Scielo RSS <![CDATA[Cadernos Nietzsche]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=2316-824220170003&lang=en vol. 38 num. 3 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<em>Cadernos Nietzsche</em> published the Second Part of the dossier on Nietzsche and Moral Traditions]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2316-82422017000300009&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[The Nietzschean theory of will]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2316-82422017000300017&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O artigo procura mostrar como Nietzsche, a partir de um exame detalhado da fenomenologia do querer, constrói um argumento a favor de sua tese revisionista de que a nossa experiência do querer não rastreia uma relação causal real com nossos atos, disso resultando o colapso da ideia mesma de responsabilidade moral no sentido exigido pelas teorias incompatibilistas da liberdade da vontade. Uma premissa importante do argumento de Nietzsche depende de um Doutrina dos Tipos, segundo a qual todos os nossos pensamentos conscientes têm um estatuto de epifenômeno em relação à psicologia inconsciente e à fisiologia do agente, que por sua vez remete ao tipo psicofísico ao qual cada indivíduo deve ser vinculado. Por fim, procura-se mostrar que a teoria nietzschiana da vontade antecipa certos resultados da psicologia empírica contemporânea.<hr/>Abstract The article intends to make explicit how Nietzsche, on the basis of an examination of the wanting phenomenology, composes an argument for his revisionist thesis that our wanting experience does not trace a real causal relation with our acts, the result of this being the breakdown of very ideia of moral responsibility in the direction requried by incompatibilists theories of will. An important premise of Nietzsche’s argument depends on a Theory of Types, according to which all our conscious thinkings have an epiphenomenical statute regarding unconscious psychology and agent’s physiology, which in turn traces to psychophysical types to which every individual must be linked. Finally it attempts to show that Nietzschean theory of will anticipates some results of contemporary empirical psychology. <![CDATA[Immoralism – a Nietzschean ethics?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2316-82422017000300051&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo examina brevemente algumas tentativas de reconstruir o que seria a contrapartida “positiva” da crítica de Nietzsche à moralidade, ou seja, o tipo de engajamento normativo que fundamentaria seu ataque à moral. Essas reconstruções têm atribuído a Nietzsche diferentes compromissos normativos, de modo que ele está próximo ora de um esteticismo, ora de algum tipo de utilitarismo, ora de uma ética das virtudes. Destacamos alguns pontos que são relevantes para a filosofia de Nietzsche e que parecem estar em dissonância com tais reconstruções. Estes pontos referem-se às concepções nietzschianas de perspectivismo, egoísmo, liberdade, Rausch e seu autodeclarado “imoralismo”. O objetivo é avaliar em que medida essas reconstruções são capazes de capturar o que há de singular no que Nietzsche tem a nos dizer sobre ética e normatividade prática sem descuidar de certos compromissos essenciais de sua filosofia.<hr/>Abstract This article discusses some attempts of reconstructing the “positive” counterpart of Nietzsche’s critique of morality, that is, attempts of answering the question of what would be a properly Nietzschean ethics or normativity, which is supposed to ground his attacks on morals. Such reconstructions have attributed different normative commitments to Nietzsche, so that his positive views on ethics might be described either as a form of aestheticism or as a heterodox version of utilitarianism or even as a variety of virtue ethics. We point out some features of the Nietzschean philosophy that seem to be relevant though not consonant with such reconstructions, points related to his conceptions of perspectivism, egoism, freedom and Rausch as well as his self-proclaimed “immoralism”, in order to assess the appropriateness of such reconstructions to capture Nietzsche’s positive views on ethics and practical normativity. <![CDATA[Nietzsche on Helvétius: “The last great event in morals”]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2316-82422017000300079&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O presente artigo busca examinar as parcas menções a Helvétius na obra nietzschiana, tendo como objetivo mais específico apresentar um sentido para a afirmação de Nietzsche de que o pensador francês estaria à frente do "último grande acontecimento da moral". A hipótese apresentada é de que Helvétius tenha importância tanto positiva - como proponente de um modelo mais realista de análise dos fenômenos morais - quanto negativa - como precursor do mais recente desdobramento da moralidade de rebanho.<hr/>Abstract This paper aims to examine the few mentions to Helvetius in Nietzsche's work, with the more specific purpose of making sense of Nietzsche's assertion that the French thinker would be at the head of "the last great event of morality". The hypothesis to be defended is that Helvetius has importance both positively - as a proponent of a more realistic model of analysis of moral phenomena - and negatively - as the precursor of the most recent unfolding of herd morality. <![CDATA[Nietzsche and perfeccionist orientations of his attempt to estimate values]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2316-82422017000300093&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O texto examina o modo como Nietzsche articula o elemento crítico de sua filosofia com as formulações éticas construtivas que ele defende. Seu objetivo é mostrar que as formulações positivas de Nietzsche guardam uma espécie de orientação normativa, ainda que em sentido mínimo. Dado que essa suposta orientação normativa deve manter coerência com suas críticas - e, portanto, deve ser distinta das concepções tradicionais que são criticadas -, começo identificando alguns compromissos elementares que o filósofo assume durante o empreendimento da crítica para em seguida elucidar a natureza e o estatuto da concepção de normatividade admitida por esses compromissos. Com isso chego a uma descrição em que embora qualquer juízo valorativo dependa de um elemento subjetivo básico, este é suficiente para assegurar sua força normativa. Ao final do texto sugiro uma possível caracterização da posição de Nietzsche como uma variante perfeccionista em que uma descrição formal dos valores como se definindo em relação à capacidade de conduzir à excelência está conjugada com a requisição de um tipo particular de confiança em si mesmo cuja função é conferir força normativa a esses valores.<hr/>Abstract The text examines how Nietzsche conflates the critical element of his philosophy with the constructive ethical formulations that he advocates. His aim is to show that Nietzsche's positive formulations retain a kind of normative guidance, even though in a minimal sense. Given that this supposed normative guidance must maintain coherence with his critique - and therefore must be distinct of the traditional conceptions which are criticized -, I start by identifying some elementary commitment that the philosopher assumes at the time of his critique in order to clarify the nature and the status of the conception of normativity that these commitments admits. Thereby I arrive at a description where although any evaluative judgment rests on a basic subjective element, this element is enough to ensure his normative force. At the end of text, I suggest one possible characterization of Nietzsche's position as a variation of perfectionism where a formal description of values that are defined regarding his capacity of promoting excellence is conjugated with a requisition of a particular type of self-reliance, whose function is to grant normative force to these values. <![CDATA[Philosophy as a way of life: confronting modern Skepticism]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2316-82422017000300125&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O objetivo deste artigo é mostrar que o modo como Pascal reage à tentativa de Montaigne de retomada da filosofia como forma de vida a partir de uma releitura de certos elementos da tradição cética terá um impacto considerável no modo como o próprio Nietzsche, mais de dois séculos depois, procura retomar este mesmo projeto em suas obras do período intermediário (seção III). Segundo o diagnóstico de Nietzsche, a crise do cristianismo no início da modernidade não significou o desenvolvimento de uma vida contemplativa emancipada das ilusões religiosas, mas a degradação, para não dizer a supressão pura e simples, do ideal da vida contemplativa e a imersão no ativismo moderno (cf. GC 359, ABM 58). A conhecida trilogia consagrada aos espíritos livres é em grande medida uma tentativa de se contrapor a essa tendência e recuperar um sentido não religioso da vida contemplativa no improvável contexto da sociedade burguesa da segunda metade do século XIX. O que tentarei mostrar é que partir de Aurora, Pascal se converterá em seu mais ilustre oponente. Mas inicialmente, (I) apresento o modo como Montaigne transforma a herança do ceticismo antigo, e na sequência (II) ofereço uma exposição de como Pascal reage à sua própria época, em especial ao projeto de retomada do ideal de vida contemplativa sem a tutela do cristianismo, projeto este que encontra em Montaigne seu principal representante.<hr/>Abstract The aim of this paper is to show that the way in which Pascal reacts to Montaigne’s attempt of recovering the ancient conception of philosophy as a way of life by reworking certain elements he borrowed from the sceptical tradition will have considerable impact on the similar philosophical project Nietzsche tries to develop in his so-called middle period works (section III of this paper). Nietzsche’s starting point is the diagnosis that the crisis of Christianity in early Modern Europe did not make room for the development of a contemplative life emancipated from religious illusions. Instead of that, it was followed by the degradation, not to say the complete suppression of contemplative life and the immersion in modern activism (see CS 359, BGE 58). The trilogy Nietzsche dedicated to the Free Spirits is an attempt of directly counteracting this tendency and regaining a non-religious sense of contemplative life in the most unlikely context of the bourgeois society of the second half of the Nineteenth Century. I intend to show that by the time of publishing Daybreak, Pascal becomes his most stimulating opponent. Before doing it, I reconstruct the way Montaigne receives and transforms the heritage of ancient scepticism (section I) and, thereafter, I proceed to investigate how Pascal reacts to the revival of ancient scepticism, putting special emphasis on the way he tries to undermine the ideal of a contemplative life freed from the tutelage of Christianity, a philosophical project which had in Montagne its most consequent representative (section II). <![CDATA[Nietzsche’s contribution to ethics]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2316-82422017000300181&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O artigo procura mostrar que o escopo da crítica de Nietzsche à moralidade, seu autoproclamado imoralismo, não abrange a totalidade de nossa experiência ética, mas uma interpretação particular dela, que resultou de um construto histórico cujas principais etapas são objeto de uma narrativa genealógica de orientação naturalista. Defende-se de forma sucinta a tese de que a posição de Nietzsche não exclui a legitimidade de toda e qualquer categoria ética, nem recomenda a abolição de toda e qualquer regra para o governo de nossas relações interpessoais e sua internalização na forma de disposições que lhe confiram estabilidade.<hr/>Abstract The article intends to show that the scope of Nietzsche’s criticism to morality, his self-proclaimed immoralism, does not embrace the totality of our ethical experience, but a particular interpretation of it, arising from an historical construct whose main stages are object of a genealogical narrative of a naturalist orientation. Clark briefly take up the assumption, supported by her at other times, that Nietzsche´s position does not rule out the legitimacy of any ethical category, nor recommends the abolition of any rule to the direction of our interpersonal relations and its internalization in the form of dispositions that bring stability. <![CDATA[Nietzsche, perfectionism and democracy: tensions between Rawls, Cavell and the agonists]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2316-82422017000300207&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo No centro de seu pensamento político, Nietzsche incentiva à busca pela perfeição dos indivíduos. É a disputa pelo significado do perfeccionismo do pensamento de Nietzsche por diferentes correntes o objetivo deste artigo. Rawls faz uma leitura de um perfeccionismo nietzschiano que é elitista, anti-igualitário e ligado a regimes aristocráticos. Essa foi uma leitura predominante do pensador. Mas, nos últimos 25 anos, surgiram outras interpretações para a busca pela perfeição nietzschiana. Uma defende um perfeccionismo moral no pensamento do autor, que seria igualitário e compatível com o ambiente democrático. Outra, mais recente, argumenta em prol de um perfeccionismo agonístico, visando a perpétua luta para superação de si mesmo como fundamental para o ambiente democrático.<hr/>Abstract At the center of his political thinking, Nietzsche encourages the quest for the perfection of individuals. It is the dispute for the meaning of perfectionism of Nietzsche's thought by different currents the purpose of this article. Rawls reads a Nietzschean perfectionism that is elitist, anti-egalitarian, and bound up with aristocratic regimes. This was a prevalent reading of the thinker. But in the last 25 years, other interpretations have emerged for the quest for Nietzschean perfection. One defends a moral perfectionism in the author's thought, which would be egalitarian and compatible with the democratic environment. Another, more recent, argues for an agonistic perfectionism, aiming at the perpetual struggle to overcome itself as fundamental to the democratic environment. <![CDATA[Nietzsche’s reception from the Library Index of the Central Seminary of São Leopoldo/RS]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2316-82422017000300237&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo O Index da biblioteca do Seminário Central Nossa Senhora da Conceição em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul guardou grande parte da obra filosófica que, nos anos que antecederam ao Concílio Vaticano II, esteve grandemente sob suspeita. Dentre este arsenal de obras, se destaca toda a obra de Nietzsche, da qual se ocupa este texto. Por mais paradoxal que pareça, Nietzsche, apesar da maneira controvertida com que tratava sobre temas como a cultura, a moral, o Cristianismo, Nietzsche, encontrou, no Seminário Central, diversos leitores. Estes, atraídos pela beleza de seu estilo e pela maneira impetuosa com que encarrava os problemas de sua época, levaram o pensamento de Nietzsche, em grande medida, a sério. Pode-se inferir a hipótese de que a recepção do pensamento de Nietzsche no Seminário Central foi se configurando, de certa forma, como ferramenta para se pensar os destinos futuros da Igreja Institucional.<hr/>Abstract The Index of library of Central Seminary of Imaculate Conception in São Leopoldo, at Rio Grande do Sul kept a big part of philosophical work that, in the years before the Vatican II Concilian, it was greatly in suspicious. Within it shows up all the Nietzsche’s work, which this text deals with. However paradoxical that it can be, Nietzsche, despite controversial manner whereby treats about themes as the culture, the moral, the Christianity, Nietzsche met, in the Central Seminary many readers. These, attracted by the beauty of its stile and by the impetuous manner whereby with witch he faced the problems of his time, took the Nietzsche’s thought, largely, seriously. It can be infer the hypothesis of that Nietzsche’s thought reception in the Central Seminary setting up, somehow, as tool to think the future destiny of institutional Church. <![CDATA[Projectionism of values in Nietzsche]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2316-82422017000300259&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo tem por objetivo reivindicar o lugar da filosofia nietzschiana na tradição filosófica do projetivismo. Com efeito, como mostrarei, mesmo se Nietzsche é quase unanimemente ignorado nas obras dos especialistas nessa tradição, ele mantém, ao longo de seu desenvolvimento filosófico, uma posição que se pode com razão definir como “projetivista”.<hr/>Abstract The aim of this paper is to claim Nietzsche’s place within the philosophical tradition of projectivism. Indeed, as will be shown, although Nietzsche is almost unanimously ignored by scholars working on projectivism, during the whole development of his philosophical thought, he holds a position which can be reasonably defined as “projectivist”. <![CDATA[Review]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2316-82422017000300275&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Este artigo tem por objetivo reivindicar o lugar da filosofia nietzschiana na tradição filosófica do projetivismo. Com efeito, como mostrarei, mesmo se Nietzsche é quase unanimemente ignorado nas obras dos especialistas nessa tradição, ele mantém, ao longo de seu desenvolvimento filosófico, uma posição que se pode com razão definir como “projetivista”.<hr/>Abstract The aim of this paper is to claim Nietzsche’s place within the philosophical tradition of projectivism. Indeed, as will be shown, although Nietzsche is almost unanimously ignored by scholars working on projectivism, during the whole development of his philosophical thought, he holds a position which can be reasonably defined as “projectivist”.