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Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia

Print version ISSN 1516-8484

Rev. Bras. Hematol. Hemoter. vol.28 no.4 São José do Rio Preto Oct./Dec. 2006

http://dx.doi.org/10.1590/S1516-84842006000400009 

ARTIGO

 

Distribuição fenotípica e a freqüência genotípica do sistema sangüíneo Duffy em pacientes com a doença de Jorge Lobo

 

Phenotypic distribution and genotypic frequency of the Duffy blood group system in Jorge Lobo's disease patients

 

 

Eliane A. Silva; Patrícia S. Rosa; Andréa F. F. Belone

Pesquisador Científico — Instituto Lauro de Souza Lima — Bauru (SP)

Correspondência

 

 


RESUMO

A doença de Jorge Lobo é uma micose cutânea e subcutânea de evolução crônica, causada pelo Lacazia loboi. Os mecanismos envolvidos na suscetibilidade/resistência do hospedeiro frente ao agente não estão ainda elucidados, dentre eles encontra-se a constituição genética. Portanto, o objetivo deste trabalho é avaliar a distribuição fenotípica do grupo sangüíneo Duffy em pacientes com doença de Jorge Lobo e calcular suas freqüências gênicas. Foram analisados 21 pacientes, 13 caucasóides e oito mestiços (tipo moreno claro), provenientes do estado do Acre, e 44 indivíduos, não acometidos por esta doença, habitantes da cidade de Rio Branco (AC), como grupo controle. O fenótipo Duffy foi definido pela presença dos antígenos nas hemácias pela reação de aglutinação dos eritrócitos com anti-soros anti-Fya e anti-Fyb incubando-se a 37ºC e aplicando-se o teste da antiglobulina humana. Os resultados mostram que a distribuição fenotípica do sistema Duffy nos pacientes difere significativamente daquela observada nos controles, pela alta freqüência de indivíduos com fenótipo Fy(a-b-). Observa-se claramente que os pacientes apresentam maior freqüência do alelo FY e menor do alelo FYA do que os controles. O alelo FYB (não inclui os alelos que não são expressos) tem praticamente a mesma freqüência nos dois grupos. Com relação à comparação entre distribuição do grupo sangüíneo Duffy com as formas clínicas, sugere maior número de pacientes com forma localizada da doença de Jorge Lobo apresentando um predomínio do fenótipo Fy(a-b+) seguido do fenótipo Fy(a-b-) e inexistência do fenótipo Fy(a+b-). Por outro lado, temos a forma disseminada com maior incidência de fenótipo Fy(a+b-). A forma multifocal foi menos expressiva. Desse modo, podemos inferir uma provável prevalência de fenótipo Duffy negativo na região por nós estudada e os poucos dados disponíveis até o momento tornam clara a necessidade de elaborar tabelas de freqüências fenotípicas para a população acometida pela doença de Jorge Lobo, bem como realizar pesquisas para melhor entendimento da função biológica dos antígenos do sistema Duffy. Rev. bras. hematol. hemoter. 2006;28(4):264-268.

Palavras-chave: Fenótipo Duffy; doença de Jorge Lobo; Lacazia loboi.


ABSTRACT

Jorge Lobo's disease is a chronic cutaneous-subcutaneous mycosis caused by the fungus Lacazia loboi. The mechanisms involved in susceptibility and resistance to infection by this pathogen, especially genetic background, are yet to be understood. The objective of the present study was to evaluate the phenotypic distribution of the Duffy blood group in Jorge Lobo's disease patients and calculate its gene frequencies. Twenty one patients were analyzed, among them 13 Caucasoid and 8 from mixed ethnical backgrounds (Afro-Brazilians) originating from the State of Acre. The control group consisted of 44 healthy individuals from the city of Rio Branco (AC). The Duffy phenotype was defined by the presence of antigens in erythrocytes as visualized by the agglutination reaction of erythrocytes in the presence of anti-Fya and anti-Fyb antisera incubated at 37°C by the human antiglobulin test. Results showed that the phenotypic distribution of the Duffy blood group system in patients was significantly different from controls, with the frequency of individuals with phenotype Fy(a-b-) being very high. Patients presented remarkably higher frequencies of the allele FY and ower frequencies of the allele FYA compared to controls. Frequencies of the allele FYB (not including non-expressed alleles) were similar in both groups. The comparison between Duffy blood group distribution with clinical forms of the disease suggests predominance of the phenotype Fy(a-b+) in patients with the localized form of Jorge Lobo's disease, followed by phenotype Fy(a-b-) and absence of phenotype (a+b-). On the other hand, we observed a higher incidence of phenotype Fy(a+b-) in patients with the disseminated form of the disease. The multifocal forms were less expressive. Therefore, we may infer that the negative Duffy phenotype is probably more prevalent in the region studied. There is scarce data available on phenotype distributions, it is necessary to develop similar studies in populations affected by Jorge Lobo's disease in order to improve knowledge on the biological role of Duffy antigens. Rev. bras. hematol. hemoter. 2006;28(4):264-268.

Key words: Duffy phenotype; Jorge Lobo's disease; Lacazia loboi.


 

 

Introdução

A doença, descrita por Jorge de Oliveira Lobo1 como uma micose cutânea-subcutânea de evolução crônica, causada pelo fungo Lacazia loboi (L. loboi) acomete, principalmente, trabalhadores rurais em contato com o solo e a vegetação, como é o caso dos seringueiros da Amazônia.1,2

Clinicamente, a doença caracteriza-se por apresentar lesões de aspecto queloidiforme, infiltrativo, gomoso ou veruciforme, de evolução longa, não comprometendo o estado geral do paciente.3,4

Ainda do ponto de vista clínico, Opromolla et al,5 ao descreverem 40 novos casos da doença de Jorge Lobo procedentes do estado do Acre, totalizando 295 casos descritos no Brasil, classificaram as lesões em monomórficas e polimórficas, de acordo com a predominância de um só tipo de lesão ou a concomitância de vários tipos no mesmo paciente. Com relação à distribuição das lesões, os autores as classificam em: lesões localizadas (restrita a uma única área), lesões multifocais (em um membro ou segmento de membro) e lesões disseminadas (envolvendo várias regiões anatômicas distintas).5

Estudos com o objetivo de investigar características biológicas dessa doença, bem como detectar a existência de marcadores genéticos envolvendo suscetibilidade à infecção pelo L. loboi têm sido realizados. Nesse sentido, encontramos na literatura poucos trabalhos avaliando uma provável associação entre a expressão dos antígenos de grupos sangüíneos e a doença de Jorge Lobo. Recentemente, Silva & Ferasçoli,6 estudando os mecanismos envolvidos na sensibilidade/resistência do hospedeiro frente ao L. loboi, avaliaram a expressão dos antígenos ABH-Lewis nas hemácias de 13 pacientes em relação à população geral. Embora não tenham encontrado diferenças significativas, os autores sugerem suscetibilidade à doença em indivíduos com fenótipo B e com menor freqüência fenotípica do antígeno Leb.6

O sistema sangüíneo Duffy tem sido aplicado em outras áreas, tais como antropologia, genética, bioquímica, imunologia e evolução.7, 8

Além disso, está bem documentada a associação que existe entre fenótipo Duffy negativo e resistência à malária. Em populações nas quais houve fluxo gênico africano, são identificados quatro principais fenótipos Duffy Fy(a+b-), Fy(a-b+), Fy(a+b+) e Fy(a-b-).9

Considerando que a doença de Jorge Lobo acomete uma população de uma região restrita do Brasil e países vizinhos da região amazônica, proporcionando um excelente campo para estudar marcadores genéticos, aliada à escassez de dados que subsidiem uma associação entre suscetibilidade à doença e antígenos de grupos sangüíneos, o presente estudo teve como finalidade avaliar a freqüência gênica e a distribuição fenotípica do grupo sangüíneo Duffy nos eritrócitos de pacientes com doença de Jorge Lobo.

 

Casuística e Métodos

Para a realização deste estudo foram utilizadas amostras de sangue de 21 indivíduos portadores da doença de Jorge Lobo, 13 caucasianos e oito mestiços (tipo moreno claro), não aparentados, vinte do sexo masculino e um do sexo feminino, com idade variando de 18 a 50 anos, provenientes do estado do Acre. Os pacientes foram atendidos e esclarecidos quanto ao objetivo do trabalho, no Instituto Lauro de Souza Lima de Bauru (SP), e, com consentimento dos mesmos, foram incorporados ao estudo.

Integraram o grupo controle para o fenótipo Duffy, 44 indivíduos habitantes da cidade de Rio Branco (Acre), não acometidos por esta doença, os quais também foram esclarecidos sobre o propósito da pesquisa.

Foram coletadas amostras de 10 ml de sangue venoso com anticoagulante 1mg/ml de EDTA (ácido etileno-diamino- tetracético, sal di-sódico) para identificação do fenótipo Duffy nas hemácias.

O fenótipo Duffy foi definido pela presença dos antígenos nas hemácias através da incubação a 37ºC com anti-soros anti-Fya e anti-Fyb (Diamed, AG, Switzerland) e aplicando-se o teste da antiglobulina humana.

Os resultados obtidos foram avaliados pelo teste do qui quadrado, admitindo-se o nível de significância de 5%.

 

Resultados

Os resultados expressos na tabela 1 mostram que a distribuição fenotípica do sistema Duffy nos pacientes difere significativamente daquela observada nos controles, pela alta freqüência de indivíduos com fenótipo Fy(a-b-).

 

 

Na tabela 2 observa-se claramente que os pacientes mostram maior freqüência do alelo FY e menor do alelo FYA do que os controles. O alelo FYB (não inclui os alelos que não são expressos) tem praticamente a mesma freqüência nos dois grupos.

 

 

Com relação à tabela 3, a comparação entre distribuição do grupo sangüíneo Duffy com as formas clínicas sugere maior número de pacientes com forma localizada da doença de Jorge Lobo apresentando um predomínio do fenótipo Fy(a-b+) seguido do fenótipo Fy(a-b-) e inexistência do fenótipo Fy(a+b-). Por outro lado, temos a forma disseminada com maior incidência de fenótipo Fy(a+b-). A forma multifocal foi menos expressiva.

 

 

Discussão

A doença de Jorge Lobo apresenta aspectos interessantes como, por exemplo, o fato dessa micose ocorrer principalmente em indivíduos que moram na região Amazônica.10 Isso sugere a existência do componente genético, somado aos fatores ambientais e comportamentais, atuando na ocorrência da doença nessa população. Sabe-se que nesta região existe uma predisposição a infecções por fungos causadores de micoses sistêmicas. Isto foi demonstrado nas diversas macrorregiões brasileiras por meio de inquéritos populacionais com intradermorreação, utilizando-se os antígenos de Paracoccidioides brasiliensis e de Histoplasma capsulatum. O isolamento desses fungos e de Cryptococcus neoformans de amostras ambientais e de animais tem contribuído para definir microrregiões onde se passam a exposição e a infecção humana. No entanto, em razão do pequeno número de isolamentos obtidos, permanecem desconhecidos, em grandes extensões do território brasileiro, os locais nos quais os fungos fazem o ciclo de vida saprofítica e onde poderiam infectar o homem.11

O sistema de grupo sangüíneo Duffy tem sido considerado um dos mais interessantes loci cromossômicos para avaliar o impacto da pressão da seleção natural em diferentes regiões geográficas.12,13 No entanto, até o momento, não encontramos na literatura estudos da freqüência fenotípica e genotípica de grupos sangüíneos Duffy nos portadores de doença de Jorge Lobo.

No presente estudo observamos que diferenças fenotípicas são de difícil interpretação, pois na espécie humana o fenótipo Fy(a-b-) é característico dos negros e ausente ou muito pouco freqüente em brancos. Em outras palavras, se a amostra de pacientes tiver, por acaso, mais negros ou mestiços do que a de controles, a diferença observada poderá ser atribuída simplesmente a diferenças raciais. Por outro lado, é possível que os negros tenham maior suscetibilidade à doença de Jorge Lobo. Nesse caso, o fenótipo Fy(a-b-) poderá mostrar uma associação espúria com essa doença, pois, na realidade, a causa da associação seria o grupo racial, por um motivo a ser descoberto.

Sabemos que a freqüência fenotípica encontrada para o sistema de grupo sangüíneo Duffy em doadores de sangue da cidade de São Paulo foi de 19,8% em caucasóides e de 14,0% em negros para o fenótipo Fy(a+b-). Quanto ao fenótipo Fy(a+b+), a casuística foi de 41,4% para caucasóides e 1,6% para negros. O fenótipo Fy(a-b+) observado foi de 37,8% para caucasóides e 17,5% para negros. Em caucasóides, a freqüência de fenótipo Fy(a-b-) foi de 1,1%, enquanto para os negros foi de 66,9%, sendo esse fenótipo considerado marcador da raça negra.14

Neste trabalho, os pacientes foram classificados em caucasóides e mestiços (moreno claro), com base em características fenotípicas. No entanto, sabemos que no estado do Acre é grande a influência indígena e a contribuição de brancos na miscigenação da população. Dessa forma, a alta freqüência do fenótipo Fy(a-b-) nos pacientes, provavelmente seja sugestiva de susceptibilidade destes indivíduos à doença de Jorge Lobo e não devido às diferenças raciais.

Os dados de Estalote et al15 reforçam essa hipótese, pois estudando a fenotipagem e genotipagem do sistema sangüíneo Duffy nos grupos de euro-brasileiros, afro-brasileiros, asiático-brasileiros e ameríndios, os autores demonstraram que a população brasileira exibe considerável diversidade biológica, enfatizando a necessidade de se determinar a variabilidade genética dos genes Duffy, especialmente nos índios brasileiros; dentre eles encontram-se os Cayapós, com freqüência do alelo FYA 0,79 e FYB 0,21, bem como os Yanomama, com a freqüência do alelo FYA 0,58 e FYB 0,42. Em nenhum destes dois grupos houve a presença da mutação GATA.

Em relação às formas clínicas da doença, nossos dados não nos permitem concluir que existe associação entre a clínica com a freqüência fenotípica, mas nos leva a pensar se a avaliação de um número maior de pacientes comprovaria a alta freqüência do fenótipo Fy(a+b-) em indivíduos que apresentassem a forma clínica disseminada. Outro dado a ser salientado é que a apresentação de pacientes com forma clínica localizada ou disseminada pode estar relacionada com os diferentes graus de resistência do hospedeiro frente ao L. loboi.5

Recentes estudos imunológicos demonstraram que a dosagem de citocinas séricas não variou entre pacientes e o grupo controle. No entanto, a quantificação de citocinas no sobrenadante de cultura de linfócitos e monócitos revelou maior produção de IL4 e IL6 e menor produção de IL2 em pacientes com doença de Jorge Lobo. Esses achados sugerem que os pacientes apresentam um predomínio da resposta de perfil Th2, porém esses resultados não podem confirmar se a resposta imunológica é o fator determinante das formas clínicas.16

Ainda quanto às formas clínicas da doença de Jorge Lobo, alguns autores sugerem que os pacientes possam ter sido infectados por cepas diferentes do L. loboi.17 A existência de diferenças intra-espécie do L. loboi foi demonstrada por Herr et al (2001) em estudo filogenético utilizando como ferramenta o gene da 18s SS rDNA e o gene da quitina sintase-2 de duas amostras do fungo.18

Desse modo, a interação dos estudos da filogenia do fungo, somado aos aspectos imunológicos e genéticos do indivíduo, poderiam servir de critério para a classificação dos pacientes quanto às formas clínicas da doença.

O envolvimento do sistema Duffy em diferentes processos biológicos está bem definido.19 Tem sido demonstrado o papel biológico dos antígenos Duffy como receptores de merozoítas de Plasmodium vivax e do P. knowlesi, que são respectivamente os agentes responsáveis por diferentes formas de malária no homem e no macaco. Do mesmo modo, tem sido demonstrado que os antígenos Duffy atuam como receptores da interleucina 8 na resposta inflamatória, resultante da expressão do antígeno Duffy em outros tecidos.20 A ausência desses antígenos nos eritrócitos parece ter significante impacto na distribuição das populações humanas, como fator de suscetibilidade e resistência, nas áreas em que a malária é endêmica. Assim, podemos inferir que nossos achados concordam com estudos realizados na Amazônia brasileira,21 revelando uma provável prevalência de fenótipo Duffy negativo na região por nós estudada.

Os poucos dados disponíveis até o momento tornam clara a necessidade de elaborar tabelas de freqüências fenotípicas para a população acometida pela doença de Jorge Lobo, bem como realizar pesquisas para melhor entendimento da função biológica dos antígenos do sistema Duffy.

 

Agradecimento

Os autores agradecem ao Prof. Dr. Bernardo Beiguelmam pelo apoio técnico na análise estatística dos resultados e suporte científico.

 

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Correspondência:
Eliane Aparecida Silva
Instituto Lauro de Souza Lima
Rodovia João Ribeiro de Barros Km 225/226 — Caixa Postal 3021
17034-971 — Bauru-SP — Brasil
E-mail: elianesil@yahoo.com.br

Recebido 10/04/2006
Aceito 21/08/2006

 

 

Avaliação: Editor e dois revisores externos
Conflito de interesse: não declarado