SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.36 issue1COGNITIVE PERFORMANCE OF STUNTED PRE-SCHOOL CHILDREN UNDERGOING NUTRITIONAL RECOVERY TREATMENTWAIST-TO-HEIGHT RATIO INDEX OR THE PREDICTION OF OVERWEIGHT IN CHILDREN author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Revista Paulista de Pediatria

Print version ISSN 0103-0582On-line version ISSN 1984-0462

Abstract

MARANHAO, Hélcio de Sousa et al. DIFICULDADES ALIMENTARES EM PRÉ-ESCOLARES, PRÁTICAS ALIMENTARES PREGRESSAS E ESTADO NUTRICIONAL. Rev. paul. pediatr. [online]. 2018, vol.36, n.1, pp.45-51.  Epub Oct 30, 2017. ISSN 0103-0582.  http://dx.doi.org/10.1590/1984-0462/;2018;36;1;00004.

Objetivo:

Identificar a prevalência de dificuldade alimentar (DA) em pré-escolares, sua associação com fatores epidemiológicos e práticas alimentares pregressas, bem como sua repercussão sobre o estado nutricional.

Métodos:

Estudo transversal com aplicação de questionário às mães de 301 crianças de dois a seis anos de creches públicas e privadas em Natal, Rio Grande do Norte, em 2014 e 2015. Identificou-se DA segundo critérios de Kerzner, incluindo os perfis de “ingestão altamente seletiva”, “criança agitada com baixo apetite”, “fobia alimentar” e “criança com distúrbio psicológico ou negligenciada”. As variáveis de associação analisadas por regressão logística foram: tempo de aleitamento materno, idade de introdução de leite de vaca e da alimentação complementar, faixa etária, renda familiar, tipo de escola, perfil das mães (responsivas ou não responsivas) e índice de massa corpórea (IMC).

Resultados:

DA foi encontrada em 37,2% dos casos analisados, com predomínio de “ingestão altamente seletiva” (25,4%). Não houve associação entre DA e práticas alimentares na fase de lactente, renda familiar e tipo de escola. Não houve diferença entre as médias de escore Z IMC para os grupos com e sem DA (1,0±1,5DP e 1,1±1,4DP, respectivamente). A faixa etária de cinco a seis anos apresentou maior ocorrência de DA (OR 1,8; IC95% 1,1-2,9) e filhos de mães com perfil responsivo tiveram menores chances de apresentar DAs (OR 0,4; IC95% 0,2-0,8).

Conclusões:

DA foi de alta prevalência. Não houve repercussão sobre o estado nutricional nem associação às práticas alimentares pregressas. O perfil responsivo das mães é fator protetor para as DAs e reforça a importância da natureza comportamental e da interação mãe-filho.

Keywords : Hábitos alimentares; Pré-escolar; Aleitamento materno; Estado nutricional.

        · abstract in English     · text in English | Portuguese     · English ( pdf ) | Portuguese ( pdf )