SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.52 issue13 author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Papéis Avulsos de Zoologia

Print version ISSN 0031-1049

Pap. Avulsos Zool. (São Paulo) vol.52 no.13 São Paulo  2012

http://dx.doi.org/10.1590/S0031-10492012001300001 

Levantamento de Polychaeta (Annelida) na Baía do Almirantado, Ilha Rei George (Antártica)

 

 

André R.S. GarraffoniI; Filipe R. MouraI; Poliana E. VasconcelosI; Fernanda F. AraújoI; Flávio D. PassosII

IUniversidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Departamento de Ciências Biológicas, Campus II, Rodovia BR-367, CEP 39.100-000, Diamantina, MG, Brasil
IIUniversidade Estadual de Campinas, Instituto de Biologia, Departamento de Biologia Animal, Caixa Postal 6109, CEP 13083-970, Campinas, SP, Brasil

 

 


RESUMO

Foram estudados os Polychaeta coletados durante três Expedições Oceanografcias brasilaeiras a Antarticia (Dezembro – 1996 a Janeiro – 1997; Dezembro – 1997 a Janeiro – 1998; Janeiro a Abril – 2001) para a Baia do Almirantado. Um total de 127 espécimes foi examinado e 18 espécies, pertencentes a 12 famílias, foram identificados. A família Terebellidae foi a que apresentou o maior número de espécies, e Terebellidae, Nephtyidae e Polynoidae apresentaram os maiores número de indivíduos coletados. As espécies Terebellides longicaudatus e Aglaophamus trissophyllus foram reportadas pela primeira vez na Baía e os gêneros Proclea (Terebellidae), Neanthes (Nereididae), Bradabyssa (Flabelligeridae), Euclymene (Maldanidae), foram reportados pela primeira vez na enseada de Martel.

Palavras-Chaves: Shetlands do Sul; Taxonomia; Annelida.


ABSTRACT

The Polychaeta collected during three distinct Brazilian Antarctic Expeditions (December 1996 to January-1997; December 1997 to January 1998; January to April 2001) in the Admiralty Bay have been studied. A total of 127 specimens have been examined and 18 species, belonging to 12 families, have been identified. The family Terebellidae was the most important family in number of species, and Terebellidae, Nephtyidae and Polynoidae in number of individuals. The species Terebellides longicaudatus and Aglaophamus trissophyllus were reported from the first time to the Bay and the genera Proclea (Terebellidae), Neanthes (Nereididae), Bradabyssa (Flabelligeridae), Euclymene (Maldanidae) were reported from the first time in the Martel Inlet.

Key-Words: South Shetlands; Taxonomy; Annelida.


 

 

INTRODUÇÃO

Embora sejam conhecidas as dificuldades e limitações dos estudos no ambiente marinho antártico, pode-se dizer que a macrofauna bentônica que habita as águas rasas dessa região é relativamente bem conhecida, principalmente aquela do sistema marinho da Baía do Almirantado, Ilha Rei George (Echeverría & Paiva, 2006; Sicinski, et al., 2011). Esse volume de informações está relacionado ao longo tempo de pesquisas desenvolvidas na região (Nonato et al., 2000), cujos resultados tem revelado que Polychaeta (Annelida), Mollusca e Crustacea são os grupos mais representativos em diversidade e abundância na macrofauna bentônica (Arnaud, 1974; Knox, 1977; Cantone, 1995; Bromberg et al., 2000). Outro fato que tem sido destacado é o alto grau de endemismo das espécies da macrofauna bentônica no ambiente antártico (Hartman, 1967), o qual deve estar relacionado com o isolamento dessa fauna pela presença de inúmeras barreiras geográficas e ecológicas (e.g. sistemas de correntes, baixas temperaturas) (Clarke, 1996; Bessa et al., 2007).

Dentre os vários táxons componentes da macrofauna bentônica na Antártica, os Polychaeta são os que possuem maior riqueza e abundância, sendo característicos também por apresentarem ampla distribuição batimétrica e biogeográfica (Knox, 1997; Gambi & Mariani, 1999; Bromberg et al., 2000; Sicinski et al., 2011).

O conhecimento adequado deste grupo de anelídeos é necessário para caracterizar apropriadamente a composição e dinâmica das comunidades que compõem a macrofauna bentônica antártica (Parapar & San Martín, 1997). Assim, o melhor conhecimento da fauna é importante para futuros projetos de avaliação de impacto nas comunidades marinhas nesta Baía. Dessa forma, no sentido de aumentar o conhecimento da fauna de Polychaeta bentônica em áreas antárticas, o presente estudo teve como objetivo efetuar um levantamento e caracterização das algumas espécies de Polychaeta bentônicos da Baía do Almirantado, Ilha Rei George, através de coletas efetuadas na Enseada Martel, uma das três que compõem a baía (Fig. 1). Os ecossistemas costeiros antárticos são considerados frágeis e de recuperação lenta (Arnaud et al., 1986; Bessa et al., 2007).

 

MATERIAL E MÉTODOS

A Baía do Almirantado está localizada no setor central da Ilha Rei George, no arquipélago das Shetlands do Sul, separada por 120 km do norte da península Antártica e 750 km a sudeste da América do Sul (Fig. 1), coordenadas de 62º04' e 62º14'S e 58º14' e 58º38'W, e abrigando uma superfície líquida de 122 km2.

Esta Baía é formada por três enseadas: Mackellar, Martel e Ezcurra (Fig. 1). As duas primeiras enseadas constituem a porção norte da baía e a terceira corresponde à porção oeste. A enseada Martel atinge profundidades entre 70 e 270 m, apresentando substratos lamosos ao centro e rochosos na costa (Bessa et al., 2007). A área amostrada no presente estudo correspondeu à zona costeira dessa última enseada, próxima à Estação Antártica Comandante Ferraz (62º05'06"S e 58º24'12"W).

Os espécimes analisados foram coletados em três expedições científicas ocorridas nos períodos de dezembro-1996 a janeiro-1997, dezembro-1997 a janeiro-1998 e entre janeiro e abril-2001, sendo amostradas várias estações entre 20 e 100 m de profundidade na enseada Martel. Como o presente estudo visa aspectos taxonômicos, foram realizadas apenas coletas qualitativas e não quantitativas. As amostragens foram realizadas com o auxílio de pegador de fundo do tipo Van Veen, durante as atividades dos Projetos "Mollusca-Bivalvia da Antártica: estudos anátomo-funcionais", que visavam primariamente a coleta de moluscos bentônicos. O sedimento recolhido foi triado em peneiras com 0,5 mm de malha e os espécimes de poliquetas retidos fixados em formol 4% e, posteriormente, preservados em álcool 70%. Todos os espécimes coletados foram depositados no Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Campinas (ZEUC).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

No presente estudo foi identificado um total de 17 gêneros em 12 famílias totalizando 127 indivíduos (Tabela 1).

 

 

Apesar da Baía do Almirantado já ter sido alvo de estudos de levantamento de Polychaeta (Arnaud et al., 1986; Sicinski, 1986; 2000; 2004; Sicinski & Janowska, 1993; Wägele & Brito, 1990; Bromberg et al., 2000; Pabis & Sicinski, 2010; Barbosa et al., 2010), no presente trabalho foi possível identificar espécies que não haviam sido coletadas anteriormente. O terebelídeo Terebellides cf. longicaudatus e o nefitídeo Aglaophamus trissophyllus tiveram suas distribuições ampliadas para a Baía do Almirantado. Além disso, para a enseada Martel os gêneros Proclea (Terebellidae), Neanthes (Nereididae), Bradabyssa (Flabelligeridae), e Euclymene (Maldanidae) foram registrados pela primeira vez.

Família Ampharetidae Malmgren, 1866
Gênero Amphicteis Grube, 1850
Amphicteis gunneri antarctica Hessle, 1917
(Fig. 2A-C)

Amphicteis gunneri antarctica Hessle, 1917: 116-117, textfig. 21b, pr. I, fig. 10.

Amphicteis gunneri antarctica – Hartman, 1952, 233: 1966; 77, pr. XXV, figs. 6-7; 1967: 155; Arnaud et al., 1986: tab. 1; Gambi et al., 1997: 204, tab. 1; Parapar & San Martín, 1997: 503-504, fig. 1A; Gambi & Mariani, 1999: 238, tab. 2; Barbosa et al., 2010: 1158, tab. 1.

Material examinado: ZUEC 7627 (03 inds.).

Medidas: Comprimento do corpo: de 21,5 mm a 35 mm; largura do corpo de 3,5 a 5 mm.

Comentários: Nossos espécimes estão de acordo com as descrições de Hartman (1966) e Parapar & San Martín (1997).

Dois grupos de brânquias separadas, sendo cada grupo com quatro brânquias lisas cirriformes com extremidades afiladas presentes no quarto, quinto e sexto segmentos. Tentáculos bucais retraídos para o interior da cavidade bucal. Presença de páleas no terceiro segmento com variação de oito a quatorze cerdas longas. Notocerdas do quarto ao vigésimo segmento, sendo que as do quarto e quinto são menos desenvolvidas que as demais. Neurocerdas do sétimo ao trigésimo segmento. Uncini com cinco ou seis dentes dispostos em fileira única.

Distribuição: Oceano atlântico (da Groelandia até o Sul da Argentina), Antártica (Ilhas Geórgia do Sul, Orcadas do Sul, Sanduíche do Sul e Kerguelen; Mar de Ross).

Família Capitellidae Grube, 1862
Gênero Capitella Blainville, 1828
Capitella?sp.
(Fig. 2D,E)

Material examinado: ZUEC 7637 (04 inds.).

Medidas: Comprimento do corpo: de 35 mm a 48 mm; largura do corpo: de 3 a 3,5 mm.

Comentários: A característica que distingue essa espécie dos demais capitelídeos já identificados para a Antártica é a presença de uma mancha avermelhada na lateral do sétimo e oitavo segmentos.

Ocelos, antenas e brânquias ausentes. Peristômio com forma triangular. Tórax com nove segmentos portando apenas cerdas capilares. Presença de uma mancha avermelhada na lateral do sétimo e oitavo segmentos. Cerdas do oitavo e nono segmentos modificados, e deslocadas dorsalmente. Possui uncini na forma de gancho longo com capuz, com 1 dente principal e vários dentículos secundários. 48 segmentos abdominais.

Capitella perarmata (Gravier, 1911)
(Fig. 2F,G)

Capitella perarmata – Hartman, 1966: 57, pr. XVIII, figs. 2-6; Bromberg et al., 2000: 183, tab. 2; Sicinski, 2000: 160, tab. 1; 2004: 82, tab. 1.

Material examinado: ZUEC 7635 (02 inds.), ZUEC 7636 (02 inds.).

Medidas: Comprimento do corpo: de 24 mm a 45 mm; largura do copor: de 2,5 a 3,5 mm.

Comentários: A característica mais conspícua e que facilita a distinção dessa espécie dos demais capitelídeos é a presença das cerdas do oitavo e nono segmentos modificadas e deslocadas dorsalmente.

Presença de 38 segmentos abdominais. Prostômio com antena e ocelos ausentes. Peristômio de forma triangular. Brânquias ausentes. Sete primeiros segmentos apresentam apenas cerdas capilares. Cerdas do oitavo e nono segmentos modificadas e deslocadas dorsalmente, aparentemente com função copulatória. Neuropódios em forma de gancho de cabo longo.

Distribuição: Antártica (Ilhas Shetlands do Sul, Geórgia do Sul e Kerguelen).

Família Flabelligeridae Saint-Joseph, 1894
Gênero Bradabyssa Hartman, 1967
Bradabyssa sp.
(Fig. 3A-C)

Material examinado: ZUEC 7625 (05 inds.), ZUEC 7626 (06 inds.).

Medidas: Comprimento do corpo; de 8 mm a 33,5 mm; largura do corpo: de 1 a 4,5 mm.

Comentários: Hartman (1967) descreveu o gênero Bradabyssa para acomodar indivíduos que não possuíam processo cefálico, notocerdas e neurocerdas longas e distalmente pontiagudas e corpo cilíndrico sem nenhuma depressão. Como os indivíduos estudados não possuíam o corpo totalmente cilíndico e atualmente está em desenvolvimento uma revisão do gênero (Sergio Salazar-Vallejo, comunicação pessoal), optou-se por não identificar ao menor nível taxonômico.

Corpo cilíndrico na porção anterior e afilando na porção posterior. A segmentação é mais evidente na região posterior aproximadamente a partir do décimo sexto segmento. Presença de vários filamentos branquiais, notocerdas capilares longas, poucas e finas, neurocerdas mucronadas e aristadas do terceiro ao quinto segmento. Presença de túnica com grãos de sedimento. No quinto segmento próximo ao neuropódio existe um par de nefrídeos.

Família Lumbrineridae Schmarda, 1861
Gênero Lumbrineris Blainville, 1828
Lumbrineris aff. magalhaensis (Kinberg, 1865)
(Fig. 3D,E)

Lumbrineris magalhaensis – Hartman, 1948: 93, plate 14, figs. 1-3; 1952, p. 232; 1953, p. 35; 1964: 123, pr. XXXVII, figs. 9-10; 1967, p. 100-101. Sicinski, 2000: 159, tab. 1; 2004: 78, tab. 1.

Material examinado: ZUEC 7612 (02 inds.).

Medidas: Comprimento do corpo: de 46,5 mm a 75 mm; largura do corpo: 2 a 2,5 mm.

Comentários: Não foi possível realizar uma identificação mais precisa do material, já que a grande maioria das cerdas estava quebrada. Hartman (1966) afirmou que essa é a espécie mais abundante dos Eunicida nos arredores de Kerguelen.

Prostômio cônico um pouco aculminado, sem ocelos ou antenas. O corpo apresenta diferença no tamanho dos segmentos, aumentando gradualmente até o pigídio. Os primeiros parapódios apresentam ganchos encapuzados compostos, nos segmentos 20-30 os ganchos são encapuzados simples, ambos com pontas multidentadas. Os lobos parapodiais são curtos e não alongando na parte posterior. Os lobos pré setais têm uma forma arredondada, e os pós setais são mais pontiagudos. Maxila castanho-escuro, base fina e alongada.

Distribuição: Antártica (Ilhas Geórgia do Sul, Kerguelen e Bouvet; Estreito de Magalhães).

Gênero Augeneria Monro,1930
Augeneria cf. tentaculata Monro, 1930
(Fig. 3F-H)

Augeneria tentaculata – Hartman, 1964: 119, pr. XXXVII, figs. 1-2.

Material examinado: ZUEC 7611 (02 inds.).

Medidas: Comprimento do corpo: de 74,5 mm a 86 mm; largura do corpo: 3 mm.

Comentários: O espécime apresenta, de uma maneira geral, características condizentes às encontradas na literatura.

Prostômio desprovido de ocelos. Margem posterior do prostômio com um sulco onde se encontram três pequenas antenas. Alguns segmentos possuem uma faixa de cor mais escura que atravessa o dorso, indo de uma base do parapódio a outra. Parapódios anteriores com cerdas compostas e limbadas (segmentos 2, 3, 4 e 5). Parapódios medianos (a partir do sexto segmento) possuem ganchos simples, cada um distalmente com 4 ou 5 dentes e cerdas limbadas com prolongamentos delicados (do sexto ao sexagésimo quinto segmentos). Após o segmento 65 os parapódios apresentam apenas ganchos.

Distribuição: Antártica (Ilha Orcadas do Sul; Arquipélago Palmer), Sul da Argentina, Oeste da África, Europa, Groelândia.

Família Maldanidae Malmgren, 1867
Gênero Asychis Kinberg, 1867
Asychis amphiglyptus amphiglyptus (Ehlers, 1897)
(Fig. 4A,C)

Asychis amphiglyptus amphiglyptus – Parapar & San Martín, 1997: 510.

Material examinado: ZUEC 7633 (05 inds.), ZUEC 7634 (04 inds.)

Medidas: Comprimento do corpo: de 100 mm a 230 mm; largura do corpo: 4 mm.

Comentários: Nossos espécimes estão de acordo a descrição de Parapar & San Martín (1997).

Placa cefálica muito oblíqua, com margem lisa, dividida em três lóbulos por um par de fendas laterais, quilha cefálica arqueada. As notocerdas estão em dezenove setígeros, sendo que no primeiro setígero não têm ganchos neuropodiais. Placa ventral oblíqua, ventralmente separada em profundas dobras repartidas por profundas incisões laterais a partir da parte mais anterior da placa ventral. Primeiro e segundo setígeros com placa glandular é inteira, circulando-os, e nos setígeros do terceiro ao sétimo, essa placa é ventral. Presença de uma passagem achatada no segmento pré-anal.

Distribuição: Antártica (Ilha Geórgia do Sul; Arquipélago Palmer).

Gênero Euclymene Verrill, 1900
Euclymene sp.
(Fig. 4B,D)

Material examinado: ZUEC 7632 (02 inds.).

Medidas: Espécimes incompletos.

Comentários: As espécies de Euclymene são distinguíveis pela forma das primeiras cerdas neuropodiais, pela quantidade de segmentos com cerdas, da forma do número de cerdas dos segmentos pré-anais e anal, além da disposição dos cirros anais. Como os dois espécimes coletados estão sem a parte posterior (região abdominal) não foi possível observar as três últimas características impossibilitando uma identificação mais precisa.

Placa cefálica presente com aba pouco desenvolvida e não crenulada. Segmentos com tamanhos variados, sendo que os primeiros e os últimos são mais longos, e o restante é mais curto. Neuropódio com cerdas em forma de espinhos até o terceiro setígero, os demais em forma de ganchos em fileiras simples com pontas lisas.

Gênero Maldane Grube, 1860
Maldane sarsi antarctica Ardwidsson, 1911
(Fig. 4E,F)

Maldane sarsi antarctica Arwidsson, 1911: 32-35, pr. I, figs. 23-26, pr. 2, figs. 50-54.

Maldane sarsi antarctica – Monro, 1936: 168-169; Hartman, 1966: 66, pr. XXI, Figs. 10-11; 1967: 145; Arnaud et al. 1986, tab. 1; Parapar & San Martín, 1997: 510; Gambi & Mariani, 1999: 237, tab. 2; Sicinski, 2000: 161, tab. 1.

Material examinado: ZUEC 7631 (05 inds.).

Medidas: Comprimento do corpo: de 54 mm a 86 mm; largura do corpo: 2 mm.

Comentários: Nossos espécimes estão de acordo com a descrição de Hartman (1966).

Corpo com dezenove setígeros e dois preanais. Órgão nucal curto, divergente e levemente curvado, presença de quilha cefálica reta. Bordas cefálicas inteiramente, exceto pelas incisões laterais. Crescimento glandular na superfície dorsal do quinto setígero. Primeiro setígero não possui neurocerdas e os demais com fileiras de uncini. Notocerda apresenta forma capilar em todos os setígeros. Pigídio em forma de placa.

Distribuição: Antártica (Ilhas Geórgia do Sul e Orcadas do Sul; Costa de Graham).

Família Nephtyidae Grube, 1850
Gênero Aglaophamus Kinberg, 1866
Aglaophamus trissophyllus (Grube, 1877)
(Fig. 4G,H)

Aglaophamus trissophyllus – Hartman, 1978: 150-151.

Material examinado: ZUEC 7639 (06 inds.), ZUEC 7640 (06 inds.), ZUEC 7641 (05 inds.).

Medidas: Comprimento do corpo sem probóscide evertida: de 38,05 mm a 182 mm; comprimento da probóscide evertida: de 39,60 mm a 202,9 mm; largura do corpo: de 3,30 a 14,85 mm.

Comentários: Nossos espécimes estão de acordo com a descrição de Hartman (1978).

Prostômio pentagonal em uma posição frontal marginal. Ocelos ausentes. Probóscide com vinte e uma fileiras duplicadas de papilas na porção final da papila, sendo as laterais mais longas. Quatorze fileiras de papilas subdistais, cada uma contendo 9-14 papilas, sendo as mais largas mais distais. Cirros notopodiais presentes a partir do quinto segmento. Neuropódio e notopódio com lobos largos, longos e lamelares. Lóbulo da margem superior do neuropódio não ereto, com a presença de um pequeno processo auricular.

Distribuição: Antártica (Ilha Geórgia do Sul; Mar de Weddell), Argentina.

Família Nereididae Johnston, 1865
Gênero Neanthes Kinberg, 1866
Neanthes kerguelensis (McIntosh, 1885)

Nereis kerguelensis Ehlers, 1897: 65, pr. 4, figs. 81-93; Monro, 1936: 137.

Neanthes kerguelensis – Hartman, 1964: 97, pr. 30, figs. 5-6; Arnaud et al., 1986: tab. 1; Sicinski, 2000: 158, tab. 1; 2004: 78, tab. 1.

Material examinado: ZUEC 7612 (03 inds.).

Medidas: Comprimento do corpo: de 21 mm a 41 mm; largura do corpo: 5 mm.

Comentários: Espécie bastante comum no entre-marés e em águas rasas na região Subantártica (Hartman, 1966).

Prostômio tão longo quanto largo com dois pares de olhos, palpóstilos subcônicos, 1 par de antenas piriformes, cirros anteriores curtos com o mais longo atingindo o setígero 3 quando distendido, alguns apresentam aparência moniliforme irregular. Probóscide com paragnatas cônicas nos dois anéis: área I. 1; áreas II. 4-5 em arco; área III. 4-5 em mancha elípitica; áreas IV. 5-6 em arco; área V. 0; áreas VI. 1; áreas VII-VIII. 5 em fileira única. Notopódios com lígulas notopodiais cônicas subiguais ao longo do corpo; notocerdas compostas espinígeras ao longo de todo o corpo. Neurocerdas homogonfas e heterogonfas espinígeras e heterogonfas falcígeras.

Distribuição: Antártica (Ilhas Kerguelen, Geórgia do Sul e Sanduíche do Sul; Baía Margarete; Estreito de Magalhães), Argentina, Nova Zelândia.

Família Orbiniidae Hartman, 1942
Gênero Leitoscoloplos Day, 1977
Leitoscoloplos kerguelensis minutus (Hartman, 1953)
(Fig. 5A)

Haploscoloplos kerguelensis minutus Hartman, 1953: 37.

Leitoscoloplos kerguelensis minutus – Hartman, 1957: 275, pr. XXVII, figs. 1-3; fig. 3; 1966: 10, pr. II; Mackie, 1987: 15; Cantone & Di Pietro, 2001: 4.

Material examinado: ZUEC 7628 (05 inds.), ZUEC 7629 (05 inds.), ZUEC 7630 (04 inds.).

Medidas: Comprimento do corpo: de 5,5 mm a 15 mm; largura do corpo: de 1,0 a 2,0 mm.

Comentários: Na literatura existe uma confusão sobre validade de Haploscoloplos kerguelensis minutus, uma vez que certos autores não consideram essa subespécie válida (Hartmann-Schroder & Rosenfeldt, 1989) e outros sim (Mackie, 1987; Cantone & Di Pietro, 2001). Contudo, devido aos argumentos apresentados por Cantone & Di Pietro (2001) resolvemos identificar os espécimes encontrados com L. kerguelensis minutus (Hartman, 1953).

Prostômio ligeiramente triangular. Tórax com dez segmentos. Brânquias a partir do nono setígero. Lobos pós setais em forma triangular pontiagudos. Parapódios até o oitavo setígero laterais, do nono ao décimo primeiro, dorso-laterais e do décimo segundo em diante dorsais. Notocerdas e neurocerdas somente com cerdas pontiagudas.

Distribuição: Antártica (Ilha Geórgia do Sul; Mar de Ross).

Família Polynoidae Malmgren, 1867
Gênero Barrukia Bergström, 1916
Barrukia cristata (Willey, 1902)
(Fig. 6B-E)

Barrukia cristata – Bergström, 1916: 297-299, pr. V, figs. 7-9, 14; Monro, 1939: 101; Hartman, 1952: 231-232; 1953: 14; 1964: 17, pr. IV, figs. 1-2; 1967: 20; 1978: 129; Arnaud et al., 1986: tab. 1; Gambi et al., 1997: 203, tab. 1; Bromberg et al., 2000: 182, tab. 2; Sicinski, 2000: 157, tab. 1; 2004: 79, tab. 1.

Material examinado: ZUEC 7622 (06 inds.), ZUEC 7623 (06 inds.), ZUEC 7624 (05 inds.).

Medidas: Comprimento do corpo: de 18 mm a 45 mm; largura do corpo: de 5 a 9,5 mm.

Comentários: Espécie bastante comum no ambiente Antártico, com ampla distribuição.

Presença de 35-36 segmentos com quinze pares de élitros (2, 4, 5, 7, 9, 11, 13, 15, 17, 19, 21, 23, 26, 29, 32 segmentos). Os segmentos que não possuem escamas apresentam cirros dorsais. Base do ceratóforo presente nos dois pares de cirros tentaculares. Borda da faringe e segmento meio dorsal com papilas. Notocerdas longas distalmente prolongadas, com presença de longos fios formando um tufo, apresenta maior número de cerdas que se inserem ao redor de uma base circular. O notopódio possui dois tipos de cerdas, uma serrilhada com tufo na extremidade, cerdas superiores e a outra serrilhada pontiaguda, cerdas inferiores. Neurocerda com parte basal mais larga e extremidade afilada, as fileiras superiores apresentam aproximadamente 8 a 9 dentículos, enquanto as inferiores de 2 a 4 dentículos. As cerdas inferiores são mais numerosas.

Distribuição: Antártica (Estreito de Bransfield; Ilhas Sanduíche do Sul e Geórgia do Sul; Mares de Weddell e Ross).

Família Sabellidae Malmgren, 1867
Subfamília Fabriciinae Rioja, 1923

Material examinado: ZUEC 7613 (02 inds.).

Medidas: Espécimes incompletos.

Comentários: Não foi possível identificar em um menor nível taxonômico, visto que os dois espécimes encontrados estavam sem a parte posterior (região abdominal).

Lábios dorsais uniformes, de formato triangular e distalmente arredondado. Presença de cerdas de cabo longo no tórax.

Família Spionidae Grube, 1850
Gênero Laonice Malmgren, 1867
Laonice sp.

Material examinado: ZUEC 7614 (01 ind.).

Medidas: Espécime incompleto.

Comentários: Espécime encontra-se em péssimo estado de conservação, impossibilitando checar características importantes para identificação ao nível específico.

Prostômio anteriormente arredondado. Dois pares de ocelos. Antenas occipitais presentes. Órgão nucal na forma de "U". Primeiro segmento com cerdas capilares e lamellas pós cerdais no noto e neurocerdas. Brânquias a partir do segundo segmento.

Família Terebellidae Malmgren, 1867
Gênero Proclea Saint-Joseph, 1894
Proclea glabrolimbata Hessle, 1917
(Fig. 6A,D)

Proclea glabrolimbata Hessle, 1917: 201-203, textfig. 54, pr. II, figs. 11-12.

Proclea glabrolimbata – Hartman, 1966: 100-101, pr. XXXIV, figs. 1-3; 1967: 1; Parapar & San Martín, 1997: 508; Cantone & Di Pietro, 2001: 5, tab. 1; Sicinski, 2000: 161, tab. 1.

Material examinado: ZUEC 7620 (03 inds.), ZUEC 7621 (03 inds.).

Medidas: Comprimento do corpo: de 25 mm a 52 mm; largura do corpo: de 4 a 5 mm.

Comentários: Nossos espécimes estão de acordo com a descrição original de Hessle (1917) e de Parapar & San Martín (1997).

Brânquias e ocelos ausentes. Segundo e terceiro segmentos com lamelas, na qual a primeira lamela cobre o primeiro segmento. Notopódio presente do quarto segmento ao décimo nono. Notopódios com 2 fileiras de notocerdas, uma com cerdas serrilhadas sem limbo e outra capilar com limbo na ponta. Uncini a partir do sexto, sendo que do décimo primeiro ao décimo nono uncini em fileiras alternadas. Presença de tori bem desenvolvido ao longo do animal.

Distribuição: Antártica (Ilha Geórgia do Sul; Costa Graham).

Gênero Amphitrite O.F. Müller, 1771
Amphitrite sp.
(Fig. 6B,C)

Material examinado: ZUEC 7616 (04 inds.), ZUEC 7617 (04 inds.).

Medidas: Comprimento do corpo: de 40 mm a 290 mm; largura do corpo: de 5 a 14 mm.

Comentários: Nossos espécimes podem ser diferenciados de Ampritrite kerguelensis, bastante comum em águas Antárticas (Hartman, 1966), pela distribuição das papilas nefrídeos, uma vez que essa espécie possui essas estruturas do terceiro ao oitavo segmentos.

Corpo vermiforme. 3 pares de brânquias com filamentos filiformes originando de uma base, a partir do segundo segmento. Três pares de lamelas a partir do segundo segmento. Lamelas ventrais (lóbulo localizado na área entre o final do neuropódio e inicio do escudo ventral) no segundo e terceiro segmento. Lamelas semi-circulares (lóbulo localizado na área que corresponde ao espaço entre notopódio e o inicio do escudo ventral) no quarto segmento. 17 pares de notopódios a partir do segmento 5. Uncini presentes a partir do sexto segmento até o segmento anterior ao pigídio. Uncini invertido do décimo primeiro segmento ao vigésimo. Papilas nefridiais presentes do terceiro ao décimo primeiro segmento, sendo o primeiro par inserido próximo à base do segundo par de brânquias e as demais posterior ao notopódio.

Gênero Pista Malmgren, 1866
Pista cf. corrientis McIntosh, 1885

Pista corrientis – Monro 1930: 187, Fig. 77; Hartman, 1952: 234; 1966: 97-99, pr. XXXIII, figs. 4-9; 1967: 168-169; Cantone, 1995: 300; Gambi et al., 1997: 205, tab. 1; Parapar & San Martín, 1997: 508; Gambi & Mariani, 1999: 238, tab. 2; Cantone & Di Pietro, 2001: 5, tab. 1.

Material examinado: ZUEC 7616 (02 inds.)

Medidas: Comprimento do corpo: de 31 mm a 35,5 mm; largura do corpo: de 2,5 a 5 mm.

Comentários: Esta espécie é bastante comum na parte sul e sudeste da América do Sul e foi reportada em vários trabalhos (Lana 1981; Blankensteyn 1988; Nogueira 2000; Alves 2008; Santos et al., 2010). Contudo, segundo Santos et al. (2010), apesar dos vários registros dessa espécie, alguns foram originados a partir de confusões na identificação e, no sentido de esclarecer este fato, uma redescrição da espécie tipo estava em preparação.

Presença de dois pares de brânquias, com haste grossa se expandindo em pequenos filamentos (plumosas) no segmento e terceiro segmentos, de forma que o primeiro par tem a inserção mais próxima que o segundo. Presença de tentáculos prostomiais e lamelas. O primeiro par de lamelas no terceiro segmento. Notopódio inicia-se no quarto segmento e termina no vigésimo segmento. Neurocerda inicia-se no quinto segmento e vai ate o segmento anterior ao pigídio. A partir do décimo primeiro segmento presença de uncini alternados. O neuropódio termina no vigésimo segmento. Papilas nefridiais no sexto e sétimo segmentos.

Distribuição: Antártica (Ilha Shetland do Sul, Mar de Ross), Argentina, Uruguai, Sul e Sudeste do Brasil.

Gênero Terebellides Sars, 1835
Terebellides cf. longicaudatus Hessle, 1917

Terebellides longicaudatus Hessle, 1917: 139, pr. 1, fig. 17, text. Fig. 30.

Terebellides longicaudatus – Monro, 1930: 199; Hartman, 1966: 111, pr. XXXVII, figs. 9-11.

Material examinado: ZUEC 7618 (04 inds.), ZUEC 7619 (03 inds.).

Medidas: Comprimento do corpo: de 16,5 mm a 40 mm; largura do corpo: 4,5 mm.

Comentários: Apesar da espécie Terebellides kerguelensis McIntosh, 1885 ser bastante comum na Antártica, principalmente nas Ilhas Shetland do Sul (Parapar & Moreno, 2008), nos espécimes estão de acordo com a descrição de T. longicaudatus descritos por Hartman (1966).

Dois pares de brânquias lamelares inseridas no terceiro segmento, sem papilas. Lamelas do terceiro ao quinto segmentos. Dezoito pares de notopódios a partir do terceiro segmento. Notopódios com duas fileiras de cerdas capilares de tamanhos distintos. Uncini em fileira simples do oitavo segmento ate o anterior ao pigídio. Primeiro par de neurocerdas com uncini modificados, do tipo avicular sem dentes secundários. Do nono ao vigésimo segmento uncini com manúbrio longo da forma de cabo com dente principal e fileira de dentículos secundários. A partir do vigésimo primeiro segmento uncini de manúbrio curto com dente principal e fileira de dentículos secundários.

Distribuição: Antártica (Ilhas Geórgia do Sul e Palmer).

 

AGRADECIMENTOS

Ao CNPq, SECIRM, Marinha e Força Aérea Brasileira pelo auxílio financeiro e/ou apoio logístico às Operações Antárticas referidas no texto e aos seguintes poliquetólogos que confirmaram algumas de nossas identificações: Cinthya S.G. Santos (Universidade Federal Fluminense – Brasil), Alexandra Rizzo (Universidade Estadual do Rio de Janeiro – Brasil), Sérgio Salazar-Vallejo (ECOSUR – México), José Eriberto de Assis (Universidade Federal da Paraíba – Brasil). Gostaríamos também de agradecer a José Eriberto De Assis (Universidade Federal da Paraíba) por fornecer literatura sobre poliquetas Antárticos e ao revisor e editor pelos comentários que contribuíram para a melhora deste artigo.

 

REFERÊNCIAS

ALVES, T.M. 2008. Contribuição ao Conhecimento Taxonômico de Terebellidae e Trichobranchidae (Annelida: Polychaeta) da Região Sudeste-Sul do Brasil. (Dissertação de Mestrado), Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo. 176 pp.         [ Links ]

ARNAUD, P.M. 1974. Contribution a la bionomie marine benthique des regions antarctiques et subantarctiques. Téthys, 6:465-656.         [ Links ]

ARNAUD, P.M.; JAZDZEWSKI, K.; PRESLER, P. & SICINSKI, J. 1986. Preliminary survey of benthic invertebrates collected by Polish Antarctic Expeditions in Admiralty Bay (King George Island, South Shetlands Islands, Antarctica). Polish Polar Research, 7:7-24.         [ Links ]

ARWIDSSON, I. 1911. Die Maldaniden. Wissenschaftliche Ergebnisse der Schwedischen Südpolar-Expedition 1901-1903, 6:1-44.         [ Links ]

BARBOSA, L.B.; SOARES-GOMES, A. & PAIVA, P.C. 2010. Distribution of polychaetes in the shallow, sublittoral zone of Admiralty Bay, King George Island, Antarctica in the early and late austral summer. Natural Science, 2:1155-1163.         [ Links ]

BERGSTRÖM, E. 1916. Die Polynoiden des schwedischen Südpolar-Expedition 1901-1903. Zoologiska bidrag från Uppsala, 4:249-304.         [ Links ]

BESSA, E.G.; PAIVA, P.C. & ECHEVERRÍA, C.A. 2007. Distribuição vertical no sedimento dos grupos funcionais de anelídeos poliquetas em uma área da Enseada Martel, Baía do Almirantado, Antártica. Oecologia Brasiliensis, 11:95-109.         [ Links ]

BLANKENSTEYN, A. 1988. Terebellidae e Trichobranchidae (Annelida: Polychaeta) da Costa Sudeste do Brasil (24º-27ºS). (Dissertação de Mestrado), Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal do Paraná. 128 pp.         [ Links ]

BROMBERG, S.; NONATO, E.F.; CORBISIER, T.N. & PETTI, M.A.V. 2000. Polychaete distribution in the nearshore zone of Martel Inlet, Admiralty Bay (King George Island, Antarctica). Bulletin of Marine Science, 67:175-188.         [ Links ]

CANTONE, G. 1995. Polychaeta "Sedentaria" of Terra Nova Bay (Ross Sea, Antarctica): Capitellidae to Serpulidae. Polar Biology, 15:295-302.         [ Links ]

CANTONE, G. & DI PIETRO, N. 2001. Benthic littoral Polychaeta "Sedentaria" of Terranova Bay (Ross Sea, Antarctica). Antarctic Science, 13:13-8.         [ Links ]

CLARKE, A. 1996. Benthic marine habitats in Antarctica. In: Ross, R.M. et al. (Eds.). Foundations for ecological research west of the Antarctic Peninsula. Board Association Editors, Washington. p. 123-133. (Antarctic Research Series, 70)        [ Links ]

DOS SANTOS, A.S.; NOGUEIRA, J.M.M.; FUKUDA, M.V. & CHRISTOFFERSEN, M.L. 2010. New terebellids (Polychaeta: Terebellidae) from northeastern Brazil. Zootaxa, 2389:1-46.         [ Links ]

ECHEVERRÍA, C.A. & PAIVA, P.C. 2006. Macrofaunal shallow benthic communities along a discontinuous annual cycle at Admiralty Bay, King George Island, Antarctica. Polar Biology, 29:263-269.         [ Links ]

EHLERS, E. 1897. Polychaeten. Hamburger Magalhaenische Sammelreise. Friedrichsen & Co., Hamburg. 148 p.         [ Links ]

GAMBI, G.C. & MARIANI, S. 1999. Polychaetes of the soft bottoms of the Staits of Magellan collected during the Italian oceanographic cruise in February-March 1991. Scientia Marina, 63:233-242.         [ Links ]

GAMBI, M.C.; CASTELLI, A. & GUIZZARDI, M. 1997. Polychaete populations of the shallow bottoms off Terra Nova Bay (Ross Sea, Antarctica): distribution, diversity and biomass. Polar Biology, 17:199-210.         [ Links ]

HARTMAN, O. 1948. The marine annelids erected by Kinberg with notes on some other types in the Swedish Museum. Arkiv för Zoologi, 42:1-137.         [ Links ]

HARTMAN, O. 1952. The marine annelids of the United States Navy Antarctic Expedition, 1947-48. Journal of the Washington Academy of Sciences, 42:231-237.         [ Links ]

HARTMAN, O. 1953. Non-pelagic Polychaeta of the Swedish Antarctic Expedition 1901-1903. Further Zoological Results of the Swedish Antarctic Expedition 1901-1903, 4(11):1-83.         [ Links ]

HARTMAN, O. 1957. Orbiniidae, Apistobranchidae, Paraonidae and Longosomidae. Allan Hancock Pacific Expeditions, 15:211-393.         [ Links ]

HARTMAN, O. 1964. Polychaeta Errantia of Antarctica. Antarctica Research Series, 3:1-131.         [ Links ]

HARTMAN, O. 1966. Polychaeta Myzostomidae and Sedentaria of Antarctica. Antarctica Research Series, 7:1-158.         [ Links ]

HARTMAN, O. 1967. Polychaetous Annelids collected by the USNS Eltanin and Staten Island cruises chiefly from Antarctic seas. Allan Hancock Monographs in Marine Biology, 2:1-387.         [ Links ]

HARTMAN, O. 1978. Polychaeta from the Weddell Sea quadrant, Antarctica. Biology of the Antarctic Seas VI. Antarctica Research Series, 26:125-223.         [ Links ]

HARTMANN-SCHRODER, G. & ROSENFELDT, P. 1989. Die Polychaeten der "Polarstern" Reise ANT III/2 in die Antarktis 1984. Teil 2: Cirratulidae bis Serpulidae. Mitteilungen der Hamburg Zoologisches Museum und Institut, 86:65-106.         [ Links ]

HESSLE, C. 1917. Zur Kenntnis der Terebellomorphen-Polychaeten. Zoologiska bidrag från Uppsala, 5:39-258.         [ Links ]

KNOX, G.A. 1977. The Antarctic polychaete fauna: its characteristics, distribution patterns, and evolution. In: Llano, G.A. (Ed.). Adaptations within Antarctic ecosystems. Proceedings of the 3rd SCAR Symposium on Antarctic Biology, Smithsonian Institution, Washington, DC. p. 1111-1127.         [ Links ]

LANA, P.C. 1981. Padrões de Distribuição e Diversidade Específica de Anelídeos Poliquetos na Região de Ubatuba, Estado de São Paulo. (Dissertação de Mestrado). Instituto Oceanográfico, Universidade de São Paulo. 111 pp.         [ Links ]

MACKIE, A. 1987. A review of species currently assigned to the genus Leitoscoloplos Day, 1977 (Polychaeta: Orbiniidae) with description of species newly referred to Scoloplos Blainville 1828. Sarsia, 72:1-28.         [ Links ]

MCINTOSH, W.C. 1885. Report on the Annelida Polychaeta collected by H.M.S. Challenger during the years 1873-76. Report on the scientific results of the voyage of the H.M.S. Challenger during the years 1873-76, Zoology, 12:1-554, + 91 text figures + 1-55 plates, 1 a-39 a.         [ Links ]

MONRO, C.C.A. 1930. Polychaete worms. Discovery Reports, 2:1-222.         [ Links ]

MONRO, C.C.A. 1936. Polychaete worms II. Discovery Reports, 12:59-198.         [ Links ]

MONRO, C..CA. 1939. Polychaeta. Antarctic Research Expeditions, 1929–31. Reports – Series, 4:89–156.         [ Links ]

NOGUEIRA, J.M.M. 2000. Anelídeos Poliquetas Associados ao Coral Mussismila hispida (Verrill, 1868) em Ilhas do Litoral do Estado de São Paulo. (Tese de Doutorado), Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo. 225 pp.         [ Links ]

NONATO, E.F.; BRITO, T.A.S.; PAIVA, PC.; PETTI, M.A.V. & CORBISIER, T.N. 2000. Benthic megafauna of the nearshore zone of Martel Inlet (King George Island, South Shetland Islands, Antarctica): depth zonation and underwater observations. Polar Biology, 23:580-588.         [ Links ]

PABIS, K. & SICINSKI, J. 2010. Distribution and diversity of polychaetes collected by trawling in Admiralty Bay: an Antarctic glacial fiord. Polar Biology, 33:141-151.         [ Links ]

PARAPAR, J. & MOREIRA, J. 2008. Redescription of Terebellides kerguelensis stat. nov. (Polychaeta: Trichobranchidae) from Antarctic and subantarctic waters. Helgoland Marine Research, 62:143-152.         [ Links ]

PARAPAR, J. & SAN MARTÍN, G. 1997. "Sedentary" polychaetes of the Livingston Island shelf (South Shetlands, Antarctica), with the description of a new species. Polar Biology, 17:502-514.         [ Links ]

SICINSKI, J. 1986. Benthic assemblages of polychaeta in chosen regions of Admiralty Bay (King George Island, South Shetlands Island). Polish Polar Research, 7:63-78.         [ Links ]

SICINSKI, J. 2000. Polychaeta (Annelida) of Admiralty Bay: Species richness, diversity, and abundance. Polish Polar Research, 21:153-169.         [ Links ]

SICINSKI, J. 2004. Polychaetes of Antarctic sublittoral in the proglacial zone (King George Island, South Shetland Islands). Polish Polar Research, 25:67-96.         [ Links ]

SICINSKI, J. & JANOWSKA, E. 1993. Polychaetes of the shallow sublittoral of Admiralty Bay, King George Island, South Shetland Islands. Antarctic Science, 5:161-167.         [ Links ]

SICINSKI, J.; JAZDZEWSKI, K.; DE BROYER, C.; PRESLER, P.; LIGOWSKI, R.; NONATO, E.F.; CORBISIER, N.T.; PETTI, M.A.V.; BRITO, T.A.S.; LAVRADO, H.P.; BAZEWICZ-PASZKOWYCZ, M.; PABIS, K.; JAZDZEWSKA, A. & CAMPOS, L.S. 2011. Admiralty Bay Benthos Diversity – A censos of a complex polar ecosystem. Deep-Sea Research Part 2 Tropical Studies in Oceanography, 58:30-48.         [ Links ]

SIMÕES, J.C.; ARAGONY-NETO, J. & BREMER, U.F. 2004. Uso de mapas antárticos em publicações. Pesquisa Antártica Brasileira, 4:191-197.         [ Links ]

WÄGELE, J.W. & BRITO, T.A.S. 1990. Die sublitorale fauna der maritimen Antarktis, Erste unterwasserbiobachtungen in der Admiralitäsbucht. Natur und Museum, 120:269-282.         [ Links ]

ERRATA

No artigo Levantamento de Polychaeta (Annelida) na Baía do Almirantado, Ilha Rei George (Antártica), com número de DOI: 10.1590/S0031-10492012001300001, publicado no periódico Papéis Avulsos de Zoologia, Volume 52(13):151–165, 2012, na página 165:

onde se lia:

Dos SANTOS, A.S.; NOGUEIRA, J.M.M.; FUKUDA, M.V. & CHRISTOFFERSEN, M.L. 2020. New terebellids (Polychaeta: Terebellidae) from northeastern Brazil. Zootaxa, 2389:1–46.

leia-se:

Dos SANTOS, A.S.; NOGUEIRA, J.M.M.; FUKUDA, M.V. & CHRISTOFFERSEN, M.L. 2010. New terebellids (Polychaeta: Terebellidae) from northeastern Brazil. Zootaxa, 2389:1–46.

 

 

Aceito em: 03.10.2011
Publicado em: 29.06.2012

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License