Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=2179-839720130004&lang=pt vol. 21 num. 4 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Temas de interesse e artigos de mais procura publicados no último ano</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>Oclusão percutânea de comunicação interatrial - Ao gosto do freguês!</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>Obstrução coronária após implante de válvula aórtica por cateter para o tratamento de bioprótese valvular cirúrgica com disfunção</b>: <b>revisão sistemática da literatura</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt INTRODUÇÃO: Há poucos dados na literatura que avaliam a obstrução coronária após implante transcateter de válvula aórtica (TAVI, do inglês transcatheter aortic valve implantation) para o tratamento de disfunção de bioprótese aórtica (valve-in-valve - ViV). O presente estudo avaliou, por meio de revisão sistemática da literatura, as características clínicas, o manejo e os desfechos clínicos de pacientes com obstrução coronária após TAVI-ViV. MÉTODOS: Estudos publicados entre 2002 e 2013 avaliando a obstrução coronária como complicação de TAVI-ViV foram identificados por meio de busca eletrônica sistemática. Foram avaliados dados basais sobre as características clínicas e do procedimento, manejo da complicação e desfechos clínicos. RESULTADOS: Foram identificadas, no total, quatro publicações descrevendo sete pacientes. A maioria dos pacientes era do sexo feminino (71%), sendo a média de idade de 82 ± 5 anos, com STS-PROM de 9,4 ± 2,6%. As médias da altura do tronco da artéria coronária esquerda (TCE) e o diâmetro médio da raiz aórtica foram de 8,8 ± 1,5 mm e 28,0 ± 5,0 mm, respectivamente. A maioria dos pacientes apresentava biopróteses com suporte e folhetos montados externamente, ou eram próteses sem suporte (stentless) e o TCE foi envolvido em todos os casos. A intervenção coronária percutânea (ICP) foi tentada em todos os pacientes, tendo sucesso em quatro deles (57%). A mortalidade intra-hospitalar foi 42,9% (três casos), todos após ICP sem sucesso. CONCLUSÕES: A obstrução coronária após TAVI-ViV ocorreu mais frequentemente em mulheres com bioprótese com suporte e folheto montado externamente ou com bioprótese sem suporte. O TCE foi envolvido em todos os casos e a ICP foi realizada com sucesso em 60% deles. Esforços contínuos poderão auxiliar na detecção dos fatores associados a essa complicação, no intuito de se implementarem medidas apropriadas para sua prevenção.<hr/>BACKGROUND: Very few data exist on coronary obstruction following transcatheter aortic valve implantation (TAVI) for degenerative bioprosthetic valves (valve-in-valve - ViV). The present study evaluated, through a systematic review of the literature, the clinical characteristics, management and clinical outcomes of patients with coronary obstruction after ViV-TAVI. METHODS: Studies published between 2002 and 2013 evaluating coronary obstruction as a complication of ViV-TAVI were identified using a systematic electronic search. Data on the clinical and procedural characteristics, management of the complication, and clinical outcomes were analyzed. RESULTS: A total of four publications describing seven patients were identified. Most patients (71%) were women, with mean age of 82 ± 5 years, and STS-PROM score of 9.4 ± 2.6%. Mean left coronary artery (LCA) ostium height and aortic root width were 8.8 ± 1.5 mm and 28.0 ± 5.0 mm, respectively. Most patients had stented bioprosthetic valves with externally mounted leaflets or stentless aortic bioprosthesis, and the LCA was involved in all patients. Percutaneous coronary intervention (PCI) was attempted in all patients and was successful in four (57%). In-hospital mortality was 42.9% (three cases), all of them after failed PCI. CONCLUSIONS: Coronary obstruction following ViV-TAVI occurred more frequently in women with stented bioprosthetic valves with externally mounted leaflets or with stentless bioprosthesis. The LCA was involved in all cases and PCI was successful in 60% of them. Continued efforts may help identify the factors associated with this complication so that appropriate prevention measures may be implemented. <![CDATA[<b>Sobrevivência a médio prazo e estado funcional de pacientes com estenose valvar aórtica grave submetidos a implante transcateter da válvula aórtica</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt INTRODUÇÃO: O procedimento de implante transcateter da válvula aórtica (TAVI, do inglês transcatheter aortic valve implantation) representa opção de tratamento em pacientes com estenose valvar aórtica (EA) com risco cirúrgico elevado ou proibitivo. Relatamos nossa experiência usando o sistema autoexpansível Medtronic CoreValve®. MÉTODOS: No período de 2009 a 2013, 51 pacientes consecutivos com EA grave sintomática e risco cirúrgico alto ou proibitivo foram submetidos ao TAVI. Os resultados foram analisados de acordo com os critérios Valve Academic Research Consortium (VARC) -2. RESULTADOS: A média de idades dos pacientes foi 82 ± 6 anos, 49% eram do sexo feminino, 19% diabéticos, 21% tinham insuficiência renal e o EuroSCORE logístico foi 17,4 ± 11,4%. O sucesso do dispositivo foi alcançado em 84,3%. Todos os pacientes tiveram diminuição significativa dos gradientes transaórticos, que foi mantida ao longo do tempo. A internação hospitalar foi de 6 dias (intervalo interquartil: 5-8,8). A mortalidade intra-hospitalar e aos 30 dias foi 7,8% e 9,8%, respectivamente. Implante de marca-passo permanente foi necessário em 32,6% dos casos; acidente cerebrovascular isquêmico ocorreu em 3,9%; e complicações vasculares maiores em 6% dos pacientes. A sobrevivência aos 6 meses e em 1 ano foi 86,3% e 84,4%, respectivamente. A classe funcional NYHA melhorou significativamente após o TAVI e permaneceu baixa no seguimento de médio prazo. CONCLUSÕES: Nesta experiência preliminar, o tratamento de pacientes com EA e risco cirúrgico alto ou proibitivo com TAVI, usando o sistema autoexpansível CoreValve®, foi considerado viável e seguro, e levou à melhoria sustentável dos sintomas cardíacos. Após a superação dos riscos iniciais de morte e de acidente cerebrovascular, o procedimento garantiu um bom resultado clínico, no longo prazo.<hr/>BACKGROUND: Transcatheter aortic valve implantation (TAVI) is a treatment option for patients with aortic valve stenosis (AS) and high or prohibitive surgical risk. We report our experience using the Medtronic CoreValveTM self-expending system. METHODS: From 2009 to 2013, 51 consecutive patients with severe symptomatic AS and high or prohibitive surgical risk were submitted to TAVI. Results were analyzed according to the criteria of the Valve Academic Research Consortium (VARC) -2. RESULTS: Mean age was 82 ± 6 years, 49% were female, 19% were diabetic, 21% had renal failure and the logistic EuroScore was 17.4 ± 11.4%. The success rate of the device was 84.3%. All of the patients had a significant decrease of transaortic gradients, which was maintained over time. Hospitalization time was 6 days (interquartile range: 5-8,8). In-hospital mortality at 30 days was 7.8% and 9.8%, respectively. Permanent pacemaker implantation was required in 32.6% of the cases, ischemic stroke was observed in 3.9% and major vascular complications in 6% of the patients. Survival at 6 months and 1 year was 86.3% and 84.4%, respectively. NYHA functional class improved significantly after TAVI and remained low in the medium-term follow-up. CONCLUSIONS: In this preliminary experience, the treatment of patients with AS and high or prohibitive surgical risk with TAVI, using the CoreValveTM self-expanding system was feasible and safe and led to sustained improvement of cardiac symptoms. After overcoming the initial risks of death and stroke, the procedure guaranteed good long-term clinical outcomes. <![CDATA[<b>Comparação da retração aguda do stent entre o suporte vascular bioabsorvível eluidor de everolimus e dois diferentes stents metálicos farmacológicos</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt INTRODUÇÃO: Suportes vasculares bioabsorvíveis (SVB) têm sido desenvolvidos como forma de fornecer sustentação à parede do vaso enquanto ocorre o processo de cicatrização, após a intervenção coronária percutânea (ICP), sendo absorvido posteriormente. Pelo fato da plataforma ser de material polimérico, existe preocupação em relação à retração aguda do dispositivo. Avaliamos aqui a retração aguda do SVB com a de dois diferentes stents farmacológicos metálicos. MÉTODOS: Foram incluídos 50 pacientes com lesões não complexas. Dentre esses pacientes, 25 foram tratados com SVB e comparados a outros 25 pacientes tratados com stent de cromo-cobalto eluidor de everolimus (EES; n = 12) ou stent de aço inoxidável eluidor de biolimus (BES; n = 13). A retração aguda foi definida como a diferença entre o diâmetro médio do balão durante a pressão máxima de inflação (X) e o diâmetro médio do stent após o esvaziamento do balão (Y). A porcentagem de retração aguda foi definida como (X - Y)/X. RESULTADOS: Não houve diferença significativa em relação às características clínicas e angiográficas basais. O ganho luminal agudo foi menor com o SVB comparado ao EES e ao BES (1,51 ± 0,41 mm vs. 1,76 ± 0,28 mm vs. 1,9 ± 0,42 mm; P = 0,02). A retração aguda foi de 0,21 ± 0,13 mm vs. 0,15 ± 0,08 mm vs. 0,14 ± 0,08 mm (P = 0,21), e o porcentual de retração aguda foi de 7,0 ± 4,6% vs. 5,0 ± 2,2% vs. 5,7 ± 4,1% (P = 0,16). CONCLUSÕES: O SVB demonstrou ter retração aguda ligeiramente maior, embora não significativa, que os stents metálicos farmacológicos de segunda geração.<hr/>BACKGROUND: Bioresorbable vascular scaffolds (BVS) have been developed to provide support to the vessel wall during the healing process after percutaneous coronary intervention (PCI), being reabsorbed afterwards. Because the scaffold is made of polymeric material, there is a concern regarding the acute recoil of the device. We compared the BVS acute recoil with that of two different metallic drug-eluting stents. METHODS: Fifty patients with non-complex lesions were included. Twenty-five of these patients were treated with a BVS who were compared to 25 patients treated with a cobalt-chromium everolimus-eluting stent (EES, n = 12) or a stainless steel biolimus-eluting stent (BES, n = 13). Acute recoil was defined as the difference between the mean diameter of the balloon during maximum inflation pressure (X) and the mean diameter of the stent immediately after balloon deflation (Y). The percentage of acute recoil was defined as (X-Y)/X. RESULTS: There was no significant difference in the baseline clinical and angiographic characteristics. Acute luminal gain was lower with BVS compared to EES and BES (1.51 ± 0.41 mm vs. 1.76 ± 0.28 mm vs. 1.9 ± 0.42 mm, P = 0.02). Acute recoil was 0.21 ± 0.13 mm vs. 0.15 ± 0.08 mm vs. 0.14 ± 0.08 mm (P = 0.21) and the percentage of acute recoil was 7.0 ± 4.6% vs. 5.0 ± 2.2% vs. 5.7 ± 4.1% (P = 0.16). CONCLUSIONS: BVS presented a slightly higher, although not significant, acute recoil than the two second-generation metallic drug-eluting stents. <![CDATA[<b>Modificações na angulação coronária após implante de suporte vascular bioabsorvível e de stents de cromo-cobalto e aço inoxidável</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt INTRODUÇÃO: A conformabilidade do stent, definida como a adaptação da prótese à forma natural do vaso, é a principal responsável pelas alterações geométricas produzidas após o implante do dispositivo, sendo influenciada pelo material e pelo desenho do stent. Ela pode ser aferida medindo-se as modificações da curvatura e a angulação do segmento tratado após o implante do stent. O objetivo deste estudo foi comparar as mudanças na angulação coronária após implante do suporte vascular bioabsorvível (SVB) e das plataformas metálicas de cromo-cobalto e aço inoxidável, utilizadas em stents farmacológicos de segunda geração. MÉTODOS: Foram incluídos, nesta análise retrospectiva, 50 pacientes com lesões únicas, de novo, em coronárias nativas, com diâmetro entre 2,5 e 3,5 mm e extensão de até 23 mm. Vinte e cinco pacientes foram tratados com SVB e 25 pacientes com plataformas metálicas de cromo-cobalto (n = 12) ou de aço inoxidável (n = 13). A angulação foi medida usando um software de angiografia coronária quantitativa dedicado. RESULTADOS: A angulação do vaso modificou-se significativamente após o implante dos dispositivos. No grupo submetido ao implante de plataformas metálicas, houve maior modificação do ângulo coronário quando comparado ao tratado com SVB (41,6% vs. 14,9%; P < 0,01). Quando observado o comportamento do SVB e das diferentes plataformas metálicas, a alteração do ângulo coronário foi maior para as plataformas de aço inoxidável, seguida das plataformas de cromo-cobalto e os SVB (53,7% vs. 28,5% vs. 14,9%; P < 0,01). CONCLUSÕES: Nesta avaliação preliminar, o SVB produziu uma menor mudança da angulação coronária. O impacto clínico deste achado necessita ser investigado prospectivamente em uma coorte maior e mais complexa.<hr/>BACKGROUND: The conformability of the stent, defined as the adaptation of the prosthesis to the natural shape of the vessel, is the major cause of geometrical changes after stenting and is influenced by the stent material and design. It may be assessed by measuring changes in the curvature and the angulation of the treated segment after stent implantation. The objective of this study was to compare changes in coronary angulation after implantation of the bioresorbable vascular scaffold (BVS) and cobalt-chromium and stainless steel metal platforms used in second-generation drug-eluting stents. METHODS: In this retrospective analysis, 50 patients with single de novo lesions in native coronary arteries and diameter between 2.5 and 3.5 mm and length up to 23 mm were included. Twenty-five patients were treated with BVS and 25 patients were treated with cobalt-chromium (n = 12) or stainless steel (n = 13) platforms. Angulation was measured using a dedicated quantitative angiography analysis software. RESULTS: Vessel angulation significantly changed after device implantation. In the group submitted to the implantation of metal platforms there was greater coronary angulation change when compared to the group treated with BVS (41.6% vs. 14.9%; P < 0.01). When we analyzed the performance of the BVS and the different metal platforms, coronary angulation change was greater for the stainless steel platforms, followed by cobalt-chromium platforms and the BVS (53.7% vs. 28.5% vs. 14.9%; P < 0.01). CONCLUSIONS: In this preliminary assessment, the BVS produced a smaller coronary angulation change. The clinical impact of this finding must be prospectively investigated in a larger and more complex cohort. <![CDATA[<b>Implante de stents com ou sem pré-dilatação em pacientes com síndrome coronária aguda sem supradesnivelamento do segmento ST</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt INTRODUÇÃO: O benefício do implante direto de stent não está bem estabelecido na síndrome coronária aguda sem supradesnivelamento do segmento ST (SCASST). Comparamos aqui o implante de stent, com ou sem pré-dilatação (stent direto) da lesão-alvo nessa população. MÉTODOS: Registro unicêntrico, retrospectivo, que incluiu pacientes com SCASST tratados entre 2009 a 2010. Foram excluídas lesões reestenóticas, lesões em enxertos de safena ou em bifurcações. O desfecho primário foi a comparação de eventos cardíacos adversos maiores (ECAM) hospitalares e tardios. RESULTADOS: Do total de 182 pacientes avaliados, 42,3% foram tratados com stent direto. A idade da população foi de 61,1 ± 11,0 anos, sendo 67% do sexo masculino e 33,5% diabéticos. Os pacientes do grupo pré-dilatação apresentaram mais lesões do tipo C (37,1% vs. 18,2%; P <0,01), menor diâmetro de referência do vaso (2,3 [2,0-2,7] mm vs. 2,7 [2,2-3,1] mm; P <0,01) e menor diâmetro luminal mínimo pré-intervenção (0,5 [0,1-0,7] mm vs. 0,6 [0,4-1,0] mm; P < 0,01). Calcificação moderada/grave foi evidenciada em 13,2% dos casos, igualmente distribuídos entre os grupos. Não foram observadas diferenças na ocorrência de complicações angiográficas periprocedimento (3,9% vs. 4,8%; P &gt; 0,99). As taxas de ECAM hospitalar não diferiram entre os grupos, embora os pacientes submetidos ao implante direto tenham apresentado metade dos eventos (2,6% vs. 5,7%; P = 0,47). Ao final de 1 ano, os ECAM foram semelhantes entre os grupos (6,5% vs. 5,7%; P &gt; 0,99 ). CONCLUSÕES: Nesta série de pacientes com SCASST, o implante direto de stent não esteve associado a melhores resultados angiográficos ou clínicos. Contudo, a complexidade da lesão permanece como fator determinante na escolha da estratégia de pré-dilatação na prática diária.<hr/>BACKGROUND: The benefits of direct stenting in non-ST-segment-elevation acute coronary syndromes (NSTE ACS) are not clearly established. We compared stenting with or without pre-dilatation (direct stenting) of the target lesion in this population. METHODS: Single center, retrospective registry including NSTE ACS patients treated from 2009 to 2010. Stenting for bifurcations, saphenous vein grafts, and in-stent restenosis were excluded. The primary endpoint was the comparison of in-hospital and late major adverse cardiac events (MACE). RESULTS: Of a total of 182 patients, 42.3% were treated by direct stenting. Mean age was 61.1 ± 11.0 years, 67% were male and 33.5% were diabetics. Patients in the pre-dilatation group had more type C lesions (37.1% vs. 18.2%; P = 0.01), smaller reference vessel diameter (2.3 [2.0-2.7] mm vs. 2.7 [2.2-3.1] mm; P = 0.01) and smaller preintervention minimal luminal diameter (0.5 [0.1-0.7] mm vs. 0.6 [0.4-1.0] mm; P < 0.01). Moderate/severe calcification was observed in 13.2% of the cases, and was equally distributed in both groups. There were no differences in the occurrence of periprocedural angiographic complications (3.9% vs. 4.8%; P = 0.99). In-hospital MACE was not different between groups, although patients submitted to direct stenting have shown half of the events (2.6% vs. 5.7%; P = 0.47). At the end of 1 year, the MACE rate was similar for the two groups (6.5% vs. 5.7%; P &gt; 0.99). CONCLUSIONS: In this series of NSTE ACS patients, direct stenting was not associated with better angiographic or clinical outcomes. However, lesion complexity remains a determinant factor in the choice of the pre-dilatation strategy in daily practice. <![CDATA[<b>Impacto da insuficiência renal aguda na evolução hospitalar após tratamento percutâneo do infarto agudo do miocárdio</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt INTRODUÇÃO: A insuficiência renal aguda (IRA) é uma complicação possível após intervenção coronária percutânea (ICP). O objetivo deste estudo foi avaliar a ocorrência e o impacto prognóstico da IRA pós-ICP em pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IMCSST). MÉTODOS: Registro unicêntrico, que analisou a evolução hospitalar de 501 pacientes admitidos com IMCSST submetidos à ICP primária, de resgate ou tardia. Foram avaliados a incidência e os preditores de IRA pós-ICP. RESULTADOS: A idade média foi 60,7 ± 12,6 anos e 67% eram do gênero masculino. A população apresentava características de alto risco cardiovascular, sendo 30% diabéticos e 7,4% com doença renal crônica (DRC) preexistente. A artéria descendente anterior foi a principal artéria culpada (49,4%) e 15% dos pacientes se apresentaram em Killip III ou IV. A IRA ocorreu em 24,7% dos pacientes, que, quando comparados àqueles sem IRA, eram significativamente mais idosos, diabéticos, com DRC e insuficiência cardíaca, além de apresentarem maior elevação enzimática e menor fração de ejeção. A mortalidade hospitalar foi maior nos pacientes que desenvolveram IRA (29% vs. 4,8%; P < 0,01). Os preditores independentes de IRA foram idade &gt; 76 anos, DRC prévia, Killip III ou IV, necessidade de cirurgia vascular ou transfusão sanguínea. CONCLUSÕES: A disfunção renal aguda após ICP no IMCSST foi uma complicação frequente e associada com aumento da mortalidade hospitalar.<hr/>BACKGROUND: Acute renal failure (ARF) is a possible complication after percutaneous coronary intervention (PCI). The objective of this study was to evaluate the occurrence and prognostic impact of ARF after PCI in patients with ST segment elevation myocardial infarction (STEMI). METHODS: Single-center registry evaluating in-hospital outcomes of 501 patients admitted with STEMI undergoing primary, rescue or late PCI. The incidence and predictors of ARF after PCI were evaluated. RESULTS: Mean age was 60.7 ± 12.6 years and 67% were male. The population had high cardiovascular risk characteristics, with 30% of diabetics and 7.4% with preexisting chronic kidney disease (CKD). The left anterior descending artery was the culprit vessel in 49.4% of the cases and 15% of patients had Killip class III or IV. ARF was observed in 24.7% of patients, who were significantly older, had more diabetes, history of CKD or heart failure, had higher enzyme elevation and lower ejection fraction when compared to those without ARF. In-hospital mortality was higher in patients who developed ARF (29% vs. 4.8%; P < 0.01). Independent predictors of ARF were age &gt; 76 years, previous CKD, Killip class III or IV, need of vascular surgery or blood transfusion. CONCLUSIONS: Acute renal failure after PCI in STEMI was a frequent complication and was associated with increased in-hospital mortality. <![CDATA[<b>Intervenção percutânea em lesão de tronco de coronária esquerda não protegido</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt INTRODUÇÃO: Refinamentos da intervenção coronária percutânea (ICP), entre eles a utilização do ultrassom intravascular (IVUS) e da reserva de fluxo fraccionada (FFR), têm permitido o tratamento de lesões complexas com bons resultados. Como consequência, a abordagem percutânea das lesões de TCE se difundiu, incluindo hospitais de menor volume de procedimentos. Nosso objetivo foi apresentar os resultados iniciais e tardios da ICP de lesões de TCE não protegido. MÉTODOS: Foram incluídos pacientes consecutivos tratados em dois centros hospitalares, de agosto do 2009 a julho do 2013. A indicação da estratégia percutânea baseou-se em avaliação clínica, cálculo do escore Syntax, EuroScore e no desejo do paciente. RESULTADOS: Foram tratados 28 pacientes, com idade de 69,2 ± 10,1 anos, 39% eram diabéticos e 39% eram portadores síndrome coronária aguda. Metade dos pacientes tinha EuroScore ≥ 6; o escore Syntax foi de 26,0 ± 8,4 e 82% tinham lesões localizadas na bifurcação. As intervenções foram guiadas por IVUS e/ou FFR em 71,4% dos pacientes, 93% foram tratados com stents farmacológicos, predominantemente pela técnica de 1 stent, e o sucesso angiográfico foi alcançado em 100% dos casos. O acompanhamento foi de 19,2 ± 13,7 meses. A taxa de desfechos clínicos maiores foi de 21,4% no seguimento maior a 4 anos, óbito cardíaco de 14,2%, infarto do miocárdio não fatal de 3,5%, e revascularização da lesão-alvo em 3,5%. CONCLUSÕES: A ICP de TCE não protegido guiada, sempre que possível, por IVUS e/ou FFR é segura e eficaz no curto e longo prazos, na experiência em um hospital com moderado volume de procedimentos.<hr/>BACKGROUND: Refinements in percutaneous coronary intervention (PCI), including the use of intravascular ultrasound (IVUS) and fractional flow reserve (FFR), have allowed the treatment of complex lesions with good results. As a result, the percutaneous approach for left main coronary artery (LM) lesions has spread, including centers with a lower volume of PCI procedures. Our objective was to report the early and late outcomes of PCI in unprotected LM lesions. METHODS: Consecutive patients treated at two different hospitals from August 2009 to July 2013 were included. The indication for the percutaneous approach was based on the clinical assessment and the calculation of Syntax score, EuroScore and on the patient's wishes. RESULTS: Twenty-eight patients with mean age of 69.2 ± 10.1 years were treated, 39% were diabetic and 39% had acute coronary syndromes. Half of the patients had EuroScore ≥ 6; the Syntax score was 26.0 ± 8.4 and 82% had LM bifurcation lesions. Interventions were guided by IVUS and/or FFR in 71.4% of the patients, 93% were treated with drug-eluting stents, and the 1-stent technique was used in most occasions. Angiographic success was achieved in 100% of the cases. At the 19.2 ± 13.7 month follow-up, the rate of major adverse cardiac events was 21.4% in the follow-up longer than 4 years, cardiac death 14.2%, non-fatal myocardial infarction 3.5% and target-lesion revascularization 3.5%. CONCLUSIONS: PCI in unprotected LM lesions, guided by IVUS and/or FFR whenever possible, is safe and effective in the short and long-term, in the experience of a hospital with a moderate number of PCI procedures. <![CDATA[<b>Evolução clínica de pacientes diabéticos tratados por intervenção coronária percutânea utilizando stents com e sem eluição de fármacos</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt INTRODUÇÃO: A revascularização percutânea de diabéticos é frequente e a utilização de stents farmacológicos (SF) é desejável, pois estes reduzem a reestenose e a necessidade de nova revascularização. O objetivo desse estudo foi comparar os resultados clínicos de longo prazo entre diabéticos tratados com e sem SF. MÉTODOS: Analisou-se uma coorte consecutiva de diabéticos submetidos à intervenção coronária percutânea (ICP) entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, em hospital terciário da rede pública. Esses pacientes foram acompanhados prospectivamente. RESULTADOS: Avaliamos 939 diabéticos, sendo 359 (38,3%) tratados com SF e 580 (61,7%) tratados com stents não farmacológicos (SNF). A taxa de eventos cardiovasculares adversos maiores (ECAM) em 12,6 ± 3,4 meses foi maior no grupo SNF (9,5% vs. 14,8%; risco relativo - RR = 1,56; intervalo de confiança de 95% - IC 95% 1,07-2,27; P = 0,02), assim como o óbito (2,8% vs. 6,7%; RR = 2,41; IC 95% 1,22-4,77; P < 0,01) e a revascularização do vaso alvo (3,9% vs. 7,2%; RR = 1,85; IC 95% 1,03-3,35; P = 0,04). Não foram observadas diferenças na incidência de infarto do miocárdio (1,7% vs. 0,5%; RR = 0,30; IC 95% 0,07-1,23; P = 0,08) ou acidente vascular encefálico (1,1% vs. 0,2%; RR = 0,15; IC 95% 0,01-1,37; P = 0,07). A análise multivariada revelou que a doença renal crônica (RR = 2,05; IC 95% 1,40-2,98; P < 0,01) e a síndrome coronária aguda (RR = 2,08; IC 95% 1,42-3,02; P < 0,01) foram os únicos preditores independentes de ECAM. CONCLUSÕES: Em pacientes diabéticos não selecionados, a evolução clínica tardia foi pior para os tratados com SNF. Após o ajuste das variáveis de confusão, o uso de SF não se mostrou preditor independente da redução de ECAM.<hr/>BACKGROUND: Percutaneous revascularization in diabetic is frequent and the use of drug-eluting stents (DES) is desirable, reducing restenosis and the need for repeat revascularization. The objective of this study was to compare the long-term outcomes of diabetic patients treated with and without DES. METHODS: A consecutive cohort of diabetic patients undergoing percutaneous coronary intervention (PCI) between 01/2009 and 12/2012 in a public tertiary hospital was prospectively followed-up. RESULTS: Nine hundred and thirty-nine diabetic patients (38.3%) treated with DES and 580 (61.7%) treated with bare metal stents (BMS) were evaluated. The rate of major adverse cardiac events (MACE) in 12.6 ± 3.4 months was greater in the BMS group (9.5% vs. 14.8%; RR, 1.56; 95% CI, 1.07-2.27; P = 0.02), as well as death (2.8% vs. 6.7%; RR, 2.41; 95% CI, 1.22-4.77; P < 0.01), and target vessel revascularization (3.9% vs. 7.2%; RR, 1.85; 95% CI, 1.03-3.35; P = 0.04). There were no differences in the incidence of myocardial infarction (1.7% vs. 0.5%; RR, 0.30; 95% CI, 0.07-1.23; P = 0.08) or stroke (1.1% vs. 0.2%; RR, 0.15; 95% CI, 0.01-1.37; P = 0.07). Multivariate analysis indicated that chronic kidney disease (RR, 2.05; 95% CI, 1.40-2.98; P < 0.01) and acute coronary syndrome (RR, 2.08; 95% CI 1.42-3.02; P < 0.01) were the only independent predictors of MACE. CONCLUSIONS: In non-selected diabetic patients the long-term clinical outcome was worse for patients treated with BMS. After adjusting for confounding variables, the use of DES was not an independent predictor of reduced MACE. <![CDATA[<b>Utilização do fluxo fracionado de reserva do miocárdio para identificar variáveis preditoras de pior prognóstico após intervenções coronárias percutâneas</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt INTRODUÇÃO: Vários estudos foram realizados para definir preditores de eventos adversos pós-intervenção coronária percutânea (ICP). Pacientes cujo fluxo fracionado de reserva do miocárdio (FFR) pós-procedimento é < 0,90 apresentam índice de eventos cardíacos adversos maiores em 6 meses pelo menos 3 vezes maior do que aqueles cujo FFR é ≥ 0,90. Este estudo teve por objetivo identificar fatores clínicos, angiográficos e do procedimento associados a FFR pós-ICP < 0,90. MÉTODOS: Foram incluídos 193 pacientes (256 lesões) tratados entre 2004 e 2005, e o FFR foi medido antes e depois da ICP em todos os vasos tratados. Os pacientes foram divididos nos grupos FFR < 0,90 e FFR ≥ 0,90. Análise multivariada por regressão logística foi utilizada para determinar as razões de chances (odds ratio - OR) ajustadas. RESULTADOS: Foi possível obter o FFR em todas as lesões. Não se observou diferença nos parâmetros clínicos entre os dois grupos de pacientes. Houve diferença em alguns parâmetros angiográficos e do procedimento, porém, ao aplicarmos o modelo de regressão logística, a única variável que se associou com FFR pós-ICP < 0,90 foi o tratamento da artéria descendente anterior (OR = 12,1; IC 95% 6,4-22,9; P < 0,01). CONCLUSÕES: A única variável preditora de FFR pós-ICP < 0,90 foi o tratamento da artéria descendente anterior.<hr/>BACKGROUND: Several studies were performed to define predictors of adverse events after percutaneous coronary intervention (PCI). Patients whose post-procedure myocardial fractional flow of reserve (FFR) is < 0.90 have an incidence of major cardiac events at 6 months at least 3 times higher than those whose FFR is ≥ 0.90. The aim of this study was to identify clinical, angiographic and procedure-related factors associated with a post-PCI FFR < 0.90. METHODS: One hundred and ninety-three patients (256 lesions) treated between 2004 and 2005 were included, and FFR was measured before and after PCI in all of the treated vessels. Patients were divided into groups with FFR < 0.90 and FFR ≥ 0.90. Logistic regression multivariate analysis was used to determine the adjusted odds ratio (OR). RESULTS: FFR was measured in all lesions. No difference was observed in clinical parameters between groups. There were differences in angiographic and procedure-related parameters, however, when the logistic regression model was used, the only variable associated to post-PCI FFR < 0.90 was the treatment of the left anterior descending artery (OR, 12.1; 95% CI, 6.4-22.9; P < 0.01). CONCLUSIONS: The only predictor of a FFR < 0.90 after PCI was the treatment of the left anterior descending artery. <![CDATA[<b>Intervenção coronária percutânea pelas vias radial e femoral</b>: <b>comparação entre desconfortos relacionados ao procedimento e custos</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt INTRODUÇÃO: Escassos são os estudos a respeito da Qualidade de Vida pós-intervenção coronária percutânea (ICP), pelas vias radial e femoral, e dos gastos comparando as duas vias de acesso. Comparamos os desconfortos relacionados ao procedimento e os custos da ICP pelos acessos radial e femoral na fase hospitalar. MÉTODOS: Registro prospectivo, unicêntrico, que incluiu pacientes submetidos à ICP eletiva. As queixas relacionadas ao procedimento foram avaliadas ao final do período de repouso no leito, por meio de um questionário específico. Foram computados os custos por unidade de todo o material utilizado na ICP. RESULTADOS: Os pacientes tratados por via radial eram mais jovens, do sexo masculino e a angina estável foi o quadro clínico mais frequentemente tratado nos dois grupos. O tempo de exame, o número de vasos tratados e stents por paciente foram semelhantes entre os grupos. Não ocorreram complicações vasculares maiores após a ICP. Observamos maior desconforto geral associado ao procedimento (60,3% vs. 81,0%; P = 0,01), dor nas costas (1,7% vs. 17,2%; P < 0,01), dificuldade para urinar (1,7% vs. 12,1%; P = 0,03) e dependência do paciente para desempenhar atividades básicas (70,7% vs. 98,3%; P < 0,01) durante o período de observação no grupo femoral. Na comparação dos gastos, não foram notadas diferenças significantes entre os grupos, com ou sem a inclusão dos custos dos stents. CONCLUSÕES: A ICP por via radial demonstrou trazer maior conforto para o paciente comparada à via femoral, durante a fase hospitalar. Os custos dos procedimentos pelas duas vias de acesso foram semelhantes.<hr/>BACKGROUND: There are few studies on quality of life and costs after percutaneous coronary intervention (PCI) using different vascular accesses. We have compared procedure-related discomforts and costs of PCI using the radial or femoral approaches during hospital stay. METHODS: Prospective, single center registry, including patients undergoing elective PCI. Procedure related complaints were assessed at the end of bed rest using a specific questionnaire. Costs per unit of all the materials used in PCI were taken into account. RESULTS: Patients treated by the radial approach were younger, male, and stable angina was the most common clinical presentation in both groups. Procedural duration, number of vessels treated and stents per patient were similar in both groups. There were no major vascular complications after PCI. We observed greater overall discomfort associated with the procedure (60.3% vs. 81.0%; P = 0.01), back pain (1.7% vs. 17.2%; P < 0.01), difficult urination (1.7% vs. 12.1%; P = 0.03) and patient's dependence to carry on basic activities (70.7% vs. 98.3%; P < 0.01) during the post-procedural observation period in the femoral group. No significant differences were observed between groups when costs were compared, with or without taking into account stent-related costs. CONCLUSIONS: PCI using the radial approach demonstrated to provide greater comfort for patients when compared to the femoral approach during hospitalization. Costs of the procedure using the two accesses were similar. <![CDATA[<b>Modelo porcino para avaliação e desenvolvimento de diferentes dispositivos coronários baseados em cateter</b>: <b>ferramenta pré-clínica fundamental</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt INTRODUÇÃO: O modelo experimental porcino tem grande similaridade anatômica e fisiológica com o coração humano, e é de fácil reprodutibilidade, sendo de grande valia para testar novas gerações de stents e balões. Este estudo teve como objetivo analisar o desempenho de um modelo experimental para intervenção coronária percutânea na avaliação de diferentes dispositivos coronários. MÉTODOS: Foram estudados 131 porcos juvenis de granja comercial, sendo 109 fêmeas, pesando 26,4 ± 3,2 kg, anestesiados, monitorados e ventilados mecanicamente, com acesso vascular obtido por via femoral (dissecção ou punção). Após a cateterização seletiva das artérias coronárias com cateter JR 6 F, procedeu-se à utilização do dispositivo coronário a ser estudado. Os animais foram mantidos sob ventilação mecânica até a recuperação e submetidos a reestudos angiográficos 7, 28, 90 e/ou 180 dias após o procedimento. Após a eutanásia, os corações foram coletados e submetidos a análises macro e microscópicas. RESULTADOS: Foram testados seis stents farmacológicos, dois balões farmacológicos e dois stents não farmacológico. O óbito intraprocedimento não planejado incidiu em 1,5% dos casos e, no pós-procedimento, em 9,2%, ocorrendo em um período de 12 horas a 6 dias (2,3 ± 1,6 dias). Além das análises obtidas pela angiografia, foram realizados, durante os procedimentos, ultrassom intracoronário em 20% e tomografia de coerência óptica em 60%, não sendo observados óbitos relacionados ao emprego dessas ferramentas. CONCLUSÕES: O modelo experimental porcino percutâneo mostrou ser reprodutível, com desempenho homogêneo entre os vários dispositivos e de baixa mortalidade, sendo ferramenta indispensável na investigação de novos dispositivos coronários.<hr/>BACKGROUND: The experimental porcine model is anatomically and physiologically similar to the human heart, it is easily reproducible and very useful to test new stent and balloon generations. This study was aimed at analyzing an experimental model to evaluate different coronary devices for percutaneous coronary intervention. METHODS: We evaluated 131 juvenile commercial farm pigs, 109 were female, weighing 26.4 ± 3.2 kg. They were anesthetized and had mechanical ventilation and monitoring. Vascular access was obtained via the femoral artery by dissection or puncture. The coronary device was used after a selective catheterization of the coronary arteries with a JR 6 F catheter. Animals were maintained on mechanical ventilation until recovery and were submitted to angiographic evaluation 7, 28, 90 and/or 180 days after the procedure. After euthanasia, the hearts were collected and submitted to macro and microscopic analysis. RESULTS: Six drug-eluting stents, two drug-eluting balloons and two bare-metal stents were tested. Unplanned deaths were observed in 1.5% of the cases during the procedures and in 9.2% of the cases after the procedure, occurring within 12 hours to 6 days (2.3 ± 1.6 days). In addition to angiographic evaluations, intravascular ultrasound and optical coherence tomography were performed during the procedures in 20% and 60% of the cases, respectively. There was no deaths related to the use of the devices. CONCLUSIONS: The experimental percutaneous porcine model proved to be reproducible with similar outcomes and low mortality for the different devices tested and is an essential tool for the evaluation of new coronary devices. <![CDATA[<b>Oclusão percutânea de comunicação interatrial tipo <i>ostium secundum</i> com prótese memopart<sup>®</sup></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt INTRODUÇÃO: Os autores relatam a experiência inicial da oclusão da comunicação interatrial ostium secundum (CIA) com a utilização da prótese Memopart® (Shanghai Shape Memory Alloy Co Ltd, Shanghai, China). MÉTODOS: Estudo prospectivo observacional, no qual uma série de pacientes portadores de defeitos com significativa repercussão hemodinâmica e características anatômicas favoráveis ao implante foi submetida à oclusão percutânea de CIA. O procedimento foi realizado por via femoral percutânea, pela técnica habitual. O período de seguimento foi de 10,3 ± 5 meses, com controles clínicos e ecocardiográficos 24 horas (ou antes da alta hospitalar), 1, 3, 6 e 12 meses após o implante. RESULTADOS: No período de fevereiro de 2012 a abril de 2013, foram submetidos à oclusão percutânea de CIA 21 pacientes, sendo 16 do sexo feminino, com idade média de 33,1 ± 18,7 anos. O diâmetro médio do defeito foi de 19,04 ± 6,25 mm e o tamanho da prótese foi de 21,42 ± 6,73 mm (8 a 34 mm). O implante foi realizado com êxito em todos os casos, verificando-se oclusão total no controle antes da alta hospitalar. No seguimento, todos os pacientes estiveram assintomáticos e comprovou-se a persistência da oclusão total do defeito. Não houve mortalidade e nem outras complicações na série. CONCLUSÕES: A oclusão percutânea da CIA utilizando-se prótese Memopart® é um procedimento eficaz e seguro, dentro dos limites desta investigação. O implante da prótese é simples e apresenta alto índice de oclusão imediata, inclusive de defeitos de grandes dimensões.<hr/>BACKGROUND: The authors report their initial experience with the Memopart™ device (Shanghai Shape Memory Alloy Co Ltd, Shanghai, China) for the occlusion of secundum atrial septal defect (ASD). METHODS: This was a prospective observational study of a series of patients undergoing percutaneous occlusion of ASD with right ventricle volume overload and favorable anatomic characteristics. The procedure was performed by percutaneous femoral approach. The mean follow-up was 10.3 ± 5 months, with clinical and 24-hour echocardiographic evaluations (or before hospital discharge), 1, 3, 6, and 12 months after implantation. RESULTS: From February/2012 to April/2013, 21 patients, 16 females, mean age 33.1 ± 18.7 years, were submitted to percutaneous occlusion of an ASD. The average diameter of the defect was 19.04 ± 6.25 mm and the device size was 21.42 ± 6.73 mm (8 to 34 mm). Total occlusion of the defect was observed in all cases before hospital discharge. During follow-up, all patients were asymptomatic and without residual shunt. There was no deaths or any other complications in the series. CONCLUSIONS: The percutaneous closure of ASD using a Memopart™ device is an effective and safe procedure within the limits of this investigation. The device is user-friendly and has a high rate of immediate occlusion, even in large defects. <![CDATA[<b>Denervação simpática renal percutânea</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400015&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença de alta prevalência e está comprovadamente relacionada a maior risco de eventos cardiovasculares. Apesar dos grandes avanços no tratamento farmacológico, uma parcela considerável dos pacientes não obtém um controle efetivo da doença, a despeito do uso de múltiplos fármacos e em doses elevadas. A denervação simpática renal percutânea (DSRP) tem se mostrado uma terapia promissora, com elevada segurança e eficácia em estudos preliminares em pacientes com HAS resistente. O papel do sistema nervoso simpático na fisiopatologia da HAS é bem conhecido e constitui o racional para a ablação das fibras simpáticas, por meio da aplicação de radiofrequência por via transluminal nas artérias renais. Nos últimos anos, resultados provenientes de algumas séries de casos, estudos não controlados e um estudo randomizado multicêntrico, com número limitado de pacientes, mostraram queda significativa dos níveis tensionais em curto e médio prazos. Esta revisão teve por objetivo reunir as evidências do uso da DSRP no controle da HAS resistente de maneira crítica, assim como descrever aspectos técnicos do procedimento e perspectivas.<hr/>Arterial hypertension is a highly prevalent disease and is associated with increased cardiovascular risk. Despite great advances in drug therapy, a considerable number of patients do not have an effective control of the disease, despite the use of multiple drugs, usually in high doses. Renal sympathetic denervation (RSD) has proved to be a promising therapy, with high safety and efficacy in preliminary studies in patients with resistant hypertension. The role of sympathetic nervous system in the physiopathology of hypertension is well known and is the rationale for the ablation of sympathetic fibers by transluminal delivery of radiofrequency in the renal arteries. In the last few years, results from case series, non-controlled studies and one multicenter randomized trial with a limited number of patients have shown a significant decrease in short and mid-term blood pressure levels. The objective of this review was to gather evidence on the use of RSD in the control of resistant hypertension and describe technical aspects and perspectives of the procedure. <![CDATA[<b>Denervação simpática renal</b>: <b>um novo cateter em um novo cenário</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A denervação simpática renal (DSR) surgiu como uma estratégia terapêutica adjunta no tratamento da hipertensão arterial sistêmica resistente. Diversas outras condições clínicas cursam com hiperatividade simpática, às quais, teoricamente, a DSR seria benéfica. Relatamos o primeiro caso realizado no Brasil de DSR em paciente com doença de Chagas e arritmia refratária, tratada por meio do cateter multieletrodo EnligHTN®.<hr/>Renal sympathetic denervation (RSD) has emerged as an adjunct strategy in the treatment of resistant hypertension. Several other clinical conditions are characterized by sympathetic hyperactivity and could theoretically benefit from RSD. We report the first case of RSD performed in Brazil in a patient with Chagas' disease and refractory arrhythmia, treated by the EnligHTN® multi-electrode catheter. <![CDATA[<b>Tratamento com a técnica de duplo cateter-guia de perfuração coronária tipo III</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400017&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A perfuração coronária é uma complicação rara da intervenção coronária percutânea e potencialmente catastrófica. Pode levar ao derrame pericárdico, com ou sem tamponamento cardíaco, e, se não diagnosticada com precocidade e tratada adequadamente, pode levar ao óbito. Relatamos o caso de uma intervenção coronária percutânea complicada com perfuração coronária, rapidamente tratada com reversão da anticoagulação, insuflação prolongada com balão e implante de stent recoberto pela técnica do duplo cateter-guia.<hr/>Coronary perforation is a rare complication of percutaneous coronary intervention and is potentially catastrophic. Coronary perforation may lead to pericardial effusion with or without cardiac tamponade and if not diagnosed early on and treated properly it is life-threatening. We present a case of percutaneous coronary intervention complicated by coronary perforation, which was quickly treated by the reversal of anticoagulation, prolonged balloon inflation and a covered-stent, using the double guiding catheter technique. <![CDATA[<b>Angulação de stent e implante em canal arterial de neonato com baixo peso </b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400018&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Relatamos o caso de um neonato portador de cardiopatia congênita cianótica canal-dependente com implante de stent no canal arterial. Uma modificação do stent realizada pelo intervencionista, criando-se um ângulo em seu corpo, possibilitou o avanço do stent da aorta até o canal arterial, e seu subsequente implante nesse sítio.<hr/>We report the case of a neonate with ductus-dependent cyanotic congenital heart disease treated by stenting in the ductus arteriosus. A physician-modified stent angulation enabled the advance of the stent from the aorta to the ductus arteriosus and its subsequent implantation. <![CDATA[<b>Agradecimento</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400019&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Relatamos o caso de um neonato portador de cardiopatia congênita cianótica canal-dependente com implante de stent no canal arterial. Uma modificação do stent realizada pelo intervencionista, criando-se um ângulo em seu corpo, possibilitou o avanço do stent da aorta até o canal arterial, e seu subsequente implante nesse sítio.<hr/>We report the case of a neonate with ductus-dependent cyanotic congenital heart disease treated by stenting in the ductus arteriosus. A physician-modified stent angulation enabled the advance of the stent from the aorta to the ductus arteriosus and its subsequent implantation. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972013000400020&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Relatamos o caso de um neonato portador de cardiopatia congênita cianótica canal-dependente com implante de stent no canal arterial. Uma modificação do stent realizada pelo intervencionista, criando-se um ângulo em seu corpo, possibilitou o avanço do stent da aorta até o canal arterial, e seu subsequente implante nesse sítio.<hr/>We report the case of a neonate with ductus-dependent cyanotic congenital heart disease treated by stenting in the ductus arteriosus. A physician-modified stent angulation enabled the advance of the stent from the aorta to the ductus arteriosus and its subsequent implantation.