SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.24 issue6Estudo Quantitativo da Apoptose no Epitélio Mamário Adjacente ao Fibroadenoma em Mulheres no Mecname Tratadas com Diferentes Doses de TamoxifenoInfluência do Controle Metabólico Materno nos Resultados da Cardiotocografia Anteparto e sua Relação com o Prognóstico Perinatal, nas Gestações Complicadas pelo Diabete author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.24 no.6 Rio de Janeiro July 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032002000600015 

Resumos de Tese

Associação entre Temperatura Ambiental e Hipertensão Arterial em Primigestas

 

Autor: Janete Vettorazzi Stuczynski
Orientador: Prof. Dr. José Geraldo Lopes Ramos

 

Dissertação apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Medicina: Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 08 de outubro de 2001.

 

 

A temperatura ambiental tem sido apontada como um dos fatores que influenciam na incidência dos distúrbios hipertensivos na gestação. Este estudo teve como objetivo avaliar a incidência de hipertensão arterial em primigestas e sua associação com a variação da temperatura média e mínima do dia do diagnóstico, dos 7 dias anteriores e mensal. Realizamos um estudo prospectivo caso-controle entre primigestas com idade gestacional maior de 20 semanas com feto vivo internadas no Centro Obstétrico do Hospital de Clínicas de Porto Alegre durante 1999. Foram estudadas 1327 gestantes, sendo que a incidência de pré-eclâmpsia foi de 9,7% e outros distúrbios hipertensivos de 7,6%. A idade média foi de 21 anos, a idade gestacional média 38,6 semanas e a porcentagem de nascimento pré-termo de 14,7%. Não houve associação significativa entre a incidência dos distúrbios hipertensivos e a temperatura média e mínima do dia do diagnóstico e nem dos 7 dias anteriores. Em 1999, ocorreu variação significativa (p<0,05) na incidência dos distúrbios hipertensivos sendo a incidência maior no mês de setembro (temperatura média de 17o C). Encontrou-se correlação entre aumento da pressão arterial diastólica e diminuição da temperatura (p<0,05). A partir dos resultados encontrados não podemos concluir que a temperatura, como fator isolado, seja responsável pelo aumento na incidência de PE ou hipertensão arterial, apesar de algumas variações mensais. Sendo a PE uma doença de etiologia multifatorial não conhecida, não é de se esperar que um fator isolado seja responsável pelo desencadeamento da doença.

Palavras-chave: Hipertensão. Complicações da gravidez. Temperatura ambiental.