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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.35 no.5 Viçosa Sept./Oct. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-35982006000700003 

AQÜICULTURA

 

Níveis de proteína bruta em dietas para alevinos de acará-bandeira

 

Dietary crude protein levels of freshwater angelfish fry

 

 

Jener Alexandre Sampaio ZuanonI; Ana Lúcia SalaroI; Eric Márcio BalbinoII; Alysson SaraivaII; Moisés QuadrosIII; Rodrigo Lima FontanariIV

IDepartamento de Biologia Animal da Universidade Federal de Viçosa, Av. P. H. Rolfs s/n, Viçosa MG, CEP: 36.570-000
IICurso de Zootecnia da UFV
IIIPrograma de Pós-Graduação em Zootecnia - UFV
IVEngenheiro-Agrônomo - UFV

 

 


RESUMO

Neste estudo, avaliaram-se as exigências nutricionais de proteína para alevinos de acará-bandeira. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, com quatro tratamentos (34, 38, 42 e 46% de PB) e quatro repetições. Alevinos (0,44 ± 0,05 g) foram distribuídos em 16 aquários com volume individual de 25 L, dotados de sistema de filtragem, aeração e controle de temperatura (26 ± 0,5ºC), em densidade de estocagem de seis peixes/aquário, onde foram alimentados à vontade, às 8, 11, 14 e 17 h, durante 60 dias. Os parâmetros de desempenho produtivo avaliados foram: peso final, ganho de peso, consumo de ração, conversão alimentar, taxa de crescimento específico e taxa de eficiência protéica (TEP). Ao final do experimento, não foi observado efeito significativo dos tratamentos sobre o desempenho produtivo, exceto para a TEP. A dieta com 46% de PB resultou em TEP significativamente menor que as dietas com 34 e 38% PB, enquanto a dieta com 42% de PB não diferiu das demais. Dietas contendo 34% de PB atendem às exigências nutricionais em proteína de alevinos de acará-bandeira.

Palavras-chave: crescimento, desempenho produtivo, exigências nutricionais, peixes ornamentais, Pterophyllum scalare


ABSTRACT

The aim of this experiment was to evaluate dietary protein requirements of freshwater angelfish fry. A complete randomized design with four dietary crude protein levels (34, 38, 42, and 46% of CP) and four replicates was used. Fish averaging 0.44±0.05 g were reared in sixteen 25L-aquarium with aeration, biological filter and controlled temperature (26 ± 0.5°C), in a stocking density of six fish/aquarium. Fish were fed ad libitum at 8:00 a.m., 11:00 a.m., 2:00 p.m, and 5:00 p.m, during 60 days. Final weight, weight gain, feed intake, feed:gain ratio, specific growth rate and protein efficiency ratio (PER) were the evaluated parameters of productive performance. At the end of the experiment, no treatment effect on productive performance, with the exception of PER was observed. Fishes fed diets with 46% CP showed PER significant smaller than those fed diets with 34 and 38% of CP. PER of fish fed diets with 42% of CP did not differ from the other treatments. Diets with 34% of CP can meet the protein nutritional requirements of freshwater angelfish fry.

Key Words: growth, nutritional requirements, ornamental fish, productive performance, Pterophyllum scalare


 

 

Introdução

O comércio de peixes ornamentais é considerado um dos setores mais lucrativos da piscicultura brasileira e vem se expandindo rapidamente com o aumento na demanda mundial (Lima et al., 2001).

O estado de Minas Gerais destaca-se como um dos maiores centros de produção do Brasil, com 118 criadores que cultivam 50 variedades e/ou espécies (Pezzato & Scorvo Filho, 2000). A região do município de Muriaé, na Zona da Mata Mineira, destaca-se como o principal pólo de criação, com grande número de produtores dedicando-se à criação do acará-bandeira (Pterophyllum scalare). Essa espécie destaca-se pela beleza, docilidade e convivência pacífica com inúmeras outras espécies, estando entre as oito espécies de peixes ornamentais mais importadas pelos Estados Unidos (Chapman et al., 1997).

A expansão do setor produtivo de peixes ornamentais e o conseqüente suprimento dos mercados interno e externo dependem da intensificação dos sistemas de produção e da geração de tecnologias adequadas. Por isso, é necessário o conhecimento das exigências nutricionais de cada espécie para a formulação de rações balanceadas. Em revisão apresentada por Sales & Janssens (2003) sobre exigências nutricionais de peixes ornamentais, constata-se que são escassas as informações até mesmo sobre exigências de proteína e energia para a maioria das espécies.

Quando se procura determinar as exigências nutricionais de uma espécie animal, o primeiro passo deve ser a estimativa da exigência em proteína, principal componente para o crescimento e o mais oneroso nutriente da dieta. O fornecimento de dietas com conteúdo protéico insuficiente resulta na redução do crescimento, enquanto o excesso é parcialmente utilizado para síntese de proteínas e o restante é convertido em energia (Wilson & Halver, 1986).

Dessa forma, a disponibilidade de informações sobre o nível ótimo de proteína na dieta é importante para o crescimento rápido dos peixes, a eficiência de utilização de nutrientes e a redução dos custos de alimentação.

O objetivo neste experimento foi avaliar as exigências protéicas de alevinos de acará-bandeira (Pterophyllum scalare).

 

Material e Métodos

O experimento foi realizado no Laboratório de Nutrição de Peixes do Setor de Piscicultura do Departamento de Biologia Animal da Universidade Federal de Viçosa, Viçosa-MG, em delineamento experimental inteiramente casualizado, constituído de quatro tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos consistiram de dietas isocalóricas (3.200 kcal de ED/kg de ração) contendo níveis crescentes de PB (34, 38, 42 e 46%).

As rações (Tabelas 1 e 2) foram formuladas para atender às exigências de energia e de aminoácidos essenciais de tilápias-do-nilo, de acordo com o NRC (1993), com base na composição química dos alimentos descrita por Rostagno et al. (2000). A proteína e energia digestíveis foram calculadas com base nos coeficientes de digestibilidade para tilápia-do-nilo, segundo Pezzato et al. (2002).

 

 

 

 

Alevinos de acará-bandeira (Pterophyllum scalare) com peso vivo de 0,44 ± 0,05 g foram distribuídos em 16 aquários com capacidade para 25 L, dotados de sistema de filtragem e aeração, com temperatura controlada por meio de termostato e aquecedor (26 ± 0,5ºC), em densidade de 6 peixes/aquário. Os peixes foram alimentados à vontade, quatro vezes ao dia (às 8, 11, 14 e 17h), durante 60 dias.

No preparo das rações, os ingredientes foram finamente moídos, misturados manualmente, umedecidos com água (50 ± 5ºC) e peletizados. As rações foram secas em estufa de ventilação forçada durante 24 horas a 55 ± 5ºC, sendo trituradas e peneiradas para obtenção de grânulos adequados ao tamanho dos peixes, conforme seu desenvolvimento no decorrer do experimento.

A cada sete dias, os aquários foram sifonados para a retirada de fezes acumuladas no fundo. Ao final do período experimental, os peixes foram pesados em balança de precisão com resolução de 0,01 g.

Ao final do experimento, foram avaliados os seguintes parâmetros de desempenho produtivo: peso final (PF), ganho de peso (GP), consumo de ração (CR), conversão alimentar (CA), taxa de crescimento específico (TCE) e taxa de eficiência protéica (TEP). O cálculo da TCE foi realizado utilizando-se a fórmula abaixo:

em que: Wi = peso médio inicial (g); Wf = peso médio final (g); t = tempo de experimento (dias).

A TEP foi calculada utilizando-se a seguinte fórmula:

A comparação dos parâmetros de desempenho produtivo entre os tratamentos foi realizada por meio de análise de variância e, em caso de teste F significativo, foi realizado o teste Tukey.

 

Resultados e Discussão

Os resultados obtidos para os parâmetros de desempenho produtivo são descritos na Tabela 3.

 

 

Não foram observadas diferenças significativas para os parâmetros de desempenho produtivo entre os tratamentos, exceto para a taxa de eficiência protéica (TEP). Os peixes alimentados com a dieta contendo 46% PB apresentaram TEP significativamente (P<0,01) menor que aqueles alimentados com as dietas com 34 e 38% de PB, enquanto aqueles que receberam a dieta com 42% de PB não diferiram dos demais. Resultados similares foram observados para Ctenopharyngdeon idella (Dabrowski, 1977), Tilapia mossambica (Jauncey, 1982), Zacco barbata (Shyong et al., 1998) e Oreochromis niloticus (Abdelghany, 2000). Entretanto, Ribeiro (2005), utilizando dietas com 26, 28, 30 e 32% de PB para alevinos de acará-bandeira, não observou efeito sobre a TEP.

As taxas de crescimento específico (TCE) observadas foram equivalentes às obtidas por Rodrigues (2004), demonstrando boa eficiência de retenção de nutrientes por essa espécie. Luna-Figueroa (2003), comparando o desempenho produtivo de acarás-bandeira alimentados com alimentos vivos (Daphnia e larvas de mosquito) e três rações comerciais para ciclídeos, obteve TCE ainda maiores (4,19 a 6,29%/dia), provavelmente por ter utilizado peixes menores (peso inicial = 0,06 g).

Maehana et al. (2004) avaliaram as exigências de proteína para o acará-disco (Symphysodon spp), uma espécie de hábito alimentar e ambiente natural semelhantes, da mesma família do acará-bandeira, e não observaram diferenças significativas para o ganho de peso nos alevinos alimentados com rações contendo 35, 40, 45 e 50% de PB. Esses resultados são semelhantes aos observados neste experimento para o acará-bandeira e indicam que a exigência em proteína para alevinos dessas espécies deve ser igual ou inferior a 35% de PB. Entretanto, Chong et al. (2000), utilizando rações com 35, 40, 45, 50 e 55% de PB, observaram que a exigência em proteína estimada para maximizar a TCE de alevinos de acará-disco é de 44,9 a 50,1% de PB.

Resultados conflitantes sobre a exigência de proteína também têm sido observados para outras espécies de ciclídeos, como a tilápia-do-nilo (De Silva et al., 1989; El-Sayed & Teshima, 1992; Abdelghany, 2000; Hayashi et al., 2002).

Prováveis causas para essas diferenças nos resultados podem ser atribuídas ao fornecimento inadequado das rações, tanto em quantidade como em freqüência, visto que a taxa de ingestão de alimentos é essencial na determinação da exigência de proteína para peixes (McGoogan & Gatlin III, 1997; Arzel et al., 1998). A concentração de energia digestível da dieta, a composição de aminoácidos e a digestibilidade da proteína dos ingredientes utilizados também podem interferir na determinação das exigências de proteína dos peixes (Wilson, 1989).

Os níveis de PB avaliados neste estudo não permitiram a obtenção da exigência nutricional para alevinos de acará-bandeira, pois o menor nível deste nutriente na dieta (34%) atendeu às necessidades protéicas da espécie. Ribeiro (2005), utilizando dietas com 26, 28, 30 e 32% de PB para alevinos da mesma espécie, obteve os melhores resultados com a ração contendo 32% de PB, o que indica que a exigência de PB para alevinos de acará-bandeira é de 32 a 34% de PB.

Os resultados deste estudo permitirão formular rações mais adequadas à espécie, promovendo o crescimento rápido e eficiente e contribuindo para a redução dos custos de criação e da eutrofização da água de cultivo e dos efluentes.

 

Conclusões

Dietas contendo 34% de PB atendem às exigências nutricionais em proteína de alevinos de acará-bandeira.

 

Agradecimento

Ao Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), pela concessão de bolsa de iniciação científica ao terceiro autor, e à União de Produtores de Peixes Ornamentais da Região de Muriaé, MG (UNIPEIXE), que, por meio da zootecnista Verônica Cruz, cedeu os peixes utilizados neste estudo.

 

Literatura Citada

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Recebido: 15/12/05
Aprovado: 08/06/06

 

 

Correspondências devem ser enviadas para: zuanon@ufv.br

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