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Revista CEFAC

On-line version ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.15 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-18462013000200021 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Coralistas amadores: auto-imagem, dificuldades e sintomas na voz cantada

 

 

Ana Cristina de Castro CoelhoI; Irandi Fernando DarozII; Kelly Cristina Alves SilvérioIII; Alcione Ghedini BrasolottoIV

IFonoaudióloga da Clínica de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo, Bauru, P, Brasil; Mestre em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo, Bauru, SP, Brasil
IIRegente de coral; Professor do Curso de Música e Artes Cênicas da Universidade Sagrado Coração - USC, Bauru, SP, Brasil; Graduação em Educação Artística (Licenciatura plena em Música) pela Universidade Sagrado Coração; Mestre em Música pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
IIIFonoaudióloga; Professora do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo, Bauru, SP, Brasil; Doutora em Biologia Buco-Dental pela Universidade Estadual de Campinas, São Paulo, SP, Brasil
IVFonoaudióloga; Professora do Departamento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo, Bauru, SP, Brasil; Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: conhecer a auto-imagem, dificuldades e presença de sintomas negativos após o canto em coralistas amadores com diferentes classificações vocais, idades e experiência.
MÉTODO: cento e vinte e cinco cantores responderam a um questionário que abordou dados de identificação, informações sobre a auto-imagem da voz cantada, dificuldades apresentadas no canto e ocorrência ou não de sintomas vocais após o canto.
RESULTADOS: a comparação por naipes evidenciou maior dificuldade na emissão de sons agudos para os contraltos e baixos, maior dificuldade na emissão graves para os sopranos, maior dificuldade na transição de registro grave para agudo para os baixos, e maior cansaço vocal para os contraltos. Na divisão por idade, tanto adultos jovens e adultos referiram maior soprosidade do que os idosos. Os adultos referiram melhor intensidade vocal do que adultos jovens. Os adultos jovens consideraram seu timbre de voz adequado mais frequentemente do que adultos. Em relação à experiência, os cantores menos experientes referiram percepção de voz rouca em maior número do que os cantores mais experientes, que referiram apresentar intensidade adequada durante o canto em maior número do que os demais. Cantores menos experientes referiram maior ocorrência de rouquidão após o canto do que cantores mais experientes.
CONCLUSÃO: as dificuldades encontradas no canto estão atreladas ao naipe, e não dependem da idade e nem da experiência. Sintomas estão relacionados ao naipe e ao grau de experiência com o canto. A auto-imagem vocal negativa também está relacionada ao naipe e ao nível de experiência, sendo que a auto-imagem positiva é mais comum em cantores experientes.

Descritores: Voz; Distúrbios da Voz; Música


 

 

INTRODUÇÃO

O canto coral se caracteriza pela prática em grupo e tem a diversidade como uma de suas principais características. Sua demanda é bastante variada dependendo da natureza amadora ou profissional e das características de repertório que também variam em grande escala1.

A literatura coloca diversos fatores que têm impacto direto no desempenho de um coralista. Entre elas estão a classificação vocal2, as modificações vocais relativas à idade desde o amadurecimento até o envelhecimento3-6 além de grande heterogeneidade dos integrantes no que se refere ao grau de experiência com a voz cantada na prática coral7,8.

Uma das características encontradas em corais é a grande evasão de cantores nos coros amadores9. Em geral, os novos integrantes são inexperientes e costumam ter deficiência no conhecimento de normas que protejam sua saúde vocal10. Entretanto, normalmente é possível que pessoas que estejam iniciando a prática do canto possam desenvolver, com treino, uma voz saudável e esteticamente agradável11.

A experiência musical parece ter diferentes efeitos no desempenho do canto e é considerada importante para o crescimento musical12. Braun-Janzen e Zeine13 investigando os níveis de interesse e conhecimento da produção vocal de cantores, concluiram que cantores amadores foram susceptíveis ao desenvolvimento de sintomas negativos. Cohen et al.14 investigaram a qualidade de vida em cantores idosos com queixas vocais, e concluíram que cantores menos experientes apresentaram maior desvantagem vocal do que cantores profissionais.

Uma etapa importante para os cantores iniciantes é a classificação vocal, na qual são divididos em naipes de vozes agudas ("soprano" para mulheres e "tenor" para homens) e graves ("contralto" para as mulheres e "baixo" para os homens). Devido às características vocais observadas em cada um desses naipes, além da demanda vocal exigida a cada um, é comum que os naipes tenham mais facilidade em realizar determinadas tarefas e maior dificuldade em outras.

Numa investigação do perfil do uso vocal de coralistas, Ribeiro e Hanayama2 concluíram que sopranos apresentam menor número de dificuldades globais e que contraltos apresentam maior número de sintomas múltiplos em relação à voz cantada, como a dificuldade na transição de registro e na emissão de notas agudas em fraca intensidade.

A atividade coral pode ser realizada por pessoas de diferentes idades ou perfis, que normalmente praticam o canto amador em busca de entretenimento. A literatura tem feito referência crescente ao uso da voz cantada de cantores de meia idade e idosos. Spiegel, Sataloff e Emerich15 citam que a prevalência de abuso vocal e problemas de saúde relacionados à idade podem ser fatores importantes a serem considerados. Além disso, modificações vocais durante o processo normal do envelhecimento podem estar relacionadas a comprometimentos como diminuição do volume respiratório e a diminuição do controle inspiratório no canto16. Outras alterações vocais causadas pelo envelhecimento incluem diminuição dos tempos máximos de fonação, soprosidade, fraqueza, instabilidade, rouquidão, inabilidade de sustentar a fonação, loudness inadequado e perda da extensão vocal17. Entretanto, as mudanças na frequência habitual relacionada à idade parecem ser menos proeminentes ou até mesmo ausentes em vozes treinadas18. O amadurecimento vocal de profissionais da voz cantada mostra estabilidade na fonação, promovendo a otimização do controle respiratório e habilidades fonatórias. Desta forma, é possível que profissionais idosos bem preparados possam adicionar treinamento e experiência ao seu desempenho vocal, não apresentando modificações vocais significantes com o envelhecimento19. Neste contexto, estudos sobre o impacto do canto coral na voz de idosos iniciantes na atividade do canto, revelaram diminuição de queixas e dificuldades para o canto, bem como verificaram extensão vocal abrangente4,5. Já o cantor idoso que nunca recebeu treinamento adequado pode apresentar alterações vocais características do envelhecimento16.

Este estudo teve por objetivo conhecer a auto-imagem, dificuldades e presença de sintomas negativos após o canto em coralistas amadores com diferentes classificações vocais, idades e experiência.

 

MÉTODO

Este estudo transversal e prospectivo contou com a participação dos integrantes de cinco corais regidos pelo mesmo profissional, totalizando 125 indivíduos - 95 mulheres e 30 homens, com idades entre 18 e 77 anos.

Não foi utilizado critério de exclusão, uma vez que, diante do objetivo do trabalho, pretendeu-se conhecer as características e dificuldades vocais dos integrantes destes grupos.

Após assinarem o Termo de Consentimento livre e esclarecido, os cantores responderam, por escrito e individualmente, a um questionário com perguntas fechadas que abordou: 1. Dados de identificação: idade, tempo de experiência com canto, classificação do naipe da voz (soprano, contralto, tenor e baixo); 2. Informações sobre a auto-imagem vocal na voz cantada: em relação ao tipo de voz - voz soprosa, rouca ou normal, volume - fraca demais, forte demais ou adequada e qualidade vocal que foi denominada como "timbre" para melhor compreensão dos participantes - clara, escura, nem clara e nem escura; 3. Dificuldades apresentadas durante o canto: na emissão de sons agudos ou graves, no uso do falsete, na passagem para agudo ou grave, quebras na voz, dificuldade para emissão em intensidade "piano" ou "forte", dificuldades relacionadas a ataques e cortes (começo e fim do trecho de canto), dificuldades relacionadas à respiração e apoio respiratório, e nenhuma dificuldade; 4. Ocorrência ou não de sintomas vocais após o canto: voz rouca, cansada ou fraca; desconforto laríngo-faríngeo: coceira, dor ou ardor na região da laringe, sensação de bolo ou aperto na garganta, tensão na região do pescoço.

Os cantores foram divididos por classificação vocal, idade e tempo de experiência com canto.

Este trabalho foi submetido à apreciação do Comitê de Ética da Faculdade de Odontologia de Bauru e foi aprovado sob o processo nº 115/2005.

As respostas dos questionários foram tabuladas e comparadas entre os grupos para todas variáveis estudadas por meio do Teste Exato de Fisher, Teste do Qui-Quadrado e Teste de Comparação de Proporções, adotando-se nível de significância de 5%.

 

RESULTADOS

Para uma colocação mais didática dos resultados, os grupos foram divididos de acordo com as variáveis selecionadas da seguinte forma:

• Classificação da voz:

- Grupo sopranos: 59 cantores

- Grupo contraltos: 36 cantores

- Grupo tenores: 14 cantores

- Grupo baixos: 16 cantores

• Idade:

- Grupo 1: 46 adultos jovens de 17 a 25 anos

- Grupo 2: 53 adultos de 26 a 49 anos

- Grupo 3: 26 adultos de meia-idade e idosos, acima de 50 anos

• Experiência com o canto:

- Grupo A: 64 cantores com experiência menor que 1 ano

- Grupo B: 17 cantores com pouca experiência, de 1 a 2,5 anos

- Grupo C: 26 cantores experientes, de 2,5 a 5 anos

- Grupo D: 18 cantores com muita experiência, acima de 5 anos

Os aspectos investigados se referem à propriocepção vocal dos cantores, suas principais dificuldades no exercício do canto e a sintomas negativos após o uso vocal no canto.

Em relação à comparação por naipes (Tabela 1), foi observado que os contraltos têm maior dificuldade na emissão de notas agudas do que os sopranos (p=0,001) e que os baixos tem a mesma dificuldade em relação aos tenores (p=0,032). O contrário também ocorreu somente para as vozes femininas, sendo que os sopranos referiram maior dificuldade na emissão de notas graves em relação aos contraltos (p=0,007). Além disso, o naipe de baixos referiu maior dificuldade na transição de registro grave para agudo em relação aos tenores (p=0,018). Considerando os sintomas negativos, os contraltos referiram maior cansaço vocal após o canto em relação aos sopranos (p=0,021).

Na divisão do grupo por faixa etária (Tabela 2), pôde-se observar que tanto adultos jovens e adultos referem maior soprosidade do que os idosos (p=0,014). Os adultos referem melhor intensidade vocal (p=0,01) e timbre claro (p=0,23) do que adultos jovens. Da mesma forma, um número significantemente maior de adultos jovens considerou seu timbre de voz adequado em comparação aos adultos (p=0,028). Em relação às dificuldades para o canto e aos sintomas negativos após o canto, não houve diferenças estatisticamente significantes entre os grupos.

Por fim, na divisão dos grupos de acordo com a experiência de canto (Tabela 3) foi observado que os cantores menos experientes têm mais percepção de voz rouca do que os cantores mais experientes (p=0,04). Não houve diferença estatisticamente significante para dificuldades no canto. Os cantores mais experientes referiram apresentar intensidade adequada durante o canto em maior número do que os demais (p=0,028). Os cantores menos experientes referiram ainda maior ocorrência de rouquidão após o canto do que cantores mais experientes (p=0,035).

 

DISCUSSÃO

Assim como neste estudo, diversos pesquisadores2,20,21 encontraram queixas das mais variadas naturezas em profissionais da voz cantada.

Já em relação à divisão por faixa etária foi observado que os idosos apresentam menor índice de queixa de soprosidade durante a voz cantada do que os mais jovens. Este dado vai contra a literatura que descreve o desenvolvimento ontogenético da voz e sua repercussão nas características vocais17,22,23. Entretanto, foi observado que a média em anos de experiência coral foi maior entre a população idosa, seguida pela população adulta jovem e por fim, a população adulta com a menor média, o que nos mostra que o grupo com maior média de idade é o que tem mais experiência coral e os que têm menos idade são os que têm menos experiência coral. Se esse fato for levado em consideração, este dado está em concordância com que literatura que relata que vozes treinadas têm menor chance do desenvolvimento de sinais e sintomas negativos3-5,16,18,24.

Um maior número de cantores inexperientes e com pouca experiência referiram rouquidão, sendo que esse índice para os cantores mais experientes foi de 0%. Da mesma forma os cantores mais experientes referiram melhor controle da intensidade vocal para o canto. A literatura refere que as vozes treinadas, além de maior estabilidade para o canto25, têm riscos diminuídos de apresentarem alterações13,26,27. Portanto, a auto-imagem vocal negativa é mais comum entre os cantores mais jovens. Os cantores mais experientes referiram significantemente auto-imagem positiva, como intensidade adequada do que os menos experientes.

Não foram encontrados dados significantes quanto às dificuldades no canto na divisão do grupo por faixa etária e por tempo de experiência, o que sugere que tais dificuldades estejam ligadas à classificação vocal. Os achados referentes às dificuldades entre os naipes em atingir notas graves ou agudas da tessitura evidenciam a proposta de cada naipe, ou seja, sopranos e tenores cantam predominantemente em regiões mais agudas, e contraltos e baixos cantam predominantemente em regiões mais graves. A dificuldade de passagem para notas agudas, referida pelo naipe de baixos sugere que a equalização da voz durante a passagem é de difícil realização28, Esse naipe já apresenta extensão reduzida para o agudo, o que pode dificultar a coordenação da musculatura laríngea, onde a ação do músculo cricotireóideo deve sobrepujar a ação do músculo tireoaritenóideo.

Na análise de sintomas negativos após o canto, foi observado índice estatisticamente significante de cansaço vocal em contraltos em relação aos sopranos. Esse dado contradiz um dos resultados de um estudo semelhante29, que encontrou maior índice de fadiga vocal em sopranos em relação aos contraltos. Pesquisadores colocam que as causas e o contexto do cansaço vocal podem ser o mau uso da voz por pela utilização de altas frequências e fortes intensidades30, o que fala a favor de maior fadiga vocal em sopranos, ao contrário do que foi encontrado neste estudo. Não foram observadas diferenças dessa natureza na divisão do grupo por faixa etária. Porém a maior parte das queixas é advinda dos adultos jovens, seguidos pelos adultos e pelos idosos, respectivamente. Os grupos de cantores inexperientes e com pouca experiência apresentaram alto índice de ocorrência de rouquidão após o canto em relação aos cantores mais experientes. Dessa forma, é reforçado que o treinamento vocal em longo prazo é um fator determinante para a manutenção de uma voz saudável3-5,13,16,18,24,25.

A realização de outros estudos envolvendo a questão do cantor de coral poderá avaliar se a qualidade vocal desses cantores é condizente com as queixas relatadas. Além disso, o conhecimento das características do uso vocal de um grupo de coralistas pode oferecer importantes informações ao regente que, ao identificar suas principais dificuldades, poderá adaptar a técnica vocal, redirecionando-a para esses aspectos, colaborando com o melhor desempenho na voz cantada e com a saúde vocal dos seus cantores.

 

CONCLUSÃO

As dificuldades encontradas no canto estão atreladas ao naipe, e não dependem da idade e nem da experiência. Sintomas, como voz cansada, estão relacionados ao naipe e ao grau de experiência com o canto. Os grupos de cantores menos experientes são os que apresentam maior índice de queixa de rouquidão após o canto. A auto-imagem vocal negativa também está relacionada ao naipe e ao nível de experiência, sendo que a auto-imagem positiva é mais comum em cantores experientes.

 

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Endereço para correspondência:
Ana Cristina de Castro Coelho
Praça Wenceslau Braz, 74, Apto 21
Itajubá - MG. CEP: 37500-038
Email: anacrisccoelho@yahoo.com.br

Recebido em: 08/03/2012
Aceito em: 10/06/2012
Conflito de interesses: inexistente