Scielo RSS <![CDATA[Trends in Psychiatry and Psychotherapy]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=2237-608920160001&lang=en vol. 38 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Depression and anxiety in individuals with amyotrophic lateral sclerosis: a systematic review]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892016000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en Introduction Studies assessing symptoms of depression and anxiety in individuals with amyotrophic lateral sclerosis (ALS) have reported contradictory results. The objective of this systematic review is to identify the prevalence of these mood disorders in the literature. Methods We searched the PubMed, HighWire, MEDLINE, SciELO, LILACS and ScienceDirect databases. Literature was selected for review in two stages, according to eligibility criteria. The first stage involved searching databases and checking titles and abstracts. The second step consisted of reading complete articles and excluding those that did not meet the inclusion criteria. The inclusion criteria were articles written in Portuguese, English or Spanish, published in the last five years and involving people with ALS diagnosed according to the El Escorial criteria. Results The database searches returned a total of 1,135 titles and abstracts and then 1,117 of these were excluded. Eighteen articles were selected for review. The 12-item Amyotrophic Lateral Sclerosis Depression Inventory (ADI-12) was the only instrument designed specifically to assess depression in ALS, but it was only used in three studies. No instruments specifically designed for anxiety in ALS were used. A large number of studies found presence and slight increase of anxiety disorders. There was considerable large variation in the results related to depressive disorders, ranging from moderate depression to an absence of symptoms. Conclusions Patients with ALS may exhibit symptoms of depression and anxiety at different levels, but there is a need for studies using specific instruments with larger samples in order to ascertain the prevalence of symptoms in ALS and the factors associated with it.<hr/> Introdução Estudos avaliando sintomas depressivos e ansiosos em pessoas com esclerose lateral amiotrófica (ELA) têm apresentado resultados contraditórios. Esta revisão sistemática tem por objetivo identificar a prevalência desses transtornos do humor na literatura. Métodos A pesquisa foi feita nas bases de dados PubMed, HighWire, MEDLINE, SciELO, LILACS e ScienceDirect. A seleção dos estudos foi realizada em duas etapas de acordo com os critérios de elegibilidade. A primeira etapa envolveu pesquisa nas bases de dados e revisão de títulos e resumos. Na segunda etapa houve a leitura dos artigos completos e a exclusão dos que não preenchiam os critérios de inclusão. Os critérios de inclusão eram: publicação nos idiomas português, inglês ou espanhol, nos últimos 5 anos e envolvendo pessoas com ELA conforme o El Escorial. Resultados Um total de 1.135 títulos e resumos foram selecionados, mas 1.117 foram excluídos. Como resultado, 18 artigos foram incluídos na revisão. O Inventário de Depressão da Esclerose Lateral Amiotrófica com 12 itens (ADI-12) foi o único instrumento específico para avaliação da depressão na ELA utilizado, porém em apenas três estudos. Nenhum instrumento específico para ansiedade na ELA foi utilizado. Boa parte dos estudos apontaram presença e ligeiro aumento das desordens de ansiedade. Já para depressão houve grande diversidade de respostas, variando de depressão moderada à ausência de sintomas. Conclusões Pessoas com ELA podem apresentar sintomas depressivos e ansiosos em proporções diferentes, mas há a necessidade de estudos com instrumentos específicos e com amostras mais amplas para que se possa averiguar a prevalência das sintomatologias na ELA e os fatores associados a elas. <![CDATA[Quality of life in young onset dementia: an updated systematic review]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892016000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Introduction Young onset dementia (YOD) develops before 65 years of age and has specific age-related adverse consequences for quality of life (QoL). We systematically examined factors related to the QoL of people with YOD and their caregivers. Method This systematic review used the PRISMA methodology. The literature search was undertaken on July 5, 2015, using Cochrane, PubMed, SciELO, PsycINFO, Scopus and Thomson Reuters Web of Science electronic databases. The search keywords included early onset and young onset combined with, dementia, Alzheimer, vascular dementia, mixed dementia, frontotemporal dementia, quality of life, well-being and unmet needs. Nine studies were included. We revised objectives, study design, sample, instruments and results related to QoL. Results People with YOD rated their own QoL significantly higher than their caregivers. Greater awareness of disease among people with YOD is associated with better QoL in caregivers. A relationship was found between unmet needs and daytime activities, lack of companionship and difficulties with memory. Issues associated with unmet needs were prolonged time to diagnosis, available health services and lack of caregiver's own future perspective. Conclusion Consideration should be given to conducting investigations with more homogeneous samples and use of a clear concept of QoL. The present study highlights the need for future research in a wider range of countries, using instruments specifically for YOD. It would be interesting if studies could trace parallels with late onset dementia groups.<hr/> Introdução A demência de início precoce se desenvolve antes dos 65 anos e possui consequências adversas específicas relacionadas à idade para a qualidade de vida (QV). Nós examinamos de forma sistemática fatores ligados à QV de pessoas com demência de início precoce e seus cuidadores. Método Foi utilizada a metodologia PRISMA, com busca nas bases de dados Cochrane, PubMed, SciELO, PsycINFO, Scopus e Thomson Reuters Web of Science electronic em 5 de julho de 2015. Foi utilizada a palavra-chave início precoce combinada com demência, Alzheimer, demência vascular, demência mista, demência frontotemporal, qualidade de vida, bem-estar e necessidades não atendidas. Nove estudos foram incluídos. Foram revisados os objetivos, desenho, amostra, instrumentos e resultados relacionados à QV. Resultados Pessoas com demência de início precoce pontuaram sua própria QV significantemente mais alta que seus cuidadores. A maior consciência da doença entre essas pessoas é associada com melhor QV dos cuidadores. Foi encontrada relação entre necessidades não atendidas e atividades diárias, falta de companhia e dificuldades com a memória. A demora na definição do diagnóstico, os serviços de saúde disponíveis e a falta de perspectivas futuras do cuidador foram fatores associados às necessidades não atendidas. Conclusão Deve-se considerar a possibilidade de conduzir investigações com amostras mais homogêneas e um conceito mais claro de QV. O presente estudo chama atenção para a necessidade de pesquisas em mais países, utilizando instrumentos específicos para pessoas com demência de início precoce. Seria interessante se estudos pudessem traçar paralelos com grupos de início tardio. <![CDATA[DSM-IV-defined anxiety disorder symptoms in a middle-childhood-aged group of Malaysian children using the Spence Children's Anxiety Scale]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892016000100014&lng=en&nrm=iso&tlng=en Introduction Pediatric anxiety disorders are the most common mental health disorders in the middle-childhood age group. The purpose of this study is to assess anxiety disorder symptoms, as defined by the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4th edition (DSM-IV), in a large community sample of low socioeconomic level rural children and to investigate some of the psychometric properties (internal consistency, construct and convergent validity and items rated as often or always experienced) of the Malay version of the Spence Children's Anxiety Scale - Child version (SCAS-C). Method Six hundred children aged 9-11 and 424 of their parents completely answered the child or parent versions of the SCAS. Results Results indicated that the internal reliability of subscales were moderate to adequate. Significant correlations between child and parent reports supported the measure's concurrent validity. Additionally, anxiety levels in this Malaysian sample were lower than among South-African children and higher than among their Western peers. There were both similarities and differences between symptom items reported as often or always experienced by Malaysian students and by children from other cultures. Confirmatory factor analysis provided evidence of the existence of five inter-correlated factors for anxiety disorders based on SCAS-C. Conclusion Although some of the instrument's psychometric properties deviated from those observed in some other countries, it nevertheless appears to be useful for assessing childhood anxiety symptoms in this country.<hr/> Introdução Transtornos de ansiedade são a doença de saúde mental mais comum em crianças na terceira infância. O objetivo deste estudo foi examinar sintomas de transtorno de ansiedade conforme definidos na 4ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV) em uma grande amostra comunitária de crianças de baixo nível socioeconômico vivendo em zona rural na Malásia e investigar as propriedades psicométricas (consistência interna, construto, validade convergente e frequência de respostas muitas vezes e sempre) da versão malaia da Escala de Ansiedade Infantil de Spence - Versão para Crianças. Método Um total de 600 crianças com idade entre 9 e 11 anos e 424 pais responderam todas as questões das versões da escala para crianças e para pais. Resultados Os resultados indicaram que a confiabilidade interna das subescalas variou de moderada a suficiente. Correlações significativas entre os relatos das crianças e de seus pais reforçaram a validade convergente do instrumento. O nível de ansiedade observado na amostra de crianças malaias foi menor do o nível relatado para crianças na África do Sul e maior do que em crianças de países ocidentais. A frequência das respostas escolhidas pelos estudantes malaios demonstrou algumas similaridades e diferenças em relação a outras culturas. A análise fatorial confirmatória revelou evidência da presença de cinco fatores inter-relacionados para transtorno de ansiedade com base na escala avaliada. Conclusão Embora algumas propriedades psicométricas do instrumento avaliado tenham desviado dos resultados obtidos em outros países, a escala parece útil para avaliar sintomas de ansiedade na infância na Malásia. <![CDATA[Measuring child maltreatment using multi-informant survey data: a higher-order confirmatory factor analysis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892016000100023&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objective To investigate the validity and reliability of a multi-informant approach to measuring child maltreatment (CM) comprising seven questions assessing CM administered to children and their parents in a large community sample. Methods Our sample comprised 2,512 children aged 6 to 12 years and their parents. Child maltreatment (CM) was assessed with three questions answered by the children and four answered by their parents, covering physical abuse, physical neglect, emotional abuse and sexual abuse. Confirmatory factor analysis was used to compare the fit indices of different models. Convergent and divergent validity were tested using parent-report and teacher-report scores on the Strengths and Difficulties Questionnaire. Discriminant validity was investigated using the Development and Well-Being Assessment to divide subjects into five diagnostic groups: typically developing controls (n = 1,880), fear disorders (n = 108), distress disorders (n = 76), attention deficit hyperactivity disorder (n = 143) and oppositional defiant disorder/conduct disorder (n = 56). Results A higher-order model with one higher-order factor (child maltreatment) encompassing two lower-order factors (child report and parent report) exhibited the best fit to the data and this model's reliability results were acceptable. As expected, child maltreatment was positively associated with measures of psychopathology and negatively associated with prosocial measures. All diagnostic category groups had higher levels of overall child maltreatment than typically developing children. Conclusions We found evidence for the validity and reliability of this brief measure of child maltreatment using data from a large survey combining information from parents and their children.<hr/> Objetivo Investigar a validade e confiabilidade de uma abordagem de múltiplos informantes para a mensuração de maus-tratos na infância, composta por sete questões avaliando maus-tratos na infância respondidas pelas crianças e seus pais em uma ampla amostra comunitária. Métodos A amostra foi composta por 2.512 crianças com idades entre 6 e 12 anos e seus pais. Maus-tratos na infância foram avaliados com três questões respondidas pelas crianças e quatro respondidas pelos seus pais, investigando violência física, negligência física, violência emocional e violência sexual. Análises fatoriais confirmatórias foram utilizadas para comparar os índices de ajuste de diferentes modelos. Validade convergente e divergente foi testada utilizando escores de relato parental e de relato dos professores no Strengths and Difficulties Questionnaire. Validade discriminante foi investigada utilizando a entrevista Development and Well-Being Assessment para dividir os participantes em cinco grupos diagnósticos: controles com desenvolvimento típico (n = 1.880), transtornos do medo (n = 108), transtornos do estresse (n = 76), transtorno de déficit de atenção-hiperatividade (n = 143) e transtorno opositivo-desafiador/conduta (n = 56). Resultados Um modelo de segunda ordem com um fator de segunda ordem (maus-tratos na infância) englobando dois fatores de primeira ordem (relato da criança e relato parental) demonstrou o melhor ajuste aos dados, e os resultados de confiabilidade desse modelo foram aceitáveis. Como esperado, maus-tratos na infância estiveram positivamente associados a medidas de psicopatologia e negativamente associados a medidas pró-sociais. Todos os grupos de categorias diagnósticas tiveram níveis mais altos de maus-tratos na infância do que as crianças com desenvolvimento típico. Conclusões Foram encontradas evidências de validade e confiabilidade dessa medida breve de maus-tratos na infância utilizando dados de um grande levantamento combinando o relato de pais e seus filhos. <![CDATA[Cross-cultural adaptation of the Maltreatment and Abuse Chronology of Exposure (MACE) scale to Brazilian Portuguese]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892016000100033&lng=en&nrm=iso&tlng=en Introduction : There is strong evidence to indicate that childhood maltreatment can negatively affect both physical and mental health and there is increasing interest in understanding the occurrence and consequences of such experiences. While several tools have been developed to retrospectively investigate childhood maltreatment experiences, most of them do not investigate the experience of witnessing family violence during childhood or bullying exposure. Moreover, the majority of scales do not identify when these experiences may have occurred, who was involved or the feelings evoked, such as helplessness or terror. The Maltreatment and Abuse Chronology of Exposure (MACE) scale was developed to overcome these limitations. Objective : In view of the improvements over previous self-report instruments that this new tool offers and of the small number of self-report questionnaires for childhood maltreatment assessment available in Brazil, this study was conducted to conduct cross-cultural adaptation of the MACE scale for Brazilian Portuguese. Method : The following steps were performed: translation, back-translation, committee review for semantic and conceptual evaluation, and acceptability trial for equivalence. Results : Semantic and structural changes were made to the interview to adapt it for the Brazilian culture and all 75 of the items that comprise the longer version of MACE were translated. The results of the acceptability trial suggest that the items are comprehensible. Conclusion : The MACE scales may be useful tools for investigation of childhood maltreatment and make a valuable contribution to research in Brazil. Future studies should consider testing the availability and reliability of the three versions of the instrument translated into Brazilian Portuguese.<hr/> Introdução : Há evidências robustas na literatura indicando que os maus-tratos na infância podem afetar negativamente a saúde física e mental. Além disso, há um crescente interesse em compreender a ocorrência e as consequências dessas experiências. Vários instrumentos vêm sendo desenvolvidos para investigar retrospectivamente experiências de maus-tratos na infância, mas a maioria deles não investiga a experiência de testemunhar violência familiar durante a infância ou a ocorrência de bullying . Além disso, a maioria não identifica quando as experiências ocorreram, quem estava envolvido ou os sentimentos que evocaram, como desespero ou terror. A escala Maltreatment and Abuse Chronology of Exposure (MACE) foi desenvolvida para superar essas limitações. Objetivos : Considerando as vantagens dessa nova escala em relação aos instrumentos de autorrelato existentes e o reduzido número de questionários de autorrelato disponíveis no Brasil para avaliar maus-tratos na infância, este estudo teve como objetivo conduzir a adaptação transcultural da escala MACE para o português brasileiro. Método : Foram realizadas as etapas de tradução, retrotradução, análise de equivalência semântica e correspondência conceitual por um comitê avaliador e teste de aceitabilidade. Resultados : Adaptações semânticas e estruturais foram realizadas na entrevista para a realidade cultural brasileira, e todos os 75 itens incluídos na versão estendida da MACE foram traduzidos. Os resultados do teste de aceitabilidade sugerem que os itens foram adequadamente compreendidos. Conclusões : A escala MACE é uma ferramenta útil para a investigação de maus-tratos na infância, contribuindo para a pesquisa no Brasil. Futuros estudos devem considerar testar a validade e fidedignidade das três versões do instrumento traduzidas para o português do Brasil. <![CDATA[IL-6 and IL-10 levels in the umbilical cord blood of newborns with a history of crack/cocaine exposure in utero: a comparative study]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892016000100040&lng=en&nrm=iso&tlng=en Introduction Prenatal cocaine exposure (PCE) is associated with neurobehavioral problems during childhood and adolescence. Early activation of the inflammatory response may contribute to such changes. Our aim was to compare inflammatory markers (IL-6 and IL-10) both in umbilical cord blood and in maternal peripheral blood at delivery between newborns with history of crack/cocaine exposure in utero and non-exposed newborns. Methods In this cross-sectional study, 57 newborns with a history of crack/cocaine exposure in utero (EN) and 99 non-exposed newborns (NEN) were compared for IL-6 and IL-10 levels. Sociodemographic and perinatal data, maternal psychopathology, consumption of nicotine and other substances were systematically collected in cases and controls. Results After adjusting for potential confounders, mean IL-6 was significantly higher in EN than in NEN (10,208.54, 95% confidence interval [95%CI] 1,328.54-19,088.55 vs. 2,323.03, 95%CI 1,484.64-3,161.21; p = 0.007; generalized linear model [GLM]). Mean IL-10 was also significantly higher in EN than in NEN (432.22, 95%CI 51.44-812.88 vs. 75.52, 95%CI 5.64-145.39, p = 0.014; GLM). Adjusted postpartum measures of IL-6 were significantly higher in mothers with a history of crack/cocaine use (25,160.05, 95%CI 10,958.15-39,361.99 vs. 8,902.14, 95%CI 5,774.97-12,029.32; p = 0.007; GLM), with no significant differences for IL-10. There was no correlation between maternal and neonatal cytokine levels (Spearman test, p ≥ 0.28 for all measures). Conclusions IL-6 and IL-10 might be early biomarkers of PCE in newborns. These findings could help to elucidate neurobiological pathways underlying neurodevelopmental changes and broaden the range of possibilities for early intervention.<hr/> Introdução A exposição pré-natal à cocaína está associada a problemas neurocomportamentais durante a infância e adolescência. A ativação precoce da resposta inflamatória pode contribuir para tais alterações. Nosso objetivo foi comparar marcadores inflamatórios (IL-6 e IL-10) no sangue do cordão umbilical e no sangue periférico materno na hora do parto, entre recém-nascidos expostos ao crack intraútero e recém-nascidos não expostos. Métodos Neste estudo transversal, 57 recém-nascidos expostos ao crack intraútero (RNE) e 99 recém-nascidos não expostos (RNNE) foram comparados quanto aos níveis de IL-6 e IL-10. Dados sociodemográficos e perinatais, psicopatologia materna, consumo de nicotina e outras substâncias foram sistematicamente coletados em casos e controles. Resultados Após o ajuste para potenciais confundidores, a média de IL-6 foi significativamente maior nos RNE em comparação aos RNNE [10.208,54, intervalo de confiança (IC95%) 1.328,54-19.088,55 versus2.323,03, IC95% 1.484,64-3.161,21; p = 0,007; modelo linear generalizado (MLG)]. A média ajustada de IL-10 foi significativamente maior nos RNE do que nos RNNE (432,2189, IC95% 51,44-812,88 versus 75,52, IC95% 5,64-145,39, p = 0,014; MLG). Medidas pós-parto ajustadas de IL-6 foram significativamente maiores nas mães que usaram de crack/cocaína (25.160,05, IC95% 10.958,15-39.361,99 versus 8.902,14, IC95% 5.774,97-12.029,32; p = 0,007; MLG), sem diferenças significativas para IL-10. Não houve correlação entre níveis maternos e neonatais de citocinas (teste de Spearman, p ≥ 0,28 para todas as medidas). Conclusões IL-6 e IL-10 podem ser biomarcadores precoces da exposição pré-natal a cocaína em recém-nascidos. Esses resultados podem ajudar a elucidar as vias neurobiológicas subjacentes a alterações do desenvolvimento e aumentar a gama de possibilidades para intervenção precoce. <![CDATA[Transcranial magnetic stimulation for posttraumatic stress disorder: an updated systematic review and meta-analysis]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892016000100050&lng=en&nrm=iso&tlng=en Introduction Transcranial magnetic stimulation (TMS) is a promising non-pharmacological intervention for posttraumatic stress disorder (PTSD). However, randomized controlled trials (RCTs) and meta-analyses have reported mixed results. Objective To review articles that assess the efficacy of TMS in PTSD treatment. Methods A systematic review using MEDLINE and other databases to identify studies from the first RCT available up to September 2015. The primary outcome was based on PTSD scores (continuous variable). The main outcome was Hedges' g. We used a random-effects model using the statistical packages for meta-analysis available in Stata 13 for Mac OSX. Heterogeneity was evaluated with I2 (&gt; 35% for heterogeneity) and the χ2 test (p &lt; 0.10 for heterogeneity). Publication bias was evaluated using a funnel plot. Meta-regression was performed using the random-effects model. Results Five RCTs (n = 118) were included. Active TMS was significantly superior to sham TMS for PTSD symptoms (Hedges' g = 0.74; 95% confidence interval = 0.06-1.42). Heterogeneity was significant in our analysis (I2 = 71.4% and p = 0.01 for the χ2 test). The funnel plot shows that studies were evenly distributed, with just one study located marginally at the edge of the funnel and one study located out of the funnel. We found that exclusion of either study did not have a significant impact on the results. Meta-regression found no particular influence of any variable on the results. Conclusion Active TMS was superior to sham stimulation for amelioration of PTSD symptoms. Further RCTs with larger sample sizes are fundamental to clarify the precise impact of TMS in PTSD.<hr/> Introdução A estimulação magnética transcraniana (EMT) é uma intervenção não farmacológica promissora no tratamento de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). No entanto, estudos controlados e metanálises apresentaram resultados conflitantes até o momento. Objetivo Revisar os artigos sobre a eficácia da EMT para o tratamento de TEPT. Métodos Conduzimos uma revisão sistemática da literatura no MEDLINE para identificar estudos controlados e randomizados publicados até setembro de 2015. O desfecho primeiro foi baseado nas escalas de gravidade de TEPT como variáreis contínuas. O desfecho principal foi o g de Hedges. Utilizamos o modelo de efeito randômico com as análises estatísticas para metanálise do Stata 13 para Mac OSX. A heterogeneidade foi avaliada com o I2 (&gt; 35% para heterogeneidade) e o teste do χ2 (p &lt; 0,01 para heterogeneidade). Viés de publicação foi avaliado utilizando-se o gráfico do funil. Realizamos metarregressões com modelo de efeito randômico. Resultados Cinco estudos foram incluídos. A EMT ativa foi superior ao placebo para o tratamento de TEPT (g de Hedges = 0,74; intervalo de confiança 95% = 0,06-1,42). A heterogeneidade entre os estudos foi significativa em nossa análise (I2 = 71,4% e p = 0,01 para o teste do χ2). O gráfico do funil nos mostrou estudos simetricamente distribuídos, com apenas um estudo localizado marginalmente ao gráfico e um estudo localizado fora do funil. Encontramos que a exclusão de cada estudo não alterou significativamente o resultado final. A metarregressão não mostrou influência de nenhuma variável no resultado. Conclusões A estimulação ativa de EMT foi superior à estimulação simulada para melhora dos sintomas de TEPT. Novos estudos randomizados e controlados por simulação são necessários para esclarecer com melhor precisão o impacto da EMT no TEPT. <![CDATA[Heat stroke during long-term clozapine treatment: should we be concerned about hot weather?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892016000100056&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objective To describe the case of a patient with schizophrenia on clozapine treatment who had an episode of heat stroke. Case description During a heat wave in January and February 2014, a patient with schizophrenia who was on treatment with clozapine was initially referred for differential diagnose between systemic infection and neuroleptic malignant syndrome, but was finally diagnosed with heat stroke and treated with control of body temperature and hydration. Comments This report aims to alert clinicians take this condition into consideration among other differential diagnoses, especially nowadays with the rise in global temperatures, and to highlight the need for accurate diagnosis of clinical events during pharmacological intervention, in order to improve treatment decisions and outcomes.<hr/> Objetivo Descrever o caso de um paciente com esquizofrenia em tratamento com clozapina acometido por um episódio de heat stroke. Descrição do caso Durante uma onda de calor em janeiro e fevereiro de 2014, um paciente com esquizofrenia em tratamento com clozapina foi inicialmente encaminhado para diagnóstico diferencial de infecção sistêmica e síndrome neuroléptica maligna, tendo obtido o diagnóstico final de heat stroke, tratado com controle de temperatura corporal e hidratação. Comentários Este relato de caso tem como objetivo alertar os clínicos para este diagnóstico diferencial, que pode surgir com mais frequência à medida que as temperaturas globais continuarem a aumentar, e também destacar a importância da realização de um diagnóstico mais acurado, que possa melhorar as decisões de tratamento e os desfechos clínicos para os pacientes. <![CDATA[Integrity of cognitive functions in trigeminal nerve stimulation trials in neuropsychiatry]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892016000100060&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objective To describe the case of a patient with schizophrenia on clozapine treatment who had an episode of heat stroke. Case description During a heat wave in January and February 2014, a patient with schizophrenia who was on treatment with clozapine was initially referred for differential diagnose between systemic infection and neuroleptic malignant syndrome, but was finally diagnosed with heat stroke and treated with control of body temperature and hydration. Comments This report aims to alert clinicians take this condition into consideration among other differential diagnoses, especially nowadays with the rise in global temperatures, and to highlight the need for accurate diagnosis of clinical events during pharmacological intervention, in order to improve treatment decisions and outcomes.<hr/> Objetivo Descrever o caso de um paciente com esquizofrenia em tratamento com clozapina acometido por um episódio de heat stroke. Descrição do caso Durante uma onda de calor em janeiro e fevereiro de 2014, um paciente com esquizofrenia em tratamento com clozapina foi inicialmente encaminhado para diagnóstico diferencial de infecção sistêmica e síndrome neuroléptica maligna, tendo obtido o diagnóstico final de heat stroke, tratado com controle de temperatura corporal e hidratação. Comentários Este relato de caso tem como objetivo alertar os clínicos para este diagnóstico diferencial, que pode surgir com mais frequência à medida que as temperaturas globais continuarem a aumentar, e também destacar a importância da realização de um diagnóstico mais acurado, que possa melhorar as decisões de tratamento e os desfechos clínicos para os pacientes. <![CDATA[Erratum]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892016000100062&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objective To describe the case of a patient with schizophrenia on clozapine treatment who had an episode of heat stroke. Case description During a heat wave in January and February 2014, a patient with schizophrenia who was on treatment with clozapine was initially referred for differential diagnose between systemic infection and neuroleptic malignant syndrome, but was finally diagnosed with heat stroke and treated with control of body temperature and hydration. Comments This report aims to alert clinicians take this condition into consideration among other differential diagnoses, especially nowadays with the rise in global temperatures, and to highlight the need for accurate diagnosis of clinical events during pharmacological intervention, in order to improve treatment decisions and outcomes.<hr/> Objetivo Descrever o caso de um paciente com esquizofrenia em tratamento com clozapina acometido por um episódio de heat stroke. Descrição do caso Durante uma onda de calor em janeiro e fevereiro de 2014, um paciente com esquizofrenia em tratamento com clozapina foi inicialmente encaminhado para diagnóstico diferencial de infecção sistêmica e síndrome neuroléptica maligna, tendo obtido o diagnóstico final de heat stroke, tratado com controle de temperatura corporal e hidratação. Comentários Este relato de caso tem como objetivo alertar os clínicos para este diagnóstico diferencial, que pode surgir com mais frequência à medida que as temperaturas globais continuarem a aumentar, e também destacar a importância da realização de um diagnóstico mais acurado, que possa melhorar as decisões de tratamento e os desfechos clínicos para os pacientes.