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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

Print version ISSN 1517-8692

Rev Bras Med Esporte vol.19 no.4 São Paulo July/Aug. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86922013000400002 

ARTIGO ORIGINAL
CLÍNICA MÉDICA DO EXERCÍCIO E DO ESPORTE

 

Dano muscular e perfil imunológico no triatlo ironman Brasil

 

 

Lourenço Sampaio de MaraI; Tales de CarvalhoI; Alexandra Amin LineburgerI; Ricardo GoldfederI; Roberto Melo LemosI; Leila BrochiI

IUniversidade do Estado de Santa Catarina – Centro de Saúde e Ciências do Esporte Florianópolis – Florianópolis, SC, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: O triatlo Ironman se caracteriza por ser uma atividade de longa duração em que alterações orgânicas agudas estão presentes. OBJETIVO: verificar a ocorrência de dano muscular e sua relação com o perfil imunológico em triatletas do Ironman – Brasil.
MÉTODOS: A amostra de sangue foi obtida de 21 atletas em três momentos: dois dias antes da prova (pré), imediatamente após a prova (pós) e seis dias após a prova (seis dias pós), em que foram analisadas de forma isolada as variáveis creatinoquinase (CK), os leucócitos totais, linfócitos, subtipos de linfócitos CD4+ e CD8+, e relação CD4+/CD8+ e a correlação da CK como marcador de dano muscular, com as demais variáveis.
RESULTADOS: As diferenças significativas foram observadas nos leucócitos pré (média: 6.242,9 mm3; DP: 1.233,3) e pós (média: 18.398,1 mm3; DP: 3.904,0; p < 0,0001); pós (média: 18.398,1 mm3; DP: 3.904,0) e seis dias pós (média: 6.396,4 mm3; DP: 1.299,8; p < 0,0001); CK pré (média: 173,2 U/l; DP: 103,7) e pós (média: 2.339,4 U/l; DP: 1.729,0; p < 0,0001), CK pré (média: 173,2 U/l; DP: 103,7) e seis dias pós (média: 368,1 U/l; DP: 274,4; p < 0,0053); CK pós (média: 2.339,4 U/l; DP: 1.729,0) e seis dias pós (média: 368,1 U/l; DP: 274,4; p < 0,0003); CD4+/CD8+ pré (média: 1,9; DP: 0,8) e seis dias pós (média: 2,4; DP: 1,1: p < 0,00032).
CONCLUSÃO: Houve dano muscular no período pós-prova imediato e melhora do perfil imunológico após o sexto dia.

Palavras-chave: creatinoquinase, linfócitos, leucócitos, triatlo.


 

 

INTRODUÇÃO

O triatlo Ironman é uma prova de longa duração de 226 km, composta por 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42,195 km de corrida com sua duração variando entre um pouco mais de oito horas, que é o tempo dos primeiros colocados, e 17 horas, tempo máximo permitido para cumprir a prova.

A etapa brasileira do Ironman é realizada em Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, desde 2001, quando participaram 498 atletas. Desde então, o evento cresceu exponencialmente, tendo em 2011 o total de 1.822 participantes. Entretanto, o número de vagas não supre a real demanda, uma vez que as 2.000 inscrições disponibilizadas para o ano de 2012 se esgotaram em apenas 14 minutos, inviabilizando a inscrição de muitos atletas.

Em eventos com mais de quatro horas de duração, alterações orgânicas e psicológicas são fatores que apresentam grande influência no desempenho atlético e na ocorrência de problemas de saúde1,2. Estudos prévios têm demonstrado a influência do exercício físico de longa duração na função imune, incluindo populações de leucócitos, linfócitos T e células natural killer (NK)3,4, e indução de dano muscular e resposta inflamatória sistêmica5,6.

O dano muscular, verificado em atividades prolongadas, como o triatlo Ironman, está associado ao aumento dos níveis de CK7, liberação de interleucinas (IL)s, e consequente modulação do sistema imune. É sugerido que alterações imunológicas e hormonais ocorram em virtude do treinamento de grande volume e intensidade, que, associados ao estresse da competição, podem ser percebidos após o evento8. Essas alterações podem causar imunodepressão9, com mudanças no número de neutrófilos e mudanças na proporção dos subtipos de linfócitos, podendo ocasionar aumento da suscetibilidade às infecções, comumente no trato respiratório superior9. O objetivo deste estudo foi verificar a ocorrência de dano muscular e sua relação com o perfil imunológico em triatletas do triatlo Ironman Brasil.

 

MÉTODOS

Inicialmente, 23 atletas amadores integrantes de uma equipe de triatlo de Florianópolis, sendo dois do sexo feminino e 21 do masculino, foram convidados a participarem do estudo. Durante o período de coleta, dois indivíduos foram excluídos por não terem se submetido a duas das três coletas de sangue programadas.

O presente projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição onde foi realizado o estudo. Foi apresentado aos sujeitos termo de consentimento pós-esclarecido, tendo o protocolo 16/05.

Coletas de sangue – Foi realizada coleta de 10 ml de sangue em três momentos distintos: dois dias antes da prova (pré), imediatamente após o final da prova (pós) e seis dias após a prova (seis dias pós). Dos participantes do estudo, 21 atletas foram submetidos à coleta de sangue apenas no primeiro e segundo momento e 14 atletas nos três momentos.

Punção venosa, armazenamento, transporte e método – A punção venosa foi realizada por meio do sistema de coleta a vácuo na fossa cubital utilizando-se tubos de coleta Sarstedt com anticoagulante EDTA K2 – volume 1,2 ml; tubos de coleta Sarstedt sem anticoagulante SST soro gel – volume 4,9 ml; agulhas coleta múltipla – Sarstedt. Após a coleta do material biológico e transcorrido o tempo necessário para a coagulação do sangue (no mínimo 30 minutos), os tubos de soro gel foram centrifugados durante 15 minutos a 1.500 rotações por minuto em centrífuga calibrada. Foram, então, acondicionados no refrigerador e transportados em maleta térmica apropriada e com gelo reciclável para serem avaliados no mesmo dia. Para a avaliação dos leucócitos analisou-se o hemograma, através de: amostra – sangue total (com anticoagulante EDTA); equipamento – SYSMEX-2100D, que é um analisador hematológico automático. Nele é empregado o sistema de citometria de fluxo fluorescente que apresenta excelente sistema diferencial da série branca.

Determinação da creatinoquinase total (CK total) – Amostra de soro, pelo método enzimático, por meio do Sistema Advia – 1650 Bayer. Os valores de referência para a CK total a uma temperatura de 37°C para as mulheres é de 25 a 165 U/l, e para os homens é entre 26 e 190 U/l.

Determinação dos níveis de linfócitos CD4+ e CD8+ – Amostra: sangue total (com anticoagulante EDTA). Por meio do uso de anticorpos monoclonais e por citometria de fluxo, investiga-se a presença de antígenos de membrana celular e intracelular, os quais são importantes para estudar as células e caracterizar as diferentes populações linfocitárias em termos relativos, a função das mesmas, com o objetivo de auxiliar no diagnóstico e acompanhamento de imunodeficiências.

Análise estatística – Consistiu de uma parte descritiva, com a determinação das estatísticas descritivas e de uma parte inferencial, que testou eventual diferença significativa entre os exames realizados. Estatísticas descritivas: determinaram a média aritmética, o desvio padrão. Análise inferencial: verificou eventuais correlações entre alguns parâmetros da análise, através da correlação de Pearson. O nível de significância do teste foi de 95% (p < 0,05), e as análises estatísticas foram desenvolvidas com a utilização do programa Statistica versão 7.0.

 

RESULTADOS

A amostra estudada constitui-se de 21 atletas, dos quais dois eram do sexo feminino e 19 do masculino. A idade média foi de 37,1 ± 7,9 anos, com idade mínima de 21 anos e máxima de 51 anos. O tempo médio de prova dos participantes do estudo foi de 12h00' ± 1h30', com menor tempo de 9h36' e o maior de 16h36'.

O comportamento das variáveis creatinoquinase, leucócitos, CD4+, CD8+, CD4+/CD8+ e linfócitos antes, imediatamente após e seis dias após a competição é apresentado na tabela 1. Os testes estatísticos (teste t de Student) mediram as diferenças estatisticamente significativas entre as estimativas das médias dos parâmetros comparadas nas três situações de duas a duas. As variações médias dos parâmetros estudados nos diferentes momentos estão ilustradas na figura 1.

 

 

Houve diferença estatisticamente significativa na avaliação da CK nas três situações, pré com pós (p < 0,0001), pré com seis dias pós (p = 0,0053) e pós com seis dias pós (p = 0,0003). Os leucócitos apresentaram diferença estatisticamente significativa em duas situações, pré com pós (p < 0,0001) e pós com seis dias pós (p < 0,0001). A relação CD4+/CD8+ apresentou diferença estatisticamente significativa entre pré e seis dias pós (p = 0,0032).

Os resultados da análise da correlação entre os percentuais de variação da CK com os leucócitos totais, CD4+/CD8+ e linfócitos estão apresentados na tabela 2.

 

DISCUSSÃO

A dor muscular, bem como a limitação da marcha, são sintomas referidos que levam o atleta a procurar atendimento na tenda médica após a prova. Tal situação decorre do dano muscular que pode estar associado a diversos fatores10. Estudos têm avaliado marcadores de dano muscular como dor e enzimas musculares plasmáticas. Acredita-se que estes parâmetros não medem de forma acurada a extensão de lesão muscular11, e que parâmetros de flexibilidade e potência são métodos mais efetivos para avaliar o dano muscular11, sendo uma limitação do estudo a não aferição destas variáveis. Contudo, a CK, lactato desidrogenase (LDH), troponina-I e mioglobina são frequentemente descritas como marcadores de dano muscular, isso porque essas moléculas citoplasmáticas não têm a capacidade de atravessar a barreira da membrana sarcoplasmática12. No estudo realizado, utilizou-se a medida da enzima CK por ser considerada como melhor biomarcador indireto de dano ao tecido muscular12. O dano muscular, por sua vez, estimula o processo inflamatório através da ativação de interleucinas (IL's), que modulam a atividade e distribuição das células imunológicas12. Em estudo realizado com ultramaratonistas, verificaram-se alterações significativas em biomarcadores como a CK e marcadores de inflamação como a IL-6 e proteína C reativa, sugerindo que o processo inflamatório está associado ao dano muscular13; adicionalmente, há evidências de forte correlação positiva entre o aumento de IL-6 e CK plasmático14. Além disso, é reconhecido que a contração e o dano muscular estimulam a síntese de IL-615 e seus efeitos modulam aspectos imunológicos e metabólicos.

Consequentemente, acredita-se que a modulação do perfil das células imunológicas sofre influência do processo inflamatório gerado pelo dano muscular. Contudo, outros fatores, associados ou independentes ao dano muscular, como estado nutricional e uso de antioxidantes podem influenciar a resposta das interleucinas16-19. No estudo vigente, estes fatores não foram controlados; portanto, caracteriza uma limitação deste.

Ao avaliar o dano muscular através da enzima CK, observou-se um aumento significativo dos níveis séricos médios desta enzima imediatamente após a prova (segundo momento) e permaneceu elevado, com significância estatística, no sexto dia após a prova (terceiro momento) em relação aos dois dias anteriores à corrida (primeiro momento) (figura 1A). Tal comportamento enzimático reflete a persistência da injúria tecidual e, consequentemente, de atividade inflamatória. Os achados são concordantes com Neubauer et al, que investigaram 42 atletas de triatlo Ironman, nos seguintes momentos: dois dias antes, imediatamente após, um, cinco e 19 dias após a prova. Este estudo verificou relações significativas entre a dinâmica leucocitária, marcadores de dano muscular e interleucinas. Foi evidenciada uma pronunciada resposta inflamatória inicial, que em geral declina rapidamente, porém uma inflamação sistêmica de baixo grau persiste pelo menos até o quinto dia após a prova, possivelmente refletindo uma recuperação muscular incompleta6.

No exercício físico agudo, a resposta inflamatória em consequência do dano muscular, alterações hormonais e débito cardíaco promovem a demarginação de leucócitos do leito endotelial e a liberação de células da medula óssea, o que resulta no aumento exponencial da concentração sérica dos leucócitos20. A leucocitose foi observada no presente estudo imediatamente pós prova e seis dias após (figura 1B), apresentando um comportamento semelhante à CK. Isto corrobora outro estudo21 em que se observou direta correlação da leucocitose como marcador de dano tecidual muscular. Os níveis dos leucócitos totais no terceiro momento mostraram-se semelhantes aos níveis basais, sendo provável que no sexto dia após a prova estes não sofram influências de alterações hemodinâmicas e neuroendócrinas de forma pronunciada. A correlação entre variação percentual de CK e leucócitos nestes momentos não foi estatisticamente significativa (tabela 2), o que pode ser explicado por momentos diferentes de picos plasmáticos destas variáveis ou por uma amostra de estudo pequena, sendo assim uma limitação do estudo.

Os linfócitos sanguíneos periféricos consistem em subtipos de células T, células B e células NK. As mudanças no número dos linfócitos circulantes totais e subtipos T CD4+ e CD8+ apresentam-se com uma característica bifásica em que o aumento dos linfócitos circulantes (linfocitose) ocorre durante ou imediatamente após o esforço físico, seguido de uma diminuição (linfocitopenia) durante o estágio inicial da recuperação e um retorno aos níveis basais de repouso. Tais mudanças são proporcionais à intensidade e à duração do esforço8. Os resultados do estudo não verificaram este comportamento, provavelmente em decorrência dos momentos estudados. Por outro lado, os linfócitos totais não apresentaram alterações estatisticamente significativas entre os três momentos investigados (figura 1F), sendo estes achados concordantes com outro estudo22. Além disso, não se observou correlação estatisticamente significativa entre a variação percentual de CK e linfócitos totais nos diferentes momentos, denotando que o dano muscular não influenciou os níveis circulantes de linfócitos.

Os linfócitos T CD4+ não apresentaram diferença estatisticamente significativa nos diferentes momentos, mantendo-se inalterados após o esforço de longa duração (figura 1C), o que foi concordante com achados de outros autores23,24.

A mudança desproporcional entre subtipos de células T CD4+ e T CD8+ resulta em mudança na relação CD4+/CD8+ que comumente declina durante e após exercício. Esta relação tem sido usada como um índice útil que representa a distribuição relativa dos subtipos de linfócitos T25, sugerindo que a queda da relação CD4+/CD8+ pode estar associada à supressão da responsividade das células T após o exercício26, consequente imunodepressão e suscetibilidade a infecções. Alguns autores constataram que o treino moderado de longa duração não altera a razão CD4+/CD8+27,28. Em contrapartida, exercício prolongado e mais intenso (75% VO2máx) diminuiu a concentração de células CD4+, ou mesmo levam a um aumento na concentração de linfócitos CD8+29, resultando no decréscimo na razão CD4+/CD8+. Contudo, apesar de alguns estudos demonstrarem um decréscimo no balanço CD4+/CD8+, não foi diagnosticado episódio de infecção de vias aéreas superiores (IVAS) nesses atletas30, sugerindo que o organismo encontra-se em potencial estado de alerta contra agressões externas, o que tende a desvalorizar o significado clínico das descidas transitórias da relação CD4+/CD8+. No presente estudo, verificou-se que não houve uma diferença estatisticamente significativa na relação dos linfócitos T CD4+/CD8+ entre dois dias antes e imediatamente após prova; contudo, um aumento estatisticamente significativo da relação CD4+/CD8+ foi observado entre dois dias antes e seis dias após a prova (figura 1E). Isto não denotou uma tendência à imunossupressão no pós-prova imediato, e sugere um aumento do potencial imunológico seis dias após, provavelmente em decorrência da característica do esforço ser de moderada intensidade, apesar de longa duração.

Não houve, ainda, correlação estatisticamente significativa entre o percentual de variações da CK e relação linfócitos T CD4+/CD8+ e linfócitos totais entre os diferentes momentos (tabela 2), o que não permite associar, neste estudo, a injúria tecidual muscular com alterações na distribuição e número absoluto de linfócitos circulantes.

Em resumo, o exercício de longa duração de moderada intensidade provocou evidências de dano muscular e de mudanças no perfil imunológico, observados pelo comportamento dos níveis de CK, leucócitos, e razão entre CD4+/CD8+.

 

CONCLUSÃO

O estudo evidenciou alterações enzimáticas séricas que permitiram concluir a ocorrência de dano muscular após a prova do triatlo Ironman Brasil. O dano muscular observado não se correlacionou com as alterações do perfil das células imunes estudadas.

Um estado imunológico de alerta ou potencializado pode se estabelecer seis dias após a prova de triatlo Ironman.

Em triatletas de Ironman, estudos complementares avaliando o dano muscular, mediadores inflamatórios e modulação das células imunes em diferentes momentos são necessários.

 

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Correspondência:
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Todos os autores declararam não haver qualquer potencial conflito de interesses referente a este artigo.

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