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Iheringia. Série Zoologia

Print version ISSN 0073-4721On-line version ISSN 1678-4766

Iheringia, Sér. Zool. vol.96 no.3 Porto Alegre Sept. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S0073-47212006000300011 

Notas sobre os gêneros Deltosoma e Thelgetra (Coleoptera, Cerambycidae, Pteroplatini)

 

Notes on the genera Deltosoma and Thelgetra (Coleoptera, Cerambycidae, Pteroplatini)

 

 

Ubirajara R. MartinsI, III; Dilma Solange NappII, III

IMuseu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42.494, 04218-970 São Paulo, SP, Brasil. (urmsouza@usp.br)
IIDepartamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná, Caixa Postal 19.020, 81531-980 Curitiba, PR, Brasil. (napp@ufpr.br)
IIIPesquisador do CNPq

 

 


RESUMO

As quatro espécies do gênero Deltosoma Thomson, 1864 são comentadas e ilustradas. Deltosoma hovorella Di Iorio, 2003 é sinonimizada com D. xerophila Di Iorio, 1995 e acrescenta-se uma chave para as espécies de Deltosoma. Pteroplatus adustus Burmeister, 1865 é transferida para Thelgetra Thomson, 1864 e Pteroplatus radiatus Haase, 1893 é considerada sinônima de Thelgetra latipennis Thomson, 1864.

Palavras-chave: Cerambycinae, Deltosoma, Neotrópica, taxonomia, Thelgetra.


ABSTRACT

The four species of Deltosoma are commented and illustrated. Deltosoma hovorella Di Iorio, 2003 is considered a synonym of D. xerophila Di Iorio, 1995. A key to the species of Deltosoma is given. Pteroplatus adustus Burmeister, 1865 is transferred to the genus Thelgetra Thomson, 1864, and Pteroplatus radiatus Haase, 1893 is synonymized with Thelgetra latipennis Thomson, 1864.

Keywords: Cerambycinae, Deltosoma, Neotropical, taxonomy, Thelgetra.


 

 

O gênero Deltosoma foi estabelecido por THOMSON (1864) para única espécie, D. lacordairei Thomson, 1864. BATES (1880) acrescentou D. guatemalense e AURIVILLIUS (1925) incorporou D. flavidum. DI IORIO (1995, 2003) descreveu, respectivamente, D. xerophila e D. hovorella. Neste trabalho oferecemos notas sobre as espécies conhecidas, chave para sua identificação e consideramos D. hovorella sinônima de D. xerophila.

O gênero Thelgetra foi proposto por THOMSON (1864) para única espécie, T. latipennis Thomson, 1864. Constatamos que Pteroplatus adustus Burmeister, 1865 também pertence ao gênero Thelgetra e que Pteroplatus radiatus Haase, 1893 é sinônimo de Thelgetra latipennis.

As referências sob cada táxon referem-se à descrição original e ao catálogo de MONNÉ(2005), acrescidas de algumas consideradas pertinentes.

Abreviaturas utilizadas no texto correspondem a ACMB, American Coleoptera Collection, San Antonio; BMNH, The Natural History Museum, Londres; CFTC, Coleção Frank T. Hovore, Santa Clarita; DZUP, Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná, Curitiba; INBio, Instituto Nacional de Biodiversidad, Santo Domingo de Heredia; MACN, Museo Argentino de Ciencias Naturales "Bernardino Rivadavia", Buenos Aires; MCNZ, Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre; MNHN, Muséum National d'Histoire Naturelle, Paris; MZSP, Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, São Paulo; NHRS, Naturhistoriska Riksmuseet, Estocolmo; SMTD, Staatliches Museum für Tierkunde, Dresden; USNM, National Museum of Natural History, Washington D.C.; ZMHB, Museum für Naturkunde der Humboldt-Universitat, Berlim.

Deltosoma Thomson, 1864

Deltosoma THOMSON, 1864:258; MONNÉ, 2005:450 (cat.).

Espécie-tipo, Deltosoma lacordairei Thomson, 1864, por monotipia.

Chave para espécies de Deltosoma

1.

. Antenas com 10 artículos, atingem o meio dos élitros; antenômero VIII      distintamente mais curto e largo do que o VII e os IX-X (Figs. 2, 3).      México, Guatemala, Honduras .................................... D. guatemalense      Bates, 1880
e . Antenas com 11 artículos, ultrapassam o meio dos élitros; antenômero     VIII semelhante ao VII e aos IX-X ...................................................... 2

2(1).

Élitros bem expandidos lateralmente e aplanados do meio para trás (Fig. 1).   Guiana Francesa, Equador, Peru, Brasil (Amazonas, Pará, Mato Grosso), Bolívia   (Santa Cruz) ..................................................D. lacordairei Thomson,   1864
Élitros menos expandidos (Fig. 5), com declividade lateral manifesta atrás do   meio ............................................................................................... 3

3(2).

Metafêmures quase lineares, pouco alargados no meio; antenas dos machos   atingem as extremidades elitrais no meio do antenômero IX; escapo dos   machos fortemente deprimido na base; prosterno dos machos com pontuação   sexual fina, rasa e pilosidade esparsa (Fig. 4). Costa Rica, Panamá   ................................................................... D. flavidum Aurivillius, 1925
Metafêmures engrossados no meio; antenas dos machos atingem a extremidade   dos élitros na metade do antenômero XI; escapo dos machos sem depressão   na base; prosterno dos machos com pontuação sexual grossa, profunda e   pilosidade muito densa (Fig. 5). Brasil (São Paulo, Paraná), Paraguai, Argentina   (Salta, Santiago del Estero, Chaco, Córdoba) ......... D. xerophila Di Iorio, 1995

 



 

Deltosoma lacordairei Thomson, 1864

(Fig. 1)

Deltosoma lacordairei THOMSON, 1864:258; MONNÉ, 2005:450 (cat.).

Examinamos o diapositivo feito por J. S. Moure do holótipo fêmea do MNHN (Coleção Thomson), descrita de Caiena, Guiana Francesa. A espécie está registrada para a Guiana Francesa e Brasil (Amazonas e Mato Grosso) (MONNÉ, 2005: 450).

As antenas dos machos atingem o ápice dos élitros na base do antenômero IX, (Fig. 1) e o escapo é subpiriforme, com depressão basal rasa. A pontuação sexual (machos) é grossa no prosterno e invade os lados do protórax e do pronoto, onde se estende às áreas látero-dorsais da base e da região apical. As epipleuras são manifestas somente sob os úmeros, depois inaparentes quando só existe o friso lateral dos élitros. Em geral, os pontos do metasterno e urosternitos são pequenos e contrastantes.

Material examinado. PERU, Junin: Rio Perene, , IX.1979 (MZSP). EQUADOR, Napo: Ahuano (2 km N), , 13-15.IX.2000, F.T. Hovore col. (CFTC). BRASIL, Amazonas: Benjamin Constant, , IV.1952, Dirings (MZSP); Paragominas (Itiuga, Rodovia Belém-Brasília), , I.1965, Gomes col. (MZSP). Mato Grosso: Rosário Oeste, , XII.1972, A. Maller (DZUP). BOLÍVIA, Santa Cruz: Región Chaparé (400 m), , 10.V.1951, Coll. F. Tippmann (USNM).

Deltosoma guatemalense Bates, 1880

(Figs 2, 3)

Deltosoma guatemalense BATES, 1880:72; MONNÉ, 2005:450 (cat.).

Examinamos o diapositivo feito por J. S. Moure do lectótipo fêmea (BMNH) designado por CHEMSAK (1967). A espécie foi originalmente descrita com base em pelo menos um casal, procedente da Guatemala, Baja Verapaz: San Gerónimo. CHEMSAK et al. (1980, 1992) assinalaram-na para Honduras e TOLEDO et al. (2002) arrolaram-na para o México, Chiapas.

Deltosoma guatemalense é a única espécie do gênero onde as antenas das fêmeas têm dez artículos (Fig. 2) e o antenômero VIII é evidentemente mais curto e largo do que o VII e os IX-X (Fig. 3).

Material examinado. HONDURAS, La Paz: El Taladro, , 20.X.1979, J. V. Mankins col. (ACMB).

Deltosoma flavidum Aurivillius, 1925

(Fig. 4)

Deltosoma flavidum AURIVILLUS, 1925:489; MONNÉ, 2005:450 (cat.).

Segundo AURIVILLUS (1925), esta espécie, além da coloração, distingue-se de suas congêneres pelas antenas 12-articuladas nos machos.

Anotamos que o antenômero XI, nos machos, tem tendência a apresentar-se fortemente apendiculado, o que simula antenas com 12 artículos (como em D. xerophila). Machos de D. flavidum caracterizam-se pelo avantajado comprimento das antenas, que atingem a extremidade dos élitros na base do artículo IX (Fig. 4) e pelos antenômeros distais longos e delgados; prosterno com pontuação sexual fina, superficial e pilosidade esparsa.

Espécie muito variável na coloração. A forma típica é inteiramente alaranjada com os flagelômeros pretos, mas existem espécimes com o terço apical dos élitros preto; em outros, aparece também uma faixa transversal preta antes do meio, prolongada pela sutura até o escutelo. O pronoto pode apresentar uma faixa preta de cada lado. Na face ventral podem estar enegrecidos: meso-, metasterno, urosternitos, fêmures, tíbias e tarsos.

O material-tipo é proveniente do Panamá, Chiriqui: Lino. Examinamos o diapositivo de um síntipo macho do NHRS, feito por J. S. Moure. Deltosoma flavidum foi registrada para a Costa Rica por CHEMSAK et al. (1992).

Material examinado. COSTA RICA, Puntarenas: Reserva Biológica Carara (Estación Quebrada Bonita, 50 m), , 4-26.I.1993, R. Gusmán col. (INBio); , ditto, I.1994, J. C. Saborío (INBio). PANAMÁ, Chiriqui: Lino, , Coll. Tippmann (USNM).

Deltosoma xerophila Di Iorio, 1995

(Fig. 5)

Deltosoma xerophila DI IORIO, 1995:208, figs. 10 a-d, 11, 16, 17; 2005: est. 48, figs. 7, 8; MONNÉ, 2005:450 (cat.).

Deltosoma hovorella DI IORIO, 2003:6, figs. 21-24; 2005: est. 48, figs. 5, 6; MONNÉ, 2005:450. Syn. nov.

Deltosoma lacordairei; VIANA, 1972:323; DI IORIO, 1995:206, 208 figs. 1-8, 9 a-d non THOMSON, 1864:258.

DI IORIO (1995:208) equivocou-se na identificação de D. lacordairei Thomson. Em 1998, o mesmo autor citou D. lacordairei para o Paraguai. Corrigiu sua identificação após a remessa do diapositivo do holótipo de D. lacordairei por F. T. Hovore e deu o nome novo, D. hovorella, para D. lacordairei Di Iorio non Thomson (DI IORIO, 2003:6).

Deltosoma xerophila Di Iorio, 1995 (Fig. 5) foi comparada com D. hovorella (= D. lacordairei Di Iorio, 1995 non Thomson, 1864) e a diferença entre as espécies restringiu-se a caracteres cromáticos: em D. hovorella escutelo, metasterno e urosternitos são testáceos com áreas vagas escuras e em D. xerophila as mesmas regiões são pretas. Examinamos número considerável de exemplares e constatamos que tais diferenças são conseqüência de variabilidade, portanto, passamos D. hovorella à sinonímia de D. xerophila.

Material examinado. BRASIL, São Paulo: Amparo, , N. Andrade col. (MZSP); , 1931, P. Reeck col. (MZSP); Araras (Núcleo Caio Prado), 7 , 5 (MZSP); Campinas, , III.1938, B. L. Ribeiro col. (MZSP); Itápolis, , 21.IV.2000, D. A. Cazetta col., ex Cedrella fissilis (MZSP); Piracicaba, , 1915, Bondar col. (MZSP); Presidente Wenceslau, , III.1938, Nick col. (MZSP); Paraná: Rolândia, , III.1951, Dirings (MZSP). Mato Grosso do Sul: Três Lagoas (Horto Barra da Moeda), , V.1994, C. A. H. Fletchmann col. (MZSP). BOLÍVIA, Santa Cruz: Buena Vista (Hotel Flora e Fauna, 4-6 km SSE), , 20-31.V.2003, R. Clarke col. (ACMB). PARAGUAI, Central: Asunción, , II.1974, Golbach col. (MZSP); Guairá: Villarrica, , III, A. Maller col. (MZSP).

Thelgetra latipennis Thomson, 1864

(Figs. 6, 8)

 


 

Thelgetra latipennis THOMSON, 1864:258; MONNÉ, 2005:452 (cat.).

Pteroplatus radiatus HAASE, 1893: est. 13, fig. 104; MONNÉ, 2005:452 (cat.). Syn. nov.

A figura de HAASE (1893) não está acompanhada de descrição e mostra lados do protórax projetados; está, portanto, mais de acordo com T. latipennis do que com T. adusta, embora deixe dúvidas. O exemplar (holótipo) em que foi baseada a figura tem como procedência Brasil, o que não facilita nada, pois ambas as espécies ocorrem no Brasil. Thelgetra latipennis tem distribuição mais setentrional (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo e Goiás) e T. adusta, mais meridional (São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul), Paraguai, Argentina (Salta, Santiago del Estero, Jujuy). O holótipo está depositado no SMTD (MONNÉ, 2005:452) ou no ZMHB (TAVAKILIAN, 1996) e somente seu exame permitirá uma conclusão definitiva. No momento, julgamos mais apropriada a sinonímia proposta acima.

Thelgetra latipennis difere de T. adusta: pelo aspecto da aba lateral do pronoto, mais acuminada, dirigida para cima e provida de pêlos longos, densos e eretos, com aspecto de tufo (Fig. 8); pronoto predominantemente negro, a área negra larga na base e gradualmente estreitada para a margem anterior (Fig. 6); regiões látero-anteriores do pronoto com pilosidade amarelo-dourada densa, longa e ereta; úmeros com pilosidade longa, densa e semiereta; e a pontuação sexual dos machos se estende até a metade inferior dos lados do protórax. Em T. adusta, a aba lateral do protórax é menos projetada, não tem pêlos e não está voltada para cima (Fig. 9); a área negra do pronoto forma uma faixa longitudinal de contorno irregular, sempre estreita na base; as regiões látero-anteriores do pronoto têm pilosidade curta e esparsa; a pilosidade dos úmeros é curta, deitada e mais esparsa; e a pontuação sexual dos machos é restrita ao prosterno.

LIMA (1955) não citou dados sobre a biologia de T. latipennis, como afirmou MONNÉ (2001:39), apenas corrigiu erro anterior de identificação.

SILVA et al. (1968) mencionaram que, segundo Paulo da Rocha, a larva é broca de grumixameira, Eugenia brasiliensis Lamk. (Myrtaceae) em São Paulo, área em que podem ocorrer tanto T. latipennis como T. adusta.

NAPP (1976) descreveu formas imaturas e biologia de T. adusta, baseada em material de Curitiba, Paraná, julgando tratar-se de T. latipennis.

Material examinado. BRASIL, Minas Gerais: Catas Altas (Serra do Caraça), 2 , III.1963, F. Werner, U. Martins & L. Silva col. (MZSP); Monte Verde, , III.1966, J. Halik col. (MZSP); Passa Quatro, 2 , X.1915, Jaeger col. (MZSP); (Fazenda dos Campos), , XI.1915, , V.1916, , X.1916, , XI.1916, , II.1917, , XII.1917, J. F. Zikán col. (MZSP); Passos, , , IV.1961, C.T. Elias col. (DZUP); , III.1964, C. T. Elias col. (MZSP); Viçosa, , 12.X.1989, A. M. O. Carvalho col. (MCNZ); Virgínia (Fazenda dos Campos, 1500 m), , 14.XI.1915, J. F. Zikán col. (MZSP); Espírito Santo: Barra do São Francisco (Córrego do Ita), , X.1964, W. Zikán col. (MZSP); Santa Teresa, 2 , X.1964, 2 , 2 , XI.1964, 5 , 4 , XII.1964, , II.1967, C.T. Elias (DZUP); 2 , XI.1964, C. T. Elias col. (MZSP); Rio de Janeiro: Valença, , 2 , II.1934, Castro col. (MZSP); São Paulo: Cubatão (Estação Raiz da Serra), , II.1906, Luederwaldt col. (MZSP); São Carlos, , XII.1982, Marinoni & Hoffmann col. (DZUP); São Paulo, , 1932 (MZSP); , 25.XII.1957, M. Oliveira col. (MZSP); (Ipiranga), , II, Fonseca col. (MZSP); Serra da Bocaina, , IV.1924, Luederwaldt col. (MZSP); Goiás: Jataí, , (MZSP); Vianópolis, , XI.1931, R. Spitz col. (MZSP).

Thelgetra adusta (Burmeister, 1865) comb. nov.

(Figs. 7, 9)

Pteroplatus adustus BURMEISTER, 1865:165; MONNÉ, 2005:451 (cat.).

Thelgetra latipennis; SILVA et al., 1968:394 (hosp.); NAPP, 1976:121, 25 figs. (biol.); MONNÉ, 2001:39 (hosp.); non THOMSON, 1864:258.

Thelgetra adusta apresenta, como T. latipennis, o protórax expandido em lobo a cada lado da base, e os úmeros projetados circundam a base do protórax. Nas demais espécies de Pteroplatus, o protórax é pouco e regularmente arredondado aos lados, com a maior largura no meio, e os úmeros não são projetados; além disso, o protórax, em sua maior largura, é distintamente mais estreito que a base dos élitros (Figs. 7, 9). Esses caracteres e o exame de foto do holótipo de Pteroplatus adustus justificam sua transferência para o gênero Thelgetra.

Thelgetra adusta difere de T. latipennis pelos caracteres mencionados acima.

Material-tipo. A descrição da espécie foi baseada em único exemplar, provavelmente fêmea, proveniente da Argentina, Rosário: Santa Fé (MACN). O holótipo foi examinado por meio de foto gentilmente enviada por Marta Bianchi, por intermédio do Dr. Miguel A. Monné. O holótipo apresenta os élitros amarelos com apenas o quinto apical negro, e o pronoto, concolor com os élitros, tem faixa longitudinal mediana, negra.

Material examinado. BRASIL, São Paulo: Amparo, , N. Andrade col. (MZSP); Avaré a São Manuel, km 312, (MZSP); Barueri, , VII.1960, K. Lenko col. (MZSP); Indiana, , XII.1944, Dirings (MZSP); Marília, , I.1948, M. Speer (MZSP); Porto Cabral, , X.1941, Travassos F° col. (MZSP); Porto Epitácio, , X.1926, Ohaus col. (MZSP); Presidente Wenceslau, , 25.X.1926, Ohaus col. (MZSP); São Paulo (Ipiranga), , IX.1938, F. Lane col. (MZSP); (Paraíso, Rua Maestro Cardim, 987), , IX.1950, Dirings (MZSP); (Santo Amaro), 2 , III.1921, Melzer col. (MZSP); , VI.1961, Lane col. (MZSP); Paraná: Alexandra, , IV.1969, J. S. Moure col. (DZUP); Chopinzinho, , IX.1969, E. Furtado col. (DZUP); Curitiba, , XII.1934, Morretes col.; , XII.1937, , XII.1938, Westerman col. (MZSP); , X.1942, Dirings (MZSP); , XII.1946, M. Linsiny col., , IX.1961, Laroca col.; , II.1967, Dept. Zoo col.; , IV.1968 (sem coletor); 4 , 3 , XII.1976, Giacomel col. (DZUP); Foz do Iguaçu, 3 , 3 , XII.1966, Exp. Dept. Zool. col. (DZUP); Guarapuava, , I.1961, Schneider col. (MZSP); 5 , , I.1972, Mielke & Tangerini col. (DZUP); Guaraúna, , IV.1937, Pinheiro Machado col. (MZSP); , 1942, F. Justus col. (DZUP); Piraquara, , III.1968, , 2 , XI.1968, J. S. Moure col.; 6 , 2 , XI.1968, Moure, Mielke & Dairiki col.; , V.1969, Marinoni col.; 3 , , V.1969, 3 , VIII.1969, Giacomel col. (DZUP); Ponta Grossa, 2 , XII.1938, Camargo col. (MZSP); , 1941, F. Justus col. (DZUP); Rio Negro, 2 , XI.1923, , XII.1924, Witte col. (MZSP); Rolândia, 2 , XI.1950, 4 , III.1951, Dirings (MZSP); São José dos Pinhais, , X.1983, Marinoni & Almeida col. (DZUP); Tijucas do Sul, , X.1971, Moure & Giacomel col. (DZUP); Santa Catarina: Anita Garibaldi, , IV.1932, , X.1935, Dirings (MZSP); Corupá, , I.1932, Maller col. (MZSP); Joinville, , Dirings (MZSP); Mafra, , XII.1932, , XII.1937, A. Maller col. (MZSP); , XII.1968, 3 , IV.1969, A. Maller col. (DZUP); Rio das Antas, , I.1953, Camargo & Dutra col. (MZSP); Rio Negrinho, , XI.1925, A. Maller col. (MZSP); Rio Vermelho, , I.1953, , II.1953, , 1960, , IV.1960, Dirings (MZSP); , XII.1966, A. Maller col. (DZUP); São Bento do Sul, 2 , XI.1963, Dirings (MZSP); 2 , , XI.1980, Marinoni & Rank col.; , , III.1984, I. Rank col. (DZUP); Seara (Nova Teutônia), , VIII.1941, 2 , VIII.1948, Dirings (MZSP); , , IX.1957, , I.1978, , 2 , X.1978, , I.1979, Plaumann col. (DZUP); Timbó, , X.1961, Dirings (MZSP); Rio Grande do Sul: Cambará do Sul, , 19-21.XII.1994, L. Moura col. (MCNZ); Canela, , M. Hoffmann col. (MCNZ); Caxias do Sul (Vila Oliva), 10 , 7 , 10-11.IV.1992, L. Moura col.; 5 , 5 , A. Pereira col. (MCNZ); Marcelino Ramos, 2 , 4.II.1940 (MZSP); Novo Hamburgo, , 23.IX.1985, C. J. Becker col. (MCNZ); Pelotas, , IV.1967 (MZSP); , IX.1949, S. C. Schuch col. (MZSP); Porto Alegre, , 1922, P. Buck col. (MZSP); 4 , 2 , 26.X.1990, L. Moura col.; , 3 , M. Grangeiro col.; (Ilha dos Marinheiros), , 27.X.1998, L. Moura col. (MCNZ); Santa Maria, , IX.1971, , IX.1972, E.A. Rizzoroi col. (DZUP); São Francisco de Paula (Fazenda Três Cachoeiras), , 03.II.1999, L. Moura col.; , 24.XI.1996, A. Silva col.; , 03.II.1999, A. Bonaldo col. (MCNZ); Mato Grosso do Sul: Três Lagoas (Horto Barra do Moeda), , V.1994, C. A. H. Flechtmann col. (MZSP). BOLÍVIA, Santa Cruz: Buena Vista (4-6 km SSE, Hotel Flora & Fauna), , 20-31.V.2003, R. Clake col. (ACMB). PARAGUAI. Guairá: Villarrica, , março [A. Maller col.] (MZSP); Central: Asunción, , II.1974, Golbach col. (MZSP). ARGENTINA, Tucumán: Tucumán, 2 , C. Bruch col. (MZSP); Santiago del Estero, , V.1950, Coll. Zellibor (MZSP).

Agradecimentos. A Marta Bianchi, Facultad de Agronomía de Montevideo, Uruguai, e Miguel A. Monné, Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, pelo envio da foto do tipo de Pteroplatus adustus Burmeister, e a Albino M. Sakakibara (DZUP) pelas fotos que ilustram este trabalho.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Recebido em março de 2006. Aceito em maio de 2006.

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