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Estudos Históricos (Rio de Janeiro)

Print version ISSN 0103-2186

Estud. hist. (Rio J.) vol.21 no.42 Rio de Janeiro July/Dec. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21862008000200001 

IN MEMORIAM

 

John Watson Foster Dulles (1913-2008): a vocational historian

 

 

Maicon Vinícius da Silva Carrijo

Maicon Vinícius da Silva Carrijo é doutorando em história social na USP mvcarrijo@yahoo.com.br

 

 

A trajetória do historiador brasilianista John W. F. Dulles, recentemente falecido, seguramente contribuiu para o estabelecimento dos olhares enviesados de alguns brasileiros sobre os pesquisadores norte-americanos. Mais do que em qualquer outro percurso, podemos afirmar que a história de Dulles ofereceu o maior banquete para os olhares ávidos de desconfiança da intelectualidade local. O receio emanado dos brasileiros, fardo que foi ou ainda é mais pesado para alguns dos pesquisadores estadunidenses, teve no caso de Dulles potentes catalisadores.

Ao nos depararmos com esse historiador que desembarcou no Brasil como executivo de uma empresa de mineração em 1959, somos logo surpreendidos pela extraordinária importância de sua família nos meios políticos norte-americanos. Afinal, são poucos os historiadores que tiveram um pai, um avô e um tio ocupando o cargo de secretário de Estado dos Estados Unidos. O pai, John Foster Dulles, assumiu a função durante a presidência de Dwight D. Eisenhower, tornando-se amplamente conhecido por sua participação nas questões que envolviam a Guerra Fria e o combate ao comunismo. Como se não bastasse, Allen Dulles, outro tio do estudioso da história brasileira, tornou-se diretor da CIA (Central Intelligence Agency).

As suspeitas suficientemente alimentadas pela linhagem de Dulles agravaram-se ainda mais quando sua trajetória profissional e acadêmica foi conhecida. Ele não foi um historiador de formação, ou, como se diz nos Estados Unidos, a professional historian. Seus estudos se iniciaram em Princeton, onde obteve o grau de bachelor of arts em 1935, com ênfase em filosofia. Dois anos depois, em 1937, obteve seu MBA (master of bussiness administration) na Universidade de Harvard e passou a trabalhar no Banco de Nova York, onde seu pai era diretor. Depois de alguns anos, mudou a área de atuação, tornando-se funcionário da mineradora Callahan no Arizona.

Complementou então sua formação na Universidade do Arizona, adquirindo o grau de bachelor of science em engenharia metalúrgica no ano de 1943, seguido por uma especialização na mesma área em 1951.

A partir de 1943, Dulles iniciou seu contato intenso com a América Latina. O futuro historiador aceitou o convite de trabalho de outra mineradora, a Cia. Minera Pennoles, localizada no México e filiada à norte-americana American Metal. Permaneceu no país vizinho por 16 anos e ocupou os mais altos postos administrativos da empresa. Em 1959, recebeu nova proposta, dessa vez para ocupar o cargo de vice-presidente executivo da Cia. Mineração Novalimense, em Minas Gerais, filiada à norte-americana Hanna Mining Corporation, que na época esteve envolvida nas discórdias sobre as concessões governamentais às indústrias de mineração e aos investidores estrangeiros. Dulles mais uma vez aceitou a proposta e permaneceu no Brasil até 1962.

A transformação do executivo bem-sucedido em professor universitário ocorreu após seu retorno do Brasil, quando recebeu um convite da Universidade do Texas para tornar-se professor de história latino-americana. Além de ocupar esse cargo até falecer, entre 1966 e 1991 também lecionou história latino-americana na Universidade do Arizona. Nas poucas entrevistas que concedeu, nunca se referiu abertamente aos motivos que o levaram a abandonar a antiga profissão. Sabe-se apenas que nutria um forte gosto pela história, claramente manifestado durante os anos de trabalho no México, que acabaram resultando num livro sobre esse país: Yestarday in Mexico: a chronicle of the revolution, 1919-1936, publicado nos Estados Unidos pela Editora da Universidade do Texas em 1961, e no México em 1977.

A história dessa obra teve início durante as atividades do então administrador, que tinha entre suas obrigações a de se encontrar com líderes políticos e funcionários do Estado para falar sobre os projetos da empresa mineradora para a qual trabalhava. Um desses encontros foi com Adolfo Ruiz Cortines, então presidente do México e ex-combatente do exército revolucionário. Além dos assuntos de mineração, a história teve lugar de destaque na conversa, o que motivou Dulles a aprofundar sua visão da história política do México, dedicando-se a entrevistar outros políticos, generais e peças-chave da Revolução Mexicana (Liscano, 2008). Esse material, somado a outros documentos, resultou no livro que, segundo o próprio autor, não era obra de historiador profissional, mas sim de um amador apaixonado pelo assunto que não devotou a vida a persegui-lo. Seu objetivo declarado foi escrever uma crônica dos acontecimentos entre a morte de Carranza e a ascensão de Cárdenas ao poder, sem qualquer esforço para explicar as causas ou o significado dos eventos.

Os livros seguintes de Dulles seriam todos sobre o Brasil, e foram escritos num momento em que já podia dedicar a vida a seus temas históricos, como os historiadores profissionais. A primeira obra sobre o país, intitulada Vargas of Brazil: a political biography, publicada nos Estados Unidos em 1967, segundo depoimento relatado pela jornalista Letânia Menezes (1981), nasceu em 1963 para cumprir uma lacuna em sua formação intelectual, já que as aulas sobre história do Brasil, assunto que desconhecia, demandavam muito tempo de preparação. O caminho percorrido para a construção da obra, ao contrário do tema, era conhecido: sobressaem na bibliografia de Dulles as quase 90 entrevistas realizadas com importantes políticos brasileiros e outros atores dos eventos. Servindo-se delas como material, assim como no livro sobre a Revolução Mexicana, Dulles percorreu minuciosamente, através de um extenso relato, os principais fatos da vida de Vargas e da política brasileira entre 1930 e 1955. No Brasil, a obra foi publicada 10 anos depois.

Dulles não modificou significativamente sua forma de abordagem dos processos históricos até sua última obra. Centrado na política brasileira do século XX, editou outras tramas factuais rigorosamente cronológicas baseadas em muitas entrevistas e fontes inéditas, a começar por Unrest in Brazil: political military crisis, 1955-1964, editado nos Estados Unidos 13 anos depois da biografia de Vargas. O livro, inédito no Brasil, relata a continuidade dos principais eventos da política brasileira depois do suicídio do presidente. A partir de então, de modo geral, sua obra intercalou dois grandes temas: os grupos opositores dos regimes políticos estabelecidos e estudos biográficos. No primeiro, podemos inserir os resultados de uma investida ousada e polêmica por tratar-se do filho do secretário de Estado reconhecido pela aversão ao comunismo: Anarchists and communists in Brazil, 1900-1935, editado nos Estados Unidos em 1973 e no Brasil em 1977. O mesmo tema voltou a ser objeto de Dulles em 1983, com Brazilian communism: repression during world upheaval, 1935-1945, publicado no Brasil em 1985. Logo em seguida, em 1984, aprofundou o estudo da oposição a Vargas a partir de outro prisma, centrando seu olhar na Faculdade de Direito de São Paulo com A Faculdade de Direito e a resistência anti-Vargas, 1938-1945, primeiro livro que recebeu uma edição brasileira antes de ser publicado nos Estados Unidos.

Em meio aos estudos sobre as oposições no Brasil, Dulles continuou a se dedicar ao gênero biográfico, publicando, em 1978, o primeiro volume sobre a vida do presidente militar Castello Branco, President Castello Branco: the making of a Brazilian president, que tratou da trajetória do militar até o momento em que passou a ocupar o cargo de chefe da nação em 1964; o segundo volume, relatando a presidência de Castello, veio à tona dois anos depois sob o título President Castello Branco: a Brazilian reformer - ambos os volumes foram publicados no Brasil, em 1979 e 1983 respectivamente. As últimas obras do produtivo brasilianista permaneceram dentro desse empenho biográfico. Primeiro, atendendo ao pedido do próprio Carlos Lacerda, escreveu em dois volumes a história da vida do polêmico jornalista e político: Carlos Lacerda, Brazilian cruzader (1991) e Carlos Lacerda, Brazilian cruzader: the years 1960-1977 (1996) - somente o primeiro teve publicação por uma editora nacional em 1992. Heráclito Fontoura Sobral Pinto foi o último objeto das reflexões de Dulles, que também dividiu o estudo da vida e da oposição levada a cabo pelo advogado em dois volumes: o primeiro foi editado no Brasil em 2001 com o título de Sobral Pinto, a consciência do Brasil: a cruzada contra o regime Vargas (1930-1945) e publicado nos Estados Unidos no ano seguinte; o segundo, dedicado à oposição do advogado durante o regime militar, foi publicado em 2007 apenas nos Estados Unidos: Resisting Brazil's military regime: an account of the battles of Sobral Pinto.

John W. F. Dulles não teve vida fácil entre os críticos. Por um lado, como já deixamos evidenciado, o legado da família, especialmente o paterno, associado a uma trajetória próspera em empresas que necessariamente atuavam na esfera política, não passou despercebido pelos brasileiros e nem mesmo por seus pares norte-americanos. De diferentes maneiras, as considerações sobre sua obra referiram-se a esses aspectos, variando entre aspereza, especulação e maiores sutilidades. Paula Beiguelman (1987: 201), por exemplo, comentou a respeito do pesquisador "doublé de manager de mineradora e ligado à CIA até por laços familiares", que se dedicou a levantar com detalhes a história das esquerdas brasileiras com a função de tumultuar, de criar "effective gossips ou fofocas eficientes". Jordan Young (1971), por sua vez, compatriota de Dulles, em resenha do livro Unrest in Brazil, afirmou que a obra trazia uma omissão estranha, pois o autor não revelou dados sobre seu papel e o de Herbert Hoover Jr. nas negociações da Hanna Corporation para tentar adquirir jazidas de ferro no Brasil. Para o outro brasilianista, o excesso de modéstia ao não dar a devida importância à sua própria atuação poderia ter sido substituído por uma contribuição valiosa para o conhecimento do período Goulart.

Por outro lado, nos exames menos centrados em questões derivadas do universo político do qual o autor era oriundo e mais dispostos a entender o lugar de sua obra no cenário historiográfico dedicado ao Brasil, especialmente o estadunidense, pesam muitas críticas atreladas ao que Howard Cline (1962) chamou de uma abordagem quase anacrônica entre os historiadores norte-americanos. Cline estabelece uma ligação entre o estilo e a metodologia de Dulles e alguns trabalhos sobre a região publicados no final do século XIX e início do século XX. Essa correta percepção baseia-se nas alterações ocorridas no meio historiográfico latino-americanista a partir dos anos 1950, quando as abordagens dos processos históricos se alteraram significativamente, privilegiando o diálogo com especialistas de outras áreas através de uma abertura a novas questões e ferramentas de análise. Nos estudos de história política, mais reticentes em relação a mudanças quando comparados com a história social e econômica, a excessiva dependência em relação à narrativa e às técnicas descritivas começou a perder espaço no início dos anos 1960. Nesse momento, as pesquisas sobre grandes figuras da história e importantes instituições passaram a compartilhar espaço com perspectivas mais atentas ao social e ao econômico, refletindo o ambiente dominado pela teoria da modernização e tornando-se mais críticas e com preocupações conceituais (Johnson, 1985: 749).

Muitas críticas lançadas aos trabalhos de John Dulles fizeram referência às tendências que deixaram de ser dominantes entre os latino-americanistas, mas que prevaleceram na sua forma de abordar o passado. Nas quase 50 resenhas publicadas sobre seus livros em importantes revistas acadêmicas dos Estados Unidos, embora muitas tenham relatado a perfeição dos resultados dentro dos propósitos declarados do autor, destacou-se, como apreciação negativa, a essência narrativa, descritiva, factual e cronológica de sua obra. A ausência de interpretação e de significado dos fatos relatados, a falta de instrumentais de outras disciplinas, especialmente da ciência política, e a não-consideração de fatores econômicos e sociais foram vistos como verdadeiros vícios prejudiciais desse historiador não-profissional - designação que, em alguns momentos, também serviu para desqualificar seu trabalho, seja pelo tratamento não-sofisticado das fontes, pela adulação e a simpatia pelos biografados, ou pela falta de coesão e importância dos inúmeros fatos relatados.

Porém, ao mesmo tempo, entre os pesquisadores menos leais às modas historiográficas, os livros de Dulles, pelas mesmas características citadas acima, receberam olhares favoráveis. Rollie Poppino (1978), por exemplo, numa interessante comparação entre Anarchists and communists in Brazil e o livro do cientista social Ronald Chilcote, The Brazilian Communist Party: conflict and integration, lançado no mesmo ano que a obra de Dulles, afirmou que os dois, embora muito distintos, eram complementares. Poppino considerou que Dulles, sem a visão clínica dos cientistas sociais e com a perspectiva do historiador, marcada pela análise do papel dos líderes e de suas atividades dentro do contexto político, avançou em importantes questões por meio de uma crônica humanista, sem inevitabilidades conceituais, ao mostrar indivíduos respondendo com palavras e ações às circunstâncias. De acordo com Poppino, o talento narrativo de Dulles oferece ao leitor a possibilidade de se misturar aos anarquistas, comunistas e socialistas, visitar os encontros do partido, sentir as razões para protestar contra o status quo, escutar as polêmicas dos males que afligiram o Brasil e perceber as animosidades, idiossincrasias e puritanismo da esquerda. Steven Topik (1985), do mesmo modo, encontrou esses valores em Dulles, observando que, na sua obra, os indivíduos são os sujeitos da história, e não as estatísticas ou os mártires sem rosto.

Nesse sentido, mesmo que Dulles não tenha aderido aos novos padrões do trabalho historiográfico, sua habilidade em narrar os fatos e a vida dos grandes homens da história brasileira - o que permitiu a Macauley (1997: 748) defini-lo como um historian as investigative repórter -continuou encantando alguns historiadores e, sobretudo, tinha o potencial de atingir um público leitor mais amplo, o que explica sua presença no mercado editorial dos dois países. Além disso, sua essência factual e não-analítica, uma deficiência à primeira vista, também foi contrabalançada por outro serviço prestado aos estudiosos dos assuntos brasileiros considerado muito valioso: munir os adeptos de uma história mais "interpretativa" e das outras ciências sociais com o material factual para os novos territórios de pesquisa. Para muitos especialistas, esse trabalho de Dulles o colocava numa posição de destaque na historiografia sobre o Brasil. Como concluiu Paulo Roberto de Almeida (1986: 14):

É preciso um árduo esforço de leituras, disposição para realizar centenas de entrevistas pessoais e, muitas vezes, uma resistência comprovada a poeira, traças e diversos tipos de roedores "críticos" para que obras do quilate das de Dulles venham à luz. A já vasta produção historiográfica do brasilianista de Austin tornou-se assim um referencial obrigatório para os historiadores e cientistas sociais brasileiros, fornecendo substrato material a uma visão global de nosso processo de desenvolvimento político e social.

Se, com relação às formas mais recentes de abordagem da historiografia norte-americana dedicada ao Brasil e à América Latina, Dulles tornou-se anacrônico, nunca o foi com relação às temáticas e recortes temporais. O "brasilianista operoso", como definiu Francisco Iglésias (1984), empenhou-se no estudo político do passado recente do Brasil, tema e tempo caros aos norte-americanos por todo século XX. Vale ressaltar que esses caminhos eram pouco trilhados pela historiografia brasileira até o final da década de 1970, quando a história do Brasil colônia era a privilegiada entre nossos estudiosos do passado. Tal quadro coloca os trabalhos de Dulles dentro de um conjunto de obras brasilianistas que, somado a outros fatores, foi incentivador de uma reorientação da historiografia nacional, tornando relativa a ênfase nos períodos colonial e imperial e atribuindo maior importância ao período republicano (Pontes, 1990).

Ao tratar dessa história recente do Brasil, John Dulles, muito provavelmente, viveu e criou situações muito paradoxais. Para o militante de esquerda, por exemplo, não era fácil ser entrevistado pelo brasilianista. No entanto, o reconhecimento de que o filho do "inimigo" dos comunistas, durante a ditadura, estava numa posição muito favorável para escrever e divulgar dados importantes da história desses grupos, já que estava livre de sofrer qualquer forma grave de retaliação, certamente motivou a colaboração de muitos.1 De posse desses materiais, assim como em relação a outros temas, é inegável que Dulles aprofundou e tornou públicas muitas questões relevantes da história política contemporânea do Brasil, algumas, inclusive, vedadas aos brasileiros. De nenhum modo a trajetória desse historiador por vocação pode ser considerada comum. Francisco Iglésias (1984:12), ao comentar uma obra de Dulles, numa espécie de licença aos possíveis desvios dos historiadores estrangeiros, afirmou: "Deve ser difícil para um estrangeiro, por mais que saiba a língua portuguesa e tenha a vivência de anos no país, captar um processo político tão sinuoso quanto o nosso, no qual nem sempre há lógica e coerência. Se o Brasil desconcerta os brasileiros, mais ainda deve desconcertar os estrangeiros".

Agora podemos afirmar que é a vez da história de John Dulles desconcertar muitos brasileiros.

 

Notas

1 Em depoimento relatado pelo jornalista Marcos Faerman (1983), Dulles afirmou que seu passado lhe causou algumas dificuldades no contato com os comunistas, logo superadas por uma intensa colaboração, exemplificada no fato de Leôncio Basbaum, antigo militante, ter-se hospedado em sua casa nos Estados Unidos.

 

Referências bibliográficas

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Texto recebido em 1º de setembro e aprovado para publicação em 4 de setembro de 2008.

 

 

Nota do autor: Agradeço a Paulo Teixeira Iumatti e a Paulo Roberto de Almeida pela troca de idéias, sugestões e materiais.

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