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Revista de Administração de Empresas

Print version ISSN 0034-7590

Rev. adm. empres. vol.40 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2000

http://dx.doi.org/10.1590/S0034-75902000000400002 

ORGANIZAÇÃO, RECURSOS HUMANOS E PLANEJAMENTO

 

Processo, que processo?

 

 

José Ernesto Lima Gonçalves

Professor do Departamento de Administração Geral e Recursos Humanos da EAESP/FGV e Consultor. E-mail: jernesto@fgvsp.br

 

 


RESUMO

Este texto, uma continuação do artigo "As empresas são grandes coleções de processos" (Gonçalves, 2000), resume as diferenças entre as organizações tradicionais e as empresas estruturadas por processos, mostra os principais estágios em que as empresas podem estar no seu caminho em direção a organizações por processos e como identificar em qual deles a empresa está, estabelece as vantagens da gestão por processos sobre modelos tradicionais e apresenta argumentos objetivos e critérios que podem orientar a decisão das empresas pela mudança da sua maneira de organizar.

Palavras-chave: Processos empresariais, processos de negócio, gestão por processos, organização por processos, dono do processo.


ABSTRACT

This text, a sequel of a previously published article (Gonçalves, 2000), states the differences between traditional organizations and process organizations. It shows the main stages in which companies may be on their way towards process organizations and how to identify the particular stage a company currently is. Besides, this article sets the advantages of managing by processes and presents objective arguments and criteria that can guide companies to make decisions about their organizational model.

Key words: Processes, business processes, managing by processes, process organizations, process owner.


 

 

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NOTAS

1. Na concepção mais freqüente, processo é qualquer atividade ou conjunto de atividades que toma um input, adiciona valor a ele e fornece o output a um cliente específico. Mais formalmente, um processo é um grupo de atividades realizadas numa seqüência lógica com o objetivo de produzir um bem ou serviço que tem valor para um grupo específico de clientes. Os inputs podem ser materiais, equipamentos e outros bens tangíveis, mas também podem ser informações e conhecimento.

2. Tempo de processamento é o efetivamente gasto na produ ção do resultado esperado, e tempo de ciclo é a duração da espera pelo resultado.

3. Esse “stovepipe approach” é mencionado por inúmeros autores como uma das mais típicas características das estruturas organizacionais convencionais, e o nome foi adotado pela semelhança gráfica dos organogramas caracter ísticos desse tipo de empresas com as chaminés das fábricas.

4. “Tombamento” ou “tilting” da organização corresponde ao movimento figurado de “virar” o organograma da empresa, conforme proposto por Graham, Morris e Melvin LeBaron em The horizontal revolution, publicado pela Jossey-Bass em 1994.

5. Neste artigo, chamamos de “unidades verticais” aquelas características das estruturas tradicionais, em contraposição ao funcionamento típico dos processos organizacionais que transcorrem na horizontal, ortogonalmente às unidades verticais.