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Radiologia Brasileira

Print version ISSN 0100-3984

Radiol Bras vol.40 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-39842007000100012 

ARTIGO DE REVISÃO

 

Sacroiliíte: avaliação por imagem*

 

 

Cristiano MontandonI; Marlos Augusto Bitencourt CostaII; Tarcísio Nunes CarvalhoII; Marcelo Eustáquio Montandon JúniorI; Kim-Ir-Sen Santos TeixeiraIII

IMembros Titulares do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Médicos Radiologistas das Clínicas da Imagem e Multimagem
IIMédicos Residentes do Departamento de Diagnóstico por Imagem e Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás
IIIProfessor Adjunto Doutor do Departamento de Diagnóstico por Imagem e Anatomia Patológica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, Membro Titular do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Médico Radiologista das Clínicas da Imagem e Multimagem

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Sacroiliíte é o processo inflamatório não-infeccioso das articulações sacroilíacas, sendo critério diagnóstico das espondiloartropatias soronegativas. O diagnóstico desta enfermidade requer confirmação pelos métodos de imagem. O presente trabalho faz um revisão de casos do arquivo didático e de artigos da literatura para ilustrar a anatomia, a técnica e os principais achados de imagem na radiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, na determinação do diagnóstico de sacroiliíte, abordando inclusive os seus principais diagnóstico diferenciais.

Unitermos: Sacroiliíte; Espondiloartropatia; Raio-X; Tomografia computadorizada; Ressonância magnética.


 

 

INTRODUÇÃO

As articulações sacroilíacas são, freqüentemente, sede de dor lombar ou lombociatalgia, vista comumente na prática clínica diária, sendo o processo inflamatório não-infeccioso — a sacroiliíte — a causa mais comum de doença nesta topografia(1).

As espondiloartropatias soronegativas são subdivididas e diferenciadas basicamente pelo seus aspectos clínicos, sendo classificadas em cinco entidades distintas: espondilite anquilosante, artrite reativa, artrite psoriásica, artrite relacionada a doença intestinal inflamatória crônica e espondiloartropatia indiferenciada. O envolvimento inflamatório das articulações sacroilíacas é um critério diagnóstico destas entidades(1–3).

As espondiloartropatias ocorrem mais comumente em pacientes jovens, sendo de suma importância o diagnóstico precoce, para instituição de terapia adequada, visando melhorar o prognóstico e a capacidade laborativa destes pacientes(3).

Na maioria das vezes o diagnóstico clínico da sacroiliíte é difícil, dependendo substancialmente da confirmação dos achados radiológicos, em que a radiografia convencional e, atualmente, a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) assumem papel primordial(4–6).

O objetivo do trabalho foi de revisar e demonstrar os principais aspectos na avaliação por imagem das articulações sacroilíacas, principalmente na TC e na RM.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Foram selecionados, retrospectivamente, 25 casos com exames de diferentes métodos de imagem para avaliação das articulações sacroilíacas no arquivo de nossos serviços (Clínicas da Imagem e Multimagem, Goiânia, GO), com o intuito de ilustrar de maneira didática a anatomia, a técnica e os achados das principais enfermidades acometendo estas articulações. Os exames foram realizados em aparelhos de diferentes marcas.

As radiografias foram obtidas em incidência ântero-posterior com inclinação caudal e oblíquas. O protocolo atual de exame de TC consiste em realizar cortes axiais e coronais oblíquos de 3,0 mm de espessura, orientados por radiografia digital, sem a injeção de meio de contraste (Figura 1).

 

 

O protocolo de RM também consta de cortes axiais e coronais oblíquos de 4,0 mm de espessura, com pequeno campo de visão (20–24 cm) e matriz de 256 × 512, nas seqüências ponderadas em T1, T2 e STIR. Posteriormente, são realizadas seqüências em T1 com saturação de gordura antes e após administração de gadolínio (Figura 2).

 

 

Não foi propósito do estudo a análise sistemática de cada caso em separado.

 

DISCUSSÃO

A articulação sacroilíaca possui uma anatomia bicompartimental complexa. A sua porção sinovial tem orientação vertical, enquanto a porção ligamentar apresenta orientação horizontal oblíqua(4,5). Puhakka et al. demonstraram que a porção sinovial é, histologicamente, uma sínfise com características sinoviais restrita apenas à porção distal de sua face ilíaca(7).

Vários artigos afirmam que os cortes coronais oblíquos demonstram melhor a porção sinovial vertical(1,4–6). Puhakka et al. demonstraram que os cortes axiais oblíquos evidenciam melhor a anatomia bicompartimental desta articulação, assim como algumas variações anatômicas, facilitando a interpretação dos achados de imagem(7).

O espaço articular normal da articulação sacroilíaca mede de 2,5 mm a 4,0 mm, com média de 3,0 mm(4,5) (Figura 3).

 

 

A radiografia convencional é o método de imagem ainda mais usado na prática clínica. Não há consenso internacional quanto à melhor técnica e incidência para avaliação radiográfica da articulação sacroilíaca. As incidências mais usadas no nosso meio são a ântero-posterior com angulação caudal do raio de 25–30° e oblíquas, na tentativa de minimizar a sobreposição de estruturas, facilitando assim a interpretação do exame(1,6).

A principal limitação da radiografia é a baixa sensibilidade na detecção de anormalidades nos estágios iniciais da doença. Os sinais radiográficos nas sacroiliítes aparecem após três a sete anos do início dos sintomas, estando então alterados somente na fase crônica do processo(1,2,8).

Os principais achados radiográficos são erosões ósseas, alteração do espaço articular, esclerose subcondral e anquilose(6,8–11).

Avaliando um paciente com suspeita de sacroiliíte, podemos classificar a articulação sacroilíaca em cinco graus radiográficos diferentes (critérios de Nova York modificados): grau 0 – normal; grau 1 – alterações suspeitas, porém não claras; grau 2 – pequenas erosões e esclerose, porém sem alteração no espaço articular; grau 3 – erosões e esclerose, com alargamento ou redução do espaço articular; grau 4 – anquilose(1,6,9,10) (Figura 4).

 

 

A cintilografia apresenta alta sensibilidade na detecção de sacroiliíte, porém a especificidade é baixa. Este exame deve ser interpretado à luz de outro exame radiológico, sendo melhor valorizado quando as alterações são unilaterais. A indicação mais importante seria na detecção da localização de outra enfermidade para a causa da dor lombar(1,6,8).

Os métodos de imagem como a TC e a RM são bastante úteis na avaliação da articulação sacroilíaca, principalmente quando não há alterações ou estas são mínimas às radiografias (graus 0 a 2)(1).

A avaliação das sacroiliítes por meio da TC, comparativamente à radiografia convencional, mostrou ser mais sensível, definindo melhor e mais precocemente as alterações ósseas, principalmente em virtude da sua capacidade de realizar cortes seqüenciais, evitando, desse modo, a sobreposição de estruturas(6,7,9,10,12).

A TC mostra maior sensibilidade na detecção de pequenas erosões ósseas e na redução do espaço articular, porém apresenta a mesma capacidade de diagnóstico das radiografias em relação à anquilose(2). Lawson et al. não acharam nenhuma anormalidade vista à radiografia que não era definida pela TC(5).

Os achados mais comuns de sacroiliíte na TC são redução do espaço articular, esclerose subcondral, erosões ósseas e anquilose. A redução do espaço articular é caracterizada por espessura menor que 2,0 mm na sua porção sinovial (Figura 5). A esclerose subcondral é encontrada na presença de área focal ou assimétrica de aumento da densidade maior que 5,0 mm no lado ilíaco e 3,0 mm no lado sacral (Figura 6). Erosões ósseas são pequenos defeitos corticais na porção sinovial da articulação (Figura 7). Estes dois últimos achados podem ser vistos em ambos os lados da articulação, entretanto, são freqüentemente vistos do lado ilíaco, pois esta face apresenta uma menor espessura e algumas fissuras na sua cartilagem. A fusão focal ou completa da articulação caracteriza a anquilose, observada nos estágios mais avançados(4,5) (Figura 8).

 

 

 

 

 

 

 

 

As alterações na porção ligamentar são raras, quando comparadas às porções sinoviais. A TC é melhor que a RM na demonstração de formação óssea nas enteses nesta topografia(3).

A TC é comparável à RM na detecção de erosões ósseas, porém é superior na avaliação de esclerose e anquilose óssea, sendo indicada, principalmente, na detecção de alterações crônicas(1).

A TC é um método de excelência na demonstração de detalhes ósseos, além de servir como guia para biópsias percutâneas, artrocenteses e para injeção de esteróides intra-articulares(6,11,12).

Por outro lado, a avaliação das sacroilíacas por TC tem alguns inconvenientes, como a emissão de radiação e a incapacidade de mostrar alterações na fase aguda, identificando especialmente as conseqüências da inflamação e não a atividade do processo inflamatório(2,6,8–10).

Elgafy et al. demonstraram menor sensibilidade e especificidade da TC na avaliação de pacientes com suspeita de dor na articulação sacroilíaca, visto que pacientes assintomáticos, principalmente mais velhos, apresentam alguns achados semelhantes às sacroiliítes, como osteófitos marginais e esclerose subcondral(4) (Figura 9).

 

 

A RM tem sido sugerida como método de escolha na avaliação das sacroiliítes, pela qualidade de imagem superior, não utilização de radiação ionizante e, principalmente, pela sua capacidade de detecção e diferenciação das alterações agudas e crônicas(2,6,8–11).

A RM demonstra melhor as estruturas que compõem a articulação sacroilíaca e que são vistas como: 1) cartilagem – fina zona de sinal intermediário em T1 e baixo sinal em T2, com alto sinal na seqüência em T1 com saturação de gordura; 2) córtex subcondral – zona linear de ausência de sinal ou signal void em T1 e T2, melhor vista na seqüência T1 com saturação de gordura; 3) medular subcondral – sinal intermediário homogêneo em T1 e T2 e baixo sinal nas seqüências com saturação de gordura e STIR; 4) ausência de captação da medular óssea após a administração do meio de contraste endovenoso (gadolínio)(2,4,7) (Figura 10).

 

 

As principais alterações observadas na RM em portadores de sacroiliíte são(2,6,8–11) (Tabela 1):

 

 

a) Líquido intra-articular, melhor visto em T2 e, principalmente, em T2 com saturação de gordura e STIR (Figura 11);

 

 

b) substituição da cartilagem articular por pannus (proliferação sinovial), assumindo sinal heterogêneo, com áreas de espessamento focal com hipersinal em T2 e realce pelo meio de contraste (Figura 12);

c) erosões ósseas corticais representadas por focos de alto sinal ou sinal intermediário em T1 e T2 na cortical sacral ou ilíaca, com irregularidade marginal e defeitos mais profundos atingindo inclusive a medular óssea adjacente. Estas erosões são mais bem demonstradas na sequência T1 com saturação de gordura;

d) esclerose subcondral caracterizada por zonas de baixo sinal em T1 e T2;

e) edema medular ósseo subcondral caracterizado por baixo sinal em T1 e alto sinal em T2, principalmente demonstrado nas sequências T2 com saturação de gordura e STIR. Na seqüência T1 com saturação de gordura após injeção intravenosa de gadolínio pode ser observado realce significativo da articulação sacroilíaca e da medular óssea circunjacente, sendo este altamente sugestivo de doença ativa (Figura 12);

f) sinais de reconversão medular (acúmulo de gordura), focal ou difusa, periarticular nas fases crônicas (Figura 13);

 

 

g) anquilose óssea, representada por baixo sinal através da articulação sacroilíaca, entremeada por áreas de sinal intermediário representando medula óssea.

Em 1990, Ahlström et al.(13) descreveram dois tipos de lesões identificadas pela RM. As lesões do tipo I eram caracterizadas por baixo sinal nas ponderações em T1 e alto sinal em T2 e nas imagens obtidas após injeção de gadolínio. As do tipo II eram caracterizadas por baixo sinal em todas as seqüências. Essa observação sugeriu ser a RM capaz de diferenciar lesões com alto conteúdo hídrico (edema inflamatório) daquelas com tecido fibroso ou esclerose, ou seja, diferenciando alterações agudas de crônicas. As lesões do tipo II estão associadas a depósito de gordura(13).

Estudo de Hanly et al.(9) propôs ser o edema medular ósseo subcondral a manifestação mais precoce da sacroiliíte aguda, pois 57% de seus pacientes com edema ósseo subcondral não mostravam nenhum sinal de alteração na cartilagem articular. Esta teoria é corroborada, histopatologicamente, em outro estudo, através de biópsia aberta em pacientes com doença em estágio inicial, em que o achado mais precoce foi inflamação subcondral. A seqüência com maior sensibilidade e especificidade na detecção do edema medular ósseo periarticular é a STIR, pois diferentemente da T2 spin-eco convencional, satura a gordura, diferenciando esta de líquido(6,8,12). A limitação deste achado é que ele também aparece nas fases iniciais do processo degenerativo, decorrente de tecido fibroso vascularizado. Para diferenciá-los, é importante observar a localização do edema, ou seja, hipersinal na porção sinovial da articulação sacroilíaca é indicativo de doença inflamatória, e na porção ligamentosa, de doença degenerativa(8).

A utilização de seqüência dinâmica pós-contraste na avaliação do processo inflamatório tem sido relatada em vários artigos, porém este não é um método usado com facilidade na prática diária(3).

Puhakka et al. demonstraram algumas variações anatômicas, como recessos sinoviais, fissuras ósseas e cartilagíneas, localizadas na transição dos dois terços proximais com o terço distal do aspecto dorsal da face ilíaca das articulações que podem simular erosões ósseas, realce pelo meio de contraste na porção ligamentar secundária à sua rica vascularização e infiltração adiposa na medular óssea sacral sem significado patológico(7).

Oostveen et al. demonstraram valor preditivo positivo da RM de 60% para o desenvolvimento de sacroliíte na radiografia após três anos, com sensibilidade de 85% e especificidade de 47%(14). Já Battafarano et al. relataram altas sensibilidade e especificidade da RM (100%) nas alterações do tipo I e 69% e 46%, respectivamente, na avaliação de alterações do tipo II.

As principais desvantagens da RM são o alto custo, a baixa disponibilidade e a duração do exame (30 minutos), sendo este último, porém, bem tolerado pela maioria dos pacientes, inclusive em estudos pediátricos(1,2,6,11).

 

DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS

O principal diagnóstico radiográfico diferencial de sacroiliíte é com a osteíte condensante do ilíaco ou iliíte condensante, que geralmente se apresenta de forma bilateral e simétrica em pacientes do sexo feminino, assintomáticas, manifestando-se na imagem como esclerose da porção ventro-caudal da articulação sacroilíaca(14) (Figura 14).

 

 

Outros importantes diagnósticos diferenciais na radiografia incluem doenças metabólicas, como o hiperparatireoidismo e a gota. Geralmente, o acometimento é bilateral e simétrico no hiperparatireoidismo, seja na forma primária ou na secundária (osteodistrofia renal), sendo caracterizada por reabsorção óssea subcondral com irregularidade da superfície óssea, por vezes com esclerose adjacente e alargamento do espaço articular. Na gota tofácea crônica o acometimento pode ser simétrico ou assimétrico, às vezes unilateral, e caracteriza-se por grandes erosões tipo "saca-bocado", com halo de esclerose, porém com espaço articular mantido(15).

Na avaliação da articulação sacroilíaca é importante considerar a idade, visto que alterações de osteoartrose são freqüentes em pacientes idosos assintomáticos. Essas alterações caracterizam-se por osteófitos marginais, esclerose subcondral e eventualmente fusão articular(1,3) (Figura 15). Raramente no processo degenerativo são vistos erosões, cistos subcondrais e anquilose(4). Já nas fases iniciais do processo pode ser visto edema medular ósseo subcondral periarticular, representando tecido fibroso vascularizado(8). Depósito de gordura também pode ser visto em indivíduos idosos normais e em pacientes com doença degenerativa(16) (Figura 16).

 

 

 

 

Outro importante diagnóstico diferencial é a sacroiliíte infecciosa, na qual se destaca a piogênica. As sacroiliítes infecciosas são bastante raras, sendo prevalentes em usuários de drogas injetáveis e portadores de infecções de pele, pulmonar e geniturinária, e têm como agente etiológico mais comum o Staphylococcus aureus. O diagnóstico de sacroiliíte infecciosa é difícil, sendo muitas vezes tardio, devido à sua apresentação clínica insidiosa, com sinais inespecíficos e pouco localizados, simulando freqüentemente síndromes abdominais, discopatias lombares ou lombociatalgias. A TC e a RM permitem diagnóstico mais precoce, porém são incapazes de determinar o agente etiológico. Geralmente as alterações radiográficas surgem de duas a três semanas após início dos sintomas, enquanto na RM com contraste podem ser observadas em até três dias, mostrando sua maior sensibilidade(2,6,15).

Os achados da TC no processo infeccioso são os mesmos observados na sacroiliíte das espondiloartropatias, com exceção da desmineralização óssea justa-articular, tido como achado mais precoce, além de sinais sugestivos do acometimento de partes moles e da unilateralidade do processo(12). A RM, além de determinar alterações na articulação sacroilíaca acometida e no osso contíguo, também mostra fidedignamente o acometimento de partes moles adjacentes ou formação de coleções, geralmente posteriores ao músculo iliopsoas, achados estes altamente sugestivos de acometimento infeccioso, não sendo vistos nas espondiloartropatias(6,12,13,15,16) . A injeção endovenosa de gadolínio pode delimitar melhor esse acometimento de partes moles(12,13,16) (Figuras 17 e 18).

 

 

CONCLUSÃO

A radiografia convencional ainda é a técnica de escolha na avaliação primária e no seguimento dos pacientes portadores de sacroiliíte. A RM tem papel fundamental em demonstrar melhor as alterações precoces e a atividade inflamatória deste processo. Já a TC é uma técnica superior na quantificação das alterações crônicas.

 

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Endereço para correspondência:
Dr. Cristiano Montandon
Avenida Ismerino S. Carvalho, 775, Setor Aeroporto
Goiânia, GO, 74075-040
E-mail: cmontandon@terra.com.br

Recebido para publicação em 4/3/2005.
Aceito, após revisão, em 2/5/2005.

 

 

* Trabalho realizado nas Clínicas da Imagem e Multimagem, Goiânia, GO.