Scielo RSS <![CDATA[Trends in Psychiatry and Psychotherapy]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=2237-608920150001&lang=pt vol. 37 num. 1 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Em memória do Dr. José Geraldo Vernet Taborda (1951-2014)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892015000100001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Dos biomarcadores ao estadiamento do transtorno bipolar: uma revisão sistemática]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892015000100003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt INTRODUCTION: A growing body of evidence suggests that bipolar disorder (BD) is a progressive disease according to clinical, biochemical and neuroimaging findings. This study reviewed the literature on the relationship between specific biomarkers and BD stages. METHODS: A comprehensive literature search of MEDLINE and PubMed was conducted to identify studies in English and Portuguese using the keywords biomarker, neurotrophic factors, inflammation, oxidative stress, neuroprogression and staging models cross-referenced with bipolar disorder. RESULTS: Morphometric studies of patients with BD found neuroanatomic abnormalities, such as ventricular enlargement, grey matter loss in the hippocampus and cerebellum, volume decreases in the prefrontal cortex and variations in the size of the amygdala. Other studies demonstrated that serum concentrations of neurotrophic factors, inflammatory mediators and oxidative stress may be used as BD biomarkers. CONCLUSIONS: The analysis of neurobiological changes associated with BD progression and activity may confirm the existence of BD biomarkers, which may be then included in staging models that will lead to improvements in treatment algorithms and more effective, individually tailored treatment regimens. Biomarkers may also be used to define early interventions to control disease progression. <hr/> INTRODUÇÃO: Níveis crescentes de evidência sugerem que o transtorno bipolar (TB) exibe um caráter progressivo, em nível tanto clínico, quanto bioquímico e neuroimagiológico. Este estudo revisa a literatura existente sobre a relação entre biomarcadores específicos e estágios do TB. MÉTODOS: Uma busca extensa da literatura nas bases de dados MEDLINE e PubMed foi conduzida para identificar estudos publicados em inglês e em português utilizando as palavras-chave biomarker (biomarcador), neurotrophic factors (fatores neurotróficos), inflammation (inflamação), oxidative stress (estresse oxidativo), neuroprogression (neuroprogressão) e staging models (modelos de estadiamento), em referência cruzada com o termo bipolar disorder (transtorno bipolar). RESULTADOS: Estudos morfométricos em doentes bipolares mostraram a existência de alterações neuroanatômicas, tais como o alargamento dos ventrículos, a perda de substância cinzenta no hipocampo e no cerebelo, a diminuição do volume de determinadas áreas do córtex pré-frontal e variações no tamanho da amígdala. Além disso, outros estudos apontam para a potencialidade do uso dos valores séricos dos fatores neurotróficos, de mediadores inflamatórios e de estresse oxidativo como biomarcadores do TB. CONCLUSÕES: O conhecimento das alterações neurobiológicas, associadas à progressão e atividade do TB, é fundamental para a identificação de biomarcadores. A incorporação de biomarcadores nos modelos de estadiamento do TB poderá permitir um aperfeiçoamento dos algoritmos terapêuticos, possibilitando a elaboração de esquemas de tratamento mais personalizados e eficazes, com destaque para a importância da intervenção precoce na atenuação da progressão da doença. <![CDATA[Resiliência de cuidadores de pessoas com demência: revisão sistemática de determinantes biológicos e psicossociais]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892015000100012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introduction: Although caregivers of people with dementia may face difficulties, some positive feelings of caregiving may be associated with resilience. Objective: This study systematically reviewed the definitions, methodological approaches and determinant models associated with resilience among caregivers of people with dementia. Methods: Search for articles published between 2003 and 2014 in ISI, PubMed/MEDLINE, SciELO and Lilacs using the search terms resilience, caregivers and dementia. Results and conclusions: Resilience has been defined as positive adaptation to face adversity, flexibility, psychological well-being, strength, healthy life, burden, social network and satisfaction with social support. No consensus was found about the definition of resilience associated with dementia. We classified the determinant variables into biological, psychological and social models. Higher levels of resilience were associated with lower depression rates and greater physical health. Other biological factors associated with higher levels of resilience were older age, African-American ethnicity and female sex. Lower burden, stress, neuroticism and perceived control were the main psychological factors associated with resilience. Social support was a moderating factor of resilience, and different types of support seemed to relieve the physical and mental overload caused by stress. <hr/> Introdução: Apesar das dificuldades enfrentadas por cuidadores de pessoas com demência, sentimentos positivos quanto aos cuidados podem estar relacionados à resiliência. Objetivo: Revisamos sistematicamente a literatura sobre a conceituação, abordagens metodológicas e modelos determinantes relacionados à resiliência dos cuidadores de pessoas com demência. Métodos: Foi realizada uma busca por artigos publicados entre 2003 e 2014 nas bases de dados ISI, PubMed/MEDLINE, SciELO e Lilacs, usando os descritores resilience [resiliência], caregivers [cuidadores] e dementia [demência]. Resultados e conclusões: A resiliência foi definida como adaptação positiva para enfrentar adversidades, flexibilidade, bem-estar psicológico, força, vida saudável, sobrecarga, rede social e satisfação com o apoio social recebido. Não se encontrou consenso sobre o conceito de resiliência em relação à demência. As variáveis determinantes foram classificadas em modelos biológicos, psicológicos e sociais. Níveis mais altos de resiliência foram relacionados com taxas mais baixas de depressão e melhor saúde física. Os outros aspectos biológicos relacionados a níveis mais altos de resiliência foram idade avançada, etnia de origem africana e sexo feminino. Menos sobrecarga, estresse, neuroticismo e percepção de controle foram os principais aspectos psicológicos relacionados à resiliência. O apoio social foi um fator moderador da resiliência, pois uma variedade de tipos de apoio parece aliviar a sobrecarga física e mental causada pelo estresse. <![CDATA[Aspectos fenomenológicos relacionados ao construto de ruminação cognitiva]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892015000100020&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objective: To evaluate the importance of phenomenological aspects of the cognitive rumination (CR) construct in current empirical psychiatric research. Method: We searched SciELO, Scopus, ScienceDirect, MEDLINE, OneFile (GALE), SpringerLink, Cambridge Journals and Web of Science between February and March of 2014 for studies whose title and topic included the following keywords: cognitive rumination; rumination response scale; and self-reflection. The inclusion criteria were: empirical clinical study; CR as the main object of investigation; and study that included a conceptual definition of CR. The studies selected were published in English in biomedical journals in the last 10 years. Our phenomenological analysis was based on Karl Jaspers' General Psychopathology. Results: Most current empirical studies adopt phenomenological cognitive elements in conceptual definitions. However, these elements do not seem to be carefully examined and are indistinctly understood as objective empirical factors that may be measured, which may contribute to misunderstandings about CR, erroneous interpretations of results and problematic theoretical models. Conclusion: Empirical studies fail when evaluating phenomenological aspects of the cognitive elements of the CR construct. Psychopathology and phenomenology may help define the characteristics of CR elements and may contribute to their understanding and hierarchical organization as a construct. A review of the psychopathology principles established by Jasper may clarify some of these issues. <hr/> Objetivo: Verificar a importância de aspectos fenomenológicos relacionados ao construto de ruminação cognitiva (RC) nas pesquisas empíricas psiquiátricas atuais. Método: Foram pesquisadas as bases de dados SciELO, Scopus, ScienceDirect, MEDLINE, OneFile (GALE), SpringerLink, Cambridge Journals e Web of Science, entre fevereiro e março de 2014, buscando artigos cujo tópico ou título contivessem os seguintes termos-chave: ruminação cognitiva; escala de resposta ruminativa; e autorreflexão. Os critérios de inclusão foram: estudos clínicos empíricos; RC como principal objeto de pesquisa; e estudos que incluíssem uma definição conceitual de RC. Foram considerados apenas artigos em inglês publicados em periódicos biomédicos nos últimos 10 anos. Nossa análise fenomenológica se fundamentou na Psicopatologia Geral de Jaspers. Resultados: Os conceitos de RC atualmente encontrados nas pesquisas empíricas utilizam majoritariamente elementos fenomenológicos em suas definições. Entretanto, esses elementos cognitivos são indistintamente entendidos como elementos objetivos (empíricos), passíveis de mensuração, e não parecem ser cuidadosamente examinados. Este fato pode contribuir para uma compreensão enganosa sobre RC, além de favorecer a interpretação errônea de resultados e a elaboração de paradoxos teóricos problemáticos. Conclusão: As pesquisas empíricas atuais sobre RC falham ao avaliar os aspectos fenomenológicos inerentes ao construto de RC. A psicopatologia e o método fenomenológico podem ajudar a definir características relacionadas aos elementos da RC, bem como contribuir para a sua compreensão e organização hierárquica enquanto construto. Um retorno aos princípios da psicopatologia, nos moldes de Jaspers, poderia trazer esclarecimentos ao tema. <![CDATA[Variação de cortisol plasmático em pacientes deprimidos após tratamento com eletroconvulsoterapia bilateral]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892015000100027&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introduction: More than 60 years after the introduction of modern psychopharmacology, electroconvulsive therapy (ECT) continues to be an essential therapeutic modality in the treatment of mental disorders, but its mechanism of action remains unclear. Hormones play an essential role in the development and expression of a series of behavioral changes. One aspect of the influence of hormones on behavior is their potential contribution to the pathophysiology of psychiatric disorders and the mechanism of action of psychotropic drugs and ECT. Objective: We measured blood levels of the hormone cortisol in patients with unipolar depression according to the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4th edition (DSM-IV) and compared results with levels found in healthy adults. Method: Blood cortisol levels were measured before the beginning of treatment with ECT, at the seventh session, and at the last session, at treatment completion. Depression symptoms were assessed using the Beck Depression Inventory (BDI). Results: Cortisol levels remained stable in both men and women between the seventh and the last sessions of ECT; values ranged from 0.686±9.6330 g/dL for women, and there was a mean decrease of 5.825±6.0780 g/dL (p = 0.024). Mean number of ECT sessions was 12. After the seventh and the last ECT sessions, patients with depression and individuals in the control group had similar cortisol levels, whereas BDI scores remained different. Conclusion: Cortisol levels decreased during ECT treatment. ECT seems to act as a regulator of the hypothalamic-pituitaryadrenal axis. <hr/> Introdução: Mais de 60 anos após a introdução da moderna psicofarmacologia, a eletroconvulsoterapia (ECT) continua essencial para o tratamento de distúrbios mentais, mas seu mecanismo de ação ainda não é totalmente conhecido. Certos hormônios têm um papel fundamental no desenvolvimento e expressão de uma série de alterações comportamentais. Um aspecto da influência dos hormônios nos comportamentos é sua contribuição potencial para a patofisiologia dos distúrbios psiquiátricos e o mecanismo de ação de psicotrópicos e da ECT. Objetivo: Os níveis do hormônio cortisol no sangue foram medidos em pacientes com depressão unipolar classificados de acordo com a 4ª edição do Manual Estatístico e Diagnóstico de Transtornos Mentais (DSM-IV), e os resultados foram comparados com os níveis encontrados em adultos saudáveis. Métodos: Os níveis de cortisol no sangue foram medidos antes do início do tratamento com ECT, na sétima e na última sessão, após a conclusão do tratamento. Os sintomas de depressão foram avaliados usando o Inventário de Depressão de Beck (BDI). Resultados: Os níveis de cortisol permaneceram estáveis tanto nos pacientes masculinos quanto femininos entre a sétima e a última sessão de ECT; os valores variaram 0,686±9,6330 g/ dL entre as pacientes femininas, e houve uma diminuição de 5,825±6,0780 g/dL (p = 0,024). O número médio de sessões de ECT foi 12. Após a sétima e a última sessão de ECT, os níveis de cortisol nos pacientes com depressão e nos indivíduos no grupo controle foram semelhantes, enquanto os resultados da escala BDI permaneceram diferentes. Conclusão: Os níveis de cortisol diminuíram durante o tratamento com ECT. A ECT parece atuar como reguladora do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal. <![CDATA[Adaptação cultural da Escala de Ansiedade Infantil de Spence para a Malásia]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892015000100037&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introduction: Anxiety among children has increased in recent years. Culturally adapted questionnaires developed to measure the level of anxiety are the best screening instruments for the general population. This study describes the scientific translation and adaptation of the Spence Children's Anxiety Scale (SCAS) into the Malay language. Method: The process of scientific translation of this selfreport instrument followed the guidelines of the Task Force for Translation and Cultural Adaptation of the International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research (ISPOR). Results: The Malay version and its adaptation for a new cultural context are described. Conclusion: The Malay version achieved the aims of the original version and its conceptual and operational equivalence. It may be used as the first Malay instrument to measure anxiety among children in research and in clinical and community settings. <hr/> Introdução: A ansiedade infantil tem crescido em anos recentes. Questionários culturalmente adaptados e desenvolvidos para medir o nível de ansiedade são os melhores instrumentos de triagem para a população em geral. Este estudo descreve a tradução e adaptação científica da Escala de Ansiedade Infantil de Spence para a língua malásia. Método: O processo de tradução científica deste instrumento de autorrelato seguiu as orientações da Força-Tarefa para a Tradução e Adaptação Cultural da International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research (ISPOR). Resultados: A versão malásia e sua adaptação para um novo contexto cultural são descritas. Conclusão: A versão malásia atingiu os objetivos da versão original e sua equivalência conceitual e operacional. Poderá ser usada como o primeiro instrumento malásio para medir ansiedade entre crianças em contextos de pesquisa, clínicos ou comunitários. <![CDATA[Tradução e adaptação transcultural da versão brasileira da Driving Anger Scale (DAS): forma longa e forma curta]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892015000100042&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Introduction: Driving anger has attracted the attention of researchers in recent years because it may induce individuals to drive aggressively or adopt risk behaviors. The Driving Anger Scale (DAS) was designed to evaluate the propensity of drivers to become angry or aggressive while driving. This study describes the cross-cultural adaptation of a Brazilian version of the short form and the long form of the DAS. Methods: Translation and adaptation were made in four steps: two translations and two back-translations carried out by independent evaluators; the development of a brief version by four bilingual experts in mental health and driving behaviors; a subsequent experimental application; and, finally, an investigation of operational equivalence. Results: Final Brazilian versions of the short form and of the long form of the DAS were made and are presented. Conclusions: This important instrument, which assesses driving anger and aggressive behaviors, is now available to evaluate the driving behaviors of the Brazilian population, which facilitates research in this field. <hr/> Introdução: A raiva na direção de veículos tem atraído a atenção de pesquisadores nos últimos anos, pois pode induzir as pessoas a dirigirem agressivamente ou a adotarem comportamentos de risco. A Driving Anger Scale (DAS) foi criada a fim de avaliar a propensão de motoristas a se tornarem agressivos ou raivosos enquanto dirigem. Este estudo descreve a adaptação transcultural de uma versão brasileira da forma longa e da forma curta da DAS. Método: O processo consistiu em quatro passos: duas traduções e duas retrotraduções elaboradas por avaliadores independentes; elaboração de uma versão sintética por quatro especialistas em saúde mental e comportamentos na direção bilíngues; posterior aplicação experimental; e, finalmente, investigação da equivalência operacional. Resultados: Foram definidas e são apresentadas as versões finais da forma longa e da forma curta da DAS em português brasileiro. Conclusões: Este importante instrumento, que mensura a raiva na direção e comportamentos agressivos, está agora disponível para avaliar os comportamentos na direção da população brasileira, facilitando a pesquisa nesse campo de estudo. <![CDATA[Manejo de sintomas comportamentais severos em um paciente com encefalite-anti-NMDAR: relato de caso e literatura atual]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-60892015000100047&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Objective: Psychiatric symptoms emerge in the early stages of anti-N-methyl-D-aspartate receptor (anti-NMDAR) encephalitis, and patients often seek treatment in psychiatric departments before visiting any other general medical services. Numerous articles about anti-NMDAR encephalitis have been published in the scientific community worldwide, but few emphasize the role of psychiatry in symptom management. Case description: We describe the case of a patient with anti- -NMDAR encephalitis seen in our service and discuss the management of behavioral symptoms based on current scientific literature. High doses of atypical antipsychotics and benzodiazepines were used to control agitation, and trazodone was administered to treat insomnia. Comments: Consultation-liaison psychiatry may help the healthcare team adjust the management of neuropsychiatric complications that might affect inpatients with anti-NMDAR encephalitis. <hr/> Objetivo: Sintomas psiquiátricos surgem em estágios precoces da encefalite antirreceptor N-metil-D-aspartato (NMDAR), o que faz muitos pacientes procurarem tratamento em serviços de psiquiatria antes de se dirigirem a unidades de clínica geral. Embora muitos artigos sobre encefalite anti-NMDAR venham sendo publicados na comunidade científica internacional, poucos enfatizam o papel do psiquiatra no seu manejo sintomatológico. Descrição do caso: O presente artigo relata o caso de um paciente que desenvolveu encefalite anti-NMDAR em nosso serviço e discute manejo de alterações comportamentais com base na literatura científica atual. Altas doses de antipsicóticos atípicos e benzodiazepínicos foram usados para controle de agitação, e trazodona foi utilizada para tratar insônia. Comentários: A interconsulta psiquiátrica pode ajudar no ajuste de condutas de toda a equipe assistente para as complicações neuropsiquiátricas que possam surgir na evolução de pacientes internados por encefalite anti-NMDAR.