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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230On-line version ISSN 1806-9282

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.50 no.1 São Paulo  2004

https://doi.org/10.1590/S0104-42302004000100035 

ARTIGO ORIGINAL

 

Relação cálcio/proteína da dieta de mulheres no climatério

 

Calcium/protein relation of women on the climacteric

 

 

Regina das Neves Girão Montilla*; José Mendes Aldrighi; Maria de Fátima Nunes Marucci

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar a relação cálcio/proteína da dieta de mulheres no climatério.
MÉTODOS: Em estudo transversal, foi avaliada a dieta de 154 mulheres entre 35 e 65 anos de idade, atendidas no Ambulatório de Saúde da Mulher Climatérica do Centro de Saúde-Escola da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. Para obtenção do consumo alimentar de cálcio e de proteína, foi realizado inquérito alimentar pelo método ''recordatório de 24 horas''. A avaliação da relação cálcio/proteína foi feita segundo proposta de Massey e Heaney (1998), que é de 20/1 (mg/g).
RESULTADOS: O consumo médio de cálcio foi de 624,9 mg; o de proteínas foi 86,7g e a relação cálcio/proteína foi de 7/1 (624,9mg/86,7g).
CONCLUSÃO: A população estudada apresenta consumo inadequado dos nutrientes cálcio e proteína, podendo resultar em sérios riscos à saúde.

Unitermos: Relação cálcio/proteína. Consumo alimentar. Menopausa. Osteoporose.


SUMMARY

OBJECTIVE: To evaluate the calcium/protein relation of the diet of climacteric women.
METHODS: In a transversal study the diet was evaluated of 154 women 35-65 years old and matriculated in the Health Clinic of the Climateric Woman of Health Center of Public Health College of the São Paulo University. The food intake of calcium and protein was food investigated by ''24 hours recall'' method. The evaluation of calcium/protein relation was made according to Massey and Heaney (1998), that is 20/1 (mg/g).
RESULTS: The mean of intake of calcium was 624.9 mg; the mean of intake of protein was 86.7 g and the calcium/protein relation was 7/1 (624.9 mg/86.7 g).
CONCLUSION: The studied population presents inadequated consumation of the calcium and protein nutrients. It could result in serious risk for health.

Key words: Calcium/protein relation. Food intake. Menopause. Osteoporosis.


 

 

INTRODUÇÃO

Evidências indicam que muitas doenças crônicas resultam da interação de fatores genéticos, ambientais e estilo de vida e, neste último, destaca-se a dieta como a maior responsável1.

Sabe-se também que entre as principais morbidades que acometem a mulher no climatério inclui-se a osteoporose2,3, doença de grande impacto tanto na saúde pública como socioeconômico, em função de seus altos custos diretos e indiretos4. Além disso, com o aumento da expectativa de vida, cresce também o número de idosos e de fraturas osteoporóticas, particularmente em mulheres5. Segundo dados recentes, no grupo etário de 50 anos, verificam-se cinco mulheres acometidas por osteoporose para cada homem4. Estas são especialmente vulneráveis, em decorrência da progressiva redução da função ovariana e, conseqüentemente, da produção de seus hormônios esteróides6,7. Este processo inicia-se a partir dos 35 anos, quando a mulher apresenta redução lenta de massa óssea, acentuando-se após os 50 anos, momento em que comumente ocorre a menopausa8.

Outro fator que pode tornar-se prejudicial à saúde óssea é o consumo dietético inadequado de cálcio, pois uma das principais deficiências nutricionais no climatério refere-se a este nutriente. Este fato compromete a mineralização e a manutenção óssea, promovendo, dessa forma, o agravamento da osteoporose9,10. De fato, alguns estudos sobre consumo alimentar11,12,13 mostram que dos nutrientes avaliados, o cálcio é o que apresenta maior inadequação.

Além disso, vários estudos indicam que o consumo excessivo de proteína pode ter efeito deletério, seja por estimular as perdas excessivas de cálcio ou por acelerar a diminuição da função renal vinculada à idade2,10,14-17. Este fato deve ser levado em consideração devido à redução progressiva de massa óssea, principalmente em mulheres pós-menopausais10. Em estudo envolvendo mulheres e homens idosos, Meyer et al.18 identificaram significante associação positiva de consumo de proteína com risco de fratura de quadril e ingestão de cálcio menor que 400 mg/dia, em ambos os sexos. Segundo Dawson-Hughes & Harris19, a ingestão de cálcio parece influenciar a associação de proteína ingerida com a absorção de cálcio, pois em estudo realizado também com mulheres e homens idosos, verificou-se que consumo inferior a 800 mg/dia de cálcio e alta ingestão protéica (~ 17% do total energético) foi associado com redução de 23% da absorção de cálcio, enquanto que maior consumo deste nutriente aumentou sua absorção, sem mudança significativa com aumento na ingestão de proteína.

Portanto, uma dieta com baixa ingestão de cálcio e excessivo consumo protéico poderia comprometer ainda mais a osteoporose, que é um dos problemas de saúde pública mais prevalentes, principalmente em mulheres pós-menopausais20. Com o propósito de evitar este tipo de problema e, conseqüentemente proteger os ossos, alguns autores16,17 preconizam que a relação cálcio/proteína da dieta seja de 20/1 (mg/g). Por isso, o objetivo deste estudo foi avaliar a relação cálcio/proteína, a partir do consumo desses nutrientes na dieta de mulheres no climatério, atendidas em Centro de Saúde-Escola.

 

MÉTODOS

Trata-se de estudo transversal com coleta de dados primários, realizado no Ambulatório de Saúde da Mulher Climatérica (ASMUC) do Centro de Saúde-Escola Geraldo de Paula Souza da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. As mulheres matriculadas no ASMUC eram encaminhadas primeiramente à consulta médica, sendo solicitados os exames necessários (dosagem hormonal, colesterol, triglicérides, glicemia, mamografia, densitometria óssea, etc). Após atendimento médico, as pacientes eram convidadas a participar deste estudo e, em caso afirmativo, assinavam o termo de consentimento. Verificou-se o consumo alimentar de cálcio e proteína de 154 mulheres por meio de inquérito alimentar através do método ''recordatório de 24 horas'', considerado um bom instrumento para grupos populacionais21.

Este método consiste na definição e quantificação das preparações e/ou alimentos ingeridos durante o dia anterior à entrevista. Esta quantificação foi feita sob forma de medidas caseiras, avaliando-se o consumo alimentar no tocante à proteína e ao cálcio. As quantidades dos alimentos foram processadas pelo ''software'' Virtual Nutri22, que calcula o total de nutrientes dos alimentos consumidos. Para avaliação da relação cálcio/proteína, utilizou-se como parâmetro a relação sugerida por Massey16 e Heaney17, que é de 20/1 (20 mg de cálcio para cada grama de proteína). As médias foram calculadas pelo aplicativo Excel 2000 da Microsoft®.

 

RESULTADOS

Para o cálcio dietético, a média de consumo foi 624mg. Em relação às proteínas, o consumo médio foi 87g. Ao avaliar a relação cálcio/proteína, constatou-se o seguinte resultado: 7/1 (624mg/87g).

 

DISCUSSÃO

Apesar da existência de alguns estudos que mostram a importância do aumento da recomendação do cálcio para a mulher climatérica10,23, o resultado do presente estudo indicou baixo consumo deste nutriente (624 mg). Esse resultado foi inferior ao obtido por Galeazzi et al.11, que verificaram o consumo alimentar em cinco municípios brasileiros (Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba, Goiânia e Ouro Preto). Nesse estudo, o consumo médio de cálcio (em mulheres com idade de 45-65 anos), nas cinco cidades brasileiras, foi de 917mg de cálcio. Outros estudos nacionais, apesar de envolverem idosos (homens e mulheres), também apresentaram consumo inadequado de cálcio13,24-26. É importante, no entanto, considerar que, o êxito do tratamento de indivíduos com osteoporose é consideravelmente menor do que a prevenção desta27; por isso, uma dieta adequada em cálcio na infância e adolescência aumentaria o pico de massa óssea, reduzindo assim o risco de osteoporose décadas mais tarde28. Para reforçar ainda mais a importância do consumo adequado de cálcio na prevenção da osteoporose, Yates et al.23 admitem que o incremento da ingestão do cálcio na dieta (1000-1200 mg), mesmo em mulheres pós-menopausais, retardaria eventuais perdas de cálcio ósseo. Contudo, Hegsted29 considera que existem poucas evidências sobre o alto consumo deste nutriente e a efetiva prevenção de fraturas. Além disso, este autor afirma ainda que as recomendações de cálcio são tão altas atualmente, que é difícil atingi-las sem mudanças nos hábitos alimentares. De fato, os resultados deste e outros estudos11,12,13,24-26 mostraram que o consumo de cálcio apresentou-se muito abaixo dos padrões recomendados.

Quanto às proteínas, os resultados revelaram elevado consumo de proteína (86,7g), lembrando que, de acordo com o National Research Council30, a recomendação deste nutriente é de 0,8g/kg de peso. Este resultado sugere a preferência da população por alimentos protéicos. Vários estudos sobre consumo alimentar confirmam essa tendência de alto consumo de proteínas na dieta11,12,13, 24-26. Esse excesso protéico deve servir de alerta, pois inúmeros estudos mostram que a ingestão exagerada de proteína pode propiciar perdas excessivas de cálcio2,10,15-17,32,33. Contudo, no estudo de Dawson Hughes & Harris19, avaliando dois grupos, um tratado com placebo e outro com suplementação de cálcio e associando ingestão protéica com densidade mineral óssea, encontraram resultados diferentes. O grupo suplementado foi positivamente associado com ganho ósseo, enquanto que no grupo não suplementado houve perda de massa óssea. Aqueles com alta ingestão protéica ganharam massa óssea, enquanto que aqueles com baixa ingestão perderam massa óssea. O cálcio não foi suficiente (871mg) para proteger o esqueleto quando a ingestão protéica era baixa, porém a alta ingestão de proteína não afetou o estado ósseo.

De acordo com Heaney34, o efeito positivo da proteína está relacionado à constituição óssea, ou seja, 50% do osso é formado por colágeno e a outra metade por cálcio29. Os aminoácidos do colágeno não são reutilizados em nova síntese protéica e quando a proteína dietética é insuficiente, a reconstrução torna-se prejudicada devido a outras prioridades funcionais deste nutriente. Portanto, em dieta com consumo inadequado de cálcio e de proteína, a reconstrução óssea estaria limitada. Assim, tem sido especulado que, aparentemente, o efeito paradoxo da proteína no osso pode ser explicado pelas variações na ingestão do cálcio34. Segundo Heaney35, a proteína e o cálcio atuariam sinergicamente no osso, se ambos apresentarem quantidades adequadas na dieta, porém, a proteína pode parecer efetivamente antagonista para o osso quando a ingestão de cálcio for baixa.

Neste estudo, notou-se consumo dietético inadequado em ambos os nutrientes, sendo alto para proteína e baixo para cálcio, e, conseqüentemente, a relação cálcio/proteína também apresentou-se inadequada.

Por isso, é fundamental que estes achados sejam lembrados, principalmente em mulheres após a menopausa, onde se constata nítida e progressiva perda de massa óssea10.

Em termos práticos, a proposta deste estudo, numa eventual orientação nutricional, seria inicialmente adequar o consumo do cálcio, que comumente é o nutriente mais deficiente e tem recomendação aumentada durante o climatério; somente após a adequação do cálcio, objetivar-se-ia adequar o da proteína. Portanto, na relação cálcio/proteína de 20:1 (mg/g) parece ser mais coerente estimular dieteticamente o consumo de cálcio e, a partir deste, adequar a quantidade de proteína da dieta, a fim de proteger o sistema ósseo contra a osteoporose que, sem dúvida, representa uma das afecções que propicia grande impacto socioeconômico e na saúde pública.

 

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Artigo recebido: 29/11/02
Aceito para publicação: 06/10/03

 

 

Trabalho realizado no Centro de Saúde-Escola Geraldo de Paula Souza da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP.
* Correspondência: regina.montilla@uol.com.br

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