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Química Nova

Print version ISSN 0100-4042On-line version ISSN 1678-7064

Quím. Nova vol.25 no.6 São Paulo Nov./ dec. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-40422002000600001 

Editorial

QUÍMICA NOVA E JBCS: OS PERIÓDICOS DE QUÍMICA DE MAIOR FATOR DE IMPACTO NA AMÉRICA LATINA

 

A Sociedade Brasileira de Química completou 25 anos ao tempo em que se consolida como o principal eixo mobilizador da química brasileira. Há cinco anos, como parte das comemorações dos vinte anos, foi editado um número especial de Química Nova (Vol. 20 No Especial) onde através da opinião de vários pesquisadores, foi mostrada a situação, naquela época, da Química brasileira e o papel importante da SBQ no seu desenvolvimento. O mesmo foi feito este ano com a publicação de outro número especial de Química Nova, http://www.quimicanova.sbq.org.br/qnol/2002/vol25_esp1/index.htm . Neste, as doze divisões científicas da SBQ contribuíram, com um artigo cada1, onde está registrada a situação atual de cada sub-área e, especialmente, de forma prospectiva os caminhos para o futuro. Através das opiniões registradas nestes dois números especiais é possível ter uma visão abrangente de como a química brasileira tem ampliado o seu impacto e o seu grau de consolidação.

Com relação às publicações da SBQ, a mais jovem, Química Nova na Escola, já ocupa a posição da mais importante revista de Ensino de Química editada em língua portuguesa. Um exemplo desta consolidação é o apoio da Fundação Vitae e do CNPq à edição de cadernos temáticos, e a solicitação recente da UNESCO de permissão para distribuí-la aos países de língua portuguesa. Quanto à Química Nova e ao Journal of the Brazilian Chemical Society, em 2002, o Journal of Citation Reports divulgou os Fatores de Impacto (FI) dos periódicos referentes a 2001, onde estão registrados aumentos significativos no FI de Química Nova (http://www.sbq.org.br/quimicanova) que passou para 0,444 e do Journal of the Brazilian Chemical Society (http://www.sbq.org.br/jbcs) que saltou para 0,619. As duas publicações da SBQ mantêm a liderança na área como os periódicos de maior impacto científico na América Latina. As publicações da SBQ representam grandes marcos nestes 25 anos de existência.

 

 

A despeito do continuado sucesso editorial das publicações da SBQ, alguns aspectos abordados no Editorial2 do Número Especial de QN dedicado aos 20 anos permanecem atuais: "...A revista QUÍMICA NOVA foi sempre o cartão de apresentação da Sociedade e, hoje podemos dizer, com poucas chances de erro, que se trata do espelho do que é a Química brasileira, naquilo que ela tem de melhor. Com tantas revistas de qualidade duvidosa ¾ muitas das quais com o ISSN estampado na capa e financiadas por agências de fomento-, é difícil ouvir alguns colegas, sem um sentimento de grande aversão, quando questionam se QN é uma revista científica nacional ou internacional. Parece que, para alguns, ser nacional é sinônimo de baixa qualidade! O mesmo sentimento de aversão surge quando observamos a existência de autores brasileiros que não citam brasileiros em suas publicações no exterior, o que acaba muitas vezes por diminuir o impacto internacional das revistas nacionais..." 2.

Valorizar as publicações da SBQ, não significa criar uma "química brasileira" sem sintonia com o mundo exterior! Os dados apresentados pelos cursos de Pós-graduação revelam um crescimento exponencial das publicações dos químicos brasileiros no exterior. Entretanto, reconhecer o impacto das publicações da SBQ é valorizar o fruto de trabalho árduo que representa conquistas importantes, e ímpar, da comunidade de Química. A valorização destas publicações faz parte da afirmação da área de Química como responsável por uma parcela significativa da ciência produzida no Brasil.

A representatividade da SBQ também pode ser mensurada através da atuação dos seus sócios3. "...A representatividade da SBQ, através dos seus sócios, no sistema de ensino, ciência e tecnologia do país é inquestionável e confunde-se com a representatividade da própria área de Química. Recentemente, em qualquer comitê que envolva a área de Química, formado no âmbito das Universidades, MEC, MCT, Agências Estaduais de Fomento à Pesquisa ou Academia Brasileira de Ciências, entre outros, reconhecemos a presença majoritária de membros da Sociedade. Um fato recente e de grande relevância é a presença significativa de sócios da SBQ nas Reitorias e/ou Pró-Reitorias de várias Universidades Brasileiras nas várias regiões do país... Em resumo, a Sociedade permeou o sistema de ensino, ciência e tecnologia do país e o maior desafio atual e futuro é tornar institucional a representatividade "individual". ..." 3.

Não compete à SBQ influir diretamente nos processos de avaliação por pares. "...Comitês são constituídos para avaliar qualidade. Os maiores desafios da avaliação por pares estão na escolha dos pares, na sua adequação com relação ao sistema sob avaliação e na definição dos parâmetros e dos indicadores relevantes ao sistema. Apesar deste assunto estar presente constantemente nas reuniões e publicações da SBQ, ainda não existe uma relação direta entre a discussão na Sociedade e a ação das Agências..."3. Entretanto, a SBQ deve (e pode) continuar influindo positivamente na formação dos Comitês e no estabelecimento de padrões para a área. Especialmente considerando-se que a SBQ não representa Grupos, Departamentos e/ou IES específicas, mas sim a comunidade química brasileira.

Alguns dos desafios do passado permanecem no presente, mas não ameaçam o futuro. "...A criação da Sociedade Brasileira de Química, em julho de 1997, mais do que um ato de rebeldia, foi uma demonstração de coragem de alguns cientistas inconformados com a falta de representatividade dos químicos brasileiros..."2. "...quando criada a SBQ, alguns químicos demonstraram que só foi preciso perseguir um ideal para que as grandes transformações pudessem ser feitas. A continuidade e o futuro da SBQ depende, agora, dos novos jovens. Não temos dúvidas: quanto mais forte a SBQ melhor será a Química brasileira!"2.

 

 

Jailson B. de Andrade
IQ - UFBA

 

REFERÊNCIAS

1. Vieira, P. C.; Barreiro, E. J.; Editorial, Quim. Nova 2002, 25(Supl. 1), 5.

2. Pinto, A. C.; de Andrade, J. B.; Pardini, V. L.; Editorial, Quim. Nova 1997, 20(Especial), 5.

3. de Andrade, J. B.; Editorial, Quim. Nova 1998, 21, 383.

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