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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.31 no.4 Viçosa July/Aug. 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982002000700020 

Valores Energéticos da Soja e Subprodutos da Soja, Determinados com Frangos de Corte e Galos Adultos1

 

Paulo Borges Rodrigues2, Horacio Santiago Rostagno3, Luiz Fernando Teixeira Albino3, Paulo Cezar Gomes3, Ricardo Vianna Nunes4, Rodrigo Santana Toledo4

 

 


RESUMO - Os valores energéticos (energia metabolizável aparente - EMA e verdadeira - EMV) de amostras de farelo de soja (1, 2, 3, 4 e texturizado) e de soja integral processada (Jet Sploder, tostada e micronizada) foram determinados, utilizando-se o método tradicional de coleta total de excretas, com pintos em crescimento e o método de alimentação forçada, com galos adultos. No primeiro ensaio, as rações experimentais com os 8 alimentos foram fornecidas a quatro repetições de 10 aves cada, exceto a ração referência, a qual foi fornecida a seis repetições. No segundo ensaio, cada um dos alimentos foi fornecido a seis galos, os quais receberam 15 g do alimento pela manhã (8 h) e 15 g à tarde (16 h), após terem sofrido um jejum de 24 horas. Simultaneamente, seis galos foram mantidos em jejum, para determinação das perdas endógenas e metabólicas. Após determinados os valores energéticos, estabeleceram-se equações para predizer as EMAn obtidas com pintos e EMVn com galos, utilizando-se a composição dos alimentos. Os valores energéticos das amostras de farelo de soja 1, 2, 3, 4 e texturizado, sojas integral Jet Sploder, integral tostada e micronizada foram 2337 e 2733; 2376 e 2818; 2469 e 2766; 2437 e 2881; 2833 e 2810; 3224 e 3775; 3400 e 4001; 4104 e 4441 kcal/kg de MS, respectivamente para as EMAn determinadas com pintos e EMVn com galos; as equações ajustadas com duas a quatro variáveis foram boas preditoras dos valores energéticos dos alimentos, com valores de R2 superiores a 92%; as equações com as variáveis fibra bruta (FB) e extrato etéreo (EE) podem estimar os valores energéticos da soja e subprodutos, sendo: EMAn = 2822,2 - 90,13FB + 49,96EE (R2 = 0,93) e EMVn = 2857,3 - 38,29FB + 61,02EE (R2 = 0,98).

Palavras-chave: frangos de corte, galos, energia metabolizável, equações de predição, soja integral processada, farelo de soja

Energy Values of Soybean and Soybean Byproducts, Determined with Broilers and Adult Cockerels

ABSTRACTS - The energy values (aparent metabolizable energy - AME and true metabolizable energy - TME) of soybean meal samples (1, 2, 3, 4, and texturized) and processed full fat soybean samples (Jet Sploder, toasted and micronized) were determined by using the traditional method of excreta collection with growing chickens and the forced feeding method, by using adult cockerels. In the first assay, the experimental diets were fed to four replicates with ten birds in each experimental unit and the basal diet fed to six replicates. In the second assay, each one of feedstuffs was fed to six cockerels, which were fed 15 g at 8:00 A.M. and 15 g at 4:00 P.M., after 24 hours fast. Simultaneously six cockerels were fasted to determine the metabolic and endogenous losses. After the energy values determination, prediction equations were obtained to predict the AMEn with chicks and TMEn with cockerels of soybean and soybean byproducts, based on the feedstuffs chemical composition. The energy values of soybean meals (1, 2, 3, 4, and texturized), full fat soybean Jet Sploder, toasted and micronized were 2337 and 2733; 2376 and 2818; 2469 and 2766; 2437 and 2881; 2833 and 2810; 3224 and 3775; 3400 and 4001; 4104 and 4441 kcal/kg of dry matter, respectively. The equations adjusted with two to four variables showed good predicton of energy values, with R2 higher than 92 %. Prediction equations adjusted with crude fiber (CF) and ether extract (EE) variables can be used to predict the energy values of soybean and soybean byproducts being: AMEn = 2822.2 - 90.13FB + 49.96EE (R2 = 0,93) and EMVn = 2857.3 - 38.29FB + 61.02EE (R2 = .98).

Key Words: broiler chickens, cockerels, metabolizable energy, prediction equations, processed full fat soybean, soybean meal


 

 

Introdução

Um dos principais objetivos da produção animal é a transformação de alimentos menos palatáveis em alimentos de alto valor nutritivo e apreciados pela maioria da população humana. Isto, porém, somente é possível por meio da seleção genética e melhora no manejo da criação, associados a uma nutrição adequada (Lobley, 1998). Dessa forma, a constante busca pelos nutricionistas em formular rações mais eficientes e economicamente viáveis aumenta a necessidade de pesquisas concernentes à composição química e valores energéticos dos alimentos, o que permite que os objetivos almejados na formulação de rações possam ser atendidos. A energia presente nos alimentos é um produto resultante da transformação dos nutrientes, pelo metabolismo, sendo um dos fatores mais importantes a serem considerados na nutrição animal. É consenso entre os nutricionistas que a energia é um dos fatores limitantes do consumo e de que ela é utilizada nos mais diferentes processos, que envolvem desde a mantença das aves até o máximo potencial produtivo (Fischer Jr. et al.,1998).

Normalmente a energia contida nos alimentos é expressa em termos de energia metabolizável aparente (EMA) e, entre os vários métodos utilizados na sua estimativa, o tradicional de coleta total de excretas com pintos em crescimento (Sibbald & Slinger, 1963) é o mais comum. No entanto, na tentativa de reduzir os problemas relacionados à medição de consumo de ração e tempo dos ensaios, Sibbald (1976) desenvolveu o método de alimentação forçada, no qual galos adultos são forçados a ingerir uma quantidade conhecida do alimento teste, e corrigiu a energia excretada, considerando as energias fecal metabólica e urinária endógena, obtidas com galos em jejum, denominando-a de verdadeira (EMV). Independentemente do método utilizado, é usual a correção dos valores energéticos para um balanço de nitrogênio igual a zero, uma vez que o nitrogênio retido no corpo, se catabolizado, é excretado na forma de compostos que contém energia, como o ácido úrico (Sibbald, 1982).

Assim, a determinação dos valores de energia metabolizável dos alimentos é de suma importância, por ser a forma mais utilizada no cálculo de rações para aves. A precisão destes valores está diretamente relacionada com o método de determinação dos valores energéticos e valores precisos são imprescindíveis nas formulações (Albino, 1991). No entanto, conforme citado por Rostagno (1990), a determinação da energia dos alimentos é dependente de uma bomba calorimétrica e de uma metodologia específica, que nem sempre está disponível para as indústrias de ração do país. Neste caso, as equações de predição podem ser de grande valia. Há vários anos, a possibilidade de se utilizar equações para predizer os valores energéticos dos alimentos tem sido alvo de pesquisas, onde vários pesquisadores tem desenvolvido equações para estimar a energia metabolizável através de sua composição proximal (NRC, 1994).

O presente trabalho foi conduzido com o objetivo de determinar os valores energéticos da soja e alguns subprodutos da soja, por intermédio dos métodos tradicional de coleta total de excretas, com pintos em crescimento, e da alimentação forçada, com galos adultos. Posteriormente, a partir dos resultados experimentais obtidos, foram estimadas equações para predizer as EMAn determinadas com pintos e as EMVn com galos, em função da composição química dos alimentos.

 

Material e Métodos

Para determinar os valores de EMA, EMAn, EMV e EMVn de quatro marcas comerciais de farelo de soja (denominados farelos de soja 1, 2, 3 e 4), farelo de soja texturizado, soja integral "Jet Sploder", soja integral tostada e soja micronizada, foram utilizados dois ensaios biológicos, sendo um com pintos em crescimento (método tradicional de coleta total de excretas) e outro com galos adultos (método da alimentação forçada), conduzidos no Laboratório Animal do Departamento de Zootecnia (DZO) da Universidade Federal de Viçosa (UFV). Os grãos de soja (integral, Jet Sploder e micronizada) e o farelo texturizado foram processados conforme descrição apresentada por Rodrigues (2000).

Ensaio 1. Pintos de corte macho, apresentando peso médio de 355,0 ± 2,2 g aos 14 dias de idade, foram transferidos para baterias metálicas e distribuídos aleatoriamente aos boxes, onde receberam as rações com os alimentos a serem testados e luz natural e/ou artificial por 24 horas. Foram utilizados 420 pintos da linhagem Hubbard, que receberam as rações experimentais com os oito alimentos mencionados acima e uma ração referência, formulada a base de milho e farelo de soja, para conter 19,75 % de proteína bruta e 3085 kcal de EM/kg, na qual os alimentos substituíram em 30 %, devido ao seu elevado conteúdo de PB. Determinou-se, para cada alimento, os valores energéticos em quatro repetições de 10 aves cada, com exceção da ração referência, a qual foi fornecida a seis repetições de 10 aves, por ser fundamental nos cálculos dos valores energéticos. As temperaturas mínima e máxima médias registradas no período experimental foram 24,3 ± 1,1oC e 31,8 ± 1,4oC, respectivamente.

As rações e água foram fornecidas à vontade por um período de 12 dias, sendo sete dias de adaptação e cinco de coleta total de excretas em cada unidade experimental, a qual foi realizada duas vezes ao dia (8 e 16h) para evitar fermentações. No período de coleta (22 a 26 dias de idade), as bandejas foram revestidas com plástico sob o piso de cada gaiola, a fim de se evitar perdas. Simultaneamente, foram mantidas em jejum quatro repetições de 10 aves, por um período de 24 horas para limpar o trato digestivo, e por mais 48 horas para determinação das perdas endógenas e metabólicas, cujos valores foram corrigidos para o período de cinco dias, equivalente ao período de coleta de excretas, para se determinarem os valores de EMV e EMVn.

O consumo de ração de cada unidade experimental durante o período de coleta foi registrado e as excretas coletadas foram colocadas em sacos plásticos devidamente identificados e armazenadas em freezer até o final do período de coleta. Então, as amostras foram pesadas, homogeneizadas e retiradas as alíquotas devidas para as análises de MS, N e EB, após pré-secagem em estufa ventilada a 55oC por um período de 72 horas. Os valores energéticos foram determinados conforme a fórmula de Matterson et al. (1965) e ajustados para a retenção de nitrogênio e a repetibilidade média de acordo com a fórmula descrita por Albino (1991). Determinou-se a composição bromatológica de cada alimento conforme as técnicas descritas por Silva (1990). O amido foi determinado pelo método colorimétrico de Somogy-Nelson, descrito por Nelson (1944) e o selênio (Se) foi determinado através da metodologia descrita por Amerlin et al. (1998). Também realizou-se análises físicas para determinar o diâmetro geométrico médio - DGM (adaptado da metodologia de Zanotto e Bellaver, 1996, citados por Zanotto e Monticelli, 1998) e a densidade dos alimentos. A atividade ureática e solubilidade da proteína em hidróxido de potássio (KOH) a 0,2% das sojas integral e subprodutos foram determinadas conforme metodologia recomendada por Brasil (1998).

Ensaio 2. Foi utilizado o método da alimentação forçada, também conhecido como alimentação precisa (Sibbald, 1976), utilizando-se galos Leghorne adultos, com 18 meses de idade e um peso médio de 2352 ± 205 g. Cada um dos oito alimentos descritos no ensaio I foi fornecido a seis galos, sendo dois galos por unidade experimental. Simultaneamente, seis galos foram mantidos em jejum, para determinação das perdas endógenas e metabólicas. Antes do período experimental, os galos foram alojados nas baterias e passaram por um período de adaptação, onde receberam alimentação em dois turnos de 1 hora, às 8 e 16 horas, visando à dilatação do papo. Em seguida, foram mantidos em jejum por 24 horas, com o objetivo de esvaziar o trato digestivo e, então, forçados a ingerir 30 g do alimento teste, por meio de um funil-sonda introduzido via esôfago até o papo. Foram fornecidos 15 g dos alimentos às 8 h e 15 g às 16 h, para evitar regurgitações. As bandejas sob o piso das gaiolas foram revestidas com plástico, semelhante ao ensaio I, e a coleta de excretas realizada às 8 e 16 h, para evitar fermentações, por um período de 56 horas, após iniciado o fornecimento dos alimentos. As excretas foram acondicionadas e analisadas conforme descrito para o ensaio I e os valores energéticos calculados pelas fórmulas:

em que: EB = energia bruta; BNV = BN verdadeiro = (N ingerido - (N excretado - N endógeno)).

Após determinada a composição dos alimentos e obtidos os valores energéticos (EMAn e EMVn), determinados nos ensaios 1 e 2, respectivamente, foram estimadas equações para predizer a energia metabolizável deste grupo de alimentos, a partir de regressões lineares simples e múltiplas, utilizando o Método de Eliminação Indireta ou Backward, pelo pacote SAEG - versão 5.0 (Sistema para Análises Estatísticas - UFV, 1992). Utilizou-se na predição das equações os valores de PB, FB (ou FDA e FDN), EE, MM, amido, DGM e densidade dos alimentos testados. Para obter equações de maior precisão, adotou-se o teste T e uma significância de 5 % de probabilidade, para cada variável componente do modelo. As equações foram desenvolvidas passo a passo pelo método, e somente foram consideradas aquelas em que todas as variáveis independentes apresentassem significância no modelo.

 

Resultados e Discussão

A composição química, densidade e DGM dos alimentos avaliados encontram-se na Tabela 1 e a composição mineral (macro e microminerais), na Tabela 2. Observam-se algumas variações na composição química e em minerais dos alimentos, quando os valores analisados foram comparados com as tabelas da literatura nacional (Rostagno et al., 1983; Embrapa, 1991; Brasil, 1996) e estrangeiras atuais (NRC, 1994; Dale, 1999; Bath et al., 1999). De acordo com Bath et al. (1999), a composição dos alimentos varia devido às diferenças no clima, condições de solo, maturidade e variedades, além de fatores de processamento. Segundo Albino & Silva (1996), as condições de processamento dos subprodutos pode levar a grandes variações na composição dos alimentos.

De certa forma, quando se observa a composição das amostras de farelo de soja, os resultados tendem a ser similares. Pela composição apresentada, o farelo de soja texturizado parece ser mais similar ao grupo dos farelos onde, com exceção do extrato etéreo, DGM e fibras (FB, FDA e FDN), os demais componentes foram relativamente semelhantes. Também a soja micronizada apresentou um teor de FB inferior aos demais alimentos analisados neste grupo.

Pela classificação descrita por Nunes (1999), três amostras de farelo de soja (farelos 1, 2 e 3) apresentaram DGM grosso (maior que 832,7 mm) assim como a soja integral Jet Sploder. Uma das amostras de farelo de soja (farelo 4) e a soja integral tostada apresentaram DGM médio (entre 375,3 e 832,7 mm) e os farelo de soja texturizado e soja micronizada, DGM fino (menor que 375,3 mm). Apesar da ampla variação no DGM, mais de 1000 pontos percentuais, entre o maior e menor valor observado (1196,3 e 105,9 mm), a densidade dos alimentos foi, aparentemente, mais uniforme, com uma diferença de 43,57% entre as amostras de farelo de soja 3 (686,1 g/L) e a soja micronizada (477,9 g/L). Destaca-se ainda, um conteúdo de selênio 106,8 e 93,2% superior da soja micronizada e do farelo de soja texturizado, respectivamente, quando comparado à média das demais amostras.

Os valores da atividade ureática e solubilidade da proteína em hidróxido de potássio a 0,2% das amostras de soja e farelos estão apresentados na Tabela 3. Nota-se que, com exceção das amostras de farelo de soja 3 e 4 e soja micronizada, a atividade ureática dos demais alimentos foi relativamente baixa, estando abaixo do limite inferior dos padrões referidos na literatura (0,05 a 0,20, citado por Leeson & Summers, 1997). Entretanto, Araba & Dale (1990a) observaram que o ganho de peso de pintos de 1 a 21 dias de idade não diferiram quando receberam dietas contendo farelos de soja com atividade ureática variando de 0,02 a 0.

Os maiores valores de solubilidade da proteína em KOH 0,2 % foram observados para a amostra de farelo de soja 1 (91,21%) e farelo de soja 4 (90,43%), e os menores para a soja integral tostada (60,98%) e a soja Jet Sploder (65,38%). Araba & Dale (1990a,b) indicam valores de solubilidade entre 70 e 85% como ideais, onde os inferiores podem indicar superprocessamento e os superiores, subprocessamento. Leeson & Summers (1997) atentam para o fato de que o superprocessamento pode destruir a lisina e reduzir os valores de EM, destacando que o ensaio de solubilidade é influenciado pelo tamanho da partícula e tempo de reação, os quais devem ser padronizados no laboratório. Jorge Neto (1992) sugere que uma soja bem processada deve apresentar um valor de solubilidade acima de 75%, destacando 80% como o ideal. Dessa forma, com base nos resultados da solubilidade da proteína em KOH, pode-se assumir, neste trabalho, um superprocessamento da soja integral tostada e da Jet Sploder, e um subprocessamento principalmente das amostras de farelo 1 e 4.

Na Tabela 4 estão apresentados os valores médios das EMA, EMAn, EMV e EMVn dos oito alimentos estudados. Nota-se que os valores médios de EMA e EMV determinados com pintos em crescimento foram 5,66 e 6,22 % superiores àqueles de EMAn e EMVn, respectivamente. Uma redução bem similar a estas do presente ensaio também pode ser constatada nos trabalhos de Albino et al. (1992a) e mais recentemente por Borges et al. (1998a). De acordo com Wolynetz & Sibbald (1984), em condições de consumo à vontade, a EMA é maior que a EMAn quando a retenção de nitrogênio é positiva. Como no presente ensaio as aves apresentaram consumo normal de ração, à vontade, logicamente o nitrogênio retido foi maior que zero e, conseqüentemente, a EMA superou os valores de EMAn; o mesmo pode ter ocorrido entre as EMV e EMVn. Quando se compara a EMAn com a EMVn, observa-se que a energia verdadeira foi apenas 2,59% superior à aparente e mostra certa similaridade entre os valores energéticos. (Em média, 2897 kcal de EMAn/kg de MS e 2972 kcal de EMVn/kg de MS). A repetibilidade média das estimativas das energias foram 0,930 e 0,934, correspondentes às energias não corrigidas e as corrigidas pelo balanço de nitrogênio, respectivamente, sendo inferiores às apresentadas por Lima et al. (1989) e Albino et al. (1992a), quando trabalharam com pintos.

Por outro lado, observa-se que os valores de EMAn foram 8,12 % superiores aos de EMA e a EMV 9,27 % superior à EMVn, quando determinados com galos adultos. Este comportamento dos valores energéticos determinados com galos adultos está coerente com as determinações de Albino et al. (1992a) e contradizem, quando se avalia as EMA e EMAn, os resultados de Borges et al. (1998a,b), cujos valores de EMA foram superiores aos de EMAn. A EMVn média foi superior à EMAn em 269 kcal/kg de MS, mostrando os efeitos das energias fecal metabólica e urinária endógena sobre os valores de EM. A repetibilidade média observada nas determinações foram 0,983, 0,989, 0,983 e 0,991, respectivamente para EMA e EMV, EMAn e EMVn, sendo estes valores superiores aos relatados por Lima et al. (1989) e Albino et al. (1992a), quando trabalharam com o método de alimentação forçada.

Nas determinações dos valores energéticos utilizando pintos em crescimento, as amostras dos farelos de soja 1, 2, 3 e 4 apresentaram, em média, 2405 Kcal de EMAn/kg de MS, inferior aos valores apresentados na literatura nacional (Rostagno et al., 1983; Embrapa, 1991; Albino et al., 1992a,b) e nas tabelas estrangeiras (Janssen, 1989; NRC, 1994; Dale, 1999). Com exceção do resultado apresentado por Albino et al. (1992a), o valor energético médio dos farelos, obtido no presente experimento, foi mais semelhante àqueles que podem ser observados na literatura estrangeira, citada anteriormente. O farelo de soja texturizado apresentou um valor de EMAn 17,80 % superior à média daqueles observados para as amostras de farelo de soja e um teor de extrato etéreo e fibra bruta bem mais baixo. O valor energético da soja micronizada foi, em comparação às demais sojas e subprodutos, o mais elevado (4104 kcal de EMAn/kg de MS) sendo, de todas as amostras estudadas no presente trabalho, a de maior conteúdo em extrato etéreo, o que pode ter contribuído para maior energia metabolizável. Este valor determinado, porém, foi 12,22 % superior àquele relatado por Albino et al. (1992b) (3657 kcal de EMAn/kg de MS).

Quando se compara as amostras de soja integral, nota-se que a soja tostada apresentou uma EMAn (semelhante ao que se observa para a EMVn) 5,46% maior que a soja "Jet Sploder", podendo-se atribuir esta diferença ao teor de extrato etéreo da primeira, que foi 22,71% superior, contribuindo assim para o maior valor energético desta. Comparando-se a média destas duas amostras de soja integral com a soja micronizada, vê-se que a EMAn da segunda é maior em 23,91 %, apesar de uma composição bem semelhante, exceto no teor de fibra bruta. Durante a micronização, a soja passa por um processo de limpeza (Jorge Neto, 1992), no qual os grãos são destituídos da casca o que, certamente, leva a este menor teor de fibra e, possivelmente maior energia metabolizável, quando comparado aos demais grãos integrais. Destaca-se, ainda, a menor solubilidade da proteína em KOH observada para as amostras de soja integral e, conforme Araba e Dale (1990a,b), baixos índices de solubilidade podem ser indicativos de superprocessamento. De acordo com Leeson & Summers (1997), o superprocessamento dos alimentos pode afetar o seu valor energético. Nota-se ainda uma tendência de aumento da EMAn (e EMVn) com a redução do DGM. A EMAn média das amostras de soja integral foi inferior aos valores obtidos por Janssen, (1989), Embrapa, (1991) e Albino et al. (1992b).

A EMVn determinada com galos apresentou um comportamento similar aos valores de EMAn e EMVn determinados com pintos em crescimento. Observa-se que no ensaio de alimentação forçada os menores valores energéticos foram obtidos para as amostras de farelo de soja (2800 Kcal de EMVn/kg de MS, em média) porém, diferindo em apenas 10 kcal/kg de MS em relação ao farelo de soja texturizado (2810 kcal de EMVn/kg de MS), mostrando mais uma vez a similaridade deste subproduto com os farelos comuns. Esta média observada para os farelos de soja no presente trabalho foi inferior aos valores de EMVn relatadas por Albino et al. (1992a,b) e por Fischer Jr. et al. (1998). É importante ressaltar, entretanto, que a maior diferença observada em relação aos resultados de Fischer Jr. et al. (1998) pode estar relacionado ao fato destes autores terem trabalhado com aves cecectomizadas, o que logicamente influenciou os valores energéticos, levando a uma maior discrepância com os dados do presente trabalho. Apesar desta observação, a EMVn da soja integral tostada (4001 kcal/kg de MS) foi superior aos valores encontrados por Fischer Jr. et al. (1998) em 3,65% (3855 kcal de EMVn/kg de MS) e 179 kcal mais baixa que a energia encontrada por Albino et al. (1992b). A EMVn da soja micronizada foi, no entanto, 6,65% superior àquela descrita pelos referidos autores (4165 kcal/kg de MS). Assim como observado para a EMAn determinada pelo método tradicional, a soja obtida pelo processamento "Jet Sploder" apresentou EMVn menor que a soja integral (5,99%). No entanto, estas variações observadas entre as amostras e literatura, possivelmente estão associadas aos diferentes processamentos a que foram submetidas, o que pode levar a resultados variados como os relatados no presente trabalho.

Na Tabela 5 estão apresentadas as equações estimadas para predizer o conteúdo de EMAn determinadas com pintos em crescimento e EMVn, com galos adultos, respectivamente, através da composição química e física da soja e subprodutos. Nota-se que, de uma maneira geral, as equações com mais de uma variável mostraram melhores ajustes, apresentando maiores coeficientes de determinação. Nunes (1999) relata que o uso de equações com duas a quatro variáveis podem ser utilizadas com maior facilidade pelo fato de a realização de menores números de análises laboratoriais economizar tempo e custo. Entretanto, deve-se considerar que se incluem aquelas análises rotineiras, facilmente determinadas. Isto porque variáveis como o DGM, muitas vezes podem não ter disponibilidade facilitada, inviabilizando o uso das equações. Apesar de tal colocação, vale ressaltar que, de acordo com Penz Jr. & Magro (1998), o assunto granulometria de ingredientes e rações tem sido muito considerado ultimamente pelos pesquisadores e nutricionistas, podendo-se afirmar que a determinação do DGM dos alimentos passará, num futuro bem próximo, a ser uma análise de rotina em laboratórios e indústrias de rações.

Entre as variáveis componentes das equações definidas, o EE teve correlação alta (88,55 e 97,88%) seguida da FDN que, apesar de mais baixa (17,88 e 40,41%), também mostrou se correlacionar positivamente com as EMAn e EMVn estimadas, respectivamente. A FDN foi destacada como boa preditora da EMVn por ZHANG et al. (1994) e a PB e EE por Dolz & De Blas (1992). Sibbald et al. (1980) observaram que as combinações de EE, FB e MM foram úteis em predizer a EMV, explicando aproximadamente 80% da variação. No presente trabalho, as variáveis combinadas em todas as equações explicaram mais de 90% da variabilidade nos valores de EMAn e 98% da EMVn, respectivamente. Com exceção da FDA para as estimativas de EMVn, as demais variáveis tiveram uma correlação negativa com os valores energéticos variando, entre FB (menor) e MM (maior), de 51,53 a 89,11% com a EMAn e 30,78 a 94,80% com a EMVn, respectivamente.

As equações compostas com quatro variáveis no modelo explicaram 94% ou mais da variação nos valores de EMAn e EMVn (R2 ³ 0,94). No entanto, a equação composta por apenas duas variáveis, EE e FB, explicou 93,0 e 98,0% das variações, respectivamente, mostrando que o ajuste de um modelo com duas variáveis independentes pode ser bem aplicado na estimativa da energia dos alimentos. Bons ajustes com combinação de duas variáveis também foram destacados por Dolz & De Blas (1992), Azevedo (1996) e Nunes (1999). Por outro lado, Janssen (1989) descreveu equações com a PB, EE e extratos não nitrogenados para predizer a EMAn do farelo de soja.

Nas Tabelas 6 e 7 estão apresentadas as estimativas dos valores de EMAn e EMVn dos alimentos estudados, respectivamente, juntamente com a média da soma do quadrado dos desvios destas estimativas. Observa-se que as equações com quatro variáveis no modelo apresentaram melhores valores estimados, comparados aos determinados in vivo, apresentando menor média da soma do quadrado dos desvios (924 e 1839, respectivamente, para EMAn e EMVn). Nota-se que estas médias aumentam com a redução nos valores dos coeficientes de determinação. Quando se comparam os valores de EMAn estimados pelas equações contendo as variáveis FB, EE, MM e amido e os determinados "in vivo", pode-se constatar que a estimativa da EMAn da soja integral tostada diferiu em apenas 2 kcal/kg de MS, daquela obtida nos ensaios "in vivo" com pintos, e a amostra de farelo de soja 2, com maior variação, diferiu em 2,99%. Nas estimativas obtidas pela equação estabelecida com a FB e EE, nota-se que, semelhantemente, a soja integral tostada diferiu em apenas 2 kcal de EMAn/kg de MS e o farelo de soja 3 (maior variação) em 6,65%, mostrando boas predições dos valores energéticos, considerando-se que entre as amostras de farelos de soja, as EMAn obtidas in vivo variaram em 5,65% entre si. A EMAn média das amostras de farelo de soja foi 2405 kcal/kg de MS e, calculando-se a média das quatro estimativas destas amostras, obtêm-se 2404 kcal de EMAn/kg de MS, mostrando uma diferença inexpressiva em termos de valores médios. O mesmo comportamento foi observado quando se considera a EMVn, onde a média dos farelos, obtidas no ensaio com galos adultos, foi de 2800 kcal de EMVn/kg de MS e aquela estimada pela equação com FB e EE foi 2777 kcal/kg de MS, diferenciando em menos de 1% dos valores observados in vivo.

Conforme já mencionado anteriormente, os modelos que englobam grande número de variáveis podem se tornar complexos, já que características físicas como a densidade e o DGM, por não estarem facilmente disponíveis, muitas vezes podem inviabilizar o uso das equações. Assim, aquelas equações com componentes obtidos facilmente pela análise proximal dos alimentos são mais aplicáveis, visto que esta é uma análise de rotina em laboratórios. Desta forma, as variáveis PB, FB, FDA, FDN e EE mostraram ser boas preditoras dos valores energéticos, quando combinadas entre elas, conforme pode ser constatado pelas Tabelas 5, 6 e 7. De uma maneira geral, observa-se que os modelos calculados no presente trabalho fizeram boas estimativas dos valores energéticos (EMAn e EMVn) deste grupo de alimentos, quando comparados àqueles observados in vivo.

 

Conclusões

Os valores energéticos das amostras de farelo de soja 1, 2, 3, 4 e texturizado, sojas integral Jet Sploder, integral tostada e micronizada foram 2337 e 2733; 2376 e 2818; 2469 e 2766; 2437 e 2881; 2833 e 2810; 3224 e 3775; 3400 e 4001; 4104 e 4441 kcal/kg de MS, respectivamente para as EMAn determinadas com pintos e as EMVn com galos; as equações ajustadas com duas a quatro variáveis fizeram boas predições dos valores energéticos dos alimentos do grupo da soja, com valores de R2 superiores a 92%; as equações com as variáveis FB e EE podem ser utilizadas para estimar os valores energéticos destes alimentos, sendo: EMAn = 2822,2 - 90,13FB + 49,96EE (R2 = 0,93) e EMVn = 2857,3 - 38,29FB + 61,02EE (R2 = 0,98).

 

Literatura Citada

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Recebido em: 03/09/01
Aceito em: 10/05/02

 

 

1 Parte da tese de doutorado do primeiro autor. Projeto financiado pelo CNPq.

2 Professor do Departamento de Zootecnia da UFLA. E.mail: pborges@ufla.br

3 Professores do Departamento de Zootecnia da UFV. E.mail: rostagno@mail.ufv.br

4 Alunos de doutorado do Departamento de Zootecnia da UFV.

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