutch expressionist artist in the late 19th century. We will also analyze how José Saramago's discourse is constituted in his literary writing by the word of others and how this is characterized as "individual dissonance," the author's style, in the midst of heterodiscursivity, which is inherent to the discourse of the novel, as predicted by Bakhtin. <![CDATA[Marxism, Psychoanalysis and Sociological Methods: Voloshinov's, Soviet and European Marxists' Dialogue with Freud]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-45732017000300054&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO O objetivo central deste artigo é compreender, por um lado, as relações dialógicas entre os textos de Volóchinov e a teoria de Freud e, por outro, a recepção do freudismo entre marxistas soviéticos da primeira metade dos anos 1920 e marxistas europeus. Nossas principais descobertas foram: boa parte dos marxistas soviéticos do período mencionado argumentavam que o marxismo e o freudismo encontravam-se sob os mesmos pressupostos do materialismo dialético, Volóchinov rejeita o freudismo sobretudo em razão das críticas de Freud ao Estado soviético, marxistas soviéticos e europeus ora tentaram unir freudismo ao marxismo, ora buscaram traçar as diferenças entre as duas teorias.<hr/>ABSTRACT The main objective of this article is to understand, on the one hand, the dialogical relationships between the texts of Voloshinov and Freud's theory and, on the other hand, the reception of Freud among Soviet Marxists from the first half of the 1920s and by European Marxists. Our main findings included evidence that: a great number of Soviet Marxists from the period mentioned argued that Marxism and Freudianism interfaced regarding the same presuppositions of dialectical materialism; Voloshinov rejected Freudianism, above all, due to Freud's criticism of the Soviet State; and, finally, Soviet and European Marxists tried to link Freudianism to Marxism, or trace the differences between the two theories. <![CDATA[About Bakhtin, <em>Quilombos</em> and Popular Culture]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-45732017000300076&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Este trabalho tem por objetivo discutir a atualidade e a episteme dos estudos bakhtinianos acerca da cultura popular, a partir de teorias da performance e dos estudos culturais. O foco deste estudo são produções culturais de comunidades quilombolas do Estado do Espírito Santo, Brasil, como o Ticumbi, o Jongo e os Reis de Bois. Para efeito de análise destacam-se versos da performance do Ticumbi de São Benedito. Os estudos de Bakhtin sobre a cultura popular lançam um olhar para o potencial transformador e ambivalente de festas populares, cortejos e performances, com destaque para o conceito de carnavalização. Nas ruas da cidade, o riso ambivalente, o hiperbolismo e a subversão das hierarquias e da ordem social estabelecida celebram a possibilidade de reconhecimento e a luta de antigos reinados africanos subjugados pelo peso da Diáspora Atlântica.<hr/>ABSTRACT This paper aims to discuss the up-to-dateness and episteme of Bakhtin's studies about popular culture, based on performance theory and cultural studies. The focus of this study is the cultural productions of Quilombola communities in the state of Espírito Santo, Brazil, such as Ticumbi, Jongo, and Reis de Bois. Verses from the Ticumbi de São Benedito performance were selected for the analysis. Bakhtin's studies on popular culture indicate that popular festivities, processions and performances have transformative and ambivalent potential, with emphasis on the concept of carnivalization. In the streets of the city, ambivalent laughter, hyperbolism and a subversion of hierarchies and social order celebrate the possibility of the recognition and the struggle of old African kingdoms subdued by the Atlantic Diaspora. <![CDATA[Traces of Orality and Memory in <em>The Book of the Thousand Nights and One Night</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-45732017000300096&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO O artigo pretende detectar a presença de marcas de oralidade e técnicas de memória presentes em algumas versões do Livro das mil e uma noites. Para isso parte de algumas considerações sobre as técnicas de memória utilizadas na cultura árabe, herdadas da mnemotécnica grega para, em seguida analisar essas marcas sob três perspectivas: como sortilégio (à maneira de Mnemosyne), como forma de imprimir ritmo e cadência aos contos e, finalmente, como arquitetura da memória.<hr/>ABSTRACT This paper aims to find traces of orality and techniques of memory in some versions of The Book of the Thousand Nights and One Night. It stems, thus, from some reflections on the techniques of memory used by the Arab culture that were inherited from the Greek art of memory. These traces are analyzed under three perspectives: as sortilege (in the manner of Mnemosyne), as a way to imprint rhythm and cadency on the tales, and as the architecture of memory. <![CDATA[What would Bakhtin Do?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-45732017000300119&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO Originalmente apresentado como palestra1 no simpósio Multilingual, 2.0?, em Tucson (13 de abril de 2012), este ensaio de Holquist2 - o famoso estudioso eslavista, comparatista e tradutor de Mikhail Bakhtin - explora a instabilidade ontológica de qualquer distinção entre fenômenos e práticas multilíngues, monolíngues e bilíngues. Baseado em Wilhelm von Humboldt, Noam Chomsky e escritos de Ferdinand de Saussure descobertos recentemente, o ensaio aprofunda a exploração feita por Holquist durante toda sua carreira sobre a natureza dialógica e a fundamentação da prática linguística, bem como as implicações disso para a construção futura de teorias no campo dos estudos sobre multilinguismo.<hr/>ABSTRACT Originally delivered as a lecture at the symposium Multilingual, 2.0? in Tucson (13 April 2012), this essay by Holquist-the eminent Slavic scholar, comparatist, and translator of Mikhail Bakhtin-explores the ontological instability of any distinction among multilingual, monolingual, and bilingual phenomena and practices. Drawing on Wilhelm von Humboldt, Noam Chomsky, and recently re-discovered writings of Ferdinand de Saussure, the essay deepens Holquist's career-long exploration of the dialogical nature and grounding of linguistic practice, as well its implications for future theory-making in multilingualism studies. <![CDATA[Culture in Foreign Language Teaching]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-45732017000300134&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO No ensino de língua estrangeira, o ensino de cultura ainda é um tema de debate acalorado. O que é cultura? Qual é a sua relação com a língua? Qual cultura deve ser ensinada? A cultura de quem? Qual o papel da cultura do aluno no processo de aquisição de conhecimento da cultura-alvo? Como podemos evitar a essencialização das culturas e o ensino de estereótipos culturais? Ainda, como podemos desenvolver, nos alunos, uma competência intercultural em que a sua cultura e a cultura-alvo não sejam tratadas de forma injusta, mas que sejam percebidas como mediadores culturais em um mundo globalizado? Este artigo explora essas questões a partir da perspectiva obtida por meio de inúmeras pesquisas desenvolvidas na Austrália, na Europa e nos Estados Unidos nos últimos 20 anos. Também relaciona o estudo da cultura com o estudo do discurso (KRAMSCH, 1993, 1998, 2004) e com o conceito de competência transcultural e translingual proposto pela Modern Language Association (KRAMSCH, 2010). Uma atenção especial será dada ao papel inigualável que a antiga cultura persa pode ter como promotora dos mediadores culturais de amanhã.<hr/>ABSTRACT In foreign language education, the teaching of culture remains a hotly debated issue. What is culture? What is its relation to language? Which and whose culture should be taught? What role should the learners' culture play in the acquisition of knowledge of the target culture? How can we avoid essentializing cultures and teaching stereotypes? And how can we develop in the learners an intercultural competence that would shortchange neither their own culture nor the target culture, but would make them into cultural mediators in a globalized world? This paper explores these issues from the perspective of the large body of research done in Australia, Europe and the U.S. in the last twenty years. It links the study of culture to the study of discourse (see, e.g., Kramsch 1993, 1998, 2004) and to the concept of translingual and transcultural competence proposed by the Modern Language Association (e.g., Kramsch, 2010). Special attention will be given to the unique role that the age-old Persian culture can play in fostering the cultural mediators of tomorrow. <![CDATA[BIALOSTOSKY, Don. <em>Mikhail Bakhtin</em>. Rhetoric, Poetics, Dialogics, Rhetoricality. Anderson, South Carolina: Parlor Press, 2016. 191 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-45732017000300153&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO No ensino de língua estrangeira, o ensino de cultura ainda é um tema de debate acalorado. O que é cultura? Qual é a sua relação com a língua? Qual cultura deve ser ensinada? A cultura de quem? Qual o papel da cultura do aluno no processo de aquisição de conhecimento da cultura-alvo? Como podemos evitar a essencialização das culturas e o ensino de estereótipos culturais? Ainda, como podemos desenvolver, nos alunos, uma competência intercultural em que a sua cultura e a cultura-alvo não sejam tratadas de forma injusta, mas que sejam percebidas como mediadores culturais em um mundo globalizado? Este artigo explora essas questões a partir da perspectiva obtida por meio de inúmeras pesquisas desenvolvidas na Austrália, na Europa e nos Estados Unidos nos últimos 20 anos. Também relaciona o estudo da cultura com o estudo do discurso (KRAMSCH, 1993, 1998, 2004) e com o conceito de competência transcultural e translingual proposto pela Modern Language Association (KRAMSCH, 2010). Uma atenção especial será dada ao papel inigualável que a antiga cultura persa pode ter como promotora dos mediadores culturais de amanhã.<hr/>ABSTRACT In foreign language education, the teaching of culture remains a hotly debated issue. What is culture? What is its relation to language? Which and whose culture should be taught? What role should the learners' culture play in the acquisition of knowledge of the target culture? How can we avoid essentializing cultures and teaching stereotypes? And how can we develop in the learners an intercultural competence that would shortchange neither their own culture nor the target culture, but would make them into cultural mediators in a globalized world? This paper explores these issues from the perspective of the large body of research done in Australia, Europe and the U.S. in the last twenty years. It links the study of culture to the study of discourse (see, e.g., Kramsch 1993, 1998, 2004) and to the concept of translingual and transcultural competence proposed by the Modern Language Association (e.g., Kramsch, 2010). Special attention will be given to the unique role that the age-old Persian culture can play in fostering the cultural mediators of tomorrow. <![CDATA[PINKER, Steven. Guia de escrita; como conceber um texto com clareza, precisão e elegância [The Sense of Style: The Thinking Person's Guide to Writing in the 21st Century]. Tradução de Rodolfo Ilari. São Paulo: Contexto, 2016. 252 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-45732017000300162&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO No ensino de língua estrangeira, o ensino de cultura ainda é um tema de debate acalorado. O que é cultura? Qual é a sua relação com a língua? Qual cultura deve ser ensinada? A cultura de quem? Qual o papel da cultura do aluno no processo de aquisição de conhecimento da cultura-alvo? Como podemos evitar a essencialização das culturas e o ensino de estereótipos culturais? Ainda, como podemos desenvolver, nos alunos, uma competência intercultural em que a sua cultura e a cultura-alvo não sejam tratadas de forma injusta, mas que sejam percebidas como mediadores culturais em um mundo globalizado? Este artigo explora essas questões a partir da perspectiva obtida por meio de inúmeras pesquisas desenvolvidas na Austrália, na Europa e nos Estados Unidos nos últimos 20 anos. Também relaciona o estudo da cultura com o estudo do discurso (KRAMSCH, 1993, 1998, 2004) e com o conceito de competência transcultural e translingual proposto pela Modern Language Association (KRAMSCH, 2010). Uma atenção especial será dada ao papel inigualável que a antiga cultura persa pode ter como promotora dos mediadores culturais de amanhã.<hr/>ABSTRACT In foreign language education, the teaching of culture remains a hotly debated issue. What is culture? What is its relation to language? Which and whose culture should be taught? What role should the learners' culture play in the acquisition of knowledge of the target culture? How can we avoid essentializing cultures and teaching stereotypes? And how can we develop in the learners an intercultural competence that would shortchange neither their own culture nor the target culture, but would make them into cultural mediators in a globalized world? This paper explores these issues from the perspective of the large body of research done in Australia, Europe and the U.S. in the last twenty years. It links the study of culture to the study of discourse (see, e.g., Kramsch 1993, 1998, 2004) and to the concept of translingual and transcultural competence proposed by the Modern Language Association (e.g., Kramsch, 2010). Special attention will be given to the unique role that the age-old Persian culture can play in fostering the cultural mediators of tomorrow. <![CDATA[BAHUN, Sanja; RADUNOVIC, Dusan (Eds.). <em>Language, Ideology, and the Human: New Interventions</em>. Farnham, Surrey: Ashgate, 2012. 250 p.]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-45732017000300168&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO No ensino de língua estrangeira, o ensino de cultura ainda é um tema de debate acalorado. O que é cultura? Qual é a sua relação com a língua? Qual cultura deve ser ensinada? A cultura de quem? Qual o papel da cultura do aluno no processo de aquisição de conhecimento da cultura-alvo? Como podemos evitar a essencialização das culturas e o ensino de estereótipos culturais? Ainda, como podemos desenvolver, nos alunos, uma competência intercultural em que a sua cultura e a cultura-alvo não sejam tratadas de forma injusta, mas que sejam percebidas como mediadores culturais em um mundo globalizado? Este artigo explora essas questões a partir da perspectiva obtida por meio de inúmeras pesquisas desenvolvidas na Austrália, na Europa e nos Estados Unidos nos últimos 20 anos. Também relaciona o estudo da cultura com o estudo do discurso (KRAMSCH, 1993, 1998, 2004) e com o conceito de competência transcultural e translingual proposto pela Modern Language Association (KRAMSCH, 2010). Uma atenção especial será dada ao papel inigualável que a antiga cultura persa pode ter como promotora dos mediadores culturais de amanhã.<hr/>ABSTRACT In foreign language education, the teaching of culture remains a hotly debated issue. What is culture? What is its relation to language? Which and whose culture should be taught? What role should the learners' culture play in the acquisition of knowledge of the target culture? How can we avoid essentializing cultures and teaching stereotypes? And how can we develop in the learners an intercultural competence that would shortchange neither their own culture nor the target culture, but would make them into cultural mediators in a globalized world? This paper explores these issues from the perspective of the large body of research done in Australia, Europe and the U.S. in the last twenty years. It links the study of culture to the study of discourse (see, e.g., Kramsch 1993, 1998, 2004) and to the concept of translingual and transcultural competence proposed by the Modern Language Association (e.g., Kramsch, 2010). Special attention will be given to the unique role that the age-old Persian culture can play in fostering the cultural mediators of tomorrow. <![CDATA[The Master and the Disciple]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2176-45732017000300176&lng=en&nrm=iso&tlng=en RESUMO No ensino de língua estrangeira, o ensino de cultura ainda é um tema de debate acalorado. O que é cultura? Qual é a sua relação com a língua? Qual cultura deve ser ensinada? A cultura de quem? Qual o papel da cultura do aluno no processo de aquisição de conhecimento da cultura-alvo? Como podemos evitar a essencialização das culturas e o ensino de estereótipos culturais? Ainda, como podemos desenvolver, nos alunos, uma competência intercultural em que a sua cultura e a cultura-alvo não sejam tratadas de forma injusta, mas que sejam percebidas como mediadores culturais em um mundo globalizado? Este artigo explora essas questões a partir da perspectiva obtida por meio de inúmeras pesquisas desenvolvidas na Austrália, na Europa e nos Estados Unidos nos últimos 20 anos. Também relaciona o estudo da cultura com o estudo do discurso (KRAMSCH, 1993, 1998, 2004) e com o conceito de competência transcultural e translingual proposto pela Modern Language Association (KRAMSCH, 2010). Uma atenção especial será dada ao papel inigualável que a antiga cultura persa pode ter como promotora dos mediadores culturais de amanhã.<hr/>ABSTRACT In foreign language education, the teaching of culture remains a hotly debated issue. What is culture? What is its relation to language? Which and whose culture should be taught? What role should the learners' culture play in the acquisition of knowledge of the target culture? How can we avoid essentializing cultures and teaching stereotypes? And how can we develop in the learners an intercultural competence that would shortchange neither their own culture nor the target culture, but would make them into cultural mediators in a globalized world? This paper explores these issues from the perspective of the large body of research done in Australia, Europe and the U.S. in the last twenty years. It links the study of culture to the study of discourse (see, e.g., Kramsch 1993, 1998, 2004) and to the concept of translingual and transcultural competence proposed by the Modern Language Association (e.g., Kramsch, 2010). Special attention will be given to the unique role that the age-old Persian culture can play in fostering the cultural mediators of tomorrow.