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Revista Brasileira de Ortopedia

Print version ISSN 0102-3616

Rev. bras. ortop. vol.46 no.2 São Paulo May/Apr. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-36162011000200008 

ARTIGO ORIGINAL

 

Reconstrução do ligamento patelofemoral medial para tratamento da luxação recidivante da patela

 

Medial patellofemoral ligament reconstruction to treat recurrent patellar dislocation

 

 

Matheus Braga Jacques GonçalvesI; Lúcio Honório de Carvalho JúniorII; Luiz Fernando Machado SoaresI; Tiago Jacques GonçalvesI; Rogério Luciano dos SantosIII; Marcelo Lobo PereiraIV

IMédico Ortopedista, Membro do Grupo do Joelho do Hospital Madre Teresa, MG, Brasil
IIDoutor pela Unifesp; Professor Adjunto do Departamento do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina da UFMG. Membro do Grupo do Joelho do Hospital Madre Teresa, MG, Brasil
IIIMédico Estagiário do Grupo do Joelho do Hospital Madre Teresa, MG, Brasil
IVMédico Especializando do Hospital Madre Teresa, MG, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Apresentar nova técnica de reconstrução do ligamento patelofemoral medial (LPFM) em pacientes com luxação recidivante da patela e avaliar seus resultados clínicos.
MÉTODOS: Entre jan/2007 e jan/2008, 23 pacientes foram submetidos à reconstrução do LPFM com enxerto livre de tendão semitendíneo. Após acompanhamento mínimo de 24 meses, 22 pacientes foram avaliados pelos protocolos clínicos de Kujala e de Lysholm.
RESULTADOS: O seguimento médio foi de 26,2 meses. Segundo o protocolo de Lysholm, os pacientes apresentaram pontuação média de 53,72 pontos no pré-operatório e 93,36 pontos no pós-operatório (p = 0,000006). Pelo protocolo de Kujala, a pontuação média foi 59,81 pontos no préoperatório e 83,54 pontos no pós-operatório (p = 0,002173).
CONCLUSÃO: A reconstrução do ligamento patelofemoral medial pela técnica proposta mostrou excelentes resultados no curto prazo, quando avaliada por protocolos clínicos.

Descritores - Instabilidade Articular; Traumatismos do Joelho; Ligamento Patelar; Articulação Patelofemoral


ABSTRACT

OBJECTIVE: To present a new technique for reconstruction of the medial patellofemoral ligament (MPFL) in patients with recurrent patellar dislocation and to evaluate the clinical findings from this.
METHODS: Between January 2007 and January 2008, 23 patients underwent reconstruction of the MPFL with a free graft from the semitendinosus tendon. After a minimum of 244 months of follow-up, 22 patients were evaluated using the Kujala and Lysholm clinical protocols.
RESULTS: The mean follow up was 26.2 months. According to the Lysholm protocol, the patients had a mean score of 53.72 points preoperatively and 93.36 points postoperatively (p = 0.000006). According to the Kujala protocol, the mean score was 59.81 points preoperatively and 83.54 points postoperatively (p = 0.002173).
CONCLUSION: Reconstruction of the medial patellofemoral ligament using the proposed technique showed excellent results over the short term, when evaluated by means of clinical protocols.

Keywords: Joint Instability; Knee Injuries; Patellar Ligament; Patellofemoral Joint


 

 

INTRODUÇÃO

Luxações da patela são comuns e tendem a ocorrer como resultado da contração do quadríceps durante sustentação de peso, estando o joelho fletido em valgo e a tíbia rodada externamente.

A história natural da luxação da patela não tratada ou tratada de forma conservadora envolve, segundo McManus, reluxação em um de cada seis casos, sintomas residuais em 33%, com metade dos pacientes se tornando assintomáticos. Em 25% dos casos há história familiar de luxação da patela(1).

O papel do ligamento patelofemoral medial (LPFM) como restritor primário da luxação patelar lateral tem sido descrito por vários autores(2-6). Estudos em cadáver têm provado que esse ligamento age bloqueando as forças laterais(2,5,7). Sua ruptura foi encontrada em oito de 10 casos de luxações experimentalmente produzidas em cadáveres(2) e em 15 de 16 casos estudados in vivo(8). Davis e Fithian mostraram que a insuficiência desse ligamento é fator determinante para que a patela se torne instável caso qualquer outro fator predisponente esteja presente(9).

O objetivo deste estudo é apresentar nova técnica de reconstrução do ligamento patelofemoral medial usando enxerto livre do tendão do músculo semitendíneo e avaliar os resultados dos pacientes operados através de dois protocolos clínicos.

 

MÉTODOS

No período entre janeiro de 2007 e janeiro de 2008 foram operados pelos autores, no Hospital Madre Teresa (HMT) de Belo Horizonte, 23 pacientes apresentando luxação recidivante da patela. A média de idade dos pacientes foi de 28,6 anos, variando entre 16 e 45 anos. Oito pacientes eram do sexo masculino e 14, do feminino. Todos os pacientes foram submetidos a avaliações radiográficas e tomográficas pré-operatórias. Em todos eles foi realizada a reconstrução isolada do ligamento patelofemoral medial utilizando enxerto livre do tendão do músculo semitendíneo, operados pela técnica apresentada pelos autores.

Todos os pacientes apresentavam displasia da tróclea femoral conforme já descrito por Dejour et al(10). Nenhum deles apresentava a distância entre a tuberosidade anterior da tíbia e a garganta da tróclea (TA-GT) superior a 20mm, nem patela alta, sendo esses critérios de exclusão.

Estavam disponíveis para avaliação 22 dos pacientes operados. Todos eles foram avaliados no pré e no pósoperatório utilizando-se os protocolos clínicos de Kujala et al(11) e de Tegner e Lysholm(12).

A análise estatística da diferença entre as médias foi feita utilizando-se as medidas de tendência central pelo teste t de Student através do programa Epi Info versão 6.04 considerando-se o valor p significativo quando menor que 0,05.

O projeto de pesquisa foi aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa do HMT.

 

TÉCNICA CIRÚRGICA

Os procedimentos foram realizados sob bloqueio epidural ou raquianestesia, sem bloqueio concomitante do nervo femoral. Os pacientes foram posicionados em supino, com torniquete pneumático instalado na raiz da coxa. Depois da retirada do tendão do músculo semitendíneo por acesso de 2 a 3cm medial à tuberosidade anterior da tíbia, foi realizado acesso de mesmo tamanho junto à face medial da patela, em seu terço proximal (Figuras 1a e 1b). Por essa abordagem foram confeccionados dois túneis ósseos na patela, 2cm distais à inserção do tendão do quadríceps. O primeiro túnel na face anterior da patela a 1cm de sua borda medial. O segundo túnel na face medial da patela unindo-se ao anterior nem um ângulo de 90 graus, (Figuras 1c e 2a). Esses túneis tinham diâmetro que variou entre 3,5 e 4,5mm, dependendo do diâmetro do tendão do semitendíneo.

 

 

 

Após preparo do enxerto obtido, uma de suas pontas era introduzida nos túneis patelares e a outra em túnel, criado com pinça mixter, no terço medial e distal do tendão do quadríceps, rente a sua inserção (Figura 1d). As duas extremidades foram então suturadas juntas e passadas sob o músculo vasto medial, entre a segunda e a terceira camadas do retináculo, sendo posteriormente levadas até a região do epicôndilo medial, onde um terceiro acesso de 2 a 3cm havia sido confeccionado (Figuras 1e e 1f).

Nesse ponto, ligeiramente proximal e posterior ao epicôndilo medial (ponto de Nomura)(13), um fio-guia foi introduzido. Após testar a isometria do enxerto, um túnel ósseo femoral foi então confeccionado com o mesmo diâmetro das extremidades suturadas do tendão. Essas eram ali introduzidas e tensionadas com o joelho a 60graus de flexão. Nesse local a fixação foi feita com parafuso de interferência de mesmo diâmetro (Figuras 2b e 2c).

Após a fixação femoral, a estabilidade obtida e a amplitude de movimento eram testadas. Não foi realizada liberação do retináculo lateral em nenhum paciente. Após o fechamento, o joelho era então imobilizado com imobilizador removível em extensão que era progressivamente retirado em seis semanas.

 

RESULTADOS

O tempo médio de duração dos sintomas até a cirurgia foi de 141 meses, variando entre dois e 360 meses. O seguimento médio dos pacientes foi de 26,1 meses, variando entre 24 e 32 meses.

Segundo o protocolo de Lysholm, a pontuação média dos pacientes no pré-operatório foi 53,72 pontos, variando entre 29 e 77. No pós-operatório, a pontuação média dos mesmos foi 93,36 variando entre 69 e 100 pontos. A diferença entre as médias foi estatisticamente significativa com valor p = 0,000006.

Segundo o protocolo de Kujala, a pontuação média dos pacientes no pré-operatório foi 59,81 pontos, variando entre 32 e 88. No pós-operatório a pontuação média dos mesmos foi 83,54 variando entre 71 e 96 pontos. A diferença entre as médias foi estatisticamente significativa com valor p = 0,002173.

 

DISCUSSÃO

Os estabilizadores mediais da patela incluem o retináculo medial superficial, ligamento patelofemoral medial (LPFM), ligamento patelotibial medial, ligamento patelomeniscal medial e o vasto medial oblíquo(13,14). Estudos biomecânicos têm apontado o LPFM como restritor primário à lateralização da patela, contribuindo com 50% a 80% da contenção medial, segundo diferentes autores(5,7,13,14-16).

Amis et al(17) demonstraram que o LPFM tem força tensil média de 208N. Porém, sua limitada capacidade de alongamento resulta em sua ruptura total nos casos de completa luxação patelar, como mostrado em estudo biomecânico por Mountney et al(18). Este fato foi confirmado por outros estudos nos quais a ruptura do ligamento foi encontrada em oito de 10 casos de luxações experimentalmente produzidas em cadáveres(2) e em 15 de 16 casos estudados in vivo(8). Exames de ressonância magnética também têm confirmado a lesão do LPFM na maioria dos casos de luxação aguda da patela(19). Insuficiência do ligamento está presente em todos os casos de luxação recidivante, segundo os mesmos autores.

Mais de uma centena de procedimentos para o tratamento da luxação recidivante da patela foram desenvolvidos ao longo do século passado(13). A maioria das técnicas objetiva realinhar o mecanismo extensor, reduzindo a lateralização da patela quando o quadríceps é acionado(3,4,6,7). Procedimentos de realinhamento distal com medialização da tuberosidade tibial anterior têm mostrado, entretanto, limitado sucesso clínico(6,20). Procedimentos de realinhamento proximal dependem da contração do quadríceps para manter a patela no sulco troclear. Em contraste, estabilizadores passivos intactos, como o LPFM, parecem ter papel preponderante independente do mal alinhamento(6).

Diante de tantas evidências favoráveis ao LPFM, vários autores têm defendido sua reconstrução para o tratamento da instabilidade patelar, uma vez que ela parece ser mais efetiva que os procedimentos de realinhamento proximal ou distal(6,8,16,21,22).

O conhecimento da anatomia do LPFM é crucial para sua reconstrução. Nomura et al(13) foram os que melhor descreveram sua anatomia e, segundo eles, algumas fibras do LPFM se estendem superiormente inserindo-se além da borda superior da patela, diretamente no tendão do quadríceps. O ligamento recebe ainda inserção direta do músculo vasto medial obliquo junto à sua extremidade patelar, em uma extensão próxima a 35% de seu comprimento total(13,17). Acredita-se que quando o músculo é contraído, o LPFM poderia ser puxado proximalmente e se tornar mais tenso. Isto sugere que o músculo vasto medial oblíquo e o LPFM provavelmente atuam juntos como um complexo dinâmico combinado(13,23).

As técnicas de reconstrução do LPFM usando enxerto autólogo livre de tendões flexores possibilitam sua colocação nos pontos anatômicos do ligamento. Schöttle et al(15) acreditam que esses pontos podem não ser alcançados com as técnicas com tendões "capotados", porém, Camanho et al(24), através de técnica com tendão patelar demonstram o contrário.

A técnica aqui proposta utiliza túnel estreito em pequena área da patela, e com fácil controle de seu trajeto na margem medial e anterior da mesma, minimizando o potencial de complicações. O segundo túnel é criado através do tendão do quadríceps junto à borda superior da patela, mantendo dessa forma a inserção anatômica do LPFM(13) e aproveitando a ação dinâmica combinada do músculo vasto medial oblíquo.

Existe grande discussão sobre a isometria do LPFM nativo, e como o enxerto deveria se comportar durante o arco de movimento do joelho(16,23-28). O ligamento normal apresenta maior tensão na extensão completa com o quadríceps contraído, porém, a variação ideal de comprimento para o enxerto do LPFM ainda não está estabelecida(29).

O ângulo de flexão do joelho durante a fixação e tensionamento do enxerto também é ponto controverso. Fixações a 0°, 30º, 45º e 90º têm sido preconizadas(15,21,31,39).

Nomura et al(16,32) avaliaram a alteração de comprimento do LPFM durante todo o arco de movimento e mostraram que seu comprimento encontra-se próximo do máximo em extensão e a 60º de flexão. Em extensão, a patela não está encaixada no sulco troclear e a determinação intraoperatória de sua posição adequada é difícil. Entretanto, a 60º de flexão do joelho, o sulco troclear é suficientemente profundo e a posição apropriada da patela pode ser facilmente determinada manualmente.

A reconstrução do LPFM tem produzido boa estabilidade patelar, independente da técnica utilizada. Lind et al(33), em artigo de revisão, observaram ausência de novas luxações em cinco de oito estudos e taxas de reluxação inferiores a 7% nos três estudos restantes, o que pode ser considerado sucesso em comparação com outros procedimentos cirúrgicos de estabilização patelar nos quais taxas de reluxação de 10-35% têm sido descritas(9).

Este estudo apresenta casuística e resultados comparáveis a outros trabalhos da literatura, utilizando enxerto de tendão semitendíneo(14,30,31,34-36). Com índice zero de reluxação e taxas de sucesso baseadas em protocolos clínicos alcançando pontuação de 80-90 dos 100 pontos possíveis, como demonstrado na Tabela 1.

 

CONCLUSÃO

A reconstrução do ligamento patelofemoral medial com enxerto livre do tendão semitendíneo mostrou, no curto prazo, excelentes resultados quando avaliada por protocolos clínicos.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência:
R. Olavo Carsalade Vilela, 264
Ipê da Serra - 34000-000
Nova Lima, MG
E-mail: luciohcj@medicina.ufmg.br

Trabalho recebido para publicação: 05/03/10, aceito para publicação: 04/05/10.

 

 

Trabalho realizado no Hospital Madre Teresa, MG, Brasil.
Declaramos inexistência de conflito de interesses neste artigo