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Arquivos de Neuro-Psiquiatria

Print version ISSN 0004-282XOn-line version ISSN 1678-4227

Arq. Neuro-Psiquiatr. vol.63 no.1 São Paulo Mar. 2005

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X2005000100021 

Consciência da doença na demência: resultados preliminares em pacientes com doença de Alzheimer leve e moderada

 

Awareness of disease in dementia: preliminary results in patients with mild and moderate Alzheimer's disease

 

 

Márcia DouradoI; Jerson LaksII; Marlos RochaIII; Claudia SoaresIV; Annette LeibingV; Eliasz EngelhardtVI

IPsicóloga, Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria e Saúde Mental IPUB Universidade Federal do Rio de Janeiro RJ, Brasil (UFRJ), bolsista CNPq
IICoordenador do Centro de Doença de Alzheimer e outros transtornos mentais na velhice do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, Professor Adjunto da Faculdade de Faculdade de Medicina da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)
IIINeurologista, estagiário do CDA/IPUB-UFRJ
IVGeriatra, Mestranda em Saúde Pública, UFRJ
VProfessora do Instituto de Psiquiatria - UFRJ
VICoordenador do Setor de Neurologia Cognitiva e do Comportamento do Instituto de Neurologia Deolindo Couto da UFRJ

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a presença e o grau de consciência da doença na doença de Alzheimer (DA) em estágio leve e moderado.
MÉTODO: Pacientes com DA leve/moderada (n=42) avaliados em corte transversal através da Escala de Avaliação do Impacto Psicossocial do Diagnóstico de Demência (APSID), Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) e Estadiamento Clínico das Demências (CDR).
RESULTADOS: No estágio leve (n=18), 66,7% dos pacientes perceberam os sintomas cognitivos e os prejuízos causados na vida cotidiana. No estágio moderado (n=24), 20,8% tinham consciência da doença preservada; em 45,8% observou-se somente a noção sobre a presença de sintomas cognitivos; ausência total de consciência da doença foi encontrada em 33,3%.
CONCLUSÃO: Os dados encontrados indicam a associação entre consciência e evolução clínica da doença. Pacientes com CDR 1 reconhecem melhor os sintomas cognitivos e dificuldades de atividade de vida diária. A maioria dos pacientes com CDR 2 reconhece seus sintomas, mas não percebe a gravidade e as conseqüências nas atividades de vida diária.

Palavras-chave: doença de Alzheimer, consciência de doença, estágio clínico, "insight".


ABSTRACT

OBJECTIVE: To evaluate the presence and the level of awareness of disease in mild and moderate Alzheimer's disease (AD).
METHOD: Cross-sectional evaluation of patients with mild/moderate AD (n=42) assessed by Assessment of Psychosocial Impact of the Dementia Diagnosis (APSID), Mini-mental State Examination (MMSE) and Clinical Dementia Rating Scale (CDR).
RESULTS: Awareness of disease and its consequences were present in 66.7% patients with mild AD (n=18). In moderate AD (n=24), 20.8% presented total awareness, 45.8% presented only awareness of cognitive symptoms. Unawareness of disease was observed in 33.3%.
CONCLUSIONS: The present data show association between awareness and level of severity of disease. CDR 1 patients show a better recognition of cognitive and daily life activity symptoms, whereas CDR 2 patients recognized their cognitive symptoms but failed to appraise their severity and consequences in daily life activities.

Key words: Alzheimer disease, awareness of disease, severity of disease, insight.


 

 

O reconhecimento dos sintomas de demência por parte de pacientes e cuidadores é crucial para o diagnóstico mais precoce da doença de Alzheimer (DA). Esse reconhecimento inicial auxilia o desenvolvimento e manejo de abordagens e intervenções farmacológicas e não-medicamentosas que propiciem a melhora da qualidade de vida dos pacientes1-5. Não há uma definição precisa do que seria consciência da doença (ou insight) e, portanto, este termo é usado para se referir à falta de conhecimento ou ao reconhecimento dos déficits causados pela demência. A consciência da doença envolve três aspectos: a capacidade de identificar certos eventos mentais como patológicos, o reconhecimento pelo indivíduo de que tem uma doença e o grau de adesão ao tratamento6,7. Também pode ser conceituada como a discrepância entre as queixas subjetivas e o desempenho nos testes neuropsicológicos8 e outras escalas de avaliação. Uma definição mais pragmática e adequada seria considerar consciência da doença como a capacidade de julgar a presença de sintomas e os prejuízos funcionais da doença9 nas atividades de vida diária.

Alguns estudos confirmam a observação de que os pacientes com DA vivenciam uma progressiva perda de crítica à medida em que a doença evolui8,10-11. A consciência da doença estaria preservada no estágio inicial, mostrando queda progressiva seguida de período de estabilidade no estágio mais grave6. Entretanto, o grau de consciência da doença pode não estar associado apenas á gravidade da doença, mas também a outras variáveis como ao tipo de lesão cerebral ou a aspectos psicossociais12,13. O comprometimento cognitivo e a consciência de doença afetam a autonomia e a capacidade decisória do indivíduo. A perda da capacidade de tomar decisões implica diretamente em aspectos forenses e médicos, tais como a decisão do paciente sobre seu tratamento, institucionalização, gerir sua pessoa e seus bens e, nos ambientes de pesquisa, sobre a sua capacidade para dar seu consentimento livre e esclarecido para participação em estudos clínicos.

Este estudo tem como objetivo avaliar a presença e o grau de consciência da doença na DA em estágio leve e moderado.

 

MÉTODO

Participantes — Pacientes com DA possível/provável de acordo com os critérios da DSM-IV14 e NINCDS-ADRDA15 (n=42, m=18, f=24), incluídos por admissão consecutiva em atendimento contínuo no ambulatório do Centro para Doença de Alzheimer e Outros Transtornos Mentais na Velhice do Instituto de Psiquiatria - CDA/UFRJ. Os pacientes eram encaminhados após o diagnóstico por um psiquiatra.

Critérios de inclusão: escores do Mini-Exame do Estado Mental (MEEM)16 entre 12 e 26 e o Estadiamento Clínico das Demências (CDR)17 1 ou 2.

Critérios de exclusão: doenças psiquiátricas, afasia, história de alcoolismo e epilepsia.

Instrumentos — O rastreamento cognitivo e o estadiamento da doença foram avaliados através do MEEM e do CDR; a consciência da doença foi avaliada através da Escala de Avaliação do Impacto Psicossocial do Diagnóstico de Demência (APSID)18-19, composta por 40 perguntas divididas em 6 áreas. As áreas, seus objetivos e as perguntas-padrão são apresentadas na Tabela 1.

Os pacientes e cuidadores foram entrevistados em conjunto por um psicólogo para coleta dos dados sócio-demográficos e para a avaliação da APSID. No início da aplicação era comunicado que o foco da avaliação eram as informações fornecidas pelos pacientes, mas em alguns momentos seria necessário checá-las com os cuidadores. Esta instrução tornou-se necessária, pois os familiares antecipavam-se aos pacientes ou estes perguntavam às respostas de maneira automática.

A consciência da doença foi considerada preservada na avaliação da APSID quando tanto os déficits cognitivos, principalmente a perda de memória quanto os prejuízos causados pela DA na vida cotidana, eram mencionados espontaneamente pelo paciente e havia concordância entre as histórias paciente/cuidador. Quando o paciente apenas percebia o déficit cognitivo ou os prejuízos na vida diária e existiam discrepâncias entre a história do paciente e a do cuidador, a consciência da doença foi considerada parcialmente comprometida. A ausência de consciência da doença foi avaliada quando o paciente não percebia/negava a presença de déficits cognitivos e os prejuízos causados pela doença e existiam discrepâncias entre paciente/cuidador.

As respostas em cada pergunta da APSID foram transformadas em variáveis categóricas (S - percebe alteração com concordância familiar, N - não percebe alteração com concordância familiar, S* - percebe alteração com discordância familiar e N* - não percebe alteração com discordância familiar). A cada discordância foi atribuído um ponto e a taxa de discordância foi calculada pelo número de discordâncias em cada área da APSID dividido pela quantidade de perguntas. O percentual de discordância de todas as áreas da APSID foi calculado para cada paciente em cada nível de CDR.

A análise estatística visou comparar as diferenças entre os grupos de CDR através do teste t de Student para as variáveis contínuas e teste qui-quadrado para as variáveis categóricas. A análise de co-variância foi utilizada para relacionar a taxa de discordância com os parâmetros clínicos e sócio-demográficos e avaliar a diferença entre os grupos de CDR.

O projeto foi aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa do IPUB/UFRJ e todos os pacientes e familiares assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.

 

RESULTADOS

A Tabela 2 mostra dados descritivos da amostra com médias da idade atual, idade de início dos sintomas, escolaridade e desempenho do MEEM.

 

 

Avaliação do grau de consciência da doença (preservada, parcial e ausente) — Foi encontrada diferença significativa entre os grupos CDR1 e CDR2 (c2 9,077 e p=0,011). O estado de consciência da doença de acordo com a gravidade clínica na DA pode ser visto na Tabela 3.

 

 

Comparação entre CDR 1 e CDR 2 — As sub-áreas da APSID consciência da doença e situação pessoal, apresentaram diferença significativa entre os grupos no teste t de Student (p=0,034; p=0,09, respectivamente). Não encontramos diferença entre os grupos na situação social, situação familiar, situação afetiva e na situação econômica. As diferenças entre cada área divididas por nível de CDR podem ser vistas na Figura.

 

 

Concordância pacientes/cuidadores — A área que avalia a consciência da doença e a percepção dos sintomas mostrou o maior grau de concordância entre pacientes/cuidadores em ambos os grupos de CDR (p=0,048). A percepção sobre a perda de memória foi relatada por 65,9% (n=27). A maior discordância paciente/cuidador (p=0,012) foi encontrado no ítem que avalia as atividades de vida diária, principalmente no grupo CDR 2 (40,5%).

Não foi encontrada correlação entre a consciência da doença, idade de início dos sintomas, escolaridade, sexo. Na análise multivariada idade atual (p=0,014) e CDR (p=0,061) apresentaram-se como as únicas variáveis independentes associadas à taxa de discordância (Tabela 4).

 

 

DISCUSSÃO

Este relato preliminar aponta para uma diferença significativa na consciência da doença entre os grupos CDR 1 e CDR 2, achado este que corrobora pesquisas6,8,13,20 sobre o grau de consciência da doença e a evolução clínica. Assim, a consciência da doença diminui na medida em que a doença progride. A diferença encontrada nas áreas que avaliam consciência da doença e situação pessoal nos pacientes moderados indica que a consciência da doença é um processo que pode declinar em diferentes graus e estar associada à perda de habilidades específicas. Isto é consistente com o fato de os indivíduos estarem conscientes de determinadas perdas, mas não de outras, ou então, perceberem os déficits, mas não as suas conseqüências6,20. Um estudo13 encontrou correlação positiva entre consciência da doença e idade, mais precisamente com o início tardio da doença. Em nosso estudo a correlação encontrada não se relaciona ao tempo de evolução da doença, mas é necessário o aumento da nossa amostra para confirmar este dado. Alguns estudos10,21 afirmam que a crítica sobre os déficits de memória mantém-se intacta no estágio inicial da DA. Em nosso estudo a área da consciência da doença teve a menor pontuação de discordância entre pacientes/familiares. No entanto, observamos que os pacientes que percebiam os déficits de memória, não sabiam informar o nome da doença, que era substituído por "esquecimento", mas mesmo assim reconhecido como uma doença. Os pacientes com comprometimento parcial da consciência da doença, que percebiam o déficit de memória, o subestimavam quando comparado com o relato dos cuidadores. Este achado corrobora os dados de outros estudos sobre a concordância paciente/cuidador22-23.

É comum a antecipação do cuidador nas respostas às perguntas formuladas aos pacientes durante as entrevistas com a equipe de saúde. Por outro lado, o paciente pode apresentar condutas automáticas tais como perguntar ao cuidador a própria questão apresentada pelo entrevistador, o que altera a avaliação da consciência da doença. Almeida22, analisando a concordância entre pacientes e cuidadores, afirma que os pacientes subestimam suas dificuldades ou os cuidadores superestimam os déficits dos pacientes. Os pacientes também podem minimizar as alterações de comportamento por eles vivenciadas. Apesar disso, demonstram a capacidade relativamente preservada para identificar a presença de sintomas como os esquecimentos, irritabilidade, choro, depressão. Nos pacientes que avaliaram suas dificuldades de forma crítica, foram relatados mais problemas de comportamento. Uma explicação para isto pode ser a boa autopercepção de determinados pacientes, capazes de monitorar de forma adequada tanto às dificuldades cognitivas quanto as comportamentais.

O maior número de discordâncias na área da situação pessoal indica que com a evolução clínica da DA os pacientes ainda percebem a presença dos déficits cognitivos e o seu estado emocional, mas não percebem o comprometimento das suas atividades de vida diária, como descrito também em outros estudos que dividem a consciência da doença em aspectos cognitivos (melhor reconhecidos pelos pacientes) e comportamentais (com menor capacidade de reconhecimento pelos pacientes)6. A percepção dos déficits cognitivos, principalmente a memória, faz com que os pacientes também se reconheçam mais tristes em função das alterações causadas pela DA. Entretanto, o não reconhecimento das alterações nas atividades da vida diária tem grande impacto no manejo do paciente, na medida em que este não sabe o que está fazendo ou faz coisas indevidas que podem colocá-lo em risco.

Os achados aqui descritos indicam que os pacientes com consciência da doença também percebem e se preocupam com sua perda de autonomia e aumento da dependência, podendo a APSID ser um instrumento capaz de auxiliar nestas questões. Os inventários ou as escalas de avaliação para a consciência da doença normalmente abrangem apenas a percepção dos sintomas cognitivos. A APSID é um instrumento que também avalia a percepção do paciente sobre os prejuízos em sua vida cotidiana, em suas relações sociais e familiares, o que implica em uma avaliação mais abrangente da consciência da doença nos pacientes com DA.

No entanto, algumas críticas devem ser feitas a este trabalho. O desenho em corte transversal implica na avaliação de um momento do período de doença. As alterações, flutuações e influências na consciência da doença não foram avaliadas neste desenho. Para tanto são necessários estudos longitudinais mais adequados para a observação destas alterações. Outra limitação importante é a influência da entrevista de avaliação nos relatos sobre a percepção das alterações. A observação clínica de alguns pacientes indica que existem diferenças entre os relatos no momento da entrevista e os de outros atendimentos. Observamos também que a discordância do cuidador inibia as respostas de alguns pacientes, principalmente aqueles em que havia ausência de consciência da doença. Estes fatos objeto de pesquisa qualitativa de modo a identificar pontos a serem esclarecidos. Embora preliminares, os resultados deste estudo avaliam a presença e o grau de consciência da doença nos pacientes com DA em estágio leve e moderado e para as variações no reconhecimento de alterações em algumas áreas específicas como a rotina diária, a relação familiar, as relações sociais e as relações afetivas.

Em conclusão, a consciência da doença estava preservada em 66,7% dos pacientes leves e 20,8% dos moderados com DA. Isso indica uma perda progressiva da consciência da doença à medida que a gravidade aumenta. De um modo geral, os pacientes com CDR 1 reconhecem tanto os sintomas cognitivos(memória) como as dificuldades nas atividades de vida diária. Já os pacientes com CDR 2 reconhecem melhor os sintomas de perda de memória e deixam de reconhecer as alterações de atividade de vida diária. Esses dados podem ser úteis para auxiliar a comunicação entre médicos, pacientes e familiares e para o planejamento de atividades de reabilitação e orientação familiar.

 

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Endereço para correspondência
Dra. Márcia Dourado
Rua Barata Ribeiro 587/301
22051-000 Rio de Janeiro RJ - Brasil
E-mail: marciacndourado@terra.com.br

Recebido 20 Maio 2004, recebido na forma final 3 Agosto 2004. Aceito 24 Setembro 2004.

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