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Anais Brasileiros de Dermatologia

On-line version ISSN 1806-4841

An. Bras. Dermatol. vol.79 no.2 Rio de Janeiro Mar./Apr. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0365-05962004000200004 

INVESTIGAÇÃO CLÍNICA, LABORATORIAL E TERAPÊUTICA

 

Infecções cutâneas e acidentes por animais traumatizantes e venenosos ocorridos em aquários comerciais e domésticos no Brasil: descrição de 18 casos e revisão do tema*

 

 

Vidal Haddad Junior

Professor-Assistente Doutor da Universidade Estadual Paulista (Faculdades de Medicina de Botucatu e Biologia Marinha de São Vicente), Médico do Hospital Vital Brazil (Instituto Butantan)

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTOS: O aquarismo a cada dia ganha novos adeptos no Brasil. Impulsionado por belos peixes e objetos de decoração, o hábito pode trazer problemas como infecções e envenenamentos por diversos animais.
OBJETIVOS: Demonstração dos animais causadores e dos quadros clínicos envolvidos com estes acidentes, das infecções cutâneas encontradas após traumas e das medidas terapêuticas e preventivas para controle do problema, pouco conhecido pela população em geral.
MÉTODOS: Utilizou-se um estudo prospectivo para a detecção de acidentes por animais e infecções ocorridas após traumas em aquários. Estes dados serviram de base para um estudo epidemiológico, clínico e terapêutico sobre o problema.
RESULTADOS: Em cerca de 300 acidentes por animais aquáticos, 12 ou 4% do total foram causados por animais venenosos em aquários. Cinco infecções bacterianas e uma fúngica foram identificadas após traumas em aquários.
CONCLUSÕES: Os acidentes em aquários domésticos e comerciais são relativamente comuns e podem acarretar infecções cutâneas e ferimentos por animais venenosos ou traumatizantes. Os proprietários de aquários na maioria das vezes não têm informações sobre estes acidentes. Os autores fornecem as espécies de microorganismos e animais mais freqüentemente envolvidas com ferimentos e as medidas terapêuticas e preventivas adequadas ao manejo do problema.

Palavras-chave: Brasil; ferimentos e lesões; infecção; manifestações cutâneas; peixes venenosos.


 

 

INTRODUÇÃO

O hábito da criação de animais marinhos e fluviais em aquários cresceu de maneira exponencial no Brasil nas últimas décadas, sem que as noções dos riscos associados fossem divulgadas proporcionalmente. Manipulações de animais e estruturas funcionais ou de decoração de aquários profissionais ou domésticos por pessoas podem causar traumas de diversas intensidades às mãos, que, assim, podem servir de porta de entrada para uma série de complicações, como graves infecções que ocorrem pela presença de bactérias e fungos nas águas e no substrato de pedras, conchas ou outros materiais decorativos. Além disso, vários animais adquiridos em lojas de aquarismo podem causar envenenamentos, dermatites e ferimentos diversos nas pessoas, tendo os comerciantes do ramo pouco conhecimento a respeito de ferrões, espículas e dentes da maioria desses animaiss, o que aumenta o risco de acidentes.1

A) Infecções

As infecções bacterianas podem ser causadas por várias espécies, incluindo as mesmas bactérias que causam infecções em terra firme, como os estafilococos e estreptococos (o que ocorre na maioria dos casos).2 É necessário ter-se em mente que pequenos arranhões ou abrasões podem ser suficientes para causar graves infecções, com ocasional risco de vida.2

Bactérias altamente patogênicas também são encontradas no "caldo de cultura" que são as águas de um aquário. Entre elas, é possível isolar espécies de Pseudomonas, Clostridium perfringens e tetani (causam a gangrena gasosa e o tétano), Aeromonas hydrophila, mais encontrada em água doce e bactérias do gênero Vibrio, especialmente Vibrio vulnificus, comuns na água do mar.3 As bactérias dos gêneros Aeromonas e Vibrio são adquiridas em contato com a água e podem causar infecções gravíssimas, manifestando-se por septicemias já em fases precoces da infecção e causando falência dos órgãos e sistemas, e morte. Essas infecções são mais comuns em indivíduos diabéticos ou com outras doenças que cursam com imunodeficiências e, felizmente, não são observadas com freqüência.2 O erisipelóide é uma celulite causada pelo Erysipelothrix rhusiopathiae, bactéria Gram-positiva que raramente provoca efeitos sistêmicos. Infecções mais raras são causadas por Mycobacterium marinum, que provoca lesões verrucosas, linfangite ou úlceras de difícil cicatrização no local de um pequeno ferimento.2 Algumas infecções causadas por fungos também podem estar associadas a traumas ocorridos em ambientes aquáticos, como a esporotricose, uma micose sistêmica grave.4

B) Animais venenosos e traumatizantes

Nessa categoria existem vários animais causadores de acidentes, alguns aparentemente inofensivos, como anêmonas, corais e ouriços-do-mar, utilizados como decoração de aquários marinhos. Anêmonas e corais são cnidários e podem causar dermatites tão severas como aquelas provocados por águas-vivas e caravelas.1 No local estabelecem-se edema e eritema que podem persistir por dias, sendo o acidente muito doloroso no início. Vermes marinhos (poliquetas) também causam acidentes semelhantes.1,2 Ouriços-do-mar manipulados sem os devidos cuidados podem introduzir na pele humana suas espículas corporais, cuja retirada é difícil, necessitando exérese em ambiente hospitalar.5

Entre os peixes venenosos, devem ser citados os mandis e bagres marinhos e fluviais (famílias Pimelodidae e Ariidae), portadores de ferrões venenosos nem sempre conhecidos pelos criadores.6 As arraias de água doce são belos peixes vendidos em grande número nas lojas de aquarismo e podem causar um dos mais graves envenenamentos por animal aquático.7 Arraias marinhas mantidas em aquários domésticos e comerciais também causam acidentes severos.1

Ocasionalmente, é possível observar peixes-escorpião (Scorpaenidae) em aquários. O risco da manutenção de um peixe desses é óbvio, em função da gravidade do acidente em humanos.8 Por fim, a importação maciça de lionfishes ou peixes-leão vem provocando problemas, com alguns acidentes atendidos no Hospital Vital Brazil (Instituto Butantan): o peixe pertence à família Scorpaenidae, havendo semelhanças com os peixes-escorpião do litoral brasileiro.9 As espículas longas de suas nadadeiras perfuram a pele e inoculam um veneno que causa muita dor à vítima, bem como edema e eritema.

A maioria dos acidentes por animais venenosos ocorre por falta de cuidados ou de informações referentes ao animal escolhido pelo aquarista. Todo acidente por peixe venenoso causa eritema, edema e quadros álgicos importantes, sendo mais intensos nos acidentes provocados por arraias, peixes-escorpião e lionfishes.1

Alguns peixes podem machucar por mordidas ou outras estruturas corporais traumatizantes e não venenosas. Como exemplo, temos as piranhas (Serrassalmidae), que são mantidas em aquários por um bom número de pessoas, podendo causar ferimentos graves e até amputações de falanges ou dedos.1 As moréias, cuja ação dos dentes pontiagudos se soma à saliva tóxica, causam intensa dor na vítima. Lâminas afiadas surgem da cauda de peixes-cirurgião (Acanthuridaae), família à qual pertencem os Tang, trazidos em grande quantidade dos oceanos Pacífico e Índico. Por fim, é importante saber que os raios das nadadeiras de quase todos os peixes são pontiagudos e penetram a pele humana com facilidade, podendo causar inflamação e infecções bacterianas e fúngicas.

 

OBJETIVOS

Os objetivos deste trabalho são a avaliação das condições infecciosas cutâneas mais comuns e o nível de informação de mantenedores de aquários domésticos e profissionais vítimas de infecções após traumas com animais, plantas, objetos de decoração ou água de aquários. Procurou-se avaliar ainda, as condições observadas nos envenenamentos causados por animais aquáticos. De posse dos dados, estabeleceram-se noções mínimas de cuidados ao manipular animais ou materiais de decoração ou preenchimento de aquários e um padrão de condutas para atendimentos de primeiros socorros e hospitalares, medidas de utilidade crescente, mas desconhecidas pelos criadores de animais aquáticos em aquários.

 

CASUÍSTICA

No período de três anos (janeiro de 2000 a dezembro de 2002) foram observados e registrados acidentes em pessoas que mantinham aquários em suas casas e que relatavam histórias de associação com infecções e acidentes por animais aquáticos com traumas em aquários, quando da limpeza do ambiente, alimentação dos animais ou sua manipulação. Esses pacientes foram examinados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu e no Hospital Vital Brazil (Instituto Butantã).Os exames laboratoriais para comprovação da etiologia infecciosa foram realizados sempre que existiram sinais e sintomas infecciosos, tais como febre, mal-estar, secreção purulenta local e edema e eritema extensos, sendo utilizados culturas para bactérias, fungos e antibiograma. Nos acidentes por animais venenosos ou traumatizantes o diagnóstico foi fornecido pela história do paciente e pelo quadro clínico apresentado.

 

RESULTADOS

As infecções detectadas após traumas em aquários estão descritas na quadro 1. Foram detectadas seis infecções, sendo cinco de origem bacteriana e uma causada por fungo. Em cerca de 300 acidentes por animais marinhos e fluviais observados pelo autor no período de três anos,1 12 foram causados em pessoas que tiveram contato com animais em aquários. Peixes e ouriços-do-mar foram os principais responsáveis por esses acidentes, e a gravidade do quadro variou com a espécie causadora. As características desses acidentes estão expressas no quadro 2.

 

DISCUSSÃO

Todas as infecções ocorreram em aquários domésticos e não foram graves, embora se manifestassem por mal-estar, febre, edema e eritema locais. Em um caso, surgiram bolhas sobre as placas eritêmato-edematosas. O diagnóstico dos pacientes foi de erisipela por Staphylococcus aureus em cinco casos, o que foi comprovado pela cultura do microorganismo (Figura 1). O exame clínico mostrou que os traumas que serviram de porta de entrada aconteceram dentro da água de aquários em 100% da amostragem e sempre nas mãos ou dedos, com predominância do lado direito. O tratamento foi efetuado com sucesso usando-se cefalexina 2g/dia por via oral, durante 10 dias.

 

 

Um dos pacientes apresentou infecção por Sporothrix schenckii, caracterizada por uma úlcera crônica na mão direita e linfangite ascendente nodular, surgido após trauma provocado por ossos de um bagre que estavam em seu aquário (Figura 2). Essa manifestação clínica confunde-se com o granuloma de piscinas, causada pela Mycobacterium marinum, cuja epidemiologia é a mesma. Nesse caso, porém, o tratamento de prova resolveu as lesões. A cultura para S. schenkii foi negativa, mas o paciente fez uso de itraconazol 100 mg/dia durante 28 dias, a partir do exame inicial, sem melhora definitiva das lesões. O autor relatou infecção pelo mesmo fungo após trauma causado por raios de nadadeiras de peixe,4 embora não em aquário.

 

 

Os pacientes, sem exceção, não tinham informações sobre os riscos de aquisição de processos infecciosos ao manipular aquários, o que reforça a idéia inicial do trabalho. Quadros por bactérias dos gêneros Aeromonas, Pseudomonas, Vibrio ou Clostridium não foram observados, o que é compatível com a raridade dessas infecções em comparação com as infecções estreptocócicas e estafilocócicas.2

A cada 1.000 atendimentos nos pronto-socorros de cidades litorâneas, um é causado por animal marinho.1 Em cerca de 300 acidentes causados por animais aquáticos observados pelo autor no período do início de 2000 ao final de 2002, 12 (4%) foram causados por animais em aquários. Os peixes-leão ou lionfish causaram quatro acidentes, o que corresponde a 1,33% do total de acidentes ou 33% da amostragem de acidentes por animais em aquários (Figura 3). Os peixes-leão (Pterois volitans) são importados maciçamente dos oceanos Índico e Pacífico devido a sua beleza, sendo vistos com freqüência em aquários domésticos. As arraias também causaram quatro acidentes (1,33 do total ou 33% dos acidentes por animais em aquários). As arraias fluviais da família Potamotrygonidae causaram três ferimentos (Figura 4). Trata-se de peixes muito vendidos em lojas de aquarismo, sem fornecimento das orientações necessárias para a criação de um animal venenoso em casa. Um caso foi provocado por uma arraia marinha, a ticonha ou focinho-de-boi (Rhinoptera bonasus), em um profissional que fazia manutenção de um tanque de exposição de arraias em Guarujá, São Paulo (Figura 5).

 

 

 

 

 

 

Dois casos (0,66% do total ou 16,66% dos acidentes por animais de aquário) foram causados por ouriços-do-mar pretos (Echinometra lacunter) (Figura 6). Um acidente deveu-se a uma moréia amarela (Gimnothorax ocellatus), e um a mandijuba (Pimelodus maculatus), o único acidente causado por peixe de água doce (0,33% do total ou 8,33% dos acidentes em aquários).

 

 

Houve dor em maior ou menor intensidade em todos os ferimentos. Os acidentes de maior gravidade, acompanhados por mal-estar, foram causados por peixes-leão e arraias. As vítimas acidentaram-se quando da limpeza dos aquários ou manipulação dos animais para alimentação ou outros cuidados. Nove acidentes aconteceram em aquários domésticos, dois em funcionários de lojas de aquarismo e um em tanque de exposição de grandes peixes. Os pacientes utilizaram nos tratamentos urina, analgésicos injetáveis, álcool, e apenas um paciente utilizou água quente para imersão do local acidentado. Apenas metade das vítimas sabia dos riscos que os animais manipulados oferecia e dos cuidados que se fazem necessários quando da manipulação.

 

CONCLUSÕES

Todo ferimento acontecido em aquário, por menor que seja, deve ser cuidadosamente lavado com água e sabão. Fragmentos de ferrões de peixes, pedras, areia ou outros materiais no ferimento devem obrigatoriamente ser retirados. O uso de um antisséptico como álcool ou iodo pode ser feito após a lavagem intensiva do ponto acometido. Pequenas inflamações sempre ocorrem após traumas em ambientes aquáticos, mas se o eritema e o edema não desaparecerem em um ou dois dias ou se aparecerem febre e mal-estar, uma infecção cutânea pode estar se manifestando, como observado nos casos desta série.

Os envenenamentos por animais aquáticos são tratados de formas diversas, dependendo cada tratamento do animal causador do processo. Acidentes por corais, anêmonas e, mais raramente, por águas-vivas e caravelas podem ser controlados por compressas ou imersão do local acometido em água marinha gelada (água doce dispara mais nematocistos, que são as células urticantes dos tentáculos, agravando o quadro). Banhos de vinagre também auxiliam, inativando o veneno. Espículas de ouriços-do-mar devem ser retiradas em hospitais, pois são quebradiças, e a permanência de fragmentos na pele pode levar a nódulos dolorosos que só são resolvidos por cirurgia. Os ferimentos causados por peixes venenosos apresentam boa melhora com a imersão do ponto comprometido em água quente, mas tolerável, uma vez que o veneno dos peixes é instável no calor e degenera.1 Essa medida deve ser aplicada sempre que a dor for incompatível com o ferimento, sinal inequívoco de envenenamento. Acidentes provocados por bagres, mandis, peixes-escorpião, peixes-leão (lionfishes), moréias e arraias fluviais e marinhas devem sempre ser tratados inicialmente com água quente e, posteriormente, ter atendimento hospitalar. Os ferimentos traumáticos, como os causados por piranhas, peixes-cirurgião e raios de nadadeiras de vários peixes devem ser encarados com cautela, utilizando-se as medidas gerais já descritas para ferimentos ocorridos dentro de aquários.

Por fim, recomenda-se o uso de luvas grossas de borracha quando houver necessidade da introdução das mãos em um aquário (doméstico ou não), porque até mesmo as pedras e outros objetos de decoração podem carrear bactérias altamente patogênicas. É recomendado o uso de redes para manipulação de espécies perigosas de animais (na verdade, sempre que se for lidar com qualquer animal aquático). Os envenenamentos não são comuns, mas podem ocorrer, se não forem tomados os cuidados necessários e se não houver um bom conhecimento do animal mantido no aquário. O aquarista deve ser conscientizado de que pequenos cortes e arranhões adquiridos dentro de aquários caseiros oferecem riscos semelhantes àqueles a que se expõe na Natureza ou até maiores, e um pequeno trauma deve ser tratado com atenção a fim de serem evitadas complicações graves. q

 

AGRADECIMENTOS

Aos médicos João Luiz Costa Cardoso, Francisco Oscar Siqueira França e Dr. Silvio Alencar Marques (UNESP) pelo auxílio e cessão de casos observados no Hospital Vital Brazil (Instituto Butantan).

 

REFERÊNCIAS

1. Haddad Jr V. Atlas de animais aquáticos perigosos do Brasil: guia médico de identificação e tratamento (Atlas of Brazilian dangerous aquatic animals: a medical guide of diagnosis and treatment). São Paulo: Editora Roca, 2000: 145 pp.        [ Links ]

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5. Haddad Jr V, Novaes SPMS, Miot HA, Zuccon A. Acidentes causados por ouriços-do-mar - eficácia da extração precoce das espículas na prevenção de complicações. An bras Dermatol 2002; 77(2): 123-128.        [ Links ]

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8. Haddad Jr V, Martins IA, Makyama HM. Injuries caused by scorpionfishes (Scorpaena plumieri Bloch, 1789 and Scorpaena brasiliensis Cuvier, 1829) in the Southwestern Atlantic Ocean (Brazilian coast): epidemiologic, clinic and therapeutic aspects of 23 stings in humans. Toxicon (In Press).        [ Links ]

9. Haddad Jr V, Cardoso JLC, França FOS, Hui FH, Malaque CMS. Acidentes por lionfishes (Pterois volitans): relato de dois casos observados no Hospital Vital Brazil (Instituto Butantan - SP). Resumo. In: Anais do LIII Congresso Brasileiro de Dermatologia, Setembro 5-9, 1998. Blumenau: 1998.        [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência
Vidal Haddad Junior
Departamento de Dermatologia e Radioterapia
Faculdade de Medicina de Botucatu
Caixa Postal 557
18618-000 Botucatu SP
E-mail: haddadjr@fmb.unesp.br

Recebido em 01.08.2003
Aprovado pelo Conselho Consultivo e aceito para publicação em 18.02.2004

 

 

* Trabalho realizado na Faculdade de Medicina de Botucatu - Universidade Estadual Paulista e no Hospital Vital Brazil, Instituto Butantan, São Paulo.