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Revista Brasileira de Farmacognosia

Print version ISSN 0102-695X

Rev. bras. farmacogn. vol.18 no.2 João Pessoa Apr./June 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2008000200013 

ARTIGO

 

Avaliação toxicológica do óleo essencial de Piper aduncum L.

 

Toxicological evaluation of the essential oil of Piper aduncum L.

 

 

Pergentino J. C. Sousa*, I; Carlos A. L. BarrosI; José Carlos S. RochaI; Denisléia S. LiraI; Gisele M. MonteiroI; José Guilherme S. MaiaII

IDepartamento de Farmácia, Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, 66075-110 Belém-PA, Brasil
IIDepartamento de Engenharia Química e de Alimentos, Centro Tecnológico, Universidade Federal do Pará, 66075-900 Belém-PA, Brasil

 

 


RESUMO

Este trabalho teve como objetivo a avaliação da toxidade aguda e subaguda do óleo essencial de Piper aduncum pela determinação da DL50 em camundongos e a análise dos parâmetros bioquímicos e hematológicos em ratos. A planta é utilizada na medicina popular da região amazônica em diversas doenças e no seu óleo essencial o constituinte majoritário é o fenilpropanóide dilapiol, com propriedades inseticida, fungicida, bactericida, larvicida e moluscicida. A DL50 foi de 2,400 ± 191,7 mg/kg. O óleo essencial não alterou de maneira significativa os parâmetros hematológicos e bioquímicos em relação ao controle no tratamento subagudo, exceto a redução da creatinina. O valor da DL50 e os resultados observados nos parâmetros hematológicos e bioquímicos sugerem que o óleo essencial apresenta toxidade baixa.

Unitermos: Piper aduncum, Piperaceae, óleo essencial, toxidade aguda, toxidade subaguda.


ABSTRACT

The aim of this work was the acute and subacute toxicological evaluation of the essential oil of Piper aduncum with the determination of the LD50 in mice and the analysis of their hematological and biochemical parameters in rats. The plant is used in the Amazon folk medicine for several diseases and the phenylpropanoid dilapiolle is the main constituent of its essential oil, possessing insecticidal, fungicidal, bactericidal, larvicidal and molluscicidal properties. The LD50 was 2.400 ± 191.7 mg/kg. The essential oil did not change the hematological and biochemical parameters in a significant manner when compared with the control in the subacute treatment, excepting the reduction of creatinine. The LD50 and the hematological and biochemical results have suggested that the essential oil presents low toxicity.

Keywords: Piper aduncum, Piperaceae, essential oil, acute toxicity, subacute toxicity.


 

 

INTRODUÇÃO

Piper é o maior gênero da família Piperaceae com mais de 700 espécies, dos quais cerca de 170 crescem de forma nativa no Brasil (Yuncker, 1972). Além de P. nigrum, a espécie mais popular e usada largamente como condimento, muitas outras espécies possuem atividades farmacológica, inseticida, ou outros usos econômicos (Amorim et al., 2007; Agra et al., 2007; Brandão et al., 2006 & 2008). Como parte de um extensivo levantamento das plantas aromáticas da região amazônica, foram coletados espécimes de P. aduncum L., que é um arbusto de ampla distribuição tropical, com ocorrência em solos areno-argilosos, conhecido popularmente como "pimenta-de-macaco" e "aperta-ruão". Esta espécie é considerada uma planta oportunista que invade áreas desflorestadas após exploração de madeira, de alta rusticidade e elevada resistência às mudanças climáticas.

O uso medicinal de "pimenta-de-macaco" tem sido relatado: em doenças ginecológicas e desordens intestinais (Van den Berg, 1993), como diurético, antiblenorrágico, carminativo, excitante digestivo, para males do fígado, no combate a erisipela e tratamento de ulceras crônicas (Coimbra, 1994). Extratos orgânicos das folhas de P. aduncum apresentaram atividades moluscicida, citotóxica e antibacteriana, para as quais se associou a presença de dihidrochalconas e derivados prenilados do ácido benzóico (Orjala et al., 1993 & 1994). O óleo essencial de P. aduncum foi testado contra o fungo Clinipellis perniciosa, conhecido como "vassoura-de-bruxa", responsável por ataque patogênico ao cacau e cupuaçu. Na concentração de 50 a 100 ppm inibiu 100% o crescimento e a germinação deste fungo (Bastos, 1997). O óleo essencial de P. aduncum apresentou atividade inseticida e larvicida contra insetos fitófagos e mosquitos transmissores de dengue e malária, eliminando-os totalmente em baixas concentrações (Bernard et al., 1995; Souto, 2006).

O óleo essencial de P. aduncum apresenta excelente rendimento (2,5 a 3,5%) e é rico em dilapiol (31,5 a 91,1%), um éter fenílico com elevado padrão de oxigenação (Maia et al., 1998). Este composto com grau de pureza de 99,0% (Almeida, 2004) foi testado e comprovou ser o responsável pelas atividades fungicida, larvicida, inseticida e moluscicida, citadas acima.

Em virtude da utilização do P. aduncum na medicina popular avaliou-se a toxidade aguda e sub-aguda do seu óleo essencial, determinando o valor da DL50 em camundongos e avaliando os parâmetros hematológicos e bioquímicos dos ratos tratados com o óleo essencial durante 30 dias.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Planta

As partes aéreas (folhas e ramos finos) da planta foram coletadas no Município de Ananindeua, Estado do Pará. Um exemplar da planta (#155.664) foi identificado como Piper aduncum L. e incorporado ao herbário do Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, PA.

Processamento

As partes aéreas da planta (150 g), secas ao ar livre por 5 dias, foram submetidas à hidrodestilação por 4 horas usando-se aparelhos do tipo Clevenger, como recomendado pela Farmacopéia Britânica (British Pharmacopoeia Commission, 2003). O óleo (OEPA) foi seco na presença de sulfato de sódio, apresentando rendimento de 2,5%. Em seguida, o óleo foi armazenado em frasco âmbar e mantido no refrigerador.

Análise cromatográfica do óleo

Os dados quantitativos do óleo foram obtidos por integração da área dos picos do cromatograma usando-se cromatógrafo de gás HP 5890, operando com uma coluna capilar de sílica WCOT CP-Sil CB (25 m x 0,25 mm; 0,25 µM espessura do filme) em temperatura programada para 60-240 °C (3 °C/min), temperatura do injector a 220 °C, temperatura do detector de ionização de chamas a 250 °C e injeção do tipo splitless (1 µL, of a 2:1000 sol.hexano). Nestas condições o dilapiol, componente principal do óleo, apresentou um teor de 88,9% e foi identificado por comparação de seu tempo de retenção com aquele de uma amostra autêntica.

Animais

Foram utilizados camundongos Swiss albinos, machos, pesando entre 20 e 30 g, além de ratos (Rattus norvegicus) jovens, machos e fêmeas, pesando entre 80 e 100 g, provenientes do Biotério da Fundação Instituto Evandro Chagas (Belém, PA) e mantidos no Laboratório de Farmacodinâmica da UFPA, em ambiente climatizado, com ciclos de 12 h no claro e 12 h no escuro, tratados com água e ração ad libitum. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa Animal (CEPAN) da UFPA, através do parecer FM001/2005.

Determinação da DL50

Neste estudo foram utilizados 60 camundongos Swiss albinos, machos, divididos em grupos de 10 animais. Cada grupo, em jejum de 12 horas, recebeu por via oral (cânula oro-gástrica) doses do OEPA que variaram de 1000 a 3000 mg/kg. Em seguida, os animais foram colocados em gaiolas com ração e água ad libitum e observados durante 72 horas para observação dos parâmetros comportamentais, segundo teste hipocrático descrito por Malone & Robichaud (1962). O número de mortes de cada grupo foi expresso como o percentual do número total de animais que receberam o OEPA. A determinação da DL50 foi feita através da interpolação semi-logarítmica, sendo postos no eixo das ordenadas os valores dos probitos correspondentes ao percentual de mortes e, no eixo das abcissas, as doses administradas de OEPA (Miller & Tainter, 1994).

Toxidade sub-aguda

Neste estudo foram utilizados ratos albinos, machos e fêmeas, divididos em grupos de 12 animais (6 machos e 6 fêmeas) e separados em gaiolas de acordo com o sexo. Os grupos receberam por via oral (cânula oro-gástrica), durante 30 dias (Jong et al., 1999., Toyoda et al., 2000., Vijayalakshmi et al., 2000., Yanagisawa et al.,1998), doses de OEPA. O grupo controle recebeu água destilada correspondente a 0,1 mL/100 g de peso vivo e Tween 80 a 1%. Os grupos tratados receberam as doses de 1/10 e 1/20 da DL50 do OEPA, além de água destilada e Tween 80 a 1% em concentração suficiente para solubilizar o óleo. Nos 30 dias de experimentos os animais foram monitorados quanto a eventuais alterações comportamentais ou de natureza tóxica. Em intervalos de 2 dias os animais foram pesados e, diariamente, tanto água quanto ração, medidos e pesados. A avaliação dos parâmetros hematológicos e bioquímicos foi realizada no Laboratório de Análises Clínicas do Departamento de Farmácia da UFPA. Os animais foram anestesiados com éter etílico e a coleta do sangue foi realizada por punção cardíaca ventricular ou punção do plexo venoso orbital, utilizando-se agulhas e seringas e tubos de microhematócrito.

Análise estatística

A análise estatística foi expressa como média ± erro padrão da média (EPM.) e os resultados comparados pelo teste "t" de Student (não pareado), utilizando-se o programa Sigma Stat. Valores com p < 0,05 foram considerados estatisticamente significantes. Os resultados dos parâmetros bioquímicos e hematológicos foram expressos como média ± desvio padrão da média (DPM.) e comparados pelo intervalo de confiança (IC = D.P.M. x 1,96) obtido do grupo controle, sendo considerados significativos os valores que ficaram fora deste intervalo.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na determinação da DL50 os camundongos que receberam por via oral doses de 1000, 2000, 2350, 2500, 2700 e 3000 mg/kg do óleo essencial de Piper aduncum apresentaram um percentual de mortalidade variando de 0, 30, 40, 60, 80 e 100%, respectivamente. O valor da DL50, obtido por interpolação semi-logarítmica, correspondeu a 2.400 ± 191,7 mg/kg de massa corpórea. Segundo a Organização da Cooperação Econômica e Desenvolvimento (2001) o óleo de P. aduncum pertence à classe dos agentes xenobióticos, de baixa toxidade. Após administração das doses diárias constatou-se que em todas as doses os animais apresentaram perda de equilíbrio, respiração abdominal e ausência de coordenação motora. Em doses entre 200 e 2000 mg/kg os camundongos apresentaram aumento na excreção de fezes e urina e a partir da dose de 3500 mg/kg os animais ficaram momentaneamente paralisados e com redução na excreção de fezes e urina.

No estudo da toxidade sub-aguda do óleo essencial de Piper aduncum em ratos observou-se que não houve alteração no comportamento dos animais ou no consumo de água e ração. No entanto, em relação ao desenvolvimento ponderal observou-se diferença estatisticamente significativa entre os animais do grupo controle e os animais administrados com doses de 1/10 (240 mg/kg) e 1/20 (120 mg/kg) da DL50 , cujos valores encontram-se na Tabela 1.

 

 

Os parâmetros hematológicos e bioquímicos do sangue obtidos no final do tratamento encontram-se nas Tabelas 2 e 3, respectivamente. Conforme pode ser observado na Tabela 3, somente a creatinina apresentou alteração significativa dentre os parâmetros bioquímicos.

Os sintomas que parecem depender da ação do OEPA sobre o Sistema Nervoso Central provavelmente não ocorrem como conseqüência destes efeitos, uma vez que no teste da placa aquecida (modelo experimental para avaliação de fármacos com ação central) o OEPA não apresentou nenhuma atividade (Sousa et al., 2003).

As avaliações do desenvolvimento ponderal e dos parâmetros hematológicos e bioquímicos observadas após o uso das doses correspondentes a 1/10 (240 mg/kg) e 1/20 (120 mg/kg) da DL50 mostraram que, com exceção da perda do peso corporal e da redução do valor da creatinina, não houve alteração significativa nos outros parâmetros. Segundo Megan (1998) a creatinina forma-se no músculo pela remoção irreversível de água do fosfato de creatina. O valor sérico da creatinina influencia na massa muscular, na nutrição e na ocorrência de edema (Soares et al., 2002). Como pode ser observado houve uma significativa perda de peso nos animais tratados com as doses de 120 e 240 mg/kg. Como a creatinina é a principal reserva de energia muscular justifica-se a diferença ponderal entre os animais tratados com as doses de OEPA e o grupo controle.

Os resultados obtidos nos levam a concluir que o óleo essencial de Piper aduncum, nas doses utilizadas, possui uma margem elevada de segurança, com efeitos tóxicos mínimos sobre os parâmetros hematológicos e bioquímicos.

 

AGRADECIMENTOS

Nossos agradecimentos ao Programa de Biodiversidade do Ministério da Ciência e Tecnologia (PPBio/MCT) pelo suporte financeiro e ao Instituto Evandro Chagas pelo fornecimento dos animais.

 

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