Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=2179-839720140003&lang=pt vol. 22 num. 3 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[RBCI: Um Espaço para Inovações]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300199&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Melodias do Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300201&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Dissecções de Borda Após Implante Coronário de Suportes Vasculares Biorreabsorvíveis. Análise Seriada com Tomografia de Coerência Óptica]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300203&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: A incidência de dissecções de borda, após o implante de suportes vasculares biorreabsorvíveis (SVBs), ainda não foi investigada. Esses suportes têm hastes mais espessas e requerem pré-dilatação mais agressiva no implante. Avaliamos a incidência de dissecções de borda após implante de SVBs, seus aspectos morfométricos e o processo de cicatrização, com imagens de tomografia de coerência óptica (OCT) seriadas. Métodos: Incluímos pacientes consecutivos, que foram tratados com SVBs polimérico, e que possuíam avaliação com OCT após o procedimento e aos 6 meses de evolução. Dissecções de borda foram definidas como rupturas da superfície luminal nos 5 mm distais ou proximais ao SVB. Resultados: Das 96 bordas de 48 SVB implantados em 48 lesões de 48 pacientes, 91 bordas estavam disponíveis para a análise. Dissecções foram detectadas pela OCT em 28 bordas (30,7%) de 22 lesões (45,8%), com igual distribuição entre as bordas distais e proximais. Todas as dissecções apareceram como flaps e não foram visualizadas pela angiografia. Doença aterosclerótica esteve presente em 96,4% das bordas dissecadas; a maioria era fibrocalcificada (40,8%) e mais de um terço era rica em lipídio. O comprimento médio das dissecções foi 1,80 mm e a área média dos flaps tinha 0,30 mm. A maioria das dissecções (89,3%) era superficial, restrita à camada íntima/ateroma. No seguimento de 6 meses, 92,8% das dissecções cicatrizaram e não houve redução significativa nas dimensões luminais nos segmentos de borda, com apenas um caso de reestenose. Conclusões: Dissecções de borda são frequentes após implante de SVBs poliméricos. As dissecções, apenas detectadas pela OCT, foram curtas, superficiais, sem comprometimento do fluxo coronário e apresentaram evolução clínica favorável. <hr/> Background: The incidence of edge dissections after the coronary implantation of bioresorbable scaffolds (BRS) has not been investigated. BRS have thicker struts and require more aggressive pre-dilation for implantation. The incidence of edge dissections after BRS implantation, their morphological aspects and healing process were evaluated using serial optical coherence tomography (OCT) images. Methods: Consecutive patients treated with a polymeric BRS, who had an OCT evaluation after the procedure and at 6-month follow-up, were included in the current analysis. Edge dissections were defined as luminal surface ruptures, 5-mm distally or proximally to the BRS edges. Results: Out of 96 edges from 48 BRS implanted in 48 lesions of 48 patients, 91 edges were available for analysis. Dissections were detected by OCT in 28 edges (30.7%) and in 22 lesions (45.8%), with equal distribution between distal and proximal edges. All dissections appeared as flaps and none were visible by angiography. Atherosclerotic disease was present in 96.4% of all dissected edges; most were fibrocalcific (40.8%), and more than one-third were lipid-rich. Mean dissection length was 1.80 mm, and the mean flap area was 0.30 mm. Most dissections (89.3%) were superficial and restricted to the intima/atheroma layer. At the 6-month follow-up 92.8% of all dissections healed completely, and there was no significant reduction in the luminal dimensions at the edge segments, with only one case of restenosis. Conclusions: Edge dissections are frequent after polymeric BRS implantation. Dissections, only detected by OCT, were short in length, superficial, were not flow-limiting, and presented favorable clinical outcomes. <![CDATA[Impacto da Curva de Aprendizado na Seleção de Pacientes e nos Resultados Clínicos do Implante por Cateter de Prótese Aórtica]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300216&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: O implante por cateter de prótese aórtica (TAVI, do inglês transcatheter aortic valve implantation) constitui tratamento alternativo para pacientes com estenose aórtica de alto risco cirúrgico ou inoperáveis. Para adquirir competência, o grupo multidisciplinar deve receber treinamento específico e acumular experiência na execução do TAVI. Contudo, sua curva de aprendizado não está bem estabelecida. Nosso objetivo foi analisar o impacto da curva de aprendizado na seleção de pacientes, nos aspectos técnicos e nos resultados clínicos do TAVI. Métodos: Estudo observacional e prospectivo dos primeiros 150 pacientes submetidos a TAVI por via femoral, entre janeiro de 2009 e dezembro de 2013 divididos em tercis (n = 50) de acordo com a data do procedimento. Os desfechos foram definidos conforme os critérios Valve Academic Research Consortium-2 (VARC-2). Resultados: A idade foi de 82,5 ± 6,7 anos, sendo 44% homens e 75% em classe NYHA III/IV. O EuroSCORE (24,2 ± 13% vs. 21,2 ± 10,8% vs. 23,4 ± 14,3%) e o STS Score (5,9 ± 2,9% vs. 6,7 ± 4,3% vs. 5,8 ± 3,1%) foram similares entre os grupos. Observou-se redução gradativa nos tempos do procedimento (107,2 ± 48,1 minutos vs. 90,3 ± 42,2 minutos vs. 76,6 ± 37,7 minutos; p &lt; 0,01) e de fluoroscopia (31,3 ± 9,6 minutos vs. 25,4 ± 8,7 minutos vs. 17,2 ± 6,2 minutos; p = 0,01), e no volume de contraste (145,5 ± 70,9 mL vs. 123,2 ± 87,8 mL vs. 101,1 ± 50 mL; p = 0,01). A mortalidade reduziu-se de forma progressiva (20% vs. 10% vs. 4%; p = 0,047), e menores taxas de sangramentos e de refluxo paraprotético de grau moderado/grave foram observadas no terceiro tercil (14% e 4%, respectivamente). Não ocorreram casos de reintervenção, acidente vascular cerebral e nem outros eventos clínicos entre a alta hospitalar e o 30º dia pós-implante. Conclusões: A competência para o TAVI aumentou progressivamente com o número de pacientes tratados, associando-se a melhores desfechos clínicos. <hr/> Background: Transcatheter aortic valve implantation (TAVI) is an alternative treatment for high-risk or inoperable patients with aortic stenosis. The multidisciplinary team must undergo specific training and accumulate experience to achieve optimal results. However, its learning curve is not well established. Our objective was to investigate the impact of learning curve on patient selection, technical aspects and clinical outcomes of TAVI. Methods: Observational, prospective analysis of the first 150 patients undergoing transfemoral TAVI between January 2009 and December 2013. Patients were divided into tertiles (n = 50), according to the procedure date. Outcomes were defined according to Valve Academic Research Consortium-2 (VARC-2) criteria. Results: Mean age was 82.5 ± 6.7 years, 44% were male and 75% were in NYHA class III/IV. EuroS-CORE (24.2 ± 13% vs. 21.2 ± 10.8% vs. 23.4 ± 14.3%) and STS Score (5.9 ± 2.9% vs. 6.7 ± 4.3% vs. 5.8 ± 3.1%) were similar between groups. A gradual decrease was observed in procedure times (107.2 ± 48.1 minutes vs. 90.3 ± 42.2 minutes vs. 76.6 ± 37.7 minutes; p &lt; 0.01), fluoroscopy times (31.3 ± 9,6 minutes vs. 25.4 ± 8.7 minutes vs. 17.2 ± 6.2 minutes; p = 0.01) and contrast volume (145.5 ± 70.9 mL vs. 123.2 ± 87.8 mL vs. 101.1 ± 50 mL; p = 0.01). Mortality decreased gradually (20% vs. 10% vs. 4%; p = 0,047), and lower bleeding and moderate-to-severe aortic regurgitation were observed in the third tertile (14% and 4%, respectively). There were no cases of reintervention, stroke or other clinical events between hospital discharge and 30-day follow-up. Conclusions: The competence in performing TAVI improved progressively as the number of patients treated increased and was associated with better clinical outcomes. <![CDATA[Caracterização Morfológica e Tecidual de Lesões Culpadas em Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST Após Uso de Fibrinolítico. Análise com Ultrassom Intracoronário e Tecnologia iMAP<sup>®</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300225&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: Atualmente, existe grande debate acerca da fisiopatologia do infarto agudo do miocárdio e da composição tecidual e morfológica das lesões responsáveis por eventos isquêmicos. Entretanto, poucos estudos investigaram a aplicabilidade da tecnologia iMAP® na caracterização tecidual desses pacientes. Avaliamos pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST pós-fibrinolítico com ultrassom intravascular em escala de cinzas e com a tecnologia iMAP®, a fim de descrever a composição tecidual das lesões culpadas pelo infarto agudo do miocárdio. Métodos: Foram avaliadas três artérias coronárias epicárdicas com ultrassom intravascular em escala de cinzas e com a tecnologia iMAP® de 25 pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST pós-trombólise, com critérios de reperfusão. Resultados: A média de idade foi de 51 ± 11,5 anos, com predomínio do sexo masculino (72%). A artéria mais frequentemente envolvida foi a coronária direita (48%). O ultrassom intravascular mostrou que as lesões culpadas eram longas (extensão de 31,0 ± 17,2 mm) e com elevado porcentual de volume de placa (58,5 ± 5,1%). No ponto de maior obstrução, ou seja, na área luminal mínima, a carga de placa foi de 82,5 ± 7,5%. Além disso, o índice de remodelamento médio foi de 1,4 ± 1,0, denotando remodelamento positivo. As análises pelo iMAP®, tanto da lesão, quanto da área luminal mínima, mostraram predomínio em termos porcentuais de componentes fibrótico e necrótico, quando comparados aos demais. Conclusões: As lesões ateroscleróticas culpadas pelo infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST apresentaram predomínio de remodelamento arterial positivo e do componente necrótico na composição da placa culpada, o que corrobora, in vivo, a principal fisiopatologia da doença aterosclerótica aguda. <hr/> Background: Currently, there is a great debate about the pathophysiology of acute myocardial infarction and tissue composition and morphology of lesions responsible for ischemic events. However, few studies have investigated the applicability of tissue characterization using iMAPTM technology in these patients. We evaluated patients with ST-segment elevation myocardial infarction after thrombolytic therapy with grayscale intravascular ultrasound and iMAPTM technology to describe the tissue composition of the culprit lesions. Methods: Twenty-five ST-segment elevation myocardial infarction patients with successful reperfusion had the three major epicardial coronary arteries evaluated by grayscale intravascular ultrasound and iMAPTM technology. Results: Mean age was 51 ± 11.5 years with a prevalence of males (72%). The artery most often involved was the right coronary artery (48%). Intravascular ultrasound showed that the culprit lesions were long (mean extension 31.0 ± 17.2 mm) with a high percent of plaque volume (58.5 ± 5.1%). At the point of highest obstruction (minimal luminal area), the plaque burden was 82.5 ± 7.5%. Furthermore, the mean remodeling index was 1.4 ± 1.0, indicating positive remodeling. iMAPTM analysis of the lesion and minimal luminal area showed a prevalence of fibrotic and necrotic components when compared to other components. Conclusions: In ST-segment elevation myocardial infarction patients, the culprit lesion showed a prevalence of positive arterial remodeling and the necrotic core component in the composition of the culprit plaque corroborating in vivo the main pathophysiology of acute atherosclerotic disease. <![CDATA[Estudo OPTIMIZE: Subanálise dos Pacientes Tratados no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300233&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: O OPTIMIZE constituiu um estudo prospectivo conduzido em 33 centros no Brasil, que randomizou pacientes para receber terapia antiplaquetária dupla por 3 ou 12 meses, após o implante de stents com eluição de zotarolimus. Nosso propósito foi avaliar os resultados dos pacientes tratados no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e, posteriormente, compará-los aos de outros centros envolvidos do estudo. Métodos: Foram incluídos pacientes com angina estável ou síndrome coronariana aguda de baixo risco. O objetivo primário foi avaliar a incidência de eventos clínicos e cerebrais adversos, uma combinação de morte por qualquer causa, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico ou sangramento maior aos 12 meses. Resultados: Entre abril de 2010 e março de 2012, incluímos 624 (20%) pacientes no OPTIMIZE. Aos 12 meses, não houve diferença significativa entre os grupos (3 vs. 12 meses de terapia antiplaquetária dupla) quanto à incidência de eventos clínicos e cerebrais adversos (3,8% vs. 6,7%; p = 0,15), eventos cardíacos adversos maiores (6,7% vs. 7,1%; p &gt; 0,99) e nem de trombose do stent (0 vs. 1,3%; p = 0,12). O teste de heterogeneidade mostrou que a variabilidade observada nos resultados do Instituto Dante Pazzanese e dos outros centros não foi maior que a esperada para ocorrer por acaso ( p = 0,064). Conclusões : Nos pacientes tratados no Instituto Dante Pazzanese, o período de 3 meses de terapia antiplaquetária dupla não foi inferior a 12 meses quanto à ocorrência de eventos clínicos e cerebrais adversos ou eventos cardíacos adversos maiores. Não houve aumento significativo do risco de trombose do stent. Nossos resultados não diferiram dos demais centros participantes do OPTIMIZE. <hr/> Background: OPTIMIZE was a prospective study conducted in 33 Brazilian sites that randomized patients to receive dual antiplatelet therapy for 3 or 12 months after zotarolimus eluting stent implantation. Our objective was to evaluate the outcomes of patients treated at Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia and compare them to the outcomes of patients from other participating study sites. Methods: Patients with stable angina or low risk acute coronary syndrome were included in the study. The primary outcome was the incidence of adverse clinical and cerebral events, a composite of all cause of death, myocardial infarction, stroke, or major bleeding at 12 months. Results: Between April/2010 and March/2012, we included 624 (20%) patients in the OPTIMIZE study. At 12 months, there was no significant difference between groups (3 vs. 12 months of dual antiplatelet therapy) for net adverse clinical and cerebral events (3.8% vs. 6.7%; p = 0.15), major adverse cardiac events (6.7% vs. 7.1; p &gt; 0.99) or stent thrombosis (0 vs. 1.3%; p = 0.12). The heterogeneity test showed that the variability observed in the results of Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia and in the remaining sites was not greater than the expected to occur by chance (p = 0.064). Conclusions: In patients treated at Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, 3 months of dual antiplatelet therapy was not inferior to 12 months of therapy for the occurrence of net adverse clinical and cerebral events or major adverse cardiac events. There was no significant increased risk of stent thrombosis. Our results did not differ from the remaining participating sites of OPTIMIZE. <![CDATA[Volume Plaquetário Médio Como Preditor de Desfechos Cardiovasculares Maiores e Fluxo Coronariano Final em Pacientes Submetidos à Intervenção Coronária Percutânea Primária]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300240&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: As plaquetas desempenham papel fundamental na fisiopatologia do infarto agudo do miocárdio. Existem evidências de que plaquetas de maior volume apresentem potencial pró- -trombótico aumentado. O objetivo deste estudo foi avaliar se o volume plaquetário médio pode predizer o fluxo coronariano do vaso tratado e os desfechos cardiovasculares adversos em pacientes com infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST submetidos à intervenção coronária percutânea primária. Métodos: Desfecho primário foi considerado como a ocorrência de eventos cardiovasculares adversos (morte, acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio, trombose de stent, angina e insuficiência cardíaca classes 3 ou 4) em 30 dias. Desfecho secundário foi avaliado por meio da análise angiográfica do fluxo TIMI pós-procedimento. Resultados: Dos 215 pacientes incluídos no registro de intervenção coronária percutânea primária, 168 (78,6%) tiveram volume plaquetário médio calculado antes do procedimento e foram analisados no presente estudo. Valores do volume plaquetário médio foram estratificados em tercis, sendo considerado um valor elevado &gt; 11 fentolitros (fl). Volume plaquetário médio &gt; 11 fl foi preditor independente de eventos cardiovasculares em 30 dias (p = 0,02). Observou-se que pacientes com fluxo final TIMI zero ou 1 demonstraram tendência a apresentar volume plaquetário médio maior em relação àqueles com fluxo final TIMI 2 ou 3 (11,3 ± 0,9 fl vs. 10,5 ± 1,3 fl; p = 0,06). Conclusões: O volume plaquetário médio basal é um marcador simples, de fácil aferição e útil para predizer risco de eventos cardiovasculares em 30 dias em pacientes com infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST submetidos à intervenção coronária percutânea primária. Estudos futuros podem responder se a terapia antitrombótica mais agressiva resulta em melhores desfechos angiográficos e/ou clínicos nos pacientes com plaquetas maiores e mais ativas. <hr/> Background: Platelets play a key role in the pathophysiology of acute myocardial infarction. There is evidence that higher platelet volumes may have increased prothrombotic potential. The aim of this study was to evaluate whether mean platelet volume can predict culprit coronary vessel flow and adverse cardiovascular outcomes in patients with ST-segment elevation myocardial infarction undergoing primary percutaneous coronary intervention. Methods: Primary endpoint was the composite of adverse cardiovascular events (death, stroke, myocardial infarction, stent thrombosis, class-III or IV angina and heart failure) at 30 days. The secondary endpoint was evaluated by the angiographic TIMI flow grade after the procedure. Results: Of the 215 patients included in the primary percutaneous coronary intervention registry, 168 (78.6%) had their mean platelet volume calculated before the procedure and were analyzed in the present study. Mean platelet volume values were stratified in tertiles, and a high value was considered as &gt; 11 femtoliters (fL). Mean platelet volume &gt; 11 fL was an independent predictor of cardiovascular events at 30 days (p = 0.02). It was observed that patients with final TIMI flow grade zero or 1 showed a trend towards higher mean platelet volume compared with those with final TIMI flow 2 or 3 (11.3 ± 0.9 fL vs. 10.5 ± 1.3 fL; p = 0.06). Conclusions: Baseline mean platelet volume is a simple, useful, and easy to measure marker to predict the risk of cardiovascular events at 30 days in patients with ST-segment elevation myocardial infarction undergoing primary percutaneous coronary intervention. Future studies may answer whether more aggressive antithrombotic therapy results in better angiographic and/or clinical outcomes in patients with larger and more active platelets. <![CDATA[Comparação de Stents Farmacológicos com Polímero Durável ou Biorreabsorvível: Resultados do Ultrassom Intracoronário do Estudo BIOACTIVE]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300245&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: Os stents farmacológicos eluidores de everolimus com polímero durável e de biolimus A9 com polímero bioabsorvível foram concebidos para minimizar a resposta inflamatória local e propiciar melhor cobertura endotelial das hastes. Nesta análise, objetivamos apresentar os resultados do ultrassom intracoronário de 6 meses da comparação desses dispositivos como desfecho secundário do estudo BIOACTIVE. Métodos: O BIOACTIVE foi um estudo multicêntrico, randomizado (1:1), que teve como objetivo primário comparar a função endotelial coronária e o porcentual de cobertura das hastes dos stents BioMatrix® e Xience V®, por meio da tomografia de coerência óptica. Foram incluídos pacientes com lesão única, de novo, em coronárias, entre 3,0 e 3,5 mm e com extensão até 20 mm. Foram excluídos pacientes diabéticos ou na fase aguda de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento de ST, lesões ostiais, em bifurcações ou com trombo. Resultados: O ultrassom intracoronário foi realizado em 35 (87,5%) dos 40 pacientes incluídos, sendo 21 pacientes com BioMatrix® e 14 com Xience V®. Os volumes do vaso (339,8 ± 149,4 mm3 vs. 343,0 ± 118,6 mm3; p = 0,95) e do stent (174,9 ± 73,6 mm3 vs. 166,2 ± 53,6mm3; p = 0,70) não mostraram diferenças, bem como o volume de hiperplasia (3,7 ± 2,6 mm3 vs. 4,5 ± 5,9 mm3; p = 0,57) e o porcentual de obstrução intimal intra-stent (2,3 ± 2,0% vs. 2,4 ± 2,8%; p = 0,90). Conclusões: Nesta comparação randomizada, ambos os stents mostraram-se efetivos em suprimir a resposta neointimal no médio prazo, e não mostraram sinais indiretos de toxicidade local. <hr/> Background: The everolimus-eluting stent with durable polymer or biolimus A9-eluting stent with bioabsorbable polymer were designed to minimize local inflammatory response providing better endothelial coverage of the struts. The aim of this study was to report the intravascular ultrasound results at 6 months comparing these devices, a secondary endpoint of the BIOACTIVE study. Methods: The BIOACTIVE trial is a multicenter, randomized trial (1:1), whose primary endpoint was to compare coronary endothelial function and the percentage of strut coverage of the BioMatrixTM and Xience VTM stents using optical coherence tomography. Patients with single de novo lesions in native coronary arteries, between 3.0 and 3.5 mm, and maximum length of 20 mm were included. Diabetic patients or patients with ST segment elevation myocardial infarction, ostial lesions, bifurcation lesions or lesions with thrombus were excluded. Results: Intracoronary ultrasound was performed in 35 (87.5%) of 40 patients included in the study (BioMatrixTM = 21, and Xience VTM = 14). Vessel volume (339.8 ± 149.4 mm3 vs. 343.0 ± 118.6 mm3; p = 0.95), stent volume (174.9 ± 73.6 mm3 vs. 166.2 ± 53.6 mm3; p = 0.70), intimal hyperplasia volume (3.7 ± 2.6 mm3 vs. 4.5 ± 5.9 mm3; p = 0.57) and percent intimal hyperplasia volume (2.3 ± 2.0% vs. 2.4 ± 2.8%; p = 0.90) did not show statistically significant differences. Conclusions: In this randomized comparison, both stents proved to be effective in suppressing neointimal response in medium-term follow-up and did not show indirect signs of local toxicity. <![CDATA[Relação Balão/Artéria e Volume de Obstrução Neontimal Após Implante de Stent Eluidor de Zotarolimus]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300252&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: O volume de hiperplasia intimal correlaciona-se com a injúria arterial após implante de stents não farmacológicos. No entanto, pouco se sabe a respeito do impacto da injúria arterial na resposta inflamatória/proliferativa com os stents farmacológicos. Investigamos o impacto da injúria arterial, avaliada pela relação balão/artéria, no volume de obstrução neontimal, avaliado pelo ultrassom intracoronário 12 meses após o implante de stents farmacológicos com eluição de zotarolimus. Métodos: A relação balão/artéria foi definida como a razão do diâmetro máximo do balão, obtido no implante ou na pós-dilatação, e o diâmetro de referência do vaso pré-procedimento. Os pacientes foram categorizados em dois grupos: relação balão/artéria alta (≥ 1,15) e relação balão/artéria baixa (&lt; 1,15). Resultados: Foram incluídos 86 pacientes, nos grupos relação balão/artéria baixa (n = 47/48 lesões) ou relação balão/artéria alta (n = 39/48 lesões). As características clínicas, angiográficas e do procedimento não diferiram entre os grupos, à exceção do diâmetro de referência dos vasos (2,73 ± 0,45 mm vs. 2,97 ± 0,40 mm; p = 0,01). Aos 12 meses, observou-se semelhante perda tardia intra-stent (0,59 ± 0,32 mm vs. 0,62 ± 0,42 mm; p = 0,92), bem como reestenose binária (4,2% em ambas as coortes; p &gt; 0,99). O volume de obstrução neointimal intra-stent (15,2 ± 14,3% vs. 12,5 ± 10,1%; p = 0,62) não mostrou diferença entre os grupos. Não observamos correlação entre a relação balão/artéria e o volume de obstrução neointimal aos 12 meses (R2 = 0,0025; p = 0,88). Conclusões: A injúria arterial não se correlacionou com a quantidade de hiperplasia intimal após implante de stents farmacológicos com eluição de zotarolimus. <hr/> Background: Intimal hyperplasia volume is correlated to arterial injury after bare-metal stenting. However, little is known about the impact of arterial injury on the inflammatory/ proliferative response with drug-eluting stents. We investigated the impact of arterial injury, evaluated by the balloon/artery ratio, on neointimal hyperplasia volume obstruction, evaluated by intravascular ultrasound, 12 months after zotarolimus-eluting stent implantation. Methods: Balloon/ artery ratio was defined as the ratio of the maximum balloon diameter, using the maximal implantation or post-dilatation pressure, and the reference diameter of the vessel obtained before the procedure. Patients were divided into two groups: high balloon/artery ratio (≥ 1.15) and low balloon/artery ratio (&lt; 1.15). Results: A total of 86 patients were included in the low balloon/artery ratio group (n = 47/48 lesions) or high balloon/artery ratio (n = 39/48 lesions). The clinical, angiographic and procedurerelated characteristics were not different between groups, except for the vessel reference diameter (2.73 ± 0.45 mm vs. 2.97 ± 0.40 mm; p = 0.01). At 12 months, similar in-stent late loss was observed (0.59 ± 0.32 mm vs. 0.62 ± 0.42 mm; p = 0.92), as well as binary restenosis (4.2% in both cohorts; p &gt; 0.99). Instent neointimal hyperplasia volume obstruction (15.2 ± 14.3% vs. 12.5 ± 10.1%; p = 0.62) showed no difference between groups. No correlation was observed between balloon/artery ratio and neointimal hyperplasia obstruction volume at 12 months (R2 = 0.0025; p = 0.88). Conclusions: In the present study arterial injury was not correlated with the amount of intimal hyperplasia after zotarolimus-eluting stent implantation. <![CDATA[Impacto do Escore SYNTAX no Prognóstico de Pacientes com Doença Multiarterial Tratados por Intervenção Coronária Percutânea]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300258&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: O escore SYNTAX estratifica a complexidade angiográfica e estabelece o prognóstico de portadores de doença triarterial e/ou com lesão de tronco, sendo uma importante ferramenta para decidir a melhor estratégia de revascularização. Avaliamos o impacto do escore SYNTAX no prognóstico de pacientes com doença arterial coronariana multiarterial da prática clínica tratados por intervenção coronária percutânea. Métodos: Identificamos no Registro SAFIRA pacientes com acometimento multiarterial tratados eletivamente com stents farmacológicos. Os pacientes foram agrupados em escore SYNTAX ≤ 8; escore SYNTAX &gt; 8 e ≤ 16; e escore SYNTAX &gt; 16, e comparados quanto aos eventos cardíacos adversos maiores. Resultados: No período de 2009 a 2014, identificamos 244 pacientes, que preencheram os critérios de inclusão para o estudo. Foram distribuídos em escore SYNTAX ≤ 8 (n = 61; 25%), &gt; 8 e ≤ 16 (n = 116; 47,5%), e &gt; 16 (n = 67; 27,5%). A média de idade foi de 64,6 ± 11,5 anos e 73% eram do sexo masculino. O escore SYNTAX variou de 1 a 39, com média de 13,4 ± 6,8. No período de 3,6 ± 2,1 anos, observaram-se maiores taxas de eventos cardíacos adversos maiores no grupo &gt; 16 (4,9% vs. 6,9% vs. 11,9%; p &lt; 0,01), às custas de maior revascularização do vaso-alvo (1,6% vs. 2,6% vs. 7,5%; p = 0,08). Quatro casos de trombose do stent definitiva ou provável foram detectados (zero vs. 1,7% vs. 3,0%; p = 0,41). Conclusões: O escore SYNTAX é capaz de estratificar o risco em uma população com doença coronária multiarterial da prática clínica submetida à revascularização percutânea com implante de stents farmacológicos. <hr/> Background: The SYNTAX score stratifies the angiographic complexity of coronary artery disease and establishes the prognosis of patients with triple vessel and/or left main coronary artery disease, being an important tool to decide the best revascularization strategy. We assessed the impact of the SYNTAX score in the prognosis of a daily practice population with multivessel coronary artery disease treated by percutaneous coronary intervention with drug-eluting stents. Methods: We identified in the SAFIRA Registry elective patients with multivessel coronary artery disease treated with drug-eluting stents. Patients were grouped in SYNTAX score ≤ 8; SYNTAX score &gt; 8 and ≤ 16, and SYNTAX score &gt; 16, and clinical outcomes in terms of major adverse cardiac events were stratified according to the SYNTAX score groups. Resultados: Between 2009 and 2014, we identified 244 patients that met the study inclusion criteria. Patients were distributed in those with SYNTAX score ≤ 8 (n = 61; 25%), &gt; 8 and ≤ 16 (n = 116; 47.5%), and &gt; 16 (n = 67; 27.5%). Mean age was 64.6 ± 11.5 years and 73% were male. The SYNTAX score ranged between 1 and 39, with an average of 13.4 ± 6.8. In the follow-up period of 3.6 ± 2.1 years, there were higher rates of major adverse cardiac events in group &gt; 16 (4.9% vs. 6.9% vs. 11.9%; p &lt; 0.01) due to a higher incidence of target vessel revascularization (1.6% vs. 2.6% vs. 7.5%; p = 0.08). Four cases of definitive or probable stent thrombosis were detected (zero vs. 1.7% vs. 3.0%; p = 0.41). Conclusão: The SYNTAX score is able to stratify the risk of a daily practice population with coronary multivessel disease treated by percutaneous coronary intervention with drug-eluting stents. <![CDATA[Fechamento Percutâneo de Pequenas Comunicações Interatriais Tipo <em>Ostium Secundum</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300264&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: As comunicações interatriais pequenas são geralmente bem toleradas na infância, mas podem apresentar problemas na vida adulta. O procedimento de oclusão percutânea desses defeitos é seguro e apresenta baixíssimo risco, mas é questionado. Este manuscrito objetivou avaliar os resultados do fechamento de defeitos considerados pequenos e sua evolução a médio prazo. Métodos: Análise retrospectiva dos procedimentos de oclusão em pacientes portadores de comunicações interatriais tipo ostium secundum cujos diâmetros estáticos eram ≤ 6 mm. Resultados: De novembro de 2003 a março de 2014, foram analisados os procedimentos realizados em 34 pacientes, dos quais 22 eram do sexo feminino, com idades variando de 2 a 60 anos. Os diâmetros estáticos variaram de 2 a 6 mm e apresentaram um aumento médio de 55% após o uso do balão medidor. Os implantes foram possíveis em todos os casos e foi utilizado um dispositivo por paciente, de diferentes tipos e marcas. Não ocorreram óbitos e todos os paciente apresentaram oclusão completa de seus defeitos. Houve apenas uma complicação menor durante um procedimento e uma complicação maior, após 4 meses, em outro paciente. Conclusões: A oclusão percutânea de pequenas comunicações interatriais tipo ostium secundum foi segura e eficaz. Os bons resultados dos procedimentos de oclusão sugerem que o uso de dispositivos possa vir a ser considerado o tratamento de escolha das comunicações interatriais tipo ostium secundum ≤ 6 mm. <hr/> Background: Small atrial septal defects are usually well tolerated in childhood but may present problems later in life. The percutaneous occlusion of such defects is safe and presents very low risk, but is questioned. This manuscript was aimed at evaluating the results of the percutaneous occlusion of small defects and patients’ mid-term follow-up. Methods: Retrospective analysis of percutaneous closure procedures performed in patients with ostium secundum atrial septal defects whose static diameters were ≤ 6 mm. Results: From November 2003 to March 2014, procedures performed in 34 patients were evaluated. Of these, 22 were female, with ages ranging from 2 to 60 years. The static diameters ranged between 2 to 6 mm and a mean increase of 55% was observed after balloon sizing. Implants were feasible in all of the cases and each patient received one device, of different types and brands. There were no deaths and all patients had their defects completely closed. There was only one minor complication during the procedure and a major complication 4 months after the procedure in another patient. Conclusions: The percutaneous closure of small ostium secundum atrial septal defects was safe and effective. The good results of occlusion procedures suggest that the use of devices may be considered the treatment of choice for ostium secundum atrial septal defects ≤ 6 mm. <![CDATA[Coarctação da Aorta em Crianças com Menos de 25 kg: Tratamento Percutâneo por Punção da Artéria Axilar]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300271&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: O tratamento percutâneo da coarctação da aorta é método de escolha em crianças acima de 6 meses de idade e sem hipoplasia do arco aórtico. No entanto, nos pacientes com menos de 25 kg, a via de acesso clássica (femoral) pode representar um problema, principalmente nos implantes de stents, devido ao tamanho dos introdutores. O objetivo deste estudo foi relatar a experiência com a punção da artéria axilar como via de acesso para o tratamento percutâneo de pacientes com coarctação da aorta e peso &lt; 25 kg. Métodos: A punção foi realizada com agulha 21 G, com o braço abduzido em 90º, sendo introduzido fio-guia 0,014 polegada, posicionado na aorta descendente. Um introdutor 5 F pediátrico de 7 cm foi inicialmente utilizado para realização do procedimento, sendo substituído, quando necessário, por um introdutor maior. Após a intervenção, foi realizada compressão hemostática manual. Resultados: Foram tratadas dez crianças, sendo oito com recoarctação póscirúrgica e duas com coactação nativa, com idades de 51,1 ± 30,8 meses e peso de 15,8 ± 5,8 kg. A punção foi realizada em todos os casos sem dificuldade técnica, e a mediana do calibre do introdutor foi de 7 F. Em oito pacientes, foram implantados oito stents e, em dois, foi realizada apenas angioplastia com balão. Houve sucesso técnico em todos os casos. Após a retirada do introdutor, não houve perda de pulso definitiva e um paciente apresentou pequeno hematoma local. Conclusões: Na nossa experiência, o acesso axilar por meio de punção mostrou ser uma alternativa segura e eficaz neste grupo de pacientes. <hr/> Background: Percutaneous treatment of aortic coarctation is the method of choice in children over 6 months of age and without aortic arch hypoplasia. However in patients less than 25 kg the classical access route (femoral) may pose a problem, especially in cases of stenting, due to the size of the size of the introducers. The objective of this study was to report our experience with the axillary artery approach for the percutaneous treatmentof patients with aortic coarctation weighing less than 25 kg. Methods: The arterial puncture was performed with a 21 G needle, with the arm abducted at 90º, and a 0.014 inch guidewire was positioned in the descending aorta. A 5 F × 7 cm pediatric introducer was initially used for the procedure and whenever required, it was replaced in a larger one. Manual-compression hemostasis was performed after the intervention. Results: Ten children were treated, eight with residual and two with native coarctation, mean age was 51.1 ± 30.8 months and weight 15.8 ± 5.8 kg. Puncture was performed in all cases without technical difficulty and the median introducer size was 7 F. Eight stents were implanted in eight patients and two patients were only treated by balloon angioplasty. Technical success was observed in all patients. After removal of the introducer, there was no permanent pulse loss and one patient had a small local hematoma. Conclusions: In our experience the axillary artery approach for percutaneous treatment of patients with aortic coarctation proved to be a safe and effective alternative in patients weighing less than 25 kg. <![CDATA[Experiência Inicial com o Implante Percutâneo da Válvula Melody<sup>®</sup> no Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300275&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: Stress is associated with cardiovascular diseases.O implante percutâneo da válvula pulmonar é uma alternativa para condutos com disfunção. Descrevemos aqui a primeira experiência com o implante da válvula Melody® no Brasil. Métodos: Foram selecionados pacientes com estenose ou insuficiência pulmonar significativa em condutos de 16 a 22 mm. Foram empregadas técnicas padronizadas. Factibilidade, segurança e eficácia desse procedimento foram avaliadas. Resultados: Desde dezembro de 2013, dez pacientes (média de idade e peso de 16,5 anos e 49 kg, respectivamente) foram submetidos ao procedimento com intervalo médio de 11,9 ± 8,6 anos desde a última cirurgia. Insuficiência pulmonar foi indicação para o tratamento em três pacientes, estenose em dois e lesão mista em cinco. A válvula Melody® foi implantada com sucesso em todos os casos. A média da pressão sistólica do ventrículo direito e a relação ventrículo direito/ventrículo esquerdo diminuíram de 49,2 ± 15,9 para 35,8 ± 5,7 mmHg e de 0,55 ± 0,18 para 0,39 ± 0,08 mmHg (p &lt; 0,01 para ambos). Não observamos estenose e nem insuficiência pulmonar residual significativa. Um paciente teve extravasamento contido requerendo um stent coberto e um segundo implante valvular. Todos os pacientes receberam alta do hospital em 72 horas. As válvulas funcionaram adequadamente em um seguimento médio de 4,1 ± 2,2 meses, sem complicações. Conclusões: O implante percutâneo da válvula Melody® foi factível, seguro e eficaz em nosso meio, e esteve de acordo com trabalhos previamente publicados. Apesar de mais pacientes e um maior tempo de seguimento serem necessários, estudos de custo-efetividade devem ser realizados para sua incorporação no sistema público de saúde brasileiro. <hr/> Background: Transcatheter pulmonary valve implantation is an alternative for dysfunctional conduits. We report the first experience with the MelodyTM valve implantation in Brazil. Methods: Patients with significant pulmonary stenosis or significant pulmonary insufficiency in conduits measuring 16 to 22 mm were enrolled. Standardized techniques were employed. The feasibility, safety and efficacy of this procedure were assessed. Results: From December 2013, ten patients (mean age and weight of 16.5 years and 49 kg, respectively) have undergone the procedure with a mean interval of 11.9 ± 8.6 years since the last surgery. Pulmonary insufficiency was an indication for treatment in three patients, pulmonary stenosis in two, and mixed lesion in five. The MelodyTM valve was successfully implanted in all cases. Mean right ventricular systolic pressure and right ventricle/left ventricle ratio decreased from 49.2 ± 15.9 to 35.8 ± 5.7 mmHg and from 0.55 ± 0.18 to 0.39 ± 0.08 mmHg (p &lt; 0.01 for both). Significant residual pulmonary stenosis or pulmonary insufficiency was not observed. One patient had a contained conduit tear requiring a covered stent and a second valve implantation. All patients were discharged within 72 hours. The valves were properly functioning in a mean follow-up of 4.1 ± 2.2 months with no complications. Conclusions: Transcatheter MelodyTM valve implantation was feasible, safe and effective in our environment and in line with previously published data. Although more patients and a longer follow-up are required, cost-effectiveness studies should be performed for possible incorporation in the Brazilian public health system. <![CDATA[Fase Piloto do Estudo SPECTRUM. Reserva de Fluxo Fracionada Versus Angiografia para Avaliação e Conduta em Pacientes com Lesões Obstrutivas Coronárias de Grau Moderado: Racional e Desenho do Estudo]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300286&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introdução: A despeito de suas reconhecidas limitações, a angiografia coronária invasiva é o método mais usado (muitas vezes único) para a adoção de estratégias terapêuticas em pacientes submetidos a cateterismo cardíaco diagnóstico. A mensuração de reserva de fluxo fracionada (FFR) tem sido empregada em diversos estudos, fundamentalmente no contexto de pacientes em que a avaliação angiográfica per se indica a necessidade de intervenção sobre as lesões coronárias. No entanto, o método praticamente não foi ainda testado em condições opostas, no cenário clínico em que as obstruções, angiograficamente, não indicariam intervenções. O propósito deste trabalho, a ser realizado de forma piloto em dois centros, é testar a hipótese de que também para lesões intermediárias, nas quais a angiografia não demonstra necessidade de intervenção coronária, a medida de FFR resultaria em alteração da conduta terapêutica baseada em angiografia. Métodos: Serão incluídos pacientes consecutivos e clinicamente estáveis, com doença coronária em segmento proximal e/ou médio de um ou mais vasos epicárdicos (diâmetro &gt; 2,5 mm), apresentando obstruções entre 40 e 70%, por estimativa visual. Em seguida, a conduta terapêutica (clínica ou intervencionista) baseada em angiografia, relativamente a essas lesões, será definida de maneira independente por consenso de dois observadores. A partir daí, os pacientes, em ambos os grupos, serão randomizados para dois subgrupos: (1) manutenção de conduta baseada na angiografia; e (2) realização de FFR para decisão terapêutica. Os pacientes com lesões em que se obtiver FFR &lt; 0,80 serão tratados com revascularização percutânea ou cirúrgica, enquanto os portadores de lesões com FFR ≥ 0,80 serão tratados clinicamente. Conclusões: O presente estudo visa avaliar se a medida de FFR em lesões intermediárias não consideradas necessárias de tratamento intervencionista pela angiografia resulta em mudança de conduta. <hr/> Background: Despite its well-known limitations, invasive coronary angiography remains the most used, and often times the only method used to define treatment strategies in patients undergoing diagnostic cardiac catheterization. Measurement of coronary fractional flow reserve (FFR) has been used in several studies in patients for whom an interventional the rapy strategy was determined based on angiography. However, this method has not been tested in the opposite scenario, in which the angiographic evaluation does not indicate the need for interventions. The purpose of this pilot study, to be performed in two sites, is to test the hypothesis that for intermediate injuries, in which angiography does not indicate the need for coronary intervention, measurement of FFR might change the therapeutic approach based on angiography. Methods: Consecutive clinically stable patients, with coronary disease in the proximal or middle segment of one or more epicardial vessels (diameter &gt; 2.5 mm), with injuries between 40 and 70% by visual estimation will be enrolled in this trial. The treatment approach (clinical or interventional) based on angiography will be defined independently and by consensus of two observers. Thereafter, patients in both groups will be randomized into two subgroups: (1) maintenance of the angiography-based therapeutic strategy; and (2) use of FFR to define therapeutic strategy. Patients with FFR &lt; 0.80 will be treated by percutaneous or surgical revascularization, whereas patients with FFR ≥ 0.80 will be treated clinically. Conclusions: The present study is aimed at evaluating whether FFR measurement in intermediate lesions in which an interventional therapy is not indicated by angiography results in change of conduct. <![CDATA[Aplicações do Balão Farmacológico na Doença Arterial Coronária]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300293&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt As estratégias de revascularização percutânea evoluíram significativamente nas últimas décadas. No entanto, toda nova tecnologia apresenta um benefício sobre a anterior, mas traz consigo também novos riscos. A hiperplasia neointimal, associada aos stents não farmacológicos, e a endotelização tardia das hastes e reação inflamatória vascular ao polímero, associada aos stents farmacológicos, são exemplos dessa premissa. Os balões farmacológicos foram desenvolvidos com o racional de modular a hiperplasia neointimal após a intervenção e de não suscitar os problemas tardios relacionados aos stents com eluição de fármacos antiproliferativos. No entanto, as evidências e as recomendações para sua utilização ainda não foram adequadamente definidas. Esta revisão objetiva apresentar e caracterizar os tipos de balão farmacológico disponíveis no mercado mundial, fazendo uma revisão dos estudos mais relevantes presentes na literatura sobre seu uso nos diversos cenários clínicos e descrever as principais indicações e atuais recomendações para seu uso.<hr/>Percutaneous revascularization strategies have evolved significantly in the past decades. However, every new technology has advantages over the previous ones, but also carries new risks. Neointimal hyperplasia, associated with bare metal stents, and delayed strut endothelialization and vascular inflammatory reaction to the polymer, associated with drug-eluting stents, are examples of this premise. Drug-eluting balloons were developed with the aim to modulate neointimal hyperplasia after intervention, avoiding the late risks associated with drug-eluting stents. However, the evidence and recommendations for their use have not been adequately defined. This review aims to present and characterize the different types of drug-eluting balloons commercially available worldwide, reviewing the most relevant studies in the literature in different clinical scenarios and describe the main indications and recommendations for their use. <![CDATA[Artéria Coronária Direita Originada da Artéria Descendente Anterior: Uma Rara Anomalia Coronariana]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300300&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A artéria coronária única é anomalia rara, que pode estar associada à isquemia miocárdica e morte súbita. Apresentamos o caso de uma mulher jovem, com quadro de angina atípica, cujo cateterismo revelou artéria coronária direita que se originava do terço médio da artéria descendente anterior, uma variante da artéria coronária única.<hr/>A single coronary artery is a rare anomaly that may be associated with myocardial ischemia and sudden death. We present a case of a young woman with atypical angina whose coronary angiography revealed a right coronary artery originating from the mid left anterior descending artery, a variant of the single coronary artery. <![CDATA[Apresentação Atípica de Hematoma Intramural da Aorta Ascendente com Tratamento Conservador]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300303&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O hematoma intramural aórtico é uma doença grave, secundária a sangramento da vasa vasorum e/ou microúlceras aórticas, sem comunicação com a luz verdadeira do vaso. Seu achado ocasional, na ausência de sintomas ou trauma aórtico, é bastante raro. Neste relato, paciente assintomática, com comprometimento da aorta ascendente e arco, foi mantida em tratamento clínico, a despeito das recomendações predominantes para correção cirúrgica em lesões classificadas como tipo A de Stanford. Discutimos aspectos pertinentes à caracterização da lesão nos diferentes exames de imagem, identificação de critérios de alto risco anatômico e condução do caso. A evolução em 7 meses foi satisfatória.<hr/>Aortic intramural hematoma is a severe disease, secondary to vasa vasorum bleeding and/or aortic micro-ulcers without connection with the true lumen of the vessel. Its occasional finding in the absence of symptoms or aortic trauma is quite rare. In this report, an asymptomatic female patient with involvement of the ascending aorta and transverse arch was maintained on clinical treatment, despite the prevailing recommendations for surgical repair in Stanford type A lesions. Relevant aspects of lesion characterization in different imaging tests, identification of high risk anatomical criteria and conduct are discussed. A satisfactory 7-month follow-up was observed. <![CDATA[Errata]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2179-83972014000300308&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O hematoma intramural aórtico é uma doença grave, secundária a sangramento da vasa vasorum e/ou microúlceras aórticas, sem comunicação com a luz verdadeira do vaso. Seu achado ocasional, na ausência de sintomas ou trauma aórtico, é bastante raro. Neste relato, paciente assintomática, com comprometimento da aorta ascendente e arco, foi mantida em tratamento clínico, a despeito das recomendações predominantes para correção cirúrgica em lesões classificadas como tipo A de Stanford. Discutimos aspectos pertinentes à caracterização da lesão nos diferentes exames de imagem, identificação de critérios de alto risco anatômico e condução do caso. A evolução em 7 meses foi satisfatória.<hr/>Aortic intramural hematoma is a severe disease, secondary to vasa vasorum bleeding and/or aortic micro-ulcers without connection with the true lumen of the vessel. Its occasional finding in the absence of symptoms or aortic trauma is quite rare. In this report, an asymptomatic female patient with involvement of the ascending aorta and transverse arch was maintained on clinical treatment, despite the prevailing recommendations for surgical repair in Stanford type A lesions. Relevant aspects of lesion characterization in different imaging tests, identification of high risk anatomical criteria and conduct are discussed. A satisfactory 7-month follow-up was observed.